Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


Mostrando postagens com marcador Prêmio Caymmi de Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Prêmio Caymmi de Música. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º Prêmio Caymmi de Música laureia os emergentes do mar 'indie' da Bahia

SALVADOR (BA) - Aberta ao som de gravação de Doce (2008), música em que o compositor baiano Roque Ferreira saúda seu mestre conterrâneo e antecessor Dorival Caymmi (1914 - 2008), a cerimônia da primeira edição do Prêmio Caymmi de Música disse logo a que veio. A intenção do prêmio - realização da Via Press Comunicação e Eventos - era louvar Caymmi, que completaria 101 anos de vida naquela noite de 30 de abril de 2015, e ao mesmo tempo laurear os cantores, grupos e músicos que estão emergindo no populoso, mas ainda obscuro, mar indie de Bahia. Dali em diante, o palco do Teatro Castro Alves alternou saudações a Caymmi (feitas inclusive via telão por ícones da MPB e da Bahia como Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Gilberto Gil e Maria Bethânia), números musicais com artistas baianos que já ganharam visibilidade nacional - como Virgínia Rodrigues, Margareth Menezes, Orkestra Rumpilezz, entre outros - e entregas dos prêmios da noite a nomes dessa cena indie baiana. Apresentador da cerimônia roteirizada e dirigida por André Simões sob a supervisão de Elaine Hazin, o ator Jackson Costa entrou em cena dando voz a uma versão meio rapeada de João Valentão (Dorival Caymmi, 1953). Coube a Jackson coordenar os momentos em que convidados subiram ao palco para abrir os envelopes com os nomes dos vencedores eleitos pela comissão julgadora formada por Claudia Cunha, Luciano Matos, Luciano Salvador Bahia, Luisão Pereira e Ronei Jorge. Além de prêmios especiais, como o troféu concedido a Marilda Santana e Tuca Moraes (criadores em 1985 do Troféu Caymmi, origem do atual Prêmio Caymmi de Música), foram distribuídos 21 troféus alocados em três categorias básicas (Música, Show e Videoclipe). Dentro da categoria Música, o prêmio de melhor canção foi para Odisseia baiana, composição de Davi Correira e Thiago Lobão gravada na voz de Filipe Lorenzo, cantor que integra a banda Panos e Mangas e que se prepara para lançar seu primeiro álbum solo no segundo semestre deste ano de 2015. Já o prêmio de melhor tema instrumental foi para Noite cinza, dia anil, composição de Daniel Neto gravada pelo grupo Casa Verde. O melhor clipe ficou com A filha de Calmon, música gravada por Mamá Soares com o Coletivo Di Tambor. Charmoso, o vídeo também faturou o Prêmio Caymmi de Música de direção, confiada a um italiano, Max Gaggino, que se radicou na Bahia há alguns anos com uma mochila nas costas, como contou ao público de convidados ao receber seu troféu. Já o prêmio de melhor show surpreendeu por ter ido para um artista veterano, Tuzé de abreu, concorrente de nomes como Ganhadeiras de Itapuã, Ifá Afrobeat, Larissa Luz e Manuela Rodrigues. De modo geral, os prêmios foram pulverizados. Não houve um grande vencedor. A vitória foi de uma cena que, embora não tenha estado representada nos números musicais, se revelou efervescente, em busca do reconhecimento dado pelo Prêmio Caymmi de Música.  E por falar nos números musicais, eles valorizaram a cerimônia. Um dos mais empolgantes foi o encontro do grupo baiano de percussão Quabales com o internacional Stomp - como visto na foto de Marcelo Gandra. Encerrando a noite, Dori Caymmi - incentivador do Prêmio Caymmi de Música - deu sua voz grave à canção praieira O bem do mar (Dorival Caymmi, 1954) e ao samba Você já foi à Bahia? (Dorival Caymmi, 1941). No fim, premiados, convidados e organizadores se juntaram no palco do Teatro Castro Alves e foram para Maracangalha (Dorival Caymmi, 1956), encerrando o ciclo de comemorações do centenário de nascimento de Dorival Caymmi, pioneiro desbravador do mar musical da Bahia. Mar no qual muitos nomes ainda vão dar na praia, a julgar pela primeira edição do Prêmio Caymmi de Música.

 Notas Musicais viajou a Salvador (BA) a convite da produção do Prêmio Caymmi de Música

Margareth canta e reverencia o 'Buda nagô' no 1º Prêmio Caymmi de Música

SALVADOR (BA) - "Dorival é ímpar / Dorival é par / Dorival é terra / Dorival é mar / Dorival tá no pé / Dorival tá na mão / Dorival tá no céu / Dorival tá no chão / Dorival é belo / Dorival é bom / Dorival é tudo"... Assim que a cantora baiana Margareth Menezes surgiu no palco do Teatro Castro Alves cantando os versos do samba Buda nagô (1992), composto pelo baiano Gilberto Gil para louvar o compositor Dorival Caymmi (1914 - 2008), ilustre conterrâneo que propagou o samba de sua terra em todo o Brasil, um frisson tomou conta da plateia de convidados que assistiu à cerimônia de entrega da primeira edição do Prêmio Caymmi de Música. Realizado pela Via Press Comunicação e Eventos sob direção de Elaine Hazin, o Prêmio Caymmi de Música é dedicado à produção musical da cena indie da Bahia. Desdobramento do então desativado Troféu Caymmi, que laureou Margareth na sua primeira edição (referente à produção musical de 1985), o Prêmio Caymmi de Música entrou em cena na noite de ontem, 30 de abril de 2015, data em que Dorival completaria 101 anos se vivo fosse. Roteirizada pelo diretor André Simões e apresentada pelo ator Jackson Costa (visto ao lado de Margareth, tocando pandeiro, na foto de Marcelo Gandra), a cerimônia louvou Caymmi com depoimentos exibidos no telão - no qual se viu e ouviu saudações ao artista nas vozes de de nomes como Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Gilberto Gil e Maria Bethânia - e números musicais, vários feitos pela Orkestra Rumpilezz, regida pelo maestro Letieres Leite. Ao longo de quase três horas, o Prêmio Caymmi de Música distribuiu 21 troféus - alocados em três categorias principais (Show, Música e Videoclipe) - e celebrou o Buda nagô, o desbravador de mares musicais que desaguaram na atual cena independente da Bahia.

 Notas Musicais viajou a Salvador (BA) a convite da produção do Prêmio Caymmi de Música

1º Prêmio Caymmi de Música junta, na Bahia, Cascadura, Lazzo e Gerônimo

SALVADOR (BA) - A foto de Marcelo Gandra mostra o momento em que três icônicas vozes e figuras masculinas da cena musical soteropolitana se juntaram no palco do Teatro Castro Alves na noite de 30 de abril de 2015 para fazer um dos números mais aplaudidos da cerimônia de entrega da primeira edição do Prêmio Caymmi de Música. Fábio Cascadura (à esquerda), Lazzo Matumbi e Gerônimo caíram no samba do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008), cantando músicas como Eu cheguei lá, samba lançado em 1971 nas vozes do grupo fluminense MPB-4. Realização da empresa Via Press Comunicação e Eventos feita sob a direção geral de Elaine Hazin, o Prêmio Caymmi de Musica é um desdobramento do Troféu Caymmi, criado em 1985, mas desativado nos últimos anos. O objetivo é premiar nomes da cena indie da Bahia, abrangendo a música de Salvador (BA) e de cidades do interior do Estado. A apresentação de Cascadura, Lazzo e Gerônimo foi um dos números musicais da cerimônia roteirizada e dirigida por André Simões em louvação a Caymmi. O ator Jackson Costa apresentou e conduziu a cerimônia na qual foram entregues 21 troféus - divididos entre três categorias principais  (Show, Música e Videoclipe) - a nomes emergentes no sonoro mar da Bahia.

Notas Musicais viajou a Salvador (BA) a convite da produção do Prêmio Caymmi de Música

Quatro vozes da Bahia interpretam Dorival no 1º Prêmio Caymmi de Música

SALVADOR (BA) - A foto de Marcelo Gandra flagra quatro cantoras associadas à Bahia - Matildes Charles, Jussara Silveira, Claudia Cunha e Júlia Tazie - no palco da sala do Teatro Castro Alves em um dos números mais aplaudidos na cerimônia da primeira edição do Prêmio Caymmi de Música. Desdobramento do Troféu Caymmi, premiação criada em 1985 por Marilda Santana e Tuca Moraes que tinha sido desativada, o Prêmio Caymmi de Música fechou na noite de ontem, 30 de abril de 2015, o ciclo de comemorações pelo centenário de nascimento do compositor baiano Dorival Caymmi (1914 - 2008), laureando nomes da heroica cena indie baiana. Caymmi faria 101 anos na noite em que as quatro cantoras deram vozes a músicas de seu cancioneiro em número encerrado com a interpretação coletiva do samba Rosa Morena (1942). Matildes abriu o medley com Oração de Mãe Menininha (1972). Na sequência, Claudia entrou em cena para cantar Dora (1945), sendo seguida por Júlia, a quem foi confiado o canto da Modinha para Gabriela (1975). Mineira de vivência baiana, Jussara Silveira - que já dedicou ao cancioneiro de Caymmi um sublime disco editado pela gravadora Dubas Música em 1998 - foi a última a entrar em cena, cantando o samba Vou ver Juliana (1972). E por falar em cantoras da Bahia, Virgínia Rodrigues protagonizou o mais pungente número musical da premiação, dando sua voz lírica a Acalanto (1957) com o arranjo da Orkestra Rumpilezz, regida pelo maestro baiano Letieres Leite. A música de Caymmi seduziu com a voz de Virgínia e o toque magistral da Rumpilezz, orquestra que une tambores e percussões de forma inventiva. Aliás, números da Rumpilezz pontuaram o prêmio.

Notas Musicais viajou a Salvador (BA) a convite da produção do Prêmio Caymmi de Música