Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 1 de dezembro de 2013

No Rio, Baleiro recebe Amelinha no tributo a Ramalho que vai gravar ao vivo

A cidade do Rio de Janeiro (RJ) foi o destino final da turnê nacional do projeto Banco do Brasil Covers neste ano de 2013. Entretanto, no caso do show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho, o público carioca ganhou por esperar para ver o espetáculo dirigido por Monique Gardenberg. É que o cantor e compositor maranhense inseriu dois encontros não previstos originalmente no roteiro do show que vai registrar ao vivo em 2014 para edição de CD e DVD. Na apresentação que lotou a casa carioca Vivo Rio na noite de 30 de novembro de 2013, Baleiro recebeu o cantor cearense Raimundo Fagner - com quem cantou Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978), música lançada pelo próprio Fagner - e a também cearense cantora Amelinha. Ex-mulher de Ramalho, Amelinha foi a surpresa do bis. Chamada ao palco por Baleiro, a cantora - visivelmente feliz pela acolhida calorosa da plateia - tentou acertar o passo do Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979), lançado pela própria Amelinha no homônimo álbum gravado em 1978, mas posto nas lojas em 1979 pela gravadora CBS. Foi o fecho festivo de show em que Baleiro - visto com Amelinha na foto de Rodrigo Amaral - entrelaçou sucessos e lados Z da obra apocalíptica do cantor e compositor paraibano. Eis o roteiro com os hits e lados Z da apresentação carioca do bom show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho:

1. Ave de prata (Zé Ramalho, 1979)
2. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
3. A dança das borboletas (Zé Ramalho e Alceu Valença, 1977)
4. Beira-mar (Zé Ramalho, 1979)
5. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
6. Desejo de mouro (Zé Ramalho, 1982)
7. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
8. Não existe molhado igual ao pranto (Zé Ramalho e Lula Cortes, 1975)
9. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
10. O rei do rock (Zé Ramalho e Zeca Baleiro, 2007)
11. Vila do sossego (Zé Ramalho, 1978)
12. Táxi lunar (Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, 1977)
13. Um pequeno xote (Zé Ramalho, 1981)
14. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978) - com Fagner
15. Mulheres (Zé Ramalho e Jards Macalé, 1984) /
      Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) /
      À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997)
16. Bicho de sete cabeças (Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1979)
        - Número instrumental com a banda Cavalos do Cão
17. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
18. Kriptônia (Zé Ramalho, 1983)
19. Avohai (Zé Ramalho, 1977)
Bis:
20. Entre a serpente e a estrela (Amarillo by morning) 
      (Terry Stafford e Paul Fraser, 1973 - em versão em português de Aldir Blanc, 1992)
21. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)
28. Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979) - com Amelinha

sábado, 30 de março de 2013

DVD 'Janelas do Brasil' documenta doce presença de Amelinha em cena

Resenha de CD e DVD
Título: Janelas do Brasil ao vivo
Artista: Amelinha
Gravadora: Lua Music / Canal Brasil
Cotação: * * * 1/2

O primeiro DVD de Amelinha - lançado neste mês de março de 2013 pela gravadora Lua Music - é fruto dos bons serviços prestados à música brasileira pela gravadora Joia Moderna em 2011, ano que o DJ Zé Pedro deu voz a cantoras que estavam esquecidas, sem chance de gravar em um mercado fonográfico cada vez mais cruel e imediatista. Calcado em violões, o álbum de tom interiorano gravado por Amelinha na Joia Moderna, Janelas do Brasil, mostrou uma cantora em boa forma vocal e foi justamente saudado na mídia como o grande disco que efetivamente é. Materializado pela garra do produtor Thiago Marques Luiz, o DVD Janelas do Brasil ao vivo - com gravação lançada também em formato de CD, o primeiro ao vivo da cantora cearense - é bom desdobramento do disco do estúdio. Mesmo tendo sido captado num show tenso, feito em 16 de maio de 2012 no Teatro Fecap de São Paulo (SP), o DVD resulta digno. A qualidade da filmagem é meramente regular e o áudio disponível, por questões orçamentárias, é somente 2.0. Ainda assim, Janelas do Brasil ao vivo é produto que soma na discografia de Amelinha por ser seu primeiro registro ao vivo de show e pelo conjunto da obra reunida no ótimo roteiro. Tal como o disco de estúdio, a gravação ao vivo está centrada em violões, os de Dino Barioni e o de Emiliano Cristo. As cordas dão o tom   folk das 18 regravações do repertório. Além das cordas, somente o piano de Alex Viana entra em cena em Depende (Fagner e Abel Silva, 1977), música interpretada por Amelinha em dueto harmonioso com Fagner. Inevitavelmente, Janelas do Brasil ao vivo rebobina parte do repertório do disco de 2011, mas mesmo esses números, redundantes para quem comprou o álbum da Joia Moderna, têm lá seu charme. Em cena, Amelinha ajusta seu canto doce à leveza pop de Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César, 2010), saúda orgulhosamente as origens em Terral (Ednardo, 1973) e acerta a pegada frenética de Quando fugias de mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti, 2001). Fora do universo do disco que originou o show, a cantora percorre Légua tirana (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949) com firmeza, dá feitio de oração a Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo, 1951), entoa lindamente a valsa Ai, quem me dera (Vinicius de Moraes, 1974) - composta em sua casa, mas nunca gravada pela cantora - e explora seus agudos em sintonia com a guitarra de Dino Barioni ao dar voz à balada Água e luz (Tavito e Ricardo Magno, 1984), boa lembrança de fase em que flertou perigosamente com o tecnopop romântico que imperou na década de 80. O toque do violão de Toquinho em Valsinha (Vinicius de Moraes e Chico Buarque, 1971) dá a impressão de soar mais virtuoso no CD/DVD do que no show - provavelmente por conta das tensões que pontuaram a gravação. E por falar em violão, o solo de Dino Barioni em Sol de primavera (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979) resulta dispensável. Inevitáveis na primeira gravação ao vivo da cantora, os sucessos Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979) e Mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor (Otacílio Batista e Zé Ramalho, 1982) ganham registros pálidos que não resistem às comparações com suas respectivas gravações originais. Em contrapartida, Asa partida (Fagner e Abel Silva, 1976) soa mais pungente no DVD, inclusive por conta da participação de Zeca Baleiro, preciso na interpretação dos versos doídos do poeta Abel Silva. Baleiro se une a Fagner e a Amelinha no fim para juntos fazerem desabrochar novamente Flor da paisagem (Robertinho de Recife e Fausto Nilo, 1977), canção-título do primeiro álbum da cantora. Enfim, é muito bom que Amelinha tenha tido a chance de voltar a gravar. Janelas do Brasil ao vivo é documento para as futuras gerações da doce presença da intérprete em cena.

terça-feira, 26 de março de 2013

Ao lançar DVD no Rio, Amelinha cede palco para seu filho João Ramalho

Presença rara em palcos cariocas, Amelinha fez show no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de segunda-feira, 25 de março de 2013, para promover a chegada às lojas de seu CD e DVD Janelas do Brasil ao vivo, produzidos por Thiago Marques Luiz e recém-editados pela gravadora Lua Music. Contudo, a cantora cearense extrapolou o repertório de seu primeiro registro ao vivo de show, cantando músicas como Dia branco (Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1979), Noites de cetim (Herman Torres e Sergio Natureza, 1979) e Santa Tereza (Fagner e Abel Silva, 1979) - composições lançadas pela artista em seu segundo álbum, Frevo mulher (1979). Outra surpresa na voz da intérprete foi Onde anda você? (Hermano Silva e Vinicius de Moraes, 1975). No bis, Amelinha cedeu o palco para seu filho João Ramalho, fruto de sua união com o cantor e compositor paraibano Zé Ramalho. Mas a participação de João - visto com a cantora na foto de Rodrigo Amaral - foi improvisada. Um espectador pediu a cantora que desse voz a Chão de giz (Zé Ramalho, 1978). Amelinha respondeu que quem sabia cantar o tema de Zé era João, que subiu então ao palco sob pedidos do público. João Ramalho cantou Chão de giz e, na sequência, a pedido de Amelinha, cantou outra música de Zé Ramalho, Avohai, lançada por seu pai no mesmo LP de 1978 que apresentou Chão de giz.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Eis a capa solar do primeiro DVD de Amelinha, 'Janelas do Brasil ao vivo'

Com capa solar, o primeiro DVD de Amelinha, Janelas do Brasil ao vivo, vai chegar às lojas em março de 2013. Simultaneamente com o DVD, a gravadora Lua Music põe no mercado o homônimo CD ao vivo com o registro do show captado em 16 de maio de 2012 no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), com produção de Thiago Marques Luiz. Na gravação ao vivo, a cantora cearense recebeu Fagner (em Depende, parceria de Fagner com Abel Silva, de 1977), Toquinho - convidado de Valsinha (Vinicius de Moraes e Chico Buarque, 1971) - e Zeca Baleiro (em Asa partida, parceria de Fagner e Abel Silva, 1976). No fim, Fagner e Baleiro se uniram com Amelinha em Flor da Paisagem (Robertinho de Recife e Fausto Nilo, 1977), música que batizou o primeiro LP da artista. O DVD Janelas do Brasil ao vivo exibe 18 dos 20 números captados na gravação. Por questões técnicas, as músicas Pra seguir um violeiro (Amaro Penna, 2011) e Eu no mundo (Rubens Lisboa, 2011) foram excluídas do DVD, cuja chegada às lojas vai ser promovida por Amelinha em shows agendados para 2 e 3 de março no Sesc Pinheiros, em São Paulo (SP), com participações de Fagner (no show do dia 2) e Toquinho (no show do dia 3).

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com o Canal Brasil, Lua finaliza e viabiliza a edição do DVD de Amelinha

Parceria do Canal Brasil com a gravadora Lua Music permitiu ao produtor Thiago Marques Luiz finalizar a edição do primeiro DVD de Amelinha. O registro ao vivo do show Janelas do Brasil - captado em 16 de maio de 2012 em apresentação no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), que teve participações de Fagner, Toquinho e Zeca Baleiro - será lançado em 2013 nos formatos de CD e DVD. O CD ao vivo terá 16 dos 18 números do DVD. Inspirado no disco de estúdio editado em 2011 pela Joia Moderna, o show foi feito com os violonistas Dino Barioni e Emiliano Castro.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mesmo fora da ordem, Amelinha alcança bons momentos ao gravar DVD

Resenha de show - Gravação de DVD
Título: Janelas do Brasil
Artista: Amelinha (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Fecap (São Paulo, SP)
Data: 16 de maio de 2012
Cotação: * * *

Alguma coisa esteve fora da ordem na gravação do primeiro DVD de Amelinha, captado em show feito pela cantora no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), em 16 de maio de 2012. Foi o roteiro originalmente estruturado pela cantora com o produtor Thiago Marques Luiz, mentor da gravação ao vivo do DVD bancado pelo próprio Marques Luiz para ter seu lançamento negociado posteriormente no mercado fonográfico. Para poder atender a solicitação de Toquinho para gravar sua participação no início do show (o artista assumira outro compromisso naquela noite), o roteiro foi alterado - como Amelinha, falante ao extremo, explicou ao público no decorrer do show. Tal alteração provavelmente provocou tensões e insegurança na cantora, visivelmente nervosa ao entrar em cena para entoar as músicas Galos, Noites e Quintais (Belchior, 1977) e Terral (Ednardo, 1973), estrategicamente repetidas ao fim da apresentação, quando a maior parte do público já havia deixado o teatro. Mesmo sem reeditar a magia vista na estreia do show Janelas do Brasil no teatro do Sesc Belenzinho (SP) em janeiro, a gravação ao vivo teve bons momentos que reiteraram o êxito do projeto. Amelinha continua cantando bem. O primeiro bom momento veio após a participação de Toquinho, que tocou violão protocolar em Valsinha (Vinicius de Moraes e Chico Buarque, 1971), reeditando o encontro promovido originalmente no terceiro álbum da cantora, Porta Secreta (1980). Esse momento foi quando Amelinha cantou Ai Quem Me Dera, rara música assinada somente por Vinicius de Moraes (1913 - 1980), padrinho artístico da cantora. Nesse número, a voz começou a exibir o viço que pareceu escassear nas primeiras músicas. Na sequência, Sol de Primavera (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979) iluminou a opção de Amelinha de cantar em tons mais serenos. A (bela) luz vinha também dos refletores orquestrados por Silvestre Junior. Emoldurada por primoroso cenário de Paulo Neto, arquiteto dos sete arbustos que evocam a aridez do sertão nordestino ao mesmo tempo em que remetem ao tom interiorano do repertório cantado por Amelinha no CD Janelas do Brasil ( Joia Moderna, 2011), a cantora errou feio no figurino preto que sugeria inadequada conexão com o universo metaleiro (o vestido floral da estreia era mais adequado). Gostos à parte, Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César, 2010) abriu janela pop e arejou o roteiro seguido por Amelinha com as cordas dos violonistas Dino Barioni (virtuoso, mas por vezes prolixo nos solos) e Emiliano Castro. Cantora e violonistas acertaram o exato tom melancólico de O Silêncio, tema de Zeca Baleiro, convidado de Asa Partida (Fagner e Abel Silva, 1976). Hábil intérprete de obras alheias, Baleiro se ambientou com facilidade no clima denso da música, brilhando especialmente no segundo take (no primeiro, Baleiro tropeçou em algumas palavras da letra - o que empanou um pouco o brilho de sua interpretação). Nessa cantoria, como Amelinha caracteriza o show, a intérprete seguiu Légua Tirana (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949) com firmeza infelizmente não percebida quando a cantora adentrou os caminhos melódicos e poéticos de Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna, 2011). Surpresa do repertório, o baião Eu no Mundo (Rubens Lisboa, 2011) - que teve o ritmo marcado pelas palmas descompassadas do público em clima de folia de reis - sinalizou a intenção da artista de abordar outros universos e compositores. Na sequência, a entrada de um piano - tocado com precisão por Alex Viana - preparou o clima para uma pungente Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo, 1951), número em que o canto de Amelinha teve feitio de oração. No fim, a participação de Fagner em Depende (parceria do compositor com Abel Silva, lançada em 1977 por Amelinha) e em Flor da Paisagem (Robertinho de Recife e Fausto Nilo, 1977) - esta desabrochada de improviso com a adesão de Zeca Baleiro - reiterou o saldo positivo do show. O DVD pode até vir a resultar excelente se - na edição - forem eliminados os focos de tensão da atribulada gravação ao vivo.

O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da produção do show de Amelinha

Amelinha grava ao vivo para DVD música feita em sua casa por Vinicius

São Paulo (SP) - Rara música assinada somente por Vinicius de Moraes (1913 - 1980), lançada em 1974 no LP que trazia a trilha sonora composta pela dupla Toquinho & Vinicius para a novela Fogo Sobre Terra (TV Globo), Ai Quem me Dera foi feita na casa de Amelinha, em São Paulo (SP). Vinicius - incentivador da carreira da artista cearense - pensava em ouvir a canção na voz de Amelinha. Mas Ai Quem me Dera precisou esperar 38 anos para ganhar a voz da cantora. O tema foi incluído por Amelinha no roteiro do show gravado ao vivo em São Paulo (SP), em apresentação que encheu o Teatro Fecap na noite de 16 de maio de 2012, para dar origem ao primeiro DVD da cantora, que contou a história da música para a plateia. Produzido por Thiago Marques Luiz, o show teve roteiro centrado no repertório do CD que trouxe Amelinha de volta à cena em 2011, Janelas do Brasil, idealizado pelo DJ Zé Pedro para sua gravadora Joia Moderna. Contudo, Amelinha extrapolou o disco ao reviver alguns hits da fase inicial de sua carreira e ao cantar Eu no Mundo, misto de baião e folia de reis da lavra do compositor sergipano Rubens Lisboa. Eis o roteiro seguido por Amelinha - vista em foto de Mauro Ferreira - no show filmado com intervenções de Toquinho (em Valsinha), Zeca Baleiro (em Asa Partida e Flor da Paisagem) e Fagner (em Depende e também em Flor da Paisagem):

1. Galos, Noites e Quintais (Belchior, 1977)
2. Terral (Ednardo, 1973)
3. Valsinha (Vinicius de Moraes e Chico Buarque, 1971) - com Toquinho
4. Ai Quem me Dera (Vinicius de Moraes e Toquinho, 1974)
5. Sol de Primavera (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979)
6. Foi Deus que Fez Você (Luiz Ramalho, 1980)
7. Água e Luz (Tavito e Ricardo Magno, 1984)
8. Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César, 2010)
9. Quando Fugias de Mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti, 2001)
10. Ponta do Seixas (Cátia de França, 1980)
11. O Silêncio (Zeca Baleiro, 2005)
12. Asa Partida (Fagner e Abel Silva, 1976) - com Zeca Baleiro
13. Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor 
     (Otacílio Batista e Zé Ramalho, 1982)
14. Légua Tirana (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1949)
15. Pra Seguir Um Violeiro (Amaro Penna, 2011)
16. Frevo Mulher (Zé Ramalho, 1979)
17. Eu no Mundo (Rubens Lisboa, 2011)
18. Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo, 1951)
19. Depende (Fagner e Abel Silva, 1977) - com Fagner
20. Flor da Paisagem (Robertinho de Recife e Fausto Nilo, 1977) - com Fagner e Zeca Baleiro
Bis (repetições para o DVD):
* Galos, Noites e Quintais
* Terral
* Quando Fugias de Mim
* Ponta do Seixas
* Pra Seguir um Violeiro

Flor da Paisagem desabrocha com Fagner e Baleiro no DVD de Amelinha

São Paulo (SP) - Convidados da gravação do primeiro DVD de Amelinha, realizada no Teatro Fecap na noite de 16 de maio de 2012, Fagner e Zeca Baleiro fizeram desabrochar Flor da Paisagem, parceria de Robertinho de Recife com Fausto Nilo que deu título ao primeiro álbum da cantora cearense. O número não estava previsto no roteiro oficial, mas foi improvisado ao fim do show por Fagner e Baleiro com a adesão da própria Amelinha. Produtor da gravação ao vivo, bancada de seu próprio bolso, Thiago Marques Luiz pensa em alocar Flor da Paisagem entre os extras do DVD. De início, Fagner pensara em reviver Pobre Bichinho - música de sua própria autoria, também gravada por Amelinha no álbum Flor da Paisagem (CBS, 1977) - mas o cantor acabou mudando de ideia no camarim, momentos antes do início da gravação do DVD.

Amelinha revive 'Depende' com Fagner na gravação de seu primeiro DVD

São Paulo (SP) -  Na primeira metade dos anos 70, antes de se profissionalizar como cantora, Amelinha pedia a Fagner - então já com alguma visibilidade na iniciante carreira - para dar canjas descompromissadas nos shows do cantor e compositor cearense. Incentivador de sua conterrânea, Fagner atendia os pedidos de Amelinha. Essa fase amadora foi lembrada pela cantora ao receber seu amigo na gravação do DVD captado em show feito por Amelinha no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), na noite de ontem, 16 de maio de 2012. Fagner fez dueto com Amelinha em Depende, parceria do compositor cearense com o poeta Abel Silva, lançada pela cantora em seu primeiro álbum, Flor da Paisagem (CBS, 1977). Fagner - visto com Amelinha na foto de Mauro Ferreira - cantou e tocou vioão no número, repetido porque, como bem observou a cantora, a voz de Fagner ficou baixa no primeiro take. A gravação do primeiro DVD de Amelinha foi custeada pelo produtor Thiago Marques Luiz, que, logo após a finalização do vídeo, planeja negociar o lançamento do DVD no mercado fonográfico brasileiro.

Amelinha cola 'Asa Partida' com Zeca Baleiro ao gravar seu primeiro DVD

São Paulo (SP) - "Foi um jeito delicado de dizer que ficou...". Zeca Baleiro não completou a frase, dita quando voltou ao palco do Teatro Fecap para repetir, por sugestão de Fagner, o dueto que havia feito com Amelinha em Asa Partida, parceria do próprio Fagner com o poeta Abel Silva, lançada pelo cantor cearense no álbum Raimundo Fagner (CBS, 1976). Delicadezas e ironias à parte, a repetição valorizou o número, gravado ao vivo para o primeiro DVD de Amelinha, captado na noite de ontem, 16 de maio de 2012, em show produzido por Thiago Marques Luiz. Baleiro - que tropeçara em versos de Asa Partida no primeiro take - apresentou na segunda vez uma interpretação mais sedutora, à altura da música. A ponto de emocionar o próprio Fagner. O duo de Amelinha e Baleiro - vistos em foto de Mauro Ferreira - ficou bonito.

Amelinha refaz dueto de 1980 com Toquinho ao gravar seu primeiro DVD

São Paulo (SP) - Quando decidiu gravar Valsinha (Chico Buarque e Vinicius de Moraes, 1971) em seu terceiro álbum, Porta Secreta (CBS, 1980), Amelinha pensou em convidar Vinicius de Moraes (1913 - 1980) - um dos principais incentivadores de sua carreira de cantora - para participar da faixa. A morte do Poetinha em julho de 1980 acabou com o sonho da artista cearense. Amelinha então gravou Valsinha com a voz e o violão de Toquinho, então o parceiro mais constante de Vinicius. Decorridos 32 anos da gravação, Amelinha refez o dueto com Toquinho para seu primeiro DVD, produzido e custeado por Thiago Marques Luiz. Desta vez, Toquinho contribuiu somente com seu (protocolar) violão na gravação ao vivo realizada em show no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), na noite de ontem, 16 de maio de 2012. Antes de efetivamente fazerem o número, repetido na sequência, Amelinha e Toquinho - vistos em foto de Mauro Ferreira - divertiram a plateia com histórias sobre o já lendário Vinicius de Moraes.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Toquinho adere ao elenco de convidados do primeiro DVD de Amelinha

Toquinho é mais um nome confirmado - como participação especial - na gravação ao vivo do primeiro DVD de Amelinha. O cantor vai entrar em cena para cantar Valsinha (Chico Buarque e Vinicius de Moraes, 1971) com a artista - vista em foto de Jardiel Carvalho - no show agendado para a próxima quarta-feira, 16 de maio de 2012, no Teatro Fecap, em São Paulo (SP). Fagner vai participar de Depende, parceria do compositor cearense com Abel Silva, lançada pela própria Amelinha em 1977 no álbum Flor da Paisagem. Já Zeca Baleiro vai fazer duo com a cantora em Asa Partida, outra parceria de Fagner com Abel Silva, lançada em 1976.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amelinha vai gravar primeiro DVD em maio, em SP, com Baleiro e Fagner

Amelinha vai gravar seu primeiro DVD. Custeado pela cantora com o produtor Thiago Marques Luiz, para depois ter sua edição negociada com alguma gravadora interessada na distribuição, o registro ao vivo vai ser feito em apresentação do show Janelas do Brasil agendada para 16 de maio de 2012 no Teatro Fecap, em São Paulo (SP). Amelinha - vista em foto de Rodrigo Amaral na estreia do (belo) show em 7 de janeiro, no Sesc Belezinho de São Paulo (SP) - vai receber Fagner e Zeca Baleiro como convidados. Baleiro já manifestou o desejo de cantar Asa Partida, a música de Fagner e Abel Silva, lançada pelo cantor e compositor cearense em 1976.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Amelinha percorre 'Légua Tirana' no Rio para festejar os 100 anos de 'Lua'

Amelinha gravou no estúdio Alcatéia, no Rio de Janeiro (RJ), sua participação no disco triplo produzido por Thiago Marques Luiz em tributo aos 100 anos de Luiz Gonzaga (1912 - 1989). A cantora cearense deu voz na tarde desta terça-feira, 24 de abril de 2012, à toada Légua Tirana, composta por Lua com seu parceiro Humberto Teixeira (1915 - 1979) e lançada em 1949. Amelinha já vem cantando Légua Tirana na atual versão de seu show Janelas do Brasil.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Doce cantoria de Amelinha repõe em cena uma intérprete feliz e delicada

Resenha de Show
Título: Janelas do Brasil
Artista: Amelinha (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro do Sesc Belenzinho (São Paulo, SP)
Data: 7 de janeiro de 2012
Cotação: * * * *
Show em cartaz no teatro do Sesc Belenzinho - em São Paulo - até 8 de janeiro de 2012

"Na realidade, isso aqui é uma cantoria", conceituou Amelinha no meio da estreia nacional de seu show Janelas do Brasil para o público que, na noite de 7 de janeiro, assistia à sua apresentação no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP). O teatro do Sesc Belenzinho foi o palco do início da turnê que promove o primeiro disco solo da cantora cearanse em dez injustos anos. Nessa cantoria, doce como a voz de timbre singular (ainda em forma), o público reencontra uma intérprete de tons delicados, feliz por estar de volta à cena. Após ser posta à margem do mercado fonográfico, a partir da segunda metade dos anos 80, Amelinha conseguiu gravar somente discos mal-cuidados, que a direcionaram para o forró de caráter populista. Álbum produzido por Thiago Marques Luiz para a gravadora Joia Moderna, sob a direção artística do DJ Zé Pedro, Janelas do Brasil reconecta a artista aos tempos áureos de sua discografia. De sotaque menos interiorano do que o CD, o show confirma o bom momento de Amelinha ao longo das 16 músicas do roteiro. Oito foram selecionadas entre o irretocável repertório deste disco de 2011 que chega efetivamente às lojas neste mês de janeiro de 2012. As outras oito se dividem entre lados B da discografia inicial da cantora (caso de Depende, parceria de Fagner e Abel Silva que Amelinha lançou em 1977 em seu primeiro álbum, Flor da Paisagem), sucessos inevitáveis - como Frevo Mulher (Zé Ramalho, 1979), Foi Deus que Fez Você (Luis Ramalho, 1980) e Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz O Homem Germer Sem Sentir Dor (Zé Ramalho e Otacílio Batista, 1982) - e boas surpresas como Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo). Ainda fora de seu caminho habitual, Amelinha percorre Légua Tirana (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) em tom lamentoso que mostra que seu canto pode extrapolar a doçura. E o fato é que Janelas do Brasil - show que tem apenas o título em comum com o homônimo espetáculo apresentado pela cantora em setembro de 2010 no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ) - reitera a beleza resistente desse canto. Com luz caprichada, cenário de clima bucólico e a companhia de seus violeiros Rovilson Pascoal e Estevan Sincovitz (que assumem em cena as cordas pilotadas no disco pelo violonista Dino Barioni), Amelinha faz show simples e sedutor. A sedução está tanto na voz única da intérprete de 61 anos quanto na força do repertório. No tempo da delicadeza, Amelinha dá brilho a Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Solimões, em abordagem bem mais bonita do que a feita em 2005 por Maria Bethânia), celebra a origem cearense em Terral (Ednardo), traz para o campo bela balada do asfalto (O Silêncio, de Zeca Baleiro), junta os cacos emocionais de Asa Partida (Fagner)  - em número cujo gestual da cantora sublinha o sentido de alguns versos - e revolve Água e Luz (Tavito e Ricardo Magno) com os acordes minimalistas da guitarra de Rovilson Pascoal. Pontuado por algumas falas de cantora, visivelmente feliz por estar voltando à cena com dignidade e com elegância, o (curto) roteiro precisa somente de alguns ajustes. A já citada Depende poderia render mais se não fosse alocada logo após Frevo Mulher, cujo ritmo frenético é marcado com palmas pela plateia. Noites de Cetim (Herman Torres e Sérgio Natureza) surte pouco efeito e, por estar situada quase ao fim do show, funciona quase como um anticlímax. Em contrapartida, Quando Fugias de Mim (Alceu Valença e Emanoel Cavalcanti) - a música do bis - sobressai mais no show do que no disco, evocando a habilidade de Amelinha para encarar temas de ritmo mais veloz, eventualmente até agalopado. Enfim, Janelas do Brasil repõe Amelinha em cena da forma que merecem a cantora e seu público saudoso dessa voz personalíssima que ora ressoa pelas frestas arejadas do mercado independente. Nem o tropeço da intérprete em verso de Ponta do Seixas (Cátia de França) tirou o brilho da feliz estreia nacional de Janelas do Brasil, show dirigido e roteirizado por Thiago Marques Luiz. A doce cantoria de Amelinha nunca sai do tom.

* O blog Notas Musicais viajou a São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna

Amelinha floresce suave entre paisagens do roteiro de 'Janelas do Brasil'

Parceria de Fagner com Abel Silva, lançada por Amelinha em 1977 no seu seminal álbum Flor da Paisagem, Depende reaparece na voz da cantora cearense no roteiro do show Janelas do Brasil. Inspirado no seu homônimo primeiro disco solo em dez anos, a ser efetivamente posto nas lojas pela gravadora Joia Moderna neste mês de janeiro de 2012, o show seduziu o público que compareceu  na noite de 7 de janeiro ao teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), onde fica em cartaz até este domingo, 8 de janeiro. Pontapé inicial de turnê que Amelinha pretende que seja nacional, a apresentação mostrou uma cantora suave que floresce entre as paisagens do roteiro de 16 números. Amelinha - vista em foto de Rodrigo Amaral - cantou as belezas do mar de João Pessoa em Ponta do Seixas (Cátia de França), celebrou sua origem cearense em Terral (Ednardo), iluminou Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Solimões) e tentou reviver os brilhos de Noites de Cetim (Herman Torres e Sérgio Natureza). Eis o roteiro seguido por Amelinha na estreia nacional da (remodelada) edição do show Janelas do Brasil:

1. Galos, Noites e Quintais (Belchior)
2. Terral (Ednardo)
3. O Silêncio (Zeca Baleiro)
4. Asa Partida (Fagner e Abel Silva)
5. Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Solimões)
6. Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor (Otacílio Batista
    e Zé Ramalho)
7. Água e Luz (Tavito e Ricardo Magno)
8. Ponta dos Seixas (Cátia de França)
9. Frevo Mulher (Zé Ramalho)
10. Depende (Fagner e Abel Silva)
11. Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna)
12. Légua Tirana (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
13. Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo)
14. Noites de Cetim (Herman Torres e Sérgio Natureza)
15. Foi Deus que Fez Você (Luiz Ramalho)
Bis:
16. Quando Fugias de Mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti)

Amelinha segue 'violeiros' Rovilson e Estevan no show Janelas do Brasil

Os dois músicos que acompanham Amelinha em Janelas do Brasil - show que teve sua estreia nacional em 7 de janeiro de 2012 no teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), onde fica em cartaz até domingo, 8 de janeiro - tocam violão, guitarra, bandolim e até viola. Contudo, para a cantora cearense, Rovilson Pascoal (visto à direita na foto de Rodrigo Amaral) e Estevan Sincovitz são seus "violeiros". E é assim que Amelinha os apresenta e os segue no show inspirado no CD Janelas do Brasil, posto efetivamente nas lojas pela gravadora Joia Moderna neste mês de janeiro. Uma das músicas do CD e show é Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna).

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Amelinha segue, com afeto, a trilha interiorana e lírica de 'Janelas do Brasil'

Resenha de CD
Título: Janelas do Brasil
Artista: Amelinha
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * * 1/2

Ai, que saudades de Amelinha! Citando graciosamente o título do clássico samba de Ataulfo Alves (1909 - 1969) e Mário Lago (1911 - 2002), a frase com que o DJ Zé Pedro abre o texto escrito para o encarte do CD de Amelinha ora editado por sua gravadora Joia Moderna - Janelas do Brasil, primeiro disco da cantora desde 2002 - pode bem ser dita por quem seguiu a trilha nordestina do Brasil do fim dos anos 70 e início dos 80, período em que a voz afetuosa da intérprete cearense ecoou com força pelo país, lançando sucessos como Frevo Mulher (Zé Ramalho, 1979) e Foi Deus que Fez Você (Luiz Ramalho, 1980). Símbolo de doçura na corrente migratória que deslocou vozes agrestes de artistas nordestinos para o eixo Rio-São Paulo, em busca de oportunidades fonográficas, o canto de Amelinha conserva seu brilho neste álbum que se alinha com os melhores títulos de discografia que foi ficando progressivamente espaçada a partir da segunda metade dos anos 80 e - pior - voltada para o forró mais populista por exigência tacanha da indústria da música. Por entre as frestas abertas no mercado independente por Janelas do Brasil, disco produzido por Thiago Marques Luiz, a voz singular da intéprete destila lirismo e melancolia em repertório de ótimo nível, adornado por violões, violas e guitarras de Dino Barioni, diretor musical e arranjador do disco. A sonoridade interiorana do disco resulta apropriada para lustrar pérolas como O Silêncio (Zeca Baleiro, 2005), balada do asfalto que Amelinha traz para o universo musical do Brasil rural, longe demais das Capitais. É o Brasil em que resplandece Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Solimões, 2005) com sua porteira aberta por onde passam angústias sentimentais (Quando Fugias de Mim, Alceu Valença e Emmanoel Cavalcanti, 2001), dores tão profundas quanto silenciosas (Asa Partida, Fagner e Abel Silva, 1976 - tema bonito com Amelinha, mas que pede intérprete de maior carga emocional) e o orgulho da origem cearense, exposta no terno registro de Terral (Ednardo, 1973), única música já gravada pela cantora. Pontuada pela guitarra de Barioni, a voz de Amelinha eleva os tons para sublinhar as urgências existenciais de Algum Lugar (Marília Medalha e Vinicius de Moraes, 1972), lembrança afetiva do repertório, já que o Poetinha se encantou com a voz de Amelinha antes de o Brasil a ouvir com a devida atenção. Aos 61 anos, essa voz preserva o mesmo frescor dos tempos áureos, com a vantagem de a sonoridade minimalista e íntima de Janelas do Brasil ter tom atemporal, sem perseguir mudernices e maravilhas contemporâneas. É o fato é que o disco se revela à altura do histórico da cantora. Pela doçura natural, a voz da artista esbanja o afeto preciso em É Necessário (Geraldo Espíndola, 1978), revolve reminiscências de tempos mais alegres em Galos, Noites e Quintais (Belchior, 1977), segue com alguma fidelidade a receita pop de Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César, 2010), celebra as belezas naturais de Ponta do Seixas (Cátia de França, 1980) e se embrenha pelas matas atrás das cantorias da paixão que envolvem Olhos Profundos (Renato Teixeira, 1978). Nessa trilha interiorana, a voz da intérprete reitera ao fim do disco a firme disposição de cantar sonhos e esperanças alimentadas nas praças de seu país, itinerário certeiro de Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna, 2011), única música inédita de repertório que se ajusta bem ao canto afetuoso da intérprete. Janelas do Brasil é belo álbum que mata a saudade do canto afetuoso de Amelinha. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Amelinha volta ao disco com 'Janelas do Brasil' sob a direção de Barioni

É sob a direção musical do violonista Dino Barioni que Amelinha retorna ao disco no fim de novembro de 2011. Produzido por Thiago Marques Luiz para a gravadora Joia Moderna, o CD Janelas do Brasil marca a volta da cantora cearense ao mercado fonográfico após hiato de nove anos. Dono da Joia Moderna, o DJ Zé Pedro saúda em texto escrito para o encarte o retorno de Amelinha aos estúdios. Gravado e mixado em agosto no estúdio Sambatá, em São Paulo (SP), Janelas do Brasil alinha 12 músicas no repertório. Onze são inéditas na voz da cantora. A exceção é Terral, tema de Ednardo que a Amelinha já gravou em seu último disco, Pessoal do Ceará (2002), dividido com Belchior e Ednardo. O álbum já está na fábrica. Eis, na ordem do CD, as 12 músicas de Janelas do Brasil, primeiro disco solo de Amelinha desde 2001:

1. Galos, Noites e Quintais (Belchior, 1977)
2. O Silêncio (Zeca Baleiro, 2005)

3. Asa Partida (Fagner e Abel Silva, 1976)
4. Felicidade (Chico César e Marcelo Jeneci, 2010)
5. Terral (Ednardo, 1973)

6. Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Simões, 2005)
7. Quando Fugias de mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti, 2001)
8. Algum Lugar (Marília Medalha e Vinicius de Moraes, 1972)

9. É Necessário (Geraldo Espíndola, 1978)
10. Ponta do Seixas (Cátia de França, 1980)

11. Olhos Profundos (Renato Teixeira, 1978)
12. Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna, 2011)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Amelinha vai de Almir Sater a Zeca Baleiro no álbum 'Janelas do Brasil'

Está pronto o primeiro disco solo de Amelinha em dez anos. Sucessor de Vento, Forró e Folia (2001), Janelas do Brasil vai ser lançado em outubro de 2011 pela gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Gravado em São Paulo (SP) em agosto, com produção de Thiago Marques Luiz, Janelas do Brasil ganhou o nome do show com que a cantora cearense vem percorrendo o Brasil nos últimos dois anos. Mas o repertório foge da linha retrospectiva do roteiro do show. O CD Janelas do Brasil alinha 11 músicas inéditas na voz de Amelinha. A exceção é Terral, tema de Ednardo que a cantora já gravou em seu último CD, Pessoal do Ceará (2002), dividido com Belchior e Ednardo. Das 12 músicas de Janelas do Brasil, uma - Pra Seguir um Violeiro, de autoria do compositor cearense Amaro Penna - é realmente inédita. No disco, Amelinha vai de Almir Sater (Planície de Prata, parceria com Paulo Simões) a Zeca Baleiro (O Silêncio), passando por Belchior (Galos, Noites e Quintais, em divisão diferente da gravação feita pelo autor em 1977), Cátia de França (Ponta dos Seixas) e Marcelo Jeneci (Felicidade, parceria com Chico César). Eis as 12 músicas cantadas por Amelinha - vista no post em foto de Marco Aurelio Olimpio, feita durante o ensaio fotográfico do álbum - em Janelas do Brasil:

* Algum Lugar (Marília Medalha e Vinicius de Moraes, 1972)
* Asa Partida (Fagner e Abel Silva, 1976)
* É Necessário (Geraldo Espíndola, 1978)
* Felicidade (Chico César e Marcelo Jeneci, 2010)
* Galos, Noites e Quintais (Belchior, 1977)
* O Silêncio (Zeca Baleiro, 2005)
* Olhos Profundos (Renato Teixeira, 1978)
* Planície de Prata (Almir Sater e Paulo Simões, 2005)
* Pra Seguir um Violeiro (Amaro Penna, 2011)
* Ponta do Seixas (Cátia de França, 1980)
* Quando Fugias de mim (Alceu Valença e Emannoel Cavalcanti, 2001)
* Terral (Ednardo, 1973)