♪ Cantor e compositor baiano projetado no bloco afro Olodum antes de engatar carreira solo nos anos 1990, Jau procura ir além das fronteiras musicais de sua terra em Lázaro, álbum de inéditas que vai ser lançado no mercado fonográfico em março de 2015 através da gravadora paulistana Friends Music. O CD foi batizado com o nome do meio do artista, chamado Jauperi Lázaro dos Santos. Visto em foto de Zarella Neto na capa do disco (produzido por Vânia Abreu e Rodrigo Petreca sob a direção artística de Abreu), Jau canta inéditas como Planetário descendente (Jau e Tenilson Del Rey), Carne crua (Jau, Tenilson Del Rey e Gerson Guimarães), Conexão emocional (Jau), Mancha de dendê (Jau e Marcelo Quintanilha), Tranquilidade na cabeça (Jau e Dom Chicla) e Vestido azul (Jau). Nas dez músicas do álbum Lázaro, que tem direção de arte assinada por Guilherme Valverde, Jau tenta diálogo com a cena musical contemporânea de tom cosmopolita, buscando sonoridade formada por mix de violões - tocados pelo próprio Jau - com programações eletrônicas e percussões diversas. Jau - para quem não liga o nome à música do artista - é o compositor de sucessos da música baiana como Flores da favela.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Alê tempera o som de Jau com pop eletrônico, sem anular o sabor do dendê
Resenha de CD
Título: Aplausos para o Sol
Artista: Jau
Gravadora: Som Livre
Cotação: * * * 1/2
Título: Aplausos para o Sol
Artista: Jau
Gravadora: Som Livre
Cotação: * * * 1/2
Jauperi Lázaro dos Santos, o Jau, é rei na Bahia. Mas ambiciona estender seu reinado para o Brasil com este álbum produzido por Alê Siqueira. Aplausos para o Sol combina inéditas com sucessos do compositore egresso do grupo Olodum e da Banda Ifá. Solo, Jau busca se dissociar do rótulo de compositor de axé music sem renegar sua origem e o estilo que lhe deu fama em Salvador (BA). Produtor requisitado por cantoras como Ana Carolina e Thaís Gulin, Alê Siqueira pôs tempero pop eletrônico em músicas como Calor e Minha Preta sem anular o sabor do dendê já entranhado nestes temas quentes como o sol da Bahia. Com repertório inteiramente autoral, Aplausos para o Sol reitera - para quem se permitir ouvir - que Jau sempre foi (e continua sendo) um dos compositores mais inspirados do terreiro afro-baiano. Basta escutar a bela canção Flores da Favela - ora rebobinada com cordas e sopros arranjados com elegância pelo maestro Lincoln Olivetti - para perceber seu dom para criar melodias, exposto também na humanista Gente, faixa que aglutina músicos como Marcelo Jeneci (no piano elétrico), Dadi (no baixo) e Pedro Baby (nos violões de aço), além de coro infantil. A estelar ficha técnica do CD, aliás, já dá a dica da miscigenação que pautou o tratamento dado à obra autoral de Jau em Aplausos para o Sol. Parceria de Jau com Tenilson del Rey e Paulo Vascon, o samba Se Joga é incrementado com o suingue da timba (tambor da família do tan-tan) tocada pelo percussionista João Parahyba e do cavaco de Mauro Diniz. Já Agô ostenta o piano de Leila Pinheiro, estranho no ninho afro-baiano. Temperado com doses eventuais de latinidade caribenha, o coquetel de samba, axé, pop e balada desce bem. Como dizem versos de Olhos de Leoa (Jau, Tenilson del Rey, Paulo Vascon e Gerson Guimarães), é "Mix na veia / Freak na aldeia / Pra vida continuar". Aplausos para Alê Siqueira e - sobretudo - para Jau, dono da obra.
sábado, 10 de setembro de 2011
Jau quer extrapolar a Bahia com 'Aplausos para o Sol', álbum pilotado por Alê
Egresso do grupo Olodum, Jauperi - que atualmente adota o nome artístico de Jau - lança pela gravadora Som Livre neste mês de setembro de 2011 o álbum Aplausos para o Sol. Cantor e compositor baiano habituado a fazer conexões com nomes da MPB e do pop nacional, Jau apresenta disco produzido por Alê Siqueira. A ideia foi buscar sonoridade pop eletrônica para ampliar o público e o sucesso do artista, confinados por ora dentro da Bahia. Sob a produção de Alê, Jau harmoniza inéditas (como Um Amor que Eu Sinto por Você) com sucessos de sua lavra (caso de Flores da Favela, recriado com cordas e sopros arranjados por Lincoln Olivetti) em repertório que inclui temas como Agô (com o piano de Leila Pinheiro), Se Joga, Olhos de Leoa, Babydoll e Minha Preta. Gravado no Rio de Janeiro (RJ), Aplausos para o Sol inclui três faixas-bônus feitas na Bahia. Cidade dos Poetas, tema somente de Jau, é uma das faixas- bônus do disco.
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