Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amelinha vai de Almir Sater a Zeca Baleiro no álbum 'Janelas do Brasil'

Está pronto o primeiro disco solo de Amelinha em dez anos. Sucessor de Vento, Forró e Folia (2001), Janelas do Brasil vai ser lançado em outubro de 2011 pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Gravado em São Paulo (SP) em agosto, com produção de Thiago Marques Luiz, Janelas do Brasil ganhou o nome do show com que a cantora cearense vem percorrendo o Brasil nos últimos dois anos. Mas o repertório foge da linha retrospectiva do roteiro do show. O CD Janelas do Brasil alinha 11 músicas inéditas na voz de Amelinha. A exceção é Terral, tema de Ednardo que a cantora já gravou em seu último CD, Pessoal do Ceará (2002), dividido com Belchior e Ednardo. Das 12 músicas de Janelas do Brasil, uma - Pra Seguir um Violeiro, de autoria do compositor cearense Amaro Penna - é realmente inédita. No disco, Amelinha vai de Almir Sater (Planície de Prata, parceria com Paulo Simões) a Zeca Baleiro (O Silêncio), passando por Belchior (Galos, Noites e Quintais, em divisão diferente da gravação feita pelo autor em 1977), Cátia de França (Ponta dos Seixas) e Marcelo Jeneci (Felicidade, parceria com Chico César). Eis as 12 músicas cantadas por Amelinha - vista no post em foto de Marco Aurelio Olimpio, feita durante o ensaio fotográfico do álbum - em Janelas do Brasil:

* Algum Lugar (Marília Medalha e Vinicius de Moraes, 1972)
* Asa Partida (Fagner e Abel Silva, 1976)
* É Necessário (Geraldo Espíndola, 1978)
* Felicidade (Chico César e Marcelo Jeneci, 2010)
* Galos, Noites e Quintais (Belchior, 1977)
* O Silêncio (Zeca Baleiro, 2005)
* Olhos Profundos (Renato Teixeira, 1978)
* Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Simões, 2005)
* Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna, 2011)
* Ponta do Seixas (Cátia de França, 1980)
* Quando Fugias de mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti, 2001)
* Terral (Ednardo, 1973)

17 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Está pronto o primeiro disco solo de Amelinha em dez anos. Sucessor de Vento, Forró e Folia (2001), Janelas do Brasil vai ser lançado em outubro de 2011 pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Gravado em São Paulo (SP) em agosto, com produção de Thiago Marques Luiz, Janelas do Brasil ganhou o nome do show com que a cantora cearense vem percorrendo o Brasil nos últimos dois anos. Mas o repertório foge da linha retrospectiva do roteiro do show. O CD Janelas do Brasil alinha 11 músicas inéditas na voz de Amelinha. A exceção é Terral, tema de Ednardo que a cantora já gravou em seu último CD, Pessoal do Ceará (2002), dividido com Belchior e Ednardo. Das 12 músicas de Janelas do Brasil, uma - Pra Seguir um Violeiro, de autoria do compositor cearense Amaro Penna - é realmente inédita. No disco, Amelinha vai de Almir Sater (Planície de Prata, parceria com Paulo Simões) a Zeca Baleiro (O Silêncio), passando por Belchior (Galos, Noites e Quintais, em divisão diferente da gravação feita pelo autor em 1977), Cátia de França (Ponta dos Seixas) e Marcelo Jeneci (Felicidade, parceria com Chico César). Eis as 12 músicas cantadas por Amelinha - vista no post em foto de Marco Aurelio Olimpio, feita durante o ensaio fotográfico do álbum - em Janelas do Brasil:

* Algum Lugar (Marília Medalha e Vinicius de Moraes)
* Asa Partida (Fagner e Abel Silva)
* É Necessário (Geraldo Espíndola)
* Felicidade (Chico César e Marcelo Jeneci)
* Galos, Noites e Quintais (Belchior)
* O Silêncio (Zeca Baleiro)
* Olhos Profundos (Renato Teixeira)
* Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Simões)
* Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna)
* Ponta do Seixas (Cátia de França)
* Quando Fugias de mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti)
* Terral (Ednardo)

KL disse...

Repertório muito interessante, resta saber se foram feitos arranjos para as canções ou se são só acompanhamentos - como tem sido a regra de agora.

Tiago disse...

Esse promete!! Adoro Amelinha!

Marcelo disse...

Gosto dela, mas senti falta de compositores fora da sua área nordestina. Acho q um Edu, Tom, Assis, Lupicinio , Ataulfo poderiam começar a fazer parte de seu repertório. Espero tb que essa foto não seja a capa do cd. Ficou muito estranho essa árvore envolvendo o pescoço dela...

lurian disse...

Realmente a seleção musical está muito boa e à altura da volta de Amelinha ao disco, tai um disco que vou aguardar com ansiedade e com a mesma pergunta de KL... Como já sei que os violões são do Dino Barioni, meu palpite é que siga uma linha parecida com o lançado com a Célia em 2007 (grande disco). Só que com um detalhe... música nordestina carece alguns acompanhamentos para além do violão! É isso que queria saber, Mauro.

Mauro Ferreira disse...

Aviso aos navegantes: a foto da capa é uma feita pelo DJ Zé Pedro.

Quanto aos arranjos, não sei de quem são. Abs, MauroF

Luca disse...

Repito o que disse no primeiro post sobre esse disco: o que importa é saber se a voz ainda tá boa. se tiver, pode pintar um discão porque o repertório é muito bom

lurian disse...

Luca, Amelinha gravou em 2010 no tributo a Ataulfo Alves e com Markinhos Moura. Não acho que a voz continue aguda e cristalina como no início da carreira e como era válido no início dos 80's, mas há composições que pedem voz mais maturada... uma boa intérprete percebe isso para dar o tom exato na voz. A participação dela no tributo a Ataulfo está sob medida!

Antonio Gauderio disse...

Amelinha cantando Edu Lobo, Tom Jobim e Assis Valente ? Acho que esse leitor Marcelo aí de cima não conhece a obra da Amelinha e ainda por cima querer novas regravações desses compositores citados à exaustão deveria ser proibido tamanha falta de imaginação. Salve Amelinha e seu canto que celebra compositores de sua geração e afinados com sua trajetória. Repertório coerente e consistente.

CN disse...

Que ótima noticia. Amelinha é um das nossas intérpretes mais sinceras. O repertório está muito interessante. Vou conferir. Parabéns a todos os envolvidos. Carlos Navas

Tiago disse...

Estou muito feliz com esse disco. Amelinha MERECE sair do limbo! Golaço do Thiago e do Zé Pedro.

Marcelo disse...

Oi Antonio! Realmente, não conheço muito a obra da Amelinha, mas não entendo o pq de algumas amarras na dita trajetória? Todos os compositores q citei tem inúmeras canções pouquíssimo conhecidas e gravadas que merecem sempre uma visita. Minha idéia é justamente sair do óbvio, do próprio universo e mostrar que é um artista que é capaz de se mostrar em qq estilo. Marina regravou "O Que Tinha de Ser" de uma forma muito própria, assim como Ivete Sangalo saiu da sua praia e regravou "Diana" com Toninho Horta de uma maneira muito bacana. Não ouvi, deve estar bom, mas acho q Amelinha pode ir muito além do que geralmente mostra.

lurian disse...

Ainda espero um retorno de Amelinha ao repertório do Elomar, de quem gravou "Seresta sertaneza".
Por falar nele, alguém sabe se a Titane vai realmente gravar um disco dedicado ao cancioneiro do Elomar? Desde o início do ano que ela vem fazendo shows com esse repertório. Espero que ela tome a acertada idéia de gravá-lo!

Tommye disse...

Já sentia a falta de Amelinha há muito tempo. Mauro, você, como sempre, trouxe uma boa notícia! Vou esperar para conferir.

Gill disse...

A obra de Amelinha é bastante irregular. Há uma beleza gigantesca em sua voz e em suas interpretações mas atravessada por um repertório confuso, irregular e até chato mesmo. Amelinha tem uma linda voz e uma presença vocal (diferente de ter boa voz) exuberante. Quem ousaria gravar "Mulher nova, bonita e carinhosa..."? Sonho com Gal cantando essa música, mas desconfio que nem ela supera Amelinha. Grande cantora que está sumida da mídia e que o Brasil desconhece.

Cláudio disse...

Certamente será um discão.

gilmar disse...

Mauro,

Você, como sempre, trazendo excelentes notícias. A voz de Amelinha é uma das mais singulares e belas do Brasil. Tenho todos os seus discos, inclusive o belíssimo "Flor da Paisagem", sua estreia em 1977. A gravação dela e Toquinho para "valsinha", no disco Porta secreta, é imbatível. Amelinha cantando "Frieza"(1982), de Fagner e Florbela Espanca; ´"Agua e Luz", do disco de 1984, e "Lua semente", do disco Romance da lua lua (1983), dá uma aula de interpretação! Pena que essas novas cantoras que têm surgido recentemente parece não conhecer o repertório de Amelinha, pois aprenderiam muito.
Sem falar que nos forrós, galopes, frevos e canções de vaquejada ela também é insuperável!
No mais, é aguardar pelo lançamento do disco e botar todo mundo ao redor para ouvi-lo!
Amelinha é sempre bem vinda!
Um abraço, Mauro.
Gilmar
Itabuna - BA