♪ Repleta de clichês nos versos que promovem a integração nacional, a música é fraca e pobre. Se fosse entrar numa competição musical, dificilmente ganharia uma medalha. Mas a intenção é boa. Por iniciativa da empresa Musickeria, Baby do Brasil, Rogério Flausino e Sérgio Mendes - em foto de Guto Costa - se uniram para gravar música inédita, Se ligaê, composta para animar o Brasil para a disputa das Olimpíadas programadas para agosto deste ano de 2016 na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O clipe da música foi gravado hoje, 10 de junho, no Rio de Janeiro (RJ), claro, cidade-sede dos jogos de 2016.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
Mostrando postagens com marcador Baby do Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baby do Brasil. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 10 de junho de 2016
terça-feira, 15 de março de 2016
Baby dá voz a 'Malandro' no 'Sambabook' que sai em julho com ode a Aragão
♪ Samba que projetou Jorge Aragão como compositor há 40 anos, na voz de Elza Soares, Malandro (Jorge Aragão e Jotabê, 1976) ganha registro de Baby do Brasil. Coube a Baby cantar Malandro na primeira participação no Sambabook, projeto da empresa Musickeria. Na quinta edição do projeto multimídia, o Sambabook celebra a obra do carioca Jorge Aragão. Previsto para ser lançado em julho deste ano de 2016, em diversas plataformas (CD duplo, DVD, blu-ray, especial de TV no Canal Brasil, livro discobiográfico, fichário com partituras, ambiente web com portal e redes sociais, além de aplicativos para smartphones e tablets), o Sambabook Jorge Aragão vai apresentar gravações inéditas do cancioneiro autoral do compositor de Toque de malícia (Jorge Aragão, 1984), samba revivido por Lenine, frequentador entusiasmado das rodas de samba promovidas pelo bloco Cacique de Ramos no início da década de 1980. Com direção geral de Bruno Murtinho, direção artística de Afonso Carvalho e produção musical de Alceu Maia, o Sambabook Jorge Aragão traz no elenco nomes como Ivan Lins - intérprete de Alvará (Jorge Aragão, 1992) - e Maria Rita, que gravou Do fundo do nosso quintal (Jorge Aragão e Alberto Souza, 1987), samba que já cantava no show Coração a batucar. Bamba do samba projetado na geração de pagodeiros do Cacique de Ramos, Zeca Pagodinho deu voz a Quintal do céu, parceria de Aragão com Wilson Moreira lançada há 30 anos pelo próprio Zeca no primeiro álbum solo, Zeca Pagodinho (RGE, 1986). Já Martinho da Vila pôs voz em outro samba de 1986, Coisa de pele (Jorge Aragão e Acyr Marques), hino da geração pagodeira revelada nos anos 1980. As gravações do Sambabook Jorge Aragão - que tiveram intervenções de Anitta em Coisinha do pai (Jorge Aragão, Almir Guineto e Luiz Carlos Chuchu, 1979), de Elza Soares em Identidade (Jorge Aragão, 1992) e de Emicida em Moleque atrevido (Jorge Aragão, Flávio Cardoso e Paulinho Resende, 1998) - foram realizadas na primeira quinzena deste mês de março de 2016 na Grande Sala da Fundação Cidade das Artes, no Rio de Janeiro (RJ).
terça-feira, 9 de junho de 2015
DVD 'Baby sucessos' eterniza o milagre musical da 'menina' que ainda dança
♪ EDITORIAL - Mesmo que tenha chegado ao mercado fonográfico como um registro tardio, já que o show Baby sucessos estreou em outubro de 2012, foi gravado ao vivo em janeiro de 2014 e virou DVD (acoplado com CD na edição dupla recém-posta nas lojas pela gravadora Coqueiro Verde Records) somente neste primeiro semestre de 2015, Baby sucessos - A menina ainda dança é a prova de um milagre musical. Antes de a volta da cantora e compositora fluminense ao universo pop ter sido anunciada, após anos de reclusão e opção por dar voz a um cancioneiro evangélico, nem o mais fervoroso cristão punha fé numa apresentação pop cheio de viço, de juventude - mesmo com a cantora tendo 60 anos na ocasião da estreia nacional do show - e de vigor. Com a voz tinindo, Baby do Brasil dissipou dúvidas e deu belo testemunho de fé na brasilidade pop que rege sua música secular desde os anos 1970. Eternizado em DVD com as participações de Caetano Veloso (presente já na estreie nacional), Dadi e Jorginho Gomes, Baby sucessos poderia ter sido um show nostálgico, pálido, expondo em cena uma xerox do que Baby tinha sido um dia quando seu sobrenome artístico ainda era Consuelo. Mas Jesus operou o milagre musical - para usar um termo recorrente no dicionário dos evangélicos - e Baby ressurgiu cósmica, telúrica, alegre, para cantar um repertório que, afinal, pregava a paz e o amor sob a luz do positivismo. A presença fundamental do filho Pedro Baby - guitarrista e capitão de banda que, na gravação ao vivo do show feita na casa carioca Imperator, teve Antonio China na percussão, Betão Aguiar (filho do novo baiano Paulinho Boca de Cantor) no baixo, Carlos Darci (da atual banda Black Rio) no trombone, Maicon Lopes no trompete, Pedro Milman no teclado e Renato Brasa na bateria - impediu que os arranjos soassem mofados, datados, com ranços do passado. De todo, a reverência à arquitetura original de músicas como o samba Lá vem o Brasil descendo a ladeira (Moraes Moreira e Pepeu Gomes, 1979) e a balada Sem pecado e sem Juízo (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1985). Fiel ao seu título, Baby sucessos é um show de hits que, mesmo tardiamente, merecia ter sido perpetuado em registro audiovisual após ter percorrido o Brasil. Baby do Brasil continua em cena, já admite até a possibilidade de uma nova reunião do grupo Novos Baianos - cujo repertório contribui decisivamente para o forte poder de sedução do roteiro do show - e fala até mesmo em disco de inéditas. Que assim seja! A caminho dos 63 anos, a serem completados em 18 de julho de 2015, a menina ainda dança e canta com a gana e o viço de seus 20 e poucos anos. Glória a Deus!!
sexta-feira, 6 de março de 2015
Filha de Baby, Zabelê volta à cena com CD solo produzido por Domenico
♪ Uma das filhas de Baby do Brasil, projetada no universo pop brasileiro como integrante do trio SNZ (1997 - 2009), Zabelê Gomes inicia sua discografia solo neste mês de março de 2015 com a edição de seu primeiro álbum, Zabelê. No disco, produzido por Domenico Lancellotti, a cantora e compositora dá voz a dez músicas inéditas, todas assinadas por nomes da cena contemporânea brasileira. Prática (André Carvalho), Céu (Zabelê, Pedro Sá e Domenico Lancellotti), Enquanto desaba o mundo (Kassin), Atenção (Marcelo Callado e Quito Ribeiro), Colado (Alberto Continentino e Domenico Lancellotti), Na Paz (Luísa Maita), Nossas noites (Alberto Continentino e Domenico Lancellotti), Cara de cão (Gustavo Benjão e Domenico Lancellotti), Livre (Domenico Lancellotti) e Sabadá (Rubinho Jacobina) são as dez músicas do disco, cuja capa exibe (bela) arte assinada por Domenico Lancellotti. O álbum Zabelê chega ao mercado fonográfico em boa edição da Pommelo.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Capa do primeiro DVD de Baby do Brasil é assinada por Giovanni Bianco
♪ Programado para chegar ao mercado fonográfico entre março e abril de 2015, em edição da gravadora Coqueiro Verde Records, o primeiro DVD de Baby do Brasil, Baby sucessos - A menina ainda dança, tem capa assinada pelo carioca Giovanni Bianco, designer e diretor de arte de ascendência italiana radicado em Nova York (EUA) e projetado em escala mundial no universo pop nos anos 2000 por conta da criação de capas de álbuns de Madonna. No Brasil, Bianco assinou capas de cantoras como Ivete Sangalo, Marina Lima (visionária ao apostar na arte de Bianco ainda nos anos 1990), Marisa Monte e Roberta Sá. O DVD Baby sucessos - A menina ainda dança perpetua o show que estreou em outubro de 2012, no Rio de Janeiro (RJ), e que marcou a volta da cantora fluminense Baby do Brasil ao mercado de música pop após anos de imersão exclusiva no universo evangélico. A gravação ao vivo foi realizada em 31 de janeiro de 2014 em apresentação do show Baby sucessos na casa Imperator, na mesma cidade do Rio de Janeiro onde o show foi apresentado pela primeira vez, antes de sair em vitoriosa turnê pelo Brasil.
sábado, 13 de dezembro de 2014
DVD com o show de sucessos de Baby sai em 2015 via Coqueiro Verde
♪ Show de Baby do Brasil que estreou em 31 de outubro de 2012, no Rio de Janeiro (RJ), Baby sucessos vai ganhar - enfim - edição em DVD. A gravação ao vivo - realizada em 31 de janeiro de 2014, na casa de shows Imperator, também no Rio de Janeiro (RJ) - vai chegar ao mercado fonográfico no primeiro semestre de 2015 através da gravadora carioca Coqueiro Verde Records. Baby Sucessos - A menina ainda dança é o título do DVD que perpetua o show que trouxe a cantora fluminense de volta ao universo pop após anos de total dedicação ao repertório evangélico.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Com 'prazer dos céus', Baby grava ao vivo, enfim, seu show de sucessos
Um ano e três meses separam a primeira apresentação do show Baby sucessos - estreado pela cantora e compositora fluminense Baby do Brasil no Rio de Janeiro (RJ) em 31 de outubro de 2012 - de sua gravação ao vivo para edição de CD e DVD. Contudo, pelo que se viu e ouviu no palco do Imperator na noite de 31 de janeiro de 2014, o show continua tinindo e trincando, tendo retornado à cidade do Rio de Janeiro (RJ) sem perda do viço e da energia. "É um prazer dos céus estar aqui com vocês", disse a artista para a plateia que fez coro em boa parte dos hits enfileirados no roteiro de 17 músicas (duas foram repetidas no bis). Convidado da estreia nacional de Baby sucessos, o cantor e compositor baiano Caetano Veloso repetiu sua afetiva participação no show para registrar os duetos com a cantora em Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) e em Acabou chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - números repetidos no bis sem as longas falas que pontuaram os primeiros takes das músicas. Adereço do figurino carnavalizante, o cocar indígena posto em Todo dia era dia de índio (Jorge Ben Jor, 1981) - como visto na foto de Rodrigo Amaral - foi uma das novidades da apresentação gravada ao vivo pela equipe comandada pela empresária Paula Lavigne. Integrantes da formação original do grupo Novos Baianos, o baixista carioca Dadi Carvalho e o baterista baiano Jorginho Gomes entraram em cena em Mistério do planeta (Moraes Moreira e Galvão, 1972), música ouvida em solo vocal feito no bis pelo guitarrista Pedro Baby, diretor do show e filho da cantora com o cantor, compositor e guitarrista baiano Pepeu Gomes. Nesse bloco final, feito em homenagem a Pepeu, como frisou Baby, Pedro também solou Mil e uma noites de amor (Baby Consuelo, Pepeu Gomes e Fausto Nilo, 1985), com backing vocals da mãe, em forma como cantora aos 61 anos. Eis o roteiro seguido por Baby do Brasil na gravação ao vivo do show Baby sucessos:
1. Seus olhos (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1982)
2. Telúrica (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1981)
3. Tinindo trincando (Moraes Moreira e Galvão, 1972)
4. Sem pecado e sem juízo (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1985)
5. Planeta Vênus (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Riroca Gomes, 1982)
6. Lá vem o Brasil descendo a ladeira (Moraes Moreira e Pepeu Gomes, 1979)
7. Um auê com você (Baby Consuelo, 1981)
8. Minha oração (Baby do Brasil, Oswaldinho do Acordeom e Pepeu Gomes, 1980)
9. Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) - com Caetano Veloso
10. Acabou chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - com Caetano Veloso
11. Sorrir e cantar como Bahia (Moraes Moreira e Galvão, 1973) - com Pedro Baby
12. Cósmica (Baby do Brasil, 1982)
13. Todo dia era dia de índio (Jorge Ben Jor, 1981)
14. A menina dança (Moraes Moreira e Galvão, 1972)
Bis:
15. Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) - com Caetano Veloso
16. Acabou chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - com Caetano Veloso
17. Mistério do planeta (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - Pedro Baby
18. Mil e uma noites de amor (Baby Consuelo, Pepeu Gomes e Fausto Nilo, 1985) - Pedro Baby
19. Masculino e feminino (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Didi Gomes, 1983)
20. Barrados na Disneylândia (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Riroca Gomes, 1984)
Baby volta a fazer dueto com Caetano ao gravar seu show de sucessos
De volta à cena e ao universo pop, Baby do Brasil dividiu mais uma vez o palco com Caetano Veloso. Convidado da estreia nacional do show Baby sucessos, realizada em outubro de 2012 no Rio de Janeiro (RJ), o cantor e compositor baiano bisou sua participação na gravação ao vivo do show em que a cantora fluminense rebobina todos os hits que acumulou ao longo dos anos 1970 e 1980, como integrante do grupo Novos Baianos e em carreira solo. Como na estreia, Caetano e Baby cantaram juntos Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) e Acabou chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972), mas, dessa vez, Farol da Barra (Caetano Veloso e Galvão, 1978) não fez parte do dueto, captado para edição de CD e DVD na apresentação de Baby sucessos na casa Imperator, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 31 de janeiro de 2014. A foto de Rodrigo Amaral flagra um instante feliz do afetuoso reencontro dos artistas no palco.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Baby enfim vai gravar ao vivo seu show de sucessos, no Rio, em janeiro
Baby do Brasil vai, enfim, fazer a gravação ao vivo de seu aclamado show Baby sucessos, cuja estreia nacional aconteceu em 31 de outubro de 2012, no Rio de Janeiro (RJ), dentro da programação do evento Vivo open air. Como a cantora fluminense anunciou em recente entrevista dada ao programa do apresentador Jô Soares (exibida pela TV Globo neste mês de novembro de 2013), a gravação ao vivo será feita no Imperator, no Rio de Janeiro (RJ), em 31 de janeiro de 2014. Atração da estreia da turnê nacional, a participação de Caetano Veloso em Menino do Rio (1979) - a canção de Caetano que Baby cantou em disco de 1979, em registro propagado em escala nacional na abertura da novela Água viva (TV Globo, 1980), ora reprisada pelo Canal Viva - está confirmada na gravação do DVD, o primeiro da discografia da artista. A rigor, o show Baby sucessos já havia sido gravado em maio de 2013 pela MTV e exibido (parcialmente) em junho pela emissora no terceiro programa da série Estúdio MTV. Contudo, embora disponível na internet, essa gravação nunca foi comercializada. Clique aqui para ler a resenha do show em que Baby do Brasil - em foto de Rodrigo Amaral - prega paz e amor ao revisitar sucessos como popstora. E clique aqui para saber o roteiro original do show.
sábado, 21 de setembro de 2013
Roberta dá rolê pelo 'Rock in Rio' para evocar Baby com Moraes e Pepeu
Resenha de show - Rock in Rio 2013
Título: Moraes Moreira + Pepeu Gomes + Roberta Sá
Artistas: Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Roberta Sá
Local: Palco Sunset - Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 21 de setembro de 2013
Foto: Divulgação Rock in Rio 2013 / Estácio - Jonathan Bramussi
Cotação: * * *
Título: Moraes Moreira + Pepeu Gomes + Roberta Sá
Artistas: Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Roberta Sá
Local: Palco Sunset - Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 21 de setembro de 2013
Foto: Divulgação Rock in Rio 2013 / Estácio - Jonathan Bramussi
Cotação: * * *
Em 2006, Roberta Sá se juntou com Pedro Luís e a Parede para gravar Dê um rolê (Moraes Moreira e Galvão, 1971) para a trilha sonora do filme Zuzu Angel (Brasil, 2006) em registro endurecido, sem o frescor que caracteriza o canto da artista potiguar . Sete anos depois, a cantora - cada vez mais desenvolta no palco - mostrou sua evolução ao cantar a mesma Dê um rolê no Palco Sunset do Rock in Rio 2013. O contexto foi bem especial. Roberta foi a convidada do show em que Moraes Moreira e Pepeu Gomes se reuniram para reviver sua produção autoral, sobretudo músicas do repertório do grupo Novos Baianos. A camisa vestida por Roberta - estampada com o rosto de Baby do Brasil - foi o recado sutil de que Novos Baianos sem Baby não é Novos Baianos, por mais que o suingue sangue bom do grupo pop tropicalista soe sempre irresistível. A participação de Roberta começou muito bem. Com jovialidade, a cantora fez dois solos vocais - em Dê um rolê e em Tinindo trincando (Moraes Moreira e Galvão, 1972), música associada a Baby e cantada por Roberta com especial vivacidade - que justificaram a expectativa em torno de sua participação no show. Feitos os dois solos, contudo, Roberta virou quase uma backing vocal de luxo de Moraes e Pepeu - cujas vozes, aliás, já se mostram desgastadas pelos efeitos do tempo. Tanto que, após uma Preta pretinha (Moraes Moreira e Galvão, 1972) levada muito mais pelo público do que pelos três cantores, Roberta esteve bastante dispersa em Eu também quero beijar (Moraes Moreira, Pepeu Gomes e Fausto Nilo, 1981), sucesso da carreira solo de Pepeu. Aliás, a lembrança de outra música da discografia individual de Pepeu, Um raio laser (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1982), resultou morna e dispensável, pois o show esquentou mesmo foi com os sucessos dos Novos Baianos, caso de A menina dança (Moraes Moreira e Galvão, 1972), outro número turbinado com o coro popular. Por mais que as vozes de Moraes e Pepeu já tenham perdido o viço, a parte musical do show se mostrou azeitada - o que justificou o revival do tema instrumental Um bilhete para Didi (Jorginho Gomes, 1972) e, em menor grau, o tributo a Jorge Mautner e a Nelson Jacobina (1954 - 2012) com o toque instrumental, sob o comando da afiada guitarra de Davi Moraes, de Maracatu atômico (1973), o maior sucesso da parceria de Mautner com Jacobina. Os solos hendrixianos da guitarra de Pepeu continuam incendiários. No fim, com Roberta Sá já de volta ao Palco Sunset, o samba Brasil pandeiro (Assis Valente, 1940) - rejeitado por Carmen Miranda (1909 - 1955), lançado com sucesso pelo grupo Anjos do Inferno e, 42 anos depois, novamente popularizado pelos Novos Baianos com o sagaz registro que abre o clássico álbum Acabou chorare (1972) - encerrou o show que exaltou o legado de uma gente bronzeada, pop e tropicalista que mostrou todo o seu (inestimável) valor em 1972.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
'Vivendo um amor com vocês', Baby refaz seu Carnaval de hits no Recife
O blog Notas Musicais cobre o Carnaval do Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Retrô 2012: Com sua voz tinindo, aos 60 anos, Baby volta a ser do Brasil
Foi coisa de Deus! Recolhida no templo da música evangélica desde 1999, a popstora Baby do Brasil voltou à cena aos 60 anos e, em púlpito pop armado no festival Vivo Open Air em 31 de outubro de 2012, deu seu testemunho de fé na brasilidade do repertório dos tempos em que adotava o nome artístico de Baby Consuelo. Sob as bençãos do filho Pedro Baby (com a cantora na foto de Rodrigo Amaral) e de Paula Lavigne, empresária do mágico show que já percorre o Brasil em turnê nacional e que vai ganhar registro em DVD ao longo de 2013, Baby voltou a ser do Brasil. Com a voz tinindo como na época da Consuelo, pregou paz e amor em show de hits.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Aos 60, com a voz tinindo, Baby dá testemunho de fé na sua brasilidade pop
Evento: Vivo Open Air
Título: Baby Sucessos
Artista: Baby do Brasil (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Jockey Club (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 31 de outubro de 2012
Cotação: * * * * *
Como se uma conjunção cósmica conspirasse a favor de sua volta à cena pop, Baby do Brasil fez retorno triunfal ao repertório dos tempos de Baby Consuelo no show Baby Sucessos, atração mais esperada da programação 2012 do Vivo Open Air, evento que mistura cinema e música no Jockey Club do Rio de Janeiro (RJ). Foi um show memorável, à altura do culto midiático armado em torno dessa ansiada volta. Aos 60 anos, completados em 18 de julho de 2012, Baby estava recolhida ao universo da música evangélica desde 1999. Contudo, por obra e graça do Senhor e do filho da artista, o guitarrista Pedro Baby, a cantora desceu do púlpito e pregou para um público jovial as mensagens de paz, amor e alegria que, sim, já existiam no cancioneiro propagado nos anos 70 e 80 por Baby. Com a voz tinindo, a intérprete mostrou que conserva a mesma vivacidade e a mesma brasilidade pop evidenciadas desde que integrava o grupo Novos Baianos. Cósmica e telúrica, Baby transcendeu rótulos, tirou do baú da Consuelo pouco ouvidas canções que nem destoariam do repertório de cantoras evangélicas - casos de Minha Oração (Baby do Brasil, Oswaldinho do Acordeom e Pepeu Gomes, 1980), do rock-funk Paz e Amor (Baby do Brasil, Didi Gomes e Pepeu Gomes, 1981) e de Seus Olhos (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1982) - e caiu no suingue atemporal do repertório dos Novos Baianos. Os arranjos da banda capitaneada por Pedro Baby - com Donatinho nos teclados, Betão Aguiar (filho do Novo Baiano Paulinho Boca de Cantor) no baixo, Maicon Lopes no trompete e Carlos Darci (da atual banda Black Rio) no trombone, entre outras feras - repaginaram e atualizaram na pressão o cancioneiro de Baby, mas sem anular a concepção dos arranjos das gravações originais. Foi bem fácil reconhecer aos primeiros acordes o clássico novo baiano A Menina Dança (Moraes Moreira e Galvão, 1972) e a balada Sem Pecado e Sem Juízo (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1985), hit radiofônico da fase secular, turbinado por sua execução na trilha sonora da novela Roque Santeiro (TV Globo, 1985) e revivido em Baby Sucessos com a letra original e na sequência em surpreendente versão em inglês. Tais músicas foram acompanhadas espontaneamente em forte coro pelo público receptivo, ávido da eletricidade de Baby. O clima de louvação contribuiu para a criação da atmosfera de magia que envolveu a estreia nacional de Baby Sucessos (há planos de turnê nacional e de registro do show em DVD). A participação afetuosa e terna de Caetano Veloso - em Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) e no medley que uniu Farol da Barra (Caetano Veloso e Galvão, 1978) com Acabou Chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - reiterou o caráter especial, mágico, da apresentação. Na pressão, Baby lembrou Telúrica (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1981), caiu no suingue pop funkeado de Ele Mexe Comigo (Baby do Brasil,. Galvão e Pepeu Gomes, 1979) - espécie de pré-axé - e entrou na cadência bonita e sacudida do samba Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira (Moraes Moreira e Pepeu Gomes, 1979). Mote do show, o diálogo cúmplice com o filho guitarrista Pedro Baby, mentor da volta da mãe, ficou especialmente explícito no dueto em Sorrir e Cantar Como Bahia (Moraes Moreira e Galvão, 1973). Nem uma ou outra música menor, como Força do Olhar (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1984), atenuou a grandeza do show e do momento. Mais para o fim, Todo Dia Era Dia de Índio (Jorge Ben Jor, 1981) - hit há 31 anos que se torna cruelmente atual em tempos de conflitos com povos indígenas - reiterou a total comunhão entre artista e plateia. O público carioca pôs fé na volta de Baby do Brasil. Em retribuição, a cantora, tinindo aos 60 anos, deu vibrante testemunho de fé na brasilidade pop de repertório revitalizado na glória de Deus por sua ainda vivaz intérprete.
'Popstora' Baby do Brasil prega a paz e o amor ao dar voz aos seus sucessos
"O meu coração flutua / Nessa tua divindade". Foi ao som dos versos de Seus Olhos (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1982), música lançada no álbum Cósmica (Warner Music, 1982), que Baby do Brasil entrou no palco do Vivo Open Air, às 23h30m de 31 de outubro de 2012, para apresentar pela primeira vez o show Baby Sucessos. Pelos versos iniciais de Seus Olhos, parecia que a popstora - termo inventado por ela com a junção das palavras popstar e pastora - iria pregar os valores espirituais de seu repertório evangélico. Mas a convertida cantora estava novamente pondo fé no repertório imortalizado nos anos 70 e 80, décadas em que Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade ainda adotava o nome artístico de Baby Consuelo. Só que esse repertório cósmico de certa forma já pregava paz, amor e espiritualidade. "Eu quero estar sempre assim / Certa comigo / Tendo como abrigo o meu ser infinito", afirmou Baby através dos versos de Minha Oração (Baby Consuelo, Oswaldinho do Acordeom e Pepeu Gomes, 1980), registrada pela cantora no álbum Ao Vivo em Montreux (1980)."Ainda continuo / Realizando o sonho / Chamando o criador", garantiu Baby ao pescar no seu baú, no bis, Paz e Amor (Baby do Brasil, Didi Gomes e Pepeu Gomes, 1981), música do álbum Canceriana Telúrica (1981). Entre sucessos dos Novos Baianos, hits de sua carreira solo e temas menos conhecidos, mas afins com os valores positivistas de sua conversão, Baby do Brasil fez sua pregação musical aos 60 anos, justificando o culto hype armado em torno do show idealizado e orquestrado pelo guitarrista Pedro Baby, filho da artista fluminense. Eis o roteiro seguido pela cantora de Niterói (RJ) - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia nacional do divino show Baby Sucessos, no palco do Jockey Club do Rio de Janeiro (RJ), em 31 de outubro de 2012:
1. Seus Olhos (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1982)
2. Telúrica (Baby do Brasil e Jorginho Gomes, 1981)
3. Tinindo Trincando (Moraes Moreira e Galvão, 1972)
4. Sem Pecado e Sem Juízo (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1985)
5. Um Auê com Você (Baby Consuelo, 1981)
6. Ele Mexe Comigo (Baby do Brasil,. Galvão e Pepeu Gomes, 1979)
7. Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira (Moraes Moreira e Pepeu Gomes, 1979)
8. Minha Oração (Baby do Brasil, Oswaldinho do Acordeom e Pepeu Gomes, 1980)
9. Menino do Rio (Caetano Veloso, 1979) - com Caetano Veloso
10. Farol da Barra (Galvão e Caetano Veloso, 1978) - com Caetano Veloso /
Acabou Chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - com Caetano Veloso
11. Sorrir e Cantar Como Bahia (Moraes Moreira e Galvão, 1973) - com Pedro Baby
12. Cósmica (Baby do Brasil, 1982)
13. Força do Olhar (Baby do Brasil e Pepeu Gomes, 1984)
14. Todo Dia Era Dia de Índio (Jorge Ben Jor, 1981)
15. A Menina Dança (Moraes Moreira e Galvão, 1972)
Bis:
16. Mistério do Planeta (Moraes Moreira e Galvão, 1972) - com Pedro Baby
17. Paz e Amor (Baby do Brasil, Didi Gomes e Pepeu Gomes, 1981)
18. Masculino e Feminino (Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Didi Gomes, 1983)
Com 'Jesus Forever', Baby recebe o 'menino' Caetano em vivaz show no Rio
"A gente tá junto aqui agora é algo sobrenatural", sentenciou Baby do Brasil para Caetano Veloso após cantar Menino do Rio com o compositor da música de 1979, sucesso nacional na voz da cantora fluminense em gravação veiculada na abertura da novela Água Viva (TV Globo, 1980). "Assim seja! Amém!", devolveu Caetano. A foto de Rodrigo Goffredo capta a ternura que regeu o afetuoso reencontro da cantora e compositora com Caetano Veloso no show Baby Sucessos, a atração mais esperada da programação da edição 2012 do Vivo Open Air, evento que mistura música e cinema, realizado anualmente no Jockey Club do Rio de Janeiro (RJ). Após anos dedicada a pregar as mensagens de seu repertório evangélico, a popstora Baby do Brasil aceitou o convite do filho - o guitarrista Pedro Baby - para cantar os sucessos da época em que adotava o nome artístico de Baby Consuelo. Caetano Veloso foi o convidado do hypado show apresentado na noite de 31 de outubro. O cantor e compositor baiano entrou em cena no meio de Menino do Rio - canção que teve seu verso "Dragão tatuado no braço" alterado pela convertida Baby para "Jesus forever tatuado no braço" - e, na sequência, iluminou com tons suaves Farol da Barra, samba que Caetano fez em parceria com Galvão e que deu título ao álbum lançado pelo grupo Novos Baianos em 1978 (já sem Moraes Moreira na formação). Farol da Barra foi emendado em medley com Acabou Chorare (Moraes Moreira e Galvão, 1972), música-título do álbum mais cultuado do grupo. Enquanto Caetano estava em cena, Baby lembrou que, quando ainda morava em Niterói (RJ), ouvia Caetano no rádio e sonhava fazer parte da turma tropicalista. "Eu queria tanto andar com eles. Eles são tanto a minha cara", disse Baby, rememorando seus pensamentos na época. Após 45 anos, Baby do Brasil dividiu o palco com Caetano Veloso, voltando a cantar os vivazes sucessos popularizados pela então Baby Consuelo nas décadas de 1970 e 1980. Sim, parece haver algo sobrenatural nessa volta.
Baby do Brasil dialoga e se afina com seu filho Pedro Baby em show de hits
♪ "Mãe pode ter e ser bebê / E pode ser Baby também". Dividir os versos de Sorrir e cantar como Bahia - música de Moraes Moreira e Galvão, lançada pelo grupo Novos Baianos no álbum Novos Baianos F.C. (1973) - foi uma das muitas formas encontradas por Baby do Brasil para externar em público seu amor pelo filho Pedro Baby, guitarrista que idealizou e orquestrou a volta da mãe coruja aos palcos em show de hits que estreou em 31 de outubro de 2012, no Jockey Club do Rio de Janeiro (RJ), dentro da programação do evento Vivo Open Air. Durante as passagens instrumentais da música, mãe e filho - vistos em foto de Rodrigo Goffredo - fizeram até número de dança, bailando cúmplices e enternecidos pelo sucesso imediato do show. No início do bis, Pedro puxou de improviso Mistério do planeta (Moraes Moreira e Galvão) - outro tema do repertório dos Novos Baianos, do álbum Acabou chorare (1972) - enquanto Baby se preparava para voltar ao palco e terminar a música com o filho. Show que vai percorrer o Brasil em turnê nacional e que vai ganhar registro em DVD, Baby sucessos traz a convertida Baby do Brasil para os sucessos da antiga Baby, a Consuelo, por obra e graça de Pedro. Aos 60 anos, completados em 18 de julho deste ano de 2012, Baby do Brasil é mãe e já pode ser novamente Baby também... para a alegria de seus fãs.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Baby mostra como se dança o baião no CD que festeja 100 anos de 'Lua'
Baby do Brasil - vista em foto de ensaio feito por Mariana Sciorilli - vai mostrar como se dança o baião no disco duplo produzido por Thiago Marques Luiz para a gravadora Lua Music para celebrar o centenário de nascimento do cantor e compositor Luiz Gonzaga (1912 - 1989). Baby aceitou o convite para pôr voz em Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), uma das pedras fundamentais da obra de Lua. A gravação vai ser feita em março, em São Paulo (SP).
Assinar:
Comentários (Atom)















