Mauro Ferreira no G1

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Valéria posa em frente à casa em que Clara nasceu na capa de CD-tributo

Com lançamento programado para julho de 2013, o oitavo CD da cantora potiguar Valéria Oliveira, Em águas claras - Homenagem a Clara Nunes, expõe na capa uma foto da artista em frente à casa onde Clara Nunes (1942 - 1983) nasceu, na cidade mineira de Caetanópolis. A arte gráfica do disco - registro de estúdio de show estreado por Valéria em 2011 - é assinada pelo artista plástico potiguar Jorge Henrique. Nas 17 faixas do disco, gravado entre Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN), a cantora combina vários sucessos de Clara, como O mar serenou (Candeia, 1975) e O canto das três raças (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, 1976), com músicas menos ouvidas do repertório da Guerreira - casos de À flor da pele (Maurício Tapajós, Paulo César Pinheiro e Clara Nunes, 1977), Alvoroço no sertão (Aldair Soares e Raymundo Evangelista, 1976), Apenas um adeus (Edil Pacheco, Paulinho Diniz e Roque Ferreira, 1979) e Puxada de rede do Xaréu (Maria Rosita Salgado Goes, 1971). A produção do CD é de Rildo Hora.

26 comentários:

Mauro Ferreira disse...

Com lançamento programado para julho de 2013, o oitavo CD da cantora potiguar Valéria Oliveira, Em águas claras - Homenagem a Clara Nunes, expõe na capa uma foto da artista em frente à casa onde Clara Nunes (1942 - 1983) nasceu, na cidade mineira de Caetanópolis. A arte gráfica do disco - registro de estúdio de show estreado por Valéria em 2011 - é assinada pelo artista plástico potiguar Jorge Henrique. Nas 17 faixas do disco, gravado entre Rio de Janeiro (RJ) e Natal (RN), a cantora combina vários sucessos de Clara, como O mar serenou (Candeia, 1975) e O canto das três raças (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte, 1976), com músicas menos ouvidas do repertório da Guerreira - casos de À flor da pele (Maurício Tapajós, Paulo César Pinheiro e Clara Nunes, 1977), Alvoroço no sertão (Aldair Soares e Raymundo Evangelista, 1976), Apenas um adeus (Edil Pacheco, Paulinho Diniz e Roque Ferreira, 1979) e Puxada de rede do Xaréu (Maria Rosita Salgado Goes, 1971). A produção do CD é de Rildo Hora.

Marcelo Barbosa disse...

Aonde que À Flor da Pele é uma das menos ouvidas, Mauro? Nem eu já aguento mais ouvir de tanto que já regravaram!
Na boa, o principal problema é que regravam sempre as mesmas músicas (ainda mais numa discografia que só temos 16 discos). O dia que descobrirem o lado B da Guerreira talvez farão um disco mais digno e menos comercial. Do contrário, hajam regravações mais do mesmo.

Sweet Kiwi disse...

MAIS UMA? Ninguém aguenta mais!
Cadê todo material relançado e inédito da Clara nas lojas? Faz mais de 1 ano que estão prometendo, acho que já deu tempo de resover todas as pendengas não? E não me venham argumentar que é por causa da transição EMI/Universal, porque isso é balela! A EMI continua botando produtos na praça, aqui no brasil a junção ainda não foi feita.

Rafael M. disse...

Ansioso para ouvir tão brevemente esse disco!!! Valéria é uma ótima cantora.

Tombom disse...

Gostei da capa e do título escolhido ("em águas claras") — tomara que o conteúdo (mesmo que, de certa forma, "batido"...) combine com o grande legado da Guerreira mineira.

RURIK VARDA disse...

Todas querem prestar homenagem a Clara. Qualquer cantora que deseja virar gente grande, aponta para essa direção. Foi muito mais que intéprete de um gênero só. Clara é única.

Rafael M. disse...

Como disse no comentário anterior que estranhamente não foi publicado, acho a Valéria uma excelente cantora e sou fã dela e de seu trabalho. Pena saber que a casa onde Clara nasceu está em péssimo estado de conservação. O governo de Minas deveria comprar esta casa e restaurá-la para servir de um memorial dedicado a cantora. Os fãs dela espalhados Brasil afora agradeceriam. Mas infelizmente o Brasil é um país que na maioria das vezes não reverencia os seus artistas e não lhes dão o devido valor... Que alguém e que o Ministério da Cultura possa tão brevemente esse quadro triste da realidade musical brasileira.

Roberto de Brito disse...

Embora eu sempre prefira o original, Clara merece todas as homenagens! Entre as sambistas, é a única que fez escola!

Roberto de Brito disse...

"À flor da pele" muito regravada? Só se for "O que será (À flor da pele)", de Chico Buarque!

Marcelo Barbosa disse...

Sim! Alcione regravou, Fafá de Belém, Angela Maria, .....
Já deu!
E fez escola de quê? Só se for sob o aspecto da religiosidade. Ficou bitolada nos terreiros.
Clara cantou jongo? Cantou pagode? (Não o deturpado, refiro-me ao original!) Ela simplesmente ESNOBOU o som do Cacique de Ramos, não força! Talvez por despeito, visto que Alcione, Roberto Ribeiro, Martinho, João e TODOS os grandes da época aderiram.

Dido Borges disse...

Marcelo Barbosa desconhece o repertório de Clara. Dizer que ela ficou bitolada nos terreiros é pra quem não conhece sua discografia.
Por que ela teria de ter gravado o som do Cacique de Ramos?
Sua obra é tão grandiosa que ninguém sente falta.
Ouça, pelo menos, o último disco, Nação. É apenas um aperitivo.

Marcelo Barbosa disse...

Desconheço? KKKKKKKKKKKKKKKK
Eu tenho TODOS os lp's (a exceção dos três primeiros discos que acho breguíssimos) e cd's (todos"). Não força!

Roberto de Brito disse...

Marcelo, como sempre equivocado!
Citou 03 gravações de "À flor da pele" para justificar sua opinião de que a música muito foi muito regravada! O que será que ele vai dizer então de "Garota de Ipanema"?
De todas as sambistas, Clara Nunes é a única que influenciou novas cantoras. Basta ver Marisa Monte Mariene de Castro e a quantidade de tributos que novas cantoras tem prestado a ela.
Quanto às sua críticas sobre o repertório de Clara, até Beth Carvalho já foi beber na fonte desse repertório! Já o contrário, nunca aconteceu!
E para uma cantora que gravou Chico Buarque, João Bosco, Cartola, Nélson Cavaquinho, Dona Ivone Lara, João Nogueira e Paulinho da Viola, entre tantos outros, sentir falta do Cacique de Ramos só pode ser brincadeira ou despeito!

Marcelo Barbosa disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Faz-me rir! E onde entra Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz,....? Vou citar até alguns mais antigos: Argemiro? Manacéa? Chico Santana (integrantes da Velha Guarda da Portela que ela "amadrinhava")? Carlos Cachaça? Nelson Sargento?
Discografia "impecabilíssima"! A Beth está bêbada até agora! rs

Roberto de Brito disse...

Se ela está bêbada, eu não sei! Sei que estava bem lúcida nas 07 vezes em que foi pescar pérolas no repertório de Clara! Sinal de que ela não compartilha da sua opinião!

Marcelo Barbosa disse...

A Beth nunca foi procurar samba em terreiros pelo que me consta. Ela vai atrás AINDA hoje de rodas de samba, sobe o morro, vai aos subúrbios, é antenada com novos compositores, ...., não dependia de garimpeiros e muito menos de maridos-produtores. Beber da fonte da Clara Nunes? Não força! Gravavam os mesmos compositores, que mal há nisso?

Roberto de Brito disse...

Eu não discuto, eu argumento! O que Beth Carvalho gravou do repertório de Clara Nunes já poderia render o cd: "Beth Carvalho canta Clara Nunes":

Palhaço
Juízo final
Minha festa
Êh baiana
Coração leviano
Sempre mangueira
Iracema

Sem falar em "Portela na avenida" que ela gravou no cd de Selma Reis!

Marcelo Barbosa disse...

Primeiramente PALHAÇO é do repertório de DALVA DE OLIVEIRA e de autoria de NELSON CAVAQUINHO! Grande parte das músicas citadas pelo senhor também pertencem ao Nelson e a mesma quis fazer um disco tributo ao seu mestre, portanto, nada mais justo, até porque no subconsciente coletivo a maior intérprete do referido compositor chama-se: Beth Carvalho e não Clara Nunes.
Quanto ao Portela na Avenida o convite foi feito pela artista, não foi Beth quem escolheu cantar. De certa forma nada mais justo também, pois Beth gravou praticamente TODOS os compositores da Velha Guarda da Escola, dando aos mesmos os seus grandes sucessos.

Marcelo Barbosa disse...

E coração leviano foi gravado primeiramente pelo autor, Paulinho da Viola.

Roberto de Brito disse...

Que os grandes clássicos do Nélson foram gravados por Clara, isso é público e notório!
Que Beth recorreu ao repertório de Clara 07 vezes, isso eu já provei!
O resto é conversa fiada!

Marcelo Barbosa disse...

Os carros chefes do Nelson chamam-se: Folhas Secas e A Flor e o Espinho. NENHUMA dessas gravadas pela Clara Nunes.
O resto não é conversa fiada, mas sim, chororô dos fanáticos.

Dido Borges disse...

Marcelo,
se vc todos os cd´s, parabéns!
Mas ouça-os.
Quer algumas dicas pra vc entender o que é afinação e extensão vocal?

Umas e Outras
Basta Um Dia
Sagarana
Zambelê
Fuzuê
O Mais Que Perfeito
Alvoroço no Sertão
Uricuri
Esse Meu Cantar
Jogo de Angola
Moeda
e tantas outras.

Clara é uma cantora com C maiúscula.
E como dizia o Maestro Sivuca: " uma cantora de possibilidade ilimitada".

Além disso é muito linda!


Roberto de Brito disse...

Dido, não é à toa que Clara foi a única sambista citada por Chico Buarque na música "Paratodos", onde ele homenageou todos os grandes da MPB! A primeira cantora a vender discos no Brasil não poderia ser esquecida!

Marcelo Barbosa disse...

E o que isso tem a ver, filho? Não questionei nada disso.
E realmente era bonita, mas também não era nenhuma maravilha. Linda é a Roberta Sá.

Roberto de Brito disse...

Pra que perder tempo com opiniões de leigos, se podemos ouvir quem entende do assunto?

“Sempre fui apaixonado pela voz de Clara. O que mais me impressionou foi o dia em que a conheci: voz e aparência, uma união perfeita. Nunca tinha visto nada igual. Ela era uma pessoa maravilhosa, expressiva! (Chico Buarque)

"Ela transmitia paz”. (Marisa Monte)

“Ela sempre foi diferente. Já chegava arrebentando. Chegava, chegando. Clara não tinha com que se preocupar, era sucesso garantido. Tinha luz própria”. (Nana Caymmi)

E como dizia Aracy de Almeida: "Estamos conversados."


Káyon disse...

Por falar em Clara, ouvi outro dia sua interpretação para "Manhã de Carnaval". Que timbre lindo, que emissão macia, que afinação!! Lindo de chorar.