Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Moyseis Marques. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Moyseis Marques. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de novembro de 2015

Moyseis escoa no funil ao seguir rota rítmica nacional do EP 'Made in Brasil'

Resenha de EP
Título: Made in Brasil
Artista: Moyseis Marques
Gravadora: Sarau Agência de Cultura Brasileira
Cotação: * * * *

Em setembro de 2013, Moyseis Marques extrapolou as fronteiras do Brasil e gravou na Califórnia (EUA) álbum calcado em voz e violão, Casual solo (Independente, 2014), no qual vislumbrou outros horizontes musicais sob a ótica da própria esquina, gravando reggae (Is this love, Bob Marley, 1978) e standard da canção norte-americana (The very thought of you, Ray Noble, 1934) em repertório que incluía sambas. Dois anos depois, o cantor, compositor e músico mineiro - criado no subúrbio carioca - volta a seguir rota rítmica exclusivamente nacional no EP sintomaticamente intitulado Made in Brasil e lançado neste mês de novembro de 2015 com seis músicas inéditas e autorais. Idealizado, produzido e arranjado pelo próprio Moyseis Marques, Made in Brasil se alinha e se afina com o tom do terceiro álbum do artista, Pra desengomar (Biscoito Fino, 2012), disco inteiramente autoral em que Marques abriu e expandiu parcerias, se firmando como compositor. "Eu sou made in Brasil / Do amarelo ao anil / Passei pela peneira, escoei no funil / Sapequei no forró, fiz samba no trem / Mergulhei na canção  / Mandei voz, violão", enumera em versos de Made in Brasil (Moyseis Marques), a ritmicamente diversificada música que dá nome ao EP gravado na cidade do Rio de Janeiro (RJ) entre agosto e setembro deste ano de 2015. Com bom repertório inteiramente inédito e autoral, o EP Made in Brasil parte do samba, mas vai além dele. O samba é o ritmo recorrente no disco, o ritmo que dita a cadência de Poeta é outro lance (Moyseis Marques), em cuja letra confessional o artista faz balanço lúcido de sua própria importância na música brasileira em versos como "Eu não sou Chico Buarque, nem Paulo Pinheiro, nem Nei, nem Aldir / Mas tenho a minha arte e uma pequena parte para contribuir". O Nei mencionado com admiração por Moyseis Marques é o carioca Nei Lopes, o letrista bamba que assina os versos de Profissional, musicados por Marques no compasso do samba-choro, mas gravados com um toque de samba de gafieira. Made in Brasil não explicita a origem mineira do artista, mas transita com desenvoltura pelos ritmos da nação nordestina. Parceria de Marques com Bena Lobo, A barca dos corações partidos é estilizado ijexá que resvala para o baião sintetizado na década de 40 pelo rei Luiz Gonzaga (1912 - 1989), nominalmente citado na letra da composição, cujo título foi batizado com o nome da companhia teatral que recentemente encenou no Rio o musical A ópera do malandro (Chico Buarque, 1977) com Moyseis na pele do protagonista Max Overseas, o malandro do título. A propósito, os atores-cantores do coletivo fazem coro na gravação. Ainda dentro da nação musical nordestina, Moyseis dá voz ao inflamado xote Madeixa, composto em parceria com Vidal Assis. Os versos erotizados remetem aos arretados temas recorrentes nos ritmos genericamente rotulados como forró. Completando o EP, Juntando os cacos é samba da peste, escrito em ponto de fervura sob ótica feminina e cantado em apropriado tom quente por Laila Garin, cantora e atriz que tem se destacado em musicais encenados no Rio de Janeiro. Quinto título da discografia de Moyseis Marques, Made in Brasil repõe o artista na diversificada rota nacional que o fez desengomar como compositor em 2012, conquistando admiradores ilustres como Chico Buarque.  Moyseis Marques é joia rara que já passou pela peneira e escoou no apertado funil.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Moyseis vislumbra horizontes em 'Casual solo' sob ótica da própria esquina

Resenha de CD
Título: Casual solo
Artista: Moyseis Marques
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * 1/2

 É sintomático que, entre as 12 músicas alocadas por Moyseis Marques nas dez faixas de seu quarto álbum, Casual solo, haja Minha esquina, belo e esquecido samba do compositor carioca João Nogueira (1941 - 2000) lançado pelo cantor carioca Emílio Santiago (1946 - 2013) no álbum Comigo é assim (Philips, 1977). Nos versos de Minha esquina, o poeta carioca Paulo César Pinheiro - parceiro de Nogueira no tema - celebra o poder da criação nascida da dor do amor ("... Se Deus concede o dom / A mulher concede a dor"). Mineiro de vivência carioca, Moyseis aborda o amor neste disco de voz & violão gravado de 1 a 4 de setembro de 2013 no estúdio New Improved Recording, em Oakland (Califórnia, EUA), com intervenções eventuais dos músicos norte-americanos. O clarone de Harvey Wainapel, por exemplo, pontua Minha esquina, composição que se ajusta com perfeição ao repertório do álbum porque Moyseis vislumbra horizontes em Casual solo sob a ótica de sua esquina, situada em qualquer rua da Lapa, o bairro do Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ) que deu projeção ao bom cantor no seu boêmio circuito de samba e choro. É por isso que o destino final da viagem Brasil-Estados Unidos é a própria Lapa, focada no jogo de palavras armado pelo letrista Mauro Aguiar em De lupa na Lapa, parceria com Moyseis que alterna ritmos sem perder de vista a cadência bonita do samba. Afinal, o samba é o dom deste cantor cuja voz afinada ecoa com toda sua limpidez ao desvendar Alma de Lia (Marcello Gonçalves e Moyseis Marques) na forma de canção. Por ter o dom, o artista faz até Anjo exterminado (Jards Macalé e Waly Salomão, 1972) cair com naturalidade no samba após tirar do baú reluzente pérola do pagode carioca, Horizonte melhor (1984), samba solar e feliz da lavra de Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008) com Adilson Victor. No tom intimista de Casual solo, Horizonte melhor é acoplado com Aqui, oh! (Toninho Horta e Fernando Brant, 1969), valiosa joia guardada em cofres das Geraes. E, como "Bendito é o fruto dessas Minas Gerais", Amor de sol nascente - bela inédita de Moacyr Luz com Moyseis Marques - traz em seu d.n.a. algo da toada mineira. Também situada fora da esquina do samba, a valsa És - outra bela inédita, esta de Moyseis com João Callado - remete nos versos e na arquitetura melódica ao cancioneiro mais recente de Chico Buarque de Hollanda. Neste solo em que Moyseis adota tom mais casual sem diluir o rigor estilístico das interpretações, És é linkada na mesma faixa com The very thought of you (1934), o standard de alma norte-americana do compositor inglês Ray Noble (1903 - 1978). Talvez por ser pouco mais do que uma citação em És, a canção The very thought of you soe no disco com menor poder de sedução do que a regravação de Is this love? (1978), o reggae que Moyseis afasta da praia do cantor e compositor jamaicano Bob Marley (1945 - 1981) até transformá-lo numa canção de amor. Aliás, como o disco  tem espírito romântico, o ponto dissonante do repertório de Casual solo é Nomes de favela (Paulo César Pinheiro, 2004), samba de tonalidade social que contrasta com a poesia vintage da valsa O ciclo da rosa (Vidal Assis e Moyseis Marques), adornada pelo seresteiro violão de sete cordas tocado por Brian Moran. O ciclo da rosa é exemplo da habilidade de Moyseis Marques em contemplar outros horizontes musicais neste CD - que chega às lojas em março - sem se afastar da esquina do samba.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Eis a capa de 'Casual solo', o álbum gravado (nos EUA) por Moyseis Marques

 Esta é a capa de Casual solo, CD gravado por Moyseis Marques na Califórnia (EUA) no segundo semestre de 2013. Quarto título da discografia do cantor, compositor e músico mineiro de criação carioca, Casual solo é álbum de voz e violão, mas gravado com intervenções eventuais dos músicos norte-americanos Brian Morin (violão de sete cordas), Brian Rice (percussão) e Harvey Wainapel (clarone). Com lançamento programado para este mês de fevereiro de 2014, o disco enfileira 12 temas de amor, entrelaçando no repertório inéditas autorais do artista - casos de Alma de Lia (Marcello Gonçalves e Moyseis Marques), Amor de sol nascente (Moacyr Luz e Moyseis Marques) e De lupa na Lapa (Moyseis Marques e Mauro Aguiar), entre outras músicas - com regravações de composições de Bob Marley (1945 - 1981), Jards Macalé, Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008), Paulo César Pinheiro, Ray Noble (1903 - 1978) e Toninho Horta. A edição de Casual solo é independente.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Moyseis vai de Macalé a Marley em 'Casual solo', CD que extrapola o samba

 Moyseis Marques extrapola o samba em seu quarto disco, Casual solo, gravado na Califórnia (EUA). É um trabalho centrado na voz e no violão do cantor e compositor mineiro (de criação carioca), mas feito com adesões dos músicos norte-americanos Brian Morin (violão de sete cordas), Brian Rice (percussão) e Harvey Wainapel (clarone). Em Casual solo, Marques dá voz a parcerias feitas com João Callado, Marcello Gonçalves, Mauro Aguiar, Moacyr Luz (na inédita Amor de sol nascente) e Vidal Assis, mas também se exercita como intérprete. No sucessor do ótimo álbum autoral Pra desengomar (Biscoito Fino, 2012), o cantor aborda músicas de compositores como Bob Marley (1945 - 1981), Jards Macalé, Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008), Ray Noble e Toninho Horta. Em fase de mixagem, Casual solo enfileira 12 canções de amor - gravadas em tom intimista - e tem seu lançamento independente previsto para o fim deste ano de 2013 ou para o início de 2014.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Show 'Pra Desengomar' reitera a evolução de Moyseis em disco (e em cena)

Resenha de show Título: Pra Desengomar
Artista: Moyseis Marques (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Rival (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 20 de março de 2012
Cotação: * * * *

 Assim como o disco Pra desengomar (Biscoito Fino, 2012) representa evolução na obra de Moyseis Marques com inspirado repertório autoral, o show Pra desengomar - cuja turnê nacional estreou esta semana no Rio de Janeiro (RJ) - atesta a evolução em cena deste cantor e compositor carioca que vem fazendo conexões e parcerias com nomes como Zé Renato, Moacyr Luz, Edu Krieger e Leila Pinheiro. A cantora paraense, aliás, foi uma das convidadas da redonda apresentação que agitou o Teatro Rival na noite de 20 de março de 2012. Sob a direção musical do cavaquinista Alessandro Cardozo, maestro da banda que mostrou suingue e interação no número instrumental Pagode jazz Sardinha's Club (Eduardo Neves, Rodrigo Lessa e Mauro Aguiar, 1998), Marques recebeu convidados, cantou todas as 12 músicas de seu recém-lançado terceiro álbum, reviveu sucessos como Pretinha, joia rara (Moyseis Marques, 2009) - que não reluziu com todo seu brilho na apresentação, talvez por ter sido criada fora do universo musical do disco Pra desengomar -  e se comunicou bem com a plateia, falando (somente o necessário) para deixar que a música dê o recado. No caso, um samba cultivado com o sabor dos melhores frutos dos quintais cariocas - e não é por acaso que haja no roteiro poético samba de Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008), Oitava cor (1988), parceria do saudoso compositor com Sombra e Sombrinha. Luiz Carlos é da mesma Vila, a da Penha, em que o mineiro Moyseis se criou nas tradições do subúrbio carioca  exaltadas no bis em momento mais interiorizado de voz & violão em que Marques canta Subúrbio (2006) com muito mais propriedade e sentido do que o compositor do tema, Chico Buarque. No todo, a coesa safra autoral apresentada por Marques em Pra desengomar se beneficia em cena do fato de o artista estar dividindo o palco com nove músicos. Ter sopros no palco vitaliza o suingue das duas parcerias de Marques com Edu Krieger, O badabadá do Talarico e Bicho do mato, esta valorizada pela participação da cantora Leila Pinheiro, menos sedutora ao abordar o samba Minha verdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) na companhia da guitarra eletroacústica de Marques. Sopros à parte, a cozinha da banda é azeitada e tempera os sambas na medida certa. O que precisa ser ajustado é o roteiro. Alocar lado a lado três sambas feitos em tom de tristeza - Entre os girassóis (Moyseis Marques e Edu Krieger, 2009), Piuí (Moyseis Marques e João Martins, 2012) e O lado bom da incerteza (Moyseis Marques e Zé Renato, 2012) - fez o show perder o pique, a pegada e o brilho iniciais, recuperados a partir da luminosa entrada em cena de Ana Costa para dividir com Marques Um samba de amor (Moyseis Marques, 2012). O dueto resultou especialmente bonito. Como especial também foi a entrada em cena de Áurea Martins, reverenciada pelo anfitrião como a grande cantora que é. E, se algum espectador por ventura desconhecesse as qualidades vocais de Áurea, elas foram evidenciadas a partir do momento em que ela abriu a boca para cantar Como o cravo quer a rosa (2012), tema composto por Marques em sua homenagem. A participação de Áurea Martins foi tão emocionante que, na sequência, Moacyr Luz - excelente compositor de voz opaca - pegou carona no clima de emoção e brilhou ao dividir com Marques Meu canto é pra valer (2012), belo samba que inaugura a parceria dos dois compositores. Em seguida, sozinho ao microfone e já momentaneamente fora do quintal carioca, o anfitrião entrou na roda baiana com Pra ter seu bem-querer (Moyseis Marques e Bena Lobo, 2012) e seguiu a batida do baião em Xodó de lamparina (Moyseis Marques e Zé Paulo Becker, 2012). O toque nordestino do tema abriu caminho para que Marques mostrasse sua versatilidade como intérprete pelo universo de Gordurinha (1922 - 1969) e Jackson do Pandeiro (1919 -1982), se aventurando no toque do triângulo em Meu enxoval (1958), parceria dos dois bambas da região (embora creditada oficialmente a Gordurinha e a Almira Castilho, mulher de Jackson). O tom afro-brasileiro da Receita de Maria (Moyseis Marques, 2007) abriu caminho para o toque do ijexá que embala Não deu (Moyseis Marques, 2012), ponto final do roteiro.  Mas, ao voltar para o bis e encerrar para valer o show com Nomes de Favela (Paulo César Pinheiro, 2003), Moyseis Marques - mineiro criado no Rio - marcou mais uma vez a origem suburbana, que alimenta e valoriza seu samba emergente.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dueto com Ana Costa é um destaque do roteiro em que Moyseis canta Chico

♪ Tal como fez no ótimo Pra desengomar, terceiro álbum de Moyseis Marques, Ana Costa cantou o metalinguístico Um samba de amor (Moyseis Marques) na estreia nacional do show baseado no CD autoral do cantor e compositor mineiro de criação carioca. O dueto do anfitrião com a cantora - vistos em foto de Mauro Ferreira - foi um dos destaques do roteiro que, embora essencialmente autoral, inclui abordagens de músicas dos compositores  Chico Buarque, Herivelto Martins (1912 - 1992) e Paulinho da Viola, lembrados por Moyseis com Subúrbio, Ave Maria no morro e 14 anos, respectivamente. Eis o roteiro seguido por Moyseis Marques na consagradora estreia nacional do show Pra desengomar, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ),  na noite de 20 de março de 2012:

1. Pra desengomar (Moyseis Marques e Alfredo Del-Penho, 2012)
2. O badabadá do Talarico (Moyseis Marques e Edu Krieger, 2012)
3. Bicho do mato (Moyseis Marques e Edu Krieger, 2012) - com Leila Pinheiro
4. Minha verdade (Ivone Lara e Délcio Carvalho, 1978) - com Leila Pinheiro
5. 14 Anos (Paulinho da Viola, 1966) /
6. Profissão (Sereno, André Renato e Luiz Carlos da Vila, 2007)
7. Entre os girassóis (Moyseis Marques e Edu Krieger, 2009)
8. Piuí (Moyseis Marques e João Martins, 2012)
9. O lado bom da incerteza (Moyseis Marques e Zé Renato, 2012)
10. Pretinha, joia rara (Moyseis Marques, 2009)
11. Um samba de amor (Moyseis Marques, 2012) - com Ana Costa
12. Pagode Jazz Sardinha's Club (Eduardo Neves, Rodrigo Lessa e Mauro Aguiar, 1998)
      - número instrumental da banda
13. Panos e planos (Moyseis Marques e Luiz Carlos Máximo, 2009)
14. Manias (Flávio Cavalcanti e Celso Cavalcanti, 1955)
15. Oitava cor (Sombra, Sombrinha e Luiz Carlos da Vila, 1988)
16. Mágoa (Roque Ferreira e Toninho Geraes, 2009)
17. Como o cravo quer a rosa (Moyseis Marques, 2012) - com Áurea Martins
18. Meu canto é pra valer (Moyseis Marques e Moacyr Luz, 2012) - com Moacyr Luz
19. Pra ter seu bem-querer (Moyseis Marques e Bena Lobo, 2012)
20. Xodó de lamparina (Moyseis Marques e Zé Luiz Becker, 2012)
21. O vendedor de caranguejo (Gordurinha, 1957)
22. Falsa patroa (Geraldo Jacques e Isaías de Freitas, 1955) /
23. Meu enxoval (Gordurinha e Almira Castilho, 1958) /
24. Receita de Maria (Moyseis Marques, 2007)
25. Deixa estar (Moyseis Marques e Fernando Temporão, 2012)
26. Não deu (Moyseis Marques, 2012)
Bis:
27. Ave Maria no morro (Herivelto Martins, 1942)
28. Subúrbio (Chico Buarque, 2006)
29. Nomes de favela (Paulo César Pinheiro, 2003)
      - com citação de O Morro Não Tem Vez (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1962)

Áurea se emociona com a reverência de Moyseis Marques em show no Rio

 "Só quero dizer uma coisa: valeu a pena chegar até aqui!...", concluiu Áurea Martins, com a voz embargada, ao ver a plateia do Teatro Rival se levantar para aplaudir de pé sua especial participação na estreia nacional do show Pra desengomar, de Moyseis Marques. Áurea cantou com o anfitrião Como o cravo quer a rosa (Moyseis Marques), música feita pelo cantor e compositor mineiro (de criação carioca) em homenagem à voz desta senhora cantora carioca que já contabiliza 71 anos. Ao ser reverenciada por Marques antes mesmo de entrar em cena, Áurea se emocionou e chegou às lágrimas. A beleza de sua interpretação reiterou os elogios feitos por Marques. Baseado no terceiro homônimo disco do artista, de repertório inteiramente autoral, o show Pra desengomar estreou no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 20 de março de 2012. Em abril, a turnê segue para Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Belém (PA) - antes de voltar para o Rio de Janeiro.

Moyseis faz valer canto de Moacyr Luz na estreia do show 'Pra desengomar'

 Moyseis Marques fez valer o canto opaco de Moacyr Luz na estreia nacional de seu show Pra desengomar, no Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 20 de março de 2012. Os compositores cariocas - vistos em foto de Mauro Ferreira - apresentaram juntos sua parceria, Meu canto é pra valer,  gravada por Moyseis Marques em seu autoral terceiro álbum,  Pra desengomar.

Após 'Bicho do mato', Leila canta verdade de Ivone Lara no show de Moyseis

 Moyseis Marques estreou a turnê nacional do show Pra desengomar - inspirado em seu terceiro homônimo álbum - com o reforço dos convidados que figuram no disco autoral lançado em janeiro pela gravadora Biscoito Fino. Leila Pinheiro fez a primeira participação do show que agitou o Teatro Rival, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 20 de março de 2012. A cantora paraense - vista com o cantor e compositor carioca na foto de Mauro Ferreira - entrou em cena, trazida pelo anfitrião, no meio de Bicho do mato, suingante tema da lavra de Marques com Edu Krieger. Na sequência, acompanhada pela guitarra eletroacústica tocada por Marques, Leila cantou um samba da lavra sempre fina de Ivone Lara e Délcio Carvalho, Minha verdade, lançado em 1978.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Moyseis Marques desengoma como compositor no seu autoral terceiro disco

Resenha de CD
Título: Pra desengomar
Artista: Moyseis Marques
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: * * * *

♪ Ao debutar no mercado fonográfico com E aí, Zé? (2003), CD independente de sua banda Forró na Contramão, Moyseis Marques dominou o repertório, assinando 13 das 14 músicas do disco. Quatro anos mais tarde, ao estrear solo com o álbum Moyseis Marques (Deckdisc, 2007), o compositor deu ligeiro recuo - sem sair de cena - para dar voz ao intérprete projetado na efervescente cena da Lapa, bairro do Centro do Rio de Janeiro (RJ) que concentra casas dedicadas ao samba e ao choro. No álbum seguinte, Fases do coração (Deckdisc, 2009), o compositor já marcou mais presença, assinando inclusive o hit do disco, Pretinha, joia rara, delicioso samba propagado em escala nacional na trilha sonora da novela Caminho das Índias (TV Globo, 2009). Tal sucesso autoral abriu caminho para que Marques lançasse um terceiro álbum solo inteiramente autoral, Pra desengomar, posto nas lojas pela gravadora Biscoito Fino em janeiro de 2012. São de autoria deste mineiro criado desde bebê no Rio de Janeiro (RJ) as 12 músicas inéditas reunidas no álbum produzido por Marques com o cavaquinista Alessandro Cardozo. E o fato é que a safra - formatada pelo artista com parceiros como Alfredo Del-Penho, coautor da faixa-título, Pra desengomar - prima pela excelência. Mesmo que o samba domine a safra autoral em diversas modalidades, a viagem rítmica ainda tem escalas no Nordeste. Na segunda metade do disco, Marques transita inspirado por baião (Xodó da lamparina, outra parceria com Zé Paulo Becker), samba à moda baiana (Pra ter seu bem-querer, composto com Bena Lobo) e ijexá (Não deu, tema da lavra solitária de Marques, formatado com toques de baião). Pra desengomar deixa no ar um sentimento bom, como o relatado no verso final de Deixa estar (Moyseis Marques e Fernando Temporão), um dos bonitos sambas do disco. Mesmo quando cantado no tom da tristeza, como no caso poético O lado bom da incerteza (Moyseis Marques e Zé Renato), o samba de Marques exala alto astral. Às vezes explícito como no suingante O badabadá do Talarico (Moyseis Marques e Edu Krieger), manemolente samba arranjado de acordo com os estatutos da gafieira pelo saxofonista Samuel Oliveira. Curiosidade: O badabadá do Talarico  teria como convidados Luiz Melodia (de início) e Tantinho da Mangueira (num segundo momento), mas acabou gravado somente por Marques, bom cantor que se exercita no suingue com Leila Pinheiro em Bicho do mato, outra inspirada parceria do compositor com Edu Krieger. Outra bela voz feminina que se faz ouvir no CD é a de Ana Costa, presença luminosa no metalinguístico Um samba de amor (Moyseis Marques), faixa pontuada pelo trombone de Roberto Marques. Com voz mais opaca, Moacyr Luz é o convidado afetivo de Meu canto é pra valer, grande samba que abre sua parceria com Marques com citação de Saudades da Guanabara (Moacyr Luz, Paulo César Pinheiro e Aldir Blanc, 1989). Se Piuí (João Martins e Moyseis Marques) faz o disco autoral trafegar pelo trilho da canção, Como o cravo quer a rosa é samba-choro composto por Marques para a cantora carioca Áurea Martins, convidada majestosa da faixa. Enfim, se o cantor é sempre bom, o compositor se revela ótimo no autoral Pra desengomar, disco com cacife para firmar Moyseis Marques entre os grandes bambas do Brasil.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Biscoito Fino vai 'desengomar', enfim, o terceiro álbum de Moyseis Marques

♪ Previsto de início para ser lançado no segundo semestre de 2011 pela gravadora Biscoito Fino, o terceiro álbum do cantor, compositor e músico mineiro Moyseis Marques, Pra desengomar, vai ser efetivamente posto nas lojas no fim deste mês de janeiro de 2012. Neste disco de repertório inteiramente autoral, no qual firma parcerias com nomes como Alfredo Del-Penho e Bena Lobo, Marques recebe convidados como Ana Costa (em Um samba de amor), Áurea Martins (em Como o cravo quer a rosa, samba composto em tributo à cantora diplomada na noite carioca), Leila Pinheiro - vista com o cantor em foto tirada no estúdio no dia da gravação da faixa Bicho do mato (Moyseis Marques e Edu Krieger) - e Tantinho da Mangueira (em O badabadá do Talarico, outra parceria de Marques com Krieger). Pra desengomar enfileira ao longo de 11 faixas parcerias de Marques com Moacyr Luz (Meu canto é pra valer, com participação do próprio Moacyr Luz) e Zé Renato. Deixa estar, Piuí e O lado bom da incerteza são outras três músicas do álbum de Moyseis.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Moyseis celebra Áurea e canta com Leila e Moacyr Luz em 'Pra Desengomar'

♪ Moyseis Marques compôs música em tributo a Áurea Martins, veterana cantora que fez seu nome na noite carioca. Intitulado Como o cravo quer a rosa, o tema foi gravado no terceiro álbum solo do cantor e compositor, Pra desengomar, com participação da homenageada. A propósito, o primeiro disco de Moyseis na gravadora Biscoito Fino está repleto de convidados. Para cantar com ele o repertório inteiramente autoral do CD, o sambista - visto em foto de Bruno Villas Boas - recebeu no estúdio Leila Pinheiro (em Bicho do mato, de Moyseis com Edu Krieger), Tantinho da Mangueira (em O badabadá do Talarico, outra parceria com Krieger), Moacyr Luz (Meu canto é pra valer, tema de Moyseis com o próprio Luz) e Ana Costa (Um samba de amor). O CD Pra desengomar já está praticamente  pronto e tem lançamento previsto para o fim  deste segundo semestre de 2011.

domingo, 17 de julho de 2011

Moyseis Marques 'desengoma' seu terceiro disco via gravadora Biscoito Fino

♪ Artista mineiro projetado na efervescente cena de samba da carioca Lapa, Moyseis Marques - em foto de Bruno Villas Boas - vai lançar seu terceiro álbum solo neste segundo semestre de 2011. A novidade é que o disco vai ser editado pela gravadora Biscoito Fino, diferentemente dos dois álbuns anteriores, Moyseis Marques (2007) e Fases do coração (2009), ambos lançados pela Deck. Intitulado Pra desengomar, o CD está em fase final de gravação. Inteiramente inédito e autoral, o repertório apresenta parcerias de Marques com Bena Lobo,  Edu Krieger,  Moacyr Luz e Zé Renato.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Moyseis Marques cai no 'Samba pras Moças' na estreia de Roberta Sá no Rio

 Moyseis Marques caiu no Samba pras moças com Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil na estreia oficial do show Quando o canto é reza na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Convidado-surpresa da bela apresentação única que lotou a casa Vivo Rio na noite de 28 de janeiro de 2011, o cantor entrou em cena para dividir com Roberta o samba do compositor baiano Roque Ferreira com Graziella que Zeca Pagodinho gravou em 1995. Na sequência, Roberta e Moyseis - vistos em foto de Mauro Ferreira - ensaiaram uma briga conjugal no samba Tô fora, repetindo o dueto feito no disco lançado em agosto de 2010. Tô Fora é samba feito à moda carioca que destoa do tom afro-baiano que pauta o cancioneiro de Roque Ferreira, abordado por Roberta Sá com o Trio Madeira Brasil em tom heterodoxo no ousado álbum Quando o canto é reza, um dos melhores CDs de 2010.