Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 8 de maio de 2016

Ao vivo, Taviani prossegue com segurança viagem ao tempo dos Carpenters

Resenha de show
Título: Carpenters avenue
Artista: Isabella Taviani (em foto de Rodrigo Goffredo)
Local: Casa Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 6 de maio de 2016
Cotação: * * * *

Gravar e cantar o repertório da dupla The Carpenters é, para Isabella Taviani, fazer viagem ao tempo da infância e adolescência marcadas pelas melodiosas e geralmente melancólicas canções do duo norte-americano formado pelos irmãos Richard Carpenter e Karen Carpenter (1950 - 1983), ídala de Isabella. Como a cantora carioca disse ao público que foi à casa Vivo Rio assistir à estreia carioca do show Carpenters avenue na noite de sexta-feira, 6 de maio de 2016, o projeto de dar voz a essas canções em disco era um sonho acalentado desde os sete anos de idade. Aos 47 anos e meio de vida, a artista concretizou o sonho de lançar o álbum Carpenters avenue (Coqueiro Verde Records, 2016) - apresentado em março deste ano de 2016 - e de iniciar a turnê nacional do show baseado no melhor disco de Taviani. Em cena, a cantora prosseguiu a viagem com segurança e conseguiu superar o álbum em várias músicas, já que limou o excesso de vocais evidenciado em algumas faixas do disco. Carpenters avenue é também o melhor show de Taviani, inclusive pela decisão corajosa da artista de jamais se afastar do repertório da dupla norte-americana (os hits autorais da cantora e compositora foram ouvidos somente no bis, em medley feito no clima informal do estilo um barzinho, uma voz, um violão). Já na primeira das 16 (belas) músicas dos Carpenters alinhadas no roteiro - Yesterday once more (Richard Carpenter e John Bettis, 1973), canção ausente do disco e introduzida com a artista ainda na penumbra - Taviani mostrou que a viagem aos dias de ontem ia seguir agradável, em tons geralmente mais comedidos, com a doçura característica da voz da musa inspiradora Karen Carpenter. Na sequência, We've only just begun (Roger Nichols e Paul Williams, 1970) confirmou a boa impressão do número inicial. Mesmo quando eventualmente intensificou o tom da interpretação, como em Rainy days and mondays (Roger Nichols e Paul Williams, 1971), Taviani pouco lembrou a cantora passional que pecava por excessos no começo da carreira. A firme direção musical do tecladista Marco Brito - integrante da banda completada com o baixista André Rodrigues, o guitarrista Felipe Melanio e o baterista Pantico Rocha - seguiu a rota delineada pela artista, que tocou violão em canções como A song for you (Leon Russell, 1971) e Superstar (Bonnie Bramlett, Delaney Bramlett e Leon Russell, 1969), número de tom folk. Musicalmente, a viagem teve parada na estação da música country norte-americana - em Top of the world (Richard Carpenter e John Bettis, 1972), outra música ausente do disco de Taviani - e culminou com ida para outra galáxia sonora no tom prog da espacial Calling occupants of interplanetary craft (Terry Draper e John Woloschuck, 1976), tema do repertório do Klaatu, grupo canadense de rock progressivo que lançou a música em disco um ano antes da gravação feita pelos The Carpenters no oitavo álbum de estúdio da dupla, Passage (A & M, 1977). Contudo, tal como o disco que lhe deu origem, o show Carpenters avenue se situou basicamente no território das canções melancólicas como Love me for what I am (Palma Pascale e John Bettis, 1975). Nessa seara, a balada Can't smile without you (Christian Arnold, David Martin e Geoff Morrow, 1976) sobressaiu no roteiro ao lado de Solitarie (Neil Sedaka e Phil Cody, 1975), belo momento do show, inclusive pelo fato de a canção ter sido interpretada por Taviani no canto do palco da casa Vivo Rio, em deslocamento que acentuou o sentimento de solidão impresso nos versos da letra. Número mais expansivo por conta do coro do público, Only yesterday (Richard Carpenter e John Bettis, 1975) foi contextualizada em cena como a primeira música do repertório dos Carpenters ouvida por Taviani, aos sete anos de idade. A extroversão foi ampliada em Please, mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e Robert Bateman, 1961). São duas músicas bem conhecidas no Brasil, assim como I need to be in love (Richard Carpenter, Albert Hammond e John Bettis, 1976), balada propagada na trilha sonora da novela O casarão (TV Globo, 1976) e incluída por Taviani no roteiro em outro bom momento em que o show extrapolou o repertório do disco. Mesmo sem roçar a beleza da gravação dos Carpenters, a interpretação de For all we know (Fred Karlin, Robert Royer e Jimmy Griffin, 1970) também contribuiu para que o show soasse ainda mais harmonioso do que o álbum Carpenters avenue. Já (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963) evocou a leveza das célebres gravações de Dionne Warwick (em 1964) e dos próprios Carpenters (em 1970). No fim, Sing (Joe Raposo, 1973) - mais uma música presente no show e ausente do disco - terminou a viagem em clima lúdico com o coro do público no la la la la la da canção. Ao celebrar o doce passado, Isabella Taviani vive momento áureo no tempo presente.

Em cena, Taviani calça 'Carpenters avenue' com 'Sing' e 'I need to be in love'

Canção composta pelo norte-americano Joe Raposo (1937 - 1989) para a trilha sonora original do programa infantil Sesamo street (Vila Sésamo, na versão brasileira), Sing foi lançada em 1971 nesta produção da emissora de TV norte-americana CTV. Dois anos depois, em 1973, Sing ganhou registro em disco da dupla The Carpenters, tendo sido o primeiro single do quinto álbum do duo formado pelos irmãos Richard Carpenter e Karen Carpenter (1950 - 1983), Now and then (A&M, 1973). Decorridos 45 anos do lançamento da música na TV, Sing ganha a voz de Isabella Taviani em Carpenters avenue, show que chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de sexta-feira, 6 de maio de 2016, após passar por São Paulo (SP). Sing é a música que encerra o show derivado do homônimo álbum Carpenters avenue (Coqueiro Verde Records, 2016), disco no qual a cantora carioca reaviva o repertório dos Carpenters em ajuste de contas com a memória afetiva da infância e da adolescência. Sing é uma das quatro músicas presentes no roteiro do show, mas ausentes do repertório do disco lançado em março deste ano de 2016. Além de Sing, Taviani pavimenta Carpenters avenue em cena com a adição de Yesterday once more (Richard Carpenter e John Bettis, 1973), I need to be in love (Richard Carpenter, Albert Hammond e John Bettis, 1976) - balada propagada no Brasil na trilha sonora da novela O casarão (TV Globo, 1976) - e Top of the world (Richard Carpenter e John Bettis, 1972). No bis, a artista cantou sete hits autorais. Eis o roteiro seguido em 6 de maio de 2016 por Isabella Taviani - em foto de Rodrigo Goffredo - na estreia carioca do show Carpenters avenue na casa Vivo Rio, na cidade do Rio de Janeiro (RJ):

1. Yesterday once more (Richard Carpenter e John Bettis, 1973)
2. We've only just begun (Roger Nichols e Paul Williams, 1970)
3. Rainy days and mondays (Roger Nichols e Paul Williams, 1971)
4. A song for you (Leon Russell, 1971)
5. Superstar (Bonnie Bramlett, Delaney Bramlett e Leon Russell, 1969)
6. Can't smile without you (Christian Arnold, David Martin e Geoff Morrow, 1976)
7. Only yesterday (Richard Carpenter e John Bettis, 1975)
8. I need to be in love (Richard Carpenter, Albert Hammond e John Bettis, 1976)
9. Top of the world (Richard Carpenter e John Bettis, 1972)
10. For all we know (Fred Karlin, Robert Royer e Jimmy Griffin, 1970)
11. (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963)
12. Please, mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e

      Robert Bateman, 1961)
13. Love me for what I am (Palma Pascale e John Bettis, 1975)
14. Solitaire (Neil Sedaka e Phil Cody, 1975)
15. Calling occupants of interplanetary craft (Terry Draper e John Woloschuck, 1976)
16. Sing (Joe Raposo, 1971 / 1973)
Bis:
17. Diga sim pra mim (Isabella Taviani, 2007) /
18. A canção que faltava (Isabella Taviani, 2012) /
19. Último grão (Isabella Taviani, 2005) /
20. Digitais (Isabella Taviani, 2003) /
21. Sentido contrário (Isabella Taviani, 2005) /
22. De qualquer maneira (Isabella Taviani, 2003) /
23. Luxúria (Isabella Taviani, 2007)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Taviani acerta ao caminhar pelas rotas mais seguras de 'Carpenters avenue'

Resenha de álbum
Título: Carpenters avenue
Artista: Isabella Taviani
Gravadora: Coqueiro Verde Records
Cotação: * * * 1/2

Seis anos se passaram entre as primeiras sessões de gravação do álbum que veio a se chamar Carpenters avenue e a efetiva edição do disco em que a cantora e compositora carioca Isabella Taviani pela primeira vez se apresenta somente como intérprete ao dar voz a 14 músicas gravadas pela dupla norte-americana The Carpenters entre 1970 e 1977. Em atividade entre 1969 e 1983, ano em que se desfez forçosamente com a saída de cena de Karen Carpenter (1950 – 1983), a dupla gravou repertório melodioso que se tornou a trilha sonora da vida de muitos que se deixaram seduzir pela música pop norte-americana tocada no rádio ao longo da década de 1970. O pop envolvente dos irmãos Karen Carpenter e Richard Carpenter marcou a vida de Taviani, cantora que vem podando excessos vocais nos últimos títulos de discografia iniciada em 2003. Álbum gravado na ponte Brasil-Estados Unidos, entre abril de 2010 e outubro de 2014, Carpenters avenue reforça a busca da cantora por fraseados mais elegantes e menos passionais. Sob a direção musical de Taviani, quatro produtores – Marco Brito, Rodrigo Rios, Clemente Magalhães e a própria Taviani – deram forma ao disco, conceituado pela artista, no texto de agradecimento publicado no encarte da edição em CD, como uma “aventura nostálgica”. De fato, Carpenters avenue transita, com reverência, por via pavimentada pela saudade de um tempo em que a música pop mundial era mais melódica, melancólica, romântica e emotiva, ainda que - verdade seja dita - o romantismo, a melancolia, a melodia e a emoção sobrevivam no universo pop, como provam os cancioneiros autorais de cantores e compositores atualmente sob os holofotes, como os ingleses Adele e Sam Smith. A questão é que, para quem viveu o tempo dos Carpenters, o álbum editado pela gravadora Coqueiro Verde Records vai ser ouvido como mera celebração de inspirado repertório já belamente gravado por Karen Carpenter e Richard Carpenter. Já os ouvintes mais novos talvez possam se encantar com a beleza atemporal de músicas como We’ve only just begun (Roger Nichols e Paul Williams, 1970), faixa forrada com os teclados do produtor Marco Brito. De cara, Taviani já revela um canto mais contido nessa faixa que abre os caminhos de Carpenters avenue. Embora mais encorpada do que a de Karen Carpenter, a voz da cantora carioca se apresenta sempre bem colocada ao longo do álbum. De todo modo, We’ve only just begun é cartão de visitas inadequado para o disco. Usados de modo excessivo na faixa, os vocais de Juliano Cortuah e Mariana Féo prejudicam a fluência e a fruição da canção. Faixa eleita o primeiro single do álbum, a abordagem de (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963) – gravada por Taviani com a adesão da cantora norte-americana Dionne Warwick, uma das primeiras intérpretes do tema que os Carpenters gravariam somente em 1970 – honra mais o legado da dupla. Produzida por Rodrigo Rios, a faixa evoca o tempo de delicadeza típico do cancioneiro dos Carpenters no arranjo conduzido pelo piano de Larry Goldings. Até os metais sopram suaves, em sintonia com a natureza da canção. Na sequência, a balada Only yesterday (Richard Carpenter e John Bettis, 1975) sinaliza que Taviani geralmente não se descola da matriz – o canto de Karen Carpenter – ao dar voz ao repertório da dupla, ainda que a percussão de Marcos Suzano cai em suingue mais brasileiro. Nacionalidades à parte, Taviani acerta justamente quando caminha pelas rotas mais seguras da obra dos Carpenters, em reverência explicitada na fonte gráfica escolhida para expor o nome da cantora na capa do disco (é a mesma fonte usada em discos da dupla). O acerto vem sobretudo da elegância do canto. Mesmo que a voz de Taviani possua naturalmente maior ardência do que a voz de Karne, a cantora jamais peca pelo excesso. Mas peca ao dissipar a melancolia e boa parte da beleza da canção For all we know (Fred Karlin, Robert Royer e Jimmy Griffin, 1970) em gravação que embute solo do violão de Tim May e que se afasta equivocadamente da levada do registro dos Carpenters. É a faixa mais infeliz do disco, inclusive pelo erro grotesco dos créditos dos compositores. Na contracapa externa da edição em CD do álbum, For all we know é errada e equivocadamente creditada a John Bush, Joshua Colbert, Derick Cordoba e Chad Neptune, compositores da música homônima lançada pela banda norte-americana de rock Further Seems Forever no álbum Hide nothing (Tooth & Nail Records, 2004). Com resultado mais harmonioso, a gravação de Superstar (Bonnie Bramlett, Delaney Bramlett e Leon Russell, 1969) – música que exemplifica a habilidade dos Carpenters de trazer composições de lavra alheia para o universo melódico da dupla – é conduzida pelos violões tocados por Marcos Vasconcellos, Claudio Bezz e a própria Taviani, que assina com Clemente Magalhães a produção dessa faixa que embute o toque sutil do bandolim de Marcus Moletta. Já a gravação reverente de Rainy days and mondays (Roger Nichols e Paulo Williams, 1971) é embaçada pelo mesmo uso excessivo e kitsch dos vocais de Juliano Cortuah e Mariana Féo observado em We've only just begun. Uma das músicas mais associadas à dupla norte-americana, Please, Mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e Robert Bateman, 1961) tem a levada da gravação dos Carpenters reproduzida no registro de Taviani, mas cortada por incisivo solo de guitarra de João Gaspar. Um dos pontos mais altos de Carpenters avenue, a balada Solitarie (Neil Sedaka e Phil Cody, 1975) destila a melancolia entranhada em boa parte das canções dos Carpenters e que se ajustava com perfeição a voz de Karen Carpenter. Por sua vez, Sometimes (Henry Mancini e Felice Mancini, 1971) justifica os chiados da introdução por reproduzir o inédito (e preciso) toque do piano de Henry Mancini (1924 – 1994), captado (mas não usado) na gravação dos Carpenters. De valor tão documental quanto musical, o registro do piano de Henry foi cedido a Taviani por uma das filhas do músico norte-americano, Monica Mancini, discreta convidada da gravação de Taviani, conduzida – após a introdução de Henry – pelo piano de Mike Levy. Lados B de seleção de repertório justificadamente pautada por músicas mais conhecidas da dupla, as baladas Love me for what I am (Palma Pascale e John Bettis, 1975) – cujo arranjo destaca o sax de Brandon Fields – e Can’t smile without you (Christian Arnold, David Martin e Geoff Morrow, 1976) podem soar como boas novas para fãs que curtiram somente os hits dos Carpenters. Já A song for you (Leon Russell, 1971) vai causar estranheza mais pela inserção de rabeca e de guitarra baiana – ambas tocadas por Marcos Moletta – no arranjo da gravação produzida por Taviani com Clemente Magalhães. Música da banda canadense de rock progressivo Klaatu, Calling occupants of interplanetary craft (Terry Draper e John Woloschuck, 1976) é ambientada em clima previsivelmente espacial. Por fim, Eventide (Richard Carpenter e John Bettis, 1975) fecha o disco no tom íntimo de registro de voz e piano que se alinha com a rota seguida pelos Carpenters em discografia doce. Com afeto, mas sem usar açúcar em excesso, Taviani caminha com segurança pela avenida dos Carpenters, nas beiradas, geralmente sem se expor ao perigo de se desviar do rumo já esperado pelos ouvintes de canções que fizeram a trilha sonora da aventura nostálgica da cantora carioca e de toda uma geração pop.

domingo, 6 de março de 2016

Eis a capa e as 14 músicas do álbum em que Taviani celebra The Carpenters

Esta é a capa de Carpenters avenue, sétimo álbum de Isabella Taviani, o primeiro em que a cantora e compositora carioca se apresenta somente como intérprete de músicas alheias. No disco, que chegará ao mercado fonográfico no fim deste mês de março de 2016 com distribuição da gravadora Coqueiro Verde Records, a artista aborda 14 músicas do repertório da dupla norte-americana The Carpenters (1969 - 1983), formada pelos irmãos Karen Carpenter (1950 - 1983) e Richard Carpenter. No título do CD, Taviani usa a fonte gráfica utilizada pelos Carpenters nas capas dos discos da dupla. Eis, na ordem do CD, as músicas cantadas por Taviani em Carpenters avenue:

1. We've only just begun (Roger Nichols e Paul Williams, 1970)
2. (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963) - com Dionne Warwick
3. Only yesterday (Richard Carpenter e John Bettis, 1975)
4. For all we know (Fred Karlin, Robert Royer e Jimmy Griffin, 1970)
5. Superstar (Bonnie Bramlett, Delaney Bramlett e Leon Russell, 1969)
6. Rainy days and mondays (Roger Nichols e Paul Williams, 1971)
7. Please, mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e Robert Bateman, 1961)
8. Solitaire (Neil Sedaka e Phil Cody, 1975)
9. Sometimes (Henry Mancini e Felice Mancini, 1971) - com Monica Mancini e Henry Mancini (piano)
10. Can't smile without you (Christian Arnold, David Martin, Geoff Morrow, 1976)
11. A song for you (Leon Russell, 1971)
12. Love me for what I am (Palma Pascale e John Bettis, 1975)
13. Calling occupants of interplanetary craft (Terry Draper e John Woloschuck, 1976)
14. Eventide (Richard Carpenter e John Bettis, 1975)

sábado, 5 de março de 2016

Disco em que Taviani canta Carpenters inclui tema e piano de Henry Mancini

Em 1971, a dupla norte-americana The Carpenters (1969 - 1983) encerrou o terceiro álbum de estúdio com música inédita do compositor, pianista e arranjador norte-americano Henry Mancini (1924 - 1994). Parceria de Henry com a filha Felice Mancini, Sometimes - a composição que fecha o álbum Carpenters (A&M, 1971) - é uma das 14 músicas do repertório da dupla abordadas em inglês por Isabella Taviani no álbum Carpenters avenue, previsto para ser lançado neste mês de março de 2016 com distribuição da gravadora Coqueiro Verde Records. Na faixa, a cantora carioca ostenta (inédito) toque do piano de Henry Mancini. É que o músico chegou a gravar o piano de Sometimes para a gravação original do tema pelos Carpenters. Inutilizado na faixa da dupla, o registro do piano de Mancini foi cedido a Taviani pela irmã gêmea de Felice, Monica Mancini. Gravado entre Brasil e Estados Unidos, o álbum Carpenters avenue traz no repertório músicas como We've only just begun (Roger Nichols e Paul Williams, 1970), (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963) - gravada por Taviani com a cantora norte-americana Dionne Warwick e já apresentada como primeiro single do álbum, antecedendo o segundo single Please, mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e Robert Bateman, 1961) - e Only yesterday (Richard Carpenter e John Bettis, 1975). Uma das curiosidades do repertório é Calling occupants of interplanetary craft (Terry Draper e John Woloschuck, 1976), tema do repertório do Klaatu, grupo canadense de rock progressivo que lançou a música um ano antes da gravação feita pelos The Carpenters no oitavo álbum de estúdio da dupla,  Passage (A & M, 1977).

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Taviani lança segundo single do álbum em que canta a dupla The Carpenters

Isabella Taviani está lançando hoje, 19 de fevereiro de 2016, o segundo single de Carpenters avenue (Coqueiro Verde Records), álbum em que a cantora carioca dá voz ao repertório da dupla norte-americana The Carpenters (1969 - 1983) com as letras originais escritas em inglês. A escolha do segundo single recaiu sobre Please, Mr. postman, música lançada em 1961 pelo feminino grupo norte-americano The Marvelettes. Please, mr. postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland e Robert Bateman, 1961) ganhou registro dos Carpenters, com retumbante sucesso mundial, em gravação feita para o álbum Horizon (A&M, 1975) e lançada em single no fim de 1974. A gravação de Taviani é revelada um mês após a edição do primeiro single do álbum da artista brasileira, (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963), música regravada pelos Carpenters em 1970 e registrada por Taviani para o álbum Carpenters avenue com a participação de Dionne Warwick, cantora norte-americana que propagou Close to you em 1964, um ano após ter gravado a canção de forma extra-oficial. Carpenters avenue sai em breve.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Dueto com Dionne é single inicial do álbum em que Taviani canta Carpenters

A gravação de (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963) - feita em 2014 nos EUA pela cantora carioca Isabella Taviani com a cantora norte-americana Dionne Warwick - é o primeiro single do álbum em que Taviani canta, em inglês, músicas do repertório da dupla norte-americana The Carpenters (1969 - 1983). O álbum Isabella Taviani - Carpenters avenue tem lançamento programado para março de 2016. Mas o single (They long to be) Close to you já vai chegar a todas as plataformas digitais na próxima sexta-feira, 22 de janeiro de 2016, em edição da gravadora Coqueiro Verde Records. Lançada em 1963 por Richard Chamberlain, ator norte-americano que encarnava na época o papel de cantor, Close to you foi regravada oficialmente por Warwick com mais repercussão em 1964 (ela havia registrado a música ainda em 1963, em demo). Já a gravação dos Carpenters - feita seis anos depois para o segundo álbum de estúdio dos irmãos Karen Carpenter (1950 - 1983) e Richard Carpenter, justamente intitulado Close to you (A&M, 1970) -  tornou a música (muito) mais conhecida no universo pop e associada à voz doce de Karen.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

CD em que Taviani canta hits dos Carpenters tem faixa com piano de Mancini

Já pronto, o disco em que a cantora carioca Isabella Taviani aborda o repertório do duo norte-americano The Carpenters (1969 - 1983) inclui faixa formatada com o piano do compositor, músico e arranjador norte-americano Henry Mancini (1924 - 1994). Nessa faixa, Taviani faz dueto com a cantora norte-americana Monica Mancini, filha de Henry. Outra convidada do álbum é a cantora norte-americana Dionne Warwick, que dueta com Taviani na música (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963), gravada em 1970 pelos irmãos Karen Carpenter (1950 - 1983) e Richard Carpenter. Em seu primeiro disco feito fora de sua seara autoral, Taviani canta os hits dos Carpenters com as letras originais em inglês.  Marco Brito é um dos (dois) produtores do álbum.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Com duo com Dionne, Taviani conclui nos EUA CD com hits dos Carpenters

A foto acima flagra a cantora e compositora carioca Isabella Taviani na Calçada da fama, em Los Angeles (EUA), cidade norte-americana aonde a artista concluiu a gravação de álbum com músicas gravadas pelo duo norte-americano The Carpenters (1969 - 1983). Projeto arquitetado por Taviani desde 2010, o disco foi iniciado no Brasil, com produção de Marcos Brito, e finalizado nos Estados Unidos, país em que a artista gravou dueto com a cantora norte-americana Dionne Warwick na música (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963), gravada pelos irmãos Karen Carpenter (1950 - 1983) e Richard Carpenter em 1970. Em seu primeiro álbum como intérprete, Taviani dá nova voz às músicas dos Carpenters com as letras originais em inglês. O álbum deve sair em 2016.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Taviani faz disco com regravações em inglês de músicas do duo Carpenters

 Após três álbuns de estúdio e um registro ao vivo e audiovisual de show (todos com repertórios basicamente autorais), Isabella Taviani prepara o primeiro projeto como intérprete. A cantora grava no Rio de Janeiro (RJ) disco com músicas da dupla norte-americana Os Carpenters, formada entre 1969 e 1983 pelos irmãos Karen Carpenter (1950 - 1983) e Richard Carpenter. Taviani dá voz às músicas da dupla no original, em inglês. Com presença assídua nas paradas na primeira metade dos anos 1970, Os Carpenters emplacaram hits como Rainy days and mondays, Only yesterday, For all we know e Please, Mr. postman (cover do grupo The Marvelettes). CD não tem data para sair.