Assinada pelo grupo norte-americano Sonic Youth, a trilha sonora do filme Simon Werner a Disparu - primeiro longa-metragem do diretor francês Fabrice Gobert - vai ser lançada em CD em 15 de fevereiro de 2011. Mas o quinteto - visto em foto de Andrew Kesin - antecipa temas da trilha em coletânea virtual, Mixtape Vol. 8, disponibilizada para audição no site oficial da banda. O repertório da inédita compilação inclui versão acústica de Starpower, tema gravado pelo Sonic Youth em 1986, e demos do repertório gravado no álbum Daydream Nation (1988).
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Senhor dos sons, Bosco cai com bossa no samba-jazz da NDR BigBand
Resenha de CD
Título: Senhoras do Amazonas
Artista: João Bosco & NDR BigBand
Gravadora: Yellowbird
Cotação: * * * * 1/2
Título: Senhoras do Amazonas
Artista: João Bosco & NDR BigBand
Gravadora: Yellowbird
Cotação: * * * * 1/2
Em maio de 2007, a orquestra alemã de jazz NDR BigBand expandiu a obra elástica de João Bosco - sem desmontar os alicerces que sustentam o suingante cancioneiro do compositor - em turnê que passou por seis cidades do Brasil. Em 2008, já em Hamburgo, Bosco entrou em estúdio com a big-band para registrar dez temas para CD que foi lançado na Europa somente em setembro de 2010. Disponível no Brasil somente nas seções de importados das lojas de discos, Senhoras do Amazonas é álbum majestoso. Bosco cai com bossa no samba abordado de forma jazzística pela NDR BigBand, conduzida pelo maestro Jörg Achim Keller. A interação da percussão com os luxuosos metais da NDR dá vibrante pulsação rítimica, por exemplo, a Nação (1982), samba de Bosco com Aldir Blanc e Paulo Emílio (não creditado na ficha técnica do CD). Já na primeira faixa de vibe roqueira, Bate um Balaio (1984), fica logo evidente a inventividade dos arranjos de Steve Grat. Pontuada pelo trompete de Reiner Winterschladen e pelo sax alto de Peter Bolte, Bodas de Prata (1975) brilha afiada, cortante, envolta numa apropriada atmosfera densa e esfumaçada que realça o peso dos versos de Blanc. Bosco - que já traz embutida uma orquestra de percussão na voz e no toque de seu violão - está à vontade tanto nas baladas, como Saída de Emergência (João Bosco, Antônio Cícero e Waly Salomão - 1991), quanto nos sambas, caso de Pretaporter de Tafetá (João Bosco e Aldir Blanc - 1984), inserido em nobre salão de gafieira pelos metais vibrantes da NDR. Já A Nível de... (João Bosco e Aldir Blanc - 1982) não chega a soar tão diferente de registros anteriores, apesar da moldura de metais da NDR. Bem mais surpreendente é a faixa-título, Senhoras do Amazonas (1984). A parceria bissexta de Bosco com Belchior reaparece grandiosa, no tom quase épico do arranjo que cita a obra de Dorival Caymmi (1914 - 2008). Fora da seara autoral, Bosco revive três joias sempre modernas da obra de Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994). Desafinado (Tom Jobim e Newton Mendonça - 1959) é reconstruída pelos vocais percussivos do cantor e pelo clarinete de Lutz Büchner. Já Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes - 1958) ganha a abordagem mais reverente e convencional da gravação sem que, por isso, soe menos sedutora e refinada. Por fim, Ângela (1976) fecha o disco em clima íntimo, terno. Senhor dos sons, João Bosco reitera a beleza elástica de sua obra em álbum que merece edição no Brasil.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Inédito, disco 'Racional 3' é o chamariz da incompleta 'Coleção Tim Maia'
Nunca lançado em disco, o terceiro volume da série Tim Racional - gravado em 1976, mas abortado pela desilusão de Tim Maia (1942 - 1998) com a seita Universo em Desencanto - é o chamariz da Coleção Tim Maia. À Venda pela internet ou nas bancas de São Paulo e dos Estados da Região Sul do Brasil, a partir de 28 de janeiro de 2011, a (incompleta) coleção produzida pela Editora Abril relança 13 dos 31 álbuns oficiais do Síndico, agregando aos seus 15 títulos o póstumo Tim Maia in Concert (2007) e o cobiçado Racional Vol. 3. Contudo, para adquirir Tim Maia Racional Vol. 3, o consumidor precisa comprar todos os 14 títulos iniciais da coleção, se cadastrar no site oficial do produto, digitar os códigos alfanuméricos recebidos com a compra de cada disco e, então, aguardar o recebimento em casa do álbum inédito. Jogadas de marketing à parte, a Coleção Tim Maia inclui álbuns raros como Nuvens (1981).
Beyoncé grava seu quarto álbum de estúdio e filma 'Nasce uma Estrela'
Beyoncé Knowles continua em estúdio gravando seu quarto álbum. O sucessor de I Am... Sasha Fierce (2008) tem lançamento confirmado para 2011. O time de produtores recrutados pela cantora inclui Jim Jonsin, Ne-Yo, Sean Garrett, Jay-Z e Symbolyc One, entre outros nomes. Enquanto apronta seu quarto álbum de estúdio, Beyoncé arquiteta sua volta ao cinema. Ela foi convidada para protagonizar a quarta versão do filme Nasce uma Estrela (A Star Is Born), revivendo a personagem que foi de Janet Gaynor em 1937, Judy Garland em 1954 e Barbra Streisand em 1976. O diretor do terceiro remake de Nasce uma Estrela será Clint Eastwood.
Best of do grupo alemão Tokio Hotel chega ao Brasil na edição em inglês
Primeira compilação do Tokio Hotel, grupo alemão de pop rock, Best of Tokio Hotel chega ao Brasil neste mês de janeiro de 2011, via Universal Music, um mês após ser lançada no exterior. A edição disponibilizada no mercado brasileiro é a English Version (há a versão alemã). O repertório insere dois fonogramas inéditos - Mädchen Aus Dem All (2003) e Hurricanes and Suns (2009) - entre 16 músicas extraídas de dois álbuns, Scream (2007) e Humanoid (2009).
Dupla mineira traz Milton para seu 'Mundo-Ludo' ao comemorar 20 anos
Formada pelas cantoras e compositoras Isabella Ladeira e Rosana Britto, a dupla mineira Lúdica Música! festeja 20 anos de carreira em 2011 com o lançamento de seu quinto álbum, Mundo-Ludo. Destaque do repertório majoritariamente autoral, que inclui temas como Clara Evidência e Tudo É Relativo, a música-título conta com guitarras e a voz de André Abujamra. Faixa-bônus, Não Há Paz (Marcinho Itaborahy e Rodrigo Barbosa) tem a participação de Milton Nascimento. Já o cantor e compositor mineiro Emmerson Nogueira - em cujo estúdio Versão Acústica a dupla Lúdica Música! gravou o disco - é autor e convidado de Apenas Dizer que Sei.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Amy teria gravado duo com Cee Lo Green para terceiro álbum já pronto
De acordo com notícia postada no site inglês Daily Star, Amy Winehouse teria gravado um dueto com o cantor Cee Lo Green - dono de um dos melhores álbuns de 2010, The Lady Killer - para seu aguardado terceiro álbum. O encontro da artista britânica com Green teria acontecido recentemente em Santa Lúcia, ilha do Caribe. Segundo fonte anônima do site, o CD de Amy Winehouse - vista numa foto de Rodrigo Amaral - já estaria praticamente finalizado...
Pericos reúnem amigos em CD para festejar 25 anos de reggae argentino
Em 1986, um grupo de amigos argentinos se juntou para tocar reggae. Nascia nessa reunião a primeira banda de reggae e ska da Argentina, Los Pericos, hábil na fusão dos ritmos jamaicanos com o rock. Recém-lançado no Brasil pela empresa MusicBrokers, o CD Pericos & Friends (2010) celebra os 25 anos do grupo com a reunião dos amigos latinos dos Pericos. Cantor e guitarrista dos Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna - produtor do segundo álbum de Los Pericos, King Kong (1989) - integra o time de convidados, tendo posto voz e violão em Casi Nunca lo Ves. O também brasileiro Toni Garrido - projetado no posto de vocalista da banda de reggae Cidade Negra - canta sucesso do grupo Raimundos, Mulher de Fases, mixado com a música Complicado y Aturdido. Ícone do reggae, o cantor Gregory Isaacs (1951 - 2010) fez uma de suas últimas gravações no disco Pericos & Friends, cantando Mucha Experiencia.
Com fina ironia, trio Les Pops apresenta o primeiro grande disco de 2011
Resenha de CD
Título: Quero Ser Cool
Artista: Les Pops
Gravadora: Discobertas / Microservice
Cotação: * * * * 1/2
Título: Quero Ser Cool
Artista: Les Pops
Gravadora: Discobertas / Microservice
Cotação: * * * * 1/2
Em época marcada pela perseguição de um tom cool que por vezes soa até fake além de quase padronizar a cena indie nativa, o trio carioca Les Pops destila fina ironia já no título de seu excelente primeiro álbum, Quero Ser Cool. Ironia que se amplia quando se ouve o disco e se percebe que, não, Rodrigo Bittencourt, Daniel Lopes e Thiago Antunes não querem ser cool. "Eu quis te matar / Pode acreditar / Quando te vi passar por mim / Tão linda assim / E não me notar", admite logo de cara o vocalista e guitarrista Rodrigo Bittencourt nos versos iniciais de Esmalte, rock deliciosamente pop da lavra de Bittencourt, um dos melhores compositores da atual geração pop, como já ficou claro em seu segundo álbum solo (Mordida, 2008). Embora menos inpirado, Daniel Lopes também transita com desenvoltura pela trilha pop e, no trio, mostra evolução em relação ao seu fraco primeiro disco solo (Mais e Mais Refrões, 2009). São de Daniel o rock Aluguel em Abbey Road e a mordaz faixa-título do CD, Quero Ser Cool, balada composta com Rodrigo que ironiza a tribo indie que tem mais pose do que som. Já Thiago Antunes marca presença como cantor de voz macia no pop reggae Salto Agulha, parceria de Thiago com Rodrigo. E o fato é que Quero Ser Cool, o disco, transcorre leve, desencanado e bem-humorado ao longo de suas onze coerentes faixas (ainda que a primeira metade seja levemente superior à segunda). Ouça o álbum e descubra delícias como E La Nave Va, faixa que cai no suingue carioca enquanto cita o universo cult de Federico Fellini (1920 - 1993) em letra repleta de referências cinematográficas. Se o rock Batalha Naval (Daniel Lopes e Mila Bartilotti) faz original abordagem dos conflitos amorosos, Delay (Daniel Lopes e Rodrigo Bittencourt) esboça com alguma inspiração um cruzamento entre o universo do rock e do repente nordestino. Já Letícia (Thiago Antunes e Fernando Antunes) exibe um banjo que remete ao som do country norte-americano, mas é, em essência, um legítimo iê-iê-iê que expia dores de amores em certa contradição com os versos de A Canção, o tema de Rodrigo Bittencourt que fecha o disco com crítica sobre o desgastado universo temático das músicas românticas. “A canção cansou de dizer coração / A canção cansou de sofrer por paixão / A canção cansou de chorar no refrão", canta Rodrigo após o Les Pops perpetuar ótimo tema do compositor catarinense-alagoano Wado, Macaco Pavão, e dar tom roqueiro ao samba Camisa Listrada, do compositor centenário Assis Valente (1911 - 1958). Enfim, com leveza, descontração e irônico bom-humor, o trio Les Pops apresenta o primeiro grande disco de 2011.
'Segredo' de Leila Pinheiro ganha sinceridade, cores e tom pop no palco
Resenha de Show
Título: Meu Segredo Mais Sincero - Músicas de Renato Russo e Legião Urbana
Artista: Leila Pinheiro (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 10 de setembro de 2010
Cotação: * * * *
Show em cartaz no Sesc Pinheiros (São Paulo, SP) em 22 e 23 de janeiro de 2011
Título: Meu Segredo Mais Sincero - Músicas de Renato Russo e Legião Urbana
Artista: Leila Pinheiro (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 10 de setembro de 2010
Cotação: * * * *
Show em cartaz no Sesc Pinheiros (São Paulo, SP) em 22 e 23 de janeiro de 2011
Disco em que Leila Pinheiro aborda a obra de Renato Russo (1960 - 1996), Meu Segredo Mais Sincero (2010) resultou quase monocromático, mas ganhou cores no palco. Faltou ao CD editado pela gravadora Biscoito Fino o tom pop que dá frescor ao show inspirado no álbum. De volta ao cartaz neste fim de semana, em duas apresentações no Sesc Pinheiros de São Paulo (SP), o show foi feito sob a direção da atriz e escritora Denise Bandeira, autora do roteiro urdido com climas variados que permite interpretações mais ensolaradas e mais exteriorizadas de Leila. Como visto na feliz estreia carioca de Meu Segredo Mais Sincero - Músicas de Renato Russo e Legião Urbana, no Teatro Rival em 10 de setembro de 2010, a cantora faz o show quase sempre de pé e, em alguns números, empunha até uma guitarra. O preto e o branco dão o tom apenas em algumas projeções de filmes e fotos que expressam o universo artístico e pessoal de Renato Russo, cuja voz abre e fecha o show através da reprodução de sua gravação de Let's Face the Music and Dance (Irving Berlin, 1936) extraída do primeiro disco solo do cantor, The Stonewall Celebration Concert (1994), do qual, aliás, Leila também pinçou Cherish (1989), sucesso de Madonna, iluminado instante pop de show que peca somente pelo tom bem artificial do primeiro dispensável texto dito pela cantora em cena. Leila entra em cena com a vinheta a capella de Perfeição (1993). Já nos primeiros números, Ainda É Cedo (1985) e Quase sem Querer (1986), já se percebe que a intérprete está cantando para fora. A habitual segurança vocal permite a cantora encarar bem tanto o dueto virtual com Russo em La Solitudine - sucesso da cantora italiana Laura Pausini que o cantor regravou em seu segundo disco solo, Equilíbrio Distante (1995) - quanto os versos quilométricos de Índios (1986). Dentro dessa atmosfera solar, Leila ainda apresenta Daniel na Cova dos Leões (1986) antes de se dirigir ao piano para entoar O Teatro dos Vampiros (1991) e, extrapolando a seleção do disco, Mais uma Vez. Sozinha com seu piano, Leila realça com sua voz e sua alma toda a beleza melódica e poética desta única parceria de Renato com o mineiro Flávio Venturini, (mal) gravada pelo 14 Bis em seu álbum Sete (1987). Na sequência, Leila sublinha - nos tons mais urgentes de registro nervoso - o inconformismo elétrico de Conexão Amazônica (1980 - 1987), tema de Renato e Fê Lemos que pertencia ao cancioneiro da banda Aborto Elétrico. É ainda nesse clima que Leila revive os anseios da Geração Coca-Cola (1985) e que mergulha em Angra dos Reis (1987), tema em que o diretor musical do show, Cláudio Faria, consegue fazer um bom uso dos teclados e programações. Abundantes no disco, os teclados têm sua onipresença diluída no show pela guitarra de Webster Santos, especialmente notável em Tempo Perdido (1986), outro grande momento do roteiro que tangencia o rock com a mesma naturalidade com que esboça leve clima bossa-novista para Leila narrar a saga de Eduardo e Mônica (1986) em dueto de vozes e violões com Maurício Oliveira, cujo baixo largo pontua Por Enquanto (1985), outra boa surpresa do repertório. Em seguida, o hit Pais e Filhos (1989) chega à cena extremamente sedutor, reiterando a supremacia do show sobre o disco. O perfeito equilíbrio de climas do roteiro faz com que o show nunca fique linear. Se Boomerang Blues (1986) pega rota estradeira para evocar um blues primitivo, quase rural, Música Urbana 2 (1986) capta a efervescência urgente das metrópoles. E, já no fim, a bateria de João Viana sublinha o peso do medley que costura a citação de Que País É Este? (1978 - 1987) com Será (1985). Aos 50 anos de vida e 30 anos e alguns meses de carreira sincera (embora já irregular), Leila Pinheiro ainda tem segredos para revelar ao seu público no palco...
Suede vai relançar sua discografia com material-bônus de áudio e vídeo
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Jornalista carioca reconstitui a vida e a obra de Zé Ramalho em biografia
A jornalista carioca Christina Fuscaldo trabalha já há dois anos em oportuna biografia de Zé Ramalho. Ainda à procura de editora interessada na publicação do livro, em fase de pesquisa e entrevistas, a autora tem o aval do artista paraibano. Ramalho - visto em foto de Dario Zalis - disponibilizou seu arquivo pessoal para a jornalista com a mesma generosidade com que abriu seu baú musical para o produtor Marcelo Fróes garimpar raridades para montar o repertório dos quatro CDs d'A Caixa de Pandora, cuidadoso box recém-lançado pela Sony Music com oito fonogramas inéditos (clique aqui para ler um post anterior de Notas Musicais sobre a caixa).
De novo com Garrido, Cidade Negra grava em estúdio e já planeja DVD
Com o vocalista Toni Garrido reincorporado ao grupo, o trio Cidade Negra está em estúdio formatando disco de repertório autoral. Mas já planeja a gravação ao vivo de CD e DVD para este primeiro semestre de 2011. Garrido recomeçou a fazer shows com o Cidade Negra em dezembro, mas oficialmente sua volta aos palcos com a banda aconteceu neste mês de janeiro.
Trilha de 'Insensato Coração' agrega Elis, Dori, Nana, Simone e Maria Rita
Parceria de Sueli Costa com Vítor Martins, lançada em 1972 por Elis Regina (1945 - 1982), Vinte Anos Blues volta à cena na trilha sonora nacional da novela Insensato Coração - no ar desde 17 de janeiro de 2011 pela TV Globo - na gravação original da Pimentinha. Nas lojas em fevereiro, o CD com a trilha sonora da trama de Gilberto Braga agrega nomes como Maria Rita (Coração em Desalinho, samba de Mauro Diniz e Ratinho regravado especialmente para a novela), Mart'nália (Ela É a Minha Cara, samba de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos que tem tudo para repetir o sucesso de Cabide), Nana Caymmi (Sem Poupar Coração, obra-prima que deu título ao álbum de 2009), Ney Matogrosso (Verdade da Vida, regravação inédita do sucesso de Helena de Lima nos anos 60), Simone (Love, fonograma do álbum Na Veia), Dori Caymmi (Só Louco, samba-canção de Dorival Caymmi cuja letra inspirou o título da novela), Maria Bethânia (Trocando em Miúdos, regravação inédita do belo tema de Francis Hime e Chico Buarque) e Zeca Baleiro (regravação também inédita de Homem com H), entre outros artistas.
Kravitz cruza raças e sons no seu nono álbum, 'Black and White America'
Nono álbum de estúdio de Lenny Kravitz, Black and White America tem lançamento previsto para este primeiro semestre de 2011. O cantor e compositor norte-americano cruza raças e sons neste disco gestado há anos e finalizado em 2010, em seu estúdio caseiro nas Bahamas. Entre rock (Come on Get It) e funk (a faixa-título Black and White America), Kravitz transita pelo soul em Super Love e flerta com o universo glam em Dance Around the Fire. O álbum - que aborda a mistura de raças que moldou os Estados Unidos - vai ser editado pela Virgin/EMI.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Gravadora Biscoito Fino põe no mercado o primeiro 'blu-ray' de Bethânia
Dois meses após o lançamento do DVD Amor Festa Devoção - Maria Bethânia ao Vivo, em novembro de 2010, a gravadora Biscoito Fino põe nas lojas, neste mês de janeiro de 2011, a edição em blu-ray do show captado em duas apresentações na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). O conteúdo do primeiro blu-ray de Maria Bethânia é idêntico ao do DVD. Custa R$ 69,90.
Flea posta no Twitter imagem do guitarrista Josh Klinghoffer em estúdio
Postada no Twitter esta semana por Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, a foto acima flagra Josh Klinghoffer - o novo guitarrista do grupo, susbstituto de John Frusciante - em estúdio durante a gravação do décido álbum de inéditas da banda, o primeiro desde Stadium Arcadium (2006). Por ora, nada se sabe sobre título e repertório do disco produzido por Rick Rubin - exceto que o lançamento está previsto para este primeiro semestre de 2011. Josh Klinghoffer substituiu Frusciante em 2009, ano em que o Red Hot começou a gestar o álbum.
Dudu vai lançar em fevereiro disco de inéditas produzido por Rildo Hora
O oitavo disco de Dudu Nobre - o primeiro de inéditas desde Festa em meu Coração (2005) - tem lançamento previsto para fevereiro de 2011 pela gravadora Universal Music. O álbum foi produzido por Rildo Hora. Essencialmente autoral, o repertório inclui alguns sambas românticos.
Paralamas perpetuam seu show 'Brasil Afora' na série Multishow ao Vivo
Aos 30 anos de carreira, o trio Os Paralamas do Sucesso vai lançar neste primeiro semestre de 2011 o registro ao vivo do show Brasil Afora, captado em 14 de dezembro de 2010 em apresentação no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), para edição em CD e DVD da série Multishow ao Vivo. O azeitado show foi gravado ao vivo com as participações de Pitty - vista com o guitarrista Herbert Vianna e o baterista João Barone na foto de Bernardo Mortimer, extraída no site oficial do grupo - e Zé Ramalho. Pitty cantou Tendo a Lua (Herbert Vianna), música lançada pelos Paralamas há 20 anos no álbum Os Grãos (1991). Já Ramalho bisou a participação do CD Brasil Afora (2009) e pôs sua voz cavernosa em Mormaço (Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone). Eis o roteiro perpetuado na gravação ao vivo do show Brasil Afora:
1. Sem Mais Adeus (Carlinhos Brown e Alain Tavares)
2. Dos Margaritas (Herbert Vianna e Bi Ribeiro)
3. Pólvora (Herbert Vianna)
4. O Beco(Herbert Vianna e Bi Ribeiro)
5. Ela Disse Adeus (Herbert Vianna)
6. Cuide Bem do seu Amor (Herbert Vianna)
7. Romance Ideal (Martim Cardoso e Herbert Vianna)
8. Tendo a Lua (Herbert Vianna) - com Pitty
9. Bora Bora (Herbert Vianna)
10. Perplexo (Herbert Vianna)
11. Meu Sonho (Herbert Vianna)
12. A lhe Esperar (Arnaldo Antunes e Liminha)
13. O Calibre (Herbert Vianna)
14. Meu Erro (Herbert Vianna)
15. Mormaço (Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone) - com Zé Ramalho
16. O Rio Severino (Herbert Vianna)
17. Caleidoscópio (Herbert Vianna)
18. Uns Dias (Herbert Vianna)
19. A Novidade (Gilberto Gil, Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone)
20. Quanto ao Tempo (Carlinhos Brown e Michael Sullivan)
21. Lourinha Bombril (Diego Blanco e Bahiano - Versão: Herbert Vianna)
22. Alagados (Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone)
23. Uma Brasileira (Herbert Vianna e Carlinhos Brown)
Bis:
24. Lanterna dos Afogados (Herbert Vianna)
25. Sonífera Ilha (Branco Mello, Marcelo Fromer, Tony Bellotto, Ciro Pessoa e Carlos Barmack) / Ska (Herbert Vianna)
26. Óculos (Herbert Vianna)
27. Vital e sua Moto (Herbert Vianna)
Mentor dos Allman Brothers, Gregg lança álbum solo devotado ao blues
Como já anuncia o título do primeiro álbum solo de Gregg Allman em 14 anos, Low Country Blues - lançado esta semana nos Estados Unidos - traz o fundador da Allman Brothers Band devotado ao blues. O sucessor de Searching for Simplicity (1997) tem produção assinada por T Bone Burnett e alinha 12 faixas. Onze são covers de blues clássicos e obscuros. A exceção é Just Another Rider, tema inédito da lavra de Gregg com Warren Haynes, guitarrista da Allman Brothers Band. Dr. John toca piano no disco. Eis as músicas (e autores) de Low Country Blues:
1. Floating Bridge (Sleepy John Estes)
2. Little by Little (Junior Wells)
3. Devil Got my Woman (Skip James)
4. I Can't Be Satisfied (Muddy Waters)
5. Blind Man (Bobby Bland)
6. Just Another Rider (Gregg Allman & Warren Haynes)
7. Please Accept my Love (BB King)
8. I Believe I'll Go Back Home (tema tradicional)
9. Tears Tears Tears (Amos Milburn)
10. My Love Is your Love (Samuel Maghett)
11. Checking on my Baby (Otis Rush)
12. Rolling Stone (tema tradicional)
Assinar:
Postagens (Atom)




















