Mauro Ferreira no G1

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terça-feira, 23 de junho de 2015

Cauby canta Nat King Cole em disco nos tons apropriados para seus 84 anos

Resenha de CD
Título: Cauby sings Nat King Cole
Artista: Cauby Peixoto
Gravadora: Nova Estação
Cotação: * * *

♪ Morto há 50 anos, Nathaniel Adams Coles (17 de março de 1919 - 15 de fevereiro de 1965) se tornou Nat King Cole, um dos reis do canto da canção norte-americana. Mas, se quisesse, Cole poderia ter gravitado somente em torno do universo do jazz por ter sido um pianista de toque elegante. Mas Cole, embora influenciado pelo jazz e pelo suingue libertário do jazz, exercitou sua voz aveludada na interpretação de canções mais tradicionais do universo pop. E, por tradicional no caso, entenda-se a canção de requinte alcançável pelo grande público. É esse Nat King Cole que Cauby Peixoto canta, do alto de seus 84 anos, em álbum recém-lançado pela gravadora Nova Estação. Cauby - que canta Cole em inglês em oito das dez faixas do disco - também sofreu a tal influência do jazz no início da carreira, no começo da década de 1950, e até tentou (em vão) a sorte nos Estados Unidos com o pseudônimo artístico de Ron Coby. Foi dessa época - o fim dos românticos anos 1950 - que o cantor de origem fluminense tirou com o colega norte-americano a foto estampada na capa do CD Cauby sings Nat King Cole, produzido por Thiago Marques Luiz sob a direção musical do pianista Daniel Bondaczuk, criador dos arranjos de moldes tradicionais como canções como An affair to remember (Our love affair) (Harry Warren, Leo McCarey e Harold Adamson, 1957) - música envolta em cordas de ambiência clássica - e When I fall in love (Edward Heyman e Victor Young, 1952). Cauby canta Nat King Cole nos tempos e nos tons apropriados para seus 84 anos. A personalíssima voz de barítono - outrora amplificada por intencionais arroubos de interpretação - já perdeu naturalmente parte do alcance, da potência e do viço de tempos idos. Mas ainda é uma voz. E, quando Cauby dá essa voz grave a uma canção como Unforgettable (Irving Gordon, 1951), tem-se a certeza de se estar ainda diante de um senhor cantor. Dentro da atmosfera sempre tradicionalista do disco, Daniel Bondaczuk surpreende mais ao imprimir acento renascentista ao arranjode Monalisa (Jay Livingston e Ray Evans, 1959) - com o toque de seu acordeom - do que ao esboçar clima flamenco na introdução do bolero mexicano Noche de ronda (Agustín Lara, 1935), única música cantada em espanhol. Já Blue Gardenia (Bob Russell e Lester Lee, 1953) - única música do disco a que o público de Cauby já estava habituado a ouvir em sua voz desde os anos 1950, mas em versão em português - ganha certo suingue no toque do baixo de Eric Budney. No fim, em bom português, Cauby força emoção levemente mais exacerbada em Sorri (Smile) (Charlie Chaplin, John Turner e Geoffrey Parsons, 1936/1954, na versão em português de Braguinha). Enfim, Cauby Peixoto canta Nat King Cole em álbum dirigido aos seus velhos e fiéis fãs.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Cauby canta Nat King Cole em disco lançado 50 anos após a morte do cantor

♪ Projeto acalentado há anos pelo produtor Thiago Marques Luiz desde 2010, o disco em que o cantor fluminense Cauby Peixoto interpreta o repertório do cantor norte-americano Nat King Cole (1919 - 1965) vai ser lançado neste primeiro semestre de 2015, 50 anos após a morte de Cole. Finalizado em 2014, o CD Cauby sings Nat King Cole tem lançamento previsto para abril pela gravadora Nova Estação. A capa expõe rara foto de Cauby com Cole, tirada em Nova York (EUA) no fim da década de 1950, quando o cantor brasileiro morava nos Estados Unidos. O repertório é formado essencialmente por músicas gravadas em inglês por Cole e revividas por Cauby no seu idioma original. Entre elas, An affair to remember (Our love affair) (Harry Warren, Leo McCarey e Harold Adamson, 1957), Monalisa (Jay Livingston e Ray Evans, 1959), Smile (Charlie Chaplin, John Turner e Geoffrey Parsons, 1936 / 1954 - com letra), Unforgettable (Irving Gordon, 1951) e When I fall in love (Edward Heyman e Victor Young, 1952). Mas há música cantada em espanhol:  o bolero mexicano Noche de ronda  (Agustín Lara, 1935).