Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 26 de março de 2016

Álbum 'Vida é arte' comprova que nem tudo é arte na vida de Jorge Vercillo...

Resenha de álbum
Título: Vida é arte
Artista: Jorge Vercillo
Gravadora: Edição independente do artista Radar Records
Cotação: * * 

Lançado nas plataformas digitais em dezembro de 2015 e em edição física em CD (distribuída via Radar Records) neste primeiro trimestre de 2016, Vida é arte em nada vai alterar o status de Jorge Vercillo no mercado fonográfico. O cantor, compositor e músico carioca completa 22 anos de carreira fonográfica em 2016 com obra já desgastada, alvo de piadas na web por ter remetido de início ao cancioneiro de Djavan. Precedido por seis singles jogados por Vercillo na web ao longo de 2015 no projeto Extra-físicoVida é arte - 14º álbum da discografia do artista e o décimo álbum solo gravado pelo cantor em estúdio - expõe vícios, virtudes e a diversidade que vem pautando o cancioneiro do compositor. Diversidade que, no caso de Vida é arte, está longe de ser virtude, pois o disco deixa a impressão de que Vercillo atira em vários alvos sem acertar a maioria. A rigor, para quem adora rotulá-lo como o genérico de Djavan, há apenas uma canção que remete - ainda assim, de longe - às levadas da obra do compositor alagoano. É Permissão, música composta por Vercillo com letra de Dudu Falcão. A faixa que mais se encaixa na moldura popular radiofônica é Pra valer (Jorge Vercillo), música com jeito de hit feita - essa, sim - à imagem e semelhança do pop solar do compositor carioca Lulu Santos. Vercillo brilha mais como compositor quando se parece com... ele mesmo. De belo contorno harmônico, a canção-título Vida é arte sobressai na irregular safra autoral do disco. Trata-se de canção de amor que correlaciona a paixão à arte da pintura com abordagem do tema mais luminosa do que a feita na música Acontecência (Jorge Vercillo e Junior Meirelles), de versos (bem) mais triviais. Vida é arte, o álbum, toca também em assuntos transcendentais em músicas como Cegueira da visão - canção feita pelo norte-americano Patrick Leonard com base em letra escrita por Vercillo sobre os limites do mundo material - e Luzes que se movem pelo céu, parceria de Vercillo com Flávio Venturini que versa sobre ovnis. Esta canção é bonita, mesmo sem chegar ao céu atingido por Fênix (2003), primeira e mais inspirada música assinada conjuntamente pelos compositores. Entre canção pop que se banha na praia do reggae (Talismã sem par, composta por Vercillo sem parceiros) e pálida incursão pelo universo nordestino do baião (em Amparados, parceria de Vercillo com o baiano Jota Velloso), o cantor tropeça ao subir o morro na cadência pouco sedutora do samba-funk Silêncio na favela (Jorge Vercillo), no qual o cantor alinha clichês sobre as comunidades com a adesão da voz e do baticum do baiano Carlinhos Brown. Em clima mais íntimo, o anfitrião esboça clima jazzy com a cantora e compositora carioca Luana Mallet, coautora e convidada da canção Quem. Já Noite dos jangadeiros - outra parceria de Vercillo com o compositor baiano Jota Velloso - soa como simulacro ao se jogar no mar desbravado por Dorival Caymmi (1914 - 2008) a partir da década de 1930. Melhor faz Vercillo ao regravar Pode ser, canção de lavra própria desde 2002 ouvida somente na voz do cantor Pedro Mariano. No todo, o álbum Vida é arte reitera a sensação - corroborada por Desafio (Beto Dourah e Jorge Vercillo) - de que o artista já apresentou safras autorais mais uniformes e inspiradas. Tivesse sido formatado como EP de seis músicas, o disco obteria resultado mais harmonioso, pois nem tudo é arte na vida.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Eis capa, músicas e compositores do décimo álbum de Vercillo, 'Vida é arte'

O décimo álbum de estúdio de Jorge Vercillo, Vida é arte, vai estar disponível em todas as plataformas digitais a partir da próxima sexta-feira, 18 de dezembro de 2015. Contudo, a partir de hoje, 11 de dezembro de 2015, já pode ser comprado com exclusividade no iTunes através do selo do cantor e compositor carioca, Leve. Em Vida é arte, disco produzido por Vercillo com André Neiva, o artista apresenta seis músicas inéditas - entre elas, há a composição-título Vida é arte e duas parcerias com o compositor baiano Jota Velloso, Amparados e Noite dos jangadeiros - e expõe as seis músicas lançadas na web ao longo de 2015 dentro do projeto intitulado Extra-físico, além de dar voz a Pode ser, música de autoria de Vercillo, mas inédita na voz do compositor, tendo sido lançada há 13 anos pelo cantor paulistano Pedro Mariano no álbum Intuição (Trama, 2002). Eis, na ordem, as 13 músicas alinhadas por Jorge Vercillo em Vida é arte, álbum que ganha edição física em CD já programado para chegar às lojas em janeiro de 2016 com distribuição da Radar Records:

1. Pra valer (Jorge Vercillo)
2. Talismã sem par (Jorge Vercillo)
3. Quem (Luana Mallet  e Jorge Vercillo) - com Luana Mallet
4. Silêncio na favela (Jorge Vercillo) - com Carlinhos Brown
5. Vida é Arte (Jorge Vercillo)
6. Acontecência (Jorge Vercillo e Junior Meirelles)
7. Noite dos jangadeiros (Jota Veloso e Jorge Vercillo)
8. Amparados (Jota Veloso e Jorge Vercillo)
9. Permissão (Jorge Vercillo e Dudu Falcão)
10. Luzes que se movem pelo céu (Flávio Venturini e Jorge Vercillo)
11. Pode ser (Jorge Vercillo)
12. Desafio (Beto Dourah e Jorge Vercillo)
13. Cegueira da visão (Patrick Leonard e Jorge Vercillo)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Vercillo lança com exclusividade no iTunes 10º disco de estúdio, 'Vida é arte'

Décimo álbum de estúdio de Jorge Vercillo, Vida é arte vai ser lançado com exclusividade no iTunes ainda neste mês de dezembro de 2015, através do selo do artista carioca, Leve. Somente em janeiro de 2016 é que Vida é arte vai chegar ao mercado fonográfico em edição física em CD, a ser posta nas lojas com distribuição da gravadora Radar Records. O repertório de Vida é arte reúne seis músicas inéditas - entre elas, Pra valer (Jorge Vercillo), canção pop bem ao estilo do repertório ensolarado do carioca Lulu Santos - e as seis composições divulgadas na web por Vercillo, ao longo deste ano de 2015, dentro do projeto intitulado Extra-físico. As seis músicas do projeto Extra-físico são A cegueira da visão (música feita pelo norte-americano Patrick Leonard com base em letra escrita por Vercillo sobre os limites do mundo material), Luzes que se movem pelo céu (Jorge Vercillo e Flávio Venturini), Quem (música composta e gravada por Vercillo com a artista carioca Luana Mallet), Permissão (Jorge Vercillo e Dudu Falcão), Silêncio na favela (Jorge Vercillo) - samba-funk gravado com voz e percussão do baiano Carlinhos Brown - e Talismã sem par (Jorge Vercillo). Vida é arte sucede Como diria Blavatsky (Leve, 2011) na discografia de estúdio do artista, mas, incluídos os registros ao vivos, já é o 13º  título da obra fonográfica de Jorge Vercillo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Vercillo prepara álbum com 12 músicas que inclui inédita feita com Venturini

 Como idealizado inicialmente por Jorge Vercillo ao criar seu projeto digital Extra-físico, o cantor e compositor carioca vai lançar álbum com 12 músicas que vai ter distribuição da gravadora Radar Records. A previsão é que o disco saia neste último trimestre de 2015. Seis músicas ainda são desconhecidas. As outras seis fazem parte do projeto Extra-físico, criado para lançar composições inéditas na web. Entre elas, ainda serão lançadas Cegueira da visão - parceria de Vercillo com o compositor e produtor norte-americano Patrick Leonard - e Luzes que se movem pelo céu, bela canção de Vercillo com Flávio Venturini que versa sobre objetos voadores não identificados (ovnis) avistados por casal cuja relação está em decomposição. Luzes que se movem pelo céu é a terceira música composta por Vercillo com o mineiro Flávio Venturini, parceiro em Fênix (2003) e em Telepatia (2011). As outras quatro músicas de Extra-físico - Talismã sem par (Jorge Vercillo), Silêncio na favela (Jorge Vercillo - faixa gravada com a voz e a percussão do cantor, compositor e músico baiano Carlinhos Brown), Permissão (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) e Quem (Jorge Vercillo - música gravada com a cantora carioca Luana Mallet) - já foram progressivamente lançadas na web desde março deste ano de 2015. Filho de Jorge,Vinicius Vercillo (de 13 anos) toca guitarra no disco.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vercillo adiciona ao repertório do projeto 'Extra-físico' duo com Luana Mallet

Desde março deste ano de 2015, o cantor e compositor carioca Jorge Vercillo vem lançando músicas inéditas nas plataformas digitais para formar o repertório do projeto intitulado Extra-físico. Intitulada Quem, a música deste mês de agosto foi gravada pelo artista com a cantora e compositora carioca Luana  Mallet  (com Vercillo na foto de Marcelo Velloso).  Eis a letra de Quem:

Quem (Jorge Vercillo)

Quem te deixou chegar
Deixando tudo fora do lugar?
Quem te deixou entrar ?

Quem te ensinou a olhar daquele jeito?
Quem te deixou me notar?

E eu fiquei aqui
Pensando em você
Logo eu que não queria nem saber
Me pego curtindo lembrar
E planejando te ter

Quem te deixou passar
O tempo que fosse,
Amor?
Quem já me fez esperar demais?
Quem te ensinou a falar
Como se fosse amor?
Quem te deixou brincar?
Já tanto faz

E eu fiquei aqui
Pensando em você
Logo eu que não queria nem saber
Me pego curtindo lembrar
E planejando te ter.

Fica um pouco mais comigo
Só pra saber se é bom
Me pego suspenso no ar
Se quando rolar,
Como deve ser ?

Logo eu que não queria nem saber
Me pego curtindo lembrar
Eu tô querendo você ...

Quem te deixou brilhar em tudo que há em mim?
Quem te deixou brincar comigo assim?

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Diogo canta Vercillo e 'musas' de Arlindo e Rogê no CD 'Porta-voz da alegria'

Parceria de Jorge Vercillo com Paulo César Feital, Grão de areia é uma das 17 músicas distribuídas entre as 15 faixas de Porta-voz da alegria, terceiro álbum solo de estúdio do cantor e compositor carioca Diogo Nogueira. Produzido por Bruno Cardoso e Lelê, da empresa US3, o disco tem arranjos divididos entre Alessandro Cardozo, Boris, Jota Moraes, Prateado e Rodrigo Leite. Outro destaque do repertório é Musas, parceria de Arlindo Cruz com Rogê que embute citações dos sambas Madalena (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1970), Maria Rita (Luiz Grande, 1978), Modinha pra Gabriela (Dorival Caymmi, 1975) e Ai, que saudades da Amélia! (Ataulfo Alves e Mario Lago, 1941). Eis, na ordem do CD, as músicas de Porta-voda alegria, álbum que chega ao mercado fonográfico a partir de 9 de junho numa edição do selo EMI, da gravadora Universal Music:

1. Porta-voz da alegria (André Renato e Picolé, 2015)
2. Alma boêmia (Toninho Geraes e Paulinho Rezende, 2010)
3. Clareou (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2014)
4. Tenta a sorte (André Renato e Picolé, 2015)
5. A gente se liga (Serginho Meriti e Claudemir, 2015)
6. A mil por hora (André Renato, Rhuan André, Gabriel Soares e Lucas Oliveira, 2015)
7. Pra que brigar? (Adilson Bispo e Zé Roberto, 2015)
8. Eu tenho dúvida (Claudemir, Riquinho e André Renato, 2015)
9. Grão de areia (Jorge Vercillo e Paulo César Feital, 2015)
10. Deixa eu ir à luta (Leandro Lehar, 2001)
11. Não tô nessa (Fred Camacho, Leandro Fab e Pretinho da Serrinha, 2015)
12. O amor tem seu lugar (Xande de Pilares, Leandro Fab e Fred Camacho, 2015)
13. Pra amenizar teu coração (Dudu Nobre e Sombrinha, 2005) /
      Na boutique (Diogo Nogueira, Leandro Fab e Fred Camacho, 2015) /
      Pra ninguém mais chorar (Dudu Nobre, Almir Guineto e Fred Camacho, 2008)
14. Musas (Arlindo Cruz e Rogê, 2015)
      Citações de: Madalena (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro de Souza, 1970), Maria Rita (Luiz
      Grande, 1978), Modinha pra Gabriela (Dorival Caymmi, 1975) e Ai, que saudades da
      Amélia (Ataulfo Alves e Mario Lago, 1941)

15. Paixão além do querer (Diogo Nogueira, Raphael Richaid e Inácio Rios, 2015)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Música com Dudu Falcão dá continuidade ao projeto 'Extra-físico' de Vercillo

Jorge Vercillo dá continuidade ao seu projeto digital Extra-físico. Desde março deste ano de 2015, o cantor e compositor carioca vem lançando músicas inéditas nas plataformas digitais. Na sequência de Talismã sem par e de Silêncio na favela (música gravada com a voz e a percussão do artista baiano Carlinhos Brown), Vercillo vai apresentar neste mês de maio uma parceria com Dudu Falcão, Permissão. A letra pode ser analisada sob dois primas, podendo ser entendida tanto como um recado para o ser amado quanto como uma fala direcionada a um ser extraterrestre. O projeto Extra-físico  é composto por 12 canções criadas com letras de caráter social, lírico e/ou filosófico.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Single 'Talismã sem par' anuncia 'Extra-físico', projeto multimídia de Vercillo

Já disponível para compra nas plataformas digitais, o single Talismã sem par, de Jorge Vercillo, inicia Extra-físico, projeto multimídia arquitetado pelo cantor e compositor carioca. A ideia é lançar na web um ou mais singles a cada mês. Além da edição digital das músicas, que serão apresentadas de forma avulsa, o projeto prevê o acompanhamento pelo público da criação do próximo álbum de Vercillo através de making of das gravações, de clipes das canções do disco e de documentário - produzido pelo Canal Brasil -  sobre os 20 anos de carreira fonográfica do artista,  completados (a rigor) em 2014.

sábado, 22 de junho de 2013

Fernanda, Mariene, Teló e Vercillo gravam músicas do 'Barzinho - Novela 80'

♪ Samba de Ivan Lins e Vítor Martins, lançado na voz da cantora Simone em gravação feita para a trilha sonora da novela Água viva (TV Globo, 1980), Desesperar jamais ganhou a voz de outra cantora baiana, Mariene de Castro, no segundo e último dia de gravação do projeto Um barzinho, um violão - Novelas anos 80. Mariene - que também deu voz à toada De volta pro aconchego (Dominguinhos e Nando Cardel, 1985 - novela Roque Santeiro) - integrou o time de 11 intérpretes que passaram pelo palco armado em salão do Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 18 de junho de 2013. Fernanda Abreu, Jorge Vercillo e Michel Teló - vistos em fotos de Vera Donato - também reviveram músicas propagadas em novelas dos anos 80, em sintonia com o conceito da quinta edição do projeto Um barzinho, um violão, idealizado pelo produtor Max Pierre. Na companhia de Eugênio Dale e Fernandinho Beat Box, Fernanda Abreu regravou Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979 - novela Água viva) e Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero - novela Vereda tropical). Jorge Vercillo deu voz a Luiza (Tom Jobim, 1981 - novela Brilhante) e a Papel Machê (João Bosco e José Carlos Capinam, 1984 - novela Corpo a corpo). Já Michel Teló registrou Anjo (Dalto, Cláudio Rabello e Renato Correa, 1983 - novela Guerra dos sexos) e Faltando um pedaço (Djavan, 1981 - novela Sétimo sentido) enquanto Thiaguinho regravou Dona (Luiz Carlos Sá & Guarabyra, 1985 - novela Roque Santeiro) e Bye bye, tristeza (Marcos Valle e Carlos Colla, 1988 - novela Que rei sou eu?). Aposta da gravadora Universal Music no segmento do samba, Mumuzinho pôs na roda Judia de mim (Wilson Moreira e Zeca Pagodinho, 1986 - novela Hipertensão) e Enredo do meu samba (Jorge Aragão e Ivone Lara, 1984 - novela Partido alto). Vocalista e principal compositor do Grupo Revelação, Xande de Pilares gravou Malandro sou eu (Arlindo Cruz, Franco e Sombrinha, 1985 - novela Roque Santeiro) e Deixa eu te amar (Mauro Silva, Camillo e Agepê, 1984 - novela Vereda tropical). Por sua vez, o cantor e compositor mineiro Vander Lee saiu de seu território autoral para interpretar As vitrines (Chico Buarque, 1982 - novela Sétimo sentido) e Por causa de você (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1957 - série Anos dourados). Marina Elali deu voz a Certas coisas (Lulu Santos e Nelson Motta, 1984 - novela Vereda tropical) e a Um dia, um adeus (Guilherme Arantes, 1987 - novela Mandala). Por fim, Alex Cohen gravou Perigo (Nico Rezende e Paulinho Lima, 1986 - novela Selva de pedra) e Você é linda (Caetano Veloso, 1983 - novela Eu prometo). Escalada para gravar no segundo dia, Daniela Mercury alegou imprevisto e desmarcou a gravação. O CD e DVD Um barzinho, um violão - Novelas anos 80 serão lançados pelo selo ZecaPagodiscos, do cantor Zeca Pagodinho, com distribuição da Universal Music (gravadora da qual Zeca é contratado). O primeiro volume do projeto tem a edição programada para o segundo semestre deste ano de 2013. Já o segundo volume vai chegar às lojas (somente) em 2014.

terça-feira, 30 de abril de 2013

'Homem grande' une Fagner e Vercillo em clipe de DVD que sai em junho

Fagner participa do DVD que Jorge Vercillo vai lançar em junho de 2013, Luar de sol - Ao vivo no Ceará. Os cantores - vistos em foto de Washington Possato - gravaram juntos o clipe de Homem grande, xote composto por Vercillo em parceria com Sérgio Souto, para os extras do DVD. A gravação do clipe foi feita em roça de Beberibe, no interior do Ceará. DVD que perpetua show feito por Vercillo em 18 de setembro de 2012, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE), Luar de sol - Ao vivo no Ceará tinha previsão de lançamento para maio de 2013, em edição da empresa Posto 9 e com distribuição da Microservice, mas sua chegada ao mercado fonográfico foi adiada para junho. No DVD, Vercillo interage com artistas cearenses.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Eis a capa de 'Luar de sol', DVD feito no Ceará que Vercillo lança em maio

Esta é a capa de Luar de sol - Ao vivo no Ceará, DVD que Jorge Vercillo vai lançar em maio de 2013, em edição independente distribuída pela Microservice. A gravação ao vivo sai também no formato de CD e perpetua show filmado em 18 de setembro de 2012, no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE). Eis as 29 músicas do show - tal como elas foram alocadas no DVD:

1. Acendeu (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) 
2. Rio delírio (Jorge Vercillo) 
3. Memória do prazer (Jorge Vercillo e Gabriela Vercillo) 
4. Como diria Blavatsky (Jorge Vercillo) 
5. Invictor (Jorge Vercillo) 
6. Numa corrente de verão (Jorge Vercillo e Marcos Valle) 
7. Apesar de cigano (Aladim Teixeira Filho e Altay Velloso) 
8. Face de Narciso (Jota Maranhão e Jorge Vercillo) 
9. Oração Yoshua (Jorge Vercillo e Paulo Cesar Feital) 
10. Regressão (Jorge Vercillo) 
11. Quando eu crescer (Kimbundo) 

      (Felipe Mukenga em versão em português de Jorge Vercillo)
12. Um segredo e um amor (Secret love)

      (Paul Francis Webster e Sammy Fain em versão de Dudu Falcão) /
13. Praia nua (Jorge Vercillo)
14. Cor de mar  (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) /

15. Ventos elisios (Jorge Vercillo) 
16. Nos espelhos (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) 
17. Distante (Jorge Vercillo) 
18. Há de ser (Jorge Vercillo) 
19. Sensível demais (Jorge Vercillo) 
20. Olhos de Isis (Jorge Vercillo) 
21. Me transformo em luar (Jorge Vercillo) 
21. Arco-íris (Filó Machado e Jorge Vercillo) 
Bis: 
23. Mandala (Torquato Mariano e Jorge Vercillo) 
24. Me leve a sério (Jorge Vercillo) 
25. Fácil de entender (Jorge Vercillo) 
Faixa-bônus: 
26. Ventou ventou (Jorge Vercillo) 
Extras: 
27. Coragem (Jorge Vercillo) 
" Ser Feliz é pra quem tem coragem, coragem é um dote" – Claudionor Vianna Telles Velloso (1907 - 2012) (Dona Canô) 
28. Quer dizer (Jorge Vercillo e João Carlos Barreto) 
29. Eu quero a verdade (Jorge Vercillo)

terça-feira, 5 de março de 2013

'Face de Narciso' puxa 'Luar de sol', CD/DVD que Vercillo lança em maio

Música que vai entrar em rotação nacional na trilha sonora de Flor do Caribe, a novela das 18h que a TV Globo vai estrear em 11 de março de 2013, Face de Narciso é faixa estrategicamente escolhida por Jorge Vercillo para promover o seu próximo DVD e CD ao vivo, Luar de sol. A música é parceria do cantor e compositor carioca com Jota Maranhão. Nas lojas a partir de maio, em edição da Posto 9 distribuída pela Microservice, Luar de sol é o registro ao vivo do show captado - sob direção de Darcy Bürger - em setembro de 2012 no Theatro José de Alencar, em Fortaleza (CE). No DVD, Vercillo recebe artistas cearenses como Paulo Façanha, Adelson Viana, Melquíades Ferraz, Edinho Vilas-Boas, Darlington Mesquita, Thiago Rodrigues e a dupla Ítalo e Renno. O repertório apresenta o primeiro registro fonográfico de Coragem, parceria de Vercillo com Claudionor Viana Teles Velloso (1907 - 2012), a centenária Dona Canô. Feita a partir de frase dita pela mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia - "Ser feliz é pra quem tem coragem" - em conversa com Vercillo na cidade Santo Amaro da Purificação (BA), a música Coragem já tinha sido lançada na internet em fevereiro de 2012. Além de Coragem, Vercillo dá voz a temas como Numa corrente de verão (parceria sua com Marcos Valle), o samba ternário Raiou (Jorge Vercillo), Apesar de cigano (Altay Veloso e Aladim Texeira) e Oração Yoshua ( Jorge Vercillo e Paulo Feital). Com clipes gravados no Ceará e alocados nos extras, o DVD Luar de sol foi produzido em parceria com o Canal Brasil, que vai exibir em 31 de março um inédito especial resultante da gravação ao vivo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

RoRo mapeia bossas do Rio com Vercillo, parceiro em 'Capital do Amor'

Primeiro dos quatro convidados especiais da gravação ao vivo do DVD Feliz da vida, projeto fonográfico que celebra com três anos de atraso as três décadas de carreira de Angela RoRo, Jorge Vercillo entrou em cena no palco do Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), para mapear as bossas cariocas. Primeira parceria de RoRo com Vercillo (vistos em foto de Rodrigo Goffredo), Capital do amor retrata as belezas do Rio de Janeiro (RJ) em flashes afetivos de points da cidade. De ar bossa-novista, Capital do amor foi a quarta das 13 músicas inéditas apresentadas por RoRo no roteiro do show feito pela artista carioca em 15 de outubro de 2012.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vercillo planeja gravar ao vivo, no Ceará, o show ''Como Diria Blavatsky'

Com sete apresentações agendadas em cinco cidades da Europa neste mês de maio de 2012, Jorge Vercillo planeja registrar seu atual show - Como Diria Blavatsky, baseado no homônimo disco de inéditas que o artista gravou e lançou em 2011 - em apresentação em Fortaleza (CE). A gravação ao vivo está prevista para ser realizada em junho ou julho. O cantor carioca - visto em foto de Mauro Ferreira - estreou o show em 29 de outubro de 2011, no Rio de Janeiro (RJ).

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vercillo badala 'Coragem', música que compôs a partir de frase de Canô

Jorge Vercillo está promovendo sua primeira parceria com Canô Veloso. Intitulada Coragem, a música foi feita pelo compositor neste mês de fevereiro de 2012 a partir de frase dita pela centenária Dona Canô - "Ser feliz é pra quem tem coragem" - em conversa tida na cidade Santo Amaro da Purificação (BA). Ainda a ser feita por Vercillo, a gravação de Coragem vai ser disponibilizada para download gratuito via Facebook, com a sugestão opcional - a quem baixar a música - de fazer doação em benefício do Abrigo dos Velhos de Santo Amaro, instituição que Dona Canô (vista com Vercillo na foto de divulgação da Agência Kanal OO) ajuda a manter.

Coragem
(Jorge Vercillo / Canô Veloso)

Estive ali em Sto. Amaro
na Bahia para um show
O que vivemos de aventura
e de harmonia nos marcou
Com essa família que espalha
tanto sonho e
liberdade    
e nem as grades no pavor
da ditadura fez calar
as suas vozes

Na praça andei
entre evangélicos, católicos e ateus
Todos unidos como só
no imaginário de um Deus

E uma mulher
de 104 anos me emocionou
Quando mais lúcida que o sol
Nos trouxe a luz do seu amor
E dissipando o caos, falou:
- Ser feliz é pra quem tem coragem!
Coragem é um dote,
Coragem é pra quem pode!

Contradição é 2 de fevereiro
Com arrastão sem pescador
O breu do medo, claro,
logo nas províncias se alastrou
Mais uma vez
A ignorância cala a
Voz da poesia
Crianças que brincavam
Debandaram em correria,
Cancelado o show

As vezes ver a manipulação
em que vivemos, dá um nó
Mas a pulsão de vida
de Dona Canô, ainda é maior

E essa mulher
de 104 anos, lá me libertou
Quando mais lúcida que o sol,
nos trouxe a luz do seu amor
E dissipando o caos, falou:
- Ser feliz é pra quem tem coragem!
Coragem é um dote,
Coragem é pra quem pode!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Com Morelenbaum, Ninah Jô junta temas de Milton em seu primeiro CD

Já está em fase de mixagem, no estúdio de Jorge Vercillo, o primeiro CD de Ninah Jô, cantora paranense que ganhou  projeção ao gravar com Vercillo a balada Memória do Prazer para o penúltimo álbum do cantor, D.N.A. (2010). Ainda sem título, o disco tem a participação do violoncelista Jaques Morelenbaum na faixa que junta Vera Cruz e O Que Foi Feito de Vera, duas parcerias de Milton Nascimento com Márcio Borges, lançadas por Milton em 1969 e em 1978, respectivamente. Amigo de Jô, Vercillo faz dueto com a artista na inédita Dolores Sin Soledad, parceria da cantora e compositora com Paulo César Feital (à direita na foto clicada em estúdio com Jô e Vercillo). O repertório inclui versão em espanhol de Memória do Prazer, cuja gravação original está em rotação na trilha sonora da novela Fina Estampa, da TV Globo.

domingo, 30 de outubro de 2011

Vercillo já se acomoda em 'ilha particular' no show 'Como Diria Blavatsky'

Resenha de show
Título: Como Diria Blavatsky
Artista: Jorge Vercillo (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Citibank Hall (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 29 de outubro de 2011
Cotação: * * *
Agenda da turnê nacional do show Como Diria Blavatsky:
5 de novembro de 2011 - Teatro Riachuelo (Natal, RN)
11 de novembro de 2011 - Teatro Guararapes (Recife, PE)
12 de novembro de 2011 - Espaço EMES (Aracajú, SE)
25 de novembro de 2011 - Vox (Maceió, AL)
26 de novembro de 2011 - Bahia Café (Salvador, BA)
16 e 17 de dezembro de 2011 - Citibank Hal (São Paulo, SP)

Título mais irregular da discografia de Jorge Vercillo, o CD Como Diria Blavatsky - recém-lançado pelo selo do cantor, Leve, com distribuição da Microservice - gerou show de altos e baixos como o disco. Em turnê nacional que estreou no Rio de Janeiro (RJ) em 29 de outubro de 2011 e que vai se estender por 2012, o show Como Diria Blavatsky ostentaria roteiro inteiramente autoral não fosse a citação do refrão de Terra (Caetano Veloso) - cantado a capella - após Fênix (Jorge Vercillo e Flávio Venturini), um dos ápices do espetáculo por conta da arrebatadora performance vocal do artista. Fênix renasce com falsetes, quebradas e um arranjo cheio de frescor. Sucessos e lados B da discografia do artista ressurgem em cena renovados pela sonoridade da banda que inclui Jessé Sadoc (nos sopros), Bernardo Bosísio (na guitarra, cujo solo acentua a alma roqueira de Eu Quero a Verdade, balada de versos sem foco definido) e Glauco Fernandes (no violino), entre outros músicos afinados com a estética de Vercillo. Mas a banda, o belo cenário do artista plástico mineiro Flávio Vitói - composto por painéis com símbolos egípcios e imagens estilizadas do globo terrestre - e alguns bons momentos não atenuam a impressão de o show ser bem irregular, sobretudo em sua primeira parte. Da safra de inéditas do álbum Como Diria Blavatsky, as únicas duas músicas que fazem real diferença no roteiro são a balada que dá título ao CD - uma das mais inspiradas da lavra do compositor, cada vez mais às voltas com temáticas filosóficas, ambientais e humanistas em letras que nem sempre conseguem fugir dos clichês desses assuntos - e a suingante Acendeu (Jorge Vercillo e Dudu Falcão), tributo à ilha de Fernando de Noronha. As outras, em sua maioria, sinalizam que já é hora de o compositor renovar parcerias para arejar obra que fala habitualmente a língua popular das rádios. Sintomaticamente, são as músicas antigas que geram os momentos mais envolventes do show Como Diria Blavatsky. Se Encontro das Águas (Jorge Vercillo e Paulo César Feital) emerge na cadência bonita do samba, Regressão (Jorge Vercillo) - um lado B de Leve (2000), terceiro inspirado álbum do cantor - ganha o tom marroquino do violino de Glauco Fernandes, em sintonia com o sotaque árabe de Nos Espelhos (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) e com a cítara tocada pelo guitarrista Bernardo Bosísio para ambientar Oração Yoshua (Jorge Vercillo e Paulo César Feital) em clima indiano. Neste tema, egresso do segundo álbum do cantor (Em Tudo Que É Belo, 1996), Vercillo senta no chão do palco - ao lado do músico - em posição de yoga. Instantes depois, Arco-Íris (Jorge Vercillo e Filó) abre o dançante set final, com direito a uma desenvolta participação - como dançarino - do filho mais velho do artista, Vinicius Vercillo. Por mais que os grooves de Homem Aranha (Jorge Vercillo) e Monalisa (Jorge Vercillo) sejam diferentes, esse final já soa sempre igual para quem acompanha os shows do cantor. Tal como o disco homônimo que o inspirou, o show Como Diria Blavatsky reitera que Vercillo precisa dar arejada no palco e nos estúdios se não quiser ser visto apenas pelos fãs mais fiéis. Entre sambas, hits radiofônicos e sons do Oriente, o show Como Diria Blavatsky mostra que Vercillo já está acomodado em sua ilha particular.

Vercillo cita 'Terra', de Caetano, no roteiro do show Como Diria Blavatsky

Música de Caetano Veloso, Terra (1979) tem seu refrão cantado a capella por Jorge Vercillo no show Como Diria Blavatsky, cuja turnê nacional estreou na noite de ontem, 29 de outubro de 2011, em apresentação única na casa Citibank Hall do Rio de Janeiro (RJ). O refrão de Terra funciona como citação em roteiro que abordas as questões ambientais e humanistas que move parte da obra do compositor. Emoldurado por cenário do artista plástico mineiro Flávio Vitói, o cantor - visto em foto de Mauro Ferreira à frente do primeiro dos dois painéis expostos no centro do palco ao longo do show - apresentou lados B de seu terceiro álbum, Leve (2000), com as músicas de seu recém-lançado nono álbum de inéditas, Como Diria Blavatsky. Eis o roteiro autoral seguido por Jorge Vercillo na estreia nacional do show Como Diria Blavatsky:

1. Acendeu (Jorge Vercillo e Dudu Falcão, 2011)
2. Rio Delírio (Jorge Vercillo, 2011)
3. Ela Une Todas as Coisas (Jorge Vercillo, 2007)
4. Ventou, Ventou (Jorge Vercillo, 2011)
5. Toda Espera (Jorge Vercillo, 2007)
6. Como Diria Blavatsky (Jorge Vercillo, 2011)
7. Eu me Transformo em Luar (Jorge Vercillo e Jorge Maranhão, 2010)
8. Em Órbita (Jorge Vercillo e Zeppa, 2000)
9. Eu Quero a Verdade (Jorge Vercillo, 2011)
10. Sensível Demais (Jorge Vercillo, 1998)
11. Regressão (Jorge Vercillo, 2000)
12. Nos Espelhos (Jorge Vercillo e Dudu Falcão, 2011)
13. Memória do Prazer (Jorge Vercillo e Gabriela Vercillo, 2010)
14. Encontro das Águas (Jorge Vercillo e Jota Maranhão, 1994)
15. Oração Yoshua (Jorge Vercillo e Paulo César Feital, 1996)
16. Fênix (Jorge Vercillo e Flávio Venturini, 2002)
17. Terra (Caetano Veloso, 1979) - refrão cantado a capella
18. Arco-Íris (Jorge Vercillo e Filó, 2010)
19, Homem Aranha (Jorge Vercillo, 2002)
20. Me Leve a Sério (Jorge Vercillo, 2011)
21. Monalisa (Jorge Vercillo, 2004)
22. Final Feliz (Jorge Vercillo, 2000)
Bis:
23. Que Nem Maré (Jorge Vercillo, 2002)

domingo, 23 de outubro de 2011

'Como Diria Blavatsky' reitera vícios e virtudes autorais de Jorge Vercillo

Resenha de CD
Título: Como Diria Blavatsky
Artista: Jorge Vercillo
Gravadora: Leve / Posto 9 Música / Microservice
Cotação: * * 1/2

Segundo disco independente de Jorge Vercillo, Como Diria Blavatsky reitera vícios e virtudes autorais do compositor. Dono de discografia que atingiu pico de densidade em Todos Nós Somos Um (2007), álbum humanista de tom mais brasileiro, Vercillo retrocedeu em D.N.A. (2010) ao patamar mediano em que se situa Como Diria Blavatsky, nono álbum de inéditas do artista. O CD começa interessante - apesar de o balanço suave do samba Ventou - Ventou (Jorge Vercillo) parecer ter reincorporado com naturalidade o d.n.a. rítmico de Djavan, ressuscitando comparação que já havia ficado para trás - e vai se revelando repetitivo, talvez por conta de a safra de inéditas ter sido composta quase solitariamente por Vercillo. A balada que dá nome ao álbum - Como Diria Blavatsky (Jorge Vercillo), inspirada nos conceitos de teosofia da escritora russa Helena Petrovna Blavatsky (1831 - 1891) - é  das mais inspiradas da lavra de Vercillo, sendo sustentada pelo piano de Glauton Campello e pelas cordas arranjadas por Jessé Sadoc. Em contrapartida, outra balada - Distante (Jorge Vercillo) - se revela trivial, inclusive pelos versos de romantismo derramado. Entre uma e outra, há Eu Quero a Verdade (Jorge Vercillo), balada de tom quase épico que perde o foco na letra, que prega de início o valor da sinceridade em relação afetiva para, na segunda metade, disparar (sem nexo) versos sobre a violência na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a condenação do uso da camisinha pela Igreja e a apatia do povo brasileiro frente aos problemas ambientais da Amazônia. A crítica social resulta mais focada em Rio Delírio (Jorge Vercillo), tema de tom jazzy. Já Acendeu (Dudu Falcão e Jorge Vercillo) - tema que celebra o arquipélago Fernando de Noronha é aberto por texto dito de forma empostada por Paulo César Feital - se impõe pelo suingue e pelo refrão contagiante, virtudes do compositor que domina bem o idioma radiofônico. Disco de menor diversidade rítmica no confronto com os dois álbuns anteriores do artista, Como Diria Blavatsky quase mira um salão de gafieira com os metais que adornam o samba Invictor (Jorge Vercillo) - composto em homenagem ao filho do cantor, Victor Vercillo, cuja voz abre a faixa - e evoca o funk à moda da disco music na introdução da dançante Me Leve a Sério (Jorge Vercillo), instante pop do disco. Já Nos Espelhos (Jorge Vercillo e Dudu Falcão) - que ganha remix alocado como faixa-bônus - reflete certa desatenção ao reanimar o fantasma da comparação com Djavan pelos versos iniciais ("Aton, atum / Aton, atol") que juntam palavras pela sonoridade sem roçar a maestria do compositor alagoano na função. Por fim, há outra balada (Quer Dizer, da lavra de Vercillo com João Bani) e há o samba Faixa de Gaza (Jorge Vercillo), no qual Vercillo dá resposta - sem argumentar de forma  convincente - ao público que  o recebeu com hostilidade no show comemorativo dos 70 anos de Jorge Mautner, em janeiro, no Circo Voador (RJ). Enfim, mesmo que ostente as virtudes de Vercillo, Como Diria Blavatsky sinaliza que já é hora de o artista ajustar o foco autoral e buscar outros parceiros para arejar obra que já começa a se enredar nos vícios naturais do bom compositor.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eis a capa do nono álbum de estúdio de Vercillo, 'Como Diria Blavatsky'

Com título que cita teósofa e escritora russa do século 19, Helena Blavatsky (1831 - 1891), o nono álbum de estúdio de Jorge Vercillo, Como Diria Blavatsky, chega às lojas neste mês de outubro de 2011 com capa que evoca símbolos da ciência do ocultismo. O repertório de inéditas inclui parcerias de Vercillo com Dudu Falcão - como Nos Espelhos (música que ganhou remix alocado como faixa-bônus) e Acendeu (toada praieira de acento pop) - além do samba Faixa de Gaza, composto pelo artista como resposta à hostilidade do público que o vaiou no show comemorativo dos 70 anos de Jorge Mautner, em janeiro no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ). Promovido de início nas rádios com a regravação de Sensível Demais, tema de Vercillo lançado pela dupla Chrystian & Ralf em 1998, o CD Como Diria Blavatsky vai chegar às lojas numa edição independente da Posto 9 Música que vai ser distribuida pela Microservice.