Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Fagner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fagner. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Encontro ao vivo de Fagner com Zé Ramalho resiste à falta de novidades

EDITORIAL - Já nas lojas, em edição da gravadora Sony Music, o CD e DVD Fagner & Zé Ramalho ao vivo pode ser considerado um grande encontro como o que reuniu, nos anos 1990, o mesmo Zé com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. O momento dos artistas já é outro, a situação do mercado fonográfico brasileiro também é outra, impedindo vendas astronômicas da gravação ao vivo feita em show no Rio de Janeiro, cidade que acolheu os cantores nordestinos nos anos 1970. Mas nada tira a grandeza desse encontro. Nem mesmo a falta de novidade no repertório formado essencialmente por sucessos do cearense Fagner e do paraibano Ramalho. Não há sequer uma música inédita - mesmo que assinada somente por um dos artistas - no roteiro. O ineditismo reside no fato de Fagner dar voz às músicas de Zé. E vice-versa. Não, nenhuma interpretação perpetuada em Fagner & Zé Ramalho ao vivo pode ser considerada renovadora ou mesmo marcante. A grandeza do encontro reside na força dos cancioneiros dos compositores e na harmonização das músicas e das duas vozes. Ambos os cantadores são donos de obras com assinaturas bem pessoais. Mas tudo se harmoniza no palco, sob o signo da amizade e das tensões resultantes do próprio encontro de duas personalidades tão marcantes. Clique aqui para ler a resenha da gravação do DVD Fagner & Zé Ramalho e ao vivo.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Eis a capa e as 17 músicas do disco ao vivo de Fagner com Zé Ramalho

Esta é a capa do disco ao vivo que perpetua o show de Fagner com Zé Ramalho, gravado de 28 a 30 de julho deste ano de 2014 em apresentações no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) - clique aqui para ler a resenha da gravação. Com lançamento programado para 11 de novembro, em edição da Sony Music, o CD Fagner & Zé Ramalho ao vivo alinha 17 músicas em 16 faixas. Eis, na ordem do CD, as faixas do primeiro álbum feito em dupla pelos artistas:

1. Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980)
2. Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976)
3. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978)
4. Mucuripe (Belchior e Raimundo Fagner, 1972)
5. Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979)
6. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
7. Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
    (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
8. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
9. Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004)
10. Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) /
      Revelação (Clésio e Clodô, 1978)
11. Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981)
12. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
13. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
14. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
15. Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991)
16. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Encontro de Fagner com Zé Ramalho resulta grande pela força das obras

Resenha de show - Gravação ao vivo
Título: Fagner & Zé Ramalho
Artistas: Fagner e Zé Ramalho (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 30 de julho de 2014
Cotação: * * * 1/2

Expoentes da corrente migratória que deslocou artistas nordestinos para o eixo Rio-São Paulo ao longo dos anos 1970, o cearense Raimundo Fagner e o paraibano Zé Ramalho trilharam caminhos paralelos que se cruzaram eventualmente quando Fagner gravou músicas de Zé, como Pelo vinho e pelo pão (1978) e Eternas ondas (1980), ambas incluídas no roteiro do show que uniu pela primeira vez os dois cantores, compositores e músicos. Sem inéditas no repertório, o show Fagner & Zé Ramalho - gravado ao vivo de 28 a 30 de julho de 2014, em apresentações no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ) - se sustentou na força dos hits dos cancioneiros desse artistas talentosos. Foi um show de sucessos, feito sob a direção musical de Robertinho de Recife para dar origem a CD e DVD a serem editados pela gravadora Sony Music. O ineditismo residiu no encontro das vozes ainda em forma. O timbre rascante de Fagner se harmonizou bem com o tom cavernoso do canto de Zé, como ficou evidente já no primeiro dos 23 números da apresentação de 30 de julho, Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980), música perfeita para abrir o show por evocar nos versos os afetos e tensões que regem o relacionamento destes cantadores de temperamentos tão fortes quanto seus respectivos cancioneiros. Além do hits, o show foi calcado nos violões tocados pelos dois cantadores. Nas primeiras seis músicas, Fagner e Zé ficaram sozinhos no palco, sentados em seus banquinhos e munidos de seus violões. Foi nesse clima folk que a dupla diluiu a densidade melancólica de Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976) e embarcou em Mucuripe (Raimundo Fagner e Belchior, 1972). A sedução do show ficou concentrada no fato de um cantor dar voz a músicas associadas ao outro. "Hoje só acredito no pulsar das minhas veias", cantou Zé Ramalho, revivendo Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979), um dos maiores sucessos da primeira fase da discografia de Fagner. Não houve sets individuais no show. Juntos o tempo todo em cena, os dois cantores dividiram as interpretações das 18 músicas (o bis foi reservado para repetições e para atender pedidos do público). Contudo, tal divisão nem sempre foi igualitária. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978) foi quase um solo de Zé, com Fagner ao violão, fazendo uma eventual segunda voz. Em contrapartida, Canteiros (Raimundo Fagner sobre poema de Cecília Meireles, 1973) foi solo de Fagner, com Zé ao violão, já no fim do show. Mesmo com a entrada da banda, a partir de Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976, em versão em português de Fausto Nilo, 1987), os violões e as vozes dos cantadores continuaram em primeiro plano. Romance no deserto, aliás, foi boa sacação do repertório, já que este sucesso de Fagner é versão em português de música do cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, a quem Zé sempre foi associado explicitamente através de epítetos como O Bob Dylan do sertão. Os versos passionais de Fanatismo (Raimundo Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981) também caíram bem na voz grave de Zé. Único número dispensável do roteiro, Canção da floresta (Sebastião Dias) - música gravada por Fagner no álbum Os donos do Brasil (Indie Records, 2004) - destoou do cancioneiro da dupla pelo tom pueril dos versos que protestam contra a devastação da natureza. Já o medley que entrelaçou Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) e Revelação (Clésio e Clodô) sobressaiu por expor a maestria do violão violeiro de Manassés, virtuose da banda, não aproveitado na medida de seu talento. Já Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991) tendeu mais para o ritmo cadenciado do xote, sem o pique forrozeiro da gravação original de Fagner. No fim, o aboio Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979) reiterou a força popular dos cancioneiros de dois artistas que souberam levar adiante a música de origem nordestina, dialogando com o Brasil. Mesmo com baixo teor de novidade, o show Fagner & Zé Ramalho resultou em grande encontro por irmanar obras e vozes que se amalgamaram em cena com espantosa naturalidade.

Fagner e Zé Ramalho harmonizam hits, vozes e quereres em show no Rio

"Por isso, às vezes te abraço / Noutras te quero bater / Mas é melhor o mormaço / Do que o céu azul sem chover". Tradutores dos afetos e tensões que pautam o encontro de Fagner com Zé Ramalho, os versos de Dois querer (Fagner e Brandão, 1980) - música lançada pelo cantor e compositor cearense no álbum Raimundo Fagner (CBS, 1980) - foram ouvidos nas vozes dos artistas logo na abertura do show gravado ao vivo no Rio de Janeiro (RJ), de 28 a 30 de julho de 2014, para dar o origem ao CD e DVD Fagner & Zé Ramalho, previsto para ser lançado pela gravadora Sony Music até o fim do ano. Dois querer foi a música habilmente escolhida para abrir o roteiro do show apresentado no Theatro Net Rio sob a direção musical do produtor Robertinho de Recife. Sem blocos individuais, o roteiro foi composto basicamente por sucessos dos dois artistas, que harmonizam hits, vozes e violões no show feito com banda que inclui o violonista Manassés e o percussionista Mingo Araújo. Mas houve eventuais lados B como Pelo vinho e pelo pão - música de Ramalho, lançada por Fagner em 1978 - e a Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004). Eis o roteiro seguido no Net Rio por Fagner & Zé Ramalho - em foto de Rodrigo Goffredo - na apresentação de 30 de julho de 2014, gravada na presença do público:

1. Dois querer (Raimundo Fagner e Brandão, 1980)
2. Asa partida (Raimundo Fagner e Abel Silva, 1976)
3. Pelo vinho e pelo pão (Zé Ramalho, 1978)
4. Mucuripe (Belchior e Raimundo Fagner, 1972)
5. Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979)
6. Chão de giz (Zé Ramalho, 1978)
7. Romance no deserto (Romance in Durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
    (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
8. A terceira lâmina (Zé Ramalho, 1981)
9. Canção da floresta (Sebastião Dias, 2004)
10. Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977) /
11. Revelação (Clésio e Clodô, 1978)
12. Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981)
13. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1979)
14. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980)
15. Kamikaze (Zé Ramalho, 1981)
16. Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991)
17. Admirável gado novo (Zé Ramalho, 1979)
18. Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meirelles, 1973)
      - com citação de Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972)
Bis:
19. Romance no deserto (Romance in durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
      (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
20. Garoto de aluguel (Taxi boy) (Zé Ramalho, 1981)
21. Avohai (Zé Ramalho, 1978)
22. Romance no deserto (Romance in durango) (Bob Dylan e Jacques Levy, 1976)
      (Versão em português de Fausto Nilo, 1987)
23. Borbulhas de amor (Tenho um coração) (Borbujas de amor)
      (Juan Luis Guerra, 1990) (Versão em português de Ferreira Gullar, 1991)

domingo, 3 de agosto de 2014

CD com a trilha nacional de 'Império' tem faixas de Gadú, Sandy e Fagner

Presente na trilha sonora da recém-terminada novela Em família (TV Globo, 2014) com a gravação de sua canção Morada (Sandy Leah, Lucas Lima e Tati Bernardi), lançada no álbum Sim (Universal Music, 2013), Sandy continua sendo ouvida na TV Globo no horário nobre. Outra balada do repertório autoral da cantora e compositora paulista, Segredo (Sandy Leah e Lucas Lima) - música lançada por Sandy no EP Princípios, meios e fins (Manuscrito, 2012) - integra a trilha sonora nacional da recém-estreada novela Império. O CD com as músicas da trilha nacional da novela vai ser lançado em breve pela gravadora Som Livre. A seleção do disco inclui Meu rio - música gravada por Sergio Mendes com Maria Gadú para o álbum Magic (Sony Music, 2014) - e Tanto faz (Michael Sullivan e Anayle Lima), balada romântica gravada por Fagner em seu recente álbum de inéditas Pássaros urbanos (Sony Music, 2014), entre outros fonogramas.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Disco de Fagner com Zé Ramalho vai ser gravado ao vivo em julho no Rio

 Já tem data a gravação do primeiro disco feito por Raimundo Fagner - à direita na foto tirada por Marcelo Fróes em 2010 - com Zé Ramalho. A gravação será feita ao vivo em show no Rio de Janeiro (RJ) durante temporada de três dias - de 28 a 30 de julho de 2014 - no Theatro Net Rio. O registro audiovisual gera DVD e CD ao vivo a serem editados pela gravadora Sony Music. O produtor é Robertinho de Recife. O repertório vai concentrar os hits dos artistas.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Primeiro disco de Fagner com Zé Ramalho vai ser gravado ao vivo no Rio

O primeiro disco de Raimundo Fagner com Zé Ramalho - vistos em foto tirada por Marcelo Fróes em 2010 - vai ser gravado ao vivo no Rio de Janeiro (RJ) no segundo semestre deste ano de 2014. O registro, que vai gerar CD e DVD, confirma que a gravadora Sony Music decidiu reinvestir nos cancioneiros dos cantores e compositores projetados na companhia fonográfica - então intitulada CBS - na segunda metade dos anos 1970. Além de ter acertado com o produtor Robertinho de Recife a realização do projeto fonográfico que vai reunir o cearense Fagner com o paraibano Ramalho, a Sony está prestes a lançar Pássaros urbanos, primeiro álbum de inéditas de Fagner desde 2009. Está também prevista edição de CD solo de Ramalho.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Robertinho de Recife vai produzir o CD que reúne Fagner e Zé Ramalho

Aprovado neste mês de abril de 2014 pela diretoria da gravadora Sony Music, o projeto do primeiro disco de Fagner com Zé Ramalho - arquitetado pelos artistas desde 2012 - vai ser concretizado. Robertinho de Recife vai produzir a gravação, cujo repertório vai orbitar em torno dos sucessos dos dois cantores e compositores (vistos em foto tirada por Marcelo Fróes em 2010). Antes, porém, Fagner vai lançar e promover o seu álbum de inéditas Pássaros urbanos, gravado sob produção de Michael Sullivan. Primeiro disco de Fagner em cinco anos, Pássaros urbanos já vai ser lançado em maio pela Sony Music. Arranha-céu é uma das faixas.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

CD 'Pássaros urbanos' marca a volta de Fagner ao disco após cinco anos

Sem lançar disco desde 2009, ano em que editou pela gravadora Som Livre o álbum de inéditas Uma canção no rádio, Fagner vai voltar ao mercado fonográfico este ano com a edição do CD de inéditas que o cantor e compositor cearense vem arquitetando desde 2011. Produzido por Michael Sullivan, o disco se chama Pássaros urbanos e vai ser lançado em maio de 2014 pela gravadora Sony Music. O repertório inclui três regravações e oito músicas inéditas. Entre as inéditas, há Arranha-céu, música composta por Sullivan com letra do poeta cearense Fausto Nilo, parceiro de Fagner. Aliás, quando arquitetou o disco, Fagner alinhavou repertório que incluía Balada fingida e Versos ardentes, parcerias com Nilo, entre músicas compostas com Clodô Ferreira (Se o amor vier) e Zeca Baleiro (com quem Fagner gravou belo álbum em 2003).

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Salles dilui a densidade do samba de Sampaio entre a seresta e o quintal

Resenha de CD
Título: Sérgio samba Sampaio
Artista: Chico Salles
Gravadora: Zeca PagoDiscos / Universal Music
Cotação: * * 1/2

O cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio (1947 - 1994) soube cair no samba com a consciência social exigida de quem despontou nos anos 1970, década em que, se um artista não era contra, ele podia ser acusado de ser a favor. Sem tom panfletário, Sampaio mandou seu recado velado através de versos metafóricos como "Quem manda em mim sou eu / Quem manda em você é você", do samba Até outro dia (1976). Este samba - o mais inspirado da produção do compositor no gênero - abriu o segundo grande álbum de Sampaio, Tem que acontecer (Continental, 1976), e abre o sexto CD do cantor paraibano Chico Salles, Sergio samba Sampaio (2013), dedicado aos sambas do marginalizado artista. Habituado a um repertório de tom forrozeiro, Salles dilui a densidade do sambas compostos por Sampaio ao agregá-los neste disco editado pelo selo Zeca PagoDiscos, do cantor carioca Zeca Pagodinho. Contudo, mesmo fora do contexto e subtexto originais, os sambas de Sampaio - que entrou na avenida em 1972, com o estouro da marcha Eu quero é botar o meu bloco na rua, e saiu de cena há 20 anos, já esquecido - resistem ao tempo e às interpretações opacas de Salles. Os produtores Henrique Cazes e José Milton acertam ao ambientar em clima de fundo de quintal o medley que aglutina Polícia, bandido, cachorro, dentista - samba do quarto póstumo álbum de Sampaio, Cruel, editado em 2006 - e O que pintar, pintou (1976), partido alto cantado por Salles com Zeca Pagodinho. Outro destaque é Cada lugar na sua coisa (1976), tema inserido em universo seresteiro que condiz com o verso "Lugar de poesia é na calçada". A participação de Raimundo Fagner valoriza a faixa. Recorrente em temas como Nem assim (1983), o adorno seresteiro envolve História de boêmio (Um abraço em Nelson Gonçalves) (1977), recontada por Salles com a adesão do convidado maranhense Zeca Baleiro, artista que reeditou álbuns de Sampaio por seu selo Saravá Discos. Já Cala a boca, Zé Bedeu - samba da lavra do compositor capixaba Raul Sampaio, mas gravado pelo conterrâneo Sérgio no seu primeiro álbum, de 1973 - soaria mais natural na voz e com a verve do partideiro pernambucano Bezerra da Silva (1917 - 2005), mais vocacionado para cantar versos jocosos como "Que mulher danada / Essa que eu arranjei / Ela é uma jararaca, meu Deus / Com ela, eu me casei". Como já explicita seu título, Chorinho inconsequente (Sérgio Sampaio e Erivaldo Santos, 1971) se insinua fora do universo do samba. E o fato é que a maior e melhor parte do repertório de Sérgio Samba Sampaio vem do álbum mais coeso de Sampaio, o já mencionado Tem que acontecer, de cujo repertório Salles rebobina composições como O filho do ovo, Quanto mais e Velho bode (parceria de Sampaio com Sérgio Natureza). Bem mais para a seresta do que para o fundo de quintal, Chico Salles põe o bloco na rua com CD em que a ideia é melhor do que sua realização.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Disco em tributo a Sullivan tem dueto de Fagner e Kessous na faixa 'Talismã'

♪ Está em produção um disco em tributo a Michael Sullivan, nome artístico do cantor, compositor e produtor pernambucano Ivanilton de Souza Lima. Previsto para ser lançado com distribuição da gravadora Som Livre, o CD inclui regravações do cancioneiro composto por Sullivan nos anos 1980 e 1990, a maioria em parceria com Paulo Massadas. Intérprete de Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1987), um dos maiores sucessos da dupla de hitmakers, Fagner gravou dueto com a cantora carioca Monique Kessous em Talismã (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1989), sucesso na voz do cantor Elson do Forrogode em 1989. A foto flagra Sullivan com Fagner e Kessous no estúdio.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Fagner canta hits porque existe o instante de festejar 40 anos de carreira

Resenha de show
Título: Raimundo Fagner - 40 anos de carreira
Artista: Raimundo Fagner (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 31 de agosto de 2013
Cotação: * * * 

"Eu canto porque o instante existe / E a minha vida está completa / Não sou alegre nem triste, sou poeta", se autodefiniu Raimundo Fagner, através dos versos da poeta Cecília Meireles (1901 - 1964), para o público que ocupou todos os lugares da casa Vivo Rio no último sábado, 31 de agosto de 2013, para ver o show comemorativo dos 40 anos de carreira do cantor e compositor cearense. Música do álbum Eu canto (1978), Motivo (Fagner sobre poema de Cecília Meireles) foi um dos destaques dentre as 30 músicas do roteiro do espetáculo. Mantendo a boa forma vocal, Fagner cantou sucessos para seu público do Rio de Janeiro (RJ) porque existe agora o instante de festejar as quatro décadas de carreira fonográfica, contabilizadas a partir do lançamento, em 1973, do primeiro álbum do artista, Manera, Fru Fru, manera. A rigor, o generoso roteiro nem foi assim tão diferente do show apresentado por Fagner na mesma casa Vivo Rio em novembro de 2011. Contudo, a entrada na banda do violonista, violeiro e guitarrista cearense Manassés de Souza - músico de sonoridade singular que contribuiu para cristalizar o som marcante de discos gravados por Fagner nos anos 70 e 80 - alterou a dinâmica dos arranjos. O solo do violão de Manassés ao fim de Amor escondido (Fagner e Abel Silva, 1989) é momento que legitima o reencontro do músico com Fagner. Com peso, a guitarra de Cristiano Pinho - outro destaque da banda formada por André Carneiro (baixo), Marcus Vinnie (teclados), Michel Higor (teclados e acordeom) e Rick de la Torre (bateria), além de trio poderoso de metais - contribuiu para moldar a atmosfera roqueira que envolve músicas como Revelação (Clésio e Clodô, 1978), Guerreiro menino (Um homem também chora) (Gonzaguinha, 1983) e Reino (Raimundo Fagner e Francisco Carvalho, 2006), raro lado B de repertório pontuado por hits radiofônicos. É uma guitarra que soa cortante em Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981). Tanto peso fez com que o show se comunicasse de forma mais fácil com o público no set acústico comandado por Fagner com seu violão. Revivida como lembrança do legado de Dominguinhos (1941 - 2013) e a adição do toque do acordem de Michel Higor, Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka, 1979) estabeleceu empatia imediata com a plateia de meia-idade. É nesse clima mais ameno que Fagner ilumina Lua do Leblon (Lisieux Costa e Fausto Nilo, 1986) e dá voz a Canção brasileira (Sueli Costa e Abel Silva), tema de lirismo poético que foi lançado pelo cantor no álbum de 1980 que projetou Eternas ondas (Zé Ramalho), um dos muitos sucessos do roteiro (revivido pelo cantor com divisão e pulsação diferentes do registro original). Similar lirismo poético temperou a amarga Cebola cortada (Clodô e Petrúcio Maia, 1977). À medida em que avançou, o show aumentou seu poder de sedução junto ao público. Paralelas (Belchior, 1975) ganhou interpretação envolvente que reiterou a boa forma vocal do cantor, que se prepara para festejar 64 anos de vida em 13 de outubro. Já Nossa canção (Luiz Ayrão, 1966) - sucesso de Roberto Carlos na época em que ele era o rei da Jovem Guarda - ganhou o coro espontâneo da plateia. Contudo, a ambiência heavy jamais foi abandonada, sendo trazida de volta à cena em Deixa viver (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1985), hit da fase pop de Fagner. No fim, o cantor surpreendeu ao incluir Chorando e cantando (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo, 1986) no roteiro apropriadamente fechado com Retrovisor (Fagner e Fausto Nilo, 1989). É de olho no retrovisor que Fagner canta no instante em que celebra 40 anos de carreira fonográfica.

Entre hits, Fagner canta Ayrão, Gordurinha e Sueli no show dos 40 anos

Parceria de Sueli Costa com Abel Silva, lançada por Fagner em álbum de 1980, Canção brasileira está de volta ao repertório do artista cearense. É uma das músicas do generoso roteiro do show Raimundo Fagner - 40 anos de carreira, que chegou ao Rio de Janeiro (RJ) no último sábado, 31 de agosto de 2013, em apresentação única que lotou a casa Vivo Rio. Aberto com O vendedor de biscoitos (Gordurinha e Nelinho), música de 1961 gravada por Fagner em seu álbum Terral (1997), o show é um desfile de sucessos acumulados pelo cantor ao longo dessas quatro décadas. Entre sucesso da Jovem Guarda (Nossa canção, música de Luiz Ayrão lançada por Roberto Carlos em 1966) e hits autorais como Mucuripe (Fagner e Belchior, 1972), ponto de partida da já longa caminhada, Fagner também reviveu alguns lados B de sua discografia - caso de Reino, parceria do compositor com Francisco Carvalho, lançada no álbum Os donos do Brasil (2006) - em roteiro que culminou com série de músicas letradas pelo poeta cearense Fausto Nilo. Eis o farto roteiro seguido por Fagner - em foto de Rodrigo Amaral - na estreia no Rio de Janeiro (RJ) do show comemorativo de seus 40 anos de carreira:

1. O vendedor de biscoito (Gordurinha e Nelinho, 1961)
2. Reino (Fagner e Francisco Carvalho, 2006)
3. Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980) 
4. Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca, 1981)
5. Cebola cortada (Clodô e Petrúcio Maia, 1977)
6. Guerreiro menino (Um homem tão chora) (Gonzaguinha, 1983)
7. Mucuripe (Fagner e Belchior, 1972)
8. Me leve (Cantiga para não morrer) (Fagner e Ferreira Gullar, 1984)
9. Quem me levará sou eu (Dominguinhos e Manduka, 1979)
10. Canção brasileira (Sueli Costa e Abel Silva, 1980)
11. Lua do Leblon (Lisieux Costa e Fausto Nilo, 1986)
12. Motivo (Fagner sobre poema de Cecília Meireles, 1978)
13. Amor escondido (Fagner e Abel Silva, 1989)
14. Años (Pablo Milanés e Luis Peña, 1980)
15. Paralelas (Belchior, 1975)
16. Nossa canção (Luiz Ayrão, 1966)
17. Jura secreta (Sueli Costa e Abel Silva, 1977)
18. Revelação (Clésio e Clodô, 1978)
19. Espumas ao vento (Accioly Neto, 1997)
20. Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1987)
21. Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meireles, 1973)
22. Borbulhas de amor (Juan Luis Guerra em versão em português de Ferreira Gullar, 1991)
23. Lembrança de um beijo (Accioly Neto, 1995)
24. O último pau-de-arara (José Guimarães, Corumba e Venâncio, 1956)
25. Pedras que cantam (Dominguinhos e Fausto Nilo, 1991)

26. Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979)
27. Deixa viver (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1985)
28. Cartaz (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1984)
29. Chorando e cantando (Geraldo Azevedo e Fausto Nilo, 1986)
30. Retrovisor (Fagner e Fausto Nilo, 1989)

sábado, 27 de julho de 2013

Fagner celebra 'Seu Domingos' em Garanhuns em show com Manassés

Garanhuns (PE) - Desde que a notícia da morte de Dominguinhos (1941 - 2013) correu o Brasil na noite da última terça-feira, 23 de julho de 2013, vários shows da 23ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns - principal atração do calendário cultural da cidade natal do cantor, compositor e músico pernambucano - têm sido pontuados por naturais homenagens ao artista. Não foi diferente no show de Fagner, amigo de Seu Domingos, como o cantor e compositor cearense se referiu a Dominguinhos ao lamentar a morte do sanfoneiro no Palco Guadalajara, diante da multidão que lotou a Esplanada Guadalajara na noite de ontem, 26 de julho de 2013, para ver os shows de Fagner, de Eddie e de Daniela Mercury. "O Brasil está triste. A música brasileira está de luto. A música nordestina perdeu a nossa maior diferença", ressaltou Fagner, antes de homenagear Seu Domingos com a interpretação da canção Quem me levará sou eu, parceria de Dominguinhos com Manduka com a qual o cantor saiu campeão de festival promovido pela extinta TV Tupi em 1979 - vitória que levou a música a ser incluída numa segunda edição do quinto álbum de Fagner, Eu canto - Quem viver chorará (CBS, 1978). A homenagem seria repetida, já no fim do show, com a lembrança de Pedras que cantam, tema forrozeiro que deu título ao álbum lançado por Fagner em 1991. "Essa é pra você, Seu Domingos", ofereceu Fagner antes de recordar Pedras que cantam, a segunda parceria de Dominguinhos com Fausto Nilo - conexão promovida por Fagner, que mostrou em Garanhuns o show comemorativo de seus 40 anos de carreira fonográfica. O show marca o reencontro do cantor com Manassés, violeiro cearense (de Maranguape) que ajudou Fagner a cristalizar, a partir de 1978, cultuada sonoridade que identifica os discos gravados pelo cantor entre o fim dos anos 70 e o início dos 80. De caráter retrospectivo, o roteiro do show de Fagner em Garanhuns incluiu sucessos como Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meirelles, 1973), Revelação (Clésio e Clodô, 1978), Noturno (Graco e Caio Silvio, 1979), Eternas ondas (Zé Ramalho, 1980), Fanatismo (Fagner sobre poema de Florbela Espanca), Cartaz (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1984) - última das 18 músicas cantadas por Fagner em sua calorosa e coesa apresentação no Fig 2013 - e Deixa viver (Francisco Casaverde e Fausto Nilo, 1985), reminiscências de fase mais pop de sua discografia que culminou com gravações de canções de romantismo bem mais popular, casos de Deslizes (Michael Sullivan e Paulo Massadas, 1987) e Borbulhas de amor (Tenho um coração) (Juan Luis Guerra em versão em português de Ferreira Gullar, 1991), ambas evidentemente incluídas por Fagner - visto no Palco Guadalajara na foto de Eric Gomes / Fundarpe - no show de hits que agitou o Festival de inverno de Garanhuns.

O blog Notas Musicais cobre o Festival de Inverno de Garanhuns a convite da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Nova edição em CD da 'Missa do Vaqueiro' traz Elba, Fagner e Quinteto

Produzido por José Milton com Roberta Jansen, com nova gravação da Missa do Vaqueiro, o CD Rezas de sol para a Missa do Vaqueiro vai estar disponível para venda a partir do início de agosto de 2013. O disco - cujo lançamento está programado para 28 de julho no município de Serrita (PE), no encerramento da 43ª edição da Missa do Vaqueiro - reúne nomes como Cezzinha, Elba Ramalho, Fagner, Maciel Melo, Quinteto Violado e Sérgio Reis, entre outros nomes. Os arranjos são de Gennaro, João Lyra, Ananias Jr e Dudu Alves (do Quinteto Violado).

domingo, 19 de maio de 2013

Após 40 anos, Fagner evoca em SP o 'sentimento antigo' do primeiro LP

Resenha de show 
Evento: Virada Cultural 2013
Título: Manera Fru Fru, manera - 40 anos depois
Artista: Fagner (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Theatro Municipal de São Paulo (São Paulo, SP)
Cotação: * * * *

"Passei esse tempo todo andando comigo / E só devo lhe dizer que tenho esse sentimento antigo", ressaltou Fagner por meio dos versos de Tambores (Raimundo Fagner e Ronaldo Bastos, 1973), uma das onze músicas da edição original do álbum Manera fru fru, manera - "O último pau-de-arara" (Philips, 1973) revividas pelo cantor e compositor cearense no show da Virada Cultural 2013 em que revisitou o repertório de seu primeiro disco. No show, produzido por Thiago Marques Luiz e gravado ao vivo pelo Canal Brasil para exibição na TV e edição de DVD, Fagner tentou reavivar um sentimento antigo de 40 anos atrás - tempo em que, ainda iniciante, buscava seu lugar ao sol na corrente migratória que deslocou artistas do Nordeste para o eixo Rio-São Paulo. Por mais que seja impossível voltar 40 anos no tempo com o mesmo frescor e o mesmo sentimento, Fagner fez - sob a direção musical do baixista Fernando Nunes - bonito show que mostrou a qualidade perene de repertório selecionado e gravado sem fórmulas de sucesso. Cruzando a geografia de sua melancolia através de músicas como Moto 1 (Raimundo Fagner e Belchior, 1973), o cantor expôs a força de álbum impregnado de poesia e de eventual toque ruralista, mote de Sina (Raimundo Fagner, Ricardo Bezerra e Patativa do Assaré, 1973) e de Como se fosse (Raimundo Fagner e Capinam, 1973). Nem mesmos as tensões da plateia - motivadas por brigas e disputas de lugar no lotado Theatro Municipal de São Paulo - dissiparam a beleza das músicas. Uma delas - Você (Hekel Tavares e Nair Mesquita, 1928), apresentada por Fagner no disco como tema folclórico intitulado Penas do tiê - teria a participação da cantora Zélia Duncan, mas, por questões de produção, acabou sendo cantada somente por Fagner, com o artista à frente da projeção de foto que o mostrava ao lado de Nara Leão (1942 - 1989), cantora capixaba que dividiu a faixa com o cantor. Ao entrar em cena para fazer harmonioso dueto com o colega em Serenou na madrugada (tema folclórico adaptado por Fagner), o outro convidado do show, Zeca Baleiro, declarou que Manera fru fru, manera foi um dos discos responsáveis por ter se tornado músico profissional. À vontade com o repertório, Baleiro permaneceu no palco para cantar com Fagner a supra-citada Tambores (Fagner e Ronaldo Bastos, 1979) e, no bis, ajudou a remontar Cavalo ferro (Fagner e Ricardo Bezerra, 1972), música que não fazia parte do repertório original do LP, mas que entrou a partir de edição de 1979 para substituir Canteiros (Fagner sobre poema de Cecília Meirelles), faixa então já motivo de pendenga judicial entre o artista e os herdeiros da poeta carioca Cecília Meirelles (1901-1964) - longa batalha que somente se encerraria em 1999. Canteiros obviamente figurou no roteiro do show Manera Fru Fru, manera - 40 anos depois, assim como Mucuripe (Raimundo Fagner e Belchior, 1972), a música que projetou o cearense Fagner em escala nacional na voz soberana de Elis Regina (1945 - 1982). Enfim, mesmo que tenha inserido sucessos de outros discos ao fim do show para acalmar os ânimos da afoita plateia, Fagner conseguiu ao menos evocar o sentimento que pautou um disco já antigo, mas de valor eterno. Quarenta anos depois, Fru Fru continua bem.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fagner e Wanderléa cantam álbuns dos 70 em shows que serão gravados

Atrações da 9ª edição da Virada Cultural de São Paulo (SP), os shows em que Fagner e Wanderléa cantam os repertórios de álbuns marcantes em suas carreiras - Manera Fru Fru, manera (1973) no caso do artista cearense e ...Maravilhosa (1972) no caso da cantora - vão ganhar registro ao vivo feito pelo Canal Brasil para posterior exibição dos shows na TV e para gerar edição de CD e DVD. Produzidos por Thiago Marques Luiz, ambos os shows vão ser apresentados no Teatro Municipal de São Paulo. O de Fagner - agendado para as 21h de sábado, 18 de maio de 2013 - vai contar com as participações de Zeca Baleiro e Zélia Duncan. Músicas inéditas da época da gravação do histórico primeiro álbum do artista - descobertas recentemente - poderão integrar o roteiro. Já o show em que Wanderléa vai reviver o álbum que marcou sua fase de desbunde - o disco com o qual a artista rompeu com a imagem da Ternurinha propagada na Jovem Guarda - vai ser feito com banda de 11 músicos e figurinos da época. O show da cantora está programado para as 9h da manhã de domingo, 19 de maio.

terça-feira, 30 de abril de 2013

'Homem grande' une Fagner e Vercillo em clipe de DVD que sai em junho

Fagner participa do DVD que Jorge Vercillo vai lançar em junho de 2013, Luar de sol - Ao vivo no Ceará. Os cantores - vistos em foto de Washington Possato - gravaram juntos o clipe de Homem grande, xote composto por Vercillo em parceria com Sérgio Souto, para os extras do DVD. A gravação do clipe foi feita em roça de Beberibe, no interior do Ceará. DVD que perpetua show feito por Vercillo em 18 de setembro de 2012, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), Luar de sol - Ao vivo no Ceará tinha previsão de lançamento para maio de 2013, em edição da empresa Posto 9 e com distribuição da Microservice, mas sua chegada ao mercado fonográfico foi adiada para junho. No DVD, Vercillo interage com artistas cearenses.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fagner e Zé Ramalho preparam sem pressa seu primeiro disco em dupla

Cantores e compositores de MPB que alcançaram projeção nacional na corrente migratória que deslocou artistas nordestinos para o eixo Rio-São Paulo, ao longo dos anos 70, o cearense Fagner e o paraibano Zé Ramalho preparam seu primeiro disco em dupla. Já foram feitas algumas gravações, mas os artistas arquitetam o CD sem pressa e sem prazo para a conclusão.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Amelinha revive 'Depende' com Fagner na gravação de seu primeiro DVD

São Paulo (SP) -  Na primeira metade dos anos 70, antes de se profissionalizar como cantora, Amelinha pedia a Fagner - então já com alguma visibilidade na iniciante carreira - para dar canjas descompromissadas nos shows do cantor e compositor cearense. Incentivador de sua conterrânea, Fagner atendia os pedidos de Amelinha. Essa fase amadora foi lembrada pela cantora ao receber seu amigo na gravação do DVD captado em show feito por Amelinha no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), na noite de ontem, 16 de maio de 2012. Fagner fez dueto com Amelinha em Depende, parceria do compositor cearense com o poeta Abel Silva, lançada pela cantora em seu primeiro álbum, Flor da Paisagem (CBS, 1977). Fagner - visto com Amelinha na foto de Mauro Ferreira - cantou e tocou vioão no número, repetido porque, como bem observou a cantora, a voz de Fagner ficou baixa no primeiro take. A gravação do primeiro DVD de Amelinha foi custeada pelo produtor Thiago Marques Luiz, que, logo após a finalização do vídeo, planeja negociar o lançamento do DVD no mercado fonográfico brasileiro.