♪ RETROSPECTIVA 2015 – Vanusa sai fortalecida deste ano de 2015. Cantora e compositora em evidência nas paradas musicais da década de 1970, Vanusa voltou ao mercado fonográfico - e à vida - ao longo de 2015. Em agosto, os lançamentos simultâneos de duas caixas com reedições de oito álbuns gravados pela cantora entre 1968 e 1979 - produzidas pelo pesquisador carioca Marcelo Fróes para o selo Discobertas - redimensionaram o canto e a obra da artista, jogando luz sobre álbuns raros em que Vanusa transitou pelo soul e pela MPB. Em outubro, a chegada ao mercado do esperado álbum Vanusa Santos Flores (Saravá Discos) - arquitetado e produzido por Zeca Baleiro desde 2013 - coroou o ano bom da cantora (em foto de Gal Oppido). Primeiro disco de repertório inédito da artista desde 1994, Vanusa Santos Flores simbolizou o renascimento artístico e pessoal da cantora após período de depressão. Aos 68 anos, Vanusa ganha as flores - e os discos - em vida.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Franco, álbum 'Vanusa Santos Flores' exala o cheiro forte das emoções reais
Resenha de CD
Título: Vanusa Santos Flores
Artista: Vanusa
Gravadora: Saravá Discos
Cotação: * * * *
Título: Vanusa Santos Flores
Artista: Vanusa
Gravadora: Saravá Discos
Cotação: * * * *
♪ Precedido pelo titubeante EP Vanusa Santos Flores, lançado em maio de 2014, o primeiro álbum de músicas inéditas da cantora e compositora paulista em 21 anos soa mais inteiro - em todos os sentidos - do que o disco do ano passado. Arquitetado e sonhado por seu produtor, Zeca Baleiro, o álbum Vanusa Santos Flores marca o feliz renascimento da artista. Por mais que essa sentença soe clichê, ela faz sentido. Assim como faz sentido este pulsante e sincero disco que traz a cantora de volta ao mercado fonográfico neste mês de outubro de 2015 depois de período de depressão, motivada por questões pessoais e amplificada pelo fato de a artista ter virado motivo de piadas impiedosas na web em 2009 por conta da propagação de vídeo no qual a cantora se atrapalhava com a letra caudalosa do Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manoel da Silva e José Osório Duque Estrada, 1822 / 1909) em solenidade pública. "Como dói viver / Como demora pra ser / Verdade", conclui Vanusa ao fim dos versos de Traição (Vanusa, 1994), música que lançou em seu último álbum de repertório inédito, Hinos ao amor (Leblon Records, 1994) e que ora reapresenta em arranjo mais apurado, pautado pelas cordas orquestradas por Adriano Magoo. A propósito, Vanusa Santos Flores é disco de produção bem cuidada. Um disco gravado desde 2013 que demorou dois anos para se tornar verdade, entre retomadas e interrupções das gravações. A voz da cantora de 68 anos - é fato - já perdeu parte da potência, do alcance e o rigor estilístico detectados nas interpretações de seus LPs da áurea década de 1970, como sinalizam os registros de músicas como Tapete da sala (Luis Vagner, Antonio Luis e Vanusa, 2014), uma das quatro faixas do álbum adiantadas pelo EP do ano passado. Contudo, há força e há verdade no canto de Vanusa. Parafraseando verso de Compasso (Angela RoRo e Ricardo McCord, 2006), música que abre o disco na pegada roqueira da guitarra de Tuco Marcondes, o sangue da cantora pulsa no compasso quente de Vanusa Santos Flores. "Embora a vida seja um estandarte / Da maldade / Bem ou mal / Eu prefiro a verdade", ressalta Vanusa no delicado dueto com Baleiro na primeira parceria de ambos, Tudo aurora, canção enquadrada em apropriada moldura pop folk e composta por Baleiro a partir de poema lhe entregue por Vanusa. Há verdade - cabe repetir - nas dez gravações do álbum. E há sintonia com a fase mais popular da discografia da artista. A Vanusa que avisa em Mistérios (Zé Geraldo e Mário Marcos, 1981) que vai "cantar no meio do povo e sair para a vida de novo", salvando "esse pouco que ainda resta da minha juventude", evoca aquela cantora de Manhãs de setembro (Vanusa e Mário Campanha, 1973) que queria sair, falar, ensinar o vizinho a cantar após ter se fechado no muro em tardes de tristeza. Música que fecha o álbum, Mistérios foi uma das faixas adiantadas pelo EP de 2014 no qual Vanusa apresentou também Era disso que eu tava falando (Renata Fausti e Mário Marcos) e sua gravação de uma das mais belas baladas de Zé Ramalho, O silêncio dos inocentes, lançada pelo cantor e compositor paraibano no álbum O gosto da criação (BMG, 2002). Embora exista já há 13 anos, a canção soa como inédita na voz da cantora que em 1977 lançou Avohai, um dos clássicos do cancioneiro viajante de Ramalho. A voz de Vanusa em O silêncio dos inocentes parece mais límpida do que no registro do EP (consta que ela refez algumas vozes ao retomar as gravações do álbum neste álbum de 2015). Mas, no fim das contas, a qualidade da voz é o que menos conta neste disco em que Vanusa acerta com exatidão o tom melancólico de Esperando aviões (2003) - uma das canções mais pungentes da lavra do cantor e compositor mineiro Vander Lee - e grava a música mais famosa do repertório do grupo português Madredeus. Haja o que houver (Pedro Ayres Magalhães, 1997) soa como ato de resistência de Vanusa, recado que a cantora parece dar a si mesma. Haja o que houver, ela estará lá, à espera da mão amiga. A de Zeca Baleiro a fez sair para a vida de novo. "Alivia a minha história / O mundo anda em linha reta / Eu ando em linha torta", parece rogar nos versos de Abre aspas (Nô Stopa e Marcelo Bucoff, 2002). Em era de discos fakes, estrategicamente arquitetados para receber elogios da crítica robotizada, Vanusa Santos Flores é CD franco que exala o cheiro forte das emoções reais, mixando dores, solidões, superações e - acima de tudo! - a verdade dessa resistente cantora.
sábado, 10 de outubro de 2015
Vanusa lança - enfim - o álbum gravado desde 2013 com produção de Baleiro
♪ Com projeto gráfico assinado por Elifas Andreato, o álbum Vanusa Santos Flores - gravado desde 2013 pela cantora paulista Vanusa com produção de Zeca Baleiro - será, enfim, lançado neste mês de outubro de 2015 em edição da gravadora Saravá Discos distribuída via Canal 3. Iniciado em 2013 pelo cantor, compositor, músico e produtor maranhense, o disco foi somente retomado neste ano de 2015. Mas EP com quatro faixas - as inéditas Tapete da sala (Luiz Vagner, Antonio Luiz e Vanusa) e Era disso que eu tava falando (Renata Fausti e Mário Marcos), além das regravações de Mistérios (Zé Geraldo e Mário Marcos, 1981) e O silêncio dos inocentes (Zé Ramalho, 2002) - foi editado em maio de 2014 como aperitivo do álbum até então interrompido. No disco, que chega às plataformas digitais a partir de 23 de outubro e que sai dias antes em edição física em CD, Vanusa regrava Esperando aviões (Vander Lee, 2003), Traição - tema autoral que a artista lançou em seu último CD de músicas inéditas, Hino ao amor (Leblon Records, 1994) - e Haja o que houver (tema de Pedro Ayres Magalhães lançado pelo grupo português Madredeus em 1997). O repertório inclui Tudo aurora, parceria de Vanusa com Zeca Baleiro. O último álbum de Vanusa foi lançado em 1998, mas foi disco de regravações, feito no padrão econômico da série 20 Super Sucessos, da Polydisc.
1. Compasso (Angela Ro Ro e Ricardo McCord, 2006)
2. Abre aspas (Nô Stopa e Marcelo Bucoff, 2002)
3. O silêncio dos inocentes (Zé Ramalho, 2002)
4. Esperando aviões (Vander Lee, 2003)
5. Traição (Vanusa, 1994)
6. Era disso que eu tava falando (Renata Fausti e Mário Marcos, 2014)
7. Tapete da sala (Luiz Vagner, Antonio Luiz e Vanusa, 2014)
8. Haja o que houver (Pedro Ayres Magalhães, 1997)
9. Tudo aurora (Zeca Baleiro e Vanusa, 2015) - com Zeca Baleiro
10. Mistérios (Zé Geraldo e Mário Marcos, 1981)
sábado, 5 de setembro de 2015
Álbum raro em que Vanusa deu voz à MPB valoriza segunda caixa da cantora
Resenha de caixa de CDs
Título: Vanusa vol. 2 (1974 - 1979)
Artista: Vanusa
Gravadora: Discobertas
Cotação: * * * *
Título: Vanusa vol. 2 (1974 - 1979)
Artista: Vanusa
Gravadora: Discobertas
Cotação: * * * *
♪ Para colecionadores de discos, a inclusão na caixa Vanusa vol. 2 (1974 - 1979) da primeira reedição em CD de Amigos novos e antigos (RCA Victor, 1975) - álbum em que a cantora paulista deu voz a músicas de compositores da MPB que deu o tom dos anos 1970 - justifica por si só a aquisição da segunda das duas caixas produzidas pelo pesquisador Marcelo Fróes para seu selo Discobertas com reedições dos oito primeiros álbuns da carreira fonográfica de Vanusa. Até então inédito no formato de CD, Amigos novos e antigos foi tentativa válida da cantora de se associar à elite da MPB. A artista vinha de um álbum - Vanusa (Continental, 1974), primeiro dos quatro discos embalado nessa segunda caixa (título já relançado em CD pelo próprio Marcelo Fróes em 2008, na série Ídolos da Jovem Guarda) - que emplacara nas rádios um sucesso popular, Sonhos de um palhaço (Antonio Marcos e Sérgio Sá, 1974). Só que Vanusa tinha sucessos, e não status. Àquela altura, a cantora já tinha lançado discos impregnados de soul e de psicodelia, no período de 1969 a 1971, mas ainda lhe faltava o prestígio adquirido pelas vozes admitidas no seleto clube da MPB. Aberto pela gravação original de Paralelas (1975), um dos maiores sucessos da musicografia do compositor cearense Belchior, o álbum Amigos novos e antigos buscou esse prestígio sob a produção de Moracy do Val e Lincoln Olivetti (1954 - 2015). Lançada por Maria Alcina em 1974, a música-título Amigos novos e antigos era da lavra de João Bosco & Aldir Blanc, dupla que vivia momento áureo, avalizada por Elis Regina (1945 - 1982). Congênito era música então inédita fornecida por Luiz Melodia, compositor carioca que havia sido lançado por Gal Costa em 1971. Parceria bissexta e inusitada do cearense Fagner com Antonio Marcos (1945 - 1992), cantor e compositor paulistano casado com Vanusa na época, Coração americano parecia tentativa de simular as canções épicas de Milton Nascimento e Fernando Brant (1946 - 2015) - compositores dos quais, aliás, Vanusa revivia Outubro (1967) na sequência de Coração americano. E por falar em sequência, Vanusa 30 anos (Som Livre, 1977) - álbum cujo título aludia à idade da cantora naquele ano de 1977 - foi uma tentativa de dar continuidade à linha adotada pela cantora em Amigos novos e antigos. Em Vanusa 30 anos, disco já relançado no formato de CD em 2011 pela gravadora Joia Moderna, a intérprete apresentou a primeira gravação de Avohai (Zé Ramalho), lançou inédita de Caetano Veloso (Duas manhãs) e teve a primazia de registrar outra música de Belchior (Brincando com a vida). Contudo, Vanusa 30 anos - álbum produzido por Augusto César Vannucci e Lincoln Olivetti - acabou não sedimentando o caminho de Vanusa na trilha da MPB. O disco vendeu abaixo das expectativas, o que fez com que a cantora voltasse para a gravadora RCA. Último dos quatro títulos da caixa, Viva Vanusa (RCA, 1979) é o disco do sucesso popular Mudanças, composto pela própria Vanusa com seu parceiro Sérgio Sá. Na onda feminina que invadiu a MPB naquele ano de 1979, Vanusa deu voz ao seu hino feminista. A partir de 1980, década em que gravou (regularmente) álbuns aquém de sua voz e de seu histórico fonográfico, Vanusa foi perdendo progressivamente a popularidade até sumir na poeira da estrada, reaparecendo em 2009 como motivo de piada na web por ter se atrapalhado com a letra do Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manoel da Silva e Joaquim Osório Duque Estrada, 1822) em solenidade pública. Mas a grande maioria dos oito álbuns reeditados por Marcelo Fróes nas duas caixas dedicadas à discografia da artista mostra que Vanusa Santos Flores era cantora para ser levada a sério em seu período áureo.
sábado, 29 de agosto de 2015
Cheio de soul, o álbum de 1971 já vale a primeira das duas caixas de Vanusa
Resenha de caixas de CDs
Título: Vanusa vol. 1 (1967 - 1973)
Artista: Vanusa
Gravadora: Discobertas
Cotação: * * * *
Título: Vanusa vol. 1 (1967 - 1973)
Artista: Vanusa
Gravadora: Discobertas
Cotação: * * * *
♪ Na segunda metade dos anos 1960, a soul music exportada pelos Estados Unidos para o universo pop daquela década ecoou na música brasileira, influenciando a discografia de cantores importantes como Elis Regina (1945 - 1982) e Roberto Carlos. Projetada em 1967, ainda no reino da Jovem Guarda, a cantora Vanusa Santos Flores - paulista criada em cidades do interior de Minas Gerais - também encorpou seu som com a alma do soul. A viagem pelo soul começou no seu segundo álbum - o psicodélico Vanusa (RCA-Victor) de 1969 - e prosseguiu no até então raríssimo álbum Vanusa (RCA-Victor) de 1971. A reedição deste Vanusa de 1971 valoriza a primeira das duas caixas com reedições de álbuns da cantora, produzidas pelo pesquisador musical Marcelo Fróes para as duas caixas lançadas simultaneamente neste mês de agosto de 2015 pelo selo Discobertas. A caixa Vanusa vol.1 (1967 - 1973) embala reedições - com faixas-bônus - dos quatro primeiros álbuns da cantora. Três já tinham sido reeditados em CD. A exceção é justamente o Vanusa de 1971, álbum que traz breve resquício de psicodelia - em sintonia com sua capa - na faixa Ponte aérea: 15 horas (Wilson Miranda e Messias) - mas que é essencialmente pautado pelo espírito do soul. O disco é primoroso. Nele, Vanusa canta a então atualíssima 1971 (Antonio Marcos e Mário Marcos), dá voz a uma boa (e esquecida) canção soul de Ivan Lins com seu parceiro inicial Ronaldo Monteiro de Souza (O dia e a hora), recria com energia o standard norte-americano Unchained melody (Alex North e Hy Zaret, 1955) e apresenta uma de suas melhores composições (Vai). Com sua voz potente e expansiva, Vanusa mostra em Talvez (Maybe) (Richard Barrett, 1958, em versão em português de Wilson Miranda, 1971) - canção de doo wop que ela encharcou de soul e r & b - que também tinha se diplomado na escola da Motown. O álbum Vanusa de 1971 marca também a aparição do cantor e compositor paulista Antonio Marcos (1945 - 1992) na discografia da artista, com quem a cantora se casaria. Marcos faz dueto com sua parceira na vida e na música em Agora eu sei, versão em português de Where are you going to my love? (Billy Day, Tony Hiller e Mike Leslie, 1970), soul gravado por Vanusa e Marcos no estilo do som ensolarado do musical Hair, sucesso no Brasil naquele ano de 1971. Pelo seu ineditismo no formato de CD e também pelo vigor do repertório, o álbum Vanusa de 1971 já vale aquisição da primeira das duas caixas da cantora. Trata-se do melhor disco da artista na sua fase na gravadora RCA, iniciada em 1967 com a edição de compacto do qual Marcelo Fróes insere o raro lado B O geguege (Il geguege) (Canfora e Wertmuller em versão de Vanusa, 1967) como faixa-bônus do álbum Vanusa de 1968, mais voltado para os rocks e baladas que imperavam na era da Jovem Guarda. A faixa-bõnus valoriza a reedição, já que os álbuns de 1968 e 1969 - ambos intitulados Vanusa - já tinham sido reeditados em 2001 pela gravadora BMG na série 2 LPs em um CD. Da mesma forma, o álbum Vanusa de 1973 - disco que marcou o ingresso da cantora na gravadora Continental, estourando nas rádios a faixa Manhãs de setembro (Vanusa e Mário Campanha, 1973) - já tinha sido relançado no formato de CD em 2006 pelo pesquisador musical Rodrigo Faour na série As divas. Mesmo assim, a inclusão de bônus como a gravação do tema de abertura do programa Fantástico - composto por Guto Graça Mello com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho e gravado por Vanusa em 1973 para a então nova revista semanal exibida pela TV Globo nas noites de domingo - incrementa a atual reedição do álbum de 1973 nesta oportuna caixa do selo Discobertas que mostra Vanusa em estágio inicial, cheia de soul, alma e voz.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Vanusa retoma gravação do álbum produzido por Baleiro para o selo Saravá
♪ Embora suas gravações tenham sido iniciadas em 2013, o álbum de Vanusa produzido por Zeca Baleiro não foi lançado em 2014 como previsto inicialmente. Mas o projeto do álbum continua de pé e o disco pode - enfim - sair neste ano de 2015. Em sua página no Facebook, Baleiro anunciou a retomada das gravações do álbum idealizado para ser lançado pelo selo do artista maranhense, Saravá Discos. Pelo cronograma inicial, as gravações teriam sido retomadas em junho de 2014, após o lançamento do EP Vanusa Santos Flores, mas alegados problemas de agenda atrasaram a produção do CD. Se o repertório selecionado inicialmente for mantido, a cantora paulista - em foto de Helena Tassara - vai dar voz à música de sua própria autoria (Traição, lançada por Vanusa em disco de 1994), a uma inédita parceria com Baleiro (Tudo aurora) e a sucessos de Angela Ro Ro (Compasso, parceria com Ricardo McCord, de 2006) e de Vander Lee (Esperando aviões, canção de Vander lançada pelo autor em 2003).
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Vanusa pode retomar gravação de álbum em que canta Baleiro, Ro Ro e Lee
♪ Se tudo acontecer como planejado por Zeca Baleiro, a cantora paulista Vanusa retoma neste mês de junho de 2014 a gravação do álbum produzido pelo artista maranhense. Antecipado pelo EP Vanusa Santos Flores, lançado em maio com quatro faixas, o álbum vai trazer no repertório regravações de músicas de Angela Ro Ro e Vander Lee. Da compositora carioca, Vanusa dá voz a Compasso (Angela Ro Ro e Ricardo McCord, 2006). Do compositor mineiro, a canção escolhida foi Esperando aviões (Vander Lee, 2003). Baleiro assina Tudo aurora em parceria com a artista entre músicas de autoria da própria Vanusa, como Traição. Clique aqui para ler a resenha do EP Vanusa Santos Flores, que destacou regravação de O silêncio dos inocentes (Zé Ramalho, 2002).
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Vanusa registra sua 'Traição' no disco de inéditas produzido por Zeca Baleiro
♪ Desde seu primeiro LP, Vanusa (RCA, 1968), a cantora e compositora paulista Vanusa grava duas ou três músicas autorais em seus discos. Não é diferente no CD gravado pela artista - em foto de Helena Tassara - em São Paulo (SP) com produção de Zeca Baleiro. Traição é a composição de autoria solitária de Vanusa que figura no repertório do álbum Vanusa Santos Flores. Mas a música não é inédita, já tendo sido lançada pela cantora no álbum Hino ao amor (Leblon Records, 1994).
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Vanusa regrava música de Zé Ramalho no álbum produzido por Zeca Baleiro
♪ Em 1977, um ano antes de gravar seu primeiro LP solo, Zé Ramalho teve sua obra propagada por Vanusa, que lançou composição do artista paraibano, Avohai, em seu álbum 30 anos (Som Livre, 1977). Decorridos 36 anos, o compositor terá mais uma música gravada pela cantora paulista - vista em foto de Helena Tassara - no disco que Vanusa prepara em São Paulo (SP) com produção de Zeca Baleiro. A escolhida foi O silêncio dos inocentes, balada lançada há nove anos por Ramalho no álbum O gosto da criação (BMG, 2002). Vanusa vai voltar ao mercado fonográfico com CD que traz algumas músicas inéditas entre várias regravações. Mas quase todas as músicas são inéditas na voz da cantora. Entre elas, há melancólica canção de Vander Lee, Esperando aviões, lançada pelo próprio cantor e compositor mineiro em CD ao vivo de 2003. Vanusa gravará parceria com Baleiro.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Produzida por Baleiro, Vanusa grava em SP seu primeiro álbum em 15 anos
♪ Sem lançar disco desde 1998, ano em que aceitou gravar CD de regravações dentro dos padrões econômicos da série 20 super sucessos (da Polydisc), Vanusa entrou em estúdio em São Paulo (SP) desde a última quinta-feira, 23 de maio de 2013. Sob produção do maranhense Zeca Baleiro, que recentemente pilotou disco de inéditas do cantor goiano Odair José, a artista paulista grava um álbum que será intitulado com seu nome de batismo, Vanusa Santos Flores. Detalhe: a capa do primeiro disco da cantora paulista em 15 anos vai ser assinada pelo artista plástico Elifas Andreato.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Ora reeditado, '30 Anos' mostra o (bom) caminho que Vanusa não seguiu
Resenha de reedição de CD
Título: 30 Anos
Artista: Vanusa
Gravadora da edição original de 1977: Som Livre
Gravadora da reedição de 2011: Joia Moderna
Cotação: * * *
Título: 30 Anos
Artista: Vanusa
Gravadora da edição original de 1977: Som Livre
Gravadora da reedição de 2011: Joia Moderna
Cotação: * * *
Em 1975, já popular em todo o Brasil por conta de sucessos como Manhãs de Setembro, Vanusa decidiu se aproximar da MPB com belo álbum, Amigos Novos e Antigos, em que lançou músicas de Belchior (Paralelas) e Luiz Melodia (Congênito). 30 Anos - seu álbum posterior, lançado em 1977 e ora reeditado pela gravadora Joia Moderna com produção de Thiago Marques Luiz - não é tão coeso quanto Amigos Novos e Antigos, mas trilhou o mesmo bom caminho, logo abandonado pela cantora na virada dos anos 70 para os 80, no que pode ser considerado o grande erro da artista na condução de sua carreira fonográfica. Em 1977, recém-casada com o diretor de TV Augusto César Vannucci (1934 - 1992), Vanusa tinha 30 anos e se aventurava como atriz, estrelando a novela Cinderela 77, exibida pela TV Tupi. 30 Anos, o disco, foi produzido com direção artística de Vannucci e Lincoln Olivetti, autor da maioria dos bons arranjos (a outra parte dos arranjos foi confiada a Sérgio Sá, coautor da bela balada Estado de Fotografia, único hit propriamente dito do álbum). Infelizmente, o repertório era irregular. Em nova conexão com Vanusa, Belchior forneceu balada, Brincando com a Vida, que tinha o d.n.a melódico do compositor cearense, mas não a ponto de se impor na sua obra visceral. Caetano Veloso contribuiu com a inédita Duas Manhãs, canção que permaneceu em (justo) esquecimento até ser revivida neste ano de 2011 pela cantora Cláudia em disco dedicado ao lado B do compositor. Já Zé Ramalho comparecia com Avohai, em arranjo cheio de violas. Detalhe: a gravação de Vanusa é tecnicamente a primeira da música do compositor paraibano, já que o primeiro álbum solo de Zé Ramalho - que apresentou o registro definitivo de Avohai - foi lançado somente em dezembro de 1977. Primazias à parte, Vanusa pecou em 30 Anos ao gravar canções românticas tão triviais quanto Desencontro (Lincoln Olivetti e Ronaldo Barcelos) e Problemas, parceria de Mauro Motta com Raul Seixas (1945 - 1989), creditado como Raulzito na música. Entre tantas novidades sem real peso na memória da MPB, 30 Anos soa mais sedutor quando apresenta músicas antigas extraídas da memória afetiva de Vanusa, casos da canção natalina Boas Festas (Assis Valente) - embalada em arranjo meio modernoso - e da interiorana Lá no Pé da Serra (Elpídio dos Santos), gravada por Vanusa com arranjo que remete às guarânias paraguaias. Entre fado abolerado (Só Nós Dois, de Joaquim Pimentel) e temas espiritualistas como a Prece de Caritas, adaptada pela própria Vanusa, 30 Anos quase não passa na peneira do tempo. Ainda assim, a reedição do álbum é oportuna por expor para novas gerações o canto de intérprete que marcou época no Brasil dos anos 70 e que viu sua carreira sair dos trilhos ao se desviar do caminho que pavimentou neste álbum de 1977.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Quatro álbuns dos anos 70 chegam ao CD em reedições da Joia Moderna
Até então inéditos no formato de CD, quatro álbuns lançados nos anos 70 por quatro cantoras - uma, Marília Pêra, mais conhecida por seu excepcional trabalho de atriz - chegam em breve ao formato digital pela gravadora Joia Moderna. A reedição de Alvoroço, álbum gravado por Leny Andrade em 1973 para a extinta Odeon, já chegou da fábrica. Já as reedições em CD de A Feiticeira (Marília Pêra, Som Livre, 1975), Vanusa 30 Anos (Vanusa, Som Livre, 1977) e Filme Nacional (Marília Barbosa, Som Livre, 1978) deverão ficar prontas ainda neste mês de julho de 2011, indo para as lojas em agosto. Aviso aos navegantes: os quatro discos terão tiragens limitadas de mil cópias. Por ora, não há planos de fazer uma segunda tiragem dos CDs.
domingo, 15 de maio de 2011
Joia Moderna pretende reeditar 'Vanusa 30 Anos', álbum já raro de 1977
Em 1977, quando festejava uma década de carreira fonográfica e três de vida, Vanusa lançou pela gravadora Som Livre o álbum Vanusa 30 Anos, feito na linha do anterior Amigos Novos e Antigos (1975). Nunca reeditado no formato de CD, o disco de 1977 - que destacou a faixa Estado de Fotografia (Malin e Sérgio Sá) e a gravação original de Avohai (Zé Ramalho) - está nos planos do DJ Zé Pedro para ganhar reedição por sua gravadora Joia Moderna até o fim deste ano de 2011. Neste seu sétimo álbum, Vanusa lançou músicas pouco conhecidas de Belchior (Brincando com a Vida) e Caetano Veloso (Duas Manhãs), entre outros compositores. E por falar em Joia Moderna, a reedição de Alvoroço - álbum lançado por Leny Andrade em 1973 - vai ocupar o lugar da reedição de ...Maravilhosa (Wanderléa, 1972) no segundo lote de lançamentos da gravadora, previsto para fins de junho. Contudo, o relançamento do disco cult da Ternurinha continua em pauta. A troca foi feita por questões industriais, pois a reedição do álbum de Leny já está em fase final de produção, tendo sido viabilizada com mais rapidez.
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