Filha de Itamar Assumpção (1949 - 2003), Anelis Assumpção já é figura conhecida na cena indie paulista por suas conexões com cantoras como Céu e Tulipa Ruiz. Por isso mesmo, há expectativa sobre o álbum que Anelis vai lançar em 9 de junho de 2011. Sou Suspeita. Estou Sujeita. Não Sou Santa vai ser editado nos formatos de CD de vinil. O repertório autoral inclui temas como Bola com os Amigos, Neverland (parceria de Anelis com Beto Villares, gravada com a voz de Céu e o trombone de Bocato em ambiência jazzy), Amor Sustentável (música da lavra de Anelis com Cris Scabello que inclui texto recitado em inglês pelo ator Gero Camilo) e Estrela (tema de apenas dois versos, formatado com as percussões artesanais de Simone Sou e Bruno Buarque). Gravado entre junho de 2009 e janeiro de 2011, em São Paulo (SP), Sou Suspeita. Estou Sujeita. Não Sou Santa foi produzido por Anelis com Zé Nigro, com exceção da faixa Quaresmeira, pilotada por Gustavo Ruiz, guitarrista que toca no disco ao lado de músicos como o baterista Curumin. A foto acima, de Anna Turra, ilustra a capa do CD.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
sábado, 23 de abril de 2011
Já sem Marcelo Nova, Camisa de Vênus lança 'Mais Vivo do que Nunca'
Já sem a presença de seu mentor Marcelo Nova, substituído no posto de vocalista em janeiro de 2010 por Eduardo Scott, a banda Camisa de Vênus se prepara para lançar o CD Mais Vivo do que Nunca. O disco foi gravado pelo grupo - visto em foto de Osmar Gama - em show feito em 2010. Três músicos da formação original da banda - Rogério Santana (baixo), Karl Hummel (guitarra base) e Gustavo Mullen (guitarra solo) - permanecem no Camisa de Vênus com Scott.
Entre o folk e o country, pop de Tiê ganha banda e até (alguma) cor em cena
Resenha de Show
Título: A Coruja e o Coração
Artista: Tiê (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 21 de abril de 2011
Cotação: * * * 1/2
Título: A Coruja e o Coração
Artista: Tiê (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 21 de abril de 2011
Cotação: * * * 1/2
"Agora a gente vai se abraçar porque é isso que banda faz", disse Tiê - depois de degustar emocionada Chá Verde ao piano - para os cinco músicos que a acompanhavam na feliz estreia carioca do show A Coruja e o Coração. Dito e feito. Abraçada aos músicos de sua banda, Tiê agradeceu o público que lotou o Teatro Rival na noite de 21 de abril de 2011 para ver a primeira apresentação no Rio de Janeiro (RJ) do show baseado no segundo disco da cantora e compositora paulista. Estar cantando com banda deu colorido adicional à música confessional de Tiê no recém-lançado álbum A Coruja e o Coração. Em cena, a presença de uma banda também faz que o pop doce da artista ganhe alguma cor (embora a iluminação propriamente dita do show tenha poucos matizes e nuances). Em Hide and Seek (Tiê e Thiago Pethit), pop country cantado em português apesar do título em inglês, Tiê se permite até dançar pelo fato de não tocar violão no número. Pra Alegrar o meu Dia (Tiê, Karina Zeviani e Rafael Barion) é pop solar que também se ajusta bem a essa nova fase de Tiê e, não por acaso, encerra o show. Curiosamente, por sua natureza intimista, o som da artista alcança maior intensidade nos momentos mais minimalistas do show aberto e fechado (no bis) com Na Varanda da Liz (Plínio Profeta, Tiê e João Cavalcanti). A confessional valsa-canção Te Mereço (Tiê) - solada por Tiê ao piano, com intervenções precisas da guitarra econômica de Plínio Profeta - é número interiorizado de envolvente beleza. Antes, também ao piano, a cantora apresenta Perto e Distante (Tiê, Plínio Profeta e Pedro Granato), com o baixista Gianni Dias fazendo os vocais que, no disco, são do cantor uruguaio Jorge Drexler. A atmosfera minimalista do número valoriza a canção. Mas Tiê agora tem banda. E o bom de ter uma banda é poder alternar os tons de roteiro que nunca extrapola os repertórios dos dois álbuns da artista. E, verdade seja dita, as palmas dos músicos e da plateia acentuam a ambiência flamenca da releitura de Você Não Vale Nada (Dorgival Dantas), que resulta mais vivaz no show do que no disco. Em contrapartida, a abordagem em cena de Só Sei Dançar com Você (Tulipa Ruiz) dá razão a quem prefere a gravação de Tulipa (que não entrou em cena, embora tivesse sido anunciada oficialmente como convidada do show). E assim, entre folks sensíveis como Passarinho (Tiê e Dudu Tsuda) e country de contorno pop como Stranger But Mine (Tiê), entre a delicadeza e um esboço de extroversão, caminha o roteiro de A Coruja e o Coração. Para quem já ouviu o disco, o show reitera que a melodiosa Piscar o Olho (Plínio Profeta, Tiê, Rita Wainer e Karina Zeviani) é destaque entre a atual safra de inéditas de Tiê e que Já É Tarde (Tiê e Karina Zeviani) é o tema mais insosso da safra. No todo, a presença de uma banda em cena faz com que o som de Tiê ganhe cores e fique menos linear no seu tempo de delicadeza, embora haja quem prefira o sabor de Chá Verde.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Brown apresenta três inéditas na trilha sonora do filme 'Capitães de Areia'
Carlinhos Brown vai lançar três músicas inéditas - Tema de Dora, Capoeira Futuro e Espírito Bravo - na trilha sonora de Capitães de Areia, filme de Cecília Amado que tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para este ano de 2011. Brown - visto em foto de Fernando Young - assina a trilha do longa-metragem inspirado no livro homônimo do escritor Jorge Amado (1912 - 2001). Das dez músicas da trilha, oito são de autoria do compositor baiano, embora somente três sejam inéditas. E por falar em Brown e em cinema, o filme Velozes e Furiosos 5 - que tem estreia programada para 29 de abril - traz em sua trilha sonora Carlito Marrón, música que deu nome ao global quarto álbum de estúdio do artista, lançado em 2003.
Sepultura vai editar registro ao vivo de show feito com orquestra em SP
O grupo Sepultura ainda nem lançou Kairos, álbum que vai marcar a estreia da banda no selo independente alemão Nuclear Blast Records, e já planeja a edição em CD e DVD do registro ao vivo do show que fez em 16 de abril de 2011 dentro da programação da Virada Cultural de São Paulo (SP). No show, o grupo de heavy metal embalou seus temas com as cordas da Orquestra Experimental de Repertório, conduzida pelo maestro Jamil Maluf (visto com o Sepultura, ao centro, na foto de Estevan Romera). Ainda não há previsão de data para o lançamento do DVD e do CD ao vivo. Até porque, antes, o grupo edita o citado Kairos, seu 12º álbum de estúdio, gravado nos estúdios da Trama, em São Paulo (SP), de dezembro de 2010 a março de 2011.
'Sinhá' revive parceria de Chico com Bosco 27 anos após 'Mano a Mano'
Sinhá é o título da segunda parceria de Chico Buarque com João Bosco. Ao lado de valsa intitulada Nina, Sinhá integra a safra de inéditas do disco que Chico está gravando no estúdio da Biscoito Fino desde março. O sucessor de Carioca tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2011. Gravada em ritmo de milonga, gênero popular no Sul do Brasil, Sinhá revive a parceria de Chico com Bosco 27 anos após Mano a Mano, primeira música dos compositores, gravada em 1984 no álbum Chico Buarque. Na época, Mano a Mano acabou ofuscada pela exposição de Brejo da Cruz e, sobretudo, pelo sucesso nacional do samba-enredo Vai Passar.
Xuxa aglutina o grupo Restart e a atriz Klara Kastanho no DVD 'XSPB 11'
Xuxa já está gravando o 11º DVD da série Xuxa Só para Baixinhos. Com lançamento previsto para setembro de 2011 pela gravadora Sony Music, o XSPB 11 propõe viagem ao mundo por 11 países para falar de questões ambientais. Intérprete da personagem Tonica na novela Morde & Assopra, a atriz Klara Castanho - vista com Xuxa durante a gravação na foto de Blad Meneghel - é uma das convidadas do DVD. Castanho encarna ET. O grupo Restart também vai gravar sua participação. A apresentadora pretende gravar em 3D algumas faixas de XSPB 11.
CD triplo reconta história de Plácido Domingo e festeja 70 anos do tenor
Para celebrar os 70 anos completados por Plácido Domingo em 21 de janeiro de 2011, a gravadora alemã Deutsche Grammophon produziu coletânea tripla do tenor espanhol. Editado no Brasil neste mês de abril, com distribuição da Universal Music, The Plácido Domingo Story reconta a história do tenor com 40 fonogramas que cobrem um período que vai de 1968 a 2010. Os dois primeiros CDs abordam a atuação de Domingo no mundo da ópera, com direito a gravações raras e inéditas. Entre as raridades, há Amor Ti Vieta, ária da ópera Fedora, de Umberto Giordano (1867 - 1948). O fonograma, de 1968, faz parte do primeiro disco de Domingo. A gravação inédita, de 1975, é Io I'ho Perduta!... Lo la Vidi e al suo Sorriso, ária da ópera Don Carlo, de Giuseppe Verdi (1813 - 1901). Já o CD 3 reúne tangos, temas religiosos e canções italianas, entre outras gravações de tom mais popular. Um dos destaques é o registro de Granada (Agustín Lara), feito por Domingo, em 1976, com a London Symphony Orchestra.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Teresa canta Roberto em projeto paralelo com a banda de rock Os Outros
Em rota paralela ao seu trabalho associado ao samba, Teresa Cristina pega uma curva e caminha por estrada que a leva ao cancioneiro de Roberto Carlos. Fã assumida de Iron Maiden, a cantora aborda o repertório do Rei ao lado do grupo carioca de rock Os Outros, com quem Teresa dividiu o palco pela primeira vez em janeiro de 2011. Por ora, não há planos desse trabalho paralelo ser registrado em CD ou DVD, mas um show já foi agendado para 30 de abril de 2011 no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), dentro da programação do projeto Rival + Tarde. Teresa Cristina e Os Outros dão sua visão de músicas como Aquele Beijo que te Dei, As Curvas da Estrada de Santos, Cama e Mesa, Detalhes, Lady Laura e Nada Vai me Convencer.
Prodigy lança em maio a sua primeira gravação ao vivo, 'World's on Fire'
Aos 21 anos de carreira que totaliza apenas cinco álbuns de estúdio, o grupo inglês The Prodigy se prepara para lançar, em 23 de maio de 2011, seu primeiro registro ao vivo de show. Editado pelo selo Take me to the Hospital, World's on Fire - The Prodigy Live vai ser distribuído nas lojas via EMI Music em kits duplos de CD + DVD e CD + blu-ray. O disco e o vídeo perpetuam os 17 números do show feito pelo Prodigy em 24 de julho de 2010 no Warrior’s Dance Festival, realizado no Milton Keynes Bowl, na Inglaterra. O show foi filmado sob a direção de Paul Dugdale. Detalhe: o engenheiro que captou o som de Worlds' on Fire é ninguém menos do que Liam Howlett, o DJ e produtor que fundou o Prodigy em 1990. De bônus, o DVD e o blu-ray exibem números captados ao longo da turnê mundial realizada pelo trio para promover seu último e vibrante álbum de estúdio, Invaders Must Die (2009). Duas músicas do bônus, Spitfire e Mescaline, foram gravadas em apresentação do Prodigy no Brasil.
Sai no Brasil o CD gravado ao vivo no 'set' do DJ Marky no clube Fabric
Situado em Londres, o Fabric Club é dos points mais badalados da cena de música eletrônica da Inglaterra. O clube tem selo, Fabric Records, que edita desde 2001 CDs gravados ao vivo nos sets dos DJs que tocam lá. O CD do DJ Marky que está sendo lançado no Brasil pela 3 Plus Music neste mês de abril de 2011 - com distribuição da ST2 - é o 55º título da série FabricLive. Gravado em 2010, o CD FabricLive.55 é o primeiro assinado por um DJ brasileiro na coleção. Ídolo mundial no gênero eletrônico rotulado como drum'n'bass, o DJ Marky apresenta cinco gravações de seu selo Innerground entre os 24 fonogramas que selecionou para a compilação.
Duos com Fiuk e Tainá são charme de CD em que Fábio não soa 'íntimo'
Resenha de CD
Título: Íntimo
Artista: Fábio Jr.
Gravadora: Sony Music
Cotação: * 1/2
Título: Íntimo
Artista: Fábio Jr.
Gravadora: Sony Music
Cotação: * 1/2
Em 2009, ao lançar o CD Romântico, Fábio Jr. surpreendeu positivamente ao realçar em tons baixos a sensibilidade de um cancioneiro sertanejo subestimado pela crítica. Dois anos depois, ele apresenta novo álbum de intérprete, Íntimo, com resultado bem inferior. Apesar de os suingantes duetos do cantor com o filho Fiuk em Vinte e Poucos Anos (um dos hits da inicial fase autoral da discografia de Fábio) e em Carango (sucesso de Wilson Simonal, rebobinado para a trilha de comercial de TV) terem certo charme, Íntimo patina em intepretações geralmente insossas. Sem o sentimento que havia em Romântico e nos três bons álbuns que gravou para a Som Livre entre 1979 e 1982, Fábio dilui a pegada soul da balada As Dores do Mundo (Hyldon) e anula a melancolia de Casinha Branca (Gilson e Joran), para citar somente dois exemplos. A produção de César Lemos não chega a soar pasteurizada, mas segue padrões eletroacústicos que impedem que se crie um clima de real intimidade ao longo dos 13 covers do disco. Esquinas (Djavan) até parece que vai esboçar essa intimidade na introdução pontuada pelo violão de influência cigana tocada pelo próprio César Lemos, mas, à medida que avança, tal esboço se esvai e trava a emoção que deveria haver em música densa que pede interpretação mais interiorizada. Entre a abordagem quase roqueira de Muito Estranho (Dalto) e a diluição da festa pop de Dias Melhores (Jota Quest), Fábio apresenta a filha Tainá - que até deixa boa impressão ao solar Fullgás (Marina Lima e Antonio Cícero) com o pai se limitando a fazer algumas intervenções na função de segunda voz da faixa - e chega perto da intimidade proposta pelo disco ao cantar Paixão (Kledir Ramil) em arranjo que entrelaça com salutar economia o cello de Alexander Sasha Zhiroff com os violões tocados pelo produtor do disco. Mas é pouco. A julgar pelos álbuns lançados pela Som Livre, Fábio Jr. pode fazer mais do que oferece em seus discos, mas já parece inútil esperar virada de um artista que desde 1984 - ano em que ingressou na gravadora Sony Music - aceita fazer o jogo da indústria fonográfica.
Projetado no 'Fama', Chaudon grava no Rio CD em que dueta com Gadú
Cantor brasiliense projetado em 2004 ao participar da terceira edição do reality show Fama, da TV Globo, Daniel Chaudon grava seu primeiro disco sob produção de Clemente Magalhães. O destaque do repertório é um dueto do cantor com Maria Gadú em Luzia, parceria de Chaudon com a atriz Alinne Moraes. A música retrata senhora que reside em asilo de Parati (RJ). O disco está sendo gravado no Rio de Janeiro (RJ), a cidade na qual Chaudon se radicou há anos.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Dominguinhos recebe Donato em encontro idealizado para documentário
Dominguinhos recebeu João Donato em estúdio, em encontro idealizado para o documentário Dominguinhos, Volta e Meia, dirigido por Felipe Briso (da empresa bigBonsai) a partir da ideia de Mariana Aydar, Duani e Eduardo Nazarian. O encontro de Dominguinhos com Donato contou com o auxílio luxuoso do baixo de Luiz Alves (à esquerda na foto) e da bateria de Wilson das Neves (à direita). O quarteto registrou as músicas Plantio do Amor (Dominguinhos) e Minha Saudade (João Donato). "Plantio do Amor aparece com arranjo que a aproxima da sonoridade dos anos 60, do Beco das Garrafas, com som que remete aos trios de sambajazz. Já em Minha Saudade a sanfona de Dominguinhos confere um gosto inusitado ao que seria um tema de bossa nova", conceitua Nazarian. Estão previstos ainda para o filme encontros de Dominguinhos com Elba Ramalho, Gilberto Gil, Hermeto Pascoal e Lenine, entre outros nomes.
Inédita de Zeca com Arlindo, 'Flor Morena' puxa segundo álbum de Aline
Samba inédito composto por Zeca Pagodinho com Arlindo Cruz e Junior Dom, Flor Morena é a faixa que promove nas rádios e na internet o segundo disco de Aline Calixto. O CD vai chegar às lojas em maio de 2011 pela gravadora Warner Music. Arranjado por Arthur Maia (produtor do álbum) e Thiago Delegado, o samba tem cordas arranjadas pelo maestro Gilson Peranzzetta.
Arlindo Cruz ingressa na Sony e lança 'Batuques e Romances' em junho
Arlindo Cruz é o mais novo integrante do elenco da Sony Music. O compositor - visto com o presidente da gravadora, Alexandre Schiavo, na foto de Cristina Granato - assinou ontem, 19 de abril de 2011, o contrato com a companhia. O artista - que editou seus dois últimos CDs pela Deck - já se prepara para lançar em junho Batuques e Romances, álbum produzido por Leandro Sapucahy ao lado do próprio Arlindo. Primeiro disco de inéditas do compositor desde Sambista Perfeito (2007), Batuques e Romances traz sambas autorais como Oferendas - parceria de Arlindo com Teresa Cristina - e O Bem. O repertório inclui regravações de Trilha de Amor (Xande de Pilares e André Renato) e Meu Nome É Favela (Rafael Delgado), temas já registrados em disco, respectivamente, pelo Grupo Revelação e pelo cantor Leandro Sapucahy.
Cauby festeja 80 anos de vida e 60 anos de disco com caixa de três CDs
Aos 80 anos, completados em 10 de fevereiro deste ano de 2011, Cauby Peixoto se prepara para celebrar seis décadas de carreira fonográfica iniciada em 1951 com a gravação de um disco de 78 rotações editado pela extinta gravadora Som com as músicas Saia Branca e Ai, que Carestia. A celebração vai ser feita em três CDs embalados na caixa intitulada Cauby Peixoto - O Mito - 60 de Música. O disco 1, A Voz do Violão, apresenta o cantor na companhia do violonista Ronaldo Rayol, entoando repertório que inclui As Vitrines (Chico Buarque), Hoje (Taiguara), Eu Sonhei que Tu Estavas Tão Linda (Lamartine Babo), Guerreiro Menino (Gonzaguinha) e Minha Voz, Minha Vida (Caetano Veloso), entre outros sucessos. O CD 2, Caubytles, é o mais inusitado da caixa por ser dedicado ao cancioneiro mais romântico dos Beatles. Cauby - visto em foto de Marco Máximo - revive And I Love Her, Michelle, All my Loving, The Long and Widing Road, Hey Jude e Let It Be, entre outras baladas de John Lennon & Paul McCartney. Por fim, o CD 3, Cauby ao Vivo com seus Amigos, traz o registro ao vivo do show captado em 9 e 10 de abril no Teatro Fecap, em São Paulo (SP), em duas apresentações feitas com convidados como Ângela Maria, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Emílio Santiago, Fafá de Belém e Vânia Bastos. Os três discos vão ser editados pela Lua Music somente na caixa. Em princípio, a gravadora paulista não pretende vendê-los de forma avulsa.
DVD rebobina show gravado por Christopher Cross na Califórnia em 1998
Em 1998, Christopher Cross gravou ao vivo um show que fez no Galaxy Theater, em Santa Ana (Califórnia, EUA). O registro ao vivo resultou no DVD An Evening with Christopher Cross, editado em 1999 nos Estados Unidos e Europa. Doze anos depois, a gravadora Coqueiro Verde Records lança no Brasil a mesma gravação ao vivo em DVD intitulado The Best of Christopher Cross Live. De fato, as 18 músicas do roteiro formam o supra-sumo da obra deste cantor e compositor norte-americano - projetado em 1979 com a gravação de seu primeiro álbum, Christopher Cross. Em bom português, o DVD rebobina registros ao vivo de músicas como Never Be the Same, Sailing, Arthur's Theme (Best Than You Can Do) e Ride Like the Wind.
Radiohead dá faixas de 'Record Day' aos compradores de 'King of Limbs'
O grupo inglês Radiohead disponibilizou para download gratuito as duas músicas inéditas, Supercollider e The Butcher, que gravou para vinil de tiragem limitada, editado neste mês de abril de 2011 em tributo ao Record Store Day. O detalhe é que vai poder baixar as músicas de graça somente quem comprou até 18 de abril o oitavo álbum de estúdio da banda, The King of Limbs, através do site oficial do CD (já editado em formato físico no Brasil via EMI Music). The Butcher é sobra das sessões de gravação do disco. Supercollider teve a gravação concluída após a edição do disco, embora a música já estivesse sendo apresentada em shows pela banda.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Roberto Carlos reina aos 70 anos por conta da obra soberana dos anos 70
Roberto Carlos completa 70 anos de vida nesta terça-feira, 19 de abril de 2011, já definitivamente entronizado no posto de cantor mais popular do Brasil. Em carreira que já totaliza 52 anos, se estabelecido como marco inicial a gravação de seu primeiro compacto em 1959, o Rei da Juventude da década de 60 soube fazer com precisão a transição pós-Jovem Guarda que lhe permitiu continuar reinando ao longo dos anos 70 e - desde então com poder relativamente menor - dos anos 80. Em qualquer época ou década, a crítica musical nunca conseguiu explicar a contento o sucesso incomum de Roberto Carlos. Por que ele, afinal? A chave do mistério - a rigor, insondável - pode estar na sua obra, ela, sim, soberana e com fôlego para alcançar outros 70 anos. Os belos discos gravados pelo artista entre 1965 e 1969 trouxeram grande número de canções que se tornaram clássicos instântaneos da música brasileira. Estes discos - nos quais Roberto se permitiu flertar com a soul music que seduzia os Estados Unidos (e, por tabela, o mundo) - enfileiram músicas que ajudaram a consolidar o reinado do cantor. Entretanto, talvez a força da longevidade popular de Roberto esteja mesmo no cancioneiro que ele compôs com Erasmo Carlos ao longo da década de 70. Esse repertório romântico é habitualmente subestimado pela critica, sobretudo se confrontado com os sucessos de Roberto no fim dos anos 60, época em que o artista se distanciou do universo pueril da Jovem Guarda e deu grande salto qualitativo como compositor, criando obras-primas como o rock Se Você Pensa, o soul As Curvas da Estrada de Santos e a balada Sua Estupidez. Contudo, o cancioneiro dos anos 70 - formatado com doses calculadas de romantismo, erotismo e religiosidade - é que ainda reina soberano na memória afetiva do público que lota os shows de Roberto Carlos. É fato que, a partir da década de 80, os discos e a inspiração do Rei foram perdendo progressivamente o fôlego - ainda que aparecessem eventualmente grandes canções como Você Não Sabe (1983) e Do Fundo do meu Coração (1986). Mas, à essa altura, Roberto Carlos já estava entronizado como o cantor mais popular do Brasil de todos os tempos (um excelente cantor, diga-se, de emissão e afinação exemplares). E o que lhe fez - com maestria e um conservadorismo excessivo - foi se escorar na força dessa obra soberana para continuar reinando. É em essência a obra do compositor que permite que o cantor seja Rei aos 70 anos.
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