Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


sábado, 8 de junho de 2013

Roteiro do show de Arantes reitera sua condição de gênio do pop nativo

No rastro do sucesso de Brincar de viver, balada que compusera em parceria com o músico norte-americano Jon Lucien para o especial infantil Plunct plact zoom (Rede Globo, 1983), Guilherme Arantes foi convidado em 1984 a criar com o poeta e escritor curitibano Paulo Leminski (1944 - 1989) a trilha sonora de Pirlimpimpim 2 (1984), especial infantil idealizado pela TV Globo para dar sequência ao programa de 1982. Música que mais sobressaiu na obra de Arantes com Leminski, Xixi nas estrelas figura no roteiro do show Condição humana, estreado por Arantes no Rio de Janeiro (RJ), na noite de 7 de junho de 2013, em apresentação que contagiou o público que foi a casa Vivo Rio. Revigorado pela saudação unânime recebida pelo álbum de inéditas que lançou em abril e que inspirou o show, Condição humana (Sobre o tempo), o cantor e compositor paulista entrelaçou todas as 10 músicas de seu 26º CD com os sucessos colecionados em carreira que já caminha para os 40 anos. Dividido entre três grandes blocos, o roteiro inteiramente autoral abre com set de músicas de aura progressiva, prossegue com momento solo de voz & piano em que o artista prioriza suas baladas românticas e termina com o inebriante encadeamento dos hits de pegada mais pop. Entre tanto sucessos, houve espaço também para um lado B como Baile de máscaras, música do segundo álbum solo do cantor, Ronda noturna (Som Livre, 1977). Eis o roteiro seguido por Arantes - em foto de Rodrigo Amaral - na estreia nacional de show que reitera sua condição de gênio do pop nativo:

1. Condição humana (Guilherme Arantes, 2013)
2. Moldura do quadro roubado (Guilherme Arantes, 2013)
3. Onde estava você? (Guilherme Arantes, 2013)
4. Cruzeiro do Sul (Guilherme Arantes, 2013)
5. Amanhã (Guilherme Arantes, 1979)
6. Raça de heróis (Guilherme Arantes, 1989)
7. Êxtase (Guilherme Arantes, 1979)
8. Brincar de viver (Jon Lucien e Guilherme Arantes, 1983)
9. Pedacinhos (Guilherme Arantes, 1984)
10. Tudo que eu só fiz por você (Guilherme Arantes, 2013)
11. Meu mundo e nada mais (Guilherme Arantes, 1976)
12. Muito diferente (Guilherme Arantes, 1991)
13. Mania de possuir (Guilherme Arantes, 1986)
14. Baile de máscaras (Guilherme Arantes, 1977)
15. Castelo do reino (Guilherme Arantes, 2013)
16. Oceano de amor (Guilherme Arantes, 2013) - com o violão de Alexandre Blanc 
17. Sob o efeito de um olhar (Guilherme Arantes, 1992)
18. Blue moon para sempre (Guilherme Arantes, 2007)
19. Um dia, um adeus (Guilherme Arantes, 1987)
20. Você em mim (Guilherme Arantes, 2013)
21. Planeta água (Guilherme Arantes, 1981)
22. Olhar estrangeiro (Guilherme Arantes, 2013)
23. Cuide-se bem (Guilherme Arantes, 1976)
24. Coração paulista (Guilherme Arantes, 1980) /
25. Perdidos na selva (Júlio Barroso e Guilherme Arantes, 1981)
26. Xixi na estrelas (Guilherme Arantes e Paulo Leminski, 1984)
27. O melhor vai começar (Guilherme Arantes, 1982)
28. Coisas do Brasil (Guilherme Arantes e Nelson Motta, 1986) /
29. Marina no ar (Guilherme Arantes e Nelson Motta, 1987)
30. Aprendendo a jogar (Guilherme Arantes, 1980)
31. Lance legal (Guilherme Arantes, 1982)
32. Loucas horas (Guilherme Arantes, 1986)
33. Cheia de charme (Guilherme Arantes, 1985) - com o saxofone de George Israel
34. Deixa chover (Guilherme Arantes, 1981)
Bis:
35: O que se leva (Temor do tempo) (Guilherme Arantes, 2013)
36. Lindo balão azul (Guilherme Arantes, 1982)

Kings of Leon vai lançar seu sexto álbum, 'Mechanical bull', em setembro

Sexto álbum de estúdio do quarteto norte-americano Kings of Leon, Mechanical bull vai ser lançado em 24 de setembro de 2013 pela RCA Records. Finalizado em março, o sucessor de Come around sundown (2010) foi gravado no estúdio do grupo, em Nashville (EUA), sob a produção de Angelo Petraglia. O primeiro single, Super soaker, tem edição prevista para julho.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Mariene se distancia de Clara ao mixar bem 'Ser de luz' com 'Tabaroinha'

Resenha de show
Título: Ser de luz
Artista: Mariene de Castro (em foto de Rodrigo Amaral)
Local: Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 6 de junho de 2013
Cotação: * * * *

Levada a prestar um tributo a Clara Nunes (1942 - 1983) no auge do sucesso de seu disco e show Tabaroinha (2012), para registro de CD e DVD editados neste ano em que o Brasil celebra a cantora mineira por conta dos 30 anos de sua saída de cena, Mariene de Castro está conseguindo conciliar no palco os dois trabalhos de forma iluminada. Ser de luz - o show da turnê que teve sua estreia nacional em São Paulo (SP) em 30 de março e, após passar por Portugal e Salvador (BA), chegou ao Rio de Janeiro (RJ) em 6 de junho em consagradora apresentação na casa Vivo Rio - não é o mesmo show gravado pela cantora baiana em 9 de outubro de 2012 no Espaço Tom Jobim (RJ). Em vez de cantar somente o repertório de Clara, para depois dar sua voz calorosa a algumas músicas de seu próprio cancioneiro, Mariene apresenta mix azeitado dos dois trabalhos. A espinha dorsal do roteiro é o tributo a Clara, mas, ao encadear músicas como Oxossi (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, 2004) e A deusa dos orixás (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975), Mariene explicita o parentesco natural que existe entre seu repertório e o de Clara, unidos pelos signos afro-brasileiros e por vivaz brasilidade que cai bem na voz incendiária da baiana. Ao aproximar os dois repertórios, a baiana se distancia mais da matriz da mineira guerreira e afirma sua própria personalidade. Mariene está cantando Clara como Mariene, com a ajuda do toque nordestino do acordeom de Cícero Assis (mais nítido no CD, pois a percussão se faz ouvir com mais força em cena). De todo modo, Mariene irradia tanto calor no palco que a participação de Diogo Nogueira resultou dispensável. Com sua voz de trovão, Mariene já faz o santo baixar em casa grande. O show na casa Vivo Rio reiterou o momento de consagração nacional da baiana guerreira, cantora de luz.

Eis a capa do álbum em que Ellen Oléria dá voz a Aquino, Ben Jor e a Milton

♪ Com capa assinada pelo fotógrafo Diego Bresani, o terceiro álbum de Ellen Oléria vai chegar às lojas ainda neste mês de junho de 2013, em edição da Universal Music. Sucessor do CD Peça (2009) e do CD/DVD Ao vivo no Garagem! (2011), título assinado com o grupo Pret.utu, o álbum Ellen Oléria é o primeiro disco feito pela cantora e compositora de Brasília (DF) após ter ganhado projeção nacional ao vencer a primeira edição do programa The voice Brasil, exibido pela TV Globo em 2012. No disco, gravado no Rio de Janeiro (RJ) entre março e abril, Oléria dá voz a músicas de Jorge Ben Jor, Milton Nascimento - Aqui é o país do futebol (1970), parceria de Milton com Fernando Brant que Ellen repõe em campo em tabelinha  com Carlinhos Brown - e Hermes Aquino (Nuvem passageira, 1976). Aposta da Universal Music, o álbum totaliza 12 faixas. Várias músicas são da lavra própria de Ellen Oléria, como Não lugar e Testando, ambas lançadas em Peça.

Brian Wilson anuncia gravação de CD solo que tem guitarra de Jeff Beck

No embalo da turnê e do CD comemorativos dos 50 anos do grupo The Beach Boys, festejados ao longo de 2012, o cantor e compositor norte-americano Brian Wilson entrou em estúdio, no Hollywood’s Ocean Way, para gravar seu 11º álbum solo, o primeiro desde In the key of Disney (2011). Há cinco anos sem lançar disco de inéditas, Wilson recebe convidados com o guitarrista Jeff Beck no sucessor de That old lucky sun (2008). Colegas de Wilson nos Beach Boys, Al Jardine e David Marks também participam do álbum, que vai ser lançado pela Capitol Records.

Seio provoca no Reino Unido censura à capa de 'BE', CD do Beady Eye

Os seios à mostra da mulher do fotógrafo Harry Peccinotti - expostos na capa de BE, CD do grupo inglês Beady Eye - foram alvo de censura no Reino Unido. Em alguns pontos de venda, o segundo álbum da banda de Liam Gallagher vai chegar às lojas na próxima segunda-feira, 10 de junho de 2013, com um adesivo cobrindo os seios da modelo. Produzido por Dave Sitek e lançado via Columbia Records, BE alinha onze músicas inéditas da lavra de Liam Gallagher, Gem Archer e Andy Bell. E por falar em Gallagher, já está em pauta uma reunião dos irmãos Liam e Noel para reativar o Oasis em 2014 por conta das comemorações do 20º aniversário de Definitely maybe (1994), primeiro álbum do grupo inglês, ícone do BritPop. Quem viver verá...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Projeto de blues Stephen Stills, The Ride lança primeiro álbum em julho

Projeto criado pelo cantor, compositor e músico norte-americano Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield e Crosby, Stills, Nash & Young) para dar vazão à sua paixão pelo blues, o trio The Ride - formado por Stills com o tecladista Barry Goldberg (da banda Electric Flag) e o guitarrista Kenny Wayne Shepherd - se prepara para lançar seu primeiro álbum, Can't get enough, produzido por Jerry Harrison, tecladista do Talking Heads. Com lançamento agendado para 30 de julho de 2013, pela 429 Records, o CD alinha músicas inéditas entre covers de Neil Young (Rockin' in the free world) e Iggy and the Stooges (Search and destroy). Eis as 10 músicas de Can't get enough, disco gravado com a participação do baixista Kevin McCormick: 

1. Mississippi road house
2. That’s a pretty good love
3. Don’t want lies
4. Search and destroy
5. Can’t get enough of loving you
6. Honey bee
7. Rockin’ in the free world
8. Talk to me, baby
9. Only teardrops fall
10. Word game

Victor & Leo finalizam disco que expõe influências de r & b, rock e blues

Victor & Leo finalizam em São Paulo (SP) seu 11º CD, o sexto álbum de inéditas gravado pela dupla para o mercado brasileiro. Com lançamento previsto para agosto de 2013, em edição da gravadora Sony Music, o disco vai explicitar influências de r & b, rock e blues. Mas a maior novidade é que o sucessor de Amor de alma (2011) vai trazer no repertório mais composições de Leo Chaves - à direita na foto de Leonardo Aversa - do que de Victor Chaves, até então o principal compositor da dupla mineira. Título e músicas do disco ainda não foram divulgados.

'The collection box' embala os cinco álbuns e um DVD do Kings of Leon

O grupo norte-americano Kings of Leon faz do rock sua religião há dez anos. Lançado no Brasil pela Sony Music neste primeiro semestre de 2013, Kings of Leon The collection box celebra a primeira década de carreira fonográfica da banda e é produto indicado para quem põe fé no som deste quarteto formado em Nashville (Tennessee, EUA) em 1999 por três irmãos de uma família criada sob a rígida educação Pentecostal - Caleb, Jared e Nathan Followill, filhos do pastor Ivan Leon - com seu primo Matthew Followill. Aperitivo para quem espera pelo sexto disco de inéditas do grupo, previsto para o segundo semestre do ano, o box embala todos os cinco álbuns de estúdio do Kings of Leon - Youth & young manhood (2003),  Aha shake heartbreak (2004), Because of the times (2007), Only by the night (2008 - encaixotado com sua capa alternativa e a faixa-bônus Frontier city) e Come around sundown (2010) - e traz o DVD Live at the 02 - London, England (2009), que exibe gravação ao vivo de show captado em 30 de junho de 2009 em boa apresentação da banda na 02 Arena, em Londres, Inglaterra.

'Sambabook' destaca livro que expõe alcance da obra genial de Martinho

Resenha de CD, DVD, blu-ray, livro e fichário com partituras
Título: Sambabook Martinho da Vila
Artista: Vários
Gravadora: Musickeria / Som Livre
Cotação: * * * 

Embora seja essencialmente composta pelo samba, nas várias modalidades do gênero, a obra de Martinho da Vila é pautada por diversidade rítmica somente perceptível para quem conhece todos os álbuns deste genial compositor fluminense nascido há 75 anos em Duas Barras (RJ). Por isso mesmo, a Discobiografia escrita pelo jornalista carioca Hugo Sukman é o item mais interessante do Sambabook Martinho da Vila, projeto que engloba fichário com partituras de 60 músicas do compositor, dois CDs com gravações inéditas de 25 sucessos do artista (à venda de forma avulsa e também em edição dupla), DVD (com os registros audiovisuais de todas as gravações) e blu-ray. É que, nos textos que contextualizam cada álbum de Martinho no livro de Sukman, a diversidade dessa obra singular é reiterada a cada capítulo. A Discobiografia do cantor expõe o conceito e a integridade que sempre guiaram a obra de Martinho da Vila - mesmo na confecção do único álbum, Tá delícia, tá gostoso (Sony Music, 1995), que teve sua ideia e repertório negociados pelo artista com  gravadora. Apesar da excelência do livro, os produtos mais populares do segundo volume da série Sambabook - o primeiro volume foi dedicado a João Nogueira (1941 - 2000) e lançado em 2012 - são os CDs e o DVD com os registros das abordagens da obra de Martinho feitas sob a (conservadora) direção musical de Alceu Maia por elenco heterogêneo em que se sentem ausências justificáveis (como a de Beth Carvalho, hospitalizada há meses no Rio para tratamento de grave problema de coluna) e injustificáveis (a de Alcione, por exemplo). Feita sob a direção artística de Afonso Carvalho, a seleção do repertório prioriza sambas conhecidos e, embora o grau de sedução das gravações seja oscilante, o resultado é bom, no todo. Destaque do elenco do CD 1, Paulinho da Viola imprime sua nobreza em Quem é do mar não enjoa (Martinho da Vila, 1969) com direito ao improviso dos versos "Sou Paulinho da Viola / Marceneiro do lugar". Confirmando sua crescente evolução como intérprete, Diogo Nogueira sensualiza na medida certa Queria tanto lhe ver (Martinho da Vila e Nelson Rufino, 1991), tirando o samba da roda baiana. Já Luiz Melodia não dá o sangue pela obra-prima Disritmia (Martinho da Vila, 1974) enquanto Paula Lima surpreende ao dosar seus maneirismos vocais de cantora de baile black para expor a beleza melódica de Grande amor (Martinho da Vila, 1968), samba lançado por Clara Nunes (1942 - 1983) em gravação pouco ouvida do álbum Você passa e eu acho graça (1968). João Donato é outra boa surpresa, cantando com voz cheia de bossa, bem colocada, Meu laiá-raiá (Martinho da Vila, 1970), faixa-título do segundo LP de Martinho, álbum que frustrou as expectativas comerciais da gravadora RCA em 1970, mas que consolidou o estilo e a personalidade de Martinho. Se Pedro Luís soa eficaz em Pra que dinheiro? (Martinho da Vila, 1968), grande sucesso do primeiro álbum solo do compositor, Pitty entra sem ginga na Roda ciranda (Martinho da Vila, 1984). Na sequência, Toni Garrido se impõe como a outra grande boa surpresa do disco 1, estando à vontade no terreiro para cantar o afro-samba Deixa a fumaça entrar (Martinho da Vila e Beto sem Braço, 1979), joia de Terreiro, sala e salão, álbum de 1979 creditado na Discobiografia como sendo de 1971 por erro de revisão. Na sequência, Tunico da Vila - criado na casa do bamba parterno - segue a rota fluminense de Meu off Rio (Martinho da Vila, 1994) enquanto Ana Costa dá voz a Odilê, odilá (1986), parceria bissexta de Martinho com João Bosco, destaque do CD 2 com sua interpretação precisa de Menina moça (Martinho da Vila, 1967), partido alto que deu impulso à carreira do sambista de Duas Barras (RJ) em festival de 1967. Também à vontade na casa do bamba, Marcelinho Moreira faz pulsar o suingue de Na minha veia (Martinho da Vila e Zé Katimba, 2009), o samba mais recente da seleção feita para o Sambabook, tendo sido lançado por Simone há quatro anos. Sem inventar moda, o grupo carioca Casuarina expõe toda a beleza melódica e poética do samba-enredo Pra tudo se acabar na quarta-feira (Martinho da Vila, 1984), exemplo de como Martinho soube renovar o gênero, tornando-o mais coloquial e menos empostado. Tom maior (Martinho da Vila, 1969) faz o anfitrião entrar em cena ao lado da Orquestra Petrobrás Sinfônica na (bela) gravação de maior ousadia estilística do projeto. No CD 2, Ney Matogrosso cai bem no samba no registro expansivo de Ex-amor (Martinho da Vila, 1981). Nascida e criada na casa do bamba, a filha Mart'nália manda bem ao reviver Segure tudo (Martinho da Vila, 1971) enquanto sua meia-irmã Maíra Freitas dá boa voz a um dos sambas mais bonitos e menos ouvidos do repertório do Sambabook, Fim de reinado, lançado em 1969 pelo cantor carioca Roberto Silva e regravado em 1973 por Beth Carvalho e pelo próprio Martinho da Vila. Leci Brandão também parece da família quando remonta Casa de bamba (Martinho da Vila, 1969). Em contrapartida, os cantos de Elza Soares e Jair Rodrigues soam sem o viço de tempos idos, esmaecendo os registros de Madalena do Jucú (tema folclórico adaptado por Martinho da Vila, 1989) e Amor não é brinquedo (Martinho da Vila e Candeia, 1978). Na voz de Dorina, Filosofia de vida (Martinho da Vila, Marcelinho Moreira e Fred Camacho, 2008) é outro samba recente que mostra que a obra de Martinho da Vila está em constante movimento, ainda que a produção autoral do compositor já seja mais escassa. Contudo, mesmo que não fizesse mais nada daqui por diante, o compositor já estaria imortalizado na linha de frente da música brasileira por sambas como Renascer das cinzas (Martinho da Vila, 1974) - defendido por Moyseis Marques - e o samba-enredo Sonho de um sonho (Martinho da Vila, 1980), obra-prima do gênero para a qual Fernanda Abreu pede passagem com propriedade e com a Bateria da Vila Isabel. Enfim, Martinho da Vila é gênio. E a grandeza de sua obra é tamanha que nem cabe nos múltiplos produtos deste bom Sambabook.

Nine Inch Nails lança seu oitavo álbum em setembro, 'Hesitation marks'

Hesitation marks é o título do oitavo álbum de estúdio do grupo norte-americano Nine Inch Nails. Gravado ao longo de um ano (entre maio de 2012 e maio de 2013), com produção de Alan Moulder e Atticus Ross, o sucessor de The slip (2008) tem lançamento agendado para 3 de setembro de 2013 e marca o ingresso da banda de rock industrial na Columbia Records. O single Came back haunted foi revelado em 5 de junho e pode ser ouvido pelo SoundCloud.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Naldo vai gravar segundo DVD solo em julho com a participação de Ivete

Fenômeno da vez no mercado de música brasileira, o funkeiro carioca Naldo Benny vai fazer seu segundo consecutivo registro de show. A gravação ao vivo está agendada para 3 de julho de 2013 em apresentação do artista na casa Credicard Hall, em São Paulo (SP), que vai contar com a participação da cantora baiana Ivete Sangalo. Sucessor de Na veia tour (Deck, 2011), o CD/DVD Naldo Benny vai ser editado dentro da série Multishow ao vivo. Benny é o sobrenome recém-incorporado por Naldo ao seu nome artístico para se projetar no mercado internacional.

Enquanto arquiteta dois álbuns, Beck joga na rede o single 'Defriended'

A foto acima ilustra o vídeo de Defriended, o single que Beck jogou na rede e que pode ser ouvido no YouTube. Sem lançar álbum há cinco anos, embora tenha apresentado 20 músicas inéditas no livro Song reader (2012), o cantor, compositor e músico norte-americano estaria preparando dois CDs para suceder Modern guilty (2008) em sua discografia. Um deles seria acústico. Balada de textura eletrônica, Defriended pode integrar o repertório do outro álbum. Especula-se que, na sequência de Defriended, Beck vai lançar na internet um segundo single.

'To be free', coleção que historia canto livre de Nina Simone, sai no Brasil

O canto de Nina Simone (21 de fevereiro de 1933 - 21 de abril de 2003) sempre foi livre. Livre de amarras mercadológicas e livre de rótulos. Embora seja comumente associada ao jazz, a cantora, compositora e pianista norte-americana deu voz a blues, gospel, soul, folk, pop, temas africanos e canções que se tornaram standards do songbook dos EUA, entre outros gêneros. Essa abrangência do canto negro de Nina está refletida nos 51 fonogramas reunidos nos três CDs de To be free: the Nina Simone story, monumental coletânea da artista que saiu em 2008 no exterior e chega enfim ao Brasil, via Sony Music, com cinco anos de atraso. Trata-se da mais completa retrospectiva desta artista que nunca saiu de seu tom politizado e que pautou sua obra pela excelência artística. Além dos três CDs, To be free: the Nina Simone story traz também DVD, que exibe o documentário Nina - A historical perspective (1970), filme produzido para a TV que  recebeu indicação ao Emy por conta do alto valor de suas imagens raras. Para quem abre mão da imagem, as 51 gravações dos três CDs - alvos de fartos comentários faixa-a-faixa feitos no libreto encartado na edição quádrupla - expõem o supra-sumo da obra multifacetada da artista. O repertório selecionado aborda período que vai de 1957 - ano em que Nina lançou seu primeiro álbum pelo selo Bethlehem, Jazz as played in a exclusive side street club, disco também conhecido pelo título Little girl blue -  até 1993, ano em que a cantora editou pela gravadora Elektra seu derradeiro álbum de estúdio, A single woman. Por compilar fonogramas de várias gravadoras (Colpix, Philips e RCA, entre outras companhias), com as respectivas fichas técnicas de cada faixa, To be free: the Nina Simone story se revela essencial para quem nunca ouviu os álbuns originais de Nina Simone. Ainda por cima, apresenta seis gravações inéditas em disco, casos dos registros ao vivo de Nina e Zungo. Eis, na ordem, as 51 músicas ouvidas na mais completa compilação da obra imortal da artista:

CD 1
1. Mood indigo
2. I Loves You, Porgy
3. My baby just cares for me
4. Nobody knows you when you’re down and out
5. You can have him (ao vivo)
6. Wild is the wind (ao vivo)
7. Trouble in mind (ao vivo)
8. When malindy sings/Swing low sweet chariot (ao vivo) - faixa inédita
9. See-line woman
10. Pirate Jenny (ao vivo)
11. Don’t let me Be misunderstood
12. I put a spell on you
13. Ne me quitte pas
14. Feeling good
15. Four women
16. My man’s gone now
17. I wish i knew how it would feel to be free
18. To love somebody
19. Sunday in Savannah (ao vivo)
20. Backlash blues (ao vivo)
CD 2
1. Mississippi goddam (ao vivo)
2. In the morning
3. Ain’t got no- I got life (versão alternativa) - faixa inédita
4. Do what you gotta do
5. Seems i’m never tired loving you
6. Just like Tom Thumb’s blues
7. The times they are a-changin’
8. Turn! turn! turn! (to everything there is a season)
9. The other woman (ao vivo)
10. I think it’s going to rain today (ao vivo)
11. Save me (ao vivo)
12. Revolution (ao vivo)
13. To be young, gifted and black
14. Black is the color of my true love’s hair (Live)
15. Westwind (Live)
16. Who knows where the time goes (ao vivo)

17. Suzanne (ao vivo)
CD 3
1. No opportunity necessary, no experience needed (ao vivo) - faixa inédita
2. Just like a woman
3. Here comes the sun
4. Tanywey - faixa inédita
5. Funkier than a mosquito’s tweeter (ao vivo)
6. My sweet lord/today is a killer (ao vivo)
7. Let it be me (ao vivo, inédita)
8. Poppies
9. Mr. Bojangles (ao vivo)
10. I want a little sugar in my bowl (ao vivo)
11. Nina (ao vivo) - faixa inédita
12. Zungo (ao vivo) - faixa inédita
13. Baltimore
14. A single woman
DVD
1. Ain’t got no-i got life
2. Pirate Jenny
3. Don’t you pay them no mind
4. Milestones
5. Go to hell
6. Backlash blues
7. Percussion/drums/clapping/dancing
8. I wish i knew how it would feel to be free
9. Precious Lord

Joyce lança no Brasil 'Tudo', primeiro CD de inéditas autorais desde 2004

Primeiro álbum de inéditas autorais de Joyce Moreno desde Just a little bit crazy (2004), o CD que a artista gravou com a Banda Maluca, Tudo (2012) vai ser lançado no Brasil neste mês de junho de 2013 em edição da gravadora Biscoito Fino. Gravado no Rio de Janeiro (RJ) no início de 2012, para ser lançado no Japão pelo selo Omagatoki, Tudo também vai chegar ao mercado da Europa e dos Estados Unidos simultaneamente com a edição brasileira. No disco, Joyce - vista em foto de Leonardo Aversa - dá voz a 13 músicas de sua lavra em seleção que inclui parcerias com Paulo César Pinheiro, Teresa Cristina e Zé Renato. Eis as faixas de Tudo:

1. Boiou (Joyce Moreno)
2. Estado de graça (Joyce Moreno e Nelson Motta)
3. Puro ouro (Joyce Moreno) - com o coletivo Segunda Lapa
4. Quero ouvir João (Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro)
5. Aquelas canções em mim (Joyce Moreno)
6. Claude et Maurice (Joyce Moreno)
7. Tringuelingue (Joyce Moreno)
8. Domingo de manhã (Joyce Moreno)
9. Choro de anjo (Joyce Moreno)
10. Dor de amor é água (Joyce Moreno e Paulo César Pinheiro) - com Zé Renato
11. Sem poder dançar (Joyce Moreno e Teresa Cristina)
12. Pra você gostar de mim (Joyce Moreno e Zé Renato)
13. Tudo (Joyce Moreno)

Daft Punk atinge ápice da forma no seu álbum mais pop, orgânico e retrô

Resenha de CD
Título: Random access memories
Artista: Daft Punk
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * *

Quarto álbum do Daft Punk, Random access memories justifica toda a aura hype alimentada em torno do ingresso de Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter na Columbia Records após 17 anos na gravadora Virgin. Já reposto nas lojas do Brasil, após ter sido recolhido do mercado nacional por defeito de fabricação, Random access memories é o melhor disco do duo francês de música eletrônica. E não deixa de ser curioso que o Daft Punk atinja o ápice da forma com seu álbum mais orgânico - os sintetizadores estão lá, mas não imperam soberanos como em outros trabalhos da dupla - e mais pop. Basta ouvir a melodiosa Instant crush - parceria de Homem-Christo e Bangalter com Julian Casablancas, vocalista convidado da ótima faixa - para atestar a irresistível guinada pop do duo. Random access memories é, em essência, animado convite à dança feito com levadas que evocam a época da disco music sem fazer com que o disco soe como simulacro dos álbuns da era dos globos espelhados. A guitarra Chic de Nile Rodgers contribui decisivamente para que o CD remeta ao tempo da disco em faixas arrebatadoras como Get lucky, Give life back to music e Lose yourself to dance. Era evocada também por Giorgio by Moroder, faixa épica que combina discursos biográficos do produtor italiano com batida robótica que evoca I feel love, hit de Donna Summer (1948-2012), cantora norte-americana projetada por Moroder. A propósito, Random access memories está pontuado por sons épicos. Orquestras e coro encorpam Touch. Fechando o álbum em grande estilo, Contact exemplifica o bom uso que Homem-Christo e Bangalter fazem dos sintetizadores. Já o uso dos vocoders salta aos ouvidos em Within e em Doin' it right, duas faixas que corroboram a inspiração do Daft Punk nessa viagem que, mesmo pegando rotas retrôs, jamais soa nostálgica, se apegando em excesso a tempos idos. Até mesmo temas mais calmos, como Beyond (introduzido com sons cinematográficos que remetem à trilha de Guerra nas estrelas) e Motherboard, se ajustam a essa atmosfera sem deixar Random access memories  perder o pique e a coesão. A animada Fragments of time sintetiza em seus versos a natureza da luminosa viagem ao passado que conduz Random access memories ao paraíso no tempo presente do Daft Punk. Caia na gandaia! A festa é boa.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Caixa embala os oito álbuns gravados por Djalma Ferreira nos anos 50

Ao sair de cena em Las Vegas (EUA), em 28 de setembro de 2004, aos 91 anos, o pianista e compositor carioca Djalma Ferreira (1913 - 2004) já estava esquecido pelo Brasil. Mas sua música certamente permanecia na memória da juventude dourada dos anos 50 que frequentava a boate Drink, aberta pelo bandleader em Copacabana, no centro da boemia noturna do Rio de Janeiro (RJ). À frente de seu grupo, os Milionários do Ritmo, Djalma Ferreira foi um dos reis dos bailes dos anos dourados com sua música dançante registrada em série de álbuns que ganham suas primeiras reedições em CD em caixa produzida pelo pesquisador musical carioca Marcelo Fróes para seu selo Discobertas com o objetivo de festejar o centenário de nascimento do artista, completado em 5 de maio de 2013. A caixa Drink no Rio de Janeiro etc - Anos 50 embala sete álbuns gravados por Djalma Ferreira e Seus Milionários do Ritmo entre 1953 e 1959, além do disco em que o músico usou o pseudônimo de Mirian Presley. A rigor, são oito álbuns em sete CDs, pois os dois iniciais LPs de 10 polegadas de repertório autoral, Parada de dança vol. 1 (Musidisc, 1953) e Parada de dança nº 2 (Musidisc, 1954) - sucessores dos discos de 78 rotações por minuto até então gravados pelo músico - foram reunidos na caixa em um único CD. A caixa Drink no Rio de Janeiro etc - Anos 50 embala também Djalma Ferreira em música para dançar (Continental, 1956), Dançando no Drink com Djalma Ferreira (Continental, 1957) - disco cujo repertório já extrapola a seara autoral de Djalma, incluindo standards como Begin the beguine (Cole Porter) - e Drink (1958), primeiro título da gravadora independente aberta pelo artista e também intitulada Drink, tal como sua lendária boate. Do acervo da Drink, Marcelo Fróes reedita ainda na caixa Mirian Presley e seu piano (disco produzido por Djalma em 1958 sob o pseudônimo de Mirian Presley),Depois do drink (1959) e Drink no Rio de Janeiro (1959). Dez!

Sting anuncia 'The last ship', disco conceitual que vai originar um musical

Sting vai lançar seu primeiro álbum de inéditas autorais em dez anos. O sucessor de Sacred love (2003) se chama The last ship e tem lançamento programado para 24 de setembro de 2013, em edição dos selos Cherrytree, Interscope Records e A & M Records. Trata-se de disco conceitual com músicas que se encadeiam e que versam sobre o declínio da indústria naval britânica de Newcastle ao longo dos anos 80. And yet e Dead man's boots figuram entre as músicas do álbum, que vai dar origem, em 2014, a um musical a ser encenado na Inglaterra.

Erasmo entra em estúdio para gravar CD de inéditas pilotado por Kassin

Erasmo Carlos entra em estúdio nesta primeira semana de junho de 2013 para gravar álbum de inéditas autorais. O sucessor de Rock'n'roll (2009) e de Sexo (2011) - discos revigorantes pilotados por Liminha - tem produção capitaneada por Kassin e vai sair no segundo semestre.

Eis a capa de 'Sim', segundo álbum de estúdio da carreira solo de Sandy

Esta é a capa de Sim, o segundo álbum de estúdio da carreira solo de Sandy. Tal como seu antecessor Manuscrito (2010), Sim apresenta repertório essencialmente autoral. Das dez músicas, nove são da lavra da cantora e compositora paulista. A exceção é Saudade, de Denis Nassar (ex-professor de piano da artista) - faixa de arquitetura sinfônica já apresentada por Sandy no EP Princípios, meios e fins (2012). O repertório de Sim inclui as cinco músicas do EP, as duas músicas já cantadas por Sandy no seu show - Ponto final e a música-título Sim - e apresenta três composições ainda inéditas (Morada, Ninguém é perfeito e Refúgio). Eis, na ordem, as dez faixas do álbum, que estava previsto para ser lançado em maio, mas que chega às lojas efetivamente em meados deste mês de junho de 2013, em edição da Universal Music:

1. Aquela dos 30
2. Escolho você
3. Morada
4. Segredo
5. Ponto final
6. Refúgio
7. Olhos meus
8. Ninguém é perfeito
9. Sim
10. Saudade

Tributo festeja 70 anos de Macalé com a recriação de seu primeiro álbum

Os 70 anos de Jards Macalé - completados em 3 de março de 2013 - rende tributo em disco que abre a Banda Desenhada Records, braço fonográfico do site Banda Desenhada. No CD E volto pra curtir, que vai ser disponibilizado para download gratuito neste mês de junho de 2013, onze nomes da cena pop contemporânea regravam músicas do primeiro álbum do cantor e compositor carioca, Jards Macalé (Philips, 1972), recentemente relançado em vinil de 180 gramas pela Polysom. Às dez músicas do repertório original, E volto pra curtir adiciona o sucesso Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão, 1971) em registro do grupo Garotas Suecas. A adição faz sentido porque Macalé cita a música - lançada por Gal Costa - em faixa do LP. Eis, na ordem do CD, as músicas e os intérpretes do tributo, idealizado por Márcio Bulk:

1. Farinha do desprezo (Jards Macalé  e Capinam) - Letuce
2. Vapor barato (Jards Macalé e Waly Salomão) - Garotas Suecas
3. Revendo amigos (Jards Macalé e Waly Salomão) - Marcia Castro
4. Mal secreto (Jards Macalé e Waly Salomão) - Apanhador Só
5. 78 rotações (Jards Macalé e Capinam) - Arícia Mess
6. Movimento dos barcos (Jards Macalé e Capinam) - Bruno Consentino & Marcos Campello
7. Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata (Jards Macalé e Capinam) - Filipe Catto
8. Let's play that (Jards Macalé e Torquato Neto) - Metá Metá
9. Farrapo humano (Luiz Melodia) - Rafael Castro
10. A morte (Gilberto Gil) - Ava Rocha
11. Hotel das estrelas (Jards Macalé e Duda) - Leo Cavalcanti

Tiago Iorc canta em português quatro faixas de seu terceiro álbum, 'Zeski'

Após dois CDs gravados inteiramente em inglês, Let yourself in (2008) e Umbilical (2011), Tiago Iorc - cantor e compositor nascido em Brasília (DF) e criado na Inglaterra - abre parceria com colegas brasileiros como Silva e apresenta quatro músicas cantadas em português em seu terceiro álbum, Zeski, nas lojas em julho de 2013 em edição do selo Slap, da gravadora Som Livre. Forasteiro (Tiago Iorc, Silva e  Maycon Ananias) e Um dia após o outro (Tiago Iorc e Daniel Lopes) são duas destas quatro músicas feitas em português. Zeski foi produzido por Maycon Ananias, maestro e tecladista de Maria Gadú. A propósito, Gadú é a convidada de uma das faixas em português, Música inédita, regravação do tema do cantor e compositor gaúcho Duca Leindecker. Música inédita já em está rotação na internet, assim como It's a fluke, música também já lançada como single para representar a parte do disco gravada em inglês. 

Daniel lança 'single' digital com sua controvertida gravação de 'Maravida'

Alvo de ataques nas redes sociais, a controvertida gravação de Maravida (Gonzaguinha, 1981) pelo cantor paulista Daniel - feita a convite da TV Globo para a abertura da novela Amor à vida, em exibição no horário das 21h - está sendo lançada em single digital nesta terça-feira, 4 de junho de 2013, via Sony Music. O motivo dos ataques à gravação nas redes sociais - desferidos por um público habituado aos padrões vocais da MPB - é o tom do canto de Daniel e o fato de a emissora ter preferido encomendar um registro de Maravida ao cantor em vez de aproveitar a (ótima) gravação original feita por Maria Bethânia para seu álbum Alteza (1981).

segunda-feira, 3 de junho de 2013

U2 finaliza em Nova York seu 13º álbum de estúdio, gravado com Mouse

Arquitetado desde 2010, o 13º álbum de estúdio do grupo irlandês U2 está ganhando sua forma final em Nova York (EUA), mais precisamente no Electric Lady Studios, onde o quarteto apronta o disco sob a batuta do produtor norte-americano Danger Mouse. Previsto para ser lançado no último trimestre de 2013, o CD começou a ser preparado com produção de RedOne, mas o U2 descartou o material resultante das sessões de gravação feitas em 2010 com RedOne.

Eis a capa de 'Entre cabelos, olhos & furacões', o primeiro DVD de Catto

Esta é a capa de Entre cabelos, olhos & furacões, primeiro registro ao vivo de show de Filipe Catto. Nas lojas a partir de 18 de junho de 2013, em CD e DVD editados pela gravadora Universal Music, Entre cabelos, olhos & furacões apresenta a gravação do show feito pelo cantor e compositor gaúcho em 3 de fevereiro no Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP). Nesta produção viabilizada através de parceria da Universal Music com o Canal Brasil, Catto rebobina as músicas do disco e show Fôlego (2011), lança a inédita autoral A sós, dá voz a tema do cantor e compositor paulista Pélico - Sem medida, música lançada pelo autor no álbum Que isso fique entre nós (2011) - e regrava Eu te amo, versão de And i love her (John Lennon e Paul McCartney, 1964), feita por Roberto Carlos com Erasmo Carlos na década de 70.

'Muito muito pouco' anuncia 'Disco', álbum que Arnaldo lança em outubro

Arnaldo Antunes disponibilizou para audição em seu site oficial - a partir das 10h desta segunda-feira, 3 de junho de 2013 - a primeira música de Disco, o álbum de inéditas que vai lançar em outubro. Com letra que resiste sem música, Muito muito pouco (Arnaldo Antunes) versa sobre o desequilíbrio e a inversão de valores em sociedade cada vez mais automatizada e insensível. Faixa produzida por Betão Aguiar e Gabriel Leite, Muito muito pouco sinaliza um disco pop e mais acessível, na linha do último CD solo de inéditas autorais do cantor e compositor paulista, Iê iê iê (2009). Primeira das quatro músicas que Arnaldo vai lançar em seu site oficial a cada primeira segunda-feira do mês, de junho até setembro, Muito muito pouco foi gravada com o baixo de Betão Aguiar, as guitarras de Chico Salem e Edgard Scandurra, a sanfona de Marcelo Jeneci e a bateria e a panderola de Curumim. A cereja do bolo pop são as cordas incomuns orquestradas por Ruriá Duprat. As quebradas intencionais na interpretação da letra - na segunda metade da faixa - corroboram impressão de que Arnaldo Antunes segue a cartilha pop sem ortodoxias. Eis a questionadora letra de Muito muito pouco:

Muito muito pouco
(Arnaldo Antunes)

Tem muito carro e muito pouco chão
Tem muita gente e muito pouco pão
Tem muito papo e muito pouca ação
Muito parente e muito pouco irmão

E então?
O que vamos fazer então
com mais um milhão?
E depois?
O que vamos fazer depois
com um grão de arroz?

Tem muito pouca dúvida e muita razão
Tem muito pouca ideia e muita opinião
Muita pornografia e muito pouco tesão
Muita cerimônia e muito pouca educação

E então?
O que vamos fazer então
com mais um milhão?
E depois?
O que vamos fazer depois
com um grão de arroz?

Tem muito pouca dúvida e muita razão
Tem muito pouca ideia e muita opinião
Muita pornografia e muito pouco tesão
Muita cerimônia e muito pouca educação
Tem muito carro e muito pouco chão
Tem muito dente e muito pouco pão
Tem muito papo e muito pouca ação
Muito pouca gente e muita multidão

E então?
E depois?

Caetano grava show 'Abraçaço' no Rio, em agosto, via 'Multishow ao vivo'

A gravação ao vivo do show Abraçaço - para edição de CD, DVD e blu-ray da série Multishow ao vivo - já está anunciada na agenda do site oficial de Caetano Veloso. O show vai ser registrado no Rio de Janeiro (RJ) em apresentações programadas no Vivo Rio para 16 e 17 de agosto de 2013. Abraçaço vai ser gravado na mesma cidade em que Caetano -  visto em foto de Maira Cassel - estreou a turnê nacional do show em março em temporada no Circo Voador.

Quarteto em Cy vai festejar 50 anos com disco de inéditas arranjado por Dori

 O Quarteto em Cy já arquiteta o disco comemorativo de seus 50 anos de carreira fonográfica. Vai ser um disco de músicas inéditas provisoriamente intitulado 50 em Cy e produzido por Guto Graça Mello sob a direção musical de Dori Caymmi. O grupo - que fez seu primeiro registro na trilha sonora do filme Sol sob a lama (Alex Viany, 1963), assinada por Pixinguinha (1897 - 1973) e Vinicius de Moraes (1913 - 1980) - já ganhou músicas inéditas de João Donato, Marcos Valle e Roberto Menescal. Outros compositores - como Carlos Lyra, Chico Buarque, Danilo Caymmi, Edu Lobo e Sueli Costa - já foram contatados e aceitaram o convite para fornecer repertório para 50 em Cy. O CD tem lançamento programado para 2014, ano em que se completam cinco décadas da gravação e edição do primeiro (e já raro) álbum do grupo baiano, Quarteto em Cy (Forma, 1964).

domingo, 2 de junho de 2013

'Time' mostra que o tempo não esperou pelos rocks e baladas de Rod...

Resenha de CD
Título: Time
Artista: Rod Stewart
Gravadora: Capitol Records / EMI Music
Cotação: * * 1/2

"O tempo não espera por ninguém", sentencia Rod Stewart no refrão de Time (Rod Stewart, Kevin Savigar, Emerson Swinford), música que dá título ao primeiro álbum do artista escocês na Capitol Records, repetindo a máxima que batizou composição dos Rolling Stones, Time waits for no one (Mick Jagger, Keith Richards e Mick Taylor, 1974). Recém-lançado no Brasil pela EMI Music, Time é o primeiro disco de inéditas autorais de Rod em 22 anos e mostra que, não, o tempo não esperou pelo artista até ele se dignar a gravar novo CD com rocks e baladas de sua lavra. Entre Vagabond heart (1991) e Time (2013), a carreira fonográfica do astro ganhou injeção de ânimo comercial, a partir de 2002, com série de songbooks da canção norte-americana. Só que, nesses 22 anos, o universo pop também evoluiu, deixando Rod ainda mais velho do que em 1991. O tempo é outro e, como a safra de inéditas de Time soa irregular, o disco - produzido pelo próprio Rod Stewart - já chega déjà vu ao mundo pop, como sinalizara o single She makes me happy (Rod Stewart, Chuck Kentis, Don Kirkpatrick, Conrad Korsch, David Palmer e Paul Warren). O Rod roqueiro dá sua voz rouca a temas como Can't stop me now (Rod Stewart e Kevin Savigar), Finest woman (Rod Stewart, Kevin Savigar e Emerson Swinford) e Sexual religion (Rod Stewart e Kevin Savigar) sem roçar a força e a pegada dos tempos áureos. Já o cantor de baladas figura, entre outras faixas, em It's over (Rod Stewart, Kevin Savigar e John 5), em Brighton beach (Rod Stewart e Jim Cregan) e em Pure love (Rod Stewart e Kevin Savigar), tema melodioso que se impõe como a mais bonita canção da safra autoral de Time. Há também beleza - e uma emoção real nem sempre perceptível ao longo do álbum - no único cover do repertório, Picture in a frame (Tom Waits e Kathleen Brennan). A gravação feita por Waits no álbum Mule variations (1999) é  superior, mas o registro de Rod é sedutor e expõe o alcance que Time poderia ter, mas não tem. Nem se espante se o cantor voltar aos standards em seu próximo CD na Capitol. Como o tempo, o mercado é implacável...

Biquini faz 'Roda-gigante' girar em vinil antes de ganhar 'Deluxe edition'

Lançado em abril pela Warner Music nos formatos de CD e pen-drive, o 14º título da discografia oficial do grupo carioca Biquini Cavadão, Roda-gigante, vai girar também no formato de vinil a partir deste mês de junho de 2013. Fabricado no estilo picture disc, o vinil chega ao mercado através do selo M4M antes de o álbum ganhar Deluxe edition produzida para o iTunes com 36 faixas. Ao repertório do disco original, a turbinada edição digital adiciona 12 demos, cinco clipes, dois making ofs, um slide show e quatro gravações acústicas.

Canção lançada por Gil em 1983 gera, 30 anos depois, livro de bordados

Tecida por Gilberto Gil no Hotel Meurice, em Paris (França), a canção A linha e o linho foi lançada pelo cantor e compositor baiano em seu álbum Extra (1983). Trinta anos depois, A linha e o linho gera livro de ilustrações lançado no formato de CD pela editora Escrita Fina. Sem disco, mas com link para ouvir a canção oficial do artista no YouTube, o livro apresenta breve depoimento de Gil sobre a gênese de A linha e o linho antes de apresentar a letra da música em projeto gráfico que alinha os versos da canção com as ilustrações feitas em forma de bordados por uma profissional do ofício, Marcela Fernandes de Carvalho. Minilivro de arte lançado neste mês de junho de 2013, para pegar as vendas do Dia dos Namorados, A linha e o linho é o primeiro título de coleção, Letras ilustradas, arquitetada pela Escrita Fina Edições. 

Fiuk se une a Thiaguinho em 'Não sou normal', faixa de seu segundo CD

Não sou normal é o nome da música do segundo disco solo de Fiuk, Vira-lata, em que o cantor paulista faz dueto com Thiaguinho. No CD produzido por Rick Bonadio, Fiuk - em foto de Gabriel Wickbold - também recebe o funkeiro MC Sapão (convidado da já divulgada faixa Toma toma, de Umberto Tavares, Jefferson Junior e Thiago Moraes), seu pai Fábio Jr. (na música Caso sério) e o rapper paulista Rappin' Hood (em faixa de nome ainda não divulgado). O álbum Vira-lata vai ser lançado no segundo semestre de 2013 pela gravadora Warner Music.

Aos 80, Willie extrapola o country ao voltar (com classe) aos 'standards'

Resenha de CD
Título: Let's face the music and dance
Artista: Willie Nelson and Family
Gravadora: Legacy Recordings / Sony Music
Cotação: * * * 1/2

Associado essencialmente à música country, o cantor e compositor norte-americano Willie Nelson não é o nome que vem à mente quando se pensa em Let's face the music and dance, música composta por Irving Berlin (1888 - 1989) para filme de 1936 estrelado por Fred Astaire (1899 - 1987) e Ginger Rogers (1911 - 1995). Mas o standard é o tema que batiza Let's face the music and dance, álbum comemorativo dos 80 anos de Nelson, completados em 29 de abril de 2013. Aos 80, o ícone do country já perdeu parte da artilharia vocal de tempos áureos, mas se mantém em cena com classe. A voz grave e extremamente bem colocada com a qual o cantor interpreta Let's face the music and dance e You'll never know (Mack Gordon e Harry Warren) - música que Nelson já gravara em 1983 - é a prova da classe que pontua o álbum produzido por Buddy Cannon. Não se trata do primeiro disco de standards do artista. Stardust, álbum de 1978, também investiu nessa seara - e não foi o único disco de Nelson a reunir clássicos da música norte-americana. De todo modo, Let's face the music and dance jamais se pauta pela açucarada linha orquestral dos recentes songbooks de Rod Stewart, por exemplo, ao abordar temas como I can't give you anything but love (Dorothy Fields e Jimmy McHugh), música de 1928. As interpretações são polidas, assim como os arranjos. Com sua banda The Family, com a qual está na estrada há mais de 40 anos, Nelson extrapola o country, aditivado com toques de blues em temas como Walking my baby back home (Fred Ahlert e Roy Turk), I'll keep on loving you (Richard Coburn e Vincent Rose) e Shame on you (Spade Cooley). Entre música do próprio Nelson lançada pelo compositor em 1989 (Is the better part over, reflexão interessante para quem chegou aos 80 anos) e outro tema de Irving Berlin (Marie - The dawn is breaking, de pegada mais ruralista), os temas instrumentais Vous et moi (Claude François, Jean Bourtayre e Michel Luneau) e Nuages (Django Reinhardt) reiteram a habilidade de Nelson no toque de sua guitarra, a Trigger. Enfim, Let's face the music and dance sopra algum vigor na obra fonográfica de Willie Nelson sem perder a classe.

sábado, 1 de junho de 2013

Com frescor, disco 'Lulu canta & toca Roberto e Erasmo' é manjar de reis

Resenha de CD
Título: Lulu canta & toca Roberto e Erasmo
Artista: Lulu Santos
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * 1/2

Todas as 13 músicas dos repertórios de Roberto Carlos e Erasmo Carlos selecionadas por Lulu Santos para seu 24º álbum já têm gravações definitivas dos dois cantores e compositores que, nos anos 60, estiveram à frente do movimento pop rotulado como Jovem Guarda. Por isso mesmo, em tese era grande o risco de o CD Lulu canta & toca Roberto e Erasmo resultar em mero projeto de covers. Contudo, como Lulu já mostrara no show do Circuito Cultural Banco do Brasil que originou o disco, Lulu Santos interpreta Roberto Carlos e Erasmo Carlos (2011), a abordagem é feita com tanto frescor e com tanta personalidade que o álbum se impõe instantaneamente como um dos melhores da discografia do rei do pop nacional. A cargo do próprio Lulu, a direção musical e os arranjos do disco inserem outros elementos nas canções da dupla - em geral, toques de blues e de rhythm and blues, perceptíveis em Minha fama de mau (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965), Sou uma criança, não entendo nada (Erasmo Carlos e Ghiaroni, 1974) e Festa de arromba (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1965) - sem jamais desmontar a estrutura melódica dessas composições de arquitetura perfeita. Rock e blues se misturam em Quando (Roberto Carlos, 1967) em conceito engenhoso, pois o rock é, grosso modo, produto da fusão da música country com o r & b. Ao abordar repertório perene que fala de carros, estradas e corações partidos, Lulu sabiamente também pega a rota do soul. É na direção do soul que caminha As curvas da estrada de Santos (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) ao abrir o disco em gravação pontuada por metais. Como o soul desembocou no funk, faz sentido também a levada funkeada de Não vou ficar (Tim Maia, 1969) - faixa gravada por Lulu com o cantor carioca Marquinho O Sócio, frequentador dos bailes blacks do Rio de Janeiro (RJ) projetado no programa The Voice Brasil - que ecoa em Você não serve pra mim (Renato Barros, 1967), tema pontuado pelos falsetes do convidado Jorge Aílton (baixista da banda que inclui o baterista Chocolate e o tecladista Hiroshi Mizutani). Diante de tanto frescor, detectado também no canto falado adotado por Lulu em algumas passagens de Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968), a abordagem de Sentado à beira do caminho (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) resulta até trivial por vir sem a centelha de criatividade que há, por exemplo, em Eu te darei o céu (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1966), canção jogada na praia do reggae. Como já sinalizara o suave single Como é grande o meu amor por você (Roberto Carlos, 1967), Lulu soube tratar o cancioneiro de Roberto e Erasmo com fineza. Pena que a seleção de repertório peque ao incluir duas músicas - É preciso saber viver (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) e o fox Emoções (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1981) - que destoam do universo jovial da fase em que os dois compositores eram os reis da juventude brasileira. Até porque, no roteiro original do show que inspirou o disco, havia músicas de maior sintonia com o espírito da festa de arromba, caso de Vem quente que eu estou fervendo (Carlos Imperial e Eduardo Araújo, 1967). Mas esse detalhe tão pequeno não macula a grandeza de um CD que é fina iguaria. Um manjar de reis!!

Eis a arte sem capa e encarte de 'Yeezus', sexto CD solo de Kanye West

O sexto álbum solo do rapper norte-americano Kanye West, Yeezus, tem lançamento previsto para este mês de junho de 2013 em edição da gravadora Def Jam. Com minimalista arte gráfica que dispensa capa e encarte, fazendo uso somente de um adesivo vermelho no qual está escrito o título Yeezus (um outro adesivo na parte traseira da embalagem trará os nomes das faixas), o disco vai trazer músicas como Bound, I am a God e New slaves, além de extenso time de convidados. Consta que Daft Punk, Frank Ocean, James Blake, Jay Electronica, John Legend, RZA, Skrillex, Travi$ Scott e Tyler The Creator já figuram na ficha técnica de Yeezus.

Isca de Polícia grava letra de Baleiro em disco de estúdio que inclui Zélia

Banda arquitetada em 1979 por Itamar Assumpção (1943 - 2003) para acompanhar o cantor e compositor paulista em shows, Isca de Polícia tem sobrevivido em cena sem seu criador e - dez anos após a morte de Itamar - se prepara para lançar disco gravado em estúdio com algumas inéditas do Nego Dito no repertório. Formado por Marco da Costa (bateria), Luiz Chagas (guitarra), Paulo Lepetit (baixo), Suzana Salles (voz) e Vange Milliet (voz), o grupo - visto em foto de Gal Oppido - canta letra inédita de Zeca Baleiro, Nego Mário, posta sobre melodia já pré-existente no repertório da Isca. Zélia Duncan - cantora que lançou CD dedicado à obra de Itamar, Tudo esclarecido (2012) - integra o time de convidados desse disco da Isca de Polícia.

Aos 50, Xuxa lança 12º título da série 'XSPB' e reedita CDs 'Xou da Xuxa'

Aos 50 anos de vida, completados em 27 de março de 2013, Xuxa continua sendo uma das boas vendedoras de discos infantis do Brasil e já se prepara para festejar, em 2014, três décadas de carreira fonográfica iniciada em 1984 com a edição do álbum Clube da criança. Para o público da apresentadora, que se aventura como cantora há 29 anos, a festa começa neste mês de junho de 2013 com a edição do 12º título da série Xuxa só para baixinhos - É pra dançar, a ser posto nas lojas pela gravadora Sony Music - e com a reedição dos sete discos da série Xou da Xuxa (que durou de 1986 a 1992) em coleção lançada pela gravadora Som Livre com um oitavo CD que reúne 14 músicas gravadas por Xuxa para a TV, mas nunca incluídas em seus álbuns. Entre elas, há o controvertido registro de Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes, 1962) gravado ao lado de Daniel Jobim para a abertura da novela Aquele beijo (2011).

Catto grava para novela música de Dussek e Isolda lançada por Simone

Gravação inédita de Filipe Catto acaba de entrar em rotação na trilha sonora de Sangue bom, novela exibida às 19h pela TV Globo. Trata-se de Quem é você, canção de Eduardo Dussek e Isolda, lançada pela cantora Simone no álbum Simone Bittencourt de Oliveira (Sony Music, 1995). Além de figurar no CD da novela, a ser posto nas lojas neste mês de junho de 2013 pela gravadora Som Livre, a gravação feita por Catto - em foto de Diego Ciarlariello - em estúdio vai ser adicionada ao repertório do primeiro registro ao vivo de show do cantor gaúcho, nas lojas em breve via Universal Music nos formatos de CD e DVD. Show foi gravado em São Paulo.