♪ RETROSPECTIVA 2015 – "Não sou mais tola / Nem mais me queixo / Não tenho medo / Nem esperança / Nada do que fiz / Por mais feliz / Está à altura / Do que há por fazer". Os versos cantados por Gal Costa na batida do rock, na abertura do álbum Estratosférica (Sony Music, 2015), foram escritos pelo poeta Antonio Cícero para música de Arthur Nogueira. Cantor e compositor paraense radicado em São Paulo (SP), Nogueira ganhou visibilidade a partir do lançamento do festejado disco de Gal, em maio. Em junho, no embalo da boa repercussão da música que compôs com Cícero, Nogueira editou o segundo álbum, Sem medo nem esperança (Joia Moderna, 2015), batizado com o título da composição lançada por Gal e gravado com mais parcerias com Cícero. Em agosto, o artista - em foto de Diego Ciarlariello - estreou em São Paulo (SP) belo show que evidenciou o timbre grave de voz posta a serviço de repertório apresentado com pegada roqueira e com intervenções de Cida Moreira e Lira. Em 6 de outubro, dia em que Antonio Cícero festejou 70 anos, Nogueira arremessou na web gravação inédita de Água perrier (Adriana Calcanhotto e Antonio Cícero, 1992), primeira faixa de álbum em tributo ao 70º aniversário de Cícero, disco idealizado e assinado por Nogueira com o produtor e músico Arthur Kunz. Intitulado Presente - Antonio Cícero 70, disco será lançado no primeiro trimestre de 2016, dando sequência à discografia de um artista que sai de 2015 maior e com mais projeção do que na entrada do ano.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Antonio Cícero ganha 'Presente' de Nogueira e Kunz no dia dos seus 70 anos
♪ Compositor e poeta nascido em 6 de outubro de 1945, descendente de família piauiense, Antonio Cícero Correira Lima completa hoje 70 anos como um dos letristas mais importantes da música brasileira. E coube a seu atual parceiro na música - o cantor e compositor paraense Arthur Nogueira - festejar os 70 anos de Antonio Cícero com Presente, disco idealizado e assinado por Nogueira com o produtor e músico Arthur Kunz. Com capa assinada por André Vallias, Presente vai ser lançado em 2016 pela gravadora Joia Moderna com repertório que entrelaça regravações dos títulos mais expressivos do cancioneiro musical de Cícero com registros de inéditas parcerias de Arthur com este poeta da canção contemporânea. Mas uma faixa do disco - a regravação de Água perrier (1992), parceria de Cícero com Adriana Calcanhotto, lançada pela artista gaúcha no álbum Senhas (Sony Music, 1992) - já pode ser ouvida a partir de hoje na gravação feita por Nogueira e Kunz com os guitarristas Eristhal Luz e Marcel Barreto (clique aqui para entrar no site que hospeda o fonograma com texto de Nogueira). Como há graça nos clichês, como disse o poeta em verso de Água perrier, cabe ressaltar hoje que Cícero pôs poesia na música brasileira com seus versos de tom cosmopolita, fundamentais para a aura de modernidade que sempre envolveu a música de sua irmã e parceira, Marina Lima. Ouvidos na voz de Marina ao longo dos anos 1980, os versos de Cícero - coloquiais, mas repletos de significados poéticos - foram cantados pelo Brasil naquela década pop. Ainda naquela década em que o país viu a vida melhor no futuro, Cícero compôs com Lulu Santos (O último romântico, hit do cantor carioca em 1984), Frejat (Bagatelas, lançado pelo Barão Vermelho em disco de 1986), Ritchie (Loucura e mágica, música-título do álbum lançado pelo cantor inglês em 1987) e Cláudio Zoli (À francesa, sucesso nacional na voz de Marina em 1989), entre outros parceiros. A partir dos anos 1990, o compositor e poeta firma parcerias com João Bosco (no repertório do álbum Zona de fronteira, lançado por Bosco em 1991 via Sony Music) e com Adriana Calcanhotto (Inverno, além da citada Água perrier), entre outros nomes, sem deixar que sua poesia musicada - ou letras poéticas, já que os versos feitos por Cícero para muitas composições foram criados em razão das músicas - fosse primordialmente associada à obra da irmã Marina Lima. Contudo, como os caminhos de Cícero e Marina já não tem se cruzado na música, inclusive pela distância geográfica (ela migrou para São Paulo e ele continua no Rio de Janeiro), atualmente o parceiro mais frequente de Cícero é Arthur Nogueira, cujo segundo álbum, Sem medo nem esperança (Joia Moderna, 2015) inclui três parcerias com Cícero. A mais conhecida é a música-título Sem medo nem esperança, ode ao carpe diem, lançada em maio deste ano de 2015 pela voz cristalina de Gal Costa em gravação de pegada roqueira. Sem medo nem esperança é o rock que abre o disco e o show Estratosférica, de Gal. Filósofo, autor de três livros (o primeiro, Guardar, saiu em 1997), Cícero chega aos 70 anos com obra relevante e ainda em processo contínuo de criação, já que sempre cabe mais um título neste cancioneiro que contribuiu para a música pop brasileira com versos ora confessionais, ora imagéticos, ora reflexivos, mas sempre contemporâneos, feitos dentro do tempo presente. Versos que soam naturais, integrados com a canção, razão de sua existência. Os compositores abrem seus braços criativos para Antonio Cícero e - deles - o poeta faz um país existencial, mas pop, com suas letras de músicas. Parabéns, Cícero!
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Arthur Nogueira cresce como cantor e revela poesias em belo show roqueiro
Resenha de show
Título: Sem medo nem esperança
Artista: Arthur Nogueira (em foto de Diego Ciarlariello)
Local: Teatro do Sesc Belenzinho (São Paulo, SP)
Data: 23 de agosto de 2015
Cotação: * * * * 1/2
Título: Sem medo nem esperança
Artista: Arthur Nogueira (em foto de Diego Ciarlariello)
Local: Teatro do Sesc Belenzinho (São Paulo, SP)
Data: 23 de agosto de 2015
Cotação: * * * * 1/2
♪ Nada do que Arthur Nogueira fez, por mais feliz, esteve à altura do show que o cantor e compositor paraense apresentou na noite de ontem, 23 de agosto de 2015, no palco do teatro do Sesc Belezinho, em São Paulo (SP), a cidade que Nogueira escolheu para viver de música. O que mais impressionou no show de lançamento do álbum Sem medo nem esperança (Joia Moderna, 2015) foi o desabrochar do artista como cantor. Desenvolta e potente, a voz grave do cantor ecoou viçosa em cena, valorizando repertório essencialmente autoral. Parceiro do compositor e poeta carioca Antonio Cícero em Sem medo nem esperança (2015), uma das músicas mais elogiadas do atual álbum da cantora baiana Gal Costa, Estratosférica (Sony Music, 2015), Nogueira mostrou em cena que já independe do aval de Gal para crescer e aparecer como artista. Alto sobre o azul (e outras cores) da intensa luz de Miló Martins, o cantor revelou poesias - suas e alheias - apresentadas em forma de música. Sem medo nem esperança é essencialmente show de rock, mas que transita também pelo universo da música eletrônica contemporânea - sobretudo na parte final, quando o cantor se joga na pista de Eye shark (Arthur Nogueira e Letícia Novaes, 2015) e de Truques (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2014) - e pela delicadeza das canções. Um dos trunfos do álbum Sem medo nem esperança, a canção Volta (2015) - parceria de Arthur Nogueira com o poeta Omar Salomão - fecha o show lindamente, em anticlímax, remetendo à abertura da apresentação, iniciada com a balada Fim do céu (Arthur Nogueira, Michel Seilman e Adonis, 2015). O roteiro resultou bem amarrado, sinalizando que, na obra autoral de Arthur, as letras eventualmente são mais sedutoras do que as melodias. Tal supremacia é evidente em Vaga (Marina Wisnik e Arthur Nogueira, 2015), por exemplo. Mas a sonoridade roqueira do repertório em cena - som sustentado pela entrosada banda formada pelo diretor musical do show, Arthur Kunz (bateria), com Allen Alencar (guitarra), João Paulo Deogracias (baixo e teclados) e Xavier Francisco (percussão e bateria eletrônica) - atenuou o eventual desequilíbrio, justamente por conta da firme pegada do rock. Aliado à marcação incisiva da bateria de Kunz, o toque cortante da guitarra de Allen Alencar desencapou Por um fio (Slackline) (Arthur Nogueira, 2015), evidenciando a potência do som. Além de crescer em cena na voz de Nogueira, em registro ao vivo que rivaliza com a gravação de estúdio de Gal pelo arranjo grandioso, o rock Sem medo nem esperança é linkado poeticamente e sagazmente no roteiro com Esperança cansa, música de Karina Buhr, lançada pela cantora e compositora baiana (de vivência pernambucana) em seu primeiro álbum, de 2010. "Minha paciência é a razão", sentencia Nogueira através de verso de Buhr. Usando da razão, Nogueira escolheu dois convidados - Cida Moreira e José Paes Lira, o Lirinha - que valorizaram muito o show pelas afinidades poéticas com o anfitrião. Introduzido por solo vocal da cantora em Fawn (Tom Waits e Katheleen Brennan, 2002), um dos temas mais sublimes do cancioneiro do norte-americano Tom Waits, o dueto com Cida em For today I'm a boy (Antony Hegarty, 2005) - joia do grupo norte-americano Antony and the Johnsons - se revelou afinado e em sintonia com a música que Nogueira cantara anteriormente, O que você quiser (Marcelo Segreto e Arthur Nogueira, 2015), já que ambas versam sobre a alternância dos gêneros masculino e feminino nas circunstâncias da vida humana. Enfim, Nogueira cresceu e apareceu na estreia de seu show Sem medo nem esperança, impondo sobretudo sua grave voz masculina, boa surpresa em cena indie povoada por cantautores com mais conceito do que voz. Nogueira tem ambos.
♪ O blog Notas Musicais está na cidade de São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna
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Com Cida, Arthur canta Antony em show que teve Karina e Lirinha no roteiro
♪ SÃO PAULO (SP) - "São Paulo, para mim, é a Cida", conceituou sucintamente Arthur Nogueira - cantor e compositor de origem paraense, mas radicado na cidade de São Paulo (SP) - ao saudar a presença da cantora paulistana no palco do teatro do Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), na estreia nacional do show baseado no segundo álbum de Nogueira, Sem medo nem esperança (Joia Moderna, 2015). Uma das convidadas do belo show em que o artista traduziu em música suas vivências paulistanas, com sonoridade roqueira que embute elementos eletrônicos, Cida foi a responsável pelo momento mais sublime da apresentação realizada no início da noite de ontem, 23 de agosto de 2015. Sem ser anunciada, Cida entrou no palco, sentou ao piano e solou, com vocalises, Fawn (2002), tema instrumental da lavra do cantor e compositor norte-americano Tom Waits, criado em parceria com Kathleen Brennan. Na sequência, a cantora fez afinados duetos com Nogueira em For today I am a boy (2005) - música do repertório de Antony and the Johnsons, banda indie norte-americana liderada pelo cantor e compositor Antony Hegarty, autor da canção - e em Preciso cantar (Arthur Nogueira e Dand M, 2013), música que gravou com Arthur como vinheta de seu ainda inédito décimo álbum, Soledade (Joia Moderna, 2015). Além de Cida, Nogueira recebeu o cantor e compositor Lira, com quem cantou Pra fora da terra - parceria de Lirinha com Pupillo, lançada por Lira em seu segundo álbum solo, O labirinto e o desmantelo (Independente, 2015) - e Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015). Neste número, Lira recitou o poema que, no disco, é ouvido na voz de Cícero. Fora de sua seara autoral, Nogueira ainda cantou Esperança cansa (2010), música do primeiro álbum da cantora e compositora baiana (de criação pernambucana) Karina Buhr, presente na plateia. Eis o roteiro seguido em 23 de agosto de 2015 por Arthur Nogueira - visto com Cida Moreira em foto de Diego Ciarlariello - no Sesc Belenzinho, em São Paulo (SP), na estreia nacional de ótimo show Sem medo nem esperança:
1. Fim do céu (Arthur Nogueira, Michel Seilman e Adonis, 2015)
2. Por um fio (Slackline) (Arthur Nogueira, 2015)
3. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
4. Esperança cansa (Karina Buhr, 2010)
5. O que você quiser (Marcelo Segreto e Arthur Nogueira, 2015)
6. Fawn (Tom Waits e Kathleen Brennan, 2002) - Cida Moreira
7. For today I'm a boy (Antony Hegart, 2005) - Arthur Nogueira e Cida Moreira
8. Preciso cantar (Arthur Nogueira e Dand M) - Arthur Nogueira e Cida Moreira
9. Vaga (Marina Wisnik e Arthur Nogueira, 2015)
10. Antigo verão (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2013)
11. Pra fora da terra (Lira e Pupillo, 2015) - Arthur Nogueira e Lira
12. Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015) - Arthur Nogueira e Lira
13. Eye Shark (Arthur Nogueira e Letícia Novaes, 2015)
14. Truques (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
15. Gratuito (Arthur Nogueira e Renato Torres, 2009)
16. Volta (Arthur Nogueira e Omar Salomão, 2015)
Bis:
17. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero, 2015)
♪ O blog Notas Musicais está na cidade de São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna
Arthur Nogueira canta com Lira em show que celebra sua vida em São Paulo
♪ SÃO PAULO (SP) - "Esse show celebra a minha vida em São Paulo. E os dois discos que eu mais ouvi desde que cheguei aqui são os dois discos desse cara", revelou o cantor e compositor paraense Arthur Nogueira no palco do teatro do Sesc Belezinho, em São Paulo (SP), justificando a presença do cara - o cantor e compositor pernambucano José Paes Lira, o Lirinha - como convidado da estreia nacional do show de lançamento de seu segundo álbum, Sem medo nem esperança (Joia Moderna, 2015). Ambos são vistos em fotos de Diego Ciarlariello na estreia, realizada na noite de ontem, 23 de agosto de 2015. Dois duetos celebraram as afinidades entre os dois artistas, ambos com trabalhos marcados por forte carga poética. De Lira, Nogueira escolheu cantar Pra fora da terra (Lira e Pupillo, 2005), uma das músicas mais bonitas do segundo álbum solo do vocalista e mentor do extinto grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, O labirinto e o desmantelo (Independente, 2015). De Nogueira, Lira quis cantar Simbiose (2015), uma das parcerias do colega com o compositor (e poeta) carioca Antonio Cícero lançadas no álbum Sem medo nem esperança. Lira recitou o poema do tema.
♪ O blog Notas Musicais está na cidade de São Paulo (SP) a convite da gravadora Joia Moderna
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
Nogueira se entrega às imagens do repertório poético de seu segundo álbum
Resenha de CD
Título: Sem medo nem esperança
Artista: Arthur Nogueira
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * *
Título: Sem medo nem esperança
Artista: Arthur Nogueira
Gravadora: Joia Moderna
Cotação: * * * *
♪ Ruídos industriais atravessam e cortam Por um fio (Slackline), primeira das dez músicas do segundo álbum de Arthur Nogueira, Sem medo nem esperança. De autoria solitária desse cantor e compositor paraense já radicado em São Paulo (SP), a música transita no fio da navalha com sua poesia que clama urgências afetivas e existenciais. "A divisa 'sem esperança nem medo' é adotada por aqueles que, desprezando tanto as promessas quanto as ameaças referentes a alguma hipotética vida futura, sabem que viver o presente em toda sua plenitude constitui o mais alto e o mais profundo fim da própria vida", sentencia o poeta carioca Antonio Cícero, parceiro de Nogueira em três das dez músicas do álbum, no texto escrito para o encarte do disco, lançado no embalo da gravação por Gal Costa da música-título Sem medo nem esperança, uma das três assinadas por Cícero com Nogueira. Numa interpretação estratosférica, Gal transformou a música em rock. Arthur sustenta os versos no feminino, mas envereda por outra rítmica, mais indefinida. "Já fui até rapaz / Já fui até mulher", contemporiza o cantor de voz grave em O que você quiser (Marcelo Segreto e Arthur Nogueira), tema embasado pelo drum sampler e pelos sintetizadores pilotados por Arthur Kunz, produtor do disco gravado sob a direção artística de Marcus Preto. Kunz é metade do duo paraense Strobo. A bem resolvida equação entre sons eletrônicos e tons orgânicos valoriza o álbum, assim como a mixagem (capitaneada pelo próprio Kunz) e a masterização (feita por Sérgio Soffiatti em São Paulo) exemplares. Se o artista se joga na pista sintetizada de Truques (Arthur Nogueira e Antonio Cícero), Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero) eleva o álbum ao seu pico de beleza no toque acústico do nylon do violão de João Paulo Deogracias e do baixo (e do arco) de Meno Del Picchia. Cícero irrompe no meio do tema, recitando Palavras aladas. No todo, Sem medo nem esperança representa o voo mais alto de Nogueira na música. O artista mostra evolução como cantor e compositor, justificando o aval de Gal, que lhe deu visibilidade além do limitado circuito indie paulistano. "Minha casa / Fiz na asa do vento / Meu lugar / Não é um só lugar / Canto o mundo em movimento", situa-se Nogueira, sem fronteiras rígidas, nos versos iniciais da etérea Guamá (Arthur Nogueira), outro pico de beleza do álbum, até pela dose certa de eletrônica. Entre a marcação seca de Vaga (Marina Wisnik e Arthur Nogueira) e as atonalidades de Eye shark (Arthur Nogueira e Letícia Novaes), música composta e cantada em inglês, Sem medo nem esperança transita por trilho moderno e poético que encobre eventuais desinspirações de repertório que inclui a bela canção Volta, parceria de Nogueira com o poeta Omar Salomão, que dá seu recado em apenas quatro versos. No fecho do CD, Fim do céu (Arthur Nogueira, Michel Seilman e Adonis) eleva o álbum a um plano onírico, sem perda do vigor poético, no toque da guitarra de Nogueira, mixada com os efeitos dos samples e dos sintetizadores de João Paulo Deogracias. Entregue às imagens poéticas do repertório deste seu alado segundo álbum, Arthur Nogueira (por vezes) encontra o céu.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Eis a capa do segundo álbum de Arthur Nogueira, Sem medo nem esperança
♪ Esta é a capa do segundo álbum de Arthur Nogueira, Sem medo nem esperança, disco que vai chegar ao mercado fonográfico em junho de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. A expressiva capa é assinada pelo artista gráfico Gabriel Martins. Cantor e compositor paraense radicado em São Paulo (SP), Nogueira tem parcerias com o poeta carioca Antonio Cícero, caso da música que dá título ao disco e que foi lançada na voz de Gal Costa. Sem medo nem esperança é o rock que abre o álbum Estratosférica - editado neste mês de maio de 2015 - e que tem dado visibilidade a Nogueira fora da cena indie por ser uma das músicas mais elogiadas do álbum de Gal. Eis as dez músicas (e seus respectivos compositores) de Sem medo nem esperança, álbum gravado de junho de 2014 a abril deste ano de 2015 com a produção e mixagem assinadas por Arthur Kunz:
1. Por um fio (Slackline) (Arthur Nogueira)
2. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
3. O que você quiser (Marcelo Segreto e Arthur Nogueira)
4. Truques (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
5. Guamá (Arthur Nogueira)
6. Vaga (Marina Wisnik e Arthur Nogueira)
7. Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
8. Eye shank (Arthur Nogueira e Letícia Novaes)
9. Volta (Arthur Nogueira e Omar Salomão)
10. Fim do céu (Arthur Nogueira, Michael Sleiman e Adonis)
1. Por um fio (Slackline) (Arthur Nogueira)
2. Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
3. O que você quiser (Marcelo Segreto e Arthur Nogueira)
4. Truques (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
5. Guamá (Arthur Nogueira)
6. Vaga (Marina Wisnik e Arthur Nogueira)
7. Simbiose (Arthur Nogueira e Antonio Cícero)
8. Eye shank (Arthur Nogueira e Letícia Novaes)
9. Volta (Arthur Nogueira e Omar Salomão)
10. Fim do céu (Arthur Nogueira, Michael Sleiman e Adonis)
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Gravado por Gal, Arthur Nogueira lança seu segundo álbum via Joia Moderna
♪ Cantor e compositor paraense radicado em São Paulo (SP) que ganhou visibilidade fora da cena indie neste mês de maio por ser parceiro do poeta carioca Antonio Cícero em Sem medo nem esperança, elogiado rock gravado por Gal Costa no recém-lançado álbum Estratosférica (Sony Music, 2015), Arthur Nogueira se prepara para lançar seu segundo álbum. O sucessor do álbum Mundano (Independente, 2009) e dos EPs Mundano+ (Independente, 2010) e Entremargens (Independente, 2013) vai ser lançado em junho de 2015 em edição da gravadora Joia Moderna. Sem medo nem esperança figura no repertório autoral e dá nome ao disco de Arthur (em foto de Diego Ciarlariello). O álbum tem produção do duo paraense Strobo, tendo sido gravado com coprodução de Marcelo Segreto (integrante da banda paulistana Filarmônica de Pasárgada) e de João Paulo Deogracias. A direção artística do álbum Sem medo nem esperança é de Marcus Preto.
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