Mauro Ferreira no G1

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sábado, 24 de setembro de 2011

Rihanna explora forçada sensualidade em show dançante no Rock in Rio

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título: Loud
Artista: Rihanna
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 24 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Rogério Resende - R2

Cotação: * * *

Logo assim que começou a cantar Umbrella, ao término do show que encerrou a primeira noite da edição 2011 do festival Rock in Rio, Rihanna virou o microfone para o público que ainda estava na Cidade do Rock - grande parte das 100 mil pessoas, diga-se - e deixou que a plateia cantasse sozinha alguns versos do hit que sedimentou sua carreira. Atração mais aguardada da noite de abertura do miscigenado festival, a cantora de Barbados fez o que, a rigor, todo mundo esperava que ela fizesse: um show pontuado por exploração de uma forçada sensualidade - sobretudo em números quentes como Rude Boy e como S & M (tema que fala em sexo sadomasoquista como já indica seu título) -  e por músicas bem dançantes como Don't Stop the Music. As coreografias e os vídeos - projetados no telão já na abertura do show, feita com Only Girl (In the World) - acentuaram o caráter sexualizado da apresentação. Foram 17 números em cerca de uma hora e meia de apresentação. Prestes a encerrar a turnê do álbum Loud (2010), Rihanna não incluiu no roteiro We Found Love, o primeiro single do álbum que vai lançar em novembro. Em contrapartida, cantou hits como Love The Way You Lie. Entre tantas músicas dançantes, a balada Unfaithful foi a pausa para público e cantora retomarem o fôlego. Com um único figurino, feito sob medida para mostrar sua boa forma, a Popozuda mostrou que segue fielmente os mandamentos que regem atualmente o pop norte-americano.

7 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Logo assim que começou a cantar Umbrella, ao término do show que encerrou a primeira noite da edição 2011 do festival Rock in Rio, Rihanna virou o microfone para o público que ainda estava na Cidade do Rock - grande parte das 100 mil pessoas, diga-se - e deixou que a plateia cantasse sozinha alguns versos do hit que sedimentou sua carreira. Atração mais aguardada da noite de abertura do miscigenado festival, a cantora de Barbados fez o que, a rigor, todo mundo esperava que ela fizesse: um show pontuado por exploração de uma forçada sensualidade - especialmente em números como Rude Boy e como S & M (música que fala em sadomasoquismo, como já indica o título) - e por músicas dançantes como Please Don't Stop the Music. As coreografias e os vídeos - projetados no telão já na abertura do show, feita com Only Girl (In the World) - acentuaram o caráter sexualizado da apresentação. Foram 17 números em cerca de uma hora e meia de apresentação. Prestes a encerrar a turnê do álbum Loud (2010), Rihanna não incluiu no roteiro We Found Love, o primeiro single do álbum que vai lançar em novembro. Em contrapartida, cantou hits como Love The Way You Lie. Entre tantas músicas dançantes, a balada Unfaithful foi a pausa para público e cantora retomarem o fôlego. Com um único figurino, feito sob medida para mostrar sua boa forma, a Popozuda mostrou que segue fielmente os mandamentos que regem atualmente o pop norte-americano.

Luciano disse...

Gostei dos shows. Rihanna é uma diva sim. Canta muito bem e sua super banda é muito eficîente. O som pop dessa garota tem muita qualidade. Não gostava muito dela, mas se comparada as nossas cantoras que surgem aos montes, algumas, sonhando em ser pop, essa moça é demais. Tem segurança e se lança. Pode ser que daqui a 40anos ela não esteja em cena como Elton John. Sem problema a vida na terra é muito passageira mesmo. Rihanna
fez o melhor show da noite. Que voz linda dessa menina. Segura e poderosa. Gostei. Colocou o resto no chinelo. Meu respeito ao Elton John, que adoro, mas a noite foi de Rihanna.

Carla disse...

Nao é inveja nao, mas vi uma voltinha classe na citurinha pop dela.

PS: Nao sei q eu to escrevendo sobre ela, nem gosto do pop dela.

Rhenan Rodrigo disse...

Gostei bastante do show! Nunca tinha prestado muita atenção nela... Canta muitíssimo bem e as músicas são muito boas. Fora a banda que é incrível!
Até que não achei muito forçada não...

Gill disse...

Tudo em Rihanna me parec forçado.

Mauro, o nome da música de Mikkel Storleer Eriksen, Tor Erik Hermansen, Tawanna Dabney é "Don't Stop the Music", sem o "please".

Essa, penso eu, é a única música interessante de toda a carreira frágil da moça.

Mauro Ferreira disse...

Grato, Gill. Abs, MauroF

Dulcíssima Prisão disse...

Auto-Tune é um processador, um plug-in, que você usa para afinar uma voz ou um instrumento numa gravação. É um manipulador de pitch, altura (não no sentido popular de “volume” mas no propriamente musical de subida ou descida entre sons graves e agudos). Uma vez comparei o uso do Auto-Tune ao do Photoshop, e Fernando Salem não gostou da comparação. Eu estava tentando explicar o mal-estar que tendemos a sentir quando percebemos que uma voz afinadíssima num CD foi tratada com essa ferramenta e, além de notar falsidade na lisura da nota e mudança no timbre da voz, ficar triste por não poder mais estar seguro a respeito de um cantor novo quanto a sua capacidade musical. (Meu filho Zeca me mostrou no You- Tube uma cantora pop americana que soava afinadíssima no clipe da gravação de estúdio e muito desafinada numa apresentação ao vivo.)