Mauro Ferreira no G1

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

'Rumo ao infinito' aponta caminho do segundo CD de samba de Maria Rita

Resenha de single
Título: Rumo ao infinito
Artista: Maria Rita
Gravadora: Universal Music
Cotação: * * * 1/2
Single disponível para audição no portal Vevo

Maria Rita balança, mas não cai no samba do fundo de quintal. Parceria do bamba Arlindo Cruz com Marcelo Moreira e Fred Camacho, o samba Rumo ao infinito aponta o caminho seguido pela cantora paulista em seu segundo CD de samba, Coração a batucar, nas lojas em março de 2014 em edição da gravadora Universal Music. Ouvido já no início da faixa já disponibilizada na internet, o piano suave de Rannieri Oliveira sinaliza que o coração de Maria Rita vai batucar em tom cool, interiorizado, ainda que o canto da intérprete ganhe intensidade e calor ao longo da gravação que culmina com o laiá laiá laiá já ouvido em alguns quintais. Construídos com lirismo popular, os versos conciliadores de Rumo ao infinito - bem como os trechos já divulgados das letras de outros dois sambas do disco - indicam um disco menos pé no chão e menos povão do que o antecessor Samba meu, o álbum de 2007 em que Maria Rita cantou um samba que era tanto de Leandro Sapucahy (o produtor desse CD que rejuvenesceu o som e o público da cantora) quanto dela própria. Mesmo quando a percussão de Marcelinho Moreira (Tantan, repique de mão, surdo, tamborim e caxeitinha) e de Andre Siqueira (pandeiros) se faz ouvir com mais nitidez em Rumo ao infinito, à beira dos 50 segundos da faixa de quatro minutos e meio, o samba não migra para o quintal, permanecendo ambientado no fundo de uma boate. A refinada orquestração da faixa - gravada também com a guitarra discreta de Davi Moraes, o baixo de Alberto Continentino e o toque sutil da bateria de Wallace Santos - dialoga com o som de Segundo (2005), dando a pista de que, mesmo dedicado ao samba, Coração a batucar pode vir a representar coerente elo entre toda a discografia de Maria Rita.

16 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Maria Rita balança, mas não cai no samba do fundo de quintal. Parceria do bamba Arlindo Cruz com Marcelo Moreira e Fred Camacho, o samba Rumo ao infinito aponta o caminho seguido pela cantora paulista em seu segundo CD de samba, Coração a batucar, nas lojas em março de 2014 em edição da gravadora Universal Music. Ouvido já no início da faixa já disponibilizada na internet, o piano suave de Rannieri Oliveira sinaliza que o coração de Maria Rita vai batucar em tom cool, interiorizado, ainda que o canto da intérprete ganhe intensidade e calor ao longo da gravação que culmina com o laiá laiá laiá já ouvido em alguns quintais. Construídos com lirismo popular, os versos conciliadores de Rumo ao infinito - bem como os trechos já divulgados das letras de outros dois sambas do disco - indicam um disco menos pé no chão e menos povão do que o antecessor Samba meu, o álbum de 2007 em que Maria Rita cantou um samba que era tanto de Leandro Sapucahy (o produtor desse CD que rejuvenesceu o som e o público da cantora) quanto dela própria. Mesmo quando a percussão de Marcelinho Moreira (Tantan, repique de mão, surdo, tamborim e caxeitinha) e de Andre Siqueira (pandeiros) se faz ouvir com mais nitidez em Rumo ao infinito, à beira dos 50 segundos da faixa de quatro minutos e meio, o samba não migra para o quintal, permanecendo ambientado no fundo de uma boate. A refinada orquestração da faixa - gravada também com a guitarra discreta de Davi Moraes, o baixo de Alberto Continentino e o toque sutil da bateria de Wallace Santos - dialoga com o som de Segundo (2005), dando a pista de que, mesmo dedicado ao samba, Coração a batucar pode vir a representar coerente elo entre toda a discografia de Maria Rita.

Chico disse...

nossa, que análise esnobe, elitista e preconceituosa. mal gosto devido a limitação de pensamento. patético

Chico disse...

que análise esnobe, preconceituosa que demonstra uma limitação de pensamento, de entendimento da música, que resulta num mal gosto de percepção e gosto pessoal. patética essa crítica

Denilson Santos disse...

Esnobe e patético é você, "Chico", que investe seu tempo para vir aqui, o único espaço abrangente de discussão sobre música do Brasil, e ficar destilando veneno de fã magoado. Vai estudar, rapaz. Depois, você volta.
Abraço
Denilson

MARIA FERNANDA MARQUES disse...

Só uma coisa para dizer sobre Maria Rita - CHATA!

Fabio disse...

Achei a crítica neutra!

As marcas que ganhei... disse...

Não concordo com o Chico, achei a crítica bem interessante. Talvez o Mauro tenha utilizado de expressões politicamente incorretas, mas essa não é a questão central aqui. Por sinal, chato mesmo eu acho é essa onda do politicamente correto que, na verdade, esconde os preconceitos vários que circulam pela nossa sociedade, num verniz de bom mocismo que presta um desserviço para nosso país, já que dificulta a identificação das raízes de nossos problemas.
Quanto à análise em si, achei super interessante esmiuçar um pouco os elementos melódicos e a relação com o restante da discografia da Rita. Enfim, música de qualidade, e nenhuma outra, nunca foi consenso no Brasil. Aqui, infelizmente, só valorizamos os nossos depois de mortos, digo no senso comum. No mais, vida longa ao samba! E viva Maria Rita!

As marcas que ganhei... disse...

Não concordo com o Chico, achei a crítica bem interessante. Talvez o Mauro tenha utilizado de expressões politicamente incorretas, mas essa não é a questão central aqui. Por sinal, chato mesmo eu acho é essa onda do politicamente correto que, na verdade, esconde os preconceitos vários que circulam pela nossa sociedade, num verniz de bom mocismo que presta um desserviço para nosso país, já que dificulta a identificação das raízes de nossos problemas.
Quanto à análise em si, achei super interessante esmiuçar um pouco os elementos melódicos e a relação com o restante da discografia da Rita. Enfim, música de qualidade, e nenhuma outra, nunca foi consenso no Brasil. Aqui, infelizmente, só valorizamos os nossos depois de mortos, digo no senso comum. No mais, vida longa ao samba! E viva Maria Rita!

As marcas que ganhei... disse...

Não concordo com o Chico, achei a crítica bem interessante. Talvez o Mauro tenha utilizado de expressões politicamente incorretas, mas essa não é a questão central aqui. Por sinal, chato mesmo eu acho é essa onda do politicamente correto que, na verdade, esconde os preconceitos vários que circulam pela nossa sociedade, num verniz de bom mocismo que presta um desserviço para nosso país, já que dificulta a identificação das raízes de nossos problemas.
Quanto à análise em si, achei super interessante esmiuçar um pouco os elementos melódicos e a relação com o restante da discografia da Rita. Enfim, música de qualidade, e nenhuma outra, nunca foi consenso no Brasil. Aqui, infelizmente, só valorizamos os nossos depois de mortos, digo no senso comum. No mais, vida longa ao samba! E viva Maria Rita!

As marcas que ganhei... disse...

Não concordo com o Chico, achei a crítica bem interessante. Talvez o Mauro tenha utilizado de expressões politicamente incorretas, mas essa não é a questão central aqui. Por sinal, chato mesmo eu acho é essa onda do politicamente correto que, na verdade, esconde os preconceitos vários que circulam pela nossa sociedade, num verniz de bom mocismo que presta um desserviço para nosso país, já que dificulta a identificação das raízes de nossos problemas.
Quanto à análise em si, achei super interessante esmiuçar um pouco os elementos melódicos e a relação com o restante da discografia da Rita. Enfim, música de qualidade, e nenhuma outra, nunca foi consenso no Brasil. Aqui, infelizmente, só valorizamos os nossos depois de mortos, digo no senso comum. No mais, vida longa ao samba! E viva Maria Rita!

Victor Moraes, disse...

Eu adorei a faixa. Sou fã caindinho pela Maria Rita. A faixa é uma mistura de "Onda do mercado" com a marca "cool" dela.
Gosto dos pontos de vista do Mauro, ainda que torça pelas cinco estrelas da MR.





Sinto a Universal meio pisando em ovos nas escolhas dos single da MR desde que ela foi pra lá. Sempre preferindo o suave no lugar de "vir com tudo". Em Redescobrir a cantora chegou a declarar querer "Doce de Pimenta" como single, mas foi escolhida "Me Deixas Louca" e por aí parou.





Pela linha seguida nos discos da MR essa não deve ser sua faixa mais "grudenta" do Coração a Batucar, pelo contrário, acho que deve ser uma das 'baixas'. Mas o tom pagode de mesa de boteco vem ganhando o povão e a Universal não arrisca algo um tanto inesperado como Tá Perdoado na gravadora anterior...






Mas, de toda forma, adorei a música e compreendo a crítica. A Maria Rita é importante destaque no cenário musical e coerente em sua carreira. Vide quantas outras cantoras de MPB não "imitaram" os passos dela depois do Samba Meu, quando a maioria delas até colocavam um pandeiro na música e diziam ser samba. Prova disso é que até o produtor do Samba Meu foi produzir o disco de algumas outras.



Vou torcer pelas outras 2 estrelas quando sair o disco. ;)

noca disse...

Canta certinho.Esperava mais dela.Bem mediana.Nestes tantos anos de carreira nunca apresentou algo sensacional.Nem nada mais arriscado ou surpreendente.Bem tradicional e lugar comum.Sem graça.

Marcelo disse...

Sensacional foi o primeiro disco dela..isso sim....Obra prima. Qto a esse novo, espero, pro meu gosto, que seja realmente um samba mais cool e menos pão com ovo!!!!

Jansen Sarmento disse...

Mauro, mais uma ótima crítica, como sempre! Na minha opinião, Maria Rita cantando samba não rola! Samba é vida, levanta poeira! Ao ouvi-la cantando tal ritmo, tenho a impressão de estar numa marcha fúnebre... Sinceramente, me dá sono e enjôo... Chata demais! Maria Rita, esqueça o samba, pois, este não combina com você! Pronto, falei!

ADEMAR AMANCIO disse...

Nem todo Chico honra o nome que tem,no mais também não vi nada de politicamente incorreto na crítica.

Unknown disse...

Pagode que não diz a que veio. Maria Rita não evolui os seu canto, um tom sempre de amadora tentando cantar cada nota com perfeiçao, Muito sem vida, falta emoção na voz, muito éééé ááá. Maria Rita é a única cantora que conheço que com mais de 10 anos de carreira, não dia a que veio. Realmente concondo com o amigo que disse (saudades de Cartola, Assis valente, etc)