Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Lançado em 1970 pela RGE, segundo álbum de Tom Zé volta pela Som Livre

♪ Já relançado duas vezes no formato de CD, em 1994 e em 2000, o segundo álbum do cantor e compositor baiano Tom Zé - lançado originalmente em 1970 pela RGE - ganha a terceira reedição em CD. Reposto em catálogo pela gravadora Som Livre neste mês de fevereiro de 2016, o álbum Tom Zé traz no repertório Qualquer bobagem, parceria do artista com - os então Mutantes - Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias. Sozinho, Tom Zé assina músicas como Dulcinéia popular brasileira, Guindaste a rigor e Jeitinho dela (música gravada com a participação vocal da então nova baiana Baby do Brasil). Diretor de produção do disco, o executivo fonográfico João Araújo (1935 - 2013) é parceiro de Tom Zé na música Distância, assinada também por Tom Zé com Laís Marques. Os maestros Chiquinho de Moraes,  Hector Lagnafietta e Capacete assinaram os arranjos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Regina Machado soma ao reunir canções de Tom Zé em 'Multiplicar-se única'

Resenha de CD
Título: Multiplicar-se única - Canções de Tom Zé
Artista: Regina Machado
Gravadora: Canto Discos / Tratore 
Cotação: * * * * *

♪ "Toda canção quer se multiplicar / Na multidão, única se tornar", sentencia Regina Machado, por meio de versos de Tom Zé, entre toques da percussão minimalista de Guilherme Kastrup e da guitarra de Norberto Vinhas. A sentença é dada em Multiplicar-se única (1992), música que dá título ao quarto álbum da cantora paulistana, dedicado às canções do compositor baiano Tom Zé. Tropicalista pela própria natureza, Tom Zé nunca deixou de experimentar e de fazer esse cancioneiro autoral caminhar para frente, mesmo quando encontrou portas fechadas no mercado fonográfico brasileiro. Por isso mesmo, há canções de Zé ainda ansiosas para se multiplicar e fazer ouvir na multidão. Nesse sentido, o irretocável disco independente de Regina Machado vem somar pelo prazer com que proporciona ao ressoar noves canções de Tom Zé com a produção revigorante de Dante Ozzetti. A escolha de Dante deu sentido ao disco porque os arranjos do produtor multiplica o sentido das canções, ora valorizando a melodia, como em O amor é velho-menina (1992), ora enfatizando o ritmo, como em Lua-sol-girar (1992), cujo arranjo reproduz em sons o movimento circular proposto pelos versos do tema. Curiosamente, as três primeiras das nove músicas do disco de Regina - Lua-gira-sol, Multiplicar-se única e O amor é velho-menina - são do álbum que marcou a volta de Tom Zé à cena na década de 1990 por iniciativa do compositor e produtor musical norte-americano (de origem escocesa) David Byrne, The hips of tradition - The return of Tom Zé (Warner Music, 1992). Contudo, Regina também volta no tempo e mergulha em canções lançadas por Tom Zé nos anos 1970, década produtiva para o compositor, caso de Menina Jesus (1978). O conhecido samba Augusta, Angélica e Consolação (1973) ganha gravação primorosa que amplia o significado dos versos por conta dos contracantos e intervenções vocais de Suzana Salles e Wandi Doratiotto. Tais intervenções destilam ironia e injetam humor ao pontuar o relacionamento do narrador do samba - gravado com acento bem paulistano que remete inclusive à obra do bamba de Sampa, Adoniran Barbosa (1910 - 1982) - com as mulheres batizadas com nomes de ruas de São Paulo, cidade que adotou o baiano de Irará (BA). Cantora de formação técnica e belo timbre, Regina Machado jamais joga nota fora para demonstrar erudição ao cantar Tom Zé, de quem foi vocalista ao iniciar carreira na década de 1980. A cantora, aliás, mostra pleno entendimento da obra do compositor, brilhando no registro meio cantado meio falado de Complexo de épico (1973), música com que Tom Zé abriu o álbum Todos os olhos (Continental, 1973) - o disco que apresentou o samba Augusta, Angélica e Consolação - e afrontou os (na época, já entronizados) reis da MPB com versos que reduziam a pó a pretensão dos que se levavam demasiadamente a sério. Versos - "Todo compositor brasileiro é um complexado / Por que então essa mania danada, essa preocupação / De falar tão sério / De parecer tão sério / De ser tão sério?" - que ajudaram a desgarrar Tom Zé do rebanho e que, reouvidos 42 anos depois na voz de Regina Machado, resistem ao tempo e parecem dirigidos a certos nomes da atual geração indie que se levam demasiadamente a sério sem ter um milésimo do talento dos reis da MPB. Condenado a ser jogado à fogueira da geladeira mercadológica, Tom Zé jamais foi para a prisão criativa. Estudou o samba - em álbum do qual Regina rebobina Tô (Tom Zé e Elton Medeiros, 1976) e Só (Solidão) (1976) - e, décadas depois, estudou a Bossa Nova em álbum de 2008 no qual pôs João nos tribunais, música em que dá ganho de causa ao revolucionário João Gilberto. Regina Machado e Dante Ozzetti sabem falar a língua da música de Tom Zé. Tal entendimento é perceptível nas intervenções intencionalmente confusas das cordas que explicam o samba Tô, de arquitetura aparentemente tradicional. Em Só (Solidão), os ruídos e o toque do fagote de Ronaldo Pacheco soam como a poeira leve que evidencia o descompasso da personagem do tema em gravação bela de doer. Com canto singular valorizado pela atuação brilhante de Dante Ozzetti como produtor e arranjador do CD,  Regina Machado soma bastante ao dar voz a Tom Zé em  Multiplicar-se única.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Regina Machado canta (somente) Tom Zé em CD produzido por Dante Ozzetti

♪ Sem lançar álbum há cinco anos, a cantora e compositora paulistana Regina Machado volta ao mercado fonográfico neste ano de 2015 com a edição - prevista para fim de novembro ou início de dezembro - de seu quarto CD, Multiplicar-se única - Canções de Tom Zé. Como o título do disco já explicita, a artista aborda o repertório autoral do cantor e compositor baiano Tom Zé. Dante Ozzetti - ao centro na foto de Gal Oppido, ladeado por Tom e por Regina - é o produtor e arranjador do álbum. Multiplicar-se única - Canções de Tom Zé sucede o álbum Agora o céu vai ficando claro (Canto Discos, 2010) na discografia de Regina Machado. Editado pelo selo da artista, Canto Discos, o CD remete ao começo da trajetória profissional da cantora, já que Regina Machado iniciou a carreira nos anos 1980 como vocalista da banda que tocava com Zé naquela década. Eis, na ordem do CD, as nove músicas de Tom Zé regravadas por Regina Machado no seu quarto álbum:

1. Lua gira-sol (Tom Zé, 1992)
2. Multiplicar-se única (Tom Zé, 1992)
3. O amor é velho-menina (Tom Zé, 1992)
4. Menina Jesus (Tom Zé, 1978)
5. Complexo de Épico (Tom Zé, 1973)
6. Augusta, Angélica e Consolação (Tom Zé, 1973)
7. João nos tribunais (Tom Zé, 2008)
8. Tô (Tom Zé e Elton Medeiros, 1976)
9. Só (Solidão) (Tom Zé, 1976)

domingo, 26 de julho de 2015

Música feita por Tom Zé em 2014, durante greve da USP, é editada em single

♪ Composta e gravada por Tom Zé em setembro de 2014, durante uma greve de funcionários da Universidade de São Paulo (USP), a música USP x Governo foi posta na web logo após o registro feito pelo cantor e compositor baiano em estúdio de São Paulo (SP). Contudo, dez meses após seu lançamento, USP x Governo ganha edição oficial em single, disponível para compra no iTunes e para audição nas plataformas de streaming desde anteontem, 24 de julho de 2015. O single USP x Governo está sendo editado em formato exclusivamente digital pela gravadora indie EAEO Records.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Livro teoriza sobre 'descaso' com disco em que Tom Zé estudou o samba

Resenha de livro
Título: O livro do disco Estudando o samba - Tom Zé
Autor: Bernardo Oliveira
Editora: Cobogó
Cotação: * * * *

♪ Embora seja considerado atualmente um dos clássicos da discografia brasileira dos anos 1970 e uma das pedras fundamentais da obra de Tom Zé, o álbum Estudando o samba passou quase despercebido quando foi lançado em 1976 pela gravadora nacional Continental. A despeito de algumas críticas (nem sempre positivas) publicadas em jornais e revistas na época, o disco acabou contribuindo para aumentar o silêncio em torno da música do cantor e compositor baiano, tropicalista que logo se descolou da geleia geral e seguiu o bloco do eu sozinho. No volume dedicado a Estudando o samba n'O livro do disco, coleção da editora Cobogó em que álbuns históricos são dissecados por ensaístas e profissionais do meio acadêmico, o crítico, professor de literatura e músico Bernardo Oliveira faz apropriada análise do álbum, defendendo a tese de que a maldição sobre Tom Zé começou a recair quando ele questionou com ironia a importância e a postura séria dos compositores de sua geração nos versos de Complexo de Épico (Tom Zé, 1973), música lançada em seu álbum anterior, Todos os olhos (Continental, 1973), abrindo e fechando o disco em que o artista apresentou o samba Augusta, Angélica, Consolação (Tom Zé, 1973). Com linguagem clara que evita o academicismo, o autor parte desse disco de 1973 para analisar o estudo de Tom Zé sobre o samba e explicar o silêncio sobre sua obra até a redescoberta dos anos 1990. Estudo cujo método - defende Bernardo Oliveira - já vinha sendo experimentado pelo compositor desde o álbum de 1973 em que Tom Zé alternou faixas mais palatáveis - como o mencionado samba que, com o tempo, virou hit entre o público do artista -  e temas de arquitetura inusual, como Cademar, parceria concretista com o poeta Augusto de Campos. Ao detalhar a gênese e o repertório de Estudando o samba, o autor identifica os múltiplos elementos usados por Tom Zé para desconstruir e reconstruir um dos gêneros mais populares da música brasileira neste disco que buscou novas formas para o ritmo além dos tons já pré-estabelecidos. O livro mostra como o estudo de Tom Zé se valeu inclusive de articulações mais rítmicas do que semânticas - como onomatopeias e interjeições - para testar novas linguagens para a poética do gênero. Além de um detalhado faixa-a-faixa, o livro reproduz ao fim trechos de entrevistas concedidas por Tom Zé ao autor do livro, entre março e julho de 2013. Esses depoimentos do artista, ainda que breves, fundamentam a tese defendida por Bernardo Oliveira neste livro interessante para estudiosos da discografia brasileira e em particular do samba.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Álbuns de Ben Jor, Tom Zé e Rappa são objetos da série 'O livro do disco'

♪ Inspirada na coleção de livros 33 e 1/3, da editora norte-americana Bloomsbury, a editora Cobogó - criada em 2008 no Rio de Janeiro (RJ) para publicar livros sobre arte e cultura contemporânea - lança neste mês de dezembro de 2014 a série O livro do disco. A primeira fornada de livros da coleção inclui seis (ótimos) títulos. Três são estrangeiros e foram publicados originalmente na coleção norte-americana. Os outros três foram escritos especialmente para a série da Cobogó. São ensaios aprofundados sobre os álbuns A tábua de esmeralda (Philips, 1974), Estudando o samba (Continental, 1976) e Lado B Lado A (Warner Music, 1999). Sobre o disco de Jorge Ben Jor, um dos clássicos da discografia do cantor e compositor carioca, quem escreve é o pesquisador e crítico musical Paulo da Costa e Silva. Já o disco do cantor e compositor baiano Tom Zé é dissecado pelo professor de filosofia e músico Bernardo Oliveira. Por fim, o disco do grupo carioca O Rappa é analisado sob o prisma social e musical pelo historiador, ensaísta e professor de literatura Frederico Coelho. Cada livro custa R$ 32. Vale ler o livro do disco.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Tom Zé se vira em disco melódico que busca o caminho da normalidade

Resenha de CD
Título: Vira lata na Via Láctea
Artista: Tom Zé
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * *

♪ Artista que se (re)alimenta da experimentação e da habilidade para o desbravamento de caminhos musicais ainda inexplorados, Tom Zé cresce na anarquia e se apequena na via da normalidade. Essa inadequação do baiano para o canto de melodias mais tradicionais salta aos ouvidos em vários momentos de seu 15º álbum de inéditas, Vira lata na Via Láctea. Basta ouvir o bom samba Banca de jornal - composto e cantado por Tom Zé com o rapper paulistano Criolo - para perceber que o samba, cuja letra faz engenhoso jogo de palavras com nomes de jornais e revistas, é talhado para um cantor hábil a fazer o papel de crooner, função a que Tom Zé nunca se adequou e à qual, diga-se, tampouco procurou cortejar. É para um crooner como Milton Nascimento que nasceu uma boa canção como Pour Elis, parceria de Tom Zé com Fernando Faro, criada em 1983 sob a dor da saudade da cantora Elis Regina (1945 - 1982) e enfim gravada em Vira lata na Via Láctea com a adesão vocal de Milton. Produzido por Daniel Maia sob a direção artística de Marcus Preto, o disco soa (quase) normal, tangenciando o formato da MPB cristalizada na era dos festivais que projetaram o baiano tropicalista. Por seu espírito indomado, jovial, Tom Zé se afina com os músicos da nova geração recrutados por Preto para o disco. Músicos do trio O Terno, da Filarmônica de Pasárgada - banda cujo líder Marcelo Segreto assina com Tom Zé Guga na lavagem, ótimo momento-fuzuê do disco - e da Trupe Chá de Boldo formatam com propriedade e com naturalidade o cancioneiro de Tom Zé. Mas o fato é que o CD soa mais natural quando Tom Zé é mais Tom Zé, como nas faixas Mamon - música engrandecida pela programação pilotada por Silva com o artista - e Esquerda, grana e direita, músicas da lavra solitária (e normalmente autossuficiente) do compositor. Só que há instantes em que as músicas parecem melhores do que o cantor, caso de A quantas anda você? (Tiago Araripe). Parceria de Tom Zé com o artista plástico Elifas Andreato, Salva humanidade é a mesma música já gravada - com mais graça e com a participação do próprio Tom Zé - pela cantora Érika Martins com o título de A curi em seu pouco ouvido álbum Modinhas (Coqueiro Verde Records, 2014). Já Irará irá lá (Tom Zé) e Papa perdoa Tom Zé (Tim Bernardes) vem do EP digital Tribunal do Feicibuki (Independente, 2013), lançado pelo artista há um ano. Se a voz fraqueja dentro da normalidade, o discurso soa geralmente antenado, como Geração Y (GY) (Tom Zé e Henrique Marcusso) prova já na abertura do disco, encerrado com a primeira parceria de Tom Zé e Caetano Veloso, A pequena suburbana, canção gravada coma adesão de Caetano e valorizada pela simbiose entre letra e música. Aos 78 anos, Tom Zé se vira em Vira lata na Via Láctea, disco que parece trilhar o caminho da normalidade, na contramão da alma do artista, vocacionada para buscar o inesperado.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Mallu se expõe como capista em álbuns de Bruno Capinan e de Tom Zé

♪ Mallu Magalhães está se expondo cada vez mais como capista de discos. Dois álbuns lançados quase simultaneamente exibem capas com artes assinadas pela artista paulistana. Trata-se do CD de Bruno Capinan - cantor e compositor baiano radicado no Canadá - e de Vira lata na Via Láctea, o 15º álbum de inéditas do também baiano Tom Zé, cujo recente EP Tribunal do Feicebuqui (Independente, 2013) também teve capa feita por Mallu. No caso do disco autoral de Capinan, Tudo está dito, produzido por Luisão Pereira e com lançamento agendado para 4 de novembro pelo selo Maravilha 8, Mallu assina a pintura da capa e as aquarelas expostas no encarte do CD, além de participar da música Sambolento. Ambas as capas são bem expressivas.

sábado, 11 de outubro de 2014

Eis a capa de 'Vira lata na Via Láctea', o 15º álbum de inéditas de Tom Zé

♪ Esta é a capa de Vira lata na Via Láctea, o 15º álbum de inéditas gravado em estúdio pelo cantor e compositor baiano Tom Zé.  No disco, que chega ao mercado fonográfico em 31 de outubro de 2014 com distribuição da Pomello, o artista - que completa 78 anos neste sábado, 11 de outubro - se conecta com músicos do grupo paulistano O Terno e apresenta sua primeira parceria com Caetano Veloso, Pequena suburbana. Outro destaque do repertório é Pour Elis, música composta por Tom Zé com Fernando Faro em janeiro de 1982, em saudação à cantora Elis Regina (1945 - 1982). Milton Nascimento participa da faixa. Entre inéditas autorais como Boca da cabeça, Cabeça de aluguel e Geração Y, Tom Zé dá voz a uma inédita do rapper paulistano Criolo, Banca de jornal, e a duas músicas lançadas no EP digital Tribunal do Feicibuki (2013) - casos de Irará irá lá (Tom Zé) e de Papa perdoa Tom Zé  (Tim Bernardes).

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Baleiro solta os bichos com Fernanda Abreu e Tom Zé no álbum infantil Zoró

♪ A partir do momento em que se tornou o pai de Vitória e de Manuel, em 1998 e em 2000, respectivamente, Zeca Baleiro começou a compor compulsivamente músicas para os filhos. Já com mais de 60 títulos, o cancioneiro infantil do cantor e compositor maranhense ganha registro em Zoró, primeiro álbum de Baleiro dirigido às crianças. O primeiro dos dois volumes deste projeto infantil, volume intitulado Bichos esquisitos, está sendo lançado nesta primeira quinzena de outubro de 2014 em formato digital e em edição física em CD, prevista para chegar ao mercado fonográfico a partir de 14 de outubro. Produzido por Guilherme Kastrup, Zoró alinha 28 músicas inéditas. Entre elas, Baleiro dá voz a temas como A serpente que queria ser pente, Calango do calango, Girafa rastafári, O ornitorrinco e Tubarão que toca tuba. Para soltar todos esses bichos, o artista recrutou a ajuda de colegas como Fernanda Abreu (convidada de Joaninha dark), Tom Zé (presente em Dona Libélula), Blubell (em Minhoca dorminhoca), Carlos Careqa (Coruja neném) e o grupo MPB-4 (O hipopótamo). Pelo cronograma de Baleiro, compositor que já assinou a trilha sonora de espetáculos de teatro infantil, a gravação do segundo volume de Zoró está prevista para ser feita em 2015. As músicas deste segundo volume versarão sobre um tema ainda não divulgado.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Além de parceria com Caetano, CD de Zé vai ter Milton e inédita de Criolo

Já em fase avançada de pré-produção, o próximo álbum de inéditas do cantor e compositor baiano Tom Zé vai ter a voz do cantor e compositor carioca Milton Nascimento em Pour Elis, música inédita em tributo a Elis Regina (1945 - 1982) composta por Tom Zé em 1982 - ano da precoce saída de cena da cantora gaúcha - e letrada com versos do produtor Fernando Faro. Zé também deverá gravar uma inédita do rapper paulistano Criolo, música por ora intitulada Banca de jornal. Certo é que o repertório do disco - arquitetado sob direção artística de Marcus Preto - vai incluir Pequena suburbana, primeira parceria de Tom Zé com o cantor e compositor baiano Caetano Veloso (visto na foto de Antonia Teixeira com seu novo parceiro em estúdio de São Paulo aonde a música foi concluída em 29 de janeiro de 2014). Se nada mudar até a gravação efetiva do disco, prevista para ser feita em março de 2014, as bases das músicas serão assinadas pelos músicos da Filarmônica de Pasárgada, d'O Terno e da Trupe Chá de Boldo. Os músicos Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Silva também vão participar da gravação do disco originado do EP Tribunal do feicebuqui (2013), lançado em formato digital.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Parceria e dueto de Tom Zé com Caetano marca reencontro emblemático

Tom Zé é tão tropicalista quanto Caetano Veloso. Por isso, a composição da primeira música feita em parceria pelos dois artistas baianos - Pequena suburbana, moldada com música de Caetano e letra de Tom Zé - é emblemática por reunir estes dois ícones da Tropicália, o movimento que derrubou os muros da música brasileira entre 1967 e 1968. Tom Zé e Caetano - vistos juntos em foto de Antonia Teixeira postada por Tom Zé em sua página oficial no Facebook - concluíram Pequena suburbana em encontro em estúdio de São Paulo (SP) em 29 de janeiro de 2014. A música entra no próximo álbum de inéditas de Tom Zé. O reencontro é significativo porque, embora o compositor de São São Paulo (1968) também tenha ajudado a organizar o movimento com seu aguçado senso crítico e tenha feito conexões com Caetano e Gilberto Gil ainda na Bahia, antes que os poetas desfolhassem a bandeira, o fato é que Tom Zé acabou se posicionando como a ovelha desgarrada do rebanho tropicalista. Talvez porque ele tenha o espírito mais indomado dentre todos os seus colegas conterrâneos - o que logo gerou inadequações do artista frente às expectativas e regras do mercado comum da música. Por isso mesmo, o dueto em Pequena suburbana alinha os dois artistas em um momento histórico.

sábado, 12 de outubro de 2013

Amarante canta samba 'Mãe solteira' no Rio como parabéns para Tom Zé

Rodrigo Amarante anda estudando o samba de Tom Zé. Na estreia do show Cavalo no Rio de Janeiro (RJ), o cantor e compositor carioca incluiu no roteiro o samba Mãe (Mãe solteira), parceria de Zé com Elton Medeiros, lançado pelo tropicalista baiano em seu álbum Estudando o samba (Continental, 1976). Após o número, Amarante - que tinha cantado o samba Augusta, Angélica e Consolação (Tom Zé, 1973) na estreia paulista do show baseado em seu primeiro disco solo - parabenizou Tom Zé por seus 77 anos, completados ontem, 11 de outubro de 2013. Contudo, a rigor, já era madrugada deste sábado, 12 de outubro, quando Amarante pisou no palco do Circo Voador para mostrar aos cariocas o show baseado em seu introspectivo CD Cavalo, com direito às inéditas Dancing e Noster nostri. Eis o roteiro seguido por Rodrigo Amarante - com e sem a banda formada por Gabriel Bubu (baixo, guitarra, teclado, percussão e vocal), Gustavo Benjão (guitarra, MPC, percussão e vocal), Lucas Vasconcellos (teclado, MPC, percussão e vocal) e Rodrigo Barba (bateria) - na estreia carioca do interiorizado show Cavalo:

1. Irene (Rodrigo Amarante, 2013)
2. Nada em vão (Rodrigo Amarante, 2013)
3. O cometa (Rodrigo Amarante, 2013)
4. I'm ready (Rodrigo Amarante, 2013)
5. Mon nom (Rodrigo Amarante, 2103)
6. Cavalo (Rodrigo Amarante, 2013)
7. Fall asleep (Rodrigo Amarante, 2013)
8. Um milhão (Rodrigo Amarante) - inédita em disco
9. Diamond eyes (Rodrigo Amarante e Devendra Banhart, 2007)
10. Mãe (Mãe solteira) (Tom Zé e Elton Medeiros, 1976)
11. Dancing (Rodrigo Amarante) - inédita
12. Hourglass (Rodrigo Amarante, 2013)
13. Maná (Rodrigo Amarante, 2012)
14. The ribbon (Rodrigo Amarante, 2013)
15. Tardei (Rodrigo Amarante, 2013)
Bis:
16. Noster nostri (Rodrigo Amarante, 2013) - inédita
17. Evaporar (Rodrigo Amarante, 2007)

Foto: Rodrigo Amaral

terça-feira, 3 de setembro de 2013

'BookSong' de Tom Zé traz comentários e cifras de 30 músicas do artista

BookSong - o livro que Tom Zé lança nesta primeira semana de setembro de 2013 - inverte a grafia da palavra songbook, mas preserva as características básicas dos livros do gêneros. Idealizado por Emerson Leal, cantor e compositor baiano radicado no Rio de Janeiro (RJ), o BookSong de Tom Zé alinha - ao longo de suas 167 páginas - cifras e letras de 30 músicas lançada pelo compositor baiano entre 1968 e 2008. Cada música é apresentada no BookSong com comentários de Tom Zé. Com arte gráfica de Vânia Medeiros, o livro traz também ilustrações, fotos do arquivo pessoal do artista, ensaio sobre a obra de Tom Zé (escrito pelo compositor paulista Luiz Tatit) e breve biografia do baiano (feita pela jornalista Tatiana Lima).

terça-feira, 23 de abril de 2013

Já na rede, EP 'Tribunal do feicebuqui' expõe a defesa mordaz de Tom Zé

Em 2003, Tom Zé lançou disco, Imprensa cantada, com músicas que comentavam - de forma explícita ou implícita - fatos noticiados pela mídia. Dez anos depois, o cantor e compositor baiano disponibiliza gratuitamente na rede EP com cinco músicas, Tribunal do feicebuqui, idealizado e gravado como defesa mordaz aos ataques ideológicos que Tom Zé sofreu em março deste ano de 2013 por ser o narrador do comercial de uma marca de refrigerantes. Gravado neste mês de abril de 2013 sob a direção artística de Marcus Preto, jornalista que prepara a biografia do artista, o EP linka Tom Zé a nomes da cena indie de São Paulo (SP) como o rapper Emicida, o cantor Tatá Aeroplano, o grupo O Terno e a Trupe Chá de Boldo. Das cinco músicas, somente uma não é inédita. Taí (Joubert de Carvalho, Tom Zé e Marcelo Segreto) é reciclagem do tema composto por Tom Zé - sobre a melodia criada pelo compositor mineiro Joubert de Carvalho (1900 - 1977) para a marcha Ta-hí (1930) - para o comercial que lançava há 40 anos uma marca de refrigerantes. O tema ganhou o acréscimo de duas estrofes escritas por Marcelo Segreto. "Como se vê, há muito tempo que eu estou no pecado da publicidade", ironiza Tom Zé no texto que escreveu para apresentar o Tribunal do feicebuqui. Com toques de rap, a música-título, Tribunal do feicebuqui (Marcelo Segreto, Gustavo Galo, Tatá Aeroplano e Emicida), alinha na letra os xingamentos dirigidos ao artista por conta de sua controvertida participação no comercial. Zé a zero (Tom Zé, Marcelo Segreto e Tim Bernardes) repõe em campo a discussão, levada ao altar da ironia em Papa Francisco perdoa Tom Zé (Tim Bernardes). Por fim, Irará irá lá (Tom Zé), faixa gravada com coro feminino e com arranjo que remete às trilhas dos filmes de faroeste spaghetti, lista nomes de habitantes da cidade natal do artista. Disponível para download gratuito no site oficial do artista, o EP é a prévia do álbum de repertório inédito que Tom Zé vai gravar e lançar no segundo semestre de 2013.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Com sua lógica, Tom Zé desfolha a bandeira no Rio com músicas bonitas

Resenha de show
Evento: Festival Multiplicidade
Título: Tropicália Lixo Lógico
Artista: Tom Zé  (em foto de Gabi Carrera)
Local: Teatro do Oi Futuro Flamengo (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 6 de dezembro de 2012
Cotação: * * * *

"Fiquei besta quando descobri, depois de velho, que eu podia fazer música bonita", disparou Tom Zé, do alto de seus 76 anos, no meio da apresentação do show Tropicália Lixo Lógico que o trouxe de volta aos palcos do Rio de Janeiro (RJ) em 6 de dezembro para encerrar a oitava edição do Festival Multiplicidade, sediado no Oi Futuro Flamengo neste ano de 2012. Com sua habitual verve, o cantor e compositor baiano se referia ao bom acabamento pop do repertório de seu recém-lançado CD Tropicália Lixo Lógico. E foi com músicas realmente bonitas - como as canções Capitais e Tais (Tom Zé, 2012) e Amarração do Amor (Tom Zé, 2012) - que o artista desfolhou a bandeira no teatro do Oi Futuro Flamengo com (sua) lógica. Houve hits na abertura do show - feita com Nave Maria (Tom Zé, 1984) e 2001 (Tom Zé e Rita Lee, 1969) - e no bis, dado com os sambas Tô (Tom Zé e Elton Medeiros, 1976) e Augusta, Angélica e Consolação (Tom Zé, 1973). Mas o mote do roteiro foi o repertório do álbum Tropicália Lixo Lógico, com o qual Tom Zé reorganiza o movimento e recicla o lixo e o luxo nativos com lógica filosófica e a inspiração melódica de que se gabou na fala do show. Uma de suas muitas falas, aliás. "Tem dia que música não anima. Aí, eu converso mais", (se) justificou em cena. Mesmo com o público animado pela música, o artista falou muito. Mas o bem-humorado discurso de Tom Zé - justiça seja feita - reiterou o sentido particular de sua obra, contextualizando a gênese de canções como O Motobói e Maria Clara (Tom Zé, 2012), cuja parte cantada por Mallu Magalhães no disco foi confiada (com êxito) a uma das duas vocalistas (Cristina Carneiro e Lia Bernardes) da banda formada por Rogério Bastos (bateria), Felipe Alves (baixo), Jarbas Mariz (bandolim) e Daniel Maia - produtor do disco Tropicália Lixo Lógico - na guitarra. Essa banda sustentou o peso do rock Aviso aos Passageiros (Tom Zé, 2012) e o arretado pique forrozeiro de Xique-Xique (Tom Zé e Zé Miguel Wisnik, 1997) - além de ter guiado o próprio artista em momentos de hesitação, já que a inquietude do tecnologizado Tom Zé é tamanha que por vezes ele se perdia nas falas e no próprio roteiro do show. Em cena, aliás, a presença do artista é tão magnética que tornou secundária as intervenções visuais do coletivo multimídia SuperUber, autor do projeto de cenografia digital criado especialmente para o show. As interações do cantor com o público dominaram a cena. O momento em que o SuperUber mais apareceu foi quando sincronizava a projeção do nome Tom Zé com verso de tema improvisado pelo artista para o evento. Com direito à inclusão no roteiro de músicas ainda sem registro em disco, caso de Não Urine no Chão (Tom Zé, 2011), o show Tropicália Lixo Lógico corrobora a tese do CD que o inspirou. Temas de denso embasamento teórico, como Tropicalea Jacta Est (Tom Zé, 2012), ganham vida e beleza no palco. Como antes, Tom Zé continua fazendo músicas bonitas - e essa beleza, sim, é que já é velha conhecida dos admiradores de sua obra original, em permanente ebulição.

'Não Urine no Chão' é inédita de roteiro feito por Tom Zé para show no Rio

Tom Zé nunca repete roteiros em seus shows. Na apresentação especial idealizada pelo artista baiano para encerrar o Festival Multiplicidade no teatro do Oi Futuro Flamengo, no Rio de Janeiro (RJ), o cantor e compositor - visto em foto de Gabi Carrera - inseriu temas inéditos como Não Urine  no Chão e Jingle de Minha Mãe de Santo entre as músicas de seu recente álbum Tropicália Lixo Lógico (2012), mote do show apresentado na noite de 6 de dezembro de 2012 com intervenções visuais do coletivo multimídia SuperUber, que concebeu projeto de cenografia digital especialmente para o evento, encerrado com uma rave. Eis o roteiro criado por Tom Zé para a apresentação única do show Tropicália Lixo Lógico no Oi Futuro Flamengo:

1. Nave Maria (Tom Zé, 1984)
2. 2001 (Tom Zé e Rita Lee, 1969)
3. Tema sobre a Oi (improvisado em vários andamentos) (Tom Zé, 2012)
4.  O Motobói e Maria Clara (Tom Zé, 2012)
5. Capitais e Tais (Tom Zé, 2012)
6. Amarração do Amor (Tom Zé, 2012)
7. Aviso aos Passageiros (Tom Zé, 2012)
8. Não Urine no Chão (Tom Zé, 2011)
9. Jingle da Minha Mãe de Santo (Tom Zé, 2012)
10. Tropicalea Jacta Est (Tom Zé, 2012)
11. De-De-Dei Xá-Xá-Xá (Tom Zé, 2012)
12. Não Tenha Ódio no Verão (Tom Zé, 2012)
13. Xique-Xique (Parabelo) (Tom Zé e Zé Miguel Wisnik, 1997)
Bis:
14. Tô (Tom Zé e Elton Medeiros, 1976)
15. Augusta, Angélica e Consolação (Tom Zé, 1973)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Com lógica, Tom Zé reorganiza o movimento em CD-tese sobre Tropicália

Resenha de CD
Título: Tropicália Lixo Lógico
Artista: Tom Zé
Gravadora: Sem indicação
Cotação: * * * *

Prestes a completar 76 anos, em 11 de outubro de 2012, o baiano Tom Zé é o único integrante da Tropicália que realmente seguiu carreira movido pelo espírito libertário da geléia geral condensada por seus conterrâneos Caetano Veloso e Gilberto Gil nos idos de 1967. Para o cantor e compositor, oriundo da interiorana Irará (BA), música sempre foi conceito. É meio e mensagem. Em Tropicália Lixo Lógico, disco-tese sobre aquele período de efervescência pop, Tom Zé reorganiza o movimento com bases teóricas, seguindo e - de certa forma - até aprofundando a linha de raciocínio desenvolvida em discos anteriores que estudaram gêneros como o samba, o pagode e a bossa nova. Com repertório de músicas autorais, todas inéditas, Tropicália Lixo Lógico resulta interessante na teoria e na prática. No álbum, gravado de forma independente sob a produção de Daniel Maia e lançado nos formatos de CD e vinil, o artista recicla o lixo e o luxo nativo com lógica filosófica e com inspiração melódica. Ciente de que os cânones da canção popular sentimental figuraram entre os signos reprocessados no liquidificador antropofágico da Tropicália, o compositor - em grande forma - apresenta série de canções palatáveis que são intercaladas no disco com os temas de (alta) carga teórica. Dentre tais canções, Amarração do Amor, Capitais e Tais, Debaixo da Marquise do Banco Central e O Motobói e Maria Clara se insinuam de cara como as mais inspiradas. Música urbana de tonalidades românticas, O Motobói e Maria Clara traz na garupa Mallu Magalhães, convidada também de faixa mais densa, Tropicalea Jacta Est, tema em que Tom Zé narra o momento em que o big bang tropicalista desencadeou a existência do universo pop brasileiro com citações na letra de Alegria Alegria (Caetano Veloso) e Domingo no Parque (Gilberto Gil), hinos detonadores do movimento em festival de 1967. Demolindo a tese de que a Tropicália nasceu somente das entranhas da Semana de 22 e do rock estrangeiro (luxo que era lixo no entender dos detratores do movimento organizado por Caetano e Gil), Tom Zé propõe visão mais complexa sobre a origem da geléia geral com teoria que recorre a fundamentos de filosofia e a dados históricos. A lógica da visão particular do compositor é explicada pelo conjunto de 16 músicas criadas para um disco que jamais se perde em seu conceito. Da abertura ao fim do CD, com Apocalipsom A (O Fim no Palco do Começo) e Apocalipsom B (O Começo no Palco do Fim), temas de origem nordestina turbinados com o acento urbano do canto do rapper paulista Emicida, Tropicália Lixo Lógico soa amarrado em sua tese. Até uma canção em inglês - NYC Subway Poetry Department, única parceria de Tom Zé na composição da safra de inéditas (no caso, com Henrique Marcusso) - aparece no caldeirão na voz de Rodrigo Amarante. Seja transitando em tons baixos pelo suingue de A Terra, Meus Filhos, seja recebendo Pélico na menos sedutora De-De-Dei Xá-Xá-Xá, o cantor defende bem sua visão. No momento em que a trilha sonora do Brasil se afunda no lixão tropical, Tom Zé nivela sua música cognitiva por alto ao reorganizar o movimento com lógica.

sábado, 14 de abril de 2012

Tom Zé junta Emicida, Mallu e Rodrigo no álbum 'Tropicália Lixo Lógico'

Tropicália Lixo Lógico é o título do álbum de repertório inédito que Tom Zé está gravando para ser lançado no segundo semestre deste ano de 2012. O rapper paulista Emicida - com Tom Zé em estúdio na foto de GrudaEmMim - participa do disco. A cantora Mallu Magalhães e o hermano Rodrigo Amarante também estão no CD. Kassin foi escalado para produzir o álbum.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quarto CD de Anna Ratto gira em torno de repertório autoral e de Tom Zé

Nas lojas em maio de 2012, em edição da Bolacha Discos, o quarto CD de Anna Ratto gira em torno da obra autoral da cantora e compositora carioca. A artista - que chegou a lançar três discos como Anna Luisa antes de ser obrigada na Justiça a mudar em 2009 seu nome artístico para Anna Ratto - assina seis das nove músicas do álbum intitulado Anna Ratto e produzido por Rodrigo Vidal em gravação feita entre maio de 2011 e fevereiro de 2012. As exceções são Pensando Bem (inédita do cantor e compositor paulista Dani Black) e duas regravações do repertório de Tom Zé, compositor cuja obra já foi abordada pela cantora em show do projeto Bendito É o Maldito Entre as Mulheres (CCBB, 2011). De Tom Zé, Ratto - vista em foto de Tomaz Cavalieri - revive Frevo (Pecadinho) e Se o Caso É Chorar, parcerias de Zé com Tuzé de Abreu e Perna, respectivamente, lançadas no álbum Se o Caso É Chorar (1972). Frevo reaparece em clima pop roqueiro. Já Se o Caso É Chorar ganhou arranjo que transita entre tango e samba-canção. Da lavra própria de Ratto, o sucessor de Girando (2008) apresenta as músicas Seja Lá Como For, Perto-Longe (faixa arranjada pelo pianista Eduardo Souto Neto), Penumbra, Não Era Mais, Nem Sequer Dormi e Julieta. O CD Anna Ratto foi gravado com feras como o baterista Cesinha, o baixista Emerson Mardhine e o guitarrista Fernando Caneca.