Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Eis a capa de 'Pirâmide', primeiro disco solo de Rafael Rocha, do grupo Tono

Na sequência da edição do primeiro álbum solo da cantora e compositora baiana Ana Cláudia Lomelino (mãeana, lançado pela gravadora Joia Moderna neste mês de outubro de 2015), o baterista e compositor do grupo Tono, Rafael Rocha, também lança seu primeiro álbum solo paralelamente ao trabalho que desenvolve na banda carioca da qual Lomelino é vocalista. Com capa que expõe foto de Carolina Amorim, o disco se chama Pirâmide e tem lançamento programado para 10 de novembro de 2015 em edição digital e em edição física em CD. Pirâmide vai chegar ao mercado fonográfico com distribuição da Tratore. Cantor, compositor, baterista e produtor musical carioca, Rafael Rocha é o autor de Delírio - a marcha pop que batiza o recém-lançado sexto álbum de Roberta Sá - e de duas músicas do Tono que ganharam a voz icônica de Ney Matogrosso, Não consigo (Rafael Rocha, 2011) e  Samba do blackberry (Alberto Continentino e Rafael Rocha, 2011).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Tono lembra no Facebook que gravou em 2010 música inédita do CD de Gal

Com sutileza e elegância, sem querer polemizar, o grupo carioca Tono lembrou em post na sua página oficial no Facebook que gravou em 2010 - para ser lançada como faixa-bônus de seu segundo álbum, Tono (Oi Música, 2010) - a música Casca, parceria dos compositores cariocas Alberto Continentino (um dos produtores do segundo álbum do Tono) e Jonas Sá. Casca figura no repertório do álbum Estratosférica (Sony Music, 2015), tendo sido apresentada como uma das 15 músicas inéditas do disco lançado pela cantora baiana Gal Costa neste mês de maio de 2015. E, de fato, a música Casca parece ser oficialmente inédita em disco, já que, embora a gravação de Casca pelo Tono possa ser ouvida no portal SoundCloud, a gravação não esta incluída na edição do álbum Tono oferecida para download gratuito no site oficial do grupo e tampouco aparece como faixa-bônus na edição do álbum Tono vendida no iTunes. O que garante o ineditismo fonográfico alardeado pelo texto que apresenta o disco de Gal no hotsite criado para promover Estratosférica.

sábado, 6 de setembro de 2014

Alice dá pista de CD ao cruzar hit de Lilian, tema autoral e Tono em show

Em 1978, Lilian Knapp - cantora carioca projetada nos anos 1960 em dupla formada com Leno no reino da Jovem Guarda - voltou às paradas do mercado fonográfico brasileiro com compacto simples promovido com a canção Sou rebelde, versão em português de Paulo Coelho para Soy rebelde, pueril  balada espanhola composta por Manuel Alejandro com Ana Magdalena e lançada em 1971 na voz de Jeanette, cantora de origem inglesa. Decorridos 36 anos, Sou rebelde ganha a voz de Alice Caymmi em gravação feita para o segundo álbum da cantora carioca, Rainha dos raios, previsto para ser lançado neste segundo semestre de 2014. Alice deu pistas do disco ao comandar a parte musical do show performático da oitava edição da série Palavras cruzadas, projeto multimídia dirigido por Marcio Debellian. Além do hit Sou rebelde, Alice apresentou boa música inédita de sua autoria - Antes de tudo, valsa também presente no CD - e deu voz à música do terceiro álbum do grupo carioca Tono, Como vês (Bruno Di Lullo e Domenico Lancellotti, 2013), entre outros números musicais feitos entre projeções de vídeos e intervenções teatrais do artista plástico Guga Ferraz e do videomaker Rafael Puetter, o Rafucko, na estreia do show-performance em 5 de setembro de 2014 no teatro do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ). Até sucesso da banda norte-americana KC and The Sunshine Band na era da disco music, Keep it comin' love (Harry Wayne Casey e Richard Finch, 1977), entrou na dança pop. Eis o roteiro seguido por Alice Caymmi - em foto de Rodrigo Goffredo - com Guga e Rafucko na estreia do show, em cartaz até 7 de setembro:

* Trechos de programa de rádio (off)
1. Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973)
2. Antes de tudo (Alice Caymmi, 2014)
*  Guga Ferraz: Gás lacrimogêneo
*  Rafucko: Policial maluco

3. Cuidado com o bulldog (Jorge Ben Jor, 1975)
*  Rafucko: Vândalo apressado
*  Guga Ferraz: pedra portuguesa

4. Sou rebelde (Soy Rebelde) 
    (Manuel Alejandro e Ana Magdalena, 1971, em versão em português de Paulo Coelho, 1978)
* Rafucko: jornalista
5. Speak softly love (Nino Rota e Larry Kusik, 1972)
6. Keep it comin' love (Harry Wayne Casey e Richard Finch, 1977)
*  Rafucko: Amaury Jr.
*  Guga Ferraz: Coxinha
7. Baço (Criação coletiva)
8. Como vês (Bruno Di Lullo e Domenico Lancellotti, 2013)
*  Rafucko: Texto sobre medo, segurança e poder
*  Guga Ferraz: Poder
9. Iansã (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1972)
*  Guga Ferraz: Texto sobre o tempo
*  Marchinha-jingle promocional da candidatura política de Alice Caymmi

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Produzido por Arto Lindsay, 'Aquário' mostra o Tono imerso em águas turvas

Resenha de CD
Título: Aquário
Artista: Tono
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * 1/2

 Grupo que vem ascendendo na cena indie carioca desde que lançou seu primeiro álbum, o Tono refina seu som sob a batuta do produtor Arto Lindsay, piloto de Aquário, terceiro e mais bem-acabado disco da banda, gravado entre o fim de 2012 e o início de 2013 sob a direção artística do próprio Tono. O fato de Ney Matogrosso ter dado visibilidade nacional ao quinteto carioca fora da cena indie - ao incluir Não consigo e Samba do blackberry no roteiro de seu atual show, Atento aos sinais (2013) - talvez atraia atenção adicional para o disco, mas é pouco provável que Aquárifisgue público para o Tono. Ainda que sua costura sonora seja fina, o sucessor de Tono auge (2009) e Tono (2010) mostra o grupo imerso nas águas turvas do experimentalismo, sobretudo nas duas primeiras músicas do disco, Murmúrios (Bruno Di Lullo e Domenico Lancellotti) e Sonho com som (Alberto Continentino e Rafael Rocha). São águas através das quais, citando versos de Murmúrios, o grupo"navega só e nu onde não tem cor e sol não parece haver". Com o toque baiano da percussão de Gustavo Di Dalva, Leve (Rafael Rocha) faz jus ao título e rompe momentaneamente com o hermetismo que pauta faixas posteriores como Ufo (Ana Claudia Lamelino, Bruno Di Lullo e Bem Gil) e Pistas de luz (Rafael Rocha). Nada contra discos viajantes. A questão é que a sonoridade de Aquárié bem superior ao repertório autoral composto por Ana Claudia Lomelino, Bem Gil, Bruno Di Lullo e Rafael Rocha - músicos e compositores que formam o Tono com Eduardo Manso - com adesões eventuais de nomes como Bela Meirelles e José de Castro, parceiros de Rafael Rocha na letra de Tu cá tu lá, tema veloz que, diante das viagens de outras músicas, talvez até mereça o rótulo pop em álbum que parece fazer questão de se distanciar do ouvinte. O confronto do repertório autoral do Tono com Chora coração - música composta por Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) com Vinicius de Moraes (1913 - 1980) para a trilha sonora do filme A casa assassinada (Brasil, 1971) - evidencia o quão longe Aquáripoderia ir se o cancioneiro do grupo tivesse arquitetura mais sedutora em sua essência. A releitura contemporânea de Chora coração - feita com a adesão afetiva de Maria Luiza Jobim, filha de Tom - surpreende positivamente e se alinha entre os pontos altos do disco com a já citada Leve e com o samba Da Bahia, parceria de Ana Cláudia Lamelino com Gilberto Gil, coautor da letra. Pai de Bem, Gil contribuiu com sua voz e seu violão para a faixa. Enfim, por mais que Aquárirecompense quem mergulhar nas águas do Tono, o álbum esbarra na irregularidade de seu repertório, ainda que tenha boas letras (sobretudo as escritas com lirismo e poesia por Rafael Rocha, com menção honrosa para os versos de A cada segundo). Outro problema é o canto esmaecido de Ana Cláudia Lomelino. Tivessem a energia de uma voz como a de Alice Caymmi, para citar cantora sintonizada com o espírito e o som do Tono, músicas como Do futuro (Dom) (Ana Cláudia Lomelino e Bem Gil) ganhariam cor e vida. De toda forma, Aquáriparece ambicionar somente elogios dentro do volátil mundinho hype. E, nesse sentido, o CD vai ser muito bem-sucedido.  Mas jamais irá além do hype.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tono inclui tema de Tom & Vinicius no 'Aquário' arquitetado com Lindsay

Música composta por Antonio Carlos Jobim (1927 - 1994) com Vinicius de Moraes (1913 - 1980) para a trilha sonora do filme A casa assassinada (Brasil, 1971), Chora coração ganha registro do grupo carioca Tono. Feita com a participação especial de Maria Luiza Jobim, filha de Tom, a gravação integra o repertório do terceiro álbum do Tono, Aquário, gravado e mixado no estúdio Monoaural, no Rio de Janeiro (RJ), com produção de Arto Lindsay. Chora coração é bissexta releitura de disco essencialmente autoral. Como vês e Tu cá tu lá figuram entre as 11 músicas de Aquário. Pronto e já no forno, o CD vai ser lançado neste último trimestre de 2013.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tono reedita primeiro CD, lança segundo em vinil e faz terceiro com Arto

Em ascensão na cena indie nativa, o grupo carioca Tono começou a gravar seu terceiro álbum nesta última semana de outubro de 2012, sob a batuta do produtor norte-americano Arto Lindsay. Enquanto prepara o terceiro CD, que sai em 2013, a banda relança o primeiro álbum (Tono Auge, 2009) pelo selo Oi Música e embala o segundo (Tono, 2010) no formato de vinil.