Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 14 de julho de 2015

Joia Moderna festeja 30 primeiros títulos do catálogo com compilação digital

Enquanto se prepara para pôr no mercado fonográfico álbuns de Ana Claudia Lomelino (um projeto solo assinado com o nome artístico de mãeana), César Lacerda (Paralelos & infinitos), Cida Moreira (Soledade) e Fafá de Belém (Do tamanho certo para meu sorriso), entre outros nomes, a gravadora Joia Moderna celebra os 30 primeiros títulos de seu catálogo com a coletânea digital Joia Moderna 30 discos. O disco vai estar disponível com exclusividade na plataforma Rdio a partir da próxima sexta-feira, 17 de julho de 2015. Com capa psicodélica assinada por Gabriel Azevedo, a compilação alinha 30 fonogramas do acervo da gravadora aberta pelo DJ Zé Pedro em 2011 com o objetivo inicial - atualmente ampliado - de dar voz a cantoras sem oportunidades na indústria do disco. A rigor, um fonograma - Sinto-me bem (Ataulfo Alves, 1941), ouvido na gravação do cantor pernambucano Paulo Netto - não provém de disco editado com o selo da Joia Moderna. Mas foi aberta a exceção pelo fato de o álbum em questão, Dois animais na selva suja da rua (Independente / Tratore, 2012), ter sido gravado sob a direção artística de Zé Pedro. Eis, na ordem do disco, as 30 gravações selecionadas pelo DJ para a coletânea Joia Moderna 30 discos:

1. Universo no teu corpo (Taiguara, 1970) - Fafá de Belém
    - Gravação do álbum A voz da mulher na obra de Taiguara (2011)
2. Back to black (Amy Winehouse e Mark Ronson, 2006) - Cida Moreira
    - Gravação do álbum A dama indigna (2011)
3. Me dá a penúltima (João Bosco e Aldir Blanc, 1977) - Silvia Maria
     - Gravação do álbum Ave rara (2011)
4. Soluços (Jards Macalé, 1970) - Zezé Motta
     - Gravação do álbum Negra melodia (2011)
5. Naquela estação (Caetano Veloso, João Donato e Ronaldo Bastos, 1990) - Cláudia
    - Gravação do álbum Senhor do tempo (2011)
6. Eu vou comprar esse disco (Zé Rodrix e Lamis, 1976) - Marya Bravo
    - Gravação do álbum De pai para filha - Marya Bravo canta Zé Rodrix
7. Moto 1 (Fagner e Belchior, 1973) - Leny Andrade
    - Gravação do álbum Alvoroço (1973), reeditado em 2011 pela Joia Moderna
8. Manifesto (Mariozinho Rocha e Guto Graça Mello, 1967) - Marília Barbosa
     - Gravação do álbum Filme nacional (1978), reeditado em 2011 pela Joia Moderna
9. Duas manhãs (Caetano Veloso, 1977) - Vanusa
    - Gravação do álbum Vanusa 30 anos (1977), reeditado em 2011 pela Joia Moderna
10. Alô alô Brasil (Eduardo Dussek e Roque da Conceição, 1975) - Marília Pêra
      - Gravação do álbum Feiticeira (1975), reeditado em 2011 pela Joia Moderna
11. Memória fora de hora (Marina Lima e Antonio Cícero, 1979) - Tulipa Ruiz
     - Gravação do álbum Literalmente loucas - Canções de Marina Lima (2011)
12. Cuide-se bem (Guilherme Arantes, 1976) - Vanessa da Mata
     - Gavação do álbum A voz da mulher na obra de Guilherme Arantes (2012)
13. Pescador de ilusões (Marcelo Yuka, Lauro Farias, Marcelo Falcão, Xandão e Marcelo
       Lobato, 1996) - Izzy Gordon - Gravação do álbum Negro azul da noite (2011)
14. Contato imediato (Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, 2006)
       - Jussara Silveira - gravação do álbum Ame ou se mande (2011)
15. Claustrofobia (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1974) - Edy Star
       - Gravação do álbum Sweet Edy (1974), reeditado em 2011 pela Joia Moderna
16. Abandono (Ivor Lancellotti, 1979) - Célia
       - Gravação do álbum Outros românticos (2011)
17. Galos, noites e quintais (Belchior, 1976) - Amelinha
       - Gravação do álbum Janelas do Brasil (2011)
18. Meu mundo é nada demais (Guilherme Arantes, 1976) - Zizi Possi
      - Gravação do álbum A voz da mulher na obra de Guilherme Arantes (2012)
19. Blues (Péricles Cavalcanti, 1981) - Céu
       - Gravação do álbum Mulheres de Péricles (2012)
20. Amor, meu grande amor (Angela Ro Ro e Ana Terra, 1979)- Lucas Santtana
       - Gravação do álbum Coitadinha bem feito (2013)
21. Mais feliz (Cazuza, Bebel Gilberto e Dé Palmeira, 1986) - Silva
       - Gravação do Agenor - Canções de Cazuza (2013)
22. Já era (Iara Rennó, 2013) - Iara Rennó
       - Gravação do álbum Iara (2013)
23. Estrada do sol (Antonio Carlos Jobim e Dolores Duran, 1958) - Nina Becker
       - Gravação do álbum Minha Dolores (2014)
24. Como vês (Domenico Lancellotti e Bruno Di Lullo, 2013) - Alice Caymmi
       - Gravação do álbum Rainha dos raios (2014)
25. Calcanhar (Manuca Bandini e Yuri Queiroga, 2013) - Ylana Queiroga
      - Gravação do álbum Ylana (2013)
26. Ovelha negra (Rita Lee, 1975) - Andreia Dias
       - Gravação do álbum Prisioneira do amor (2015)
27. Virei passarinho (Haroldo Barbosa e Luís Reis, 1964) - Rubinho Jacobina
       - Gravação do álbum Andando no ar (2014)
28. Amor, amor (Cazuza, Frejat, George Israel) - Tono
       - Gravação do álbum Agenor - Canções de Cazuza (2013)
29. Mares da Espanha (Angela Ro Ro, 1979) - Thiago Pethit
       - Gravação do álbum Coitadinha bem feito (2013)
30. Sinto-me bem (Ataulfo Alves, 1941) - Paulo Neto
       - Gravação do álbum Dois animais na selva suja da rua (2012)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Gravado por Gal, Arthur Nogueira lança seu segundo álbum via Joia Moderna

♪ Cantor e compositor paraense radicado em São Paulo (SP) que ganhou visibilidade fora da cena indie neste mês de maio por ser parceiro do poeta carioca Antonio Cícero em Sem medo nem esperança, elogiado rock gravado por Gal Costa no recém-lançado álbum Estratosférica (Sony Music, 2015), Arthur Nogueira se prepara para lançar seu segundo álbum. O sucessor do álbum Mundano (Independente, 2009) e dos EPs Mundano+ (Independente, 2010) e Entremargens (Independente, 2013) vai ser lançado em junho de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. Sem medo nem esperança figura no repertório autoral e dá nome ao disco de Arthur (em foto de Diego Ciarlariello). O álbum tem produção do duo paraense Strobo, tendo sido gravado com coprodução de Marcelo Segreto (integrante da banda paulistana Filarmônica de Pasárgada) e de João Paulo Deogracias.  A direção artística do álbum Sem medo nem esperança é de Marcus Preto.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Show em que Nina revive sua Dolores vira CD em 2014 via Joia Moderna

Projetada como vocalista da Orquestra Imperial, a cantora e compositora carioca Nina Becker vai lançar disco em 2014 pela gravadora Joia Moderna. Criador do selo centrado em cantoras, o DJ Zé Pedro convidou a artista para fazer o registro de estúdio do show Minha Dolores. No belíssimo show, o melhor da carreira de Nina Becker, a cantora dá voz a pérolas pescadas no baú da cantora e compositora carioca Dolores Duran (1930-1959), ícone da música brasileira dos anos 1950. Na foto de Rodrigo Amaral, Nina é vista no palco do Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro (RJ), cidade em que o show Minha Dolores foi apresentado na noite de 20 de dezembro de 2013, quase um mês após ter estreado na Casa de Francisca, em São Paulo (SP).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Cantores da cena 'indie' de SP releem Ro Ro em 'Coitadinha Bem Feito'

Na sequência imediata do álbum Mulheres de Péricles - Canções de Péricles Cavalcanti, já disponibilizado para download e com lançamento em edição física previsto para janeiro de 2013, a gravadora Joia Moderna prepara tributo masculino ao cancioneiro de Angela Ro Ro. Idealizado pelo DJ Zé Pedro e produzido sob curadoria do jornalista Marcus Preto, Coitadinha Bem Feito tem como título o nome de uma das parcerias de RoRo como o já falecido poeta Sérgio Bandeira, lançada pela cantora no álbum Escândalo (1981). A ideia é reler o repertório da fase áurea da compositora carioca numa linha "desconstruindo Angela Ro Ro". O elenco é composto por 17 cantores da cena indie de São Paulo (SP). Thiago Pethit, por exemplo, vai navegar por Mares da Espanha (Angela Ro Ro), música do primeiro álbum da artista, lançado em 1979. O rapper Criolo dá voz à faixa-título. "A juventude atemporal e inquieta das letras de Ro Ro e a possibilidade de ouvir em vozes masculinas essas canções feitas em sua maioria para mulheres me levaram a criar esse tributo", explica o DJ Zé Pedro em depoimento ao blog Notas Musicais. A seleção de repertório reúne músicas gravadas por Ro Ro em seus cinco primeiros álbuns - lançados entre 1979 e 1984 - com ênfase no irretocável LP de estreia da artista, Angela Ro Ro (1979), do qual o tributo rebobina nove das 12 músicas. Eis, em ordem alfabética, os intérpretes convidados por Marcus Preto para o projeto Coitadinha Bem Feito:

* Adriano Cintra - Gota de Sangue (Angela Ro Ro, 1979)
* Criolo - Coitadinha, Bem Feito (Angela Ro Ro e Sérgio Bandeira, 1981)
* Dani Black - Tola Foi Você (Angela Ro Ro, 1979)
* Gui Amabis - Abre o Coração (Angela Ro Ro, 1979)
* Gustavo Gallo - Fraca e Abusada (Angela Ro Ro, 1981)
* Hélio Flanders - Me Acalmo Danando (Angela Ro Ro, 1979)
* Juliano Gauche - A Mim e a Mais Ninguém (Angela Ro Ro e Sérgio Bandeira, 1979)
* Kiko Dinucci - Tango da Bronquite (Angela Ro Ro, 1980)
* Leo Cavalcanti - Came e Case (Angela Ro Ro, 1981)
* Lirinha - Renúncia (Angela Ro Ro, 1980)
* Lucas Santtana - Amor, Meu Grande Amor (Angela Ro Ro, 1979)
* Otto - Perdoai-os, Pai (Angela Ro Ro e Sérgio Bandeira, 1981)
* Pélico - Não Há Cabeça (Angela Ro Ro, 1979)
* Rodrigo Campos - Fogueira (Angela Ro Ro, 1983)
* Romulo Fróes - Só nos Resta Viver (Angela Ro Ro, 1980)
* Tatá Aeroplano - Balada da Arrasada (Angela Ro Ro, 1979)
* Thiago Pethit - Mares da Espanha (Angela Ro Ro, 1979)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Primeira reedição em CD de 'Summertime', álbum de Cida, sai em 2013

Em processo de produção, a primeira reedição em CD de Summertime (Áudio Patrulha / Lira Paulistana, 1981) - o primeiro cultuado álbum de Cida Moreira - tem lançamento previsto pela gravadora Joia Moderna para o primeiro trimestre de 2013. Produzida com o aval da cantora, a aguardada reedição do disco vai trazer libreto com textos e imagens como a do poster (foto) que anunciava o show gravado ao vivo em agosto de 1980, em apresentação de Summertime no Teatro Lira Paulistana, em São Paulo (SP). Paralelamente à reedição de Summertime, a artista arquiteta álbum que vai conectá-la a nomes da cena indie de São Paulo (SP) - ainda sem previsão de gravação. Vale lembrar que Cida Moreira foi a cantora que motivou o DJ Zé Pedro a abrir a gravadora Joia Moderna. Nas lojas no início de 2011, já no primeiro lote de lançamentos do selo, o atual CD de Cida - A Dama Indigna, registro de estúdio do show homônimo - já está indo para a sexta tiragem no rastro do sucesso da turnê nacional do show. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Joia Moderna vai lançar, em 2013, o primeiro álbum de Ylana Queiroga

Seguindo tendência de rejuvenescer seu catálogo, a gravadora Joia Moderna, do DJ Zé Pedro, vai editar em 2013 o primeiro álbum da cantora pernambucana Ylana Queiroga, sobrinha do compositor Lula Queiroga e filha da também cantora Nena Queiroga com o Maestro Spok. Gravado e finalizado entre 2007 e 2011, o CD foi produzido por Yuri Queiroga, irmão de Ylana.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Joia Moderna prepara reedição de 'Summertime', primeiro álbum de Cida

Cantora que inspirou o DJ Zé Pedro a criar a gravadora Joia Moderna, Cida Moreira vai ter relançado seu raro primeiro álbum - Summertime (Áudio Patrulha / Lira Paulistana, 1981), nunca editado em CD - pelo selo do DJ até o fim deste ano de 2012. A ideia é produzir uma reedição luxuosa de Summertime, nos moldes da reedição do primeiro álbum solo de Edy Star, ...Sweet Edy... (Som Livre, 1974), lançada pela Joia em 2011. Gravado ao vivo em agosto de 1980, em apresentação do show Summertime no Teatro Lira Paulistana, em São Paulo (SP), o álbum vai voltar ao catálogo com libreto, texto inédito, fotos e reprodução do poster do show. Eis as músicas do disco em que Cida interpreta com sua voz teatral temas da MPB, hits de Janis Joplin (1943-1970) e standards da canção norte-americana dos anos 20 e 30:

1. Summertime (George Gerswin e DuBose Heyward, 1935)
2. Stardust (Mitchell Parisch e Hoagy Carmichael, 1927)
3. All of Me (Seymour Simons e Gerald Marks, 1931)
4. Dream a Little Dream of Me (Gus Kahn, Wilbour Schwantd e Fabian Andre, 1931)
5. California Dreamin' (John Philips e Michelle Philips, 1965)
6. She's Leaving Home (John Lennon e Paul McCartney, 1967)
7. Gota de Sangue (Ângela RoRo, 1979)
8. Geni e o Zepelim (Chico Buarque, 1978)
9. Good Morning Heartache (Dan Fischer, Ervin Drake e Irene Higginbothan, 1946)
10. My Man (Maurice Yvain e Channing Pollock, 1928)
11. Vapor Barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971)
12. Mercedez Benz (Janis Joplin, Michael McClure e Bob Neuwirth, 1970)
13. Kozmic Blues (Janis Joplin e Gabriel Mekler, 1969)
14. Summertime (George Gershwin e DuBose Heyward, 1935)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Cantoras emocionam Arantes ao celebrar ao vivo a obra do compositor

São Paulo (SP) - A foto de Jardiel Carvalho flagra o momento festivo em que Guilherme Arantes soltou Lindo Balão Azul (Guilherme Arantes, 1982) ao fim do show que reuniu 14 das 20 cantoras do CD A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes no palco do Teatro Fecap, na noite de 4 de junho de 2012. Homenageado da noite concebida pelo DJ Zé Pedro, dono da gravadora Joia Moderna e idealizador do disco que acaba de chegar às lojas com distribuição da Tratore, Arantes se emocionou ao ouvir suas canções ao vivo nas vozes de Adyel Silva, Célia, Cida Moreira, Daniela Procópio, Fhernanda Fernandes, Luciana Alves (bastante aplaudida ao cantar Só Deus É Quem Sabe com o violonista Chico Pinheiro), Maria Alcina, Marcia Castro (que abriu o show com O Melhor Vai Começar após exibição de vídeo de ficção sobre a juventude de Arantes), Marya Bravo, Silvia Machete, Tiê (que encerrou os números das cantoras com Pedacinhos), Vânia Bastos, Verônica Ferriani e Verônica Sabino. O pianista Alex Viana, o violonista Rovilson Pascoal e a violoncelista Regina Vasconcellos se revezaram no acompanhamento das intérpretes. Após os números das 14 cantoras, o homenageado subiu ao palco e cantou Um Deus Ateu (1989) (música obscura lançada pelo compositor paulista no álbum Romances Modernos), Lágrima de Uma Mulher (1993) e Cuide-se Bem (1977). Na sequência, já com as 14 cantoras novamente em cena, Arantes interpretou Amanhã (1977), O Melhor Vai Começar (1982) e Lindo Balão Azul (1982). O tributo foi produzido por Thiago Marques Luiz em parceria com a instituição Apolônias do Bem, divisão da ONG Turma do Bem. As lágrimas de Arantes e a resposta calorosa do público deram ao DJ Zé Pedro a certeza de que o projeto A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes alcançou o objetivo de jogar luz sobre a obra inspirada de um dos maiores compositores do pop romântico brasileiro.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Eis a capa definitiva do CD que recicla obra de Arantes em voz de mulher

Esta é a capa definitiva do CD A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes, idealizado pelo DJ Zé Pedro para sua gravadora Joia Moderna e já disponível em edição digital no iTunes a partir desta terça-feira, 24 de abril de 2012. Capa, contracapa e encarte do CD foram produzidos com fotos raras cedidas pelo fã-clube Planeta Guilherme Arantes. Com lançamento físico já agendado para 29 de maio em lojas virtuais como a Amazon, o álbum apresenta 20 gravações inéditas de músicas do compositor paulista nas vozes de 20 cantoras de estilos, personalidades e gerações diferentes. Eis, na ordem do disco, as 20 faixas do oportuno tributo a esse ícone da geração pop brasileira - nunca valorizado pela crítica na medida de seu talento:

1. Meu Mundo e Nada Mais (Guilherme Arantes, 1976) - Zizi Possi
2. Brincar de Viver (Guilherme Arantes e Jon Lucien, 1983) - Cida Moreira
3. Cuide-se Bem (Guilherme Arantes, 1976) - Vanessa da Mata
4. Planeta Água (Guilherme Arantes, 1981) - Fafá de Belém
5. Êxtase (Guilherme Arantes, 1979) - Adyel Silva
6. O Melhor Vai Começar (Guilherme Arantes, 1982) - Marcia Castro
7. Amanhã (Guilherme Arantes, 1977) - Ângela RoRo
8. Pedacinhos (Bye Bye So Long) (Guilherme Arantes, 1983) - Tiê
9. Loucas Horas (Guilherme Arantes, 1986) - Verônica Sabino
10. Muito Diferente (Guilherme Arantes, 1989) - Verônica Ferriani
11. Cheia de Charme (Guilheme Arantes, 1985) - Silvia Machete
12. Águas Passadas (Guilherme Arantes, 1976) - Mariana Aydar
13. Primaveras e Verões (Guilherme Arantes, 1989) - Vânia Bastos
14. Aprendendo a Jogar (Guilherme Arantes, 1980) - Maria Alcina
15. O Amor Nascer (Guilherme Arantes, 1981) - Célia
16. Só Deus É Quem Sabe (Guilherme Arantes, 1980) - Luciana Alves
17. Despertar do Amor (Guilherme Arantes, 1985) - Leila Pinheiro
18. Toda Vã Filosofia (Guilherme Arantes, 1988) - Fhernanda Fernandes
19. Canção de Amor (Guilherme Arantes e J. C. Costa Netto, 1987) - Daniela Procópio
20. Vivendo com Medo (Guilherme Arantes 1980) - Marya Bravo

Na página de Notas Musicais no Facebook, 'Arantes é tão importante quanto Lulu Santos'

sábado, 24 de março de 2012

Tributo a Arantes inaugura em abril parceria da Joia Moderna com iTunes

Com capa criada por Paulo Netto, o CD A Voz da Mulher na Obra de Guilherme Arantes inaugura a parceria da gravadora Joia Moderna - do DJ Zé Pedro - com o iTunes. O tributo feminino ao cancioneiro do compositor paulista vai estar à venda com exclusividade na loja virtual a partir de 17 de abril de 2012. Somente a partir de maio é o que disco vai chegar ao mercado físico via Tratore. Idealizado por Zé Pedro, o projeto ganhou a adesão de Mariana Aydar. A cantora paulista vai pôr voz em Águas Passadas, tema lançado por Arantes em seu primeiro disco solo, Guilherme Arantes (Som Livre, 1976). O elenco inclui Zizi Possi, Vanessa da Mata, Tiê, Cida Moreira, Marcia Castro, Ângela RoRo e Leila Pinheiro, entre outros nomes.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Retrô 2011: DJ cria gravadora para dar voz a cantoras que têm o que dizer

Além de artista das carrapetas, o DJ Zé Pedro sempre exerceu com paixão o ofício de fã de cantoras. E foi para dar voz a cantoras que têm o que dizer que o artista - uma vivaz enciclopédia ambulante da música brasileira - virou dono de gravadora em 2011. Lançada em janeiro, a Joia Moderna disse a que veio logo no primeiro lote de lançamentos, posto efetivamente nas lojas em fevereiro. Lá havia um álbum de Zezé Motta - Negra Melodia, o primeiro disco da atriz e cantora em onze anos - e um CD de Cida Moreira, A Dama Indigna, digno de figurar em qualquer lista de melhores discos do ano. Gravadora de esquema artesanal, a Joia Moderna manteve o nível ao longo de 2011. Além de trazer para o formato de CDs álbuns raros de Leny Andrade (Alvoroço, 1973) Marília Barbosa (Filme Nacional, 1978), Marília Pêra (Feiticeira, 1975) e Vanusa (Vanusa 30 Anos, 1977), todos os quatro injustamente esquecidos nos baús de suas respectivas gravadoras, Zé Pedro - visto em foto de Lailson Santos - trouxe de volta para os estúdios cantoras como Amelinha (Janelas do Brasil, disco de tom lírico e interiorano), Célia (Outros Românticos, reunião de canções gravadas por Roberto Carlos nos anos 70 que não são de autoria do Rei), Cláudia (Senhor do Tempo, interessante abordagem do cancioneiro de Caetano Veloso, feita sem os costumeiros exageros vocais cometidos pela artista em shows), Jussara Silveira (Ame ou se Mande, o melhor trabalho de Jussara, outro disco digno de figurar entre os melhores de 2011) e a desconhecida Silvia Maria (cansativa, mas com rigor técnico, em Ave Rara). Com tiragens limitadas de mil exemplares por título (uma vez esgotada essa tiragem inicial, o disco passa a ser da cantora), dirigidas a um público antenado, os CDs da Joia Moderna moldaram em 2011 o perfil de uma gravadora amada pelo público gay. Nem alguns percalços - como o veto da edição do disco que registrava o show de Alaíde Costa com Fátima Guedes quando o CD já estava sendo encaminhado às lojas - tiraram o brilho da Joia. Que esbanjou modernidade ao reunir cantoras da nova geração para celebrar a obra de Marina Lima no tributo Literalmente Loucas ao mesmo tempo em que teve sensibilidade para lembrar a beleza da música de Taiguara (1945 - 1996) em tributo, A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, que trouxe gravações belíssimas de Célia (Mudou) e Verônica Ferriani (Manhã de Londres). Fechando seu primeiro ano de vida, a Joia reeditou - numa licença poética e sexual - o único disco solo do cantor e transformista Edy Star, ...Sweet Edy... (1974). Que venham outras joias em 2012!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Discos de Amelinha, Célia, Edy e Wanderléa fecham ano da Joia Moderna

Enquanto põe nas mãos dos lojistas e dos críticos os álbuns de Jussara Silveira (Ame ou se Mande) e Izzy Gordon (Negro Azul da Noite), a gravadora Joia Moderna manda para fábrica o último lote de lançamentos de seu primeiro ano de vida. Seguiram para a fábrica nesta quinta-feira, 20 de outubro de 2011, as matrizes dos discos de Amelinha (Janelas do Brasil), Célia (Outros Românticos), Edy Star (a reedição de Sweet Edy, álbum de 1974) e Wanderléa (a reedição de ...Maravilhosa, renovador álbum de 1972 que mostrou que o universo musical da Ternurinha podia ir além do iê iê iê romântico da Jovem Guarda). Apresentada por texto do jornalista e pesquisador musical Rodrigo Faour, a reedição do álbum do transformista Edy Star é a licença estética de gravadora aberta pelo DJ Zé Pedro para dar voz a cantoras de várias gerações e estilos. Já a reedição de ...Maravilhosa vem com um texto do jornalista Pedro Alexandre Sanches e sem a última faixa, Tempo de Criança, versão de I Hear Those Church Bells Ringing (R. Brown e Levine), excluída por questões de autorização. No todo, o lote - que sai em novembro - sedimenta o perfil da Joia Moderna, gravadora que se impôs na cena indie ao longo deste ano, com um olho no passado e outro no presente do canto feminino brasileiro.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quatro álbuns dos anos 70 chegam ao CD em reedições da Joia Moderna

Até então inéditos no formato de CD, quatro álbuns lançados nos anos 70 por quatro cantoras - uma, Marília Pêra, mais conhecida por seu excepcional trabalho de atriz - chegam em breve ao formato digital pela gravadora Joia Moderna. A reedição de Alvoroço, álbum gravado por Leny Andrade em 1973 para a extinta Odeon, já chegou da fábrica. Já as reedições em CD de A Feiticeira (Marília Pêra, Som Livre, 1975), Vanusa 30 Anos (Vanusa, Som Livre, 1977) e Filme Nacional (Marília Barbosa, Som Livre, 1978) deverão ficar prontas ainda neste mês de julho de 2011, indo para as lojas em agosto. Aviso aos navegantes: os quatro discos terão tiragens limitadas de mil cópias. Por ora, não há planos de fazer uma segunda tiragem dos CDs.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Divergências motivam cancelamento do disco ao vivo de Alaíde e Fátima

Embora já tenha recebido da fábrica as mil cópias da tiragem inicial do CD Alaíde Costa e Fátima Guedes ao Vivo, que perpetuaria show feito pelas cantoras no Teatro Fecap (SP) de 5 a 7 de agosto de 2008, a gravadora Joia Moderna cancelou a edição do disco. As mil cópias serão, inclusive, destruídas. O motivo do abrupto cancelamento foram discordâncias relativas a questões técnicas na faixa Minha Nossa Senhora, música de Fátima Guedes, interpretada por Alaíde Costa. Como por enquanto não se chegou a um entendimento, a decisão foi por não comercializar as mil cópias já fabricadas. Com isso, os admiradores das artistas vão ficar impossibilitados de ouvir o registro ao vivo de show irretocável, cujo roteiro incluía a inédita Ela, tema em que Fátima Guedes discorre em tom teatral sobre as efervescentes mutações da alma feminina. Clique aqui para ler a resenha da bela estreia do show, realizada no efêmero projeto Grandes Encontros do Teatro Rival - no Rio de Janeiro (RJ) - em 17 de julho de 2008.  

terça-feira, 28 de junho de 2011

Show em tributo a Taiguara vira primeiro DVD da gravadora Joia Moderna

Às vésperas de pôr nas lojas seu segundo lote de lançamentos, a gravadora Joia Moderna parte para a edição de DVD. O primeiro vai ser gravado ao vivo no show A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, agendado para a próxima sexta-feira, 1º de julho de 2011, no Auditório Simon Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo (SP). O DVD é um desdobramento do CD A Voz da Mulher na Obra de Taiguara, editado em fevereiro pelo selo do DJ Zé Pedro.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Doze cantoras da cena atual celebram a música de Marina Lima em disco

Com a desistência de Leila Maria de gravar pela Joia Moderna um CD com as canções menos conhecidas de Marina Lima, o DJ Zé Pedro partiu para um projeto que tem tudo para dar mais relevância ao disco. Sob a curadoria da jornalista e produtora Patrícia Palumbo, doze cantoras da nova geração foram convidadas - e já disseram sim - a gravar do seu jeito as músicas de Marina.  Aceitaram integrar o elenco do tributo - entre outros nomes ainda não revelados - Cibelle, Claudia Dorei, Iara Rennó, Márcia Castro, Nina Becker, Thalma de Freitas e Tulipa Ruiz. Todas têm autonomia na concepção dos arranjos e na seleção dos músicos de suas faixas.

sábado, 11 de junho de 2011

Disco de Marília Barbosa, 'Filme Nacional' volta à cena pela Joia Moderna

Cantora e atriz que esteve em evidência nos anos 70, com músicas e personagens em novelas da TV Globo, Marília Barbosa vai ter seu disco mais cultuado - Filme Nacional, lançado em 1978 pela gravadora Som Livre - reeditado pela Joia Moderna no segundo semestre deste ano de 2011. Fã do álbum e dono da Joia Moderna, gravadora aberta para dar voz às cantoras, o DJ Zé Pedro já acertou a reedição de Filme Nacional com a Som Livre. O disco tem arranjos assinados por Egberto Gismonti, Lincoln Olivetti e Guto Graça Mello. De autoria de Renato Teixeira (então em seu auge por conta do sucesso de Romaria na voz de Elis Regina), a bonita canção Antes que Aconteça esteve em rotação na trilha sonora da novela Dancin' Days (1978).

1. Manifesto (Mariozinho Rocha e Guto Graça Mello)
2. Minh'alma (Dom Beto e Reina)

3. Melodia Inacabada (Rita Lee)
4. Como Um Sonho (Dom Beto)
5. Filme Nacional (Márcio Proença)

6. Olha (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
7. Antes Que Aconteça (Renato Teixeira)
8. Total Abandono (Djavan)

9. Estória de Cantador (Djavan)
10. Pour Pablito (João Mello e Dito)
11. Coração de Candango (Egberto Gismonti e João Carlos Pádua)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Gravadora Joia Moderna dá voz a cantoras marginalizadas pela indústria

Não é fácil ser cantora no país das cantoras. Intérpretes sem uma obra autoral que lhes dê identidade - e lhes garanta alguma autonomia artística na indústria fonográfica - geralmente ficam à mercê dos critérios às vezes questionáveis de diretores artísticos de gravadoras. Além da voz, é preciso ter personalidade forte, como as de Maria Bethânia e Nana Caymmi, por exemplo, para driblar direcionamentos dúbios e impor a verdade de seu canto. A explosão do pop rock nacional em 1982 implodiu o conceito de MPB - criado nos festivais dos anos 60 e solidificado ao longo da década de 70 - e piorou ainda mais a situação. Foi quando diversas cantoras, como Joanna e Fafá de Belém, por exemplo, partiram para o brega para garantir vendas e visibilidade nas paradas. Nos anos 2000, a própria implosão da indústria do disco - vitimada pela pirataria física e virtual - afunilou o mercado mainstream e empurrou a dita MPB para o circuito indie. É nesse contexto que a gravadora Joia Moderna - aberta pelo DJ Zé Pedro - entra efetivamente no mercado em fevereiro de 2011 para dar voz, sobretudo, a cantoras marginalizadas por um mercado que deu tiro em seu  próprio pé ao adotar visão imediatista. Não é por acaso que, no lote inicial de lançamentos da Joia Moderna, há bem-vindos álbuns de Zezé Motta e Cida Moreira. Zezé despontou como atriz e cantora nos anos 70, chegando a gravar discos arrojados. Contudo, por ser negra, logo foi enquadrada pela Warner Music no nicho das sambistas - nicho redutor, no caso específico de Zezé. Dedicado aos repertórios de Jards Macalé e Luiz Melodia, o álbum Negra Melodia pode vir a  reposicioná-la no mundo da música. Já Cida Moreira nunca esteve propriamente no mainstream, tendo feito discos pelas extintas gravadoras Kuarup (pioneira no mercado indie brasileiro, espécie de Biscoito Fino de sua época) e Continental. Contudo, por sua coerência e personalidade, Cida deveria ter tido uma carreira fonográfica mais regular, desenvolvida sob os holofotes da mídia, e não construída à margem do mercado. Que a Joia Moderna dê brilho e oportunidades a essas vozes e lapide  outros diamantes verdadeiros, alguns encobertos pela poeira do tempo e da acomodação. Antes de ser DJ, Zé Pedro sempre foi fã apaixonado de cantoras. Como tal, sabe identificar vícios e virtudes dessas joias que, uma vez lapidadas, podem voltar a brilhar e fazer discos a que o tempo se encarregará de dar o real valor se a crítica não o fizer de imediato.