Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 8 de março de 2016

Nação planeja lançar disco de estúdio e gravação ao vivo com Chico Science

O grupo pernambucano Nação Zumbi planeja acrescentar dois títulos à discografia iniciada em 1994. A banda pretende gravar e lançar neste ano de 2016 um álbum de estúdio com músicas inéditas que vai suceder o álbum Nação Zumbi (Slap / Som Livre, 2014). Outro projeto é a edição de gravação ao vivo de show feito com Chico Science (1966 - 1997), principal cantor e compositor da fase inicial da Nação Zumbi (em foto de Vitor Salerno). O show foi captado na edição de 1995 do Montreux Jazz Festival, na Suíça. E por falar em Science, a obra do artista pernambucano é tema do documentário Chico Science - Um caranguejo elétrico (Globo Nordeste/RTV), filmado sob a direção de Eduardo Miglioli e exibido, em sessões especiais, a partir deste mês de março de 2016.

sábado, 17 de outubro de 2015

Instituto avoluma seu som gregário em 'Violar' com Metá, Nação, Tulipa e cia.

Resenha de álbum
Título: Violar
Artista: Instituto
Gravadora: YB Music
Cotação: * * * *

"Tambor de crioula merece respeito / Duro é saber que o país que eu almejo / Já foi vendido por um tão baixo preço", dispara o cantor paulistano Criolo, dando voz ao povo sem voz nos versos de Vai ser assim (Rica Amabis, Junior Areia, Tony Allen, Criolo, Gioavani Mendes Baffô), segunda das 13 músicas de Violar, primeiro álbum do coletivo paulistano Instituto em longos 13 anos. Gravada com dream team de músicos (Fred Zero Quatro no cavaco, Lanny Gordin na guitarra, Pupillo e o nigeriano Tony Allen - mestre do afrofunkbeat - nas baterias, entre outros virtuoses), a faixa sobressai no repertório, reitera o vigor da pegada do Instituto no sucessor de Coleção nacional (YB Music, 2002) e incorpora na letra uma frase lapidar ("Em casa de menino de rua, o último a dormir apaga a lua") do livro Delitos e deleites (Editora Poesia Maloquerista, 2010), do poeta Giovani Mendes Baffô, incorporado ao time de compositores do tema por conta da citação. Produzido por Rica Amabis e Tejo Damasceno, condutores do coletivo em sua atual formação (já sem Daniel Ganjaman), o disco Violar tem capa e títulos criados por Alexandre Orion, artista visual cuja obra urbana tem sido sonorizada com temas instrumentais do Instituto. Dois deles, Polugravura (Tejo Damasceno, Pupillo, Dengue e Thiago França) e Ossário (Rica Amabis, Tejo Damasceno e Luca Raele) figuram no repertório do disco, sendo que Ossário consegue combinar tensão e lirismo na sua arquitetura sonora. O título Violar remete à face mais combatente e politizada da música da nação nordestina. E, de fato, o disco põe os pés na lama dessa terra ao celebrar o cantor e compositor pernambucano Chico Science (1966 - 1997) em Alto do Zé do Pinho, música póstuma de autoria do rapper paulistano Sabotage (1973 - 2003), cuja voz é ouvida nesta música gravada com o toque da Nação Zumbi e cantada também por Otto e pelo rapper Sombra. Alto do Zé do Pinho - que não é um rap (apesar da intervenção de Sombra) e está mais para um blues-rock de tom psicodélico - e Vai ser assim já valem este disco valorizado mais pela estupenda sonoridade do que pelas músicas em si. Como em Coleção nacional, o Instituto agrega múltiplos parceiros e convidados em Violar, refazendo suas conexões com nomes como BNegão, Otto, Nação Zumbi e o próprio Sabotage. Mas outras vozes se fazem ouvir naturalmente em Violar. Afinal, mais de uma década separa um álbum do outro. Formatado com a adesão da cantora e compositora Tulipa Ruiz em duas músicas, Mais carne (Karol Conká, Tulipa Ruiz, Rica Amabis, Tejo Damasceno, Alexandre Basa e Mike Relm) e a pop Tudo que se move (Rica Amabis, Dengue, Pupillo e Gui Amabis), Violar está impregnado da pegada da Nação, mais presente no atual álbum. A recorrente interação do Instituto com os músicos da banda pernambucana - pedra fundamental do Mangue Beat - encorpa e avoluma o som gregário do coletivo neste disco em faixas como Na surdina (Rica Amabis, Luca Raele e Jorge Du Peixe), música gravada com o baixo de Dengue e com a voz de Jorge Du Peixe, também intérprete e parceiro da sombria Isso é sangue (Tejo Damasceno, Daniel Ganjaman, Rica Amabis e Jorge Du Peixe). Em essência, Violar é disco escaldado em água fervente, mas alterna tons, timbres e climas, escapando da linearidade e do experimentalismo pelo experimentalismo. Na sequência de Bossa chinesa (Rica Amabis), tema instrumental que abre espaço em Violar para certa serenidade, o samba Pacto com mato (Rica Amabis e Curumim) harmoniza sons eletrônicos e acústicos com maestria e a voz e a bateria de Curumim, um dos compositores do tema. Já Seco é um rap poliglota que embute as vozes do rapper japonês Lyrics Born e da cantora norte-americana de rap e soul Joyo Velarde em faixa pautada pelo discurso árido do rapper carioca BNegão, parceiro de Tejo e Rica na composição. Já Irôco (Rica Amabis, Klaus Sena, Guilherme Held, Kiko Dinucci, Thiago França e Juçara Marçal) tem intervenções cortantes do saxofone de Thiago França que jamais dissolvem o elo com a mãe África, evocada pela voz transcendental de Juçara Marçal. O grupo paulistano Metá Metá garante a pulsação da faixa, encorpada também pelo toque heavy da guitarra de Guilherme Held. E por falar em África, Baía (Tejo Damasceno, Thiago França e Tony Allen) fecha Violar em grande estilo com os afrofunkbeats da bateria de Tony Allen. Enfim, nesta coleção (inter)nacional de sons que completa Violar, o Instituto confirma sua importância na cena.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Primeira gravação de Lenine com a Nação Zumbi faz referência a Capiba

Com trajetórias que correm paralelas desde a década de 1990, tendo em comum a origem pernambucana, o cantor e compositor Lenine e a banda Nação Zumbi cruzam seus caminhos musicais pela primeira vez em uma das músicas de Carbono, álbum de inéditas que Lenine lança em 30 de abril de 2015. A parceria acontece na composição e na gravação de Cupim de ferro, música definida pelo artista como um frevo'n'roll. Cupim de ferro é "um frevo felliniano" na definição de Jorge Du Peixe, vocalista da Nação. A parceria foi divulgada hoje, 16 de abril de 2015, na página oficial de Lenine no Facebook. Frevo gravado com as guitarras e os tambores proeminentes na Nação, sem a típica orquestra de metais recorrente nas orquestrações do ritmo pernambucano, Cupim de ferro faz referência na letra a versos de um dos frevos mais conhecidos do compositor pernambucano Capiba (1904 - 1997), Madeira que cupim não rói, composto em 1963 para o bloco Madeira do Rosarinho como resposta à derrota deste bloco no Carnaval anterior para o bloco Batutas de São José. Produzido por JR Tostoi com Bruno Tostoi e com o próprio Lenine, o álbum Carbono foi gravado de janeiro a março deste ano de 2015, entre Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Amsterdam (nos Países Baixos). Inédito e autoral, o repertório inclui músicas como Castanho (canção de sotaque interiorano e sertanejo, composta por Lenine com o sueco-pernambucano Carlos Posada, da banda carioca Posada e O Clã), O impossível vem pra ficar (parceria de Lenine com Vinicius Calderoni, gravada com a participação de Tó Brandileone, ambos do grupo paulistano 5 a Seco), À meia-noite dos tambores silenciosos (uma parceria de Lenine com Carlos Rennó arranjada pelo maestro baiano Letieres Leite), Grafite diamante (parceria de Lenine com Marco Polo) e Simples assim (parceria de Lenine com Dudu Falcão). A capa do álbum Carbono expõe Lenine no traço - em grafite - do artista plástico paulistano José Carlos Lollo.

domingo, 1 de março de 2015

Nação Zumbi regrava seis músicas de seu repertório em 'Rdio sessions'

A banda pernambucana Nação Zumbi regravou seis músicas de seu repertório para o projeto Rdio sessions Brasil. Disponíveis para mais de 60 países, através da plataforma norte-americana de streaming, as Rdio sessions da Nação Zumbi veiculam inéditos registros acústicos das músicas Cicatriz (Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Dengue e Pupillo, 2014), Um sonho (Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Dengue e Pupillo, 2014), Defeito perfeito (Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Dengue e Pupillo, 2014) , Novas auroras (Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Dengue e Pupillo, 2014), Manguetown (Chico Science, Lúcio Maia e Dengue, 1996) e Quando a maré encher (Fábio Trummer, Roger Man e Bernardo Chopinho, 2000).  Clique aqui para ouvir as seis Rdio sessions da Nação Zumbi.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Show no Carnaval do Recife mostra que maré continua cheia para Nação

RECIFE (PE) - Foi sob uma chuva de papel picado, com o público eletrizado, que a Nação Zumbi encerrou o show que fez na noite de ontem, 15 de fevereiro de 2014, no Marco Zero, principal palco do miscigenado Carnaval do Recife (PE). O fecho do bis, com a música Quando a maré encher (Fábio Trummer, Roger Man e Bernardo Chopinho, 2000), arrematou um show que mostrou o poder da Nação em sua terra natal. Entre sucessos da fase com seu compositor e vocalista original Chico Science (1966 - 1997), como A praieira (Chico Science, 1994), a banda tocou músicas de seu recente álbum Nação Zumbi (Slap / Som Livre, 2014), ótimo disco em que os produtores Alexandre Kassin e Berna Ceppas deram trato pop no som da Nação. Cicatriz (Jorge Du Peixe, Dengue, Lúcio Maia e Pupillo, 2014) foi uma delas. A foto de Rodrigo Goffredo flagra o baixista Dengue (à esquerda) e o vocalista Jorge Du Peixe (à direita) em primeiro plano no show que mostrou, para o público que lotou o Marco Zero, que a maré continua cheia para Nação Zumbi.

♪ O fotógrafo do blog Notas Musicais, Rodrigo Goffredo, viajou ao Recife (PE) para cobrir o Carnaval da cidade, em 2015, a convite do Governo de Pernambuco e Prefeitura do Recife.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Retrô 2014: Nação Zumbi volta com ótimo CD pop nos 20 anos do Mangue

Retrospectiva 2014 - Se em 2013 um comentário lacônico na página oficial da Nação Zumbi no Facebook ("Esclarecimento: não vamos entrar em estúdio e não sabemos se voltamos em 2014") suscitou dúvidas quanto ao futuro da Nação, 2014 - ano em que o universo pop brasileiro celebrou os 20 anos do Mangue Beat, o movimento pernambucano do qual a banda Chico Science (1966 - 1997) foi pedra fundamental - dissipou essas dúvidas com o lançamento do disco mais pop do grupo. Nação Zumbi (Slap / Som Livre, 2014) chegou ao mundo digital em 5 de maio e, na sequência imediata, em edição física em CD. Os produtores Alexandre Kassin e Berna Ceppas deram trato pop no cancioneiro autoral da Nação Zumbi sem desrespeitar o passado glorioso da banda. Lançado em vinil em outubro, Nação Zumbi resultou em álbum inspirado que apontou belo futuro para  Dengue, Jorge Du Peixe, Lúcio Maia, Pupillo e cia 20 anos após a explosão do Mangue. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Álbum da Nação Zumbi ganha edição em vinil com as 11 músicas do CD

Lançado em maio deste ano de 2014 pelo selo Slap, da gravadora Som Livre, o álbum Nação Zumbi - 11º título oficial da discografia da banda pernambucana - ganhou edição em vinil de 180 gramas, fabricado pela Polysom e já posto nas lojas neste mês de outubro. O LP traz as mesmas onze músicas autorais do ótimo CD. Eis a disposição das faixas no LP de capa simples:

Lado A
1. Cicatriz
2. Bala perdida
3. O que te faz rir
4. Defeito perfeito
5. A melhor hora da praia

Lado B
1. Um sonho
2. Novas auroras
3. Nunca te vi
4. Foi de amor
5. Cuidado
6. Pegando fogo

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Repertório inspirado consagra CD em que Kassin dá trato pop na Nação

Resenha de CD
Título: Nação Zumbi
Artista: Nação Zumbi
Gravadora: Slap / Som Livre
Cotação: * * * *

Vinte anos após deflagarem o Mangue Beat, movimento que recolocou Pernambuco no mapa da música brasileira a partir de 1994, os tambores da Nação Zumbi rufam em tom cada vez mais pop. Produzido por Alexandre Kassin e Berna Ceppas, o primeiro álbum de inéditas da banda do Recife (PE) em sete anos aprimora o polimento pop já evidenciado no anterior Fome de tudo (Deck, 2007), bom disco em que Mario Caldato organizou a lama e o caos evidenciado em Futura (Trama, 2005). Contudo, o trato pop dado pelos produtores Berna & Kassin respeita o histórico da Nação. Disponível para compra no iTunes a partir de hoje, 5 de maio de 2014, o álbum Nação Zumbi confirma e consagra a sonoridade do grupo ao longo das onze músicas inéditas assinadas conjuntamente pelo vocalista Jorge Du Peixe, o baixista Dengue, o baterista Pupillo e o guitarrista Lúcio Maia (o pernambucano Junio Barreto adere ao time de compositores em O que te faz rir). A conexão com a história pregressa da banda fica nítida em Pegando fogo, música ardente que encerra o disco como uma benção ao mentor da Nação Zumbi, Chico Science (1966 - 1997). Com mix incandescente de guitarra e tambores, Pegando fogo é a música que lembra - em disco marcado pelo romantismo lúcido de temas como Foi de amorNunca te vi - que o som da Nação Zumbi sempre foi também uma arma política em cena social cada vez mais quente, como reitera a letra de Pegando fogo. "Não feche os olhos, não / Mais um dia tece a trama / E o drama reclama logo uma solução", alarmam os versos de Cuidado, faixa roqueira com dose de psicodelia que também remete ao som cristalizado por Science nos anos 1990. Sem renegar seu passado glorioso, mas com os pés fincados na lama do momento presente, a Nação Zumbi confirma mais uma vez - com esse belo e coeso álbum - que conseguiu criar uma marca e um som na sua vida pós-Science. Masterizado por Robert Carranza em Los Angeles (EUA), o CD Nação Zumbi dialoga com o disco em que o grupo Los Sebozos Postiços - projeto paralelo dos músicos da Nação - interpreta Jorge Ben Jor, provando a atualidade do álbum gravado com o patrocínio do projeto Natura Musical e editado pelo selo Slap (braço indie-pop da gravadora global Som Livre) em CD que vai estar nas lojas a partir de 15 de maio. Resistindo à tentação de criar um simulacro de seus álbuns clássicos, a Nação Zumbi caminha para frente em álbum engrandecido pela alta qualidade da safra de inéditas. Como o single Cicatriz já sinalizara em fevereiro, o mix de guitarras, tambores e synths (pilotados por Berna & Kassin) resulta harmonioso, sem diluir tensões contidas em versos como os de Bala perdida. E o fato é que as músicas de Nação Zumbi são boas e se prestam muito bem à sonoridade do disco, especialmente polida na melodiosa balada Um sonho. A trama de tambores intensificada ao fim de Nunca te vi é a mesma que sustenta o envolvente refrão de Novas auroras, música de versos ("Ontem você quis o amanhã / Hoje você quer o depois / Vou andando nas horas / Atravessando os agoras / Dançando as novas auroras") que parecem até mandar recado para quem espera ouvir somente ecos da Nação de Science, referendando que o tempo da Nação Zumbi é hoje. Nesse tempo e universo particular, A melhor hora da praia dança lindamente no passo da ciranda, embalada pelo canto da sereia Marisa Monte, cujos vocais valorizam uma das melhores músicas de um disco capaz de desmistificar o romantismo em Defeito perfeito ("À queima-roupa / Ninguém fica inteiro"). Enfim, os tambores estão lá, a guitarra de Lúcio Maia também - com direito a solo hendrixiano em O que te faz rir - mas, cada vez que dá um passo, a Nação Zumbi muda de lugar. É o que se espera dessa banda que soube caminhar ao longo desses 20 anos de Mangue Beat sem ficar à sombra de Chico Science.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Eis a capa do álbum que a Nação Zumbi lança em maio com onze inéditas

Esta é a capa de Nação Zumbi, o primeiro álbum de inéditas da banda pernambucana desde Fome de tudo (2007). Pedro Pinhel e Ricardo Fernandes assinam o projeto do gráfico do disco que vai chegar ao mercado fonográfico em maio de 2014, em edição do selo Slap. Produzido por Berna Ceppas e Kassin, o álbum Nação Zumbi tem lançamento nas plataformas digitais programado para 5 de maio. A chegada do CD às lojas está agendada para 15 de maio. O repertório alinha onze músicas inéditas. Uma delas, Cicatriz (Jorge Du Peixe, Dengue, Lúcio Maia e Pupillo), já é conhecida pelo público da banda, pois foi lançada em 25 de fevereiro, abrindo os trabalhos promocionais do álbum, o 11º título da discografia oficial da Nação Zumbi.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

'Cicatriz' marca início da promoção do álbum de inéditas da Nação Zumbi

Nas rádios de todo o Brasil a partir de hoje, 25 de fevereiro de 2014, a música Cicatriz marca o início dos trabalhos promocionais do primeiro álbum de inéditas da Nação Zumbi desde Fome de tudo (2007). Kassin toca synth na faixa. A música está disponível para download gratuito no site do projeto Natura Musical, cujo patrocínio viabilizou a gravação do disco que reagrupou a Nação Zumbi (em foto de Vítor Salerno) 20 anos após a edição do seminal álbum Da lama ao caos (1994).  Produzido por Berna Ceppas e Kassin, o disco de inéditas da banda se chama Nação Zumbi. Caberá ao selo Slap (via Som Livre) lançar o CD gravado, mixado e masterizado por Daniel Carvalho no estúdio Monoaural, no Rio de Janeiro (RJ). Eis a letra da faixa Cicatriz:

Cicatriz (Jorge Du Peixe, Dengue, Lúcio Maia e Pupillo)

Quando fica a cicatriz
Fica difícil de esquecer

Visível marca de um riscado inesperado
Pra lembrar o que lhe aconteceu
Risível marca de um riscado desesperado

Pra lembrar e nunca mais esquecer

Fica bem desenhado só pra ser bem lembrado
Risco do erro mal-visto e mal-olhado
Quem vê vira a logo a vista para o outro lado
(Não é só um sinal de quem passou por maus bocados)
Mas essa daqui me traz uma boa lembrança
Não preciso esconder
Mas essa daqui me traz uma boa lembrança
Não vou mais esquecer

Seja como for, eu me lembrarei
Seja onde for, não esquecerei

Cicatriz
Quem vê nem diz
Que fizesse tudo isso por um triz
Cicatriz
Nem todo cuidado do mundo

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nação se reúne em 2014 e grava álbum de inéditas com Berna e Kassin

Embora lacônico comunicado postado pela Nação Zumbi no facebook ("Esclarecimento: não vamos entrar em estúdio e não sabemos se voltamos em 2014") no primeiro semestre de 2013 tenha suscitado dúvidas quanto ao futuro da banda do Recife (PE), o fato é que o grupo vai se reunir em 2014 para gravar seu primeiro álbum de inéditas em sete anos. A gravação do sucessor de Fome de tudo (2007) está prevista para janeiro e fevereiro, sob a produção de Berna Ceppas, Kassin e Mario Caldato. A rigor, a banda já havia registrado inéditas em sessões de pré-produção, mas quer regravar todas as músicas. A refazenda do disco - viabilizada com patrocínio obtido no projeto Natura Musical - interrompe o recesso da Nação Zumbi, cujos integrantes andavam dispersos, envolvidos em projetos paralelos (embora tenham gravado, de forma meio burocrática, suas sete faixas do disco em que a Nação Zumbi e o Mundo Livre S/A trocam de repertório). A edição do disco de inéditas, em 2014, vai festejar os 20 anos do lançamento do primeiro álbum do grupo, Da lama ao caos (1994), o influente CD dos anos 90. 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Eis a capa do CD em que o Mundo Livre troca de repertório com a Nação

Esta é a capa de Mundo Livre S.A. vs Nação Zumbi, CD inédito no qual as duas bandas de Pernambuco - ícones do movimento rotulado como Mangue Beat - trocam de repertório. Uma banda apresenta sua leitura de sete músicas da outra em projeto similar ao que uniu em disco os grupos Raimundos e Ultraje a Rigor. Nas lojas em agosto de 2013, em edição da Deck, o CD  Mundo Livre S.A. vs Nação Zumbi vai entrar em pré-venda no iTunes a partir de 30 de julho. O repertório inclui sucessos como Meu maracatu pesa uma tonelada e A praieira (da Nação Zumbi) e Musa da Ilha Grande e Bolo de ameixa (do Mundo Livre S.A.). A parte da Nação Zumbi foi produzida pela própria banda e gravada no estúdio El Rocha, em São Paulo (SP), com as vozes colocadas no estúdio Fine Tunning, também em São Paulo (SP). Já as faixas do Mundo Livre S.A. foram produzidas, gravadas e mixadas pelo tecladista do grupo, Leo D, no estúdio Mr. Mouse, no Recife (PE). A edição do álbum torna menos incerto o futuro da Nação.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Comunicado no facebook gera incerteza quanto ao futuro da Nação Zumbi

"Esclarecimento: não vamos entrar em estúdio e não sabemos se voltamos em 2014". Sucinto, o comunicado postado pela Nação Zumbi em sua página no Facebook gera incerteza sobre o futuro da banda pernambucana. De todo modo, se um novo álbum de inéditas parece distante no horizonte, o fato é que o grupo grava a sua participação no disco em que a Nação toca os sucessos do grupo conterrâneo Mundo Livre S/A e vice-versa. A ser lançado pela gravadora Deck neste ano de 2013, em data incerta, o CD já está em fase de mixagem e masterização.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sepultura vai fazer 'covers' de Death e Nação Zumbi para bônus de álbum

O grupo Sepultura já prepara o álbum que vai suceder Kairos (2011) na discografia da banda mineira de heavy metal. O disco - para o qual o quarteto já tem 13 músicas (mas somente duas ou três com letras) - vai ser definido e gravado a partir de junho de 2013, mês em que o Sepultura vai se reunir com os produtores Ross Robinson e Steve Evetts para desenvolver o conceito do CD. Certo, por ora, é a decisão do grupo de fazer dois covers para alocá-los como faixas-bônus do álbum. Um deles é Zombie ritual, música do primeiro álbum da banda norte-americana de metal Death, Scream bloody gore (Combat Records, 1987). O outro é Da lama ao caos, música de Chico Science (1966-1997) lançada em 1994 como faixa-título do primeiro antológico álbum gravado pelo cantor e compositor pernambucano com a banda Nação Zumbi.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ao vivo no Recife, Nação ressoa tambores em comunhão com seu povo

Resenha de CD e DVD
Título: Ao Vivo no Recife
Artista: Nação Zumbi
Gravadora: Deck
Cotação: * * * *

"Sou mangueboy", faz crer com firmeza Arnaldo Antunes, em vocais sincronizados com a pegada da Nação Zumbi, ao se juntar ao grupo em Antene-se (Chico Science), número do show captado em dezembro de 2009, ao fim da turnê internacional inspirada no álbum Fome de Tudo (2007). O registro do espetáculo feito para 80 mil pessoas no Marco Zero - ponto histórico da capital de Pernambuco, terra da Nação - ganha tardio lançamento em CD e DVD intitulados Ao Vivo no Recife e postos nas lojas, via Deck, neste mês de março, quando a banda já tem pronto álbum de inéditas, cujo lançamento foi estrategicamente adiado para o segundo semestre deste ano de 2012. A gravação ao vivo vem a público 15 anos após Chico Science (1966 - 1997), líder e mentor da banda, ter saído precocemente de cena, vítima de acidente de carro. A essa altura, ninguém mais duvida de que a Nação se manteve íntegra sem Science. E é justamente no palco que o grupo expõe toda a força de seus tambores. Daí a importância de um CD e DVD que, a rigor, poderiam soar até triviais - imersos na lama dos registros ao vivo de shows que soterram o mercado fonográfico - caso não se tratasse de um show da Nação. Espetáculo que ganha simbolismo adicional por ter sido feito no Recife, de graça, para os anônimos mangueboys da plateia, captados para o vídeo pelas câmeras dirigidas por Danilo Bechara. Musicalmente, a banda se mostra tinindo em cena nas 15 músicas reproduzidas tanto no CD como no DVD. Manguetown (Chico Science, Lúcio Maia e Dengue) é o ápice da apresentação por reforçar a pegada da Nação Zumbi com o toque vigoroso do trio carioca Paralamas do Sucesso. Mas Trincheira da Fuloresta (Siba Veloso) também merece registro por aglutinar Siba e a Fuloresta em número que altera a pulsação habitual da banda por conta dos metais da turma convidada. Fred 04 também marca bela presença em cena ao subir ao palco do Marco Zero para soltar a voz em Rios, Pontes & Overdrives, parceria sua com Science. Fred 04 é mangueboy. Nesse momento de comunhão com a Nação pernambucana, Paralamas do Sucesso e Arnaldo Antunes também são mangueboys. É isso - a comunhão entre artistas e público, perceptível nas tomadas panorâmicas que captam a realção da plateia -  que torna tão especial o show perpetuado no CD e DVD Ao Vivo no Recife com roteiro que incorpora Cordão de Ouro (Jorge Du Peixe, Pupillo, Lúcio Maia e Dengue) - tema feito para trilha sonora de filme sobre o capoeirista baiano Besouro - ao repertório do grupo. Tal união torna irrelevante o fato de o documentário exibido nos extras do DVD - Pisando em Terra de Reis com Nação Zumbi - ser, a rigor, mero amontoado de imagens típicas de chato making of.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Registro ao vivo de show feito pela Nação no Recife gera CD, DVD e vinil

A gravadora Deck lança em março de 2012 o registro ao vivo do show feito pela Nação Zumbi no Marco Zero - no Centro Histórico do Recife (PE), terra natal da banda pernambucana - em dezembro de 2009, no fim da turnê baseada no álbum Fome de Tudo (2007). Nação Zumbi Ao Vivo no Recife vai ser editado nos formatos de CD, DVD e vinil. Na gravação, Jorge Du Peixe (voz), Lúcio Maia (guitarra), Dengue (baixo), Pupillo (bateria e percussão), Gilmar Bola 8 (alfaia e voz), Toca Ogan (percussão e voz), Gustavo da Lua (alfaia) e Marco Matias (alfaia) recebem Arnaldo Antunes (em Antene-se),  Fred 04 (em Rios, Pontes e Overdrives), o grupo Os Paralamas do Sucesso (em Manguetown) e Siba e a Fuloresta (em Trincheira da Fuloresta).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

'Afrociberdelia' é relançado em vinil com faixas ausentes do LP de 1996

Segundo álbum de Chico Science & Nação Zumbi, lançado em 1996 nos formatos de LP e CD, Afrociberdelia vai voltar às lojas até o fim do ano na série Clássicos em Vinil, da Polysom, única fábrica de vinil em atividade na América Latina. Com áudio remasterizado a partir dos tapes originais e preservação de sua arte gráfica, a reedição incorpora duas faixas ausentes do LP de 1996, Mateus Enter e Sangue de Bairro, incluídas somente na edição em CD do álbum.