Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sábado, 9 de agosto de 2014

Smokey regrava hits em CD de duetos que traz CeeLo, Elton e Jessie J

Um dos mais atuantes cantores e compositores de soul, r & b e pop da era dourada da gravadora norte-americana Motown, Smokey Robinson - projetado como fundador e líder do grupo The Miracles, no qual atuou de 1955 a 1972 - se prepara para lançar em 19 de agosto de 2014, via Verve Records, o CD de duetos Smokey & friends. No CD, o artista norte-americano recicla seus maiores sucessos ao lado de colegas como CeeLo Green, Elton John, James Taylor, Jessie J, John Legend, Mary J. Blige, Sheryl Crow e Steven Tyler. Desses sucessos de Smokey, o único realmente conhecido no Brasil é Cruisin' (Smokey Robinson e Marv Tarplin, 1979) por ter sido propagado em escala nacional na trilha sonora da novela Água viva (TV Globo, 1980). Eis as 11 músicas e os respectivos convidados alinhados por Robinson no álbum Smokey & friends

1. The tracks of my tears - com Elton John
2. You really got a hold on me - com Steven Tyler
3. My girl - com Miguel, Aloe Blacc & JC Chasez
4. Cruisin' - com Jessie J
5. Quiet storm - com John Legend
6. The way you do (The things you do) - com CeeLo Green
7. Being with you - com Mary J. Blige
8. Ain't the peculiar - com James Taylor
9. The tears of a clown - com Sheryl Crow
10. Ooh baby baby - com Ledisi
11. Get ready - com Gary Barlow

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Clássico de Elton, 'Brick road' é expandido com CD duplo ao vivo e DVD

Com um ano de atraso, Elton John celebra as quatro décadas de vida de um de seus álbuns mais bem-sucedidos e cultuados, Goodbye yellow brick road, lançado em 1973. Além de ser abordado em turnê mundial cujo show passa pelo Brasil neste mês de fevereiro de 2014, o disco do cantor e compositor britânico é expandido com uma 40th anniversary super deluxe edition que vai estar disponível no mercado fonográfico internacional a partir de 24 de março via Island Records. A caixa embala quatro CDs e um DVD, além de libreto de 100 páginas com fotos e textos inéditos. O CD 1 rebobina as músicas do álbum editado originalmente na forma de LP duplo. O CD 2 enfileira demos e sobras do repertório do disco que trouxe Candle in the wind, além de versões de músicas de Goodbye yellow brick road nas vozes de cantores com Ed Sheeran e Emeli Sandé. Já os CDs 3 e 4 apresentam a gravação ao vivo de show feito por Elton em 22 de dezembro de 1973, ano do lançamento do álbum, no palco do Hammersmith Odeon, em Londres. Já o DVD exibe o documentário Elton John and Bernie Taupin say goodbye to Norma Jean and other things, filme de Bryan Forbes, de 45 minutos, rodado em 1973. Eis as faixas da 40th anniversary super deluxe edition de Goodbye yellow brick road:

CD 1:
Funeral for a friend /Love lies bleeding
Candle in the wind
Bennie and the jets
Goodbye yellow brick road
This song has no title
Grey seal
Jamaica jerk off
I’ve seen that movie too
Sweet Painted Lady
The ballad of Danny Bailey (1909-34)
Dirty little girl
All the girls love Alice
Your sister can’t twist (but she can rock’n’roll)
Saturday night’s alright for fighting
Roy Rogers
Social disease
Harmony


CD 2:
Candle in the wind – Ed Sheeran
Bennie and the jets – Miguel
Goodbye yellow brick road – Hunter Hayes
Grey Seal – The Band Perry
Sweet painted lady – John Grant
All the girls love Alice – Emili Sande
Your sister can’t twist (but she can rock And Roll) – Imelda May
Saturday night’s alright for fighting – Fall Out Boy
Harmony – Zac Brown Band
Grey Seal (piano demo) – Elton John
Grey seal (1970 Original) – Elton John
Jack Rabbit – Elton John
Whenever you’re ready (we’ll go steady) – Elton John
Screw you (young man blues) – Elton John
Candle in the wind (acoustic) – Elton John
Step into Christmas – Elton John
Ho ho ho (who’d be a turkey at Christmas?)
Philadelphia freedom – Elton John
Pinball wizard – Elton John


CD 3 - BBC Elton John Hammersmith Odeon 22nd December 1973:
Funeral for a friend
Love lies bleeding
Candle in the wind
Hercules
Rocket man
Bennie and the jets
Daniel
This song has no title
Honky cat


CD 4 - BBC Elton John Hammersmith Odeon 22nd December 1973:
Goodbye yellow brick road
The ballad of Danny Bailey
Elderberry wine
Rudolph the red-nosed reindeer
I’ve seen that movie too
All the girls love alice
Crocodile rock
Your song
Saturday night’s alright for fighting


DVD:
Elton John and Bernie Taupin say goodbye to Norma Jean and other things

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

George vai de Elton a Rufus em 'Symphonica', disco de molde orquestral

Primeiro álbum de George Michael desde Patience (2004), lançado há dez anos, Symphonica vai chegar ao mercado fonográfico a partir de 17 de março de 2014. Neste disco de molde orquestral, último trabalho pilotado pelo produtor africano (de vivência norte-americana) Phil Ramone (1934 - 2013), o cantor e compositor inglês dá voz a músicas dos repertórios de Elton John (Idol, música de Elton e Bernie Taupin, lançada pelo cantor britânico no álbum Blue moves, de 1976), Nina Simone (1933 - 2003) (My baby just cares for me, Walter Donaldson e Gus Khan, 1930), Rufus Wainwright (Going to a town, música que o cantor e compositor canadense lançou em 2007), Roberta Flack (The first time ever I saw your face, canção de Evan MacColl lançada por Peggy Seeger em 1957) e The Police (Roxanne, Sting, 1978). Em Symphonica, álbum gravado por George Michael em meio a sérios problemas de saúde, o astro também rebobina sucessos de sua lavra, caso de One more try (George Michael), um dos hits de seu primeiro álbum solo, Faith (1987). O primeiro single do álbum - gravado entre 2011 e 2012 durante a Symphonica tour - é Let her down easy (1993), tema do cantor e compositor norte-americano Terence Trent D'Arby. O repertório do disco Symphonica totaliza 18 músicas.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Boa safra autoral do álbum 'The diving board' evoca o auge de Elton John

Resenha de CD
Título: The diving board
Artista: Elton John
Gravadora: Mercury / Universal Music
Cotação: * * * *

Balada melancólica gravada por Elton John somente com seu piano, Oceans away poderia figurar em qualquer álbum lançado pelo cantor e compositor inglês na primeira metade dos anos 70, década do auge artístico e comercial do artista. Pois Oceans away é a canção que abre o inspirado 31º álbum de estúdio de Elton, The diving board, recém-lançado no Brasil pela gravadora Universal Music. Impressiona o vigor da safra do disco produzido por T Bone Burnett, formada por 13 músicas inéditas compostas por Elton e letradas com apuro por seu fiel parceiro Bernie Taupin, além de três interlúdios instrumentais tocados ao piano e intitulados Dream #1, Dream #2 e Dream #3. Ainda que as melodias soem eventualmente déjà vu, músicas como A town called jubilee, Can't stay alone tonight (pop de tom bluesy) e The ballad of blind Tom honram o currículo do compositor, um dos maiores hitmakers da história do universo pop. O piano reina sobre todos os outros instrumentos, e o fraseado do  piano de Oscar Wilde gets out merece menção honrosa, mas The diving board não é disco de voz & piano. Aos 66 anos, Sir Elton John dispensou sua habitual banda, mas recrutou músicos como o baterista Jay Bellerose e o baixista Raphael Saadiq para ajudá-lo a dar forma a canções como My quicksand e Voeyur, faixas que reforçam o caráter vintage de CD que soa antigo na sua atemporalidade. Desde os anos 2000, aliás, Elton vem apresentando discos de inéditas que o conectam ao seu auge artístico e comercial. The diving board - álbum lançado em setembro de 2013 e precedido em junho pela edição do single Home again, bonita balada de espírito melancólico - é mais um destes discos que vem ao mundo para lembrar a maestria do artista. Por mais que flerte com gospel em Take this dirty water e com blues em Mexican vacation (Kids in the candlelight), entre outros ritmos, The diving board é disco centrado no pop centrado à moda de Elton. A beleza de músicas como Candlelit bedroom - canção alocada como faixa-bônus na Deluxe Edition turbinada com registos ao vivo de composições como The new fever waltz - reitera a categoria do compositor e, como o cantor disfarça em estúdio a perda da potência vocal, The diving board se impõe como mais um grande CD de Elton John.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Gottsha vai de ABBA a Trammps, passando por White, em 'Discotheque'

Em 1993, a carioca Sandra Maria Braga Gottlieb debutou na carreira de cantora com show em que dava voz a sucessos dos anos 70. Decorridas duas décadas, a já experiente cantora - conhecida no circuito de musicais como Gottsha, nome artístico adotado em 1994 - volta ao (seu) começo com o show Discotheque, em cartaz às terças-feiras deste mês de outubro de 2013 no Teatro das Artes, no Rio de Janeiro (RJ). No show, que estreou em junho no Sesc Copacabana (RJ), Gottsha - vista em cena na foto de Rodrigo Amaral - rebobina sucessos dos embalos noturnos dos sábados da segunda metade década de 70, quase todos propagados por cantoras de vozes potentes como a dela. Em roteiro que enfileira hits irresistíveis do grupo sueco ABBA (Dancing queen), da cantora norte-americana Donna Summer (MacArthur Park, Could it be magic e Last dance - os três linkados em medley), da Love Unlimited Orchestra do maestro Barry White (1944 - 2003) (Love's theme) e do grupo norte-americano The Trammps (Disco inferno), Gottsha se permite licenças musicais ao cantar três baladas - Goodbye yellow brick road (Elton John e Bernie Taupin, 1973), Ben (Don Black e Walter Scharf, 1972) e My cherie amour (Stevie Wonder, Henry Cosby e Sylvia Moy, 1969) - que fogem do universo e até da época da disco music. Eis o roteiro essencialmente dançante seguido por Gottsha na atual temporada carioca de Discotheque, o (bom) show comemorativo de seus 20 anos de carreira:

1. Disco inferno (Leroy Green e Ron Kersey, 1976) 
    - The Trammps
2. Dancing queen (Benny Anderson, Björn Ulvaeus e Stig Anderson, 1976)
    - ABBA
3. If I can't have you (Barry Gibb, Maurice Gibb e Robin Gibb, 1977)
    - Bee Gees e Yvonne Elliman
4. Don't leave me this way (Kenneth Gamble, Leon Huff e Cary Gilbert, 1975)
    - Harold Melvin & The Blue Notes e Thelma Houston (em gravação de 1976)
5. Young hearts run free (David Crawford, 1976)
    - Candi Staton
6. Goodbye yelow brick road (Elton John e Bernie Taupin, 1976)
     - Elton John
7.  Ben (Don Black e Walter Scharf, 1972)
     - Michael Jackson
8.  My cherie amour (Stevie Wonder, Henry Cosby e Sylvia Moy, 1969)
     - Stevie Wonder
9. More than a woman (Barry Gibb, Maurice Gibb e Robin Gibb, 1977)
    - Bee Gees e Tavares
10. Zodiacs (Giorgio Moroder e Pete Bellotte, 1977)
      - Roberta Kelly
11. Love's theme (Barry White, 1973) - instrumental sem a letra de Aaron Schroeder
      - Love Unlimited Orchestra
12. MacArthur Park (Jimmy Webb, 1968) /
      - Donna Summer (em gravação de 1978)
13. Could it be magic (Barry Manilow e Adrienne Anderson, 1975) /
      - Barry Manilow e Donna Summer (em gravação de 1976)
14. Last dance (Paul Jabara, 1978)
      - Donna Summer
15. The Boss (Nickolas Ashford e Valerie Simpson, 1979)
      - Diana Ross
16. I love the nightlife (Disco 'round) (Alicia Bridges e Susan Hutcheson, 1978)
      - Alicia Bridges
17. I will survive (Freddie Perren e Dino Fekaris, 1978)
      - Gloria Gaynor
18. Never can say goodbye (Clifton Davis, 1971)
      - The Jackson 5 e Gloria Gaynor (em gravação feita em 1974 e lançada em 1975)
Bis:
19. Dancing queen (Benny Anderson, Björn Ulvaeus e Stig Anderson, 1976)
    - ABBA

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

'Goodbye yellow brick road', álbum duplo de Elton, ganha tributo em 2014

Um dos discos mais bem-sucedidos da carreira fonográfica de Elton John, Goodbye yellow brick road - álbum duplo lançado em outubro de 1973 - vai ser celebrado em 2014 com CD produzido por Peter Asher. O tributo vai festejar com um ano de atraso as quatro décadas do disco em que o cantor e compositor britânico lançou músicas como Bennie and the jets, Candle in the wind e Saturday night's alright for fighting. O cantores e compositores norte-americanos Hunter Hayes, John Grant e Miguel estão entre os artistas escalados para dar voz às 18 músicas do álbum duplo original. Hayes gravou a faixa-título Goodbye yellow brick road.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Elton John programa para setembro a edição do álbum 'The diving board'

Previsto de início para ser lançado no segundo semestre de 2012, o 31º álbum de estúdio de Elton John, The diving board, vai chegar efetivamente às lojas em setembro de 2013. Produzido por T Bone Burnett, o CD alinha 13 músicas inéditas - assinadas pelo cantor e compositor inglês com seu fiel parceiro Bernie Taupin, letrista da maior parte do cancioneiro de Elton desde os anos 70 - em repertório que transita por gospel, jazz e blues, entre outros ritmos norte-americanos. Disco calcado no piano de Elton, The diving board foi quase todo gravado no início de 2012 em Los Angeles (EUA), com (poucos) músicos como Raphael Saadiq (baixo) e Jay Bellerose (bateria). Contudo, insatisfeito com o material resultante dessas gravações, Elton registrou mais músicas no começo deste ano de 2013, fazendo com que o CD ficasse com 13 faixas. Uma delas, Voyeur, foi cogitada para dar nome ao disco, mas o artista acabou optando pelo título original The diving board. Eis, na ordem, as 13 músicas do 31º álbum de estúdio de Elton John, sucessor do CD de remixes Good morning to the night (2012):

1. Oceans away
2. Oscar Wilde gets out
3. A town called Jubilee
4. The ballad of Blind Tom
5. My quicksand
6. Can't stay alone tonight
7. Voyeur
8. Home again
9. Take this dirty water
10. The new fever Waltz
11. Mexican vacation (Kids in the candlelight)
12. Candlelit dedroom
13. The diving board

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Elton reforça time de convidados do sexto álbum do Queens of the Stone

Elton John é mais um nome confirmado no time de convidados do sexto álbum de estúdio do grupo norte-americano Queens of the Stone Age. O próprio Elton revelou sua participação no disco em entrevista ao músico Dave Grohl - que toca bateria no álbum - em programa exibido pela TV britânica. Elton John e Dave Grohl engrossam elenco eclético que inclui, entre outros nomes, Trent Reznor (do grupo Nine Inch Nails) e Jake Shears (o líder do grupo Scissor Sisters).

sábado, 11 de agosto de 2012

Pnau joga Elton na pista sem recorrer à fórmula fácil dos remixes de hits

Resenha de CD
Título: Elton John VS Pnau - Good Morning To The Night
Artista: Elton John e Pnau
Gravadora: Mercury Records / Universal Music
Cotação: * * * *

Em meros 28 minutos e oito faixas, Good Morning To The Night se revela um dos mais criativos álbuns de música eletrônica dos últimos anos. Formado pelos produtores Nick Littlemore e Peter Mayes, o duo australiano de dance music Pnau traz a música produzida por Elton John ao longo dos anos 70 para as pistas contemporâneas sem recorrer à fórmula fácil e já desgastada dos remixes de sucessos óbvios. Com o aval do cantor e compositor inglês, Pnau cria praticamente oito temas originais a partir de fragmentos de gravações de músicas feitas por Elton entre 1970 e 1981. O minucioso trabalho de colagem resulta interessante por oferecer novas perspectivas para a obra do artista britânico. Sad, por exemplo, é faixa criada a partir de trecho da balada Sorry Seems To Be The Hardest Word, mixado com pedaços de outros temas. Ora climático (como em Telegraph To The Afterlife, faixa de tom viajante que remete ao som do duo francês Air), ora assumidamente electro-pop (como em Phoenix), o CD Good Morning To The Night explora possibilidades do cancioneiro de Elton John sem lançar mão de clichês. A épica Karmatron - urdida com elementos de músicas como Madman Across The Water e Funeral For a Friend -  e a faixa-título Good Morning To The Night são exemplos da maestria do Pnau na reutilização da música de Elton. A obra do artista é a matéria-prima para a construção de músicas e climas que seduzem o ouvinte. A noite é boa no toque do Pnau.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Elton John encaixota cinco de seus 12 álbuns de estúdio da década de 70

Nas lojas do Exterior a partir de 2 de julho de 2012, em edição limitada produzida pela Universal Music, a caixa The Classic Album Selection embala cinco dos 12 álbuns gravados em estúdio por Elton John ao longo dos anos 70. Foram encaixotados os de fato clássicos Elton John (1970), Tumbleweed Connection (1970), Madman Across The Water (1971), Honky Château (1972) e Don't Shoot Me I'm Only The Piano Player (1973), ou seja, os cinco primeiros álbuns de estúdio lançados pelo cantor e compositor inglês na década de seu apogeu artístico. Na sequência do lançamento da caixa The Classic Album Selection, em 16 de julho, o álbum de remixes Goodbye To The Night - Elton Vs. Pnau, em que o duo australiano de dance music Pnau reprocessa para as pistas gravações feitas por Elton John entre 1970 e 1976.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Elton grava em Los Angeles 'The Diving Board', CD produzido por Burnett

The Diving Board é o título do 31º álbum de estúdio do cantor e compositor inglês Elton John. Com lançamento agendado para o segundo semestre deste ano de 2012, o disco foi gravado em Los Angeles (EUA) com produção de T-Bone Burnett. O sucessor de The Union (2010) vai apresentar dez inéditas selecionadas entre as doze compostas por Elton - em apenas dos dias - a partir das letras enviadas por seu parceiro Bernie Taupin. A ideia foi reviver a sonoridade de piano-baixo-bateria de alguns discos gravados pelo artista na década de 70. O cantor e pianista gravou a maioria das músicas somente com Raphael Saadiq (baixo) e Jay Bellerose (bateria). Doyle Bramhall toca guitarra em duas faixas. Elton ainda não revelou os nomes das 10 músicas.

sábado, 24 de setembro de 2011

Show no Rock in Rio mostra que Elton continua de pé, escorado nos hits

Resenha de show - Rock in Rio 2011
Título:
Elton John

Artista: Elton John
Local: Cidade do Rock (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 23 de setembro de 2011
Foto: Divulgação Rock in Rio 2011 / Marcus Vini

Cotação: * * * 1/2

Embora seja  compositor com total domínio do idioma pop universal, Elton John de certa forma foi um estranho no ninho pop da primeira noite do Rock in Rio, o festival que volta à sua cidade natal, o Rio de Janeiro (RJ), após dez anos e algumas passagens pela Europa. Elton iria fechar a noite de 23 de setembro de 2011. Mas a organização do festival resolveu trocar a ordem de sua apresentação com a de Rihanna, cujo show era alvo das maiores expectativas da noite. Enquadrado entre as apresentações de Katy Perry e Rihanna, o show de Elton mobilizou somente parte da plateia. A mais velha, a que testemunhou o apogeu do cantor e compositor inglês nos anos 70. E foi lançando mão dos hits dessa década áurea que Elton mostrou que, aos 64 anos, ainda continua de pé, escorado em sucessos que residem na memória afetiva de quem tem mais de 40 anos. I'm Still Standing, aliás, foi a segunda música do show, prova de que Elton John, quando quer, é mais roqueiro do que pop. Às voltas com seu piano, no comando de banda que incluía músicos veteranos como ele, Elton fez show sem surpresas e, por isso mesmo, eficiente. Não faltaram baladas -Goodbye Yellow Brick Road, Rocket Man, Daniel, Don't Let the Sun Go Down on me - que enterneceram a plateia. Mas, escaldado, Elton alternou baladas com rocks como Saturday Night's Alright (For Fighting) e Crocodile Rock, que abriram e fecharam a apresentação, respectivamente, para sacudir um público que já dava sinais de cansaço e, em parte, assistia ao show sentado na grama da Cidade do Rock. Outra parte, no entanto, esbanjava animação, dançando nas áreas mais próximas ao palco. E foi a esse público, o do gargarejo, que o cantor dedicou Tiny Dancer. Mesmo que tenha perdido um pouco do vigor dos tempos idos, a voz do cantor também continua de pé e defendeu com dignidade um repertório infalível - inclusive nos temas menos batidos, como a balada Levon, de seu aclamado álbum Madman Across the Water (1971) - que reitera a força atemporal de obra projetada a partir de 1969, ou seja, há 42 anos. É fato que Elton já fez shows melhores, com mais pegada. Ainda assim, disse a que veio. Será que daqui a 40 anos Katy Perry e Rihanna ainda vão estar de pé, no palco de um megafestival, como Elton John??...

domingo, 24 de julho de 2011

Biografia de Elton John analisa com sobriedade obra fonográfica do astro

Resenha de livro
Título: Elton John - A Biografia
Autor: David Buckley
Editora: Companhia Editora Nacional
Cotação: * * * *

Recém-lançado no Brasil, o livro de David Buckley sobre a vida e obra de Elton John não é a biografia sobre o cantor britânico. Existem outras que talvez até reconstituam com mais detalhes a vida do artista. Contudo, embora o biógrafo jamais tenha se encontrado com o biografado, o relato de Buckley parece ser um dos mais confiáveis - e dos mais interessantes para quem se interessa mais pela música do que pela vida de Elton - porque simplesmente se dedica basicamente a reconstituir os passos fonográficos do cantor enquanto expõe os fatos mais importantes de sua vida pessoal e os relaciona com os discos. Somente o 30º álbum de estúdio do astro - The Union (2010), gravado e assinado por Elton com seu ídolo Leon Russell - ficou fora da análise, já que o disco foi lançado no mesmo ano em que Elton John - a Biografia (2010) chegou às livrarias estrangeiras. Para quem se interessa pela obra fonográfica de Elton, o livro é saboroso. Com olhar crítico, Buckley expõe sua visão de cada disco - e de cada turnê - com reprodução de trechos de resenhas publicadas na época dos lançamentos dos álbuns. Da mesma forma que mostra como Elton e seu parceiro letrista Bernie Taupin foram lapidando sua obra na primeira metade dos anos 70, com o lançamento de álbuns antológicos como Goodbye Yellow Brick Road (1973) e Captain Fantastic and the Brown Dirty Cowboy (1975) (nos quais ainda prevaleciam nas letras as visões do inglês Taupin sobre os Estados Unidos), Buckley detalha a involução da discografia do cantor na segunda metade desta década iniciada de forma áurea com a conquista dos EUA. A biografia lembra que Elton John até se deixou desastradamente influenciar pela disco music em um de seus piores álbuns, Victim of Love (1979), para tentar em vão recuperar o sucesso comercial que  começara a lhe escapar, coincidentemente, quando ele se assumiu bissexual - um eufemismo para gay, muito usado por artistas homossexuais naqueles anos ainda castradores. Buckley discute a suposta coincidência, mas conclui acertadamente que a queda nas paradas foi fruto sobretudo da queda na qualidade dos álbuns de Elton (àquela altura separado temporariamente de Bernie). Com apurado senso crítico, o autor também enfatiza o valor da discografia do artista na década de 80. A biografia reconhece que, entre discos de maior ou menor consistência, Elton nunca deixou de produzir singles arrebatadores e (alguns) álbuns coesos, com destaque para Jump Up! (1982) e Two Low for Zero (1983). Tal gangorra criativa - que eventualmente elevava o status artístico de Elton após um período menos inspirado - também fez Elton atravessar os anos 90 entre altos e baixos, sendo que somente com o subestimado álbum Songs From the West Coast (2001) o astro voltaria inteiramente à forma. Além dos discos e das turnês (marcadas pelos visuais extravagantes, alguns ridicularizados por Buckley), a biografia também esmiuça - sem muita profundidade, mas também sem os relatos aparentamente fantasiosos que costumam aparecer em biografias mais sensacionalistas - a dificuldade de Elton para aceitar sua homossexualidade, a baixa autoestima do astro gordinho e careca, os envolvimentos com homens e o mergulho fundo nas drogas, das quais o artista somente se livrou nos últimos anos. Enfim, Elton John - A Biografia parece confiável e merece crédito por recontar de forma sóbria e equilibrada a história desse mago pop nascido Reginald Kenneth Dwight e rebatizado Elton John. Escrito com elegância, o livro é um saboroso aperitivo para esperar o álbum que Elton já arquiteta para lançar no início de 2012.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CD de 'Gnomeo & Juliet' inclui duas inéditas de Elton, mas exclui Gaga

Nas lojas dos Estados Unidos em 8 de fevereiro de 2011 e nas do Brasil a partir de 23 de fevereiro, o CD com a trilha sonora do longa-metragem de animação Gnomeo & Juliet  inclui duas músicas inéditas de Elton John e Bernie Taupin. As novidades são Hello Hello e Love Builds a Garden. Hello Hello vai ser ouvida no filme em dueto de Elton com Lady Gaga, mas a gravação incluída no CD exclui a voz de Gaga. Somente Elton canta Hello Hello no disco. Já Crocodile Rock, hit do astro inglês em 1973, é revivido no disco com a adesão de Nelly Furtado. Autores de nove das 14 músicas do álbum (entre elas, Rocket Man e Tiny Dancer), Elton e Bernie assinam a trilha sonora com James Newton Howard (ex-integrante da banda de Elton) e Chris Bacon. Baseado em Romeu e Julieta, uma das peças mais populares do dramaturgo inglês William Shakespeare (1554 - 1616), Gnomeo & Juliet tem estreia agendada para 11 de fevereiro nos cinemas norte-americanos e para 3 de março de 2011 nos do Brasil.  

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

'The Union' revitaliza Elton e Russell sem ser (especialmente) marcante

Resenha de CD
Título: The Union
Artista: Elton John e Leon Russell
Gravadora: Mercury / Universal Music
Cotação: * * * 1/2

Conta Elton John - em texto escrito para o encarte do CD The Union - que o pianista e compositor Leon Russell foi sua maior influência musical entre o fim dos anos 60 e início dos 70. Quarenta anos após dividir o palco com Russell em alguns shows realizados nos Estados Unidos em 1970, Elton tomou a iniciativa de gravar um disco com seu mestre. Produzido por T Bone Burnett com respeito aos históricos dos artistas, The Union é o resultado desse reencontro que injeta vitalidade nas carreiras fonográficas de Elton e de Russell sem soar especialmente marcante ou antológico. A rigor, The Union soa mais como um disco de Elton do que de Russell, talvez pelo fato de o autor de Daniel assinar a maior parte do repertório com seu fiel parceiro letrista Bernie Taupin. Embora menos presente nos créditos das músicas, o nome de Russell se impõe no country A Dream Come True - faixa cujo final soa quase como uma jam, raro momento em que o álbum sai dos trilhos mais formais - e em If It Wasn't for Bad, tema que abre o disco com introdução de vozes que, mais tarde, vão ser ouvidas à moda gospel em In the Hand of Angels, em There's No Tomorrow e no blues Hearts Have Turned to Stone. (exemplo da afinidade entre Russell e Bernie Taupin). Entre blues (Monkey Suit) e country (Jimmie Rodgers's Dream), The Union apresenta uma série de baladas. Da safra de baladas, Eight Hundred Dollar Shoes é o destaque, seguida de perto por Never Too Old (To Hold Somebody) - belo libelo em favor do amor maduro - e de mais longe por When Love Is Dying. Já The Best Part of the Day soa aquém do padrão da dupla Elton John & Bernie Taupin, mas é exemplo da importância que o piano tem no disco e na construção dos arranjos - mesmo quando uma guitarra se faz ouvir com mais pegada, como em I Should Have Sent Roses. Harmoniosa, a união das vozes de Elton e Leon reitera a boa impressão deixada pelo CD.