♪ Até então um trio formado por Gabriel Thomaz (voz e guitarra), Bacalhau (bateria) e Flávia Couri (baixo), o grupo carioca Autoramas virou um quarteto. Bacalhau pediu para sair e foi substituído por Fred Castro. Baixista de bandas como Lafayette e os Tremendões, Melvin foi convidado a assumir o posto de Couri, que se mudou para a Dinamarca. Paralelamente, a banda passa a contar com Érika Martins (da desativada banda Penélope e até então em carreira solo) na guitarra, nos teclados, na percussão e também na voz. É com essa nova formação que o Autoramas - em foto de Felipe Diniz - alinhava repertório para vindouro álbum, ainda sem data para ser apresentado no mercado fonográfico.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Entrosada, dupla 'Érika & Gabriel' prova com o EP '2015' que o rock é a moda
Resenha de EP digital
Título: 2015
Artista: Érika & Gabriel
Gravadora: Transfusão Noise Records
Cotação: * * * *
Disco disponível para audição no portal SoundCloud
Título: 2015
Artista: Érika & Gabriel
Gravadora: Transfusão Noise Records
Cotação: * * * *
Disco disponível para audição no portal SoundCloud
♪ 2015 entra em cena com mais uma dupla, Érika & Gabriel, no país do sertanejo. Mas o rock é a moda de Érika Martins (cantora, compositora e guitarrista paulista projetada nos anos 1990 na extinta banda baiana Penélope) e Gabriel Thomaz (cantor, compositor e guitarrista brasiliense do grupo carioca Autoramas). Com a adesão de Fred Castro, baterista carioca que tocou no grupo Raimundos de 1992 a 2007, Érika & Gabriel se afinaram - na música e na vida - e gravaram o EP 2015, já disponível para audição no portal SoundCloud. Entrosada, a dupla apresenta quatro gravações no disco, sendo que duas das quatro músicas são inéditas de autoria da dupla. Demais (Érika Martins e Gabriel Thomaz) é rock cantado por Érika que injeta guitarras envenenadas na veia. Já A sua vinda até aqui (Érika Martins e Gabriel Thomaz) - outra faixa cantada por Érika - expõe a veia pop que sempre saltou tanto no som do Autoramas como na música da Penélope. Mas as guitarras continuam em primeiro plano, abafadas somente nos trechos turbinados com efeitos e sons dos vídeos games típicos dos anos 1980. Tais efeitos também aditivam a enérgica regravação de Rolo compressor (Pedro Veríssimo e Fernando Aranha, 2004), rock de cepa pop lançado por Érika em seu segundo álbum solo, Modinhas (Coqueiro Verde Records, 2014). Das duas regravações, o cover de Be my baby (Phil Spector, Jeff Barry e Ellie Greenwich, 1963) - primeiro sucesso do trio feminino norte-americano The Ronettes (1959 - 1966) - é o mais criativo e surpreendente. É a faixa na qual se ouve a voz de Gabriel Thomaz. Voz colocada de forma tão soturna que Be me baby adquire tom dark até desaguar no refrão cantado por Érika de forma reverente à gravação original do grupo The Ronettes. As guitarras dão pressão ao sedutor cover, ratificando que a moda da dupla Érika & Gabriel é o rock que resiste e insiste no país do sertanejo pop.
sábado, 31 de maio de 2014
Em cena, 'Modinhas' de Érika ganham ruídos e perdem sutilezas do disco
Resenha de show
Projeto: Ruído novo
Título: Modinhas
Artista: Érika Martins (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Oi Futuro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 30 de maio de 2014
Cotação: * * *
Projeto: Ruído novo
Título: Modinhas
Artista: Érika Martins (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Oi Futuro Ipanema (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 30 de maio de 2014
Cotação: * * *
Em seu segundo e melhor álbum solo, Modinhas (Coqueiro Verde Records, 2014), a cantora e compositora Érika Martins partiu desse estilo de canção melancólica - de origem portuguesa - para cantar músicas novas e antigas com sons contemporâneos que, de certa forma, traduzissem e atualizassem o estado de espírito desse gênero identificado com o passado remoto da música brasileira. No show Modinhas, norteado pelo repertório do disco, essas músicas ganham peso ao mesmo tempo em que perdem as sutilezas e delicadezas do disco. Ficou difícil identificar, por exemplo, a poesia solene da Modinha (Serestas - Peça nº 5) (Heitor Villa-Lobos e Manuel Bandeira, 1925) na atmosfera hard do arranjo do show, apresentado no teatro do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), dentro do projeto Ruído novo. Já na abertura do show, Érika amplificou a ambiência noise com que abordou Modinha (A rosa) (Sérgio Bittencourt, 1968) no CD. Por conta da pressão dos arranjos, geralmente situados dentro do universo roqueiro, o solo vocal de Bonita (2014) não fez jus ao título dessa balada do compositor carioca Marcelo Frota, o MoMo. Contudo, os ruídos do show - pertinentes em alguns números - jamais impediram a percepção da observação espirituosa feita por Tom Zé em A curi (2014), música que o compositor baiano deu a Érika para o álbum Modinhas motivado pela leitura roqueira que a artista tinha feito - quando ainda integrava a já desativada banda baiana Penélope - de sua seminal canção Namorinho de portão (Tom Zé, 1968), revivida aliás no show em número que resultou num dos melhores momentos da apresentação de 30 de maio de 2014. Recorrente em vários números do show, a presença do tecladista convidado Humberto Barros se mostrou especialmente necessária em Dar-te-ei (Marcelo Jeneci, Helder Lopes, José Miguel Wisnik e Verônica Pessoa, 2010) - canção em que Marcelo Jeneci explicita sua devoção ao Roberto Carlos da Jovem Guarda - e no rock Você não serve pra mim (Renato Barros, 1967), hit do Rei nas jovens tardes de domingo com o qual a cantora arrematou o bis. Entre esses dois números que evocam a era do iê-iê-iê romântico, Érika apresentou com "clima David Lynch" a sedutora e tristonha balada Garota, interrompida (Érika Martins e Luis Pereira, 2014), destaque da safra autoral do álbum Modinhas. No bis, dois pop rocks da lavra do compositor gaúcho Pedro Veríssimo - Rolo compressor (Pedro Veríssimo e Fernando Aranha, 2014) e Sacarina (Pedro Veríssimo e Iuri Freiberger, 2009), este do primeiro disco solo da cantora, projetada nos anos 1990 como vocalista da banda baiana Penélope - reiteraram a sensação de que o show Modinhas foi entrando progressivamente no tom, entre perdas (de sutilezas) e ganhos (de ruídos), causando boa impressão ao espectador.
Érika insere Cure e Renato Barros no roteiro do ruidoso show 'Modinhas'
Com o tecladista convidado Humberto Barros já de volta ao palco do teatro do Oi Futuro Ipanema, Érika Martins ressaltou - no bis da primeira das duas apresentações de seu show Modinhas agendadas dentro do projeto Ruído novo - que, em projeto paralelo, integra o grupo Lafayette & os Tremendões, coletivo carioca liderado pelo pianista e organista carioca Lafayette Coelho Vargas Limp, cujo som é ouvido em boa parte dos discos da Jovem Guarda. Foi a deixa para a cantora e compositora - revelada nos anos 1990 como vocalista da desativada banda baiana Penélope - encerrar a apresentação com enérgica abordagem de Você não serve pra mim, rock do compositor Renato Barros lançado por Roberto Carlos em 1967. Além do standard de Barros, a artista incluiu no roteiro de Modinhas um sucesso do grupo inglês The Cure, In between days (Robert Smith, 1985), gravado pela cantora em dueto com Herbert Vianna no terceiro disco solo do vocalista e guitarrista do trio carioca Paralamas do Sucesso, O som do sim (EMI Music, 2000), e revivido por Érika - novamente em duo com Herbert - no DVD que gravou para o Canal Brasil no Rio de Janeiro (RJ), sob a direção de Darcy Burger, na última quarta-feira, 28 de maio de 2014, dois dias antes de apresentar no Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), o show baseado em seu segundo álbum solo, Modinhas (Coqueiro Verde Records, 2014). Show que, mais até do que o disco, explicita que o termo modinha, no caso de Érika Martins, tem significado abrangente, devendo ser entendido como um estado de espírito, não somente como o gênero de canção sentimental e melancólica surgida no Brasil no século 18. Eis o roteiro seguido por Érika Martins - vista com Humberto Barros na foto de Mauro Ferreira - no show feito em 30 de maio de 2014 no teatro do Oi Futuro Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), dentro do projeto Ruído novo, dedicado a sons indies:
1. Modinha (A rosa) (Sérgio Bittencourt, 1968)
2. Modinha (Serestas - Peça nº 5) (Heitor Villa-Lobos e Manuel Bandeira, 1925)
3. Bonita (Marcelo Frota, 2014)
4. A curi (Tom Zé, 2014)
5. Casinha pequenina (Autor e ano desconhecidos)
6. In between days (Robert Smith, 1985)
7. Prelúdio para ninar gente grande (Menino passarinho) (Luiz Vieira, 1962)8. Dar-te-ei (Marcelo Jeneci, Helder Lopes, José Miguel Wisnik e Verônica Pessoa, 2010)
9. Namorinho de portão (Tom Zé, 1968)
10. Garota, interrompida (Érika Martins e Luis Pereira, 2014)
11. Fundidos (Botika, 2014)
12. Memorabília (Érika Martins, 2014)
Bis:
13. Rolo compressor (Pedro Veríssimo e Fernando Aranha, 2014)
14. Sacarina (Pedro Veríssimo e Iuri Freiberger, 2009)
15. Você não serve pra mim (Renato Barros, 1967)
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Além do gênero, Érika Martins revitaliza modinhas à sua moda pop 'indie'
Resenha de CD
Título: Modinhas
Artista: Érika Martins
Gravadora: Coqueiro Verde Records
Cotação: * * * *
Título: Modinhas
Artista: Érika Martins
Gravadora: Coqueiro Verde Records
Cotação: * * * *
Mais do que um gênero de origem portuguesa de tonalidade romântica, a modinha é encarada como um estado de espírito por Érika Martins em seu segundo álbum solo, Modinhas. Isso explica porque uma bela balada melancólica como Garota, interrompida - parceria de Érika com Luisão Pereira, colega da cantora na desativada banda baiana Penélope - não destoa do espírito do CD que vai ser efetivamente posto à venda no mercado fonográfico pela Coqueiro Verde Records a partir deste mês de janeiro de 2014. Afinal, a tristeza embutida em Garota, interrompida - e realçada pela pegada do trio paranaense Nevilton - é de certa forma derivada do chororô típico das modinhas que aportaram no Brasil no século 18 e se consolidaram no país ainda imperial e culturalmente colonizado do século posterior. Érika Martins canta modinhas à sua moda pop indie. É esse desapego ao passado que impede Modinhas de soar mofado, antigo. Produzido por Felipe Rodarte sob a direção artística de Constança Scofield, o CD entrelaça presente e passado sem ar nostálgico. Isso faz com que, no diálogo musical de Modinhas, um aderente pop rock como Rolo compressor (Pedro Veríssimo e Fernando Aranha) - que poderia ser hit se o rock ainda fosse moda no Brasil - se afine com a releitura de Casinha pequenina (autor desconhecido), erguida harmoniosamente por Érika na praia do reggae e na onda do som dos Balcãs (região do Sudeste europeu). Casinha pequenina - que já abrigou vozes de cantores como o carioca Silvio Caldas (1908 - 1998) e a capixaba Nara Leão (1942 - 1989) - ressurge remodelada no registro de Érika, mas com a arquitetura melódica original. O respeito às melodias - novas ou antigas - legitima a incursão da cantora por duas modinhas. Uma é a Modinha do compositor carioca Sérgio Bittencourt (1941 - 1979), lançada em 1968 na voz consciente do cantor uruguaio brasileiro Taiguara (1945 - 1996) e repaginada pela artista em clima noise. A outra é a Modinha de outro compositor carioca, Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959), que ganhou versos solenes do poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968). Peça 5 da obra Serestas (1925), a Modinha de Villa-Lobos é - na gravação feita por Érika com o cantor pernambucano Otto - o ponto de contato mais próximo do disco com a forma tradicional do gênero musical que o inspirou. Mesmo assim, Villa-Lobos é inserido em universo indie. Em outro lugar do passado, a regravação de Dar-te-ei (Marcelo Jeneci, Helder Lopes, José Miguel Wisnik e Verônica Pessoa) - música do primeiro álbum do paulista Marcelo Jeneci, Feito pra acabar (Slap, 2010) - enfatiza a influência benéfica que a Jovem Guarda exerce no som de Jeneci. Dar-te-ei é cantada por Érika com a necessária leveza e com o toque do grupo carioca Autoramas. Entre a levada roqueira de Fundidos (tema da lavra de Botika Botikay, vocalista do grupo carioca Os Outros) e a respeitosa abordagem de Prelúdio pra ninar gente grande (Menino passarinho) (Luiz Vieira), feita com o duo chileno Perrosky, Modinhas apresenta inédita de Tom Zé, A curi, criada pelo compositor baiano - no tom lúdico que caracteriza parte de sua obra - para Érika, em agradecimento ao fato de a cantora ter dado voz à sua música Namorinho de portão (1968) em disco da banda Penélope. Bonita - balada do compositor carioca Marcelo Frota (o MoMo) que faz jus ao título - contribui para alargar o eixo estético de disco que se equilibra com graça entre passado e presente. Por mais que música ligeiramente menos envolvente como Memorabília (de autoria da própria Érika, com bom refrão) atenue por instantes o poder de sedução de Modinhas, o disco resulta coeso e mais interessante do que o primeiro CD solo da artista, Érika Martins (2009). À moda pop indie, Modinhas é álbum com cacife para impulsionar a carreira fonográfica de Érika Martins.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Érika Martins reúne Jeneci, Autoramas, Villa e Nevilton no álbum 'Modinhas'
♪ Nas lojas neste mês de novembro de 2013, em edição do selo Toca Discos e da Coqueiro Verde Records, o segundo álbum solo de Érika Martins, Modinhas, junta na ficha técnica nomes como Autoramas, Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959) - de quem a artista regrava com Otto Modinha, tema que tem versos do poeta Manuel Bandeira (1886 - 1968) - e Marcelo Jeneci. Na companhia do grupo carioca Autoramas, a cantora baiana dá voz a Dar-te-ei (Marcelo Jeneci, Helder Lopes, José Miguel Wisnik e Verônica Pessoa), música do primeiro álbum de Jeneci, Feito pra acabar (Slap, 2010). Já Fundidos - rock de autoria de Botika, vocalista do grupo carioca Os Outros - é cantado por Érika com o toque do trio paranaense Nevilton. O repertório também inclui a Modinha do compositor carioca Sérgio Bittencourt (1941 - 1979), lançada em 1968 na voz firme do cantor Taiguara (1945 - 1996). Com capa estilosa que expõe Érika em foto de Daryan Dornelles, o CD Modinhas foi gravado no estúdio Toca do Bandido, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), com a produção de Felipe Rodarte.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Venegas inclui dueto com Érika no roteiro de seu terceiro show no Rio
Julieta Venegas incluiu número com Érika Martins no roteiro de seu terceiro show no Rio de Janeiro (RJ). Projetada como vocalista da banda Penélope, a cantora brasileira gravou versão em português de música de autoria da estrela do pop mexicano, Lento (Julieta Venegas e Coti Sorokin, 2003), em seu primeiro disco solo, Érika Martins (Toca Discos / Warner Music, 2009). A gravação de Lento foi feita com a participação da própria Julieta Venegas. Pois foi justamente Lento a música que as cantoras - em foto de Mauro Ferreira - reviveram juntas em dueto bilíngue feito no palco do Teatro Bradesco, no Rio de Janeiro (RJ), em 28 de maio de 2013, na primeira das duas apresentações de Venegas no novo teatro carioca. Venegas mostrou o show Los momentos ao seu público do Rio de Janeiro (RJ) já com certa intimidade com a plateia carioca, poia já tinha apresentado na cidade os shows de suas turnês El presente e Otra cosa, em dezembro de 2008 e em setembro de 2011, respectivamente. Por isso, parte do público já conhecia várias músicas do show, extraídas dos repertórios dos álbuns Buenivento (2000), Sí (2003), Limón y sal (2006), Julieta Venegas Unplugged MTV (2007) e Otra cosa (2010). Eis o roteiro seguido por Venegas na estreia carioca do show Los momentos:
1. Hoy (Julieta Venegas, 2013)
2. Bien o mal (Julieta Venegas, Alejandro Sergi e Cachorro López, 2010)
3. Sería feliz (Julieta Venegas, 2000)
4. Limón y sal (Julieta Venegas e Jorge Villamizar, 2006)
5. Por qué? (Julieta Venegas, 2013)
6. Lento (Julieta Venegas e Coti Sorokin, 2003) - com Érika Martins
Versão em português de Érika Martins
7. No hace falta (Julieta Venegas, Coti Sorokin e Cachorro López, 2006)
8. Eres para mí (Julieta Venegas e Anita Tijoux, 2006)
9. Te vi (Julieta Venegas, 2013)
10. Vuelve (Julieta Venegas, Anita Tijoux e Rubén Albarrán, 2013)
11. Ilusión (Julieta Venegas, 2007) - com Marisa Monte
Versão em português de Arnaldo Antunes e Marisa Monte
12. Algun día (Julieta Venegas, 2007)
13. Despedida (Julieta Venegas, 2010)
14. Un lugar (Julieta Venegas, 2010)
15. Los momentos (Julieta Venegas, 2013)
16. Canciones de amor (Julieta Venegas, 2006)
17. Un poco de paz (Julieta Venegas, 2013)
18. Nada importante (Julieta Venegas, 2013)
19. Sin documentos (Andrés Calamaro, 1993) - gravada por Julieta Venegas em 2006
20. Me voy (Julieta Venegas, 2006)
21. El presente (Julieta Venegas, 2007)
Bis:
22. Algo está cambiando (Julieta Venegas e Coti Sorokin, 2003)
23. Andar conmigo (Julieta Venegas e Coti Sorokin, 2003)
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