Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Caixa embala em outubro seis álbuns feitos por Celly entre 1959 e 1968

Fenômeno de popularidade na pré-história do pop rock brasileiro, a cantora paulista Celly Campello (1942 - 2003) vai ter reeditados os seis álbuns que lançou pela gravadora Odeon entre 1959 e 1968. Alguns com direito a faixas-bônus, os discos vão ser embalados em reedições remasterizadas na caixa Estúpido Cupido, produzida por Marcelo Fróes para seu selo Discobertas. Nas lojas em outubro de 2011, a caixa agrupa os álbuns Estúpido Cupido (1959), Broto Certinho (1960), A Bonequinha que Canta (1960), A Graça de Celly e as Músicas de Paul Anka (1961), Brotinho Encantador (1961) e Celly (1968). Este último álbum é bem raro.

15 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Fenômeno de popularidade na pré-história do pop rock brasileiro, a cantora paulista Celly Campello (1942 - 2003) vai ter reeditados os seis álbuns que lançou pela gravadora Odeon entre 1959 e 1968. Alguns com direito a faixas-bônus, os discos vão ser embalados em reedições remasterizadas na caixa Estúpido Cupido, produzida por Marcelo Fróes para seu selo Discobertas. Nas lojas em outubro de 2011, a caixa agrupa os álbuns Estúpido Cupido (1959), Broto Certinho (1960), A Bonequinha que Canta (1960), A Graça de Celly e as Músicas de Paul Anka (1961), Brotinho Encantador (1961) e Celly (1968). Este último álbum é bem raro.

André Luís disse...

MA-RA-VI-LHA! Compro sem medo, no escuro, de olhos fechados! rsrs Preciosidades da Jovem Guarda como essa deveriam ser todas relançadas! Espero que venha em edições caprichadas, encartes e áudio de valor. Tem mais informações sobre isso, Mauro?!

André Queiroz disse...

Mais uma vez,parabéns para Marcelo Fróes pela iniciativa.Tomara que do acervo da antiga Odeon saiam outros boxes como por exemplo Golden Boys,Evinha e Trio Esperança.

KL disse...

É para comprar sem ouvir e apenas deleitar-se.
Mais outro acerto da Discobertas. Odeon 50-60-70 é luxo só.

KL disse...

os cinco álbuns gravados por Evinha e os outros cinco do Trio Esperança também merecem um box, pois ambos têm o tipo de música que não se encontra em nenhuma outra discografia: misturam bossa nova, doo-woop, lounge music, jovem guarda, soul e black music além de, no caso de Evinha, um pop barroco para botar qualquer 'tropicalismo' marketeiro no chinelo.

André Queiroz disse...

KL

Concordo com você, esse é justamente o meu periodo preferido da antiga Odeon quando teve gente do naipe de José Ribamar, Aloysio de Oliveira e,principalmente, Milton Miranda na direção artística da gravadora.Depois que MM saiu em 1978,a EMI-Odeon ainda conseguiu se manter em alto nivel até 82.no meu gosto pessoal,depois disso foi ladeira abaixo em termos de qualidade.
Aqui vai algumas de maravilhosos boxes que poderiam ser feitos:Pery Ribeiro,Milton Banana, Taiguara,João Nogueira, Roberto Ribeiro, Sueli Costa, Paulo Cesar Pinheiro,Silvio Cesar,Walter Wanderley,Tito Madi,Miltinho e outros qu eu não estou lembrando agora.Alem disso,albuns de Victor Assis Brasil,Os 3 Morais, Formula 7, Quarteto Forma, Lyrio Panicalli, Gaya,Leo Peracchi, Tania Maria, Bola 7, Maestro Nelsinho, Cipó,Carioca, Os Tincoãs,Nilo Amaro e seus Cantores de Ebano.

KL disse...

André,

Talvez pensemos mais ou menos igual em relação à época boa da música, porém acho que ela só prestou até 1981.
O acervo da Odeon rivaliza e, em muitos casos, supera o da Phillips, cujo acervo está preso nas mãos da atual diretoria, que prefere relançar zil vezes Chico, Caetano, Gal, Bethânia e Elis. Daí, os boxes de Ney, Jorge Ben e Tim maia podem ser considerados um milagre.
Felizmente, ao que parece, a EMI, atual detentora do tesouro Odeon, tem permitido voltar às lojas algumas pérolas. A minha sugestão aos produtores é a de sempre: relançar essas discografias completas em tiragens limitadas; boa parte já vai direto para o exterior, o que garantiria o investimento. A cultura do download pirata só poderá ser combatida com a edição de raridades, pois, pelo menos para mim, não há graça nenhuma em ouvir música em fone de ouvido, direto do pc ou em cópias do acervo digitalizado artesanalmente pelos blogueiros.
Com sinceridade, eu torço para que o selo Discobertas tenha sucesso em sua empreitada difícil, mas muito importante para combater esse emburrecimento generalizado da população. A Geração Photoshop e afins(que começou em 1989) tem muito o que aprender com esses relançamentos, que a meu ver ainda não foram superados em nenhum dos aspectos musicais e poéticos. E vou mais além: o Ministério da Cultura poderia e deveria tomar a frente e despejar uma tonelada de produtos nesse nível. E o resto é conosco: eu entupiria, com prazer, o carrinho de compras.

Abraço!

EDELWEISS1948 disse...

ATÉ QUE ENFIM CELLY CAMPELLO FOI LEMBRADA. A MAIOR CANTORA JOVEM QUE ESSE PAIS JA CONHECEU. UM ICONE. QUE FICOU NOS ANAIS DA HISTORIA DESSE PAIS. QUER QUEIRAM OU NÃO.

Renato Vieira disse...

Pessoal, não se esqueçam que muito da qualidade da Odeon deve-se a Lyrio Panicali e ao Maestro Gaya!

Um salve pra eles, onde estiverem.

André Luís disse...

A discografia do Milton Banana seria óooootimo se lançassem também!

André Queiroz disse...

Renato

Você tem razão e além dos dois que você citou, havia nesse periodo aureo da Odeon excelentes maestros do naipe de Orlando Silveira, Carlos Monteiro de Souza, Edmundo Peruzzi, Geraldo Vespar, Maestro Nelsinho, Leonardo Bruno, Dom Salvador, Mario Gennari Filho, Luiz Arruda Paes e outros gênios que faziam arranjos maravilhosos e,às vezes, tirando "leite de pedra"de determinadas músicas.Esse é um tema que merecia um livro.

KL disse...

André,

Com certeza, merece no mínimo um livro, pois o fim da Era ds Arranjadores e das grandes gravadoras, ao contrário do que a maioria pensava, resultou nessa música absolutamente pobre de agora: em lugar de arranjos, regências e instrumentistas com background, ouvem-se cançonetas de quinta categoria, que não inspiram nada a não ser irritação em quem conhece tudo de bom que se produziu no período áureo da cultura brasileira e mundial.

André Queiroz disse...

KL

Os anos 80 foram uma época pavorosa em termos de arranjos e ouvindo hoje o que se fazia na época tudo ficou datado e chato "pacas" e tome timbres breguissimos de teclado,que ainda era usado para fazer partes de cordas e metais,violão Ovation e bateria eletrônica que soava como se tivesse batendo num papelão.Não entendo da parte de como se grava um disco mas como simples ouvinte a impressão que me dá é que um disco era bem melhor gravado. um disco gravado no antigo estúdio da Odeon da Av. Rio Branco em 2 e/ou 4 canais(e depois em Botafogo)soa muito melhor que muita coisa gravada hoje em dia,possuia um som claro e aberto e ouvindo reedições de discos dessa época em Cdm não tem com ficar impressionado.Quando ouço Cds atuais a sensação que parece é que aquilo foi gravado num cubículo.Será que o tamanho dos antigos estúdio influenciava de alguma forma no resultado final?
Fechando o assunto Maestros e Arranjadores um belo exemplo de como um GRANDE MAESTRO faz falta é o Roberto Carlos.Compare seus discos atuais com os da fase dos anos 1970 do grande Chiquinho de Moraes e verá que a diferença é gritante.

KL disse...

André,

Sobre o que você falou da diferença de qualidade nas gravações, na verdade, o tamanho dos estúdio talvez tenha realmente influenciado, mas acredito que a progressiva substituição do analógico pelo digital também influenciou. Eu ouço cds, mas o som que sai dos lps é realmente superior.
Outro fato que me inquieta e angustia: em tempos de crise, censura e poucos recursos, produziram-se álbuns atemporais, irretocáveis. Seria de esperar que, com a evolução da tecnologia e da Cultura, a música também evoluísse, mas não ocorreu. Esse, sim, é um assunto que talvez precise virar matéria de Universidade, acho que talvez até de Ensino Médio, pois um outro dado preocupante é que as fabulosas gerações anos 1930-40-50-60-70 estão cada vez mais distantes do que hoje a mídia valoriza. E não há substitutos em gestação entre os que começaram a carreira de 1982 para cá. Ou seja, a geração atual, que só produz esse lirismo primário e autorreferente, é que será - e já está sendo - o modelo para os novíssimos. Enfim, a situação é essa.

miguel rodrigues disse...

Aqui no Brasil,acontece poucos relançamentos,Acho que é um nicho que deveria ser mais explorado pelas gravadoras.Esse box da Celly vai esgotar muito rápido!Acho que o Marcello deveria lançar muito mais discos de jovem guarda,é venda garantida!
Miguel