Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 1 de maio de 2016

'Coleção' fecha contrato de Marisa Monte com o selo EMI, da Universal Music

A edição de compilação Coleção - lançada nas plataformas digitais e nas lojas (com tiragem inicial de 40 mil cópias) na última sexta-feira, 29 de abril de 2016 - encerra o contrato de Marisa Monte com o selo EMI, desde 2013 vinculado à gravadora Universal Music. A artista carioca - em foto de Leo Aversa - assinou em 2000 um contrato com a então gravadora EMI Music que previa quatro álbuns e que, estendido, acabou totalizando sete discos. O último seria o best of que, por iniciativa de Marisa, se transformou em Coleção, disco que reúne 13 gravações até então dispersas na discografia da cantora e compositora. Dona do selo Phonomotor e da própria obra (desde o tal contrato assinado em 2000), a artista encerra com Coleção o vínculo com a indústria multinacional do disco, estando livre a partir deste mês de maio para ir para outra companhia fonográfica ou para lançar álbuns ou singles avulsos - ideia, aliás, cogitada pela cantora - de forma independente.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Marisa Monte alicerça parceria com Silva, com quem já compôs três músicas

Marisa Monte abriu parceria com Silva. A cantora e compositora carioca - em foto de Leo Aversa - já fez nada menos do que três músicas com o cantor, compositor e músico capixaba batizado como Lúcio Silva. As músicas são assinadas por Marisa com o artista e com Lucas Silva, irmão e parceiro habitual de Silva. Compondo de forma contínua com os diversos parceiros, Marisa cogita a ideia de lançar gravações de músicas inéditas na web de forma avulsa, desvinculadas de um álbum.

terça-feira, 26 de abril de 2016

'Coleção' de Marisa reitera padrão de cantora de voz suavizada com o tempo

Resenha de álbum
Título: Coleção
Artista: Marisa Monte
Gravadora: Phonomotor Records / EMI / Universal Music
Cotação: * * * * *

A Marisa Monte de Coleção - a criteriosa compilação que chega ao mercado fonográfico brasileiro a partir da próxima sexta-feira, 29 de abril de 2016 - é uma cantora diferente da intérprete que impôs padrões e dividiu águas na música brasileira ao irromper com força a partir de janeiro de 1989, consolidando instantaneamente carreira estrategicamente articulada a partir de 1987 com cultuados shows na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ). A voz potente e vibrante de tempos idos adquiriu progressivamente tonalidades mais suaves. Lançados originalmente entre 1993 e 2014, os 13 fonogramas selecionados pela cantora e compositora carioca para a primeira coletânea da discografia estão enquadrados neste tempo de delicadeza. Nem pior e tampouco melhor do que a Marisa de outrora, mas tão somente diferente, a Marisa dos dias de hoje conserva o mesmo rigor estético do canto e tem apresentado grandes álbuns, ainda que estes álbuns já não causem no mercado fonográfico brasileiro o impacto de antes. Toda uma geração de cantoras surgidas na contemporânea cena musical do Brasil -  vindas no rasto do bem-sucedido lançamento da paulistana Céu em 2005 - diluiu a força de Marisa como a voz-guia do país. De todo modo, Marisa Monte ainda é - e sempre vai ser - referência e padrão de canto feminino no Brasil. Com capa que expõe a artista em tela do pintor italiano Francesco Clemente, criada em 2010, Coleção é compilação que agrega valor à discografia da artista pelo fato de alinhar 13 fonogramas ausentes da obra fonográfica solo de Marisa. A coletânea faz mais sentido na edição física em CD por reunir gravações dispersas em álbuns alheios, em trilhas sonoras de filmes, em projetos coletivos e até em EP ao vivo da cantora lançado somente em edição digital, iTunes live from São Paulo (2011), disco do qual Coleção rebobina os registros de A primeira pedra (Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, 2006) - canção belíssima reavivada por Marisa com a voz (sutil) e o violão do músico argentino Gustavo Santaolalla em show feito no evento que celebrou a chegada do iTunes ao Brasil - e de Ilusão, a versão em português (escrita por Marisa com Arnaldo Antunes) de Ilusión, a canção de Julieta Venegas gravada originalmente por Marisa com a estrela da música mexicana no CD e DVD Julieta Venegas Unplugged MTV (Sony Music, 2008). Na gravação ao vivo, a ordem dos versos em português e em espanhol é invertida, pois Venegas é a convidada de Marisa, e não o contrário, como no disco acústico de Venegas. Em outra conexão da cantora com a música de outro país da América Latina, Coleção apresenta registro ao vivo de tango argentino de 1922, Fumando espero (Juan Viladomat Masanas e Félix Garzo), ouvido na versão em português (de Eugênio Paes) lançada em 1955 pela cantora paulista Dalva de Oliveira (1917 - 1972). Inédita em disco, a gravação de Fumando espero por Marisa é número de show feito pela artista em 2009 com o grupo argentino Café de los Maestros. Outra boa novidade da seleção é Cama (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2008), música gravada para a trilha sonora do filme Era uma vez (Brasil, 2008), nunca editada em disco. Berna Ceppas e Gustavo Santaolalla assinam a produção da gravação da música de espírito tribalista, originalmente intitulada Uma palavra. Fonograma mais antigo de Coleção, Alta noite (Arnaldo Antunes, 1993) - ouvida na gravação original feita para o primeiro álbum solo do ex-Titãs Arnaldo Antunes, Nome (BMG, 1993), e não na regravação do terceiro álbum de Marisa, Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão (EMI-Odeon, 1994) - reaparece com outra mixagem, feita por Daniel Carvalho em 2015, como informado no encarte do CD. A diferença está no maior equilíbrio entre as vozes de Arnaldo e Marisa (na gravação original, a voz dele vinha mais à frente em determinados trechos da música). Alta noite soa mais límpida em Coleção por ser a faixa que mais se beneficiou da masterização de todos os fonogramas, feita por Ricardo Garcia. Goste-se ou não do canto de Marisa Monte, a coleção de gravações é irretocável como atesta a gravação do choro-canção Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro, 1937) feita com o violão chorão e o vocal discreto de Paulinho da Viola para documentário de 2003 sobre o artista carioca. Canção lançada em 1981 na voz do compositor, Nu com a minha música tem toda a beleza e poesia valorizadas na gravação feita por Marisa com o hermano carioca Rodrigo Amarante e com o cantor norte-americano Devendra Banhart para o álbum beneficente Red hot + Rio 2 (E1 Entertainment, 2011). Reapresentado como o primeiro single da compilação, o fonograma abre Coleção, fechada com outra gravação feita por Marisa para o projeto. No caso, Waters of march, a versão bilíngue do samba Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972), gravada por Marisa Monte em tom cosmopolita com David Byrne. Arto Lindsay, Andres Levin e Camus Celli produziram o fonograma há 20 anos para o projeto Red hot + Rio (Antilles / Verve Records, 1996). Dentro do território brasileiro, Marisa produziu a gravação que uniu a voz da artista à da cantora de Cabo Verde Cesária Évora (1941 - 2011) nas águas do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008). Feita para álbum de Cesária, Café Atlântico (Lusafrica, 1999), o registro de É doce morrer no mar (Dorival Caymmi e Jorge Amado, 1941) jamais se afoga na melancolia do tema. A Marisa de Coleção é cantora que depura excessos, evitando o melodrama juvenil quando canta Esqueça (Forget him) (Mark Anthony, 1963, em versão de Roberto Corte Real, 1966) - em gravação feita para a trilha sonora do filme Casseta & Planeta - A taça do mundo é nossa (Brasil, 2003) - e evidenciando toda a nobreza do samba ao interpretar dois títulos do cancioneiro da Velha Guarda da Portela. Os bambas da tradicional escola de samba armam a cama em que se acomoda Volta, meu amor (Manacéa e Áurea Maria, 1972), fonograma de álbum da Velha Guarda da Portela, Tudo azul (Phonomotor Records / EMI Music, 2000), produzido por Marisa Monte em 1999 e lançado no seguinte. Sem pecar pelo excesso, Marisa evidencia a dor de amor em gravação que se mantém altiva com a entrada das vozes dos cantores portelenses na segunda parte. Da mesma cepa nobre, Dizem que o amor (Francisco Santana e Argemiro Patrocínio, 2002) é gravação de álbum solo do bamba carioca Argemiro Patrocínio (1923 - 2003), disco produzido por Marisa, solista da faixa rebobinada em Coleção. Por fim, a compilação reaviva recente incursão além-mar da artista brasileira. Música gravada por Marisa para álbum da cantora portuguesa Carminho, Canto (Warner Music, 2014), Chuva no mar (Marisa Monte e Arnaldo Antunes) confirmou a perene inspiração da tribo tribalista. Coleção é luxo só e reitera padrões desta cantora que dividiu águas na música brasileira e, após três décadas, ainda mantém a elegância, ainda que em tons bem mais prudentes.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Eis a arte integral da capa do CD 'Coleção', a primeira compilação de Marisa

Esta é a arte integral da capa do CD Coleção, a primeira compilação de Marisa Monte, nas lojas a partir de 29 de abril de 2016, em edição do selo Phonomotor Records distribuída via Universal Music. Na íntegra, a arte da capa expõe tela de Francesco Clemente, pintor italiano radicado em Nova York (EUA). De propriedade da cantora carioca, a pintura foi feita em 2010. A embalagem da edição deluxe de Coleção valoriza a arte exposta na capa com luva de acetato e papel texturizado.

domingo, 17 de abril de 2016

Marisa explica o conceito de 'Coleção', a primeira compilação da discografia

Em breve texto postado na página oficial de Marisa Monte no Facebook, a cantora e compositora carioca explica o conceito que norteia Coleção, primeira compilação da discografia da artista. Editada pelo selo de Marisa, Phonomotor Records, com distribuição da gravadora Universal Music, a coletânea - cujo título Coleção é o mesmo das compilações do cantor e compositor paraibano Cassiano e do grupo carioca Kid Abelha no mesmo ano de 2000 - chega ao mercado fonográfico em 29 de abril de 2016 com 13 gravações até então dispersas na obra de Marisa (clique aqui para saber a origem das faixas).  Eis o texto escrito e assinado por Marisa Monte sobre a compilação Coleção:

"Durante esses quase 30 anos de carreira, muitas vezes fui convidada para participar de projetos de forma paralela ao meu trabalho solo. São músicas que foram criadas por meio de um estímulo externo ou de uma encomenda para que fizessem parte de projetos como trilhas sonoras de filmes, documentários e duetos.

Essas gravações e as parcerias que elas proporcionaram foram fundamentais na minha trajetória e influenciaram toda a minha produção solo.

Algumas dessas canções fazem parte da obra de outros criadores e outras nunca foram lançadas. Em comum, todas estavam dispersas e pulverizadas.

O processo de seleção foi um mergulho na minha história. Entre as quase 40 músicas que gravei além dos meus álbuns, foi um desafio chegar até essas 13.

Essa coleção me fez buscar e rever todas essas canções para chegar a um conjunto onde elas pudessem fazer sentido e estivessem em um equilíbrio interno. Aproveitei a oportunidade para iluminar canções que talvez tenham passado desapercebidas.

A maioria delas foi mantida exatamente como na versão original. Em algumas, me permiti a liberdade de remixar e adicionar novas vozes. Foi uma escolha pessoal em que utilizei um critério subjetivo, íntimo e emocional.

Essas músicas evocam minhas melhores memórias desse período de três décadas, me fazem perceber a minha brasilidade dentro do mundo e a grandeza e o sentido que a música trouxe para a minha vida".

Marisa Monte

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Eis as 13 músicas do disco 'Coleção', a primeira compilação de Marisa Monte

Tango lançado em 1922, Fumando espero (Juan Viladomat Masanas e Félix Garz) é a maior surpresa dentre os 13 fonogramas selecionados por Marisa Monte para compor o repertório de Coleção, primeira compilação da cantora e compositora carioca. O tango nunca foi lançado em disco por Marisa. Outra boa surpresa é a música Cama, parceria de Marisa com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown - também inédita em disco - que se chamava Uma palavra, tendo sido gravada para a trilha sonora do filme Era uma vez (Brasil, 2008), nunca editada em CD. Música composta por Dorival Caymmi (1914 - 2008) com versos do escritor Jorge Amado (1912 - 2001) e lançada pelo cantor baiano em disco de 1941, É doce morrer no mar também integra Coleção na gravação feita por Marisa Monte com Cesaria Évora (1941 - 2011) para Café Atlântico (Lusafrica, 1999), álbum da cantora africana de Cabo Verde. Programada para chegar ao mercado fonográfico em 29 de abril de 2016, em edição do selo Phonomotor Records distribuída via Universal Music, a coletânea também rebobina registros de Alta noite (Arnaldo Antunes, 1993) - o feito por Marisa para o primeiro álbum solo do amigo Arnaldo Antunes, Nome (BMG-Ariola, 1993) - e de Volta meu amor (Manacéa e Áurea Maria, 1977), samba gravado por Marisa com a Velha Guarda da Portela para Tudo azul (Phonomotor / EMI Music, 2000), álbum dos bambas da escola de samba do Rio de Janeiro. Eis as 13 músicas (e os respectivos compositores e origens) de Coleção, compilação que reproduz na capa (inédita) pintura feita em 2010 pelo artista plástico italiano Francesco Clemente:

1. Nu com a minha música (Caetano Veloso, 1981)
  Gravação feita com o cantor carioca Rodrigo Amarante e com o cantor norte-americano

    Devendra Banhart para o álbum beneficente Red hot + Rio 2 (E1 Entertainment, 2011)

2. Cama (Uma palavra) (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2008)
  Gravação (com nova voz) da trilha sonora do filme Era uma vez (Brasil, 2008)

3. É doce morrer no mar (Dorival Caymmi e Jorge Amado, 1941)
  Gravação feita para álbum de Cesaria Évora, Café Atlântico (Lusafrica, 1999)

4. Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro, 1917 / 1937)
  Gravação com Paulinho da Viola para a trilha do filme Meu tempo é hoje (Brasil, 2003)

5. Alta noite (Arnaldo Antunes, 1993)
  Gravação feita para o primeiro álbum solo de Arnaldo Antunes, Nome (BMG, 1993)

6. A primeira pedra (Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, 2006)
 Gravação ao vivo feita em 2011 com o músico argentino Gustavo Santaolalla

7. Dizem que o amor (Francisco Santana e Argemiro Patrocínio, 2002)
 Gravação feita para o álbum Argemiro Patrocínio (Phonomotor Recors / EMI Music, 2002)

8. Ilusão (Ilusión) (Julieta Venegas, 2008, com versos em português de Marisa Monte e
    Arnaldo Antunes, 2008)
  Gravação ao vivo com Julieta Venegas do álbum iTunes live from São Paulo (2011)

9. Esqueça (Forget him) (Mark Anthony, 1963, em versão de Roberto Corte Real, 1966)
♪  Gravação da trilha do filme Casseta & Planeta - A taça do mundo é nossa (Brasil, 2003)

10. Chuva no mar (Marisa Monte e Arnaldo Antunes, 2014)
    Gravação feita para álbum da artista portuguesa Carminho, Canto (Warner Music, 2014)

11. Fumando espero (Juan Viladomat Masanas e Félix Garz, 1922, versão de Eugênio Paes)
    Gravação ao vivo de 2009, inédita em disco, extraída de show com Café de Los Maestros

12. Volta meu amor (Manacéa e Áurea Maria, 1972)
    Gravação de álbum da Velha Guarda da Portela, Tudo azul (Phonomotor / EMI, 2000)

13. Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972) / Waters of march
   Gravação com David Byrne para o álbum beneficente Red hot + Rio (Antilles / Verve, 1996)

terça-feira, 12 de abril de 2016

Eis a capa de 'Coleção', primeira compilação da discografia de Marisa Monte

Com capa que expõe inédita pintura do artista plástico italiano Francesco Clemente, Coleção - a primeira compilação de Marisa Monte - chega ao mercado fonográfico brasileiro em 29 de abril de 2016 com 13 gravações feitas pela cantora carioca fora da discografia oficial. A seleção inclui os registros do choro-canção Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro, 1917 / 1937) - feito por Marisa com Paulinho da Viola para a trilha sonora de documentário sobre o artista carioca, Meu tempo é hoje, perpetuada em disco editado, em 2003, pela gravadora Biscoito Fino - e de Nu com a minha música (Caetano Veloso, 1981), fonograma gravado por Marisa Monte com o cantor carioca Rodrigo Amarante e com o cantor norte-americano Devendra Banhart para o álbum beneficente Red hot + Rio 2 (E1 Entertainment, 2011). O repertório rebobina também a gravação de Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972) feita há 20 anos por Marisa Monte com o cantor e compositor escocês David Byrne para o primeiro volume do projeto fonográfico Red hot + Rio (Antilles / Verve, 1996). Coleção sai em edição do selo da artista, Phonomotor, com distribuição da major Universal Music.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Marisa edita o primeiro single de compilação que será lançada em 29 de abril

Como já insinuado no vídeo-teaser lançado por Marisa Monte em 29 de março de 2016, Nu com a minha música é o primeiro single da primeira compilação da discografia da artista, Coleção, programada para chegar ao mercado em 29 de abril em edição dos selos Phonomotor e EMI distribuída pela gravadora Universal Music. O single está sendo lançado hoje, 1º de abril de 2016, nas plataformas digitais. A canção de Caetano Veloso - lançada pelo compositor há 35 anos no álbum Outras palavras (Philips, 1981) - é rebobinada em Coleção na gravação feita pela cantora com o cantor carioca Rodrigo Amarante e com o cantor norte-americano Devendra Banhart para o álbum beneficente Red hot + Rio 2 (E1 Entertainment, 2011). Mantido em sigilo, o repertório de Coleção inclui também o registro do choro-canção Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro, 1917 / 1937) feito por Marisa com Paulinho da Viola para a trilha sonora de documentário sobre o artista carioca,  Meu tempo é hoje,  perpetuada em disco editado, em 2003, pela gravadora Biscoito Fino.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Coleção de Marisa Monte inclui regravações de músicas de Caetano e Jobim

Marisa Monte divulgou em teaser audiovisual postado no Instagram a primeira música de Coleção, primeira compilação da artista carioca. Trata-se da regravação de Nu com minha música - canção de Caetano Veloso, lançada pelo compositor em 1981 - feita por Marisa com o hermano Rodrigo Amarante e com o cantor norte-americano Devendra Banhart para o álbum beneficente Red hot + Rio 2 (E1 Entertainment, 2011), lançado há cinco anos. O repertório inclui também a abordagem de Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972) feita há 20 anos por Marisa com o cantor e compositor escocês David Byrne para o primeiro volume do projeto fonográfico Red hot + Rio (Antilles / Verve, 1996). Coleção chega ao mercado fonográfico em abril deste ano de 2016, em edição dos selos Phonomotor e EMI distribuída pela Universal Music. A seleção foge da linha best of.

domingo, 27 de março de 2016

Gravação feita por Marisa para CD solo de Dadi é revivida em trilha de novela

Acalanto gravado por Marisa Monte com Dadi para o primeiro álbum solo do compositor e músico carioca (Dadi, lançado em 2005 no Japão e em 2007 no Brasil), Da aurora até o luar - canção feita por Dadi em parceria com Arnaldo Antunes - tem o registro revitalizado pela cantora. Feita por Marisa em atmosfera lúdica com adesão da voz de Dadi, a gravação da música Da aurora até o luar integra a trilha sonora da novela Velho Chico, mas não está no repertório da primeira coletânea da cantora. Intitulada Coleção, a compilação de Marisa - em foto de Leo Aversa postada na página da artista no Facebook - vai ser lançada em abril deste ano de 2016 em edição dos selos Phonomotor e EMI distribuída pela gravadora Universal Music. A gravação da música é pouco conhecida no Brasil.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

'Coleção', a primeira compilação da discografia de Marisa Monte, sai em abril

Marisa Monte vai lançar a primeira coletânea da discografia. Coleção é o título da compilação, programada para ser lançada em abril deste ano de 2016 com distribuição da gravadora Universal Music. A edição está sendo viabilizada através de parceria do selo da cantora, Phonomotor, com o selo EMI, criado desde que a Universal Music adquiriu grande parte do acervo da EMI Music. Marisa Monte - em foto extraída da página oficial da artista carioca no Facebook - possui total controle sobre a obra fonográfica. Portanto, Coleção é disco produzido com aval da cantora e compositora, sendo mais do que um greatest hits de Marisa. O repertório inclui fonogramas gravados para trilhas de filmes, números ao vivo extraídos de shows e registros feitos para projetos coletivos ou alheios.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Arnaldo lança 'Já é', álbum produzido por Kassin, com participação de Marisa

Décimo sétimo título da farta discografia de Arnaldo Antunes pós-Titãs, o álbum Já é chega ao mercado fonográfico brasileiro em setembro de 2015, com distribuição da gravadora Sony Music. Produzido por Kassin, o disco autoral alinha 15 músicas inéditas e tem a participação de Marisa Monte - parceira de Arnaldo - na faixa Peraí, repara. Algumas músicas foram feitas pelo cantor e compositor paulistano em recente viagem à Índia. Carlinhos Brown, Cezar Mendes, Dadi Carvalho, Davi Moraes Domenico Lancellotti, Jaques Morelenbaum, Pedro Sá, Marcelo Jeneci, Stephane San Juan e Zé Miguel Wisnik são músicos que figuram na ficha técnica do disco. Antes, Aqui onde está, As estrelas sabem, As estrelas cadentes, Azul e prateado, Dança, Na fissura, Naturalmente, naturalmente, Óbitos, O meteorologista, Põe fé que já é, Saudade farta, Se você nadar e Só solidão são as músicas que compõem o repertório inédito do disco Já é com a citada Peraí, repara. A capa (foto) tem direção de arte e fotografia de Marcia Xavier. O design gráfico é de Anna Turra. Eis, na ordem do CD, as 15 músicas (e os respectivos compositores) gravadas por Arnaldo em Já é:

1. Põe fé que já é (Arnaldo Antunes, André Lima e Betão Aguiar)
2. Antes (Arnaldo Antunes)
3. Naturalmente, naturalmente (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte)
4. Se você nadar (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier)
5. Peraí, repara (Arnaldo Antunes, Dadi Carvalho e Marisa Monte) - com Marisa Monte
6. Óbitos (Péricles Cavalcanti e Arnaldo Antunes)
7. O meteorologista (Arnaldo Antunes)
8. Dança (Arnaldo Antunes e Marisa Monte)
9. Saudade farta (Arnaldo Antunes)
10. As estrelas sabem (Arnaldo Antunes e Zé Miguel Wisnik)
11. As estrelas cadentes (com Ortinho)
12. Na fissura (Arnaldo Antunes, Betão Aguiar e Chico Salem)
13. Azul e prateado (Arnaldo Antunes)
14. Só solidão (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier)
15. Aqui onde está (Arnaldo Antunes e Márcia Xavier)

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Vinicius, Marisa e Caetano estão no roteiro gravado por Carminho no Rio

Fado feito pelo poeta e compositor carioca Vinicius de Moraes (1913 - 1980) por ocasião de viagem a Portugal, na segunda metade dos anos 1960, Saudades do Brasil em Portugal (1968) ganhou mais uma vez a voz de Carminho, cantora portuguesa que vem estreitando laços musicais com o Brasil em travessia atlântica que culminou com a decisão de gravar seu primeiro DVD em show na cidade do Rio de Janeiro (RJ). A gravação ao vivo foi concretizada em show apresentado na noite de ontem, 9 de abril de 2015, na casa Vivo Rio. Transitando com desenvoltura na ponte musical que liga o Brasil a Portugal, Carminho - em foto de Rodrigo Goffredo - incluiu também as músicas que ganhou de Marisa Monte (Chuva no mar, parceria da cantora e compositora carioca com o paulistano Arnaldo Antunes) e de Caetano Veloso (O sol, eu e tu, tema que tem letra do compositor baiano, posta sobre a melodia de Cezar Mendes e Tom Veloso) para seu recente terceiro álbum, Canto (2014), lançado no Brasil neste ano de 2015 via Som Livre. Fado pioneiro por ter letra escrita com o português do Brasil, como ressaltou a cantora em cena, Saudades do Brasil em Portugal, aliás, já havia sido gravado por Carminho em seu segundo álbum, Alma (2012).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

'Chuva no mar' reitera inspiração de Marisa ao cair no disco de Carminho

Leve, a melodia soa como o sopro no ar citado em verso da letra que poetiza a eterna mutação do mundo, das coisas e das pessoas. A incessante e por vezes silenciosa transformação advinda da interferência de umas nas outras. Grande destaque do terceiro álbum da cantora portuguesa Carminho, o sublime Canto (Warner Music, 2014), Chuva no mar é envolvente canção que reitera a inspiração do cancioneiro autoral de Marisa Monte. A parceria da cantora e compositora carioca com o paulistano Arnaldo Antunes ganha em Canto - disco previsto para ser lançado no Brasil neste ano de 2015 - um registro à altura da lindeza da música, gravada por Carminho em dueto com a própria Marisa Monte. Disponível para audição no YouTube, através de lyric video feito com animação de Nicolau.pt, Chuva no mar é canção de delicadeza tribalista que valoriza o melhor álbum de Carminho no oceano que reconecta Brasil e Portugal. Eis a bela letra de Chuva no mar:

Chuva no mar
(Marisa Monte e Arnaldo Antunes)


Coisas transformam-se em mim
É como chuva no mar
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar
Um corpo sopro no ar
Com um nome pra chamar
É só alguém batizar
Nome pra chamar de
Nuvem, vidraça, varal
Asa, desejo, quintal
O horizonte lá longe
Tudo o que o olho alcançar
E o que ninguém escutar
Te invade sem parar
Te transforma sem ninguém notar
Frases, vozes, cores
Ondas, frequências, sinais
O mundo é grande demais
Coisas transformam-se em mim
Por todo o mundo é assim

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Duo com Marisa e letra de Caetano linkam 'Canto' de Carminho ao Brasil

Já lançado em Portugal e previsto para ser editado no Brasil no primeiro trimestre de 2015, o terceiro álbum de Carminho, Canto, reforça a conexão da cantora lusitana com a música brasileira. Marisa Monte participa do disco, cantando com Carminho uma música inédita, Chuva no mar, composta por Marisa com Arnaldo Antunes. Caetano Veloso assina a letra de O sol, eu e tu em sua primeira parceria com o filho Tom Veloso (o compositor baiano Cézar Mendes é coautor da música, que chegou à fadista através de Mendes, aliás). Músicos com o violoncelista Jaques Morelenbaum (arranjador de Ventura, tema de Miguel Araújo), o violonista Lula Galvão, o baixista Dadi Carvalho e os percussionistas Carlinhos Brown e Naná Vasconcelos tocam no álbum Canto.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Marisa Monte apresenta a gravação do show em que Gil vai além de João

Nas lojas neste mês de novembro de 2014, em edição da gravadora Sony Music, o CD e DVD Gilbertos samba ao vivo, do cantor e compositor baiano Gilberto Gil, está sendo apresentado aos jornalistas e formadores de opinião por um texto escrito e assinado por Marisa Monte. A cantora e compositora carioca discorre sobre seu apreço pelo disco de estúdio Gilbertos samba (Sony Music, 2014) - no qual Gil aborda sambas gravados pelo cantor baiano João Gilberto - e pelo show no qual Gil extrapola o repertório de João, cantando temas de lavra própria. Com a palavra, Marisa: 

"Há alguns meses fui convidada para um encontro musical  com o Arnaldo Antunes, Jorge Benjor, Dadi e o Gilberto Gil na casa do Andre Midani.
Foi uma noite mágica, onde pela primeira vez pude escutar o Gil, com o violão no colo, tocar alguns dos sambas magistrais do repertório do João Gilberto que ele havia acabado de gravar no seu então inédito Gilbertos samba.
Aqueles sambas tão familiares provocaram um bem estar imediato; eram clássicos brasileiros gravados pelo João, passados ali pelo filtro poderoso do Gil, com todo o seu estilo, seu canto e seu instrumento, que por sua vez criava novas introduções, fraseados e harmonias para algo que até então parecia definitivo.
Assim como João teve papel central na formação de toda a geração dos anos 60, Gil foi fundamental para a minha turma que cresceu no Sítio do Pica Pau Amarelo, na sombra frondosa do seu abacateiro. Admiro sua generosidade de mestre e aprendi muito trabalhando com ele no estúdio em Cor de rosa e carvão, quando ele gravou seus incríveis violões, oferecendo uma brasilidade que estávamos buscando.
Esses e outros motivos me levaram a estar na plateia da primeira temporada do show Gilbertos Samba, num teatro do Rio.
O CD ja era então meu conhecido e fazia parte de nossas vidas como tantos outros.
O show ia além do João , do violão e do próprio Gil em  repertório e sonoridade e trazia o carisma e versatilidade do Mestrinho (para mim uma descoberta), a segurança e inteligência musical do Domenico, e a comovente cumplicidade do filho Bem e do sobrinho Moreno, estes juntos também na produção musical, criando um ambiente de amor e respeito que o Gil merece.
O DVD, dirigido por Andrucha Waddington e gravado no Teatro Municipal de Niterói, vai além do disco, e do próprio show em seus limites físicos de espaço e tempo, ampliando ao infinito e além o alcance da arte do Gil, para o bem da eternidade e das futuras gerações.
Obrigada, Gil!"

 Marisa Monte

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Canção inédita sobre o poder corrosivo do tempo reúne Nelson e Marisa

Única música inédita de Nelson 70, CD lançado esta semana pela gravadora Som Livre em homenagem aos 70 anos do compositor, jornalista, escritor e produtor musical carioca Nelson Motta, Nós e o tempo é parceria de Nelson com a cantora e compositora carioca Marisa Monte e com o compositor e violonista baiano Cezar Mendes. Canção à moda antiga, gravada por Marisa para o disco com o toque refinado do piano do acriano João Donato, Nós e o tempo versa sobre o fluxo permanentemente transitório dos sentimentos e da própria vida face ao poder corrosivo do tempo. A música marca o reencontro de Nelson com Marisa, cantora que se lançou no mundo da música em 1987 sob as bençãos do produtor. Eis a letra de Nós e o tempo:

Nós e o tempo
(Marisa Monte, Cezar Mendes e Nelson Motta)

Parece ilusão
Parece ficção
Parece destino
Se alguém contar
Ninguém acredita
Qualquer um duvida

Mas a vida é assim
E o real é mais
Do que as fantasias
Do que a razão
Parece mentira
Parece que sim
Parece que não

Quando escurecer
E a noite chegar
A luz de uma estrela
Vai brilhar no céu
Até se apagar
Ao amanhecer

Vidas vão nascer
Nuvens vão passar
Lágrimas e rios
Todos os mistérios
Todas as certezas
Também passarão
Também passarão
Também passarão...

Belezas passarão
Segredos passarão
Mistérios passarão
Tristezas passarão
Estrelas passarão
Tristezas passarão...

Também passarão
Passarão
Passarão...

sábado, 11 de outubro de 2014

Calcanhotto canta samba inspirado pela felicidade de Marisa em show no Rio

Em 21 de junho de 2011, Adriana Calcanhotto gravou com Arnaldo Antunes, Jorge Mautner e Marisa Monte, no Rio de Janeiro (RJ), o quinto episódio do programa Grêmio Recreativo MTV, série coordenada por Arnaldo. No camarim do Teatro Rival, onde a gravação foi feita, Calcanhotto - que estava meio tristonha - se deixou contagiar pela felicidade de Marisa. O símbolo da alteração do estado emocional de Calcanhotto foi a flor colocada por Marisa em seu figurino. Inspirado na felicidade de sua colega carioca, a cantora e compositora gaúcha fez um samba em homenagem ao episódio, com versos que falam em cravo na lapela e que contam a história de forma cifrada. Intitulado Por onde eu for, o samba nunca foi gravado, mas Calcanhotto o cantou ontem, 10 de outubro de 2014, ao apresentar seu show Olhos de onda no Teatro Rival, cenário da inspiração do samba, mostrado após o relato da história para a plateia lotada do Teatro Rival. O samba é bonito.

domingo, 14 de setembro de 2014

Gal ganha inédita de Marisa e Arnaldo para disco que pode ficar para 2015

Gal Costa revelou - em entrevista ao apresentador de TV Amaury Jr. - que ganhou música inédita de Marisa Monte e Arnaldo Antunes para o disco que arquiteta sob a produção de Moreno Veloso e Kassin. Gal também disse que recebeu inédita de Arnaldo em parceria com José Miguel Wisnik. O que a cantora - vista em foto de André Schiliró - não disse é que o aguardado álbum de inéditas pode ficar para 2015. Como o disco ainda não começou a ser efetivamente gravado, o lançamento ainda em 2014 torna-se mais inviável a cada dia que passa. Seja como for, Arnaldo e Marisa encorpam time estelar de compositores que deram músicas para o sucessor de Recanto ao vivo (Universal Music, 2013) e que é formado por Adriana Calcanhotto, Arthur Nogueira (com Antonio Cícero), Criolo (uma parceria com Milton Nascimento, Dez anjos), Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marcelo Camelo (a bela Espelho d'água, parceria com Thiago Camelo já apresentada no show de voz e violão a que dá nome) e Tom Zé.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Marisa celebra os 70 anos de Nelson Motta com inédita e piano de Donato

Previsto para outubro de 2014, com CD editado pela gravadora Som Livre e programa de TV exibido no Canal Brasil em 29 de outubro, o projeto Nelson 70 - orquestrado por Adriana Penna, Tatiana Issa e Guto Barra para festejar os 70 anos do compositor, jornalista e escritor carioca Nelson Motta - tem a participação de Marisa Monte em música inédita gravada com o piano de João Donato. Marisa - em foto de Leo Aversa - deu seus primeiros passos firmes na carreira sob a supervisão de Motta e despontou nacionalmente em 1989 com Bem que se quis, versão de Motta para E po che fa, a canção pop napolitana do compositor italiano Pino Daniele.