quarta-feira, 6 de abril de 2011

Filho de Tetê, Dani pega o suingue black de jeito em seu primeiro álbum

Resenha de CD
Título: Dani Black
Artista: Dani Black
Gravadora: Som Livre
Cotação: * * * 1/2

Cantor e compositor paulista, filho de Tetê Espíndola com Arnaldo Black, Daniel Espíndola Black - o Dani Black - militou na cena indie ao longo dos anos 2000, inicialmente participando de discos e shows da mãe cantora. Aos poucos, Dani foi pavimentando seu caminho solo no circuito de shows de São Paulo (SP), cidade onde veio ao mundo em 1987. Apesar do empenho dos pais, o maior empurrão da carreira do artista foi dado por Maria Gadú em 2010. Dani integra a turma de artistas novatos que dividiram o palco com Gadú na gravação do Multishow ao Vivo da cantora. Dani teve então a oportunidade de mostrar Aurora, música de sua lavra, um dos temas autorais que figuram no primeiro disco de Dani, ainda inédito. A julgar pela batida funkeada de Devagarinho e pelo suingue de Pega de Jeito, Dani vai debutar no mercado fonográfico com álbum embebido do balanço pop black sem se enquadrar no escaninho do funk e do soul. O disco é pautado pelo suingue, que, no caso de Como as Coisas São, vem sobretudo do piano. Como cantor, Dani tem voz que se adapta bem às quebradas de temas como Brincadeira. Em rotação mais lenta, Miragem propõe viagem romântica sem escalas e dores. Canção estruturada no violão, Vem já soa mais chorosa. Em qualquer tom, músicas como Me Enlouquece e Juntos Outra Vez revelam um compositor de personalidade que não parece estar seguindo a fórmula do sucesso. Em bom português, Dani Black não é a versão masculina de Maria Gadú e tampouco há um Shimbalaiê no repertório deste seu primeiro álbum. "Tudo tem a sua hora / De achar o que procura / Pra que se desesperar? / O coração verá / Viver é navegar / É só deixar fluir", receita em Deixar o Barco Ir em versos harmonizados com um piano límpido, mas sem clima solene ou camerístico. Ao encerrar o disco, com um libelo contra o conformismo e a insensibilidade, a canção Vocês dá o recado do artista e reitera que Dani Black tem o que dizer. E, com ou sem Maria Gadú, vai haver quem queira ouvir o que ele diz...

10 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Cantor e compositor paulista, filho de Tetê Espíndola com Arnaldo Black, Daniel Espíndola Black - o Dani Black - militou na cena indie ao longo dos anos 2000, inicialmente participando de discos e shows da mãe cantora. Aos poucos, Dani foi pavimentando seu caminho solo no circuito de shows de São Paulo (SP), cidade onde veio ao mundo em 1987. Apesar do empenho dos pais, o maior empurrão da carreira do artista foi dado por Maria Gadú em 2010. Dani integra a turma de artistas novatos que dividiram o palco com Gadú na gravação do Multishow ao Vivo da cantora. Dani teve então a oportunidade de mostrar Aurora, música de sua lavra, um dos temas autorais que figuram no primeiro disco de Dani, ainda inédito. A julgar pela batida funkeada de Devagarinho e pelo suingue de Pega de Jeito, Dani vai debutar no mercado fonográfico com álbum embebido do balanço pop black sem se enquadrar no escaninho do funk e do soul. O disco é pautado pelo suingue, que, no caso de Como as Coisas São, vem sobretudo do piano. Como cantor, Dani tem voz que se adapta bem às quebradas de temas como Brincadeira. Em rotação mais lenta, Miragem propõe viagem romântica sem escalas e dores. Canção estruturada no violão, Vem já soa mais chorosa. Em qualquer tom, músicas como Me Enlouquece e Juntos Outra Vez revelam um compositor de personalidade que não parece estar seguindo a fórmula do sucesso. Em bom português, Dani Black não é a versão masculina de Maria Gadú e tampouco há um Shimbalaiê no repertório deste seu primeiro álbum. "Tudo tem a sua hora / De achar o que procura / Pra que se desesperar? / O coração verá / Viver é navegar / É só deixar fluir", receita em Deixar o Barco Ir em versos harmonizados com um piano límpido, mas sem clima solene ou camerístico. Ao encerrar o disco, com um libelo contra o conformismo e a insensibilidade, a canção Vocês dá o recado do artista e reitera que Dani Black tem o que dizer. E, com ou sem Maria Gadú, vai haver quem queira ouvir o que ele diz...

CN disse...

Este menino eu literalmente vi nascer e acompanhei todos os primeiros passos. É de uma sensibilidade toda especial, doce, viril, cara própria e o recado é delicado e muito intenso. Ele vem com força! Todo o sucesso, reconhecimento e serenidade é o que desejo ao Dani. Carlos Navas

CN disse...

Este menino eu literalmente vi nascer e acompanhei todos os primeiros passos. É de uma sensibilidade toda especial, doce, viril, cara própria e o recado é delicado e muito intenso. Ele vem com força! Todo o sucesso, reconhecimento e serenidade é o que desejo ao Dani. Carlos Navas

Renan disse...

Dani tem cada letra/melodia linda!
Uma delas é Oração, grava por Tatiana Parra, que diz "Peço aos céus para me proteger/e eu não hei de ceder/ao vazio desses dias iguais".

Jhuninho disse...

Já o vi se apresentar, e como músico, digo que sinto a alma pulsando no que ele faz!!! Não se trata de uma busca pelo sucesso, não se trata de ser reconhecido, ele apenas quer transpor toda essa sintonia que a música oferece, e nos dar a oportunidade de harmonizar a nossa vida, senão alguns momentos, pela sutileza de todas as notas, e palavras que jogadas em versos, ou isoladamente, nos traz essa sensação do quão bom é viver e não apenas existir. Parabéns Dani...vc merece.

Junior Toddy

bruna disse...

Dani arrasa muito!!!

Maya disse...

Num guento mais esperar por esse cd!

Ele merece todo sucesso. Talentoso demais!

Denilson Santos disse...

Dani Black é tudo de bom... Só não entendi o "gravadora a definir". Achei que ele já tinha fechado com uma major... Pelo visto, as gravadoras estão perdendo a oportunidade mais uma vez...

abração,
Denilson

Je Tavares disse...

Vi há alguns anos o menino tocando e acompanhei sua disciplina e seu amadurecimento musical. Ouvi suas músicas em primeira mão, com seus pais, amados amigos, numa noite de lua cheia à beira do mar. O cenário foi dispensado, porque fehei os olhos para mergulhar na melodia, na voz e na poesia maravilhosa desse talento! Desejo a ele o sucesso merecido!

Je Tavares disse...

Vi há alguns anos o menino tocando e acompanhei sua disciplina e seu amadurecimento musical. Ouvi suas músicas em primeira mão, com seus pais, amados amigos, numa noite de lua cheia à beira do mar. O cenário foi dispensado, porque fehei os olhos para mergulhar na melodia, na voz e na poesia maravilhosa desse talento! Desejo a ele o sucesso merecido!