Mauro Ferreira no G1

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sábado, 24 de setembro de 2011

Perry arma parque de diversões adolescentes ao encenar seu pop in Rio

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título: Teenage Dream
Artista: Katy Perry
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Bruno Lima - R2
Cotação: * * *

Primeira atração internacional da edição de 2011 do Rock in Rio, Katy Perry armou um parque de diversões adolescentes ao encenar seu pop na Cidade do Rock, erguida em Jacarepaguá, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ) para abrigar o festival. A plateia juvenil se deliciou com hits grudentos como Firework, E.T. e Last Friday Night (T.G.I.F.), acompanhados em coro na vibrante parte final da apresentação. Frequentadora assídua das paradas norte-americanas, onde vem enfileirando no topo os singles de seu álbum Teenage Dream (2010), Perry fez show colorido, com coreografias, adereços cênicos e numerosas trocas de figurinos (foram várias somente na irresistível Hot N Cold), mas, descontadas a euforia adolescente e a pegada pegajosa de números como California Gurrls, ficou evidente no palco do Rock in Rio a artificialidade do pop da cantora e compositora. Ela posa de pin-up, mas confunde malícia com vulgaridade nos versos de Peacock. Para completar, suas declarações de amor ao Rio soaram falsas. Perry fez gênero ao vestir túnica estampada com a imagem da Bandeira do Brasil para cantar Thinking of You - balada que dedicou também aos argentinos, provocando vaias na plateia - e ao convidar um rapaz (Júlio Salvo, de Sorocaba, ora vivendo seus cinco minutos de fama) para subir ao palco e encenar com ela jogo de sedução que introduz I Kissed a Girl. Mesmo quando a cantora improvisou, tudo pareceu tão ensaiado. Inclusive a única surpresa do roteiro, Magalenha, música de Carlinhos Brown, projetada por Sergio Mendes no exterior e revivida por Perry no Rock in Rio para reiterar que os gringos não conseguem reproduzir o suingue brasileiro. Enfim, por mais que tenha decepcionado como cantora pela falta de fôlego vocal que a fez arfar muito, Katy Perry cumpriu bem seu papel e entreteve o público com seu pop-chiclete. Contudo, seu parque de diversões adolescentes devia ser proibido para maiores...

8 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Primeira atração internacional da edição de 2011 do Rock in Rio, Katy Perry armou um parque de diversões adolescentes ao encenar seu pop na Cidade do Rock, erguida em Jacarepaguá, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ) para abrigar o festival. A plateia juvenil se deliciou com hits grudentos como Firework, E.T. e Last Friday Night (T.G.I.F.), acompanhados em coro na vibrante parte final da apresentação. Frequentadora assídua das paradas norte-americanas, onde vem enfileirando no topo os singles de seu álbum Teenage Dream (2010), Perry fez show colorido, com coreografias, adereços cênicos e numerosas trocas de figurinos (foram várias somente na irresistível Hot N Cold), mas, descontadas a euforia adolescente e a pegada pegajosa de números como California Gurrls, ficou evidente no palco do Rock in Rio a artificialidade do pop da cantora e compositora. Ela posa de pin-up, mas confunde malícia com vulgaridade nos versos de Peacock. Para completar, suas declarações de amor ao Rio soaram falsas. Perry fez gênero ao vestir túnica estampada com a imagem da Bandeira do Brasil para cantar Thinking of You - balada que dedicou também aos argentinos, provocando vaias na plateia - e ao convidar um rapaz (Júlio Salvo, de Sorocaba, ora vivendo seus cinco minutos de fama) para subir ao palco e encenar com ela jogo de sedução que introduz I Kissed a Girl. Mesmo quando a cantora improvisou, tudo pareceu tão ensaiado. Inclusive a surpresa do roteiro, Magalenha, música de Carlinhos Brown, projetada por Sergio Mendes no exterior e revivida por Perry no Rock in Rio para reiterar que os gringos não conseguem reproduzir o suingue brasileiro. Enfim, Katy Perry cumpriu bem seu papel e entreteve seu público com seu pop-chiclete. Contudo, seu parque de diversões adolescentes devia ser proibido para maiores...

Luca disse...

fala mal do som dela, mas diz que Hot N Cold é "irresistível'... vá entender a lógica de um crítico...

Doug disse...

Até gosto da Kety Perry nos clips, mas ao vivo ela fez Cláudia Leitte parecer boa cantora. Ela não tem um timbre marcante, não tem graves, não tem agudos, e não tem FÔLEGO NENHUM. Fez um show inteiro arfante. Devia tomar umas aulinhas com Daniela Mercury.

Diogo Santos disse...

Não vi todo o show mas o que vi foi (pra lá de) clichê. Só faltou " Garota de Ipanema "...

Mas admito que " Firework " era/é a única que conhecia/conheço.

Carla disse...

Nossa essa mina é enjoada, massificada, nao tem nenhum charme...versao infantil da madona, so que britanica.

Rhenan Rodrigo disse...

Garota MEGA esquisita, n conhecia quase nada dela, só uns clipes e as "Firework" da vida - que escutamos obrigados, em qualquer lugar...
Mas gostei bastante! Tudo bem que n canta nada, quase a Xuxa (ou a Claudia Leitte...), com o Protools lá, salvando a criançada de uma tragédia maior...
Achei bacana a lembrança de "Magalenha", a túnica estampada com a bandeira brasileira... até as inúmeras trocas de roupas em "Hot N Cold" q me lembrou uma comissão de frente do Paulo Barros em um carnaval do Rio. Se brincar foi mais brasileira q a Claudia Leitte (essa, coitada, tem toda minha compaixão, triste ser tão ruim assim).
E também me pareceu muito honesta com sua empolgação. É pq ela é esquisita mesmo. Depois até foi assistir o show da Rihanna (que, dizem, atrasou pq estava em uma comemoração no camarim dela).

Eduardo Cáffaro disse...

Pelo que li Rihanna atrasou pois teve inicio de uma inflamação na garganta, foi atendida por um otorrinolaringologista, que a medicou, e assim que a dor diminuiu, ela subiu ao palco com quase 2 horas de atraso. Pelo menos foi o que o uol noticiou.

Rhenan Rodrigo disse...

Tem razão, Eduardo. Comentei pq estava assistindo pela TV Globo na hora do show da Rihanna e o apresentador Zeca Camargo saiu com essa...