Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 17 de abril de 2016

Falamansa conta com Pensador e Mestrinho no décimo álbum, 'Lá da alma'

♪ Disponível nas plataformas digitais desde 15 de abril (e com edição física em CD prevista para chegar ao mercado fonográfico brasileiro ainda neste mês de abril de 2016), o décimo álbum do grupo paulistano de forró, Lá da alma, conta com as participações especiais do rapper carioca Gabriel O Pensador (em Cacimba de mágoa, tema que discorre sobre as vítimas da tragédia ecológica que transformou a cidade mineira de Mariana em mar de lama) e do cantor e acordeonista sergipano Mestrinho (no xote Nós dois, numa praia, no rolê). Seja o que Deus quiser, Um pouco mais de fé, Todo dia é seu dia de sorte, Vamos até a lua, Xote ostentação (ode às riquezas do amor) e Por um amor mais verdadeiro são outras (seis) músicas do álbum Lá da alma.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Falamansa canta em francês no álbum de inéditas autorais 'Amigo velho'

Nono título da discografia do Falamansa, grupo paulistano de forró cujas origens remetem ao ano de 1998, o álbum Amigo velho apresenta treze músicas inéditas, sendo doze assinadas - a sós ou com parceiros - por Ricardo Cruz, o Tato, vocalista e principal compositor da banda. A exceção é Debutanalabuta, tema de Valdir do Acordeom. Em evidência na primeira metade dos anos 2000, como expoente do gênero batizado de forró universitário, o Falamansa vem de um disco em tributo ao centenário de nascimento do cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga (1912 - 1989), As sanfonas do rei (2012). Apesar das letras, geralmente rasas e triviais, músicas como Numa festa de São João (Tato) e Forró à brasileira (Tato) mostram que o grupo procura - na medida de suas possibilidades - assimilar as lições do Rei do baião. Xotes solares predominam em repertório que destaca Um novo dia (Tato) e Amigo velho (Tato e Zeider). E que inclui faixa em francês, Un petit peu plus d'amour (Tato), entre outras inéditas.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Inéditas, Porter, Falamansa e Chao dão sabor adicional ao show 'Pitanga'

Terceiro álbum de Mallu Magalhães, lançado em outubro de 2011, Pitanga ganhou sabores adicionais na transposição de seu repertório autoral para o palco em show que teve sua estreia nacional na noite de ontem, 12 de junho de 2012, no teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ). Duas músicas inéditas - o blues Me Sinto Ótima e a bela balada de espírito folk Your Lullaby, feita pela artista paulista em Portugal por conta de sua ida à Terrinha para se apresentar na edição 2012 do Rock in Rio Lisboa - confirmaram a constante evolução da compositora e se destacaram em roteiro formatado também com covers do cancioneiro do compositor norte-americano Cole Porter (1891 - 1964), do grupo paulista de forró Falamansa e do globalizado artista francês Manu Chao. De Porter, Mallu abordou a canção Ev'ry Time We Say Goodbye (1944). Do Falamansa, a artista recriou o Xote dos Milagres (Tato, 2000), o maior hit do álbum Deixa Entrar... (2000). Já de Chao a opção foi por Me Gustas Tu, um dos singles do álbum ... Proxima Estacion... Esperanza (2001). Eis o roteiro seguido por Mallu Magalhães - vista em foto de Mauro Ferreira - na espontânea estreia nacional do show Pitanga:

1. Velha e Louca (Mallu Magalhães, 2011)
2. Cena (Mallu Magalhães, 2011)
3. Baby I'm Sure (Mallu Magalhães, 2011)
4. Highly Sensitive (Mallu Magalhães, 2011)
5. Ô, Ana (Mallu Magalhães, 2011)
6. Olha Só, Moreno (Mallu Magalhães, 2011)
7. In The Morning (Mallu Magalhães, 2011)
8. Por Que Você Faz Assim Comigo? (Mallu Magalhães, 2011)
9. Your Lullaby (Mallu Magalhães, 2012) - inédita
10. Ev'ry Time We Say Goodbye (Cole Porter, 1944)
11. Te Acho Tão Bonito (Mallu Magalhães, 2009)
12. Youhuhu (Mallu Magalhães, 2011)
13. Soul Mate (Mallu Magalhães, 2009)
14. Lonely (Mallu Magalhães, 2011)
15. Me Gustas Tu (Manu Chao, 2001)
16. Sambinha Bom (Mallu Magalhães, 2011)
17. Janta (Marcelo Camelo, 2008) - com Marcelo Camelo
18. Xote dos Milagres (Tato, 2000)
Bis:
19. Cais (Mallu Magalhães, 2011)
20. Me Sinto Ótima (Mallu Magalhães, 2012) - inédita

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Falamansa faz seu melhor disco ao festejar os 100 anos de Luiz Gongaga

Resenha de CD
Título: As Sanfonas do Rei - Tributo aos 100 Anos de Luiz Gonzaga
Artista: Falamansa
Gravadora: Deck
Cotação: * * * 1/2

Um dos nomes associados ao Forró Universitário, subgênero que dilui ritmos nordestinos em rala solução pop, o grupo paulista Falamansa jamais seria pensado como o intérprete ideal do repertório de Luiz Gonzaga (1912 - 1989). Mas o fato é que As Sanfonas do Rei - oitavo título da discografia do quarteto, gravado em tributo ao centenário de nascimento do Rei do Baião - é o melhor disco do Falamansa. Além de nunca ter reunido um repertório tão consistente em toda sua fraca discografia, o grupo acertou ao jogar luz sobre músicas pouco conhecidas da obra fonográfica do velho Lua, muitas gravadas nos anos 70 e 80, décadas em que Gonzaga amargou pouca exposição no eixo Rio-São Paulo, embora continuasse reinando soberano no Nordeste. São músicas sedutoras como o antenado Xote Ecológico (Luiz Gonzaga e Agnaldo Batista, 1989), tema em que Lua tocou em questões ambientais citando até Chico Mendes (1944-1988) - o seringueiro morto no ano anterior à gravação original de Gonzaga - em versos simples e diretos como "E o verde onde que está? / Poluição comeu / Nem o Chico Mendes sobreviveu". Sexto álbum de estúdio do Falamansa, As Sanfonas do Rei soa mais trivial justamente quando Tato e Cia. rebobinam clássicos já merecedores de gravações antológicas - caso de Qui Nem Jiló (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950), de tempero amargo no registro do Falamansa por conta de dispensável coro. O Fole Roncou (Nelson Valença e Luiz Gonzaga, 1973) e Súplica Cearense (Gordurinha e Nelinho, 1967) resultam mais saborosos. No todo, o disco desce bem. A opção de costurar as faixas com breves falas e gravações de Gonzaga deu certo charme ao tributo. Tema menos badalado do repertório romântico do Rei do Baião, o xote Indiferente (Severino Ramos e Luiz Guimarães, 1973), por exemplo, inclui alguns versos na voz de Gonzaga. As participações também foram bem sacadas. Trio Nordestino e Trio Virgulino contribuem para dar legitimidade ao tributo ao se juntarem com o Falamansa em, respectivamente, Amei à Toa (João Silva e Joquinha Gonzaga, 1985) e Bom pra Uns (Onildo Almeida e Juarez Santiago, 1973), xote grafado como Bom?... Pra Uns... na gravação original de Lua. A simples presença de Dominguihos já valoriza a abordagem de Nem se Despediu de Mim (Luiz Gonzaga e João Silva, 1987). Já Jorge Du Peixe e Gustavo da Lua - cantor e percussionista da Nação Zumbi - encorpam duas músicas de Gonzaguinha (1945 - 1991), Erva Rasteira e Festa, gravadas por seu pai Gonzagão em disco de 1968. Tudo a ver, uma vez que, ao cantar Festa, Du Peixe solta a voz rústica em versos como "Belo é o Recife pegando fogo / Na pisada do maracatu".  Pena que a participação de Elba Ramalho - em Sanfoninha Choradeira (João Silva e Luiz Gonzaga, 1984), música arretada que gravou com o homengeado em álbum de Gonzaga, Danado de Bom (1984) - tenha sido prejudicada pelo fato de a voz da cantora soar esquisita, fina, sem viço. Efeito de má captação ou de lapso na masterização. De todo modo, a voz feminina que brilha mais em As Sanfonas do Rei  é a de Janaína Pereira, cantora do grupo Bicho de Pé e convidada de Serena no Mar (Sivuca e Glorinha Gadelha, 1978), pérola pescada pelo Falamansa no vasto oceano de (belas) músicas gravadas por Gonzaga em fase de menor evidência. Enfim, o disco é bom. Mesmo que a faixa-título As Sanfonas do Rei (inédita composta por Tato em tributo a Lua) exponha o abismo que há entre o repertório de Luiz Gonzaga e a produção autoral do Falamansa, o tributo do grupo paulista é bem reverente, foge do óbvio e jamais afronta a memória do vitalício Rei do Baião.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Tributo do Falamansa aos 100 anos de Gonzagão inclui Elba e Du Peixe

Cabe ao grupo Falamansa a proeza de lançar o primeiro disco gravado em comemoração ao centenário de nascimento de Luiz Gonzaga (1912 - 1989). As Sanfonas do Rei - Tributo aos 100 Anos de Luiz Gonzaga chega às lojas neste mês de março de 2012, nos formatos de CD e vinil, em edição da gravadora Deck. O disco alinha entre os convidados os nomes de Elba Ramalho (em Sanfoninha Choradeira, parceria de Gonzaga e João Silva, lançada em 1984), Dominguinhos (em Nem se Despediu de Mim, outra parceria de Lua com João Silva, lançada em 1987), Jorge Du Peixe (em pot-pourri que junta Erva Rasteira e A Festa, músicas de Gonzaguinha, gravadas por Gonzagão em 1968), Trio Nordestino (em Amei à Toa, música de João Silva e Joquinha Gonzaga gravada pelo Rei do Baião em 1985), Trio Virgulino (em Bom?... Pra Uns..., xote de Onildo Almeida e Juarez Santiago gravado por Luiz em 1973) e Janaína Pereira, do grupo Bicho de Pé (em Serena do Mar, parceria de Sivuca e Glorinha Gadelha gravada por Gonzaga em 1978). O repertório - que faz várias incursões pela menos valorizada obra registrada pelo Rei do Baião nos anos 70 e 80 - inclui também Xote Ecológico (Luiz Gonzaga e Agnaldo Batista, 1989) e O Fole Roncou (Luiz Gonzaga e Nelson Valença, 1973) entre um ou outro standard, caso de Qui Nem Jiló (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1950).