Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Guitarrista do RPM, Deluqui divulga EP 'Nau' com cinco músicas autorais

Enquanto o RPM se prepara para lançar o DVD que documenta a turnê Elektra, o guitarrista do grupo paulistano de tecnopop, Fernando Deluqui, divulga seu EP Nau. Quarto título da discografia solo de Deluqui, Nau alinha cinco músicas de autoria do artista - Ester, Coração, Dançarina, Sorriso (parceria de Deluqui com Alain Chehaibar) e Madrugada (parceria com Régis Leal) - formatadas pelos produtores Lampadinha e Tadeu Patolla. A música que promove o EP Nau é Dançarina, alvo de um clipe de clima aquático-psicodélico, filmado sob a direção de Bruno Navarro.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

RPM põe música sobre protestos nos bônus do CD/DVD 'Elektra ao vivo'

Música sobre os protestos que mobilizaram o Brasil no mês de junho de 2013, composta pelo RPM com título que alude à Primavera Árabe (onda de manifestações ocorrida no Oriente Médio em 2010), Primavera tropical vai ser incluída como faixa-bônus do CD e DVD Elektra ao vivo. O registro do show inspirado no álbum de inéditas Elektra (2011) vai ser lançado em agosto de 2013 pelo reativado grupo paulista. Enquanto promove Primavera tropical na internet e se prepara para sair em turnê para divulgar o DVD, o quarteto alinhava o repertório de seu próximo disco de inéditas - o segundo após o vigoroso retorno do RPM à cena em 2011.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Grupo RPM planeja lançar DVD e CD com inéditas no segundo semestre

Dando sequência à sua discografia, retomada em 2011 com a edição do revigorante álbum Elektra, o reativado grupo paulista RPM planeja lançar no segundo semestre de 2013 um DVD - de caráter documental, com entrevistas, cenas de bastidores e trechos de shows da turnê baseada em Elektra - e um CD com músicas inéditas e remixes de gravações do disco de 2011.

terça-feira, 19 de março de 2013

Single do álbum 'Elektra', do RPM, 'Vidro e cola' gera clipe de visual glam

Em turnê pelo Brasil desde 2011, ano que se reuniu para voltar à cena, o RPM continua promovendo o álbum de inéditas que impulsionou seu retorno, Elektra (2011). O atual single do disco é Vidro e cola (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon), balada pop de tom radiofônico que gerou clipe gravado pelo quarteto em São Paulo (SP) com direção de Paulo Trevisan. A ideia foi filmar um clipe de textura intencionalmente tosca, inspirado pelo visual do glam rock dos anos 70 e com referências psicodélicas - como mostram os figurinos dos músicos da banda na foto.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

RPM inclui nova versão de 'Vida real', tema de 'BBB', em CD de remixes

Música gravada pelo RPM para o programa Big Brother Brasil, tocada desde a primeira edição do BBB em 2002, Vida real ganhou uma nova versão do quarteto - a terceira desde que a atração é exibida pela TV Globo. Com arranjo mais dançante, esta terceira versão foi incluída pelo reativado grupo no CD de remixes que o RPM vai lançar neste primeiro semestre de 2013.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

'Elektra' situa RPM entre o tecnopop dos anos 1980 e a noite contemporânea

Resenha de álbum
Título: Elektra
Artista: RPM
Gravadora: Building Records
Cotação: * * * *

♪ Foram tantas idas e vindas ao longo dos anos 1990 e 2000 que ninguém levou mais fé quando o RPM anunciou que se reuniria neste ano de 2011 para gravar um álbum de inéditas - o primeiro com a formação clássica do quarteto desde 1988 - e sair em turnê com show igualmente inédito. Contudo, a disponibilização de quatro (ótimas) músicas inéditas do tal álbum Elektra  no site oficial do grupo paulistano em 15 de maio -  Dois olhos verdes (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon), Crepúsculo (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon), Muito tudo (Paulo Ricardo, Luiz Schiavon e Paulo P.A. Pagni) e Ela é demais (Pra mim) (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon) - mostraram que o quarteto era digno de confiança de público e crítica. Enfim lançado neste mês de dezembro na forma de CD duplo, Elektra honra o histórico do RPM e situa a banda entre o tecnopop da década de 1980 - tão datado quanto irresistível quando se trata dos teclados de Luiz Schiavon, facilmente reconhecíveis na introdução de Muito tudo, tema que destila acidez por conta do excesso de informação insignificante que circula na vida e na rede - e os eletrônicos sons da noite contemporânea. Já perceptível em Crepúsculo, tal incursão noturna é feita também em temas como Pessoa X (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon), faixa que versa sobre o universo festivo da night. Embora seja mais focado e coeso do que RPM (CBS( o álbum de 1988 que foi soterrado pelas expectativas de bisar o sucesso de seus antecessores Revoluções por minuto (CBS, 1985) e Rádio Pirata ao Vivo (CBS, 1986), Elektra funciona de certa forma como um anticlímax porque, a bem da verdade, suas quatro melhores músicas já são conhecidas desde maio. Ainda assim, o disco resulta sedutor pela alquimia da parceria de Paulo Ricardo com Luiz Schiavon, autores de todas as 12 músicas. Problema seu (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon) é pop rock de tonalidade sombria em que o vocalista se revela perplexo e sem direção diante do estado atual das coisas em letra que pode versar tanto sobre a situação do Brasil como sobre um relacionamento amoroso dependendo da perspectiva em que for entendida. Deusa das águas (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon) é balada de clima sensual, moldada para a voz lânguida de Paulo Ricardo. Aliás, balada por balada, a tristonha Vidro e cola tem mais jeito de hit radiofônico e tema de novela. E, sim, músicas como Cassino Royale (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon) - tecnopop que arma jogo de sedução entre o vocalista e a mulher objeto de seu desejo - poderia figurar nos melhores discos do RPM.  A sedução feminina é também o tema da menos inspirada Ninfa (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon) e da deliciosa Ela é demais (Pra mim)"Música é o sexo dos anjos / E os anjos dizem amém", conclui Paulo Ricardo em versos de Santo Graal (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon), faixa dançante que encerra Elektra no clima noturno e festivo que pontua boa parte do repertório inédito. O CD 2 inclui remixes de sete das 12 músicas do álbum - Dois olhos verdes, Ninfa, Deusa das águas, Muito tudo, Problema seu, Ela é demais (Pra mim) e Cassino Royale - e, até nisso, Elektra remete ao começo do RPM, pois foram em versões remixadas que Louras geladas e Olhar 43 estouraram nas rádios e nas pistas, abrindo caminho em 1985 para a irresistível invasão do tecnopop do quarteto. Os tempos são outros, mas o RPM (ainda) continua fiel a si mesmo entre flertes com os sons e mulheres da noite.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Primeiro álbum de estúdio do RPM desde 1988, 'Elektra' inclui remixes

Nas lojas no início de dezembro de 2011, em edição da Building Records, o primeiro álbum de estúdio do RPM desde 1988, Elektra, é duplo. O CD 1 alinha inéditas compostas pelo reavivado quarteto, incluindo as quatro - Crepúsculo, Dois Olhos Verdes, Ela É Demais (Pra Mim) e Muito Tudo - disponibilizadas em maio para download gratuito. Já o CD 2 traz remixes das músicas.

CD 1
1. Olhos Verdes (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
2. Problema Seu (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
3. Muito Tudo (Paulo Ricardo, Luiz Schiavon e Paulo P.A. Pagni)
4. Pessoa X (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
5. Deusa das Águas (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
6. Crepúsculo (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
7. Elektra (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
8. Vidro e Cola (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
9. Cassino Royale (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
10. Ela É Demais (Pra Mim) (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
11. Ninfa (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)
12. Santo Graal (Paulo Ricardo e Luiz Schiavon)

CD 2 - Remixes
1. Dois Olhos Verdes
2. Ninfa
3. Deusa das Águas
4. Muito Tudo
5. Problema Seu
6. Ela É Demais (Pra Mim)
7. Cassino Royale

sábado, 21 de maio de 2011

Saudade azeita máquina tecnopop do RPM na estreia nacional de 'Elektra'

Resenha de Show
Título: Elektra
Artista: RPM (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Credicard Hall (São Paulo, SP)
Data: 20 de maio de 2011
Cotação: * * * 1/2
Show em cartaz no Citibank Hall, no Rio de Janeiro (RJ), em 4 de junho de 2011
Show de volta ao cartaz no Credicard Hall, em São Paulo (SP), em 12 de agosto de 2011

Saudade foi palavra repetida diversas vezes por Paulo Ricardo na estreia nacional do show da turnê Elektra, que marca o retorno do reativado grupo paulista RPM à cena neste ano de 2011. Sim, um clima de nostalgia envolveu o lotado Credicard Hall na noite de 20 de maio. Era a volta de um grupo que marcou época no pop rock brasileiro dos anos 80. Os quatro músicos provavelmente sentiam saudade da RPMania que mobilizou o Brasil em 1986. Também paulista e nostálgico como o grupo, o público queria (re)ouvir músicas como Olhar 43, Rádio Pirata e Louras Geladas - hits de um álbum genial, Revoluções por Minuto (1985), que nada fica a dever às obras-primas de bandas como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Titãs. E o fato é que a saudade azeitou a máquina tecnopop do RPM na estreia nacional de Elektra. A magia não chegou a se fazer como nos anos 80. Os tempos são outros, Paulo Ricardo já beira os 50 anos e a juvenília que amava o RPM já não é tão jovem. Mas, justiça seja feita, o show é bom. A química e a interação entre os músicos - sobretudo a de Paulo Ricardo com o tecladista Luiz Schiavon (a alma tecnopop que dá identidade ao grupo na cena pop brasileira) e com o guitarrista Fernando Deluqui - ainda põem a máquina para funcionar em cena. Conduzido pelo diretor Ulysses Cruz, hábil na criação de atmosfera levemente teatral, o RPM faz um show azeitado nessa (quinta) volta que ganha credibilidade por conta da boa qualidade das quatro músicas inéditas já disponibilizadas pelo quarteto em seu site oficial. Aliás, duas delas - Muito Tudo (com letra ácida que critica o excesso e a banalização da informação no vasto  mundo multimídia) e Dois Olhos Verdes (tecnopop à altura dos hits áureos do RPM) - abrem o roteiro de Elektra para mostrar aos desconfiados que, não, o RPM não quer viver (somente) do seu passado. Na sequência, Vida Real - versão em português de Leef (do holandês Han Van Eijk), gravada em 2001 pelo RPM para ser tema de abertura do reality show Big Brother Brasil - dá ao show pegada mais roqueira que está em sintonia com a iluminação frenética de Marcos Olívio e o cenário de estrutura metálica arquitetado por Zé Carratu. Mais envolvente, Rainha se revela música subestimada do projeto MTV ao Vivo gravado em 2002 pela banda. Mas nada parece empolgar muito o público saudoso por hits dos anos 80. E não é por acaso que a platéia reage de forma mais calorosa quando ouve Louras Geladas, hit seminal de 1985 que é sucedido no roteiro por uma trinca de lados B do álbum Revoluções por Minuto, dos quais Juvenília resulta mais sedutor porque se trata de uma grande música preterida pelo estouro de Olhar 43 (hit estrategicamente alocado no fim do show). Os fãs querem o som e os hits dos anos 80. Para eles, os teclados de Schiavon armam a cama tecnopop com fidelidade à estética da década. Para eles, Paulo Ricardo refaz seus olhares 43 ao reviver London London (Caetano Veloso) - sucesso do show Rádio Pirata (1986) - do alto de um praticável. Mas os tempos são outros e, por isso mesmo, a inédita e sombria  Crespúsculo - desvalorizada no show ao ser apresentada no bis, momento em que o público espera a catarse - se diferencia no lote de músicas novas por dialogar com a cena eletrônica contemporânea. Crepúsculo merecia lugar melhor em roteiro que perde tempo com cover insosso de Exagerado - sucesso de Cazuza (1958 - 1990) que o RPM já havia gravado (mal) no projeto ao vivo de 2002 - e que também não desabrocha com a releitura meio dark de Flores Astrais (hit do Secos & Molhados que o RPM já abordara no show Rádio Pirata). Um cover inédito e bem-sacado atenuaria a carga nostálgica de um espetáculo que ganha tom açucarado na balada Onde Está meu Amor? e maior resposta da plateia quando o RPM sintoniza Rádio Pirata, Revoluções por Minuto e Alvorada Voraz - temas que ofereciam visão crítica do Brasil corrompido da década de 80. Decorridos 25 anos do auge do RPM, Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui (grande músico ainda não reconhecido na medida de sua habilidade na guitarra) e Paulo P.A. Pagni (sempre firme na bateria) já sabem que não vão conseguir mais dinamitar o paiol de bobagens ouvidas no rádio e em Brasília (DF). Mas a máquina do RPM ainda funciona movida por essa nostalgia da modernidade e faz de Elektra um show digno da importância da banda. 

RPM concilia inéditas, hit de Cazuza e lados B no roteiro do show 'Elektra'

São Paulo (SP) - "Naquele tempo, a gente tinha o lado A e o lado B", disse Paulo Ricardo, com certo ar nostálgico ao se referir aos anos 80, década que viu surgiu o grupo RPM, fenômeno de massa na década que projetou o pop rock brasileiro. A frase saudosa foi dita pelo vocalista e baixista do reativado quarteto paulista antes de cantar Juvenília - grande lado B do primeiro álbum da banda, Revoluções por Minuto (1985) - na estreia nacional de Elektra, o show dirigido por Ulysses Cruz que marca a volta do RPM à cena neste ano de 2011. Juvenília foi inserida no roteiro de Elektra entre A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade (tema, a rigor, alocado  no lado A do mesmo álbum, mas que virou lado B por ter sido ofuscado por faixas como Louras Geladas e Olhar 43) e Liberdade / Guerra Fria. A trinca de lados B foi uma das surpresas de roteiro que conciliou as quatro músicas inéditas do vindouro álbum Elektra - Muito Tudo, Dois Olhos Verdes, Crepúsculo e Ela É Demais (Pra mim), todas já disponibilizadas para download gratuito no site oficial do RPM - com os sucessos inevitáveis dos anos 80 e com Exagerado, dispensável cover do repetório de Cazuza (1958 - 1990), ponto mais baixo do show que empolgou o público que lotou o Credicard Hall, em São Paulo (SP), em  20 de maio de 2011. Curiosamente, o grupo ignorou o repertório de seu segundo álbum de estúdio, RPM (1988), conhecido pelo título informal Os Quatro Coiotes. Eis o roteiro seguido pelo RPM - visto em foto de Mauro Ferreira - na estreia nacional do show da turnê Elektra:

1. Muito Tudo
2. Dois Olhos Verdes
3. Vida Real
4. Rainha
5. Louras Geladas
6. A Fúria do Sexo Frágil contra o Dragão da Maldade
7. Juvenília
8. Liberdade / Guerra Fria
9. A Cruz e a Espada
10. Exagerado
11. Onde Está meu Amor?
12. London London
13. Flores Astrais
14. Ela É Demais (Pra mim)
15. Revoluções por Minuto
16. Alvorada Voraz
17. Rádio Pirata
18. Olhar 43
Bis:
19. Crespúsculo
20. Dois Olhos Verdes

Paulo Ricardo faz olhares 43 ao reviver 'London London' no show 'Elektra'

São Paulo (SP) - Aos 48 anos, Paulo Ricardo ainda faz caras, bocas e olhares 43 como nos anos 80, década em que encarnou o sexy simbol do rock brasileiro. Ao cantar London London, número mais íntimo do show Elektra, que marca a volta à cena do RPM, Paulo jogou charme para a plateia que lotou o Credicard Hall, em São Paulo (SP), na noite de 20 de maio de 2011, para ver a estreia nacional do espetáculo dirigido por Ulysses Cruz. Sucesso do show Rádio Pirata (1986), marco do auge do RPM, a música de Caetano Veloso é cantada em Elektra com Paulo Ricardo nas alturas, elevado sobre praticável - como visto na foto de Mauro Ferreira.

domingo, 15 de maio de 2011

RPM disponibiliza quatro (ótimas) músicas do promissor álbum 'Elektra'

De volta à cena neste ano de 2011 com álbum de inéditas (Elektra, previsto para o segundo semestre) e com show dirigido por Ulysses Cruz, o grupo RPM disponibilizou em seu site oficial na manhã deste domingo, 15 de maio, quatro músicas do CD de estúdio. Já disponíveis para download gratuito, as quatro faixas - Dois Olhos Verdes, Crepúsculo, Muito Tudo e Ela É Demais (Pra mim) - formam o primeiro dos três lotes de fonogramas que o quarteto vai lançar em seu site para somente depois editar o álbum Elektra em formato físico. Trata-se do primeiro disco de estúdio do RPM com a formação clássica - Paulo Ricardo (voz e baixo), Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra) e Paulo P.A. Pagni (bateria) - desde Os Quatro Coiotes (1988). E, a julgar pelas quatro músicas inicialmente disponíveis, vem por aí um CD à altura da fase áurea do grupo. Escolhida para promover a volta do RPM nas rádios, na TV e na web, Dois Olhos Verdes é hit certeiro. A música seduz de imediato com seu batida tecnopop à moda dos anos 80. Ode à dança e à vida noturna, Crespúsculo concilia a pegada original da banda com textura eletrônica mais contemporânea. "Cai a noite / E o sol parece sangrar / Lentamente / Feito film noir", dizem os versos iniciais. Já a introdução de Muito Tudo - outro tema com jeito de hit - repõe o RPM em seu trilho tecnopop original. A letra alfineta o excesso de informação (e de pretensão) e a escassez de conteúdo no moderno mundo multimídia. Em linha bem mais sensual, Ela É Demais (Pra mim) tem letra que se ajusta bem aos vocais lânguidos de Paulo Ricardo. Os versos desse tecnopop perfilam mulher predadora e sádica, objeto inatingível de desejo. Enfim, contra todos os prognósticos pessimistas a respeito desta (quinta) volta do grupo, o lote inicial de faixas do álbum  Elektra mostra que o RPM desta vez retornou fiel a si mesmo, com grande e surpreendente inspiração. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

RPM prevê a gravação de ao menos três álbuns no novo retorno do grupo

O RPM prevê a gravação de ao menos três álbuns na nova volta do grupo à cena - agendada para 2011. O primeiro é um disco de inéditas, o primeiro da banda com sua formação original desde 1988. Já o segundo pode ser o registro ao vivo do show a ser dirigido por Ulysses Cruz.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Paulo Ricardo anuncia pelo Twitter que grava CD em São Paulo com RPM

Embora ainda não tenha efetivamente lançado o CD em que aborda a obra de Vinicius de Moraes (1913 - 1980) ao lado de Toquinho (um dos principais parceiros do Poetinha), Paulo Ricardo revelou pelo Twitter nesta terça-feira, 5 de janeiro de 2011, que grava álbum em São Paulo (SP) com o RPM. A última reunião da banda aconteceu em 2007, mas o RPM não lança disco desde 2002, ano em que o grupo fez (bem-sucedido) registro ao vivo de show pela MTV.