♪ Eliane Elias venceu o 58º Grammy Awards na categoria Álbum de jazz latino. Radicada nos Estados Unidos desde 1981, a cantora, compositora e pianista paulistana foi premiada por conta do álbum Made in Brazil (Concord Jazz / Universal Music, 2015). Os vencedores estão sendo anunciados nos Estados Unidos na noite de hoje, 15 de fevereiro de 2016. O cantor, compositor e músico baiano Gilberto Gil - que concorria com Gilbertos samba (Sony Music, 2014) na categoria Álbum de world music (na qual já obteve duas vitórias em 1999 e em 2006) - perdeu o prêmio para a cantora africana Angélique Kidjo, vencedora com o álbum orquestral Signs (429 Records, 2015).
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
Mostrando postagens com marcador Eliane Elias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eliane Elias. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Gil e Eliane Elias representam Brasil na lista de indicações ao Grammy 2016
♪ Gilberto Gil está indicado à 58ª edição do Grammy, o maior prêmio da indústria fonográfica dos Estados Unidos. O cantor, compositor e músico baiano concorre na categoria Álbum de world music com Gilbertos samba ao vivo (Sony Music), disco lançado em dezembro de 2014 com o registro do show baseado no homônimo álbum de estúdio - também lançado em 2014, mas em março - em que Gil revisita o repertório do cantor baiano João Gilberto. Cabe lembrar que Gil - em foto de Daryan Dornelles - já ganhou duas vezes o Grammy na mesma categoria world music. A primeira foi na edição de 1999 com outro álbum ao vivo, Quanta gente veio ver (Warner Music, 1998). A segunda foi na edição de 2006 por conta do álbum Eletroacústico (Warner Music, 2004). Além de Gil, o Brasil está representado no Grammy de 2016 por Eliane Elias. A cantora, compositora e pianista paulistana - radicada nos Estados Unidos desde 1981 - concorre a um Grammy na categoria Álbum de jazz latino com Made in Brazil (Concord Jazz / Universal Music, 2015), disco gravado no Brasil com registros adicionais na Inglaterra.Os vencedores serão anunciados em 15 de fevereiro de 2016.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Disco 'Made in Brazil' de Eliane Elias podia ter sido feito nos Estados Unidos
Resenha de CD
Título: Made in Brazil
Artista: Eliane Elias
Gravadora: Concord Jazz / Universal Music
Cotação: * * *
Título: Made in Brazil
Artista: Eliane Elias
Gravadora: Concord Jazz / Universal Music
Cotação: * * *
♪ Como já alardeado no título, o álbum Made in Brazil é o primeiro disco feito pela pianista, compositora e cantora paulistana Eliane Elias no seu país natal desde que a artista se radicou nos Estados Unidos em 1981. Mas o fato é que Made in Brazil - álbum que teve gravações adicionais nos estúdios Abbey Road em Londres, cidade onde foram captados os instrumentos da orquestra regida pelo maestro Rob Mathes e ouvida em sete das 12 músicas - soa como se tivesse sido feito nos Estados Unidos. Por mais que tenha sido gravado com adesões eventuais de músicos brasileiros como Roberto Menescal, cuja guitarra eletroacústica é ouvida em Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli em versão em inglês de Ray Gilbert, 1966) e em Rio (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1963), Made in Brazil filtra o samba e a bossa nova pela estética americanizada que pauta a discografia de Elias. Esse tom fica nítido já na abordagem desbotada do samba Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939) que abre o disco. De qualquer modo, Made in Brazil reforça o sotaque pop que vem dando o tom da obra fonográfica da artista. Essa face pop é exposta inclusive nas músicas inéditas compostas por Elias para Made in Brazil. Balada melodiosa da lavra solitária da artista gravada com o vocal de Ed Motta, Vida (If not you) - destaque desse repertório autoral - exemplifica a guinada pop dada por Elias, em movimento similar ao feito por sua colega canadense Diana Krall. Sim, o jazz também está entranhado no disco em passagens instrumentais nas quais sobressaem o piano de Elias, como na parte final do registro do samba Águas de março (Antonio Carlos Jobim, 1972). Aliás, por mais que apresente inéditas autorais como Seaching, Made in Brazil acaba se escorando na música soberana de Jobim, representada também pelo medley que junta Este seu olhar (Antonio Carlos Jobim, 1959) e Só em teus braços (Antonio Carlos Jobim, 1959), música creditada com seu título alternativo Promessas. Enfim, há indiscutível refinamento na produção orquestrada por Elias, Marc Johnson e Steve Rodby. Mas falta a brasilidade sugerida pelo título. No fecho do disco, o registro do samba No tabuleiro da baiana (Ary Barroso, 1936) reitera que falta um sabor mais nativo aos quitutes preparados por Eliane Elias em Made in Brazil.
domingo, 26 de maio de 2013
Elias às vezes evoca estado de espírito de Baker em 'I thought about you'
Resenha de CD
Título: I thought about you - A tribute to Chet Baker
Artista: Eliane Elias
Gravavadora: Concord Music / Universal Music
Cotação: * * *
Título: I thought about you - A tribute to Chet Baker
Artista: Eliane Elias
Gravavadora: Concord Music / Universal Music
Cotação: * * *
A música de Chet Baker (1929 - 1988) é, em última instância, um estado de espírito. Um som de clima cool, interiorizado, por vezes lírico. Em seu tributo ao trompetista norte-americano de jazz que ganhou fama como cantor nos anos 50, I thought about you, a pianista paulista (radicada nos EUA) Eliane Elias - que também se assumiu cantora de pop jazz - persegue esse estado de espírito. Por vezes, Elias o roça, como em Embraceable you (George Gershwin e Ira Gershwin), em You don't know what love is (Don Raye e Gene DePaul) e em I get along without you very well (Hoagy Carmichael). Na maioria das vezes, contudo, a pianista aborda os standards sem sair de seu universo particular, mostrando apurado senso rítmico na alta velocidade de Just in time (Jule Styne, Betty Comden e Adolph Green) e acertando o tom pop jazzístico de temas como I've never been in love before (Frank Loesser), destaque de I thought about you. De todo modo, o disco é bom e até se impõe na discografia vocal de Elias, embora, no mais das vezes, a pianista não reproduza o estado de espírito da música do artista que celebra - proeza alcançada pela cantora brasileira Luciana Souza em seu recente The Book of Chet (2012) - clique aqui para ler a resenha deste álbum, à qual remete esta análise de I thought about you. Há mais sutilezas no canto de Souza do que nas interpretações de Elias. Mas cabe ressaltar o link com a bossa nova feito por Elias em There will never be another you (Harry Warren e Mack Gordon), faixa arranjada como um samba de estirpe bossa-novista. Repetida em Let's get lost (Frank Loesser e Jimmy McHugh), a conexão faz certo sentido pelo argumento de que Baker teria influenciado a moldura do canto revolucionário de João Gilberto. Seja como for, entre o jazz e o pop, I thought about you - A tribute to Chet Baker é o disco em que a eficaz cantora Eliane Elias mais roça o virtuosismo da pianista Eliane Elias. Vale ouvir!
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Elias cai 'cool' no samba em álbum em que o canto se sobrepõe ao piano
Resenha de CD
Título: Light My Fire
Artista: Eliane Elias
Gravadora: Concord Music / Universal Music
Cotação: * * 1/2
Título: Light My Fire
Artista: Eliane Elias
Gravadora: Concord Music / Universal Music
Cotação: * * 1/2
Radicada há 30 anos em Nova York (EUA), a pianista paulista Eliane Elias se firmou no mundo do jazz com abordagens regulares da música brasileira, em especial da Bossa Nova, sempre tão cultuada nos Estados Unidos. Light my Fire (2011) - 27º título de sua discografia solo, recém-lançado no Brasil pela Universal Music - é um álbum em que Elias se volta especialmente para o samba e para o canto. É fato que a pianista já vem se aventurando como cantora nos últimos discos. Mas em Light my Fire o canto de Elias chega a se sobrepor ao toque preciso de seu piano. O que não é necessariamente um elogio. A voz morna da artista é afinada e se ajusta bem ao estilo cool deste CD. Contudo, o canto de Elias jamais ultrapassa a fronteira do correto em Light my Fire. Falta à artista brilho e suingue na voz para encarar sambas como Rosa Morena (Dorival Caymmi) e Isto Aqui O Que É (Ary Barroso). Gilberto Gil dá certa vivacidade ao disco ao entrar em cena com sua voz e seu violão em Aquele Abraço (Gilberto Gil), em Toda Menina Baiana (Gilberto Gil) e em Turn to me (Samba Maracatu), bissexta parceria de Elias com Gonzaguinha (1945 - 1991), composta nos anos 80. Mas o suingue genuíno de Gil - de quem Elias ainda rebobina Bananeira, parceria do compositor baiano com João Donato - não basta para tornar o disco realmente interessante. Até porque, fora da seara brasileira, Elias apaga todo o fogo de Light my Fire - o incendiário clássico do repertório do grupo norte-americano The Doors - e reitera o tom convencional do CD ao entoar versão em francês de Mon Cherie Amour, a balada de Stevie Wonder. No todo, Light my Fire põe em segundo plano o toque jazzístico do piano de Elias para evidenciar um canto a rigor bem trivial.
Assinar:
Postagens (Atom)




