Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Arrigo Barnabé. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arrigo Barnabé. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pretto e Swami se alimentam da carne de canções de Arrigo, Kiko e Tatit

O cantor Marcelo Pretto (do grupo paulistano Barbatuques) e o violonista Swami Jr. lançam hoje o álbum A carne das canções, já disponível para audição no portal da gravadora Borandá. No disco, gravado entre junho e julho deste ano de 2014 sob produção de Beto Villares, o intérprete e o músico paulistas se alimentam da carne de canções de compositores associados a música da cidade de São Paulo (SP) como Arrigo Barnabé, Kiko Dinucci, Leandro Medina, Luiz Tatit e Rodrigo Campos, entre outros. A música-título A carne das canções é parceria de Swami com o compositor português Tiago Torres da Silva. Já Pretto assina Tupepe, o loop que encerra o disco. Eis as 15 músicas - e os respectivos compositores - do álbum que vai estar no mercado fonográfico, a partir de 10 de outubro de 2014, em edição física em CD:

1. Ratapaiapatabarreno (Douglas Germano) 
2. Abre a casa (Beto Villares) 
3. Nessa cidade (Fabio Barros)
4. Araripe ararat (Chico Saraiva e Mauro Aguiar)
5. Pretinha (Leandro Medina) 
6. Vai, menina, vai (Arrigo Barnabé) 
7. Olhos da cara (Kiko Dinucci e Sinhá) 
8. Paisagem na neblina (Rodrigo Campos) 
9. Pixaim (Walter Freitas e Joãozinho Gomes) 
10. Esqueci de ficar triste (Kiko Dinucci e Jonathan Silva)
11. Iara (Antonio Loureiro e Luiz Tatit) 
12. Labirinto azul (Lincoln Antonio & Walter Garcia) 
13. Guia cruzada (Douglas Germano) 
14. A carne das canções (Swami Jr. e Tiago Torres da Silva) 
15. Tupepe (loop) (Marcelo Pretto) 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Vânia rebobina músicas de Arrigo e Itamar ao debutar no mercado digital

Cantora paulista de voz associada à revolução estética capitaneada por Arrigo Barnabé e por Itamar Assumpção (1949 - 2003) na música brasileira, no começo dos anos 80, Vânia Bastos recorre ao cancioneiro destes dois emblemáticos compositores da Vanguarda Paulista em sua estreia no mercado de música digital. Com arranjos e o violão de Ronaldo Rayol, a intérprete rebobina Lenda (Arrigo Barnabé, 1984) e Mal Menor (Itamar Assumpção, 1988) em Single, seu primeiro lançamento digital, já disponível no iTunes. As duas músicas já tinham sido gravadas pela cantora. Lenda integrou o repertório do álbum Vânia Bastos e Eduardo Gudin (1980). Já Mal Menor fez parte do repertório do show perpetuado no CD e DVD Tocar na Banda (2007).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Livro analisa o canto inusitado das vozes da vanguarda paulista dos 80

Resenha de livro
Título: A Voz na Canção Popular Brasileira - Um Estudo sobre a Vanguarda Paulista
Autoria: Regina Machado
Editora: Ateliê Editorial
Cotação: * * * *

A partir de 1980, intérpretes como Ná Ozzetti, Tetê Espíndola e Vânia Bastos deram voz a um novo tipo de canto na música popular do Brasil. Guiadas por compositores como Arrigo Barnabé e Itamar Assumpação (1949 - 2003), pilares da vanguarda musical paulista surgida naquela década, tais cantoras criaram e desenvolveram padrões vocais até então inusitados no canto popular. É sobre esse período fértil da música paulista que a cantora, compositora e instrumentista Regina Machado se debruça nas 136 páginas de seu livro A Voz na Canção Popular Brasileira - Um Estudo Sobre a Vanguarda Paulista, recém-lançado pelo Ateliê Editorial. Feito com rigores técnicos e linguagem acadêmica (a autora é graduada em Música Popular pela Universidade Estadual de Campinas), o estudo é interessante por abordar em perspectiva um gênero musical pouco lembrado em livros. Os livros sobre a música brasileira dos anos 80 estão habitualmente centrados na explosão do pop rock nacional, mas a década também viu a revolução proposta por Arrigo, Itamar e Luiz Tatit, líder do Rumo, o grupo que projetou Ná Ozzetti. A propósito, uma das partes mais interessantes do livro é quando Regina Machado analisa detalhadamente a gravação da canção Sua Estupidez (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969) feita por Ná em 1988 com arranjo criado por Dante Ozzetti a partir da interpretação da cantora, então iniciando carreira solo. Contemporânea de Ná, Tetê Espíndola também tem sua gravação de Londrina (Arrigo Barnabé) - feita em 1981 - dissecada por Regina Machado. Da mesma forma, o canto inovador de Itamar Assumpção em Nego Dito (Itamar Assumpção, 1981) é estudado com ineditismo neste livro mais indicado para cantores e músicos capazes de entender a linguagem técnica adotada pela autora. A análise é consistente.