Mauro Ferreira no G1

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Pausas, repetições e problemas técnicos esmaecem gravação de Paula

Crônica de gravação de DVD
Título: Multishow ao vivo Paula Fernandes
Artista: Paula Fernandes (em foto de Roberto Filho, da Ag. News)
Local: HSBC Arena (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 8 de junho de 2013
Cotação: * *

"Não rolou a saia... Agora também não quero mais". O comentário irritado feito por Paula Fernandes no palco da HSBC Arena, diante das oito mil pessoas que foram assistir ao show feito pela artista mineira no Rio de Janeiro (RJ) em 8 de junho de 2013, traduziu o clima de impaciência que dominou a gravação ao vivo do CD, DVD e blu-ray Multishow ao vivo Paula Fernandes. A saia a que a cantora se referiu no comentário era o adereço cênico que a equipe técnica da gravação não conseguiu pôr no palco durante a música Mineirinha ferveu (Paula Fernandes e Zezé Di Camargo). Detalhe que ampliou a tensão que pontuou um show que tinha tudo para ser festivo. Problemas técnicos (sobretudo com o telão de LED posicionado atrás do cenário bucólico que evocava uma propriedade rural), atrasos (geradores de vaias antes do início do show) e repetições de músicas por conta de questões técnicas tornaram arrastado o segundo registro ao vivo de show da cantora e compositora mineira, campeã de vendas no segmento sertanejo pop. Foi tudo tão atribulado que o cocô feito no palco pelo cavalo Ciclone - convidado das músicas ruralistas Jeito de mato (Maurício Santini e Paula Fernandes) e Céu vermelho (Paula Fernandes) - foi apenas mais um contratempo da gravação, que totalizou quatro horas. Embora a cantora tenha reciclado autênticas músicas sertanejas com os convidados Roberta Miranda (A majestade o sabiá, tema da própria Roberta) e Zezé Di Camargo & Luciano (Coração na contramão, parceria de Zezé com César Augusto), em números que se destacaram ao longo da gravação, inéditas autorais como Cartas no porão, Mistérios do tempo e Não fui eu sinalizaram que Paula vai permanecer dentro dos limites de sua roça pop. São músicas que seguem o estilo de sucessos como Sem você (Paula Fernandes e Victor Chaves) - lançado pela artista no CD Canções do vento sul (Sonhos e Sons, 2005) - e Se o coração viajar (Paula Fernandes), ambos rebobinados no roteiro. Seguindo com afinco a cartilha do sertanejo pop, a cantora apresentou também tema forrozeiro, Se liga, entre sucessos como Sensações (Paula Fernandes). Pena que as sucessivas atribulações da gravação - a impressão é a de que não houve tempo suficiente para ensaio no palco da arena carioca - dinamitaram a fluência do show. Demoradas trocas de figurinos - alguns inacreditáveis... - e frases feitas para acalmar os ânimos do público contribuíram para esmaecer a chata gravação ao vivo. Aparentemente fora de sintonia com o diretor do DVD, a mineirinha ferveu em cena.

5 comentários:

Mauro Ferreira disse...

"Não rolou a saia... Agora também não quero mais". O comentário irritado feito por Paula Fernandes no palco da HSBC Arena, diante das oito mil pessoas que foram assistir ao show feito pela artista mineira no Rio de Janeiro (RJ) em 8 de junho de 2013, traduziu o clima de impaciência que dominou a gravação ao vivo do CD, DVD e blu-ray Multishow ao vivo Paula Fernandes. A saia a que a cantora se referiu no comentário era o adereço cênico que a equipe técnica da gravação não conseguiu pôr no palco durante a música Mineirinha ferveu (Paula Fernandes e Zezé Di Camargo). Detalhe que ampliou a tensão que pontuou um show que tinha tudo para ser festivo. Problemas técnicos (sobretudo com o telão de LED posicionado atrás do cenário bucólico que evocava uma propriedade rural), atrasos (geradores de vaias antes do início do show) e repetições de músicas por conta de questões técnicas tornaram arrastado o segundo registro ao vivo de show da cantora e compositora mineira, campeã de vendas no segmento sertanejo pop. Foi tudo tão atribulado que o cocô feito no palco pelo cavalo Ciclone - convidado das músicas ruralistas Jeito de mato (Maurício Santini e Paula Fernandes) e Céu vermelho (Paula Fernandes) - foi apenas mais um contratempo da gravação, que totalizou quatro horas. Embora a cantora tenha reciclado autênticas músicas sertanejas com os convidados Roberta Miranda (A majestade o sabiá, tema da própria Roberta) e Zezé Di Camargo & Luciano (Coração na contramão, parceria de Zezé com César Augusto), em números que se destacaram ao longo da gravação, inéditas autorais como Cartas no porão, Mistérios do tempo e Não fui eu sinalizaram que Paula vai permanecer dentro dos limites de sua roça pop. São músicas que seguem o estilo de sucessos como Sem você (Paula Fernandes e Victor Chaves) - lançado pela artista no CD Canções do vento sul (Sonhos e Sons, 2005) - e Se o coração viajar (Paula Fernandes), ambos rebobinados no roteiro. Seguindo com afinco a cartilha do sertanejo pop, a cantora apresentou também tema forrozeiro, Se liga, entre sucessos como Sensações (Paula Fernandes). Pena que as atribulações da gravação - a impressão é a de que não houve tempo suficiente para ensaio no palco da arena carioca - dinamitaram a fluência do show. Demoradas trocas de figurinos - alguns inacreditáveis - e frases feitas para acalmar os ânimos do público contribuíram para esmaecer a chata gravação ao vivo. Aparentemente fora de sintonia com o diretor do DVD, a mineirinha ferveu em cena.

Coisas do Sertão disse...

Emanuel Andrade

Simplesmente surreal, a música, o figurino a figura.

Eduardo Cáffaro disse...

kkkkkkkkkkkkkk, sabe o que irrita é achar que tudo é feito nas coxas. Uma super produção, leva tempo, ensaios, como qualquer artista profissional do mundo. Aqui querem fazer uma super produção para gravar um DVD. Depois vc vai assistir o show na sua cidade e não tem NADA do que foi gravado. Fora que os figurinos são horríveis, a cantora é chata, e tudo soa forçado. Pelo jeito somente o cocô do cavalo foi autêntico. Passo.

Douglas Araújo disse...

4 HORAS ASSISTINDO UM SHOW DA PAULA FERNANDES????? Mauro, meu filho, pode cair na esbórnia, pq depois dessa tortura, todos os seus pecados, passados e futuros, estão compensados.

Káyon disse...

Ciclone nada disse, mas falou tudo.