Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 12 de março de 2016

Em show, Jussara oscila sem inventar lua nova para clarear Beto e Ronaldo

Resenha de show
Título: Pedras que rolam, objetos luminosos
Artista: Jussara Silveira (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Arena do Espaço Sesc Copacabana (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 11 de março de 2016
Cotação: * * 1/2

♪ Jussara Silveira é daquelas grandes cantoras do Brasil capazes de reproduzir no palco a emissão perfeita de gravação de estúdio. Foi assim no primeiro número da estreia carioca do show Pedras que rolam, objetos luminosos, baseado no homônimo álbum de 2015 em que a cantora de origem mineira dá voz cristalina a dez parcerias de Beto Guedes com Ronaldo Bastos. Ao cantar O amor não precisa razão (Beto Guedes, Ricardo Milo e Ronaldo Bastos, 1984) na penumbra, com a arena do Espaço Sesc Copacabana quase às escuras, Jussara expôs de cara toda a luminosidade dessa canção até então esquecida na discografia de Guedes. Mas, à medida que a apresentação de 11 de março de 2016 foi evoluindo, a cantora oscilou e revelou surpreendente insegurança com as letras de algumas músicas, sobretudo com a de O sal da terra (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1981), lida em cena pela intérprete. Para arrematar, problema em uma das caixas de som levou o show a ser interrompido por alguns minutos para que a questão técnica fosse sanada. E o fato é que - ao menos na estreia carioca - o show soou inferior ao álbum Pedras que rolam, objetos luminosos, lançado pela Dubas Música. A cantora era ótima. As músicas eram boas. A banda arregimentada para o show - Alberto Continentino (baixo), André Valle (guitarra), Humberto Barros (piano e teclados) e Marcelo Costa (bateria) - se revelou um quarteto fantástico, hábil ao reproduzir ao vivo, em músicas como Pedras rolando (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979), a sonoridade meio prog que deu o tom de várias gravações de Beto Guedes. Compositor mineiro que esteve presente (como intérprete) no célebre álbum duplo Clube da Esquina (EMI-Odeon, 1972), Guedes encontrou nos versos do poeta e compositor fluminense Ronaldo Bastos - sócio do clube mineiro e parceiro de Milton Nascimento na antológica Cais, música lindamente cantada por Jussara em outro instante de luminosidade no show (inclusive pela sonoridade inebriante do arranjo) - o parceiro ideal para propagar ideais de amor e paz. De certa forma, a positivista parceria de Beto e Ronaldo - profícua entre a segunda metade da década de 1970 e a primeira metade dos anos 1980 - reverberou uma ideologia riponga, traduzida no show inclusive pelo figurino casual da cantora. É uma música que flertava tanto com a MPB quanto com o universo pop da época. Lumiar (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977), cantada por Jussara na batida do pop rock, exemplifica com perfeição a natureza da obra dos compositores. Parafraseando verso de Cais, Jussara Silveira não inventa lua nova para clarear outros horizontes da parceria. O tributo é reverente e, no show, extrapola a parceria. Às dez músicas do disco, Jussara acrescenta outras cinco. São músicas de Beto e Ronaldo com outros parceiros, caso de Luz e mistério (1978), parceria bissexta de Beto com Caetano Veloso. Até uma parceria dos irmãos Lô Borges e Márcio Borges, Um girassol da cor de seu cabelo (1972), aparece no roteiro. Só que nem tudo caiu bem na voz de Jussara. Feira moderna (Beto Guedes, Lô Borges e Fernando Brant, 1970), por exemplo, pareceu fora do tom no canto da intérprete. A rigor, o show nem sempre evidenciou a luminosidade das canções. Já Choveu (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977) fez florescer tempo de delicadeza no toque do piano de Humberto Barros - cujos teclados foram essenciais para a recriação da sonoridade da obra de Beto - em número lírico que culminou com a reprodução em off, na voz de Leonel Pereda, de versos de Zorongo, escritos pelo poeta e dramaturgo espanhol Federico García Lorca (1898 - 1937). Enfim, houve luz. Mas houve também o mistério, o imponderável. Um disco excelente resultou em cena em show de luminosidade irregular.

Em cena, Jussara põe Márcio e Lô Borges na feira moderna de Beto e Bastos

♪ No álbum Pedras que rolam, objetos luminosos (Dubas Música, 2015), Jussara Silveira dá voz cristalina a dez parcerias do cantor e compositor mineiro Beto Guedes com o poeta fluminense Ronaldo Bastos, dois sócios fundamentais do Clube da Esquina. No homônimo show inspirado pelo disco, a cantora - de origem mineira como o movimento pop encabeçado nas Geraes no início da década de 1970 pelo carioca Milton Nascimento - apresenta parcerias de Beto e Bastos com outros compositores. Feira Moderna - música de Beto com Lô Borges e Fernando Brant (1946 - 2015) lançada em disco em 1970 pelo grupo Som Imaginário, mas mais conhecida na gravação feita por Beto para o álbum Amor de índio (EMI-Odeon, 1978) - foi um dessas músicas. Deste mesmo álbum Amor de índio, aliás, Jussara cantou Luz e mistério (1978) - bissexta parceria de Beto com Caetano Veloso - e O medo de amar é o medo de ser livre, parceria de Beto com Brant. Cais - emblemática parceria de Bastos com Milton, lançada em 1972 no álbum duplo que firmou o movimento que lhe deu nome, Clube da Esquina (EMI-Odeon, 1972) - também encorpou o roteiro do show Pedras que rolam, objetos luminosos, cuja estreia carioca aconteceu na noite de ontem, 11 de março de 2016, na Arena do Espaço Sesc Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Na companhia de banda formada Alberto Continentino (baixo), André Valle (guitarra), Humberto Barros (piano e teclados) e Marcelo Costa (bateria), Jussara Silveira - em foto de Rodrigo Goffredo - extrapolou até as obras autorais de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, cantando Um girassol da cor de seu cabelo (1972), música dos irmãos Lô Borges e Márcio Borges cantada por Lô no álbum Clube da esquina, do qual Beto Guedes participa como intérprete. A cantora adicionou cinco músicas às 10 do CD. Eis o roteiro seguido em 11 de março de 2016 por Jussara Silveira na estreia carioca do show Pedras que rolam, objetos luminosos na arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ):

1. O amor não precisa razão (Beto Guedes, Ricardo Milo e Ronaldo Bastos, 1984)
2. Pedras rolando (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979)
3. Lumiar (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
4. Rio doce (Beto Guedes, Ronaldo Bastos e Tavinho Moura, 1979 / 1981)
5. Amor de índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1978)
6. Luz e mistério (Beto Guedes e Caetano Veloso, 1978)
7. Tanto (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
8. O medo de amar é o medo de ser livre (Beto Guedes e Fernando Brant, 1978)
9. Feira moderna (Beto Guedes, Lô Borges e Fernando Brant, 1970)
10. Cais (Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, 1972)
11. Choveu (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
12. Sol de primavera (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979)
13. Um girassol da cor de seu cabelo (Lô Borges e Márcio Borges, 1972)
14. A página do relâmpago elétrico (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
15. O sal da terra (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1981)
Bis:
16. Lumiar (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Reverente, Jussara clareia belos horizontes da parceria de Guedes e Bastos

Resenha de CD
Título: Pedras que rolam, objetos luminosos - Canções de Beto Guedes e Ronaldo Bastos
Artista: Jussara Silveira
Gravadora: Dubas Música
Cotação: * * * *

♪ O cantor e compositor mineiro Beto Guedes firmou parceria com o letrista e poeta fluminense Ronaldo Bastos quando ambos já eram sócios de primeira do Clube da Esquina. Fiéis ao espírito gregário do coletivo mineiro, encabeçado por Milton Nascimento, os parceiros criaram obra calcada nos valores fraternos do clube. Em bom português, o cancioneiro de Beto Guedes e Ronaldo Bastos prega valores como o amor, a amizade e o respeito à natureza em músicas que alcançaram projeção nacional ao serem lançadas na voz de Guedes nos álbuns A página do relâmpago elétrico (EMI-Odeon, 1977), Amor de índio (EMI-Odeon, 1978), Sol de primavera (EMI-Odeon, 1979) e Contos da lua vaga (EMI-Odeon, 1981). Já gravadas de forma brilhante por Guedes, as músicas que batizaram os emblemáticos três primeiros álbuns do cantor figuram - ao lado de O sal da terra, o grande sucesso de Contos da lua vaga - entre as 10 canções a que Jussara Silveira dá voz límpida no CD Pedras que rolam, Objetos luminosos - Canções de Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 11º título da discografia desta cantora de criação baiana, mas origem mineira. Com seu canto cristalino, Jussara clareia os belos horizontes da parceria de Guedes e Bastos com reverência. Por mais que haja tons de contemporaneidade nos arranjos, como o toque serelepe da guitarra de Maurício Negão em O sal da terra (1981), houve acertada opção pela total manutenção da arquitetura melódica de canções eternamente modernas em sua atemporalidade. Produzido por Marcelo Costa e Sacha Amback, o disco explicita e exemplifica tal respeito na regravação de Lumiar (1977), por exemplo. Embora novo, o arranjo desta canção que ecoa valores da era hippie jamais se desprende por completo da orquestração do registro original de Guedes. Entre o clima épico de Tanto (1977) e o lirismo de Choveu (1977), canção emendada com récita em espanhol (feita por Leonel Pereda) do poema espanhol Zorongo (Federico García Lorca), Pedras que rolam, objetos luminosos agrega valor à discografia brasileira sobretudo quando reacende a chama de bonitas canções que jaziam obscuras no baú mineiro, soterradas por músicas de maior projeção nos discos em que tais joias então raras foram lançadas. Não é por acaso que o álbum abre com Pedras rolando (1979), O amor não precisa razão (Beto Guedes, Ricardo Milo e Ronaldo Bastos, 1984) - a canção mais jovem do repertório, de 31 anos, acertadamente escolhida como single pela gravadora Dubas - e Rio doce (Beto Guedes, Ronaldo Bastos e Tavinho Moura, 1979 / 1981). Antes de virar sertaneja baiana, como ela própria se caracteriza no texto que apresenta o disco, Jussara Silveira foi mineira da orla do Rio Mucuri e da fuligem da Maria Fumaça de Nanuque. Por isso, clareia com precisão os (sempre) belos horizontes dessa iluminada parceria de Beto Guedes com Ronaldo Bastos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Jussara lança o álbum em que dá voz a dez parcerias de Guedes com Bastos

♪ Parceria de Beto Guedes e Ronaldo Bastos com Ricardo Milo, O amor não precisa razão - música lançada há 31 anos na abertura de Viagem das mãos (EMI-Odeon, 1984), LP de Guedes - é o primeiro single do álbum (capa à esquerda) em que a cantora mineira (de criação baiana) Jussara Silveira dá voz a dez parcerias do cantor e compositor mineiro Beto Guedes com o poeta e compositor fluminense Ronaldo Bastos, lançadas entre 1977 e 1984. O single O amor não precisa razão está sendo lançado hoje, 4 de setembro de 2015, nas plataformas digitais, simultaneamente com o início da pré-venda do álbum no iTunes. O título do álbum - Pedras que rolam, objetos luminosos - faz alusão a duas músicas da parceria, Pedras rolando (1979) e Objetos luminosos (1986), música assinada por Guedes e Bastos com Milton Nascimento e lançada nas vozes de Guedes e Zizi Possi no álbum Alma de borracha (EMI-Odeon, 1986), de Guedes. Mas Objetos luminosos curiosamente não entrou no repertório do disco, anunciado desde 2014. No álbum, arranjado por Sacha Amback, Choveu (1977) é emendada com Porongo, poema de Federico García Lorca (1898 - 1936) Eis - na ordem do álbum que chega ao mercado fonográfico a partir de 11 de setembro em edição da gravadora Dubas, inclusive no formato de CD - as dez parcerias de Beto Guedes com Ronaldo Bastos que  ganham a voz  cristalina de Jussara Silveira no álbum  Pedras que rolam,  objetos luminosos:

1. Pedras rolando (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979)
2. O amor não precisa razão (Beto Guedes, Ricardo Milo e Ronaldo Bastos, 1984)
3. Rio doce (Beto Guedes, Ronaldo Bastos e Tavinho Moura, 1979 / 1981)
4. Amor de índio (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1978)
5. Lumiar (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
6. A página do relâmpago elétrico (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
7. Tanto (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
8. Choveu (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1977)
9. Sol de primavera (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1979)
10. O sal da terra (Beto Guedes e Ronaldo Bastos, 1981)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

'Som e fúria' ascende quando vozes de Rita e Jussara ressoam na imensidão

Resenha de CD
Título: Som e fúria
Artistas: Rita Benneditto & Jussara Silveira
Gravadora: Maianga Discos (edição física, 2014) e Dubas Música (edição digital, 2015)
Cotação: * * * 1/2

♪ A maranhense Rita Benneditto e a mineira (de vivência baiana) Jussara Silveira são duas cantoras extremamente afinadas, de emissões vocais cristalinas. Quando faz ecoar na imensidão do som e do espaço as vozes dessas duas excelentes cantoras, Som e fúria - o álbum gravado por Rita com Jussara em julho de 2013 em estúdio improvisado no Vale do Capão, na Chapada Diamantina (BA) - faz mais sentido e alcança dimensão maior. É o que acontece nas duas músicas que se entrelaçam na abertura desse disco idealizado por Sérgio Guerra para sua gravadora baiana Maianga Discos e produzido por Alê Siqueira sob a direção de José Miguel Wisnik. Com seu canto quase a capella, Rita solta sua voz límpida em Milagre (Pedro Ayres Magalhães e Rodrigo Leão, 2014) enquanto, ao fim da faixa, o ouvinte escuta alguém cantando longe dali. É a voz de Jussara Silveira, intérprete de Alguém cantando (Caetano Veloso, 1977), música (como Milagre) adornada com sutis toques dos teclados de Mikael Mutti. Se seguisse sempre por essa trilha, Som e fúria seria o disco que os fãs das cantoras esperavam. Mas as vozes nem sempre ressoam soberanas, em primeiro plano, a partir da terceira faixa, o medley que agrega A sílaba (Zeca Baleiro, 2014) com o tema de domínio público Trem trole e trilho. É quando as vozes se entrelaçam não somente com as programações e teclados de Mutti, mas também com os batuques de Gabi Guedes - como acontece com o medley que linka Maricotinha (Dorival Caymmi, 1994) com sambas de roda da Bahia. Unido no disco à Saudação a Oxossi, o canto indígena Yo Paraná - reforçado por coro infantil - conduz Som e fúria por uma trilha mais experimental que dificulta sua assimilação. Para amantes das vozes, o álbum soa mais sedutor quando Jussara canta Ave Maria (Schubert, 1825) com o toque menos invasivo da percussão de Mutti e dos teclados de Wisnik. É o canto em feitio de oração. A propósito, com a liberdade do sincretismo religioso que pauta a música do Brasil, Rita refaz sua tecnomacumba ao juntar Caboclo das sete encruzilhadas (Terecó da Tenda São José - Pirapemas / MA) e Pisei na terra de caboclo (Tambor de Minas da Casa Fanti). Mais surpreendente, o entrelaçamento do samba Para não contrariar você (Paulinho da Viola, 1970) - cantado por Jussara com percussão típica do gênero - com o samba-canção Matriz ou filial (Lúcio Cardim, 1965), revivido na voz de Rita, reitera que Som e fúria procura tons e sons para adornar as vozes nem sempre perto do formato convencional da canção. Dentro dessa atmosfera experimental, A rosa de Hiroshima (Gerson Conrad sobre poema de Vinicius de Moraes, 1973) desabrocha com belo arranjo vocal que embute o mesmo coro infantil do canto indígena Yo Paraná. Ao fim da faixa, a voz de Wisnik recita trechos de outro poema de Vinicius de Moraes (1913 - 1980) em tom quase celestial - contando no fim com o recorrente recurso do coro infantil recrutado para o disco - enquanto A rosa de Hiroshima volta a ser ouvida. Encerrando o disco (lançado em edição física em CD via Maianga em novembro de 2014, com distribuição restrita à Bahia, e ora disponibilizado em edição digital via Dubas Música), Tom de voz (Cezar Mendes e Quito Ribeiro, 2014) apazigua Som e fúria nas vozes em uníssono dessas cantoras (re)unidas na trilha inusitada de álbum amoroso, sem fúria, com som.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Disco já raro que reúne Rita e Jussara, 'Som e fúria' vai ganhar edição digital

♪ Disco que reúne as cantoras Rita Benneditto e Jussara Silveira, tendo sido lançado de forma extraoficial pela gravadora Maianga Discos em novembro de 2014, com distribuição restrita à Bahia e ao círculo de amigos das cantoras, Som e fúria vai ficar acessível em edição digital. A gravadora Dubas Música se interessou por lançar o disco nas plataformas digitais - o que deverá acontecer até o fim deste primeiro semestre de 2015. Rita Benneditto e Jussara Silveira gravaram Som e fúria em julho de 2013 no Vale do Capão, situado na Chapada Diamantina, na Bahia. Ariston Quadros assina o projeto gráfico do CD produzido por Alê Siqueira sob direção artística de Zé Miguel Wisnik. O repertório inclui A rosa de Hiroshima (Gerson Conrad e Vinicius de Moraes, 1973), Alguém cantando (Caetano Veloso,  1977)  e Matriz ou filial  (Lúcio Cardim, 1964),  entre outras músicas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Com o fado na ponta da língua lusa, Jussara se banha em águas límpidas

Resenha de show
Título: Água lusa
Artista: Jussara Silveira (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Theatro Net Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de março de 2015
Cotação: * * * *

♪ Foi na penumbra que Jussara Silveira abriu a apresentação carioca do show Água lusa cantando um dos mais belos fados de todos os tempos, Foi Deus (Alberto Janes, 1952), com sua voz límpida sendo emoldurada somente pelos sons sintetizados tirados pelo pianista Sacha Ambach dos teclados. Ali, naquele pungente número inicial, a cantora mineira (de vivência baiana) já ganhou o público que foi na noite de 23 de março de 2015 ao Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), assistir à estreia carioca do show baseado no disco Água lusa (Dubas Música / Universal Music, 2013). Neste álbum, Jussara se banhou de portugalidade ao dar sua voz a fados e a canções portuguesas que têm em comum o fato de terem versos do poeta Tiago Torres da Silva. Compositor, Tiago pôs novas letras em melodias de fados tradicionais como o Fado Margaridas, tema dos anos 1930 que, desde 2013, passou a se chamar também Na companhia de fadistas por conta da parceria póstuma de Tiago com o compositor português Miguel Ramos (1904 - 1982) lançada por Jussara no disco. Em cena, tendo como mote a própria língua portuguesa, Água lusa também abarca músicas brasileiras e temas angolanos gravados pela cantora em seus álbuns Ame ou se mande (Joia Moderna, 2011) e Flor bailarina (Maianga Discos, 2012), respectivamente. Uma das grandes cantoras do Brasil, Jussara Silveira não canta fado em tom magoado de dor e de pranto. Ao contrário, seu canto é delicado, mas, pelo filtro dessa suavidade, passam os sentimentos contidos em versos como os de Tenho dó das estrelas, escritos pelo poeta português Fernando Pessoa (1888 - 1935) e recentemente musicados pelo compositor paulista José Miguel Wisnik para feitura de canção de 2011, levada por Jussara no ritmo da morna, ritmo de Cabo Verde, país africano que se avizinha do Brasil pela lusofonia. Mesmo que tenha tropeçado nos versos da canção A voz do coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 2011) e do fado Beijo alentejano (Carlos Gonçalves e Tiago Torres da Silva, 2013), Jussara jamais deixou de se portar em cena como a grande cantora que sempre foi. Jussara nunca perdeu a classe em cena, seja cantando clássico fado-canção como Confesso (José Galhardo e Frederico Valério, 1952), número feito sem a percussão sutil de Marcelo Costa, seja caindo no semba angolano em temas como Canta meu semba (Paulo Flores, 1996). Número de voz e piano (o de Sacha Amback), O mar fala de ti (Ernesto Leite e Tiago Torres da Silva, 2013) engoliu com sua beleza pungente qualquer eventual resistência dos espectadores ao nobre repertório português reunido por Jussara em roteiro que somente pareceu sair do tom em Babylon (Zeca Baleiro, 2000), já que a prosódia informal da canção de Baleiro se banha em outra praia, mais pop. Babylon foi um dos números cantados por Jussara com Emanuelle Araújo, convidada da apresentação carioca de Água lusa. Fora das águas movidas por seu grupo Moinho, a baiana Emanuelle mostrou boa presença vocal e cênica no canto de Doce esperança (Roberto Mendes e J. Velloso, 1992). O violonista Fabio Nin também entrou em cena, a partir de Meu amor abre a janela (Fado Santa Luzia) (Armando Machado e Tiago Torres da Silva, 2013), e permaneceu no palco na maior parte dos números, ajudando Jussara a harmonizar fados, canções e sembas com unidade, delicadeza e até algum humor, detectável no maroto Fado da contradição (João Nobre e Lourenço Rodrigues, 1957), tema do repertório da fadista Hermínia Silva (1907 - 1993). No fim, quando arrematou o bis com citação a capella de Maria particularmente (Luiz Melodia, 1991) quando já estava saindo de cena, Jussara Silveira sintetizou o espírito do show. Em Água lusa, o fado esteve (quase sempre) na ponta da língua (lusa) e o samba - ou o semba... - na ponta do pé, emergindo de águas límpidas.

'Água lusa' de Jussara abarca Brasil, Angola e Emanuelle na cena do Rio

♪ Álbum lançado por Jussara Silveira há dois anos, Água lusa (Dubas Música / Universal Music, 2013) tem se esparramado pela cena nacional em belo show cujo roteiro abarca as músicas brasileiras do disco Ame ou se mande (Joia Moderna, 2011) e os temas angolanos do CD Flor bailarina (Maianga Discos, 2012) em arco que se completa pelo repertório ter em comum a língua portuguesa. No Rio de Janeiro (RJ), onde o show Água lusa aportou pela primeira vez no cais do Theatro Net Rio na noite da última segunda-feira, 23 de março de 2015, a cantora mineira (de criação baiana) misturou músicas desses seus três últimos álbuns em roteiro que também trouxe para a cena a voz da atriz e cantora baiana Emanuelle Araújo, convidada de Doce esperança (Roberto Mendes e J. Velloso, 1992) e de Babylon (Zeca Baleiro, 2000). No bis, Emanuelle voltou a se juntar com Jussara - e com o trio formado pelos músicos Fabio Nin (violão), Marcelo Costa (percussão) e Sacha Ambach (teclados) - para cantar o fado Coimbra (É uma lição) (José Galhardo e Raul Ferrão, 1947). Sagaz citação a capella de Maria particularmente, música lançada por Luiz Melodia em seu álbum Pintando o sete (PolyGram, 1991), arrematou e de certa forma sintetizou a costura do repertório do belo show em que a cantora une Portugal, Brasil e Angola. Eis o roteiro seguido por Jussara Silveira - com Emanuelle Araújo na foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca de Água lusa no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro (RJ), em 23 de março de 2015:

1. Foi Deus (Alberto Janes, 1952)
2. A voz do coração (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, 2001)
3. Ifá (Cezar Mendes e José Carlos Capinam, 2011)
4. Tenho dó das estrelas (José Miguel Wisnik sobre poema de Fernando Pessoa, 2011)
5. Na companhia de fadistas (Fado Margaridas) (Miguel Ramos e Tiago Torres da Silva, 2013)
6. Meu amor abre a janela (Fado Santa Luzia) (Armando Machado e Tiago Torres da Silva, 2013)
7. Uma canção por acaso (Pedro Jóia e Tiago Torres da Silva, 2005)
8. Confesso (José Galhardo e Frederico Valério, 1952)
9. O mar fala de ti (Ernesto Leite e Tiago Torres da Silva, 2013)
10. Beijo alentejano (Carlos Gonçalves e Tiago Torres da Silva, 2013)
11. Fado da contradição (João Nobre e Lourenço Rodrigues, 1957)
12. Doce esperança (Roberto Mendes e J. Velloso, 1992) - com Emanuelle Araújo
13. Babylon (Zeca Baleiro, 2000) - com Emanuelle Araújo
14. Canta meu semba (Paulo Flores, 1996)
15. Lemba (José Manuel Canhanga, 2006)
16. Ramiro (Givago, 1989)
17. Cantiga do ladrão (Rão Kyao e Tiago Torres da Silva, 2013)
Bis:
18. Nem às paredes confesso (Artur Ribeiro, Francisco Ferrer Trindade e Maximiano de Souza, 1957)
19. Coimbra (É uma liçao) (José Galhardo e Raul Ferrão, 1947) - com Emanuelle Araújo
20. Maria particularmente (Luiz Melodia, 1991)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Álbum de Jussara com canções de Caymmi ganha reedição pela Dubas

♪ Segundo álbum de Jussara Silveira, lançado originalmente pela gravadora Dubas Música em 1998, com distribuição da Warner Music, Canções de Caymmi vai ganhar (oportuna) reedição neste ano de 2015 pela mesma Dubas. Como o título já explicita, o disco da cantora mineira - de criação baiana  -  é dedicado ao cancioneiro do compositor baiano Dorival Caymmi  (1914 - 2008).

domingo, 4 de janeiro de 2015

Jussara Silveira lança disco com canções de Ronaldo Bastos e Beto Guedes

♪ Admiradores de Jussara Silveira poderão ouvir dois novos álbuns da cantora ao longo deste ano novo de 2015. Além do raro Som e fúria (gravado pela artista com Rita Benneditto sob a direção artística de José Miguel Wisnik), disco que por ora foi distribuído apenas na Bahia (em novembro de 2014) pelo selo Maianga, Jussara vai lançar no segundo semestre o CD em que dá voz às canções de Ronaldo Bastos e Beto Guedes.  O disco sai pela gravadora de Bastos, Dubas, com distribuição da Universal Music. A cantora - em foto de João Passos - regrava no disco dez músicas feitas pelo compositor mineiro Beto Guedes com letras do compositor e poeta fluminense Ronaldo Bastos. O repertório não foi divulgado, mas a obra de Guedes com Bastos inclui músicas como Lumiar (1977), Tanto (1977), Choveu (1977), Gabriel (1978), Sol de primavera (1979), Pedras rolando (1979), Canção do novo mundo (1981), O sal da terra (1981), Rio doce (1981 - música feita com a adesão de Tavinho Moura), No céu com diamantes (1984), Quando a saudade não se vai (1986) e Tudo em você (1986). O último álbum de Jussara Silveira  - o límpido e lindo Água lusa (Dubas Música / Universal Music) -  foi lançado em 2013.

domingo, 12 de outubro de 2014

Eis a capa de 'Som e fúria', o álbum de Rita Benneditto com Jussara Silveira

♪ Esta é a capa de Som e fúria, o álbum gravado pelas cantoras Rita Benneditto e Jussara Silveira em julho de 2013 no Vale do Capão, situado na Chapada Diamantina, na Bahia. Ariston Quadros assina o projeto gráfico do disco produzido por Alê Siqueira sob a direção artística de José Miguel Wisnik. A edição do CD - ainda sem data de lançamento definida - é da gravadora baiana Maianga.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Rita e Jussara interpretam Cardim, Caymmi e Paulinho no disco 'Som e fúria'

♪ Abolerado samba-canção da lavra do compositor paulista Lúcio Cardim (1932-1982), lançado em 1964 na voz do cantor carioca José Bispo Clementino dos Santos (1913 - 2008), o Jamelão, Matriz ou filial ganha as vozes de Rita Benneditto e Jussara Silveira (à direita na foto de Sérgio Guerra). O registro foi feito pelas cantoras para Som e fúria, álbum produzido por Alê Siqueira e gravado pelas cantoras, sob a direção artística de José Miguel Wisnik, em caverna situada na Chapada Diamantina, no sertão da Bahia. Outras duas músicas de Som e fúria são os sambas Para não contrariar você (Paulinho da Viola, 1970) e Maricotinha (Dorival Caymmi, 1994). O repertório inclui também Alguém cantando (Caetano Veloso,  1977) e temas tradicionais como  Saudação a Oxossi.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Gravado em caverna, álbum 'Som e fúria' prioriza as vozes de Rita e Jussara

♪ Jussara Silveira - à direita na foto de Ana Quintella - e Rita Benneditto vão lançar até o fim deste segundo semestre de 2014 o álbum que gravaram juntas em caverna situada na Chapada Diamantina, no sertão da Bahia, sob a direção artística de José Miguel Wisnik. Produzido por Alê Siqueira, o disco se chama Som e fúria e prioriza as vozes das cantoras. O único instrumento que será ouvido no álbum são os teclados do músico, arranjador e produtor musical baiano Mikael Mutti.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

'Água lusa' banha Jussara Silveira de sentimentos da canção portuguesa

Resenha de CD
Título: Água lusa - Jussara Silveira canta Tiago Torres da Silva
Artista: Jussara Silveira
Gravadora: Dubas Música / Universal Music
Cotação: * * * *

"Sei que não sou do fado por nascença / E só o posso ser por condição / Por isso, ao começar, peço licença / E assim que terminar, peço perdão", justifica-se Jussara Silveira, através de versos de Na companhia de fadistas (Fado Margaridas) (Miguel Ramos e Tiago Torres da Silva), por dar sua voz precisa a onze canções portuguesas no álbum Água lusa. A humilde justificativa soa simpática, mas dispensável. Grande cantora mineira de criação baiana, Jussara não é do fado por nascença, tendo sido introduzida no universo do ritmo lusitano na infância pela voz imortal da cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920 - 1999), ícone do gênero. Só que Jussara tem realmente no canto o que o poeta lusitano Tiago Torres da Silva chama de portugalidade, característica que permite que a cantora brasileira se banhe com naturalidade e frescor nos sentimentos dessas canções portuguesas irmanadas pelo fato de todas as onze terem versos de Torres da Silva, com letras que quase sempre versam sobre amor e mar. Sob a direção musical do guitarrista Pedro Jóia, produtor e arranjador deste belo disco recém-lançado no Brasil pelo selo carioca Dubas Música, Jussara põe essa portugalidade tanto a serviço da melancolia embutida em canções com Voltarei à minha terra (Armandinho e Tiago Torres da Silva) e O nome do mar (Rui Veloso e Tiago Torres da Silva) como a favor da vivacidade que pauta a Cantiga do ladrão (Rão Kyao e Tiago Torres da Silva) e o refrão do Beijo alentejano (Carlos Gonçalves e Tiago Torres da Silva), de alegria sublinhada pelo acordeom de Filipe Raposo. Água lusa mergulha nesse universo lusitano com fidelidade aos signos da canção portuguesa, mas sem ranços tradicionalistas. O toque de samba inserido ao fim de Uma canção por acaso (Pedro Jóia) é exemplo de que Água lusa foge da tentação de fazer emergir o som exato de um tempo e de um passado já cristalizados na memória afetiva dos admiradores da música portuguesa. Ao mesmo tempo, todos os códigos da música da Terrinha estão lá quando Jussara Silveira canta com técnica e emoção Sereia (Fado menor do Porto) (Jaime Cavalheiro e Tiago Torres da Silva). Códigos realçados pelo toque do violão de Pedro Jóia, pelas cordas dos bandolins de Edu Miranda e pela poesia pura dos versos de Tiago Torres da Silva. Os de Meu amor abre a janela (Fado Santa Luzia) (Armando Machado e Tiago Torres da Silva) até resistem sem música. Mas a música é quase sempre muito bonita. Quem há de resistir à beleza do refrão de O mar fala de ti (Ernesto Leite e Tiago Torres da Silva), em que a voz límpida de Jussara se harmoniza somente com o piano e o acordeom de Filipe Raposo?  No fim, a valsa Quase a amanhecer (Pedro Jóia e Tiago Torres da Silva) - em que o toque do alaúde de Jóia evoca a influência árabe na música portuguesa - banha Água lusa de delicadeza, selando a beleza do disco. Basta ouvir Vou num rio (Fado Licas) (Armando Machado e Tiago Torres da Silva) para perceber a portugalidade de Jussara Silveira, fadista por condição.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Eis a capa de 'Água lusa', CD em que Jussara canta Tiago Torres da Silva

Esta é a capa de Água lusa - Jussara Silveira canta Tiago Torres da Silva, álbum que a gravadora Dubas Música lança neste mês de novembro de 2013 com distribuição da Universal Music. No disco, gravado sob a direção musical do guitarrista português Pedro Joia, a cantora dá voz a quatro fados tradicionais e a sete canções portuguesas compostas por Torres da Silva em parceria com nomes lusitanos como Rão Kyao, Rui Veloso e o próprio Pedro Joia. O repertório inclui músicas como Beijo alentejano, Cantiga do ladrão, O mar fala de ti, Quase a amanhecer, Sereia (Fado menor do Porto), Voltarei à minha terra e Vou num rio (Fado Licas).

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Jussara lança 'Água lusa', álbum com canções portuguesas (de Tiago Torres)

♪ Jussara Silveira ainda nem gravou o disco com canções de Beto Guedes e Ronaldo Bastos - a ser editado pelo selo Dubas Música - e tampouco lançou o CD feito com Rita Benneditto, sob a produção de Alê Siqueira e a direção artística de José Miguel Wisnik, mas já tem um terceiro disco à vista. A cantora - em foto de Marcos Issa - lança ainda em 2013 o álbum Água lusa - Jussara Silveira canta Tiago Torres da Silva, com canções portuguesas. Cantiga do ladrão (parceria de Silva com Rão Kyao), Fado margaridas e Meu amor, abre a janela são músicas do disco. Água lusa chega às lojas em edição do selo Dubas Música distribuída em escala nacional pela gravadora Universal Music.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Jussara vai gravar álbum com músicas de Beto Guedes com Ronaldo Bastos

♪ Jussara Silveira ainda nem lançou o disco feito com Rita Benneditto sob a produção de Alê Siqueira e a direção artística de José Miguel Wisnik, mas já tem engatilhado outro projeto fonográfico. A convite da gravadora Dubas, a cantora - em foto de Marcos Issa - vai gravar CD somente com músicas da parceria de Beto Guedes com Ronaldo Bastos. Os músicos Marcelo Costa (percussão) e Sacha Amback (teclados) vão formar o núcleo-base de instrumentistas do disco, mas outros músicos serão convidados a tocar no álbum. A obra de Guedes com Bastos inclui músicas como Canção do novo mundo (1981), Choveu (1977), Gabriel (1978), Lumiar (1977), No céu com diamantes (1984), O sal da terra (1981), Pedras rolando (1979), Quando a saudade não se vai (1986), Sol de primavera (1979), Tanto (1977) e Tudo em você (1986), entre outras boas músicas.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Rita Benneditto prepara CD solo, 'Encanto', enquanto grava com Jussara

Enquanto grava com Jussara Silveira um disco produzido por Alê Siqueira sob a direção de José Miguel Wisnik, Rita Benneditto - em foto de Rui Mendes - prepara seu sexto CD solo. Encanto é o título do sucessor de Tecnomacumba a tempo e ao vivo (2009). Pode sair ainda em 2013.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Jussara e Rita fazem CD pilotado por Alê Siqueira sob direção de Wisnik

Sete anos após se juntarem (com Teresa Cristina) para realizar um dos mais belos shows de 2007, Três meninas do Brasil, Jussara Silveira - à direita na foto de Ana Quintella - e Rita Benneditto unem vozes em disco que está sendo preparado com produção de Alê Siqueira, sob a direção artística de José Miguel Wisnik. O CD vai ser lançado no segundo semestre de 2013.

domingo, 15 de julho de 2012

Jussara relança via Universal seu CD 'Ame ou se Mande' com cor na capa

Jussara Silveira está repondo nas lojas seu sexto CD, Ame ou se Mande, em edição da Dubas que tem distribuição da Universal Music. Nas lojas neste mês de julho de 2012, a reedição tem capa colorida e reapresenta com outro enquadramento a foto de Sérgio Guerra exposta na capa da edição original do CD, lançado pela gravadora Joia Moderna em outubro de 2011. A nova edição credita na capa o percussionista Marcelo Costa e o tecladista Sacha Amback - os dois músicos que tocam com a cantora neste irretocável registro de estúdio do show Ame ou se Mande, gravado a convite do DJ Zé Pedro. Mas as 11 faixas do álbum permanecem as mesmas.