♪ Cantor, compositor e músico paulista, nascido em Mogi das Cruzes (SP) em 1971, Xê - nome artístico do Alessandro Fontanari Casanova - lança álbum solo, Caixa de música, neste mês de janeiro de 2016. Com repertório inédito e autoral, o disco foi gravado no estúdio de Marcelo Yuka, Observatório de Ecos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Yuka produziu o disco editado de forma independente. Coube ao baterista, compositor e produtor carioca dar forma a músicas como Ensina-me a viver, Esperando o amanhã, Não abala, Não precisa falar e Todas as cores, compostas por Xê Casanova ao violão, instrumento tocado pelo artista no disco. Única faixa não autoral, Ano bom é de Rui Ponciano. Em carreira solo desde 2010, Xê iniciou trajetória profissional na década de 1990 como integrante da banda Tribo Brasil, tendo fundado em 2000 a banda Colomi.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Yuka expõe suas fraturas físicas e emocionais em corajosa autobiografia
Resenha de livro
Título: Não se preocupe comigo
Autores: Marcelo Yuka e Bruno Levinson
Editora: Primeira Pessoa
Cotação: * * * * 1/2
Título: Não se preocupe comigo
Autores: Marcelo Yuka e Bruno Levinson
Editora: Primeira Pessoa
Cotação: * * * * 1/2
Autorizadas ou escritas à revelia da pessoa retratada, biografias raramente deixam entrever a alma de sua personagem. Se autorizados, tais relatos nunca ultrapassam o limite da intimidade consentida, com tendência a cobrir defeitos e a enfatizar proezas do biografado. Se escritos à revelia do biografado, por mais criteriosos que sejam, tais livros sempre perfilam sua personagem sob ótica externa prejudicada pelos inevitáveis limites dessa visão. São raros os livros que desnudam o biografado, deixando a sensação de que sua alma está ali, entranhada nas páginas que reconstituem os fatos mais relevantes de sua vida. Um desses livros é Ney Matogrosso - Um cara meio estranho (1992), injustiçada biografia do cantor escrita pela jornalista Denise Pires Vaz. Sucessivos perfis de Ney publicados na imprensa desde então apenas reverberam, de forma superficial, sentimentos e fatos expostos de forma profunda pelo artista na sua biografia autorizada. Com narrativa na primeira pessoa, estruturada pelo jornalista Bruno Levinson, a recém-lançada autobiografia de Marcelo Yuka se enquadra neste seleto time de livros corajosos que descortinam realmente a alma do biografado. Tal como o documentário Marcelo Yuka no caminho das setas, lançado pela cineasta Daniela Broitman em 2011, Não se preocupe comigo é livro que vai direto ao ponto, expondo as fraturas físicas e emocionais do compositor e músico carioca projetado em escala nacional nos anos 1990 como baterista e principal letrista do grupo carioca O Rappa - banda, aliás, que parece ser simulacro de si mesma desde a saída conturbada de Yuka. Aliás, sobre essa questão, a autobiografia nada acrescenta de relevante para quem já viu o filme. Sem esconder a mágoa com o vocalista Marcelo Falcão, Yuka rebobina no livro a mesquinha questão financeira que serviu de pretexto para que fosse obrigado a sair do grupo do qual foi o principal mentor. As dores físicas e emocionais sentidas em consequência dos nove tiros levados por Yuka ao cruzar casualmente o caminho de bandidos, na noite de 9 de novembro de 2000, tampouco são a grande revelação do livro, embora a mudança de vida - imposta pela paraplegia - ocupe merecidas e saborosas páginas em que Yuka fala sem rodeios como redescobriu e reinventou o sexo, entre outros fatos de seu dolorido cotidiano. O artista é lúcido também ao expor os receios de um futuro que, no seu caso, se revela incerto, não muito promissor, à medida em que os anos avançam e Yuka continua dependente da mãe já idosa. O ouro mais puro do fluente livro reside, sobretudo, no relato da infância vivida em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e na exposição dos dilemas de sua adolescência. Aparentemente sem maquiar os fatos, Yuka explicita a baixa autoestima, a luta adolescente para ser aceito em seu meio social - e sobretudo fora dele - e para driblar as adversidades naturais do cotidiano de todo garoto feio e pobre. Foi nessa fase que foi plantada em sua mente a consciência social que germinou n'O Rappa e que ainda lhe dá flores, frutos e dores. Por vezes, a narrativa soa repetitiva, mas nunca deixa de ser interessante pelas questões humanas e sociais que expõe em tom coloquial. Yuka não faz gênero e não poupa ninguém - nem a si mesmo. Jorro de memória ordenado e organizado por Bruno Levinson, o relato sincero de Não se preocupe comigo - livro editado com caderno de fotos de todas as fases de Yuka - ajuda a conhecer a alma humanista de um artista que vem fazendo (real) diferença em seu meio artístico e social.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Yuka expõe força do reggae ao apresentar o DVD do Ponto do Equilíbrio
Grupo carioca que vem pavimentando seu caminho sem se desviar da praia do reggae, Ponto de Equilíbrio lança neste ano de 2013 seu primeiro DVD, Juntos somos fortes, editado de forma independente e já à venda no site oficial da banda. Em seu primeiro registro ao vivo, captado em show feito em junho de 2012 no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ), o Ponto de Equilíbrio apresenta a inédita Estar com você, rebobina músicas de seus três álbuns de estúdio - Reggae a vida com amor (2004), Abre a janela (2007) e Dia após dia lutando (2009) - e recebe o rapper carioca Marcelo D2, convidado de Malandragem às avessas (A resposta do poeta). Baixista da banda carioca O Rappa, Lauro Farias entra em cena na abordagem de Soul rebel (1970), música do repertório do vitalício rei do reggae Bob Marley (1945 - 1981). Aliás, o texto que apresenta o DVD Juntos somos fortes é assinado por Marcelo Yuka, que expressa a força da tribo nacional do reggae e a força do próprio Ponto de Equilíbrio. Eis o texto de Yuka:
"A maioria de shows que vejo em DVD propõe um resumo da obra de um artista. É em suma uma performance ao vivo onde determinado artista mostra a que veio. Com o Ponto de Equilíbrio, em “Juntos Somos Fortes”, não é diferente, o grande lance é esse, saber que já existem expoentes do reggae com história no Brasil.
O Ponto é isso, uma banda de Vila Isabel que fez e faz história cantando reggae no Rio de Janeiro e pro Brasil. O que vemos em quase 90 minutos de show é uma banda que realmente detém a linguagem do reggae, sabe o que está falando, se comunica bem com o público e é muito bem entendida por um público que é fiel a ela, talvez mais fiel ao Ponto do que ao próprio reggae. Acredito que isso se da, talvez, pelo Ponto ter essa afinidade com o povo brasileiro.
Certo que nos seus temas e na maneira de tocar não está só a tentativa de exalar a mais forte expressão jamaicana, mas ali se dá o encontro entre o melhor da cultura jamaicana com o tempero de Vila Isabel. Pelo Ponto de Equilíbrio e pelos sucessos cravados, muito mais na memória do seu público do que possuem sucessos radiofônicos, a banda diz por que chegou aonde esta e para onde vai.
O palco escolhido é o mais que devido chamado Circo Voador e o que vemos é um desfile de canções totalmente de acordo com seu público. O público do Ponto é mais que seu público, é seu cúmplice.
O Ponto de Equilíbrio é o manifesto vivo de como a cultura da música ainda pode crescer e se expandir com autenticidade e criatividade. Nesse show conta com a esperteza e o talento de objetos cenográficos dos OSGEMEOS, e o que vemos é uma banda executando o que realmente acredita de modo sincero com o público.
Não vêm de uma grande promoção ou especulação na mídia, assim como não vemos o público cantando todo o repertório como se fosse um hino só porque as rádios querem, NÃO, é um encontro realmente emocionante entre público e o artista da maneira mais relevante e sincera que pode existir.
Algo toca e todos cantam, alguém diz e todos parecem entender. O que tem que ser música boa nem sempre tem que pedir, por favor, para acontecer. Eu me emociono por saber que o reggae ainda tem pra onde crescer, eu me emociono em saber que sou mais um que recebeu o Ponto de Equilíbrio com a esperança mais simples e direta que é uma boa canção.
Reggae com atitude envolvente e com atmosfera própria.
Fiquem em paz e se divirtam como eu." MARCELO YUKA, 2013
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Yuka faz 'Oração' em parceria com Aleh para seu primeiro trabalho solo
Arquitetado desde 2008 e previsto de início para ter sido lançado no segundo semestre de 2011, o primeiro disco solo de Marcelo Yuka traz - entre outras músicas autorais - Oração Para Quem Sempre se Acha na Razão, composição feita pelo artista carioca em parceria com Aleh. Yuka canta e toca teclados no CD, que tem participações de Céu, Cibelle, Marisa Monte e Seu Jorge. O lançamento independente vai acontecer - em data ainda incerta - neste ano de 2012.
domingo, 11 de setembro de 2011
Festival exibe em outubro filme em que Yuka esclarece saída do Rappa
Agendada para outubro no Rio de Janeiro (RJ), a edição de 2011 do Festival do Rio vai exibir na mostra Retratos documentário inédito sobre Marcelo Yuka (em foto de Paulo Gouveia). Com direção de Daniela Broitman, o filme Marcelo Yuka no Caminho das Setas aborda questões como a (nunca efetivamente esclarecida) saída do artista do grupo O Rappa em 2002.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Solo, Yuka reúne Marisa, Céu, Cibelle e Seu Jorge em disco de estúdio
Arquitetado desde 2008, ano em que Marcelo Yuka começou a se reunir com o produtor Apollo 9, o primeiro disco solo do artista e ativista vai ser lançado neste ano de 2011. Yuka canta e toca teclados no CD, que tem participações de Céu, Cibelle, Marisa Monte e Seu Jorge. Marisa - cabe lembrar - é parceira de Yuka e Jamilson da Silva em Desterro, faixa de Sangueaudiência (2005), o único álbum do F.UR.T.O. (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), o grupo formado por Yuka após sua saída da banda carioca O Rappa. Yuka - em foto extraída da home de seu site oficial - gravou seu disco solo com banda formada por Amora Pêra (guitarra e vocal), Patrick Laplan (baixo), Jomar Schrank (teclado e guitarra) e Daniel Conceição (bateria).
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