Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 23 de abril de 2016

Inéditas 'Dupla chama' e 'Lampejo' iluminam as afinidades entre Samuel e Lô

♪ EDITORIAL - As músicas de Lô Borges e de Samuel Rosa são dois afluentes do mesmo rio mineiro que desaguou na música brasileira no início da década de 1970. Dois rios - a segunda música que os dois compuseram juntos (no caso, com a adesão de Nando Reis), desenvolvendo parceria iniciada com a criação de A última guerra (Samuel Rosa, Lô Borges e Rodrigo Leão, 2000) - explicitou em 2003, em gravação feita para álbum do Skank, a afinidade que aflora plena na gravação ao vivo do show que une os dois cantores, compositores e músicos mineiros. Perpetuado no CD e no DVD Ao vivo no Cine Theatro Brasil, recém-lançados pela Sony Music, o show - na estrada desde 1999 e captado em agosto de 2015 (clique aqui para ler a resenha da gravação ao vivo) - entrelaça no roteiro sucessos do repertório do Clube da Esquina com hits do Skank. Apresentadas como clipes nos extras do DVD e como faixas-bônus no CD, as duas músicas inéditas gravadas pelos artistas para o projeto fonográfico - Dupla chama (composta por Lô com Chico Amaral, parceiro fiel de Samuel desde os primórdios do Skank) e Lampejo (mais uma daquelas canções certeiras feitas por Samuel com Nando Reis) - ilumina e reforça a fina sintonia entre a obra autoral de Lô e o cancioneiro de Samuel. Tal afinidade é alimentada, claro, pelo fato de ambos serem crias e criadores egressos de Belo Horizonte (MG), capital das Geraes. Não por acaso, aliás, o DVD também exibe nos extras o documentário BH e a música de Samuel e Lô. A geografia da música parece importar, pois o som perene do Clube da Esquina - fundado em Belo Horizonte - influenciou a geração de Samuel. E é fato que, em menor grau, o som da geração pop de Samuel também acabou influenciando, duas décadas depois, a obra de Lô. A ponto de os dois terem virados parceiros e estarem na estrada com show que revende os sucessos do Skank e do Clube da Esquina com a bandeira da bela amizade que uniu Lô e Samuel.  Feita com "dois lados que deram as mãos", a feira de hits ainda é moderna.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Duas músicas inéditas turbinam o DVD que exibe o show de Samuel com Lô

♪ Esta é a capa do DVD Samuel Rosa & Lô Borges ao vivo no Cine Theatro Brasil. O DVD chega ao mercado fonográfico a partir de 4 de abril de 2016 em edição da gravadora Sony Music. O show foi captado em Belo Horizonte (MG), cidade natal dos artistas mineiros, em 7 e 8 de agosto de 2015 em parceria com o Canal Bis. A gravação ao vivo também vai ser lançada no formato de CD. Além do show, gravado ao vivo com as participações de |Milton Nascimento em Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970) e de Fernanda Takai na Balada do amor inabalável (Samuel Rosa e Fausto Fawcett, 2000), o DVD exibe nos extras o documentário BH e a música de Samuel e Lô. Mas a maior novidade são as duas músicas inéditas de Samuel e Lô, Lampejo (Samuel Rosa e Nando Reis) e Dupla chama (Lô Borges e Chico Amaral), apresentadas nos extras do DVD e inseridas como faixas-bônus na edição em CD. Ambas foram gravadas em estúdio.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CD e DVD com a gravação do show de Lô e Samuel saem em março de 2016

♪ O CD (foto) e o DVD com a gravação ao vivo do show de Lô Borges com Samuel Rosa vão chegar ao mercado fonográfico em março de 2016 em edição da gravadora Sony Music produzida na série Multishow ao vivo. Clique aqui para ler a resenha da gravação do show, feita pelos artistas mineiros em 7 e 8 de agosto deste ano de 2015 em apresentações no Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte (MG), que tiveram (ótimas) aparições de Fernanda Takai e Milton Nascimento no roteiro.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Samuel e Lô fazem 'feira moderna' para (re)vender hits do Clube e do Skank

Resenha de show - Gravação ao vivo de CD e DVD
Título: Multishow ao vivo - Samuel Rosa & Lô Borges
Artistas: Samuel Rosa e Lô Borges (em foto postada no Facebook oficial de Lô Borges)
Local: Cine Theatro Brasil (Belo Horizonte, MG)
Data: 8 de agosto de 2015
Cotação: * * * 1/5
♪ Resenha feita a partir da transmissão ao vivo do show pelo Canal Bis

♪ É sintomático que a primeira música do roteiro da gravação ao vivo do show Samuel Rosa & Lô Borges tenha sido Feira moderna (Beto Guedes, Lô Borges e Fernando Brant, 1970), tocada com pegada de rock. Afinal, de certa forma, os artistas mineiros fizeram uma feira moderna no palco do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte (MG), para (re)vender hits do Clube da Esquina e do grupo mineiro Skank para um público ávido por ouvir esse repertório de alto quilate. A revenda vai ser feita também em CD e DVD a serem editados via Sony Music no primeiro semestre de 2016 dentro da série Multishow ao vivo - motivo da gravação realizada em 7 e 8 de agosto com as participações realmente especiais de Fernanda Takai e Milton Nascimento (artistas de alma e vivência mineira) na apresentação do dia 8, transmitida ao vivo pelo Canal Bis. A gravação do show Samuel Rosa & Lô Borges - na estrada desde 1999 - eterniza conexão que, a rigor, começou há 19 anos quando Lô regravou um sucesso então recente do Skank, o pop reggae Te ver (Samuel Rosa, Lelo Zaneti e Chico Amaral, 1994), em seu álbum Meu filme (EMI Music, 1996). Sem músicas inéditas para forjar ar de novidade em um roteiro calcado no passado glorioso do Clube da Esquina e do Skank, o roteiro tem seu charme no fato de mostrar Samuel dando voz e guitarra aos standards do Clube - referência primordial na formação musical deste mineiro nascido e criado em Belo Horizonte (MG) - enquanto Lô transita como músico e cantor (meramente eficaz) por sucessos do Skank com a autoridade de ser um dos principais arquitetos das melodias do Clube, ficando atrás somente do genial Milton. A afinidade real entre os dois artistas - exposta já na primeira parceria de ambos, Dois rios (Samuel Rosa, Nando Reis e Lô Borges, 2003), estrategicamente alocada no bis - garante a harmonia do show em todos os sentidos. Samuel e Lô se alternam nos violões e nas guitarras enquanto apresentam um repertório calcado em sucessos, ainda que apareçam eventualmente lados B do Skank e do Clube da Esquina. Música menos conhecida do lendário álbum duplo de 1972 de Milton Nascimento e Lô Borges que oficializou a existência do movimento pop mineiro que misturou o som pacífico das Geraes com o rock que se ouvia e se fazia no mundo a partir da segunda metade dos anos 1960, Trem de doido (Lô Borges e Márcio Borges, 1972) é soft rock mineiro que entrou no roteiro a pedido de Samuel ("Essa música salvou a minha vida", exagerou o artista ao justificar em cena sua sugestão). Não por acaso, os lados B do Skank - Amores imperfeitos e As noites, parcerias de Samuel com Chico Amaral, ambas lançadas em 2003 - são de Cosmotron (Sony Music, 2003), álbum que enfatizou as conexões do grupo com o som feito nas esquinas de Minas ao longo dos anos 1970. O fato é que Samuel Rosa pega O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972) de forma natural, com Lô entrando com a voz somente no refrão, tal como acontece em Três lados (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2000), música irresistível do Skank pela potência pop, mas destoante do tom do show. Em contrapartida, Lô faz dueto com Samuel em músicas como Resposta (Samuel Rosa e Nando Reis, 1998), número de tom folk em que os artistas empunham seus respectivos violões, assim como em Sutilmente (Samuel Rosa e Nando Reis, 2008), música em que Lô canta somente o refrão. Primeira convidada da apresentação de 8 de agosto de 2015, a amapaense - radicada desde os nove anos de idade em Belo Horizonte (MG) - Fernanda Takai solou com a habitual graciosidade Balada do amor inabalável (Samuel Rosa e Fausto Fawcett), música que entrou no clima do show pelo toque dos teclados de Telo Borges, integrante de banda que destacou também o guitarrista Duca Rolim. Paisagem da janela (Lô Borges e Fernando Brant, 1972) ficou mais bonita em cena com o coro espontâneo do público nessa que é uma das músicas mais populares do álbum duplo Clube da Esquina (Odeon, 1972), como ressaltou Lô antes do número. O show faz mais sentido quando os cantores dividem de forma igualitária as interpretações das músicas, como Equatorial (Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges, 1979), música apresentada em festival estudantil de 1969 com os nomes de seus autores trocados - como Lô conta ao público em momento de humor - mas lançada em disco somente uma década mais tarde. No fim, Tudo que você podia ser (Lô Borges e Márcio Borges, 1971) acentuou a pegada de rock - já restaurada um número antes pela já mencionada música Trem de doido - e preparou o clima para a entrada triunfal de Milton Nascimento, que introduz Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970) com batida funkeada. A presença de Milton por si só já legitima o encontro de Samuel com Lô, mesmo que sua voz já não ostente a força divina de outrora. No fim, tudo acaba em rock, com um trio de guitarras encerrando Um girassol da cor de seu cabelo (Lô Borges e Márcio Borges, 1972), música cantada em dueto por Lô e Samuel. A feira de hits se sustenta pela modernidade atemporal do cancioneiro do Clube da Esquina e do repertório também já eterno do Skank, grupo herdeiro das revoluções do som feito nas Geraes nos anos 1970.

domingo, 9 de agosto de 2015

Samuel e Lô gravam ao vivo em Minas show que teve Milton e roteiro de hits

♪ Sócio fundador do Clube da Esquina, o carioca Milton Nascimento foi a participação mais especial da gravação ao vivo do show Samuel Rosa & Lô Borges. Saudado por Lô Borges, Bituca entrou no palco do Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte (MG), para fazer com os artistas mineiros a última música do show, Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970),que ganhou batida funkeada na introdução feita por Milton - visto em cena na foto postada por Samuel Rosa em sua página oficial no Facebook. Na estrada desde 1999, o show Samuel Rosa & Lô Borges foi gravado em duas apresentações, feitas em 7 e 8 de agosto de 2015, para edição de CD ao vivo e DVD a serem lançados no primeiro semestre de 2016 pela gravadora Sony Music dentro da série Multishow ao vivo. Na companhia de banda formada por Alexandre Mourão (baixo), Doca Rolim (guitarra), Robinson Matos (bateria) e Telo Borges (teclados), irmão de Lô, os dois cantores se revezaram nos violões e nas guitarras enquanto deram voz a um roteiro de hits que entrelaçou clássicos do Clube da Esquina com sucessos do Skank, como a Balada do amor inabalável (Samuel Rosa e Fausto Fawcett, 2000), revivida com adesão de Fernanda Takai. Eis o roteiro seguido por Lô Borges e Samuel Rosa  na apresentação de 8 de agosto de  2015, transmitida ao vivo pelo Canal Bis:

1. Feira moderna (Beto Guedes, Lô Borges e Fernando Brant, 1970)
2. O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972)
3. Te ver (Samuel Rosa, Lelo Zaneti e Chico Amaral, 1994)
4. Clube da esquina nº 2 (Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges, 1972)
5. Resposta (Samuel Rosa e Nando Reis, 1998)
6. Quem sabe isso quer dizer amor (Lô Borges e Márcio Borges, 2002)
7. Nenhum segredo (Lô Borges, Samuel Rosa e Patrícia Maês, 2011)
8. As noites (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2003)
9. Balada do amor inabalável (Samuel Rosa e Fausto Fawcett, 2000) - com Fernanda Takai
10. Sutilmente (Samuel Rosa e Nando Reis, 2008)
11. Horizonte vertical (Lô Borges, Samuel Rosa e Nando Reis, 2011)
12. Paisagem da janela (Lô Borges e Fernando Brant, 1972)
13. Amores imperfeitos (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2003)
14. Equatorial (Lô Borges, Beto Guedes e Márcio Borges, 1979)
15. Trem de doido (Lô Borges e Márcio Borges, 1972)
16. Tudo que você podia ser (Lô Borges e Márcio Borges, 1971)
17. Três lados (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2000)
18. Para Lennon & McCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant, 1970) 
      - com Milton Nascimento
Bis:
19. Dois rios (Samuel Rosa, Nando Reis e Lô Borges, 2003)
20. Um girassol da cor de seu cabelo (Lô Borges e Márcio Borges, 1972)
Bis 2:
21. Vou deixar (Samuel Rosa e Chico Amaral, 2003)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Samuel revive hits do Clube da Esquina em registro ao vivo de show com Lô

♪ Foi em 1999 que Samuel Rosa e Lô Borges se reuniram pela primeira vez em cena para fazer show cujo roteiro equilibra sucessos do Skank - grupo mineiro do qual Samuel é vocalista, guitarrista e principal compositor - e hits do Clube da Esquina, o movimento dos anos 1970 para o qual Lô contribuiu com clássicos como Para Lennon & McCartney (Márcio Borges, Lô Borges e Fernando Brant, 1970), O trem azul (Lô Borges e Ronaldo Bastos, 1972), Paisagem da janela (Lô Borges e Fernando Brant, 1972) e Um girassol da cor de seu cabelo (Márcio Borges e Lô Borges, 1972). Ao lado de parcerias dos artistas mineiros, como Dois rios (2003), os clássicos do repertório do Clube figuram evidentemente no roteiro do show que, 16 anos após sua seminal estreia, ganha registro ao vivo para edição de CD e DVD em apresentações agendadas para hoje e amanhã, 7 e 8 de agosto de 2015, no Cine Theatro Brasil em Belo Horizonte (MG), terra natal dos artistas. O canal Bis vai transmitir ao vivo a apresentação do show Samuel Rosa & Lô Borges às 21h de 8 de agosto.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Lô Borges e Samuel Rosa vão gravar DVD e CD em show em BH em agosto

♪ A gravação ao vivo do show que junta os cantores e compositores mineiros Lô Borges (à esquerda na foto extraída de vídeo do YouTube) e Samuel Rosa vai ser feita em duas apresentações programadas para 7 e 8 de agosto de 2015 no Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte (MG). A gravação do show vai dar origem a DVD e a CD ao vivo que serão lançados em 2016 via Sony Music.