♪ Cantor e compositor carioca em ascensão nos quintais e quadras do Rio de Janeiro (RJ), Leandro Fregonesi reúne bambas das escolas de sambas da sua cidade em seu disco de repertório autoral que vai ser lançado pela gravadora Som Livre. No samba Guardiãs, composto pelo artista em parceria com João Martins, Fregonesi saúda as quadras das escolas e as árvores guardiãs desses terreiros na companhia de um ícone da Portela (Monarco) e de outro da Mangueira (Tantinho da Mangueira - vistos com Fregonesi na foto do alto, de Mara Oliveira. Já Rixxa - cantor hoje ligado à Portela e conhecido no meio como o Pavarotti do samba - pôs voz em Revolta pela igualdade, ijexá de Fregonesi com Chico Donadoni que lembra o sofrimento dos escravos nos navios negreiros.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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terça-feira, 12 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
26º Prêmio da Música indica discos de Beth, Monarco e Semente em samba
♪ Apesar da ausência do injustiçado Bossa negra (Universal Music, 2014), excelente disco gravado por Diogo Nogueira e Hamilton de Holanda com inspiração nos afro-sambas, os três CDs indicados no 26º Prêmio da Música Brasileira ao troféu de melhor álbum - na categoria dedicada ao samba - fazem jus às nomeações. Beth Carvalho ao vivo no Parque Madureira (Som Livre, 2014) registra o show que promoveu uma (nova) volta da cantora carioca aos palcos, após exílio forçado para cuidar de problemas de saúde. Grupo Semente (Biscoito Fino, 2014) é o primeiro disco solo do homônimo grupo carioca de samba cuja história se entrelaça com a da cantora carioca Teresa Cristina. Já Passado de Glória - Monarco 80 anos - disco cuja distribuição inicial foi direcionada a jornalistas, artistas e formadores de opinião - é álbum que, contrariando seu título de caráter revisionista, apresentou inéditas da lavra do bamba carioca, Hildmar Diniz, o Monarco, nome de lugar nobre na dinastia do samba e da escola Portela. Monarco concorre também ao prêmio de melhor cantor de samba com Arlindo Cruz e Martinho da Vila. Já o troféu de melhor cantora vai ser disputado em 10 de junho de 2015 - em cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro que vai ser pontuada por números musicais em tributo à cantora baiana Maria Bethânia - por Alcione (tradicional vencedora na categoria), Beth Carvalho e Mariene de Castro (por seu álbum Colheita).
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Zeca grava no Rio disco de inéditas em que junta Marcos Valle e Monarco
♪ A IMAGEM DO SOM - Postadas na página oficial de Zeca Pagodinho no Facebook, as fotos acima flagram o cantor carioca no estúdio Cia. dos Técnicos, no Rio de Janeiro, nas sessões de gravação de seu primeiro álbum de inéditas desde Vida da minha vida (Universal Music, 2010). Os cantores e compositores cariocas Marcos Valle e Monarco figuram no CD. Valle participa de música assinada com o bamba Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008). Rildo Hora é o produtor do disco.
domingo, 9 de novembro de 2014
DVD em tributo a Chico credita samba de Monarco a Sivuca e a Pinheiro
♪ Recém-lançado pela gravadora Universal Music, nos formatos de DVD e CD, o sexto volume do projeto ao vivo Samba social clube - gravado em homenagem aos 70 anos do cantor e compositor carioca Chico Buarque - comete erro grave nos créditos de um dos 25 sambas ouvidos no DVD. O samba Homenagem à velha guarda (1980) - composto por Monarco e cantado pelo autor com Nelson Sargento na gravação incluída somente no DVD - é creditado a Sivuca (1930 - 2006) e a Paulo César Pinheiro, autores de samba-choro também intitulado Homenagem à velha guarda e gravado pela cantora mineira Clara Nunes (1942 - 1983) no álbum As forças da natureza (EMI-Odeon, 1977). O tema de Sivuca é dos anos 1960. Já a letra de Pinheiro é de 1977. Exposto na contracapa externa do DVD, o erro no crédito da faixa é repetido no encarte do produto.quinta-feira, 3 de julho de 2014
Aos 80, Monarco renova reinado no terreiro com familiar disco de inéditas
Resenha de CD
Título: Passado de glória - Monarco 80 anos
Artista: Monarco
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * *
Título: Passado de glória - Monarco 80 anos
Artista: Monarco
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * *
O álbum de inéditas ora lançado por Hildmar Diniz, o Monarco, para festejar com atraso seus 80 anos de vida - completados em agosto de 2013 - é grande o suficiente para manter inalterado o status do cantor e compositor carioca no mundo do samba. Integrante da Velha Guarda da Portela, grupo de veteranos da escola de samba do qual Monarco é líder desde 1995, o artista é símbolo vivo de um samba mais nobre e poético, feito à moda antiga. Gravado com patrocínio obtido pelo edital do projeto Natura Musical, o CD Passado de glória - Monarco 80 anos alicerça as tradições desse samba que pulsa - ou pelo menos pulsava - nas quadras e terreiros, alheios a modismos e modernismos. Revelado aos 37 anos no primeiro disco da Velha Guarda da Portela, lançado em 1970, Monarco apresentou seu primeiro álbum solo em 1974. Decorridos 40 anos, o compositor ainda tira coelhos da cartola e renova seu reinado neste álbum de repertório composto somente por sambas inéditos, feitos em várias épocas, com parceiros de diversas gerações. Aos 80 anos, a voz do cantor já perdeu parte da potência e do viço, mas ainda se impõe. Tanto que o excesso de convidados do disco - produzido pelo compositor e cavaquinista Mauro Diniz, filho de Monarco - é o único traço incômodo de Passado de glória. Embora o título sugira se tratar de projeto retrospectivo, o álbum evoca o passado somente na formatação dos sambas. O repertório - até então nunca registrado em disco - renova o cancioneiro de Monarco pelo total ineditismo dos 13 sambas colhidos no baú fundo do artista (visto na capa do disco no traço do artista Mello Menezes). São sambas de terreiro, em sua maioria. Ou sambas de quadra - como também se rotulava antigamente os sambas produzidos fora da temporada carnavalesca. Embora uns sejam mais inspirados do que outros, todos trazem o d.n.a. da nobreza do samba. O mais bonito, Tristonha saudade (Monarco), tem sua interpretação dividida por Monarco com Beth Carvalho, a cantora que, embora apaixonada mangueirense, sempre deu voz e aval aos compositores da Velha Guarda da Portela. Louvação à natureza, Estação primaveril (Quininho e Monarco) é outro samba que se destaca pela beleza melódica. O tempo de delicadeza da faixa se ajusta ao estado atual da voz de Marisa Monte, já sem os tons gloriosos do passado. Da parceria com o luso-carioca Alcino Correia Ferreira (1948 - 2010), o Ratinho, Monarco apresenta Verifica-se de fato e Pobre passarinho, sambas gravados em dueto com Zeca Pagodinho - intérprete de Vai vadiar (1998), o maior sucesso da parceria de Monarco e Ratinho - e com a neta Juliana Diniz, respectivamente. Pela temática comportamental, Verifica-se de fato se alinha no repertório com outros dois sambas, Fingida (Monarco) e Insensata e rude (Monarco e Mauro Diniz), que denotam tendência machista dos sambistas da linhagem de Monarco no trato e na conceituação da mulher que sai do tom idealizado pelos compositores. Fingida tem o mérito de propagar o convidado Tuco Pellegrino, sambista paulistano que tem chamado atenção da nata carioca pelo conhecimento que tem dos sambas de terreiro produzidos nos anos 1940 e 1950. Trunfo que já o faz ser comparado a Cristina Buarque, outra conhecedora do baú do samba carioca cuja presença em Momentos emocionais (Monarco) soa perfeitamente natural. Samba composto na década de 1950, Não reclame pastorinha versa sobre universo portelense - assim como A grande vitória, grande samba que sonha com dias melhores para a escola de samba de Monarco e de Diogo Nogueira, convidado da faixa. A atmosfera portelense também rodeia Meu criador (Monarco e Mijinha), samba de terreiro dos anos 1950, gravado com Marquinhos Diniz - outro filho de Monarco - e com a Velha Guarda da Portela. Gravitando em torno de universo familiar para Monarco, o disco apresenta dois sambas compostos e cantados pelo artista com seu filho Mauro Diniz, Horas de meditação (menos sedutor no confronto com outros sambas do CD) e o já mencionado Insensata e rude. A presença afetiva dos netos João Matheus Diniz e Thereza Beatriz Diniz - recrutados para pôr suas vozes mirins em Crioulinho sabu, samba feito por Monarco aos oito anos - reforça o vínculo familiar no qual se baseia o disco. Por fim, Poeta apaixonado - creditado a Monarco e a Mário Lago (1911 - 2002) por ter sido letrado com inspiração em versos de letras escritas de Lago - não faz jus ao status de abrir o disco, mas nem por isso diminui Passado de glória - Monarco 80 anos, grande disco que mostra que Monarco - já perto de festejar seus 81 anos de vida - ainda impera no terreiro.
sábado, 14 de junho de 2014
Eis a capa do álbum em que Monarco canta com Beth, Cristina e Marisa
♪ Com capa que expõe arte de Mello Menezes, o álbum que o cantor e compositor carioca Monarco lança neste mês de junho de 2014, Passado de glória - Monarco 80 anos, foi gravado com a colaboração de elenco estelar. O CD alinha participações de Beth Carvalho (em Tristonha saudade), Cristina Buarque (no samba Momentos emocionais), Diogo Nogueira (em A grande vitória, samba que exalta a escola de samba do compositor, a Portela), Marisa Monte (Estação primaveril) e Zeca Pagodinho (Verifica-se de fato - de Monarco com Ratinho).
segunda-feira, 17 de março de 2014
Aos 91 anos, Casquinha grava DVD na Portela com Beth, Monarco e Zeca
Aos 91 anos, o cantor e compositor carioca Otto Enrique Trepte - conhecido como Casquinha da Portela no meio do samba do Rio de Janeiro (RJ) - vai gravar seu primeiro DVD em show agendado para a próxima quarta-feira, 19 de março de 2014, na quadra da escola de samba Portela, situada na divisa entre os bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Idealizado dentro da série Raízes do samba, o DVD - intitulado O samba não tem cor - vai ser gravado sob a direção musical de Mauro Diniz. Aberta ao público, mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível, a gravação ao vivo vai contar com as participações de Beth Carvalho, Monarco e Zeca Pagodinho, além do próprio Mauro Diniz. Para quem não liga o nome à música, Casquinha - integrante da Velha Guarda da Portela - é o autor de sambas como A chuva cai (1980) e Recado (1966), compostos em parceria com os cariocas (e portelenses) Argemiro Patrocínio (1923-2003) e Paulinho da Viola, respectivamente.
sábado, 17 de agosto de 2013
Monarco chega aos 80 anos como um símbolo da velha guarda do samba
Nascido em 17 de agosto de 1933, no Rio de Janeiro (RJ), berço de sua querida escola de samba Portela, Hildemar Diniz, o Monarco, completa 80 anos neste sábado, 17 de agosto de 2013, como um dos símbolos nobres da velha guarda do samba carioca e da Portela em especial. O cantor e compositor carioca - autor de sambas como Coração em desalinho (em parceria com Ratinho), Lenço (parceria com Chico Santana), O quitandeiro (com Paulo da Portela), Passado de glória, Tudo menos amor (parceria com Walter Rosa lançada por Martinho da Vila) e Vai vadiar (com Ratinho) - começou sua carreira nos anos 50, mas somente na década de 70 começou a registrar sua obra autoral em álbuns como Monarco (Continental, 1974), Monarco (Eldorado, 1976) e Terreiro (Eldorado, 1980). Líder do grupo Velha Guarda da Portela, Monarco compôs seus primeiros sambas (para blocos) na adolescência, vivida em Oswaldo Cruz, o bairro da Zona Norte carioca que sedia a escola de samba também associada ao bairro vizinho de Madureira. Integrante da ala de compositores da agremiação desde 1950, Monarco é o sambista bamba que carrega consigo as tradições da escola azul e branco - em cuja quadra celebrou seus 80 anos neste sábado de festa para a Portela - e do próprio samba.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Box reúne dois CDs com gravações de shows dos bambas do Rio em SP
Disco que traz o registro ao vivo do show feito por bambas cariocas em 17 de agosto de 2004 na Sala Tom Jobim da casa Tom Brasil, em São Paulo (SP), o CD Pirajá - Esquina Carioca - A cozinha do samba perpetua a apresentação que reuniu Aldir Blanc, Martinho da Vila, Moacyr Luz, Monarco e Tia Surica. Os bambas do samba do Rio de Janeiro (RJ) se juntaram em São Paulo (SP) por iniciativa do Pirajá, bar paulistano que funciona em Sampa como ponto de encontro de admiradores do samba carioca. O CD A cozinha do samba está sendo lançado pela gravadora paulista Dabliú Discos em box que traz também o CD Pirajá - Esquina carioca - Uma noite com a raiz do samba, editado em 1999 pela mesma Dabliú com o registro ao vivo do show que reuniu em 24 de março de 1999, no mesmo Tom Brasil, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, João Nogueira (1941 - 2000), Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008), Moacyr Luz e Walter Alfaiate (1930-2010). Em A cozinha do samba, Moacyr Luz apresenta o então inédito samba Delírio da baixa gastronomia - composto por Luz para o show - e dá voz a parcerias feitas com Paulo César Pinheiro (Som de prata) e Martinho da Vila (Vila Isabel). Presença bissexta nos palcos, Aldir Blanc defende suas criações com o parceiro João Bosco (Siri recheado e o cacete, O mestre-sala dos mares e O bêbado e a equilibrista). Tia Surica recorda sambas como Pintura sem arte (Candeia), Lama (Mauro Duarte) e Esta melodia (Jamelão e Babu da Portela) enquanto o também portelense Monarco saúda a escola em Passado de glória (Monarco) após cantar seu conhecido samba Coração em desalinho (Monarco e Ratinho). Já Martinho da Vila canta Batuque na cozinha, samba do compositor carioca João da Baiana (1887 - 1974) que se alinha ao espírito gastronômico de show em que o samba é fina iguaria.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
CD 'A cozinha do samba' junta Aldir, Martinho, Monarco, Moacyr e Surica
A foto de Christian Parente flagra Moacyr Luz (à esquerda) e Martinho da Vila no palco da casa Tom Brasil, em São Paulo (SP), em 17 de agosto de 2004 - data em que foi apresentado e gravado ao vivo show que, além de Martinho e Moacyr, reuniu Aldir Blanc, Monarco e Tia Surica. Nove anos depois, a gravação vai dar origem ao CD Pirajá - Esquina carioca - A cozinha do samba, nas lojas em julho de 2013 em edição da gravadora Dabliú Discos. O CD é sequência de Pirajá - Esquina carioca - Uma noite com a raiz do samba, CD editado em 1999 pela Dabliú com o registro ao vivo do show que reuniu em 24 de março de 1999, no mesmo Tom Brasil, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, João Nogueira (1941 - 2000), Luiz Carlos da Vila (1949-2008), Moacyr Luz e Walter Alfaiate (1930-2010). No show de 2004, para o qual Luz compôs o samba Delírio da baixa gastronomia, os artistas cantaram na companhia de Paulão 7 cordas (violão de seis cordas), Carlinhos 7 cordas (violão de 7 cordas), Pedro Amorim (cavaquinho), Roberto Marques (trombone), Beto Cazes (percussão), Marcelinho Moreira (percussão), Gordinho (percussão), Verônica Ferriani (coro), Carmen Queiroz (coro) e Ione Papas (coro). Pirajá - cabe explicar - é bar paulistano que funciona como ponto de encontro de admiradores do samba carioca em São Paulo (SP), promovendo shows com bambas do gênero.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Velha Guarda da Portela grava samba começado por Mijinha nos anos 40
A foto acima flagra a Velha Guarda da Portela em estúdio do Rio de Janeiro (RJ), neste mês de abril de 2013, durante a gravação do samba Pra me socorrer, ninguém, parceria de Mijinha (1918 - 1980) com Monarco. O detalhe é que a primeira parte do samba foi feita por Mijinha na década de 40 enquanto a segunda foi composta por Monarco há cerca de dois anos, ou seja, o samba Pra me socorrer, ninguém levou cerca de 70 anos para ser enfim concluído. Na primeira parte, Mijinha alude na letra a um caso verídico acontecido com o próprio compositor carioca, que mexeu com mulher em Oswaldo Cruz - bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro em que está situada a escola de samba Portela - e, mesmo estando na companhia de amigos, apanhou sozinho dos malandros da área por conta da cantada, já que os amigos debandaram na hora da confusão. Na segunda parte, Monarco desenvolve o tema de forma mais poética através de versos como "O camarada que vive bem sofre por um amor / Mas quando precisa de um ombro
amigo / Não encontra ninguém". A gravação do samba vai ser direcionada às rádios.
domingo, 21 de abril de 2013
Sururu na Roda lança CD e DVD gravados ao vivo com Diogo e Péricles
Nome recorrente em registros ao vivo de shows, Péricles - o cantor paulista projetado como vocalista do desativado grupo de pagode Exaltasamba - também integra o time de convidados da segunda gravação ao vivo do grupo carioca Sururu na Roda. Péricles entrou na roda armada pelo Sururu em 31 de julho de 2012 no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (TJ), para cantar Ainda posso ser feliz (Nilze Carvalho, Fabiano Salek e Silvio Carvalho). O número integra o CD e o DVD Sururu na roda ao vivo, lançados pela EMI Music neste mês de abril de 2013. Além de Péricles, o quarteto - formado atualmente por Nilze Carvalho (voz, bandolim e cavaquinho), Silvio Carvalho (voz, cavaquinho e percussão), Fabiano Salek (voz e percussão) e Juliana Zanardi (voz e violão) - recebe Diogo Nogueira, Dona Ivone Lara e Monarco sob a direção musical de Alceu Maia e sob a direção artística de Ricardo Moreira. Diogo Nogueira entra em cena para saborear Pimenta no vatapá (João Nogueira e Claudio Jorge), samba gravado em 1977 por seu pai, João Nogueira (1941 - 2000) - coincidentemente, o mesmo samba degustado por Zeca Pagodinho em seu recém-lançado CD e DVD Multishow ao vivo - Zeca Pagodinho 30 anos - Vida que segue. Já Dona Ivone Lara é a convidada do medley que celebra sua obra e que linka o samba-tributo Senhora da canção (Nei Lopes e Claudio Jorge) com seus sucessos Sonho meu (Ivone Lara e Délcio Carvalho), Mas quem disse que eu te esqueço (Ivone Lara e Hermínio Bello de Carvalho) e Tiê (Ivone Lara e Hélio Fuleiro). Por sua vez, Monarco é o convidado de O quitandeiro (Paulo da Portela e Monarco). Sem a adesão de convidados, o Sururu na Roda dá voz a inéditas como Ô sorte (Nilze Carvalho, Fabiano Salek e Silvio Carvalho) e sucessos que vão do samba-enredo Onde o Brasil aprendeu a liberdade (Martinho da Vila) ao funk Olhos coloridos (Macau), passando por Morena de Angola (Chico Buarque) e O ouro e a madeira (Ederaldo Gentil) - tudo no tom light que caracteriza o samba sem pegada do grupo.
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