Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 26 de julho de 2015

Baleiro repisa trilha que deu em 'Chão de giz', DVD em que canta Zé Ramalho

Cronista hábil, Zeca Baleiro escreveu um texto em que repisa as trilhas que o levaram em 2013 a abordar o cancioneiro do compositor paraibano Zé Ramalho em show (leia resenha) que, gravado ao vivo, gerou o CD e DVD Chão de giz - Zeca Baleiro canta Zé Ramalho. Eis o texto escrito pelo multimídia artista maranhense para apresentar o produto recém-lançado pela gravadora Som Livre:

Espalho coisas sobre um chão de giz
ou... De Zeca, para Zé


por Zeca Baleiro

"Em julho de 2013, recebi o convite para cantar a música de Zé Ramalho na segunda edição do projeto BB Covers. Fiquei feliz e honrado com o convite. Fui (e sou) fã ardoroso da música do Zé, assim como de toda a geração Nordeste 70, ou como queiram chamar a turma que sacudiu a música brasileira naquela década, egressa de Pernambuco, Paraíba e Ceará. Mas também fiquei preocupado com a associação, tenho que confessar. Já tinha partilhado CD e DVD com Fagner, outro nome essencial da mesma cena, anos atrás. À época do lançamento do meu primeiro disco, parte da imprensa havia traçado paralelos reducionistas entre a minha geração e aquela. E eu anunciado como “o novo Zé Ramalho” por alguns. Ora, nenhum artista que preze a própria persona artística deseja ser chamado de “o novo alguém”, seja esse alguém Zé Ramalho, Bob Dylan ou Tom Jobim. Óbvio que havia (e há) muitos pontos de contato entre as duas gerações, assim como entre a minha música e a do bardo paraibano, sobretudo, neste caso, o amor ao cordel e à musica folk. Mas a comparação advinha principalmente, desconfio eu, da semelhança, digamos, conceitual, que havia entre Heavy metal do senhor, música que abria o meu primeiro disco, e A peleja do diabo com o dono do céu, canção-título do segundo disco do Zé.

Portanto, era natural que eu pensasse duas vezes antes de aceitar o convite. A própria Monique Gardenberg, uma das curadoras do projeto - que viria a dirigir o DVD com pegada tão sombria quanto poética - hesitou depois de me lançar a oferta. Em longas conversas por telefone, divagamos sobre outros artistas cujas obras eu teria gosto de cortejar. Martinho da Vila, Sergio Sampaio, Luiz Melodia, Tom Zé e Jackson do Pandeiro foram alguns nomes que surgiram como possibilidade. Mas o germe do desafio já estava plantado em minha alma. Passei dias ouvindo e reouvindo a música ramalheana, redescobrindo velhas belezas, conhecendo outras que haviam me escapado. Passei a considerar a ideia novamente - 'Que belo tributo esse show poderia render!', pensava eu com meus bótons.

A audição dos seus primeiros discos me remeteu ao tempo em que eu começava a tocar um instrumento, e todo aquele repertório se reacendeu na minha memória como a chama de um fósforo: Chão de giz, Vila do sossego, Taxi boy, A terceira lâmina e tantas outras canções, algumas das quais ficariam de fora do repertório por critérios extramusicais, como Adeus segunda-feira cinzenta, Meninas de Albarã, Canção agalopada e Galope rasante, todas da lista das minhas prediletas. Num trabalho que pretendia ser tributo à obra de um compositor, eu tinha que pesar gosto pessoal com outros fatores, como a importância histórica e o alcance popular das canções, bem como o perigo da redundância. Não posso dizer que tenha sido fácil o processo, mas me rendeu muitas horas de prazer e deleite. Até o fim, ouvi novas obras-primas e redescobri pérolas esquecidas em lados B de velhos vinis. Foi assim que cheguei a esse repertório, que considero uma mostra generosa da música de Zé Ramalho, um artista / poeta inquietante e essencial."

segunda-feira, 8 de junho de 2015

CD e DVD 'Chão de giz' repisam show de 2013 em que Baleiro canta Ramalho

Criado em 2013 para o projeto Banco do Brasil covers, o show em que o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro canta o repertório do cantor e compositor paraibano Zé Ramalho ganha registro fonográfico, dois anos depois de sua estreia nacional, nos formatos de CD e DVD (capa à esquerda). Zeca Baleiro canta Zé Ramalho - Chão de giz chega ao mercado fonográfico neste mês de junho de 2015 em edição da gravadora Som Livre. O CD agrupa 15 músicas em 14 faixas. Já o DVD alinha 21 músicas, sendo que Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979) reaparece também nos extras do DVD em forma de clipe. Nos extras, há também as músicas Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978), Entre a serpente e a estrela (Amarillo by morning) (Terry Stafford e Paul Fraser, 1973, em versão em português de Aldir Blanc, 1992) e Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979). O show foi gravado ao vivo em 2014. Eis, na ordem do DVD, as 21 músicas rebobinadas em Zeca Baleiro canta Zé Ramalho  -  Chão de giz:

1. Ave de prata (Zé Ramalho, 1979) - também no CD
2. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981) 
- também no CD
3. A dança das borboletas (Zé Ramalho e Alceu Valença, 1977) 
- também no CD
4. Beira-mar (Zé Ramalho, 1979) 
- também no CD
5. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978) 
- também no CD
6. Desejo de mouro (Zé Ramalho, 1982) /
    Kamikaze (Zé Ramalho, 1981) 
- também no CD
7. Não existe molhado igual ao pranto (Zé Ramalho e Lula Cortes, 1975)
8. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979) 
- também no CD
9. O rei do rock (Zé Ramalho e Zeca Baleiro, 2007) 
- também no CD
10. Vila do sossego (Zé Ramalho, 1978) 
- também no CD
11. Táxi lunar (Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, 1977) 
- também no CD
12. Um pequeno xote (Zé Ramalho, 1981)
13. Bicho de sete cabeças (Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1979)

14. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980) - também no CD
15. Kriptônia (Zé Ramalho, 1983) 
- também no CD
16. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979) - também no CD
17. Avohai (Zé Ramalho, 1977) - também no CD
Extras do DVD:
*  Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979) - clipe
*  Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978)
*  Entre a serpente e a estrela (Amarillo by morning)
   (Terry Stafford e Paul Fraser, 1973 - em versão em português de Aldir Blanc, 1992)

*  Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Encontro ao vivo de Fagner com Zé Ramalho resiste à falta de novidades

EDITORIAL - Já nas lojas, em edição da gravadora Sony Music, o CD e DVD Fagner & Zé Ramalho ao vivo pode ser considerado um grande encontro como o que reuniu, nos anos 1990, o mesmo Zé com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. O momento dos artistas já é outro, a situação do mercado fonográfico brasileiro também é outra, impedindo vendas astronômicas da gravação ao vivo feita em show no Rio de Janeiro, cidade que acolheu os cantores nordestinos nos anos 1970. Mas nada tira a grandeza desse encontro. Nem mesmo a falta de novidade no repertório formado essencialmente por sucessos do cearense Fagner e do paraibano Ramalho. Não há sequer uma música inédita - mesmo que assinada somente por um dos artistas - no roteiro. O ineditismo reside no fato de Fagner dar voz às músicas de Zé. E vice-versa. Não, nenhuma interpretação perpetuada em Fagner & Zé Ramalho ao vivo pode ser considerada renovadora ou mesmo marcante. A grandeza do encontro reside na força dos cancioneiros dos compositores e na harmonização das músicas e das duas vozes. Ambos os cantadores são donos de obras com assinaturas bem pessoais. Mas tudo se harmoniza no palco, sob o signo da amizade e das tensões resultantes do próprio encontro de duas personalidades tão marcantes. Clique aqui para ler a resenha da gravação do DVD Fagner & Zé Ramalho e ao vivo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Eis a capa e as 17 músicas do disco ao vivo de Fagner com Zé Ramalho

Esta é a capa do disco ao vivo que perpetua o show de Fagner com Zé Ramalho, gravado de 28 a 30 de julho deste ano de 2014 em apresentações no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) - clique aqui para ler a resenha da gravação. Com lançamento programado para 11 de novembro, em edição da Sony Music, o CD Fagner & Zé Ramalho ao vivo alinha 17 músicas em 16 faixas. Eis, na ordem do CD, as faixas do primeiro álbum feito em dupla pelos artistas:

1. Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980)
2. Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976)
3. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978)
4. Mucuripe (Belchior e Raimundo Fagner, 1972)
5. Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979)
6. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
7. Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
    (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
8. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
9. Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004)
10. Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) /
      Revelação (Clésio e Clodô, 1978)
11. Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981)
12. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
13. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
14. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
15. Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991)
16. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Encontro de Fagner com Zé Ramalho resulta grande pela força das obras

Resenha de show - Gravação ao vivo
Título: Fagner & Zé Ramalho
Artistas: Fagner e Zé Ramalho (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 30 de julho de 2014
Cotação: * * * 1/2

Expoentes da corrente migratória que deslocou artistas nordestinos para o eixo Rio-São Paulo ao longo dos anos 1970, o cearense Raimundo Fagner e o paraibano Zé Ramalho trilharam caminhos paralelos que se cruzaram eventualmente quando Fagner gravou músicas de Zé, como Pelo vinho e pelo pão (1978) e Eternas ondas (1980), ambas incluídas no roteiro do show que uniu pela primeira vez os dois cantores, compositores e músicos. Sem inéditas no repertório, o show Fagner & Zé Ramalho - gravado ao vivo de 28 a 30 de julho de 2014, em apresentações no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) - se sustentou na força dos hits dos cancioneiros desse artistas talentosos. Foi um show de sucessos, feito sob a direção musical de Robertinho de Recife para dar origem a CD e DVD a serem editados pela gravadora Sony Music. O ineditismo residiu no encontro das vozes ainda em forma. O timbre rascante de Fagner se harmonizou bem com o tom cavernoso do canto de Zé, como ficou evidente já no primeiro dos 23 números da apresentação de 30 de julho, Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980), música perfeita para abrir o show por evocar nos versos os afetos e tensões que regem o relacionamento destes cantadores de temperamentos tão fortes quanto seus respectivos cancioneiros. Além do hits, o show foi calcado nos violões tocados pelos dois cantadores. Nas primeiras seis músicas, Fagner e Zé ficaram sozinhos no palco, sentados em seus banquinhos e munidos de seus violões. Foi nesse clima folk que a dupla diluiu a densidade melancólica de Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976) e embarcou em Mucuripe (Raimundo Fagner e Belchior, 1972). A sedução do show ficou concentrada no fato de um cantor dar voz a músicas associadas ao outro. "Hoje só acredito no pulsar das minhas veias", cantou Zé Ramalho, revivendo Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979), um dos maiores sucessos da primeira fase da discografia de Fagner. Não houve sets individuais no show. Juntos o tempo todo em cena, os dois cantores dividiram as interpretações das 18 músicas (o bis foi reservado para repetições e para atender pedidos do público). Contudo, tal divisão nem sempre foi igualitária. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978) foi quase um solo de Zé, com Fagner ao violão, fazendo uma eventual segunda voz. Em contrapartida, Canteiros (Raimundo Fagner sobre poema de Cecília Meireles, 1973) foi solo de Fagner, com Zé ao violão, já no fim do show. Mesmo com a entrada da banda, a partir de Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976, em versão em português de Fausto Nilo, 1987), os violões e as vozes dos cantadores continuaram em primeiro plano. Romance no deserto, aliás, foi boa sacação do repertório, já que este sucesso de Fagner é versão em português de música do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, a quem Zé sempre foi associado explicitamente através de epítetos como O Bob Dylan do sertão. Os versos passionais de Fanatismo (Raimundo Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981) também caíram bem na voz grave de Zé. Único número dispensável do roteiro, Canção da floresta (Sebastião Dias) - música gravada por Fagner no álbum Os donos do Brasil (Indie Records, 2004) - destoou do cancioneiro da dupla pelo tom pueril dos versos que protestam contra a devastação da natureza. Já o medley que entrelaçou Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) e Revelação (Clésio e Clodô) sobressaiu por expor a maestria do violão violeiro de Manassés, virtuose da banda, não aproveitado na medida de seu talento. Já Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991) tendeu mais para o ritmo cadenciado do xote, sem o pique forrozeiro da gravação original de Fagner. No fim, o aboio Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979) reiterou a força popular dos cancioneiros de dois artistas que souberam levar adiante a música de origem nordestina, dialogando com o Brasil. Mesmo com baixo teor de novidade, o show Fagner & Zé Ramalho resultou em grande encontro por irmanar obras e vozes que se amalgamaram em cena com espantosa naturalidade.

Fagner e Zé Ramalho harmonizam hits, vozes e quereres em show no Rio

"Por isso, às vezes te abraço / Noutras te quero bater / Mas é melhor o mormaço / Do que o céu azul sem chover". Tradutores dos afetos e tensões que pautam o encontro de Fagner com Zé Ramalho, os versos de Dois querer (Fagner e Brandão, 1980) - música lançada pelo cantor e compositor cearense no álbum Raimundo Fagner (CBS, 1980) - foram ouvidos nas vozes dos artistas logo na abertura do show gravado ao vivo no Rio de Janeiro (RJ), de 28 a 30 de julho de 2014, para dar o origem ao CD e DVD Fagner & Zé Ramalho, previsto para ser lançado pela gravadora Sony Music até o fim do ano. Dois querer foi a música habilmente escolhida para abrir o roteiro do show apresentado no Theatro Net Rio sob a direção musical do produtor Robertinho de Recife. Sem blocos individuais, o roteiro foi composto basicamente por sucessos dos dois artistas, que harmonizam hits, vozes e violões no show feito com banda que inclui o violonista Manassés e o percussionista Mingo Araújo. Mas houve eventuais lados B como Pelo vinho e pelo pão - música de Ramalho, lançada por Fagner em 1978 - e a Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004). Eis o roteiro seguido no Net Rio por Fagner & Zé Ramalho - em foto de Rodrigo Goffredo - na apresentação de 30 de julho de 2014, gravada na presença do público:

1. Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980)
2. Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976)
3. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978)
4. Mucuripe (Belchior e Raimundo Fagner, 1972)
5. Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979)
6. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
7. Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
    (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
8. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
9. Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004)
10. Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) /
11. Revelação (Clésio e Clodô, 1978)
12. Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981)
13. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
14. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
15. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
16. Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991)
17. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)
18. Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meirelles, 1973)
      - com citação de Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972)
Bis:
19. Romance no deserto (Romance in durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
      (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
20. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1981)
21. Avohai (Zé Ramalho, 1978)
22. Romance no deserto (Romance in durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
      (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
23. Borbulhas de amor (Tenho um coração) (Borbujas de amor)
      (Juan Luis Guerra, 1990) (Versão em português de Ferreira Gullar, 1991)

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Disco de Fagner com Zé Ramalho vai ser gravado ao vivo em julho no Rio

 Já tem data a gravação do primeiro disco feito por Raimundo Fagner - à direita na foto tirada por Marcelo Fróes em 2010 - com Zé Ramalho. A gravação será feita ao vivo em show no Rio de Janeiro (RJ) durante temporada de três dias - de 28 a 30 de julho de 2014 - no Theatro Net Rio. O registro audiovisual gera DVD e CD ao vivo a serem editados pela gravadora Sony Music. O produtor é Robertinho de Recife. O repertório vai concentrar os hits dos artistas.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Zeca Baleiro grava ao vivo na Bahia show em que interpreta Zé Ramalho

Idealizado na edição de 2013 do projeto itinerante Banco do Brasil covers, sob a direção de Monique Gardenberg, o show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho ganha registro audiovisual - como planejou Zeca Baleiro desde a estreia do espetáculo. O cantor e compositor maranhense - visto na estreia carioca do show na foto de Rodrigo Goffredo - vai gravar o show ao vivo na apresentação programada para 24 de maio de 2014 no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA).

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Primeiro disco de Fagner com Zé Ramalho vai ser gravado ao vivo no Rio

O primeiro disco de Raimundo Fagner com Zé Ramalho - vistos em foto tirada por Marcelo Fróes em 2010 - vai ser gravado ao vivo no Rio de Janeiro (RJ) no segundo semestre deste ano de 2014. O registro, que vai gerar CD e DVD, confirma que a gravadora Sony Music decidiu reinvestir nos cancioneiros dos cantores e compositores projetados na companhia fonográfica - então intitulada CBS - na segunda metade dos anos 1970. Além de ter acertado com o produtor Robertinho de Recife a realização do projeto fonográfico que vai reunir o cearense Fagner com o paraibano Ramalho, a Sony está prestes a lançar Pássaros urbanos, primeiro álbum de inéditas de Fagner desde 2009. Está também prevista edição de CD solo de Ramalho.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Robertinho de Recife vai produzir o CD que reúne Fagner e Zé Ramalho

Aprovado neste mês de abril de 2014 pela diretoria da gravadora Sony Music, o projeto do primeiro disco de Fagner com Zé Ramalho - arquitetado pelos artistas desde 2012 - vai ser concretizado. Robertinho de Recife vai produzir a gravação, cujo repertório vai orbitar em torno dos sucessos dos dois cantores e compositores (vistos em foto tirada por Marcelo Fróes em 2010). Antes, porém, Fagner vai lançar e promover o seu álbum de inéditas Pássaros urbanos, gravado sob produção de Michael Sullivan. Primeiro disco de Fagner em cinco anos, Pássaros urbanos já vai ser lançado em maio pela Sony Music. Arranha-céu é uma das faixas.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Baleiro oscila ao interpretar o universo 'especial e específico' de Zé Ramalho

Resenha de show
Evento: Banco do Brasil covers
Título: Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho
Artista: Zeca Baleiro (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 30 de novembro de 2013
Cotação: * * * 

 Quando se abriram as cortinas da casa Vivo Rio, na estreia carioca do show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho, o público viu o sagaz cantor maranhense de costas para a plateia, empunhando sua guitarra no palco esfumaçado. Ao se virar, Baleiro começou a cantar Ave de prata (Zé Ramalho, 1979) envolto em atmosfera meio dark. Quase teatral, o climático começo do show dirigido por Monique Gardenberg para a série Banco do Brasil covers introduziu Baleiro no mundo apocalíptico de seu antecessor Zé Ramalho, cantor e compositor paraibano cuja obra autoral foi construída a partir dos anos 70 em universo "especial e específico", como definiu o próprio Baleiro em cena ao saudar o cancioneiro do colega de quem se tornou parceiro em O rei do rock - música lançada por Ramalho no álbum Parceria dos viajantes, de 2007, e revivida por Baleiro neste tributo - e em Repente cruel (tema ainda inédito em disco). O show resultou interessante, no todo, só que não engrenou logo de imediato. Nos primeiros números, pairou a sensação de que músicas como Ave de prata, a cortante A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981) e A dança das borboletas (Zé Ramalho e Alceu Valença, 1977) - tema cuja aura psicodélica poderia ter sido mais clareada pelo arranjo pesado da abordagem de Baleiro - já haviam ganhado registros mais sintonizados com o caráter místico e mítico de obra pontuada por questões alegóricas de natureza espiritual. Afinal, o próprio Zé Ramalho (com sua voz cavernosa que já lhe rendeu alcunhas como a de O profeta do sertão) é habitualmente o intérprete ideal de seu cancioneiro, embora cantoras como Elba Ramalho e Amelinha - convidada do bis que nem sempre acertou o passo veloz do Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979), tema de pegada incendiária lançado pela própria artista cearense - também já tenham feito registros definitivos desse repertório realmente especial. Baleiro oscilou no início frio do show, mas acabou encontrando o tom a partir de Chão de giz (Zé Ramalho, 1978), canção introduzida por piano. A interpretação a capella de Desejo de mouro (Zé Ramalho) - um dos lados Z pescados por Baleiro na discografia de Ramalho para montar o roteiro - também funcionou muito bem, inclusive pelo fato de o número ter remetido aos vocais rústicos dos cantadores nordestinos que tanto influenciaram Ramalho na criação de sua obra. Em Kamikaze (Zé Ramalho, 1982), a guitarra rascante de Tuco Marcondes - virtuose da banda Cavalos do Cão - evocou na introdução os sons árabes da Península Ibérica que cruzaram oceanos e desaguaram na Nação Nordestina, cuja música foi moldada com forte influência moura. Ao interpretar Ramalho, Baleiro se concentrou na fase áurea da produção do colega - composta e gravada em período que vai de 1977 a 1982 - sem deixar de lembrar o momento seminal de obra fonográfica já vasta. Trata-se do lendário disco duplo Paêbirú, gravado em 1975 por Ramalho em dupla com o compositor pernambucano Lula Côrtes (1949 - 2011). Este disco foi representado no roteiro por Não existe molhado igual ao pranto (Zé Ramalho e Lula Côrtes, 1975), tema de referências sacras introduzido no show pelo som do badalar de sino de igreja. Número turbinado com projeção de vídeo filmado por Baleiro sob a direção de Monique Gardenberg, Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979) - música inspirada na fase pré-fama em que Ramalho se prostituiu no Rio de Janeiro (RJ) - exemplificou o bom domínio que Ramalho, artista formado nos bailes da vida, sempre teve do idioma pop. Na sequência, os músicos ladearam Baleiro - como um quinteto de cordas ao qual se juntou um sanfoneiro - e formaram espécie de roda de tonalidade flamenca para interpretar músicas como Vila do sossego (Zé Ramalho, 1978), número em que as cordas evocaram os vocais feitos por cantoras como Elba Ramalho na gravação original da canção (a primeira de Zé Ramalho ouvida por Baleiro) e Táxi lunar (Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, 1979), número de forte coro popular que sedimentou a comunhão entre artista e público. Achado do roteiro, Um pequeno xote (Zé Ramalho, 1981) - tema lançado por Ramalho em seu terceiro álbum solo, A terceira lâmina (CBS, 1981) - ganhou arranjo feito em clima de forró de pé-de-serra. A presença de Fagner em Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978) foi boa surpresa que valorizou a apresentação carioca do show, cujo roteiro adicionou com propriedade Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) e À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997) a Mulheres, música que justificou as licenças poéticas por ser bissexta parceria de Ramalho com o carioca Jards Macalé, compositor de Vapor barato, música citada por Baleiro em À flor da pele, seu primeiro sucesso autoral. Número instrumental, Bicho de sete cabeças (Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1979) enfatizou o entrosamento da banda Cavalos do Cão e preparou o clima para a volta de Baleiro à cena em Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980), sucesso de Fagner que Baleiro reviveu em tons suaves que diluíram a força épica do tema. Música já em si menos inspirada, Kriptonia (Zé Ramalho, 1983) passou despercebida, como se apenas tivesse adiando um dos momentos mais esperados, Avohai (Zé Ramalho, 1978), cantada na sequência, fechando o show, cujo bis lembrou Entre a serpente e a estrela (Amarillo by morning) (Terry Stafford e Paul Fraser, 1973, em versão em português de Aldir Blanc, 1992) - tema que Ramalho gravou para a trilha sonora da novela Pedra sobre pedra (TV Globo, 1982) e que o recolocou nas paradas após anos de ostracismo - e, claro, Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979). Ao sair de cena, Zeca Baleiro deixou no público a sensação de que Zé Ramalho é mesmo dono de obra especial e específica. E que, por isso mesmo, precisa de intérpretes sagazes, capazes de abordar esse cancioneiro com (marcante) personalidade.

No Rio, Baleiro recebe Amelinha no tributo a Ramalho que vai gravar ao vivo

A cidade do Rio de Janeiro (RJ) foi o destino final da turnê nacional do projeto Banco do Brasil Covers neste ano de 2013. Entretanto, no caso do show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho, o público carioca ganhou por esperar para ver o espetáculo dirigido por Monique Gardenberg. É que o cantor e compositor maranhense inseriu dois encontros não previstos originalmente no roteiro do show que vai registrar ao vivo em 2014 para edição de CD e DVD. Na apresentação que lotou a casa carioca Vivo Rio na noite de 30 de novembro de 2013, Baleiro recebeu o cantor cearense Raimundo Fagner - com quem cantou Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978), música lançada pelo próprio Fagner - e a também cearense cantora Amelinha. Ex-mulher de Ramalho, Amelinha foi a surpresa do bis. Chamada ao palco por Baleiro, a cantora - visivelmente feliz pela acolhida calorosa da plateia - tentou acertar o passo do Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979), lançado pela própria Amelinha no homônimo álbum gravado em 1978, mas posto nas lojas em 1979 pela gravadora CBS. Foi o fecho festivo de show em que Baleiro - visto com Amelinha na foto de Rodrigo Amaral - entrelaçou sucessos e lados Z da obra apocalíptica do cantor e compositor paraibano. Eis o roteiro com os hits e lados Z da apresentação carioca do bom show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho:

1. Ave de prata (Zé Ramalho, 1979)
2. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
3. A dança das borboletas (Zé Ramalho e Alceu Valença, 1977)
4. Beira-mar (Zé Ramalho, 1979)
5. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
6. Desejo de mouro (Zé Ramalho, 1982)
7. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
8. Não existe molhado igual ao pranto (Zé Ramalho e Lula Cortes, 1975)
9. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
10. O rei do rock (Zé Ramalho e Zeca Baleiro, 2007)
11. Vila do sossego (Zé Ramalho, 1978)
12. Táxi lunar (Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo, 1977)
13. Um pequeno xote (Zé Ramalho, 1981)
14. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978) - com Fagner
15. Mulheres (Zé Ramalho e Jards Macalé, 1984) /
      Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) /
      À flor da pele (Zeca Baleiro, 1997)
16. Bicho de sete cabeças (Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha, 1979)
        - Número instrumental com a banda Cavalos do Cão
17. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
18. Kriptônia (Zé Ramalho, 1983)
19. Avohai (Zé Ramalho, 1977)
Bis:
20. Entre a serpente e a estrela (Amarillo by morning) 
      (Terry Stafford e Paul Fraser, 1973 - em versão em português de Aldir Blanc, 1992)
21. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)
28. Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979) - com Amelinha

Baleiro se reúne com Fagner em show no Rio para celebrar Zé Ramalho

Faz dez anos que o cearense Raimundo Fagner e o maranhense Zeca Baleiro lançaram (expressivo) disco em dupla, Raimundo Fagner & Zeca Baleiro, editado pela Indie Records em 2003 com músicas inéditas compostas em parceria pelos dois artistas. De lá para cá, os cantores e compositores volta e meia dividiram o palco. Contudo, o reencontro na noite de ontem, 30 de novembro de 2013, foi especial porque Baleiro e Fagner se reuniram para celebrar outro ícone da Nação Nordestina, o paraibano Zé Ramalho. Fagner foi um dos dois convidados-surpresa da apresentação carioca do show Zeca Baleiro interpreta Zé Ramalho, dirigido por Monique Gardenberg para o projeto Banco do Brasil Covers. Após passar por Natal (RN), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Porto Alegre (RS), a turnê do show chegou ao fim no Rio de Janeiro (RJ) em apresentação que lotou a casa Vivo Rio. No improviso, sem ensaio, Baleiro e Fagner - em foto de Rodrigo Amaral - saudaram Zé Ramalho ao som de Pelo vinho e pelo pão, música de Ramalho que Fagner lançou no álbum Eu canto - Quem viver chorará (CBS, 1978) e que Ramalho somente registrou pela primeira vez um ano mais tarde, em seu segundo álbum solo, A peleja do diabo com o dono do céu (CBS, 1979). "É isso que dá não ensaiar...", ironizou Fagner ao fim do número. "Mas foi lindo...", devolveu Baleiro, com razão.

domingo, 14 de julho de 2013

Diogo põe Arantes, Art, Tim e Zé Ramalho no roteiro do show 'Mais amor'

Sedutora canção de 1986 em que os (então novos) parceiros Guilherme Arantes e Nelson Motta procuraram recriar o leve clima carioca da Bossa Nova, Coisas do Brasil ganha calor e o ritmo de um samba mais tradicional na voz de Diogo Nogueira. Coisas do Brasil é uma das surpresas do roteiro do quinto show do cantor e compositor carioca, Mais amor, cuja turnê nacional estreou em 12 de julho de 2013 em apresentação na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). Baseado no repertório irregular do recém-lançado CD Mais amor, segundo álbum gravado em estúdio por Diogo Nogueira em discografia que já contabiliza três registros ao vivo, o show também surpreende quando o filho de João Nogueira (1941 - 2000) dá voz ao Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979), a um tema pouco ouvido da obra de seu pai - Lá de Angola, parceria de João Nogueira com Geraldo Vespar, lançada por João no álbum Boca do povo (1980) - e a O descobridor dos sete mares (Gilson Mendonça e Michel), sucesso de Tim Maia (1942 - 1998) em 1983. Há ainda Já que tá gostoso deixa (Mata papai) (1986), composição de Jorge Santana e Paulo Santana regravada pelo grupo de pagode Art Popular no CD Samba Pop Brasil II (1999). Eis as 28 músicas do roteiro seguido por Diogo Nogueira - em foto de Rodrigo Amaral - na apresentação que lotou a casa Vivo Rio em 13 de julho de 2013, na segunda apresentação do show da turnê Mais amor, que já vai chegar a São Paulo (SP) no próximo sábado, 20 de julho:

1. Vem que é festa
2. Beijo na boca (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2013)
3. Muito mais além (Diogo Nogueira, Inácio Rios e Rafael Richaid, 2013)
4. Deus é mais (Xande de Pilares, Leandro Fab e Ronaldo Barcellos, 2009)
5. Verdade chinesa (Gilson e Carlos, Colla, 1990)
6. Desejo me chama (André Renato e Leandro Fab, 2013)
7. Quem vai chorar sou eu (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2013)
8. Lá de Angola (João Nogueira e Geraldo Vespar, 1980)
9. Já que tá gostoso deixa (Mata papai)(Jorge Santana e Paulo Santana, 1986) 
10. Canta canta, minha gente (Martinho da Vila, 1974) /
      Casa de bamba (Martinho da Vila, 1969) /
      Madalena do Jucu (tema de domínio público adaptado por Martinho da Vila, 1989)

11. Coisas do Brasil (Guilherme Arantes e Nelson Motta, 1986)
12. Primeiro samba (Serginho Meriti, Fátima Lima, Mi Barros e Rodrigo Leite, 2013)
13. Pra valorizar (Flavinho Silva e Marcelo Xingu, 2013)
14. Cada dia mais amor (André Renato e Leandro Fab, 2013)
15. Deixa eu te amar (Mauro Silva, Camillo e Agepê, 1984)
16. No sapato (Jorge Aragão, Xande de Pilares e Leandro Fab, 2013) 
17. Partido agarradinho (André Renato e Leandro Fab, 2013)
18. Carinho não pode faltar (Flavinho Silva, Almir de Araújo e Carlinhos da Ceasa, 2013)
19. O que é o que é (Gonzaguinha, 1982)
20. O descobridor dos sete mares (Gilson Mendonça e Michel, 1983)
21. Peguei um Ita no Norte (Arizão, Guaracy, Celso Trindade, Bala e Demá Chagas, 1993) /
      De bar em bar, Didi um poeta (Franco, Barbicha, Jangada e Dazinho, 1991)
Bis:
22. Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola, 1970)
23. Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979)
Bis 2:
24. Tristeza (Niltinho e Haroldo Lobo, 1966)
25. Vou festejar (Jorge Aragão, Neoci Dias e Dida, 1978)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Vanusa regrava música de Zé Ramalho no álbum produzido por Zeca Baleiro

 Em 1977, um ano antes de gravar seu primeiro LP solo, Zé Ramalho teve sua obra propagada por Vanusa, que lançou composição do artista paraibano, Avohai, em seu álbum 30 anos (Som Livre, 1977). Decorridos 36 anos, o compositor terá mais uma música gravada pela cantora paulista - vista em foto de Helena Tassara -  no disco que Vanusa prepara em São Paulo (SP) com produção de Zeca Baleiro. A escolhida foi O silêncio dos inocentes, balada lançada há nove anos por Ramalho no álbum O gosto da criação (BMG, 2002). Vanusa vai voltar ao mercado fonográfico com CD que traz algumas músicas inéditas entre várias regravações. Mas quase todas as músicas são inéditas na voz da cantora. Entre elas, há melancólica canção de Vander Lee, Esperando aviões, lançada pelo próprio cantor e compositor mineiro em CD ao vivo de 2003.  Vanusa gravará parceria com Baleiro.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fagner e Zé Ramalho preparam sem pressa seu primeiro disco em dupla

Cantores e compositores de MPB que alcançaram projeção nacional na corrente migratória que deslocou artistas nordestinos para o eixo Rio-São Paulo, ao longo dos anos 70, o cearense Fagner e o paraibano Zé Ramalho preparam seu primeiro disco em dupla. Já foram feitas algumas gravações, mas os artistas arquitetam o CD sem pressa e sem prazo para a conclusão.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ramalho foca sinais do tempo com olhar alquimista em CD fiel à sua obra

Resenha de CD
Título: Sinais dos Tempos
Artista: Zé Ramalho
Gravadora: Avôhai Music / Microservice
Cotação: * * * 1/2

A pose de profeta esboçada por Zé Ramalho na capa do 26º título de sua discografia oficial, Sinais dos Tempos, já evoca o caráter mí(s)tico da obra deste cantor e compositor paraibano. Sinalizadas já no nome do álbum, as reflexões sobre os efeitos do tempo são o mote deste trabalho em que o artista se conecta ao começo áureo de sua discografia não somente pelas questões alegóricas de natureza espiritual, mas sobretudo pela sonoridade. Urdida por Ramalho com Robertinho de Recife, coprodutor do álbum, essa sonoridade autorreferente faz com que Sinais dos Tempos se imponha como disco extremamente fiel ao universo particular de Ramalho. Diferentemente do gregário Parceria dos Viajantes (2007), pautado por colaborações na composição e na gravação do repertório inédito, Sinais dos Tempos é álbum de criação solitária. Ramalho assina sozinho as 12 inéditas deste disco que busca conexão com os álbuns que sedimentaram a obra do artista. "O tempo vai passando / E, com ele, eu vou / Não deixo para trás /  Nada do que eu sou", já avisa Ramalho nos versos iniciais da faixa que abre o disco, Indo Com o Tempo, cuja pegada bluesy é dada pela guitarra de Jesse Robinson. Na sequência, a balada Sinais dá continuidade às reflexões sobre a passagem do tempo com toques de misticismo que vão se tornar recorrentes ao longo do disco. Se o ritmo cadenciado do xote dá tom mais leve a Um Pouco do que se Queira, Olhar Alquimista foca a psicodelia em que está embebida parte da obra inicial do compositor. Símbolos de seu universo místico aparecem em O Começo da Visão. Tudo em Sinais dos Tempos parece ter sido pensado para remeter de forma quase imediata aos três primeiros essenciais álbuns do artista - Zé Ramalho (1978), A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu (1979) e A Terceira Lâmina (1981) - e, talvez por isso, seu repertório soe tão familiar já na primeira audição. Se a música A Terceira Lâmina serviu de inspiração para Lembranças do Primeiro, O Que Ainda Vai Nascer incorpora elementos de Beira-Mar (música do álbum de 1979) enquanto a agolapada  A Noite Branca - um dos destaques da atual safra de inéditas de Ramalho - faz referência direta à lisérgica A Noite Preta, música do primeiro álbum do artista. Nesse confronto da produção atual com a antiga, a inspiração melódica se revela naturalmente mais escassa, mas sem comprometer o bom resultado do álbum. Até porque os arranjos do produtor e guitarrista Robertinho de Recife - profundo conhecedor do universo particular de Ramalho - valorizam canções ligeiramente menos inspiradas como O Começo da VisãoPortal dos Destinos e Rio Paraíba. No fecho, Anúncio Final adensa e reitera o tom místico do disco. Desafiando os sinais dos tempos, o profeta atravessa gerações com o habitual olhar alquimista.

terça-feira, 12 de junho de 2012

João Ramalho canta em 'Sinais dos Tempos', CD de seu pai Zé Ramalho

A foto acima flagra Zé Ramalho no estúdio com o produtor Robertinho de Recife (à esquerda) e com seu filho João Ramalho, fruto de seu casamento com a cantora cearense Amelinha. João faz coro e vocal em duas faixas de Sinais dos Tempos, disco de inéditas autorais que inaugura o selo de Zé, Avôhai Music. Nas lojas em julho, o álbum traz a voz de João nas músicas Olhar Alquimista e Um Pouco do que Queira, faixa que traz também a sanfona de Dodô de Moraes. Promovido pela balada Sinais, o CD produzido por Zé com Robertinho de Recife alinha músicas como Indo Com o Tempo - tema de levada bluesy - e O Começo da VisãoHarmonia do Amor - primeira parceria de Zé com Paula Fernandes, apresentada no recém-lançado sétimo disco da artista mineira - não entrou na seleção de Sinais dos Tempos.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

'Sinais dos Tempos' apresenta selo e 12 músicas inéditas de Zé Ramalho

Nas lojas a partir de 5 de julho de 2012, mas disponível em edição digital no iTunes já no fim deste mês de junho, o álbum Sinais dos Tempos, de Zé Ramalho, abre o selo do cantor e compositor paraibano, Avôhai Music, e apresenta 12 músicas inéditas da lavra do artista. O CD Sinais dos Tempos foi produzido por Ramalho com Robertinho de Recife. Com temas como Anúncio Final e Justiça Cega, o repertório não inclui Harmonia do Amor, primeira parceria de Ramalho com Paula Fernandes, recém-lançada no sétimo CD da cantora e compositora mineira.

domingo, 9 de outubro de 2011

Nem 'apagão' carioca tira a luz do eletrizante show de Zé Ramalho no Rio

Resenha de show
Título: A Caixa de Pandora
Artista: Zé Ramalho (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 8 de outubro
Cotação: * * * * 1/2

Zé Ramalho mal tinha começado a cantar Banquete de Signos quando o palco da casa Vivo Rio ficou às escuras, forçando a interrupção da primeira apresentação carioca do show A Caixa de Pandora. Não era um problema da casa. Um apagão deixou às escuras bairros do Centro e da Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ) na noite de sábado, 8 de outubro. Contudo, nem esse apagão tirou a luz de um show tão simples quanto eletrizante. Com sua cavernosa voz em ótima forma, Ramalho deleitou seu público com um banquete de hits próprios e alheios. Contornada a falta de luz com o uso de geradores, o show recomeçou e retomou a pegada azeitada de antes. Apagão à parte, a estreia carioca de A Caixa de Pandora somente não foi perfeita porque o roteiro incluiu música opaca - Companheira de Alta Luz, parceria de Ramalho com Fausto Nilo, lançada pelo cantor em seu álbum Eu Sou Todos Nós (1998) - que resultou longa e enfadonha no show. No bis, Ramalho também flertou com o brega ao reviver Sinônimos, canção mais óbvia, popularizada nas vozes sertanejas de Chitãozinho & Xororó. No mais, tudo transcorreu sem deslizes. Já na abertura - com abordagem épica de O Que É O Que É (Gonzaguinha, 1982), feita fora do universo do samba - Ramalho já disse a que veio. Na sequência, o cantor marchou dentro do ritmo de Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Caminhando) - o hino resistente de Geraldo Vandré, acompanhado em coro pelo público - e logo chegou em sua obra autoral de tons místicos, filosóficos e apocalípticos. Se A Terceira Lâmina resultou menos cortante ao ser acelerada em clima de forró, Eternas Ondas, Avohai, Vila do Sossego e Chão de Giz foram encadeadas em sequência iluminada que eletrizou o público. Sem falar em Admirável Gado Novo, aboio épico que conserva o frescor de 1979. Em seguida, o cantor abordou a obra de Raul Seixas (1945 - 1989 - "Colega de profecias", na definição dada em cena pelo próprio Ramalho - com as oportunas lembranças de O Trem das Sete (Raul Seixas) e Medo da Chuva (Raul Seixas e Paulo Coelho), músicas do álbum Gita (1974). Enfim, com voz e pegada (além de banda afiada), Zé Ramalho acertou ao tirar apenas sucessos de sua Caixa de Pandora e mostrou que, no palco, ainda vive momentos de alta luz.