♪ A IMAGEM DO SOM - Diante de plateia calorosa que lotou a reformada Sala Cecília Meirelles na noite de ontem, 15 de julho de 2015, Alice Caymmi - em foto de Rodrigo Goffredo - estreou enfim na sua cidade natal, o Rio de Janeiro (RJ), a requintada versão hi-tech do show Rainha dos raios. A estrutura tecnológica idealizada e erguida em cena pelo diretor Paulo Borges - com cenário de Richard Luiz (formado nos cinco telões de LED de alta definição que projetam imagens que expandem o significado das músicas do roteiro) e a iluminação de Wagner Freire - foi reproduzida em cena. A novidade está na substituição do músico Diogo Strausz - produtor do álbum Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014), disco que vai ser em breve relançado com distribuição nacional pela gravadora Universal Music - pelo guitarrista Lucas Vasconcellos. Fundamental para o êxito do CD Rainha dos raios, Strausz foi substituído por não ter chegado a um acordo financeiro com os produtores da turnê nacional do espetáculo. Em que pese a particularidade do toque da guitarra de Vasconcellos, o som pouco ou nada mudou, já que as bases pré-gravadas criadas por Strausz foram reproduzidas no show, gravado ao vivo na sua estreia nacional - em dezembro de 2014, no Teatro Itália, em São Paulo (SP) - para edição de DVD que chega ao mercado fonográfico neste segundo semestre de 2015 em edição da Universal Music. Sem a tensão da estreia, Alice Caymmi reinou no palco da Sala Cecília Meirelles em apresentação perfeita que teve seus ingressos esgotados dias antes, sinalizando o crescimento da popularidade da cantora e compositora carioca. Clique aqui para (re)ler a crítica da bela versão hi-tech do show Rainha dos raios postada em Notas Musicais.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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quinta-feira, 16 de julho de 2015
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Pop americanizado de Apollo ganha bom polimento de Strausz em 'Pure lust'
Título: Pure lust
Artista: Apollo
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * 1/2
♪ Disco disponível para download e / ou audição somente em edição digital
♪ Quem ouvir o EP Pure lust - disponibilizado nas plataformas digitais desde 19 de maio de 2015 através da gravadora Sony Music - sem conhecer a nacionalidade brasileira do artista do disco provavelmente iria supor tratar-se de mais um cantor norte-americano de r & b contemporâneo. E tal suposição não estaria errada. O dono do EP e de encorpada voz grave é o jovem carioca Apollo, cujo porte de deus grego certamente vai contribuir para chamar atenção e público para sua música. Pure lust nasceu da conexão do cantor com o produtor Leo Justi, mas, com exceção da última das seis músicas, Loan, produzida por Justi, o disco foi formatado e finalizado por Diogo Strausz, produtor carioca com cotação alta no mercado indie nacional por ter dado forma ao segundo álbum da cantora carioca Alice Caymmi, Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014). E o fato é o que o EP - de repertório inteiramente composto e cantado em inglês - serve como bom cartão-de-visitas para Apollo. A música-título Pure lust é pop de boa cepa, a faixa de maior potencial popular. Grand é um r & b contemporâneo que sinaliza que Apollo certamente fez sua cabeça com discos de Michael Jackson (1958 - 2009) e Prince. Primeiro single do disco, Crash mostra que, apesar das boas referências do passado, o som pop-r&b-eletrônico de Apollo está em sintonia com o tempo do artista. Já Bruises é a balada vocacionada para amolecer corações. Exemplo das habilidades de Strausz como produtor, o arranjo de tom acústico de Bruises ganha progressiva intensidade ao longo dos cinco minutos da faixa. Já Aim joga Pure lust na pista do dance pop com ecos de dubstep. Enfim, o carioca Apollo chega americanizado em seu primeiro lançamento fonográfico oficial. Mas deixa boa impressão com seu EP e pode ampliar seus domínios se encontrar público disposto a se jogar na sua pista, sem cobrar de Apollo uma identidade artística mais nítida.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Hábil produtor, Strausz progride na diversidade do disco 'Spectrum vol. 1'
Resenha de CD
Título: Diogo Strausz apresenta Spectrum vol. 1
Artista: Diogo Strausz
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * *
Disco disponível para download gratuito no site oficial do artista
Título: Diogo Strausz apresenta Spectrum vol. 1
Artista: Diogo Strausz
Gravadora: Edição independente do artista
Cotação: * * * *
Disco disponível para download gratuito no site oficial do artista
♪ Ágil e sagaz, Diogo Strausz apresenta seu primeiro álbum solo no rastro da exposição obtida como produtor de um dos discos mais (justamente) incensados de 2014, Rainha dos raios (Joia Moderna), o impactante segundo álbum da cantora carioca Alice Caymmi. Com capa vintage, Diogo Strausz apresenta Spectrum vol. 1 tem a elasticidade típica de discos de produtores. Cada uma das 12 músicas habita um universo musical todo próprio, sem elo aparente. A liga é o trabalho deste produtor e músico polivalente que se revela compositor promissor. Sim, o carioca Strausz cresce e aparece como compositor neste disco autoral lançado hoje, 27 de janeiro de 2015, em edição digital já disponível para download gratuito e legalizado no site oficial do artista. Strausz assina 11 das 12 músicas de Spectrum vol. 1. A única música de lavra alheia, Se renda, canção pop romântica composta e cantada no disco por Leno (pai de Strausz, a propósito), é sintomaticamente a faixa mais esmaecida do álbum gravado e mixado pelo próprio Strausz no seu estúdio caseiro. Já detectada no arrasador álbum de Alice, a habilidade do homem-orquestra é reiterada neste disco em que todos os violões, guitarras e baixos são tocados por Strausz. Mas as vozes são as dos convidados que povoam o disco de um músico e produtor consciente de sua inabilidade para o canto. Versátil, Strausz surfa na guitarrada que dá o tom de Chibom (Diogo Strausz) - faixa que escapa de ser inteiramente instrumental porque as cantoras Ledjane Motta e Maria Pia gritam a palavra-refrão-título do tema - e se ambienta no clima de western spaghetti evocado pelo toque de sua guitarra em Ítalo (Diogo Strauz), faixa quase vinheta que se afina com o tom de Vendetta (Diogo Strausz), possível trilha de filme de ação sobre a máfia. Primeiro single do álbum, Não deixe de alimentar ostenta groove que remete ao funk dos anos 1970 em clima black Rio. As solistas da faixa são as cantoras Ledjane Motta e Maria Pia, cujas vozes são recorrentes nos coros femininos de Spectrum vol. 1. Elas, as vozes, se fazem ouvir também em FCK, exuberante conexão de Strausz com Apollo, seu parceiro no tema eletrônico que joga no mesmo caldeirão fervente ingredientes de dance music, Kraftwerk, disco music, Giorgio Moroder e do tecnopop dos anos 1980. Também com pegada dançante, porém com toques de soul e rap, Narcissus junta o anfitrião com Keops & Raony, os gêmeos do grupo carioca Medulla. Tema de arquitetura mais sintética, Me ama (Diogo Strausz) expõe Kassin -como Strausz, um produtor de musicalidade polivalente - em faixa pautada pela batida do drum'n'bass e humanizada pela súplica feminina por amor. Em outra galáxia musical, mas também falando de amor, o baladão Right hand of love é parceria de Strausz com Brent Arnold - cujo violoncelo é ouvido na faixa - e com Jacob Perlmutter, cantor britânico de voz grave que aprofunda os versos do tema, cuja orquestração ganha tons progressivamente épicos. Introduzida por poesia dita por Valmir Araújo, Vovô (Diogo Strausz) é envolvida por aura de espiritualidade que adquire tom afro-brasileiro quando o arranjo enfatiza as percussões da faixa. Mas os bons conselhos típicos de autoajuda ("Peça luz para o pior dos inimigos") embutidos na letra bem-intencionada, mas pueril, impedem que Vovô alcance dimensão maior no disco. Com acabamento mais polido, Assombração (Diogo Strausz e Rosa Amanda Strausz) é introduzida por violões que remetem às tradições da música brasileira pré-Bossa Nova, mas cai no samba com toques de choro e com a voz de Danilo Caymmi, evocativa das profundezas do canto do patriarca Dorival Caymmi (1914 - 2008). E por falar na família de origem baiana, é a voz da princesa gauche da dinastia - Alice Caymmi, nome já indissociável da trajetória artística de Diogo Strausz - que encerra Spectrum vol. 1, cantando Diamante (Diogo Strausz), valsa de alto quilate que termina em clima de fanfarra. Enfim, são múltiplas as boas referências do primeiro álbum solo de Strausz. E o fato é que o produtor consegue reiterar seu talento ao alinhavar um cancioneiro díspar que expõe a rica musicalidade latente no trabalho do artista. Mesmo sem unidade, o álbum escancara a força de Diogo Strausz como arquiteto de sons contemporâneos que evocam o passado sem saudosismo e projetam (belo) futuro para o produtor.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Strausz junta Alice, Danilo, Leno e Kassin no álbum solo 'Spectrum vol. 1'
♪ “Spectrum se refere ao espectro musical e emocional do álbum. Eu sou novo, tenho muito o que explorar e esse álbum é uma chance de suprir meu desejo de me aventurar”, pontua o artista carioca Diogo Strausz a respeito do título de seu primeiro álbum solo, Spectrum vol. 1, cujo lançamento está agendado para 27 de janeiro de 2015. Produtor, compositor, arranjador e multi-instrumentista que deu seus primeiros passos profissionais como guitarrista do extinto grupo carioca R. Sigma, Strauz dispara seu primeiro disco solo de forma independente no rastro da consagração obtida entre a crítica musical por conta da produção do segundo álbum de Alice Caymmi, Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014). Alice, aliás, integra o vasto time de convidados do disco ao lado de Apollo, Danilo Caymmi, Leno (pai de Strausz) e Kassin, entre outros nomes relacionados na intencionalmente envelhecida capa vintage de Spectrum vol. 1. Já em rotação na web, o primeiro single do álbum, Não deixe de alimentar, é faixa de groove que remete aos anos 1970, gravada com os vocais das cantoras Ledjane Motta e Maria Pia. Outras músicas do disco são Chibom (incursão de Strausz pelo universo nortista da guitarrada), Me ama (faixa formatada com Kassin e batida de drum'n'bass) e Narcissus. "Quero, com esse álbum, colocar pra fora dois anos de ideias guardadas e que ficavam tocando dentro da minha cabeça sem serem ouvidas por outros. Espero poder compartilhá-las agora", idealiza Strausz, com o fôlego otimista da juventude.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Strausz dispara seu primeiro disco solo no embalo da projeção com Alice
♪ O produtor e versátil músico carioca Diogo Strausz entra em 2015 como um dos nomes mais incensados da cena contemporânea brasileira. No embalo da projeção obtida como produtor de Rainha dos raios (Joia Moderna, 2014), o incensado segundo álbum da cantora carioca Alice Caymmi, o artista - já conhecido desde antes no universo da música eletrônica carioca - vai lançar neste começo de 2015 seu primeiro disco solo, Spectrum vol. 1, gravado com vários convidados.
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