♪ Ambientada na fictícia favela Morro da Macaca, a próxima novela das 21h da Rede Globo - A regra do jogo, programada para estrear em 31 de agosto de 2015 - vai ter sambas e funks na trilha sonora. Além de Alcione, escalada para interpretar Juízo final (Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, 1973), a seleção musical da trama de João Emanuel Carneiro vai pôr em cena gravações de Mosquito (Papel de bobão, Mosquito, 2015) e Zeca Pagodinho (Ser humano, Claudemir, Marquinho Índio e Mário Cleide, 2015 - samba que deu título ao álbum de inéditas lançado por Zeca em abril deste ano de 2015). Comparado a Zeca em início de carreira, Mosquito - em foto de Fernando Young - lança o primeiro álbum e já emplaca sua segunda música consecutiva em trilha de novela exibida pela TV Globo às 21h. Seu samba Ô sorte (Mosquito, Tinho Brito e Márcio Claro, 2015) esteve em rotação na trilha sonora de Babilônia, novela que sairá do ar em 29 de agosto de 2015.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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sábado, 8 de agosto de 2015
terça-feira, 23 de junho de 2015
Com evocações de Zeca, Mosquito toma partido do melhor samba do quintal
Resenha de álbum
Título: Mosquito
Artista: Mosquito
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * *
Título: Mosquito
Artista: Mosquito
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * *
♪ Ok, o bordão ô sorte - usado por Mosquito no título e no refrão de seu samba de maior sucesso, Ô sorte (Mosquito, Tinho Brito e Márcio Claro), propagado na trilha sonora da novela Babilônia (TV Globo, 2015) - soa como uma apropriação do patrimônio musical de Wilson das Neves, propagador desse bordão no mundo do samba. Mas Mosquito - nome artístico do cantor e compositor carioca Pedro Assad Medeiros Torres - chega no terreirão do samba com jeito de bamba precoce, a julgar por seu primeiro álbum, Mosquito, lançado neste mês de junho de 2015 pela gravadora Sony Music dois meses após a edição de EP digital. Até a semelhança física com Zeca Pagodinho em início de carreira - realçada pelo jeito franzino de ambos - ajuda a posicionar Mosquito no quintal carioca. O banjo tatuado nas costas - alardeado logo na primeira linha do texto que apresenta o disco - é figura que também evoca a boa procedência do samba de Mosquito. Fosse 35 mais velho, Mosquito provavelmente teria estado na turma que renovou o samba - na virada dos anos 1970 para a década de 1980 - na quadra do Cacique de Ramos. Basta ouvir um partido alto como Vou ver Juliana (Mosquito e Tinho Brito) para atestar que Mosquito faria bonito numa roda do Cacique. Sintomaticamente, Zeca Pagodinho (descoberto por Beth Carvalho no Cacique) participa do disco - produzido por seu compadre artístico Max Pierre - em samba, Atalho (Cléber Augusto, Djalma Falcão e Jorge Aragão), lançado há 14 anos pelo grupo Fundo de Quintal no álbum Papo de samba (BMG, 2001). De todo modo, embora tome partido do melhor samba do quintal carioca, se desviando da trilha do pagode pop, Mosquito também faz conexões com nomes surgidos após a era do Cacique do Ramos. Cantor e compositor que sempre se equilibrou entre o samba de boa cepa e o pagode de extrato mais populista, Xande de Pilares dá boas contribuições ao álbum de Mosquito com os sambas O amor mandou dizer (Xande de Pilares e Gilson Bernini) - de cuja gravação figura como convidado - e Cadê a viola, Maria? (Xande de Pilares, Gilson Bernini e Mosquito). Entre sambas dolentes como O destino escolheu (Mosquito) e Só por hoje (Mosquito), o partideiro narra em O dono da favela (Mosquito) a história trágica de menino da comunidade aliciado pelo crime e dá a decisão em Não enche (Caetano Veloso, 1997). Lançado por seu compositor Caetano Veloso com a batida do samba-reggae no álbum Livro (Polygram, 1997), o samba se ajusta bem ao tom pagodeiro do registro de Mosquito. Enfim, Mosquito chega com moral no mundo do samba, reproduzindo até os códigos machistas desse universo nos versos de Papel de bobão (Mosquito). Resta saber se há ainda espaço no mercado fonográfico para um disco que - a despeito de ostentar as percussões de Pretinho da Serrinha, expoente do samba pop - gira em torno de roda tradicional.
domingo, 26 de abril de 2015
Mosquito tenta sorte no mercado com EP digital que dá prévia de seu álbum
♪ Com o aval de Caetano Veloso e a estrutura da Uns & Outros Produções, empresa de Paula Lavigne, Mosquito - nome artístico do cantor e compositor carioca Pedro Assad Medeiros Torres - lança EP nas plataformas digitais através da gravadora Sony Music. Puxado pelo samba Ô sorte (Mosquito, Tinho Brito e Márcio Claro), já em rotação na trilha sonora da novela Babilônia, o EP de cinco músicas da prévia do álbum que Mosquito vai lançar em junho deste ano de 2015 via Sony Music. No disco, o sambista canta músicas como o partido alto Vou ver Juliana (Mosquito e Tinho Brito). Xande de Pilares é o convidado da faixa O amor mandou dizer - samba feito por Xande em parceria com Gilson Bernini.
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