Lançado originalmente em 15 de fevereiro de 1974, o single Rebel rebel, de David Bowie, vai ser reposto em catálogo em 10 de março de 2014 numa edição comemorativa de 40 anos, produzida pela Parlophone Records na forma de picture disc. No lado A, o vinil apresenta Rebel rebel com a mixagem original, em gravação retirada de catálogo no início dos anos 1980 e nunca editada no formato de CD. No lado AA, Rebel rebel é ouvida no remix feito - com acréscimo de overdubs e com vocais adicionais - para os mercados dos Estados Unidos e de outros países da América do Norte. Primeira música lançada pelo cantor e compositor inglês após a dissolução da banda The Spiders from Mars, Rebel rebel foi a primeira prévia do oitavo álbum de estúdio de Bowie, o conceitual Diamond dogs, que só seria lançado em abril de 1974.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Bowie relança 'The next day' em 'box' triplo com quatro músicas inéditas
Lançado em 8 de março de 2013, o aclamado 24º álbum de estúdio de David Bowie - The next day, disco que trouxe o cantor e compositor britânico de volta à cena após anos de reclusão - vai ser relançado com músicas adicionais e com clipes em box triplo intitulado The next day extra e programado para chegar às lojas do Reino Unido a partir de 4 de novembro de 2013. Além de DVD com clipes das músicas Where are we now?, The stars (are out tonight), Valentine's day e The next day, o box inclui CD com as 14 faixas do álbum original e um CD-bônus com quatro músicas inéditas - Atomica, Born in a Ufo, Like a rocket man e The informer - e não cinco, como informa erroneamente o site oficial de Bowie por relacionar God bless the girl (música lançada como faixa-bônus na edição japonesa do álbum The next day) entre as composições inéditas. O CD-bônus inclui também remixes de Love is lost (assinado por James Murphy, o mentor do desativado LCD Soundsystem) e I'd rather be high. Sairá via Sony.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Arctic Monkeys, Blake, Bugg e Bowie disputam prêmio de 'Álbum do ano'
Lançado neste mês de setembro de 2013, o quinto álbum do grupo inglês Arctic Monkeys, AM, já é um dos 12 concorrentes ao Mercury Prize, prêmio que elege o Álbum do ano no Reino Unido. Outros concorrentes de peso são The next day (álbum que marcou a inesperada volta do camaleônico David Bowie ao mercado fonográfico depois de dez anos sem lançar repertório inédito), Jake Bugg (álbum de estreia do homônimo cantor e compositor, influenciado por Bob Dylan), Overgrown (segundo álbum de James Blake) e Once i was an eagle (quarto álbum de Laura Marling). Eis - em ordem alfabética - os 12 finalistas da edição 2013 do Mercury Prize:
AM - Arctic Monkeys
{Awayland} - Villagers
Holy Fire - Foals
Home - Rudimental
Immunity - Jon Hopkins
Jake Bugg - Jake Bugg
Once i was an eagle - Laura Marling
Overgrown - James Blake
Settle - Disclosure
Silence yourself - Savages
Sing to the moon - Laura Mvula
The Next Day - David Bowie
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Sai EP com gravações feitas por Bowie em 1967 com a banda Riot Squad
Em 1967, David Bowie ingressou no grupo inglês The Riot Squad (1964 - 1967) e fez algumas gravações com a banda de pop rock. Pouco ouvidas, tais gravações estão sendo relançadas pelo selo Acid Jazz, dentro da coleção Rare Mod, no The Toy Soldier EP. As quatro músicas gravadas pelo grupo com vocais de Bowie - que preparava seu primeiro álbum naquele ano de 1967 - são Toy soldier, Silly boy blue, I'm waiting for my man (música de Lou Reed gravada pelo Riot Squad antes do Velvet Underground) e Silver treetop school for boy. Sai no exterior.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Disco 'Aladdin sane', ápice de Bowie na era do glam-rock, ganha reedição
Mergulho mais profundo de David Bowie no glam-rock, o álbum Aladdin sane (1973) ganha reedição comemorativa de seus 40 anos, já posta à venda no mercado brasileiro via EMI Music. Lançado pelo artista britânico no rastro da consagração obtida com seu álbum anterior, The rise and fall of Ziggy Stardust and The Spiders from Mars (1972), Aladdin sane foi descrito por Bowie como uma ida de Ziggy para a América. Produzido por Scott Ken com o próprio Bowie, Aladdin sane foi remasterizado por Ray Staff no Air Studios de Londres, Inglaterra, para esta edição de 40 anos. É um álbum impregnado do espírito do rock'n'roll com influência do rhythm and blues. Tanto que o maior hit do álbum, The Jean genie, tem nítida influência do som do grupo The Rolling Stones, de quem Bowie regrava Let's spend the night together (Mick Jagger e Keith Richards, 1966). Primeiro álbum do cantor e compositor inglês a chegar ao topo da parada do Reino Unido, Aladdin sane tem músicas como Drive-in saturday, Watch that man e Cracked actor. A 40th anniversary edition do disco é fiel ao álbum original.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Bowie e Paul fornecem lançamentos exclusivos para o Record Store Day
David Bowie e Paul McCartney figuram entre os artistas que preparam lançamentos de discos exclusivos para o Record Store Day, evento anual - programado para 20 de abril neste ano de 2013 - que celebra o mercado independente de lojas de discos. Bowie, por si só, forneceu três lançamentos. Além da edição em vinil de sete polegadas de The stars (Are out tonight) e Where are we now?, músicas de seu recém-lançado álbum The next day (2013), haverá mil cópias do inédito EP Bowie 1965! e duas mil cópias de edição inédita (também em vinil de sete polegadas) do single de Drive-in saturday, música de 1973. Já Paul McCartney contribui com gravação ao vivo - feita em 1976 - de Maybe i'm amazed, música de sua autoria, lançada pelo compositor em seu álbum solo McCartney (1970). Tais lançamentos têm tiragem limitada.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Com rock atemporal, 'The next day' prova que Bowie continua bem vivo
Resenha de CD
Título: The next day
Artista: David Bowie
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * 1/2
Título: The next day
Artista: David Bowie
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * * 1/2
Sim, David Bowie está vivo. Como artista. Musculoso álbum de rock lançado no Reino Unido nesta segunda-feira, 11 de março de 2013, The next day surpreende ao expor o camaleão inglês em pele viçosa. Pista falsa do tom do disco, a melancólica e bela balada Where are we now? - faixa revelada em 8 de janeiro juntamente com o espantoso anúncio de que o sumido Bowie estava de volta e ia lançar neste mês de março o seu 24º álbum de estúdio, o primeiro em dez anos - sugeria apego a um passado de glória com seus flashes da Berlim dos anos 70. Contudo, The next day conecta David Bowie com vigor ao tempo presente com seu rock paradoxalmente atemporal - ainda que uma ou outra faixa, caso da tristonha balada You feel so lonely you could die, possa remeter à era de Ziggy Stardust. Sim, trata-se de um disco de rock. A pegada veloz de faixas como If you can see me e The stars (Are out tonight) é essencialmente roqueira, ganhando peso e certa agressividade em (You will) set the world on fire. Aliada à contundência das letras, a qualidade de músicas como How does the grass grow (faixa com toque psicodélico) torna The next day um grande álbum, um dos melhores de Bowie. A produção de Tony Visconti se desvia da rota da célebre trilogia berlinense da segunda metade dos anos 70, evitando comparações e centrando o disco - gravado em Nova York (EUA) - no trinômio básico do rock. Além da voz de Bowie, em forma aos 66 anos, o que sobressai ao longo das 17 faixas do disco é a guitarra proeminente de Gerry Leonard, o baixo de Gail Ann Dorsey e a bateria de Zachary Alford - com ligeira ênfase nas guitarras. Mas há também eventuais violinos, saxofones e sintetizadores. Entre uma ou outra balada (Valentine's day tem título enganoso, pois fala sem doçura de bullying) e temas de caráter sombrio (Love is lost), Bowie apresenta disco contundente que injeta fôlego em sua discografia. "Here i am / Not quite dying", avisa o camaleão em versos da faixa-título The next day. Sim, o álbum prova - com seu rock atemporal e visceral - que David Bowie está vivo. Sobretudo como artista.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Bowie lança aplicativo para fã personalizar capa do álbum ''The next day'
David Bowie está lançando em seu site oficial um aplicativo que permite a personalização da capa de seu 24º álbum de estúdio - The next day, previsto para chegar às lojas a partir de 12 de março de 2013 em lançamento orquestrado pela Sony Music - a partir do uso de fotos do perfil do Facebook. A capa de The next day recicla a capa de Heroes (1977), o segundo álbum da trilogia de Berlim gravada pelo cantor e compositor inglês na segunda metade dos anos 70.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
The stars (are out tonight), faixa de tom roqueiro, é novo single de Bowie
Faixa de pegada roqueira, The stars (are out tonight) é a música eleita para promover, a partir de 26 de fevereiro de 2013, o 24º álbum de estúdio de David Bowie, The next day. Anunciada por Bowie como single na sua página oficial no Facebook, The stars (are out tonight) sucede a melancólica (e bela) balada Where are we now?, apresentada pelo cantor e compositor inglês em 8 de janeiro, data em que o até então sumido artista completou 66 anos e anunciou o lançamento em março de seu primeiro álbum de estúdio desde Reality (2003). Com capa criada a partir da imagem da capa de Heroes (1977), álbum que integra a célebre trilogia setentista de Berlim, The next day foi gravado sigilosamente em 2012 com produção de Tony Visconti. Eis as faixas do CD The next day, já um dos álbuns mais aguardados do ano:
1. The next day
2. Dirty boys
3. The stars (are out tonight)
4. Love is lost
5. Where are we now?
6. Valentine's day
7. If you can see me
8. I'd rather be high
9. Boss of me
10. Dancing out in space
11. How does the grass grow
12. (You will) set the world on fire
13. You feel so lonely you could die
14. Heat
Deluxe Edition do álbum The next day:
15. So she
16. I'll take you there
17. Plan
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Aos 66 anos, Bowie lança faixa e anuncia primeiro álbum em uma década
Enfim de volta ao universo pop, após prolongada reclusão de seis anos que gerou rumores nunca confirmados de que estaria doente, David Bowie aproveitou seu aniversário de 66 anos - festejado nesta terça-feira, 8 de janeiro de 2013 - para lançar música inédita na internet, Where are we now?, e anunciar a edição, daqui a dois meses, de seu primeiro álbum em dez anos. Sucessor de Reality (2003), The next day tem lançamento agendado para 8 de março em edição que vai ser viabilizada através de parceria com o selo do cantor e compositor inglês, Iso Records, com a Columbia Records. The next day foi produzido por Tony Visconti, piloto da cultuada trilogia berlinense de David Bowie, formada pelos álbuns Low (1977), Heroes (1977) e Lodger (1979). Bela balada de cunho reflexivo que alude a vários locais de Berlim, Where are we now? está sendo propagada na internet com vídeo - tão interessante quanto a música - e está sendo vendida no iTunes. Já em pré-venda, The next day é o 24º álbum de estúdio do artista que marcou época na década de 70. O repertório autoral totaliza 17 músicas autorais, sendo três exclusivas da Deluxe Edition do disco. Eis, na ordem, as faixas do CD The next day:
1. The next day
2. Dirty boys
3. The stars (are out tonight)
4. Love is lost
5. Where are we now?
6. Valentine's day
7. If you can see me
8. I'd rather be high
9. Boss of me
10. Dancing out in space
11. How does the grass grow
12. (You will) set the world on fire
13. You feel so lonely you could die
14. Heat
Deluxe Edition de The next day:
15. So she
16. I'll take you there
17. Plan
16. I'll take you there
17. Plan
domingo, 29 de julho de 2012
Edição de 40 anos reitera o brilho de 'Ziggy Stardust' na carreira de Bowie
Resenha de reedição de CD
Título: The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars
40th Anniversary Edition
Artista: David Bowie
Gravadora: EMI Music
Cotação: * * * * * (álbum original de 1972) e * * * * (reedição de 2012)
Título: The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars
40th Anniversary Edition
Artista: David Bowie
Gravadora: EMI Music
Cotação: * * * * * (álbum original de 1972) e * * * * (reedição de 2012)
Bastaram 38 minutos e 37 segundos para a ascensão e queda de Ziggy Stardust. Tempo suficiente para a consagração definitiva de David Bowie, o cantor e compositor inglês que solidificou sua carreira fonográfica em 1972 com a edição do conceitual álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars, produzido por Bowie com Ken Scott. Angustiado astro do rock, o andrógino Ziggy serviu de veículo para a exposição da energia sexual de Bowie num álbum de rock que - não por acaso - foi lançado na época em que o cantor assumiu publicamente na mídia sua bissexualidade. Decorridas quatro décadas, a edição comemorativa dos 40 anos de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars - obra-prima da era glam do rock - reitera a importância do álbum na década mais brilhante da discografia de Bowie. Valorizada por primorosa remasterização comandada por Ray Staff, o engenheiro de gravação que cuidou da parte técnica nas sessões que deram origem ao álbum no London's Air Studios, a edição de 40 anos de Ziggy sai no Brasil sem o DVD que expande o conteúdo deste disco que apresentou temas como Five Years, Soul Love, Suffragette City, Rock'n'Roll Suicide e o megahit Starman - compostos por Bowie em 1971 durante o processo de criação de seu álbum anterior, o já substancial Hunky Dory. Embora cuidadosa, a edição de 40 anos de Ziggy poderia vir ao menos incrementada com texto que dissecasse a criação deste clássico disco em que Bowie - então em momento de especial vigor artístico - cria um astro imerso em sexo, drogas e rock glam. Girando na roda vida do universo pop, Ziggy acaba encontrando a morte. Mas ainda ronda a mente dos admiradores de Bowie, sobretudo no momento em que o sumiço do astro inglês dá margem a especulações se o criador de Ziggy Stardust não caminharia para um fim tão trágico quanto o de sua criatura.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Bowie relança 'Ziggy Stardust' em edição de 40 anos com mixes inéditos
Álbum conceitual que solidificou a carreira do cantor e compositor inglês David Bowie, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars (1972) vai ser relançado em 5 de junho de 2012 em edição comemorativa de 40 anos a ser disponibilizada nos formatos de CD e vinil. O CD rebobina as onze músicas do álbum com áudio remasterizado. Já o vinil inclui DVD-áudio com mixagens inéditas de músicas do disco como Five Years, Soul Love, Star e Starman.
domingo, 10 de julho de 2011
Álbum conceitual de Bowie, de 1995, inspira musical em cartaz no Rio
Entre 1994 e 1995, David Bowie retomou sua parceria com Brian Eno - com o qual esteve envolvido na confecção de seus álbuns Low (1977), Heroes (1977) e Lodger (1979), títulos que formam a célebre Trilogia de Berlim - e lançou disco conceitual, Outside (1995), no qual discorreu sobre a avalanche de informação e a desintegração da cultura na era virtual. Recebido com certa frieza pela crítica na época de seu lançamento, Outside teve sua cotação elevada no mercado fonográfico ao longo dos últimos anos, já sendo reconhecido como um dos discos mais consistentes e visionários do cantor e compositor inglês. No encarte de Outside, Bowie esboçou trama policial que serviu de inspiração para Aquela Companhia de Teatro escrever e encenar musical em cartaz no Espaço Tom Jobim, no Rio de Janeiro (RJ), desde 1º de julho de 2011. Embora a rigor situada em 31 de dezembro de 1999, a história de Outside - Um Musical Noir faz referências no texto de Pedro Kosovski a ícones dos anos 2000 como o Facebook e a cantora Lady Gaga, evocada em cena através do figurino extravagante da personagem Ramon Ramona, interpretada pelo ator Jorge Caetano. Como o musical pretende ser uma "celebração do universo artístico de David Bowie", músicas de diversas fases da discografia do Camaleão - Life on Mars, Cat People, Loving the Alien, This Is Not America, Hallo Spaceboy, Let's Dance e Moonage Daydream - são ouvidas nas vozes dos atores e no toque dos músicos da banda Outsiders. O musical fica em cartaz até 28 de agosto.
sábado, 26 de março de 2011
Álbum abortado de Bowie, 'Toy' cai na rede dez anos após sua gravação
Álbum abortado em 2001 por conta de desentendimento entre David Bowie e a gravadora Virgin Records em relação aos direitos autorais das músicas, Toy caiu na rede dez anos após sua gravação. O disco disponibilizado para download desde 20 de março de 2011 contabiliza 14 faixas. Pela ideia original de Bowie, Toy misturaria algumas músicas então novas e inéditas, como Uncle Floyd, com regravações de temas pouco conhecidos do começo da carreira do cantor. Entre eles, I Dig Everything e The London Boys. Em 2006, Toy foi ouvido por alguns fãs do astro inglês. Mas até então nunca tinha caído na rede. Músicas como Afraid e Uncle Floyd foram regravadas no álbum posterior de Bowie, Heathen (2002), editado pela Sony Music, sendo que Uncle Floyd ganhou o título de Slip Away. Outras - casos de Baby Loves That Way, Shadow Man e You've Got a Habit of Leaving - foram lançadas como lados B de singles. Seja como for, Toy vem à tona quando já se completam oito anos do lançamento do último álbum de Bowie, Reality (2003). Eis as 14 faixas de Toy, cuja capa vista acima não é a oficial:
* Uncle Floyd
* Afraid
* Baby Loves That Way
* I Dig Everything
* Conversation Piece
* Let me Sleep Beside You
* Toy (Your Turn to Drive)
* Hole in the Ground
* Shadow Man
* In the Heat of the Morning
* You've Got a Habit of Leaving
* Silly Boy Blue
* Liza Jane
* The London Boys
sábado, 15 de janeiro de 2011
Biografia se limita a reconstituir a camaleônica jornada artística de Bowie
Resenha de livro
Título: Bowie - A Biografia
Autor: Marc Spitz
Editora: Benvirá
Cotação: * * *
Título: Bowie - A Biografia
Autor: Marc Spitz
Editora: Benvirá
Cotação: * * *
Última boa biografia de David Bowie, recém-lançada no Brasil, Bowie - A Biografia resulta incompleta por não investigar os fatos que levaram o astro britânico a praticamente se retirar de cena nos últimos seis anos. Bowie não lança um álbum de estúdio desde 2003, ano em que apresentou Reality, cuja turnê ganhou registro ao vivo editado no DVD A Reality Tour (2004). Contudo, tal retiro prolongado dos palcos e estúdios - inédito na trajetória de Bowie - é alvo somente de algumas menções ao fim da biografia. Pior: em várias das 448 páginas, o autor Marc Spitz - jornalista especializado em cultura pop - sucumbe à tentação de se achar mais importante do que Bowie e pontua a narrativa com dados de sua vida. Ainda assim, Bowie - a Biografia garante leitura interessante para admiradores da obra do artista. Com olhar de fã que não chega a embaçar sua visão crítica da obra de Bowie, Spitz reconstitui detalhadamente a jornada fonográfica do astro. E, como o biografado é um dos artistas mais importantes e mutantes do século 20, o livro se torna consistente e sedutor pelo fato de Spitz conhecer bem o assunto que trata. O jornalista refaz a via-crúcis percorrida por Bowie na segunda metade dos anos 60 para marcar seu nome em universo pop povoado por Beatles e Rolling Stones - para citar somente dois ícones da época. Bowie penou com vários singles fracassados até achar sua(s) cara(s). Spitz lembra que nem o antenado Space Oddity - single que batizaria o álbum de 1969 - foi suficiente para consolidar o nome e a música de Bowie. Ele processaria várias influências - entre elas, Velvet Underground, Stooges e T. Rex (do rival Marc Bolan) - em álbuns já relevantes, como The Man Who Sold the World (1970) e Hunky Dory (1971), até moldar a figura andrógina de Ziggy Stardust, mote de três álbuns dos anos 70 que deram a Bowie o prestígio e o status que ele tanto queria. Entre a análise de cada disco, Spitz expõe também fatos da vida amorosa e empresarial de Bowie. Que, já camaleônico, mataria Ziggy em meados dos anos 70, mas sobreviveria com relevância na cena pop por conta de três visionários álbuns feitos com o produtor Brian Eno. Low (1977), Heroes (1977) e Lodger (1979) constituem a famosa "trilogia de Berlim". Foi quando Bowie deu passos pioneiros no universo da música eletrônica. Apesar das turnês lotadas e do prestígio dos discos, Spitz lembra que Bowie somente viria a se tornar um superstar de grandioso sucesso comercial na indústria fonográfica a partir do lançamento do álbum Let's Dance (1983). Não por acaso, começaria logo depois a fase mais irregular da discografia de Bowie. Tentando perseguir esse sucesso comercial, ele gestaria discos menores até se reencontrar como integrante da banda Tin Machine, com a qual gravou dois álbuns na virada dos anos 80 para os 90. E assim - entre discos mais ou menos relevantes - caminhou David Bowie em jornada artística tão substancial que consegue tornar interessante até uma biografia incompleta (e parcial...) como a de Spitz.
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