Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Samuel Rosa anima o 48º Baile Municipal do Recife com os hits do Skank

Recife (PE) - Samuel Rosa poderia até ter sido barrado no 48º Baile Municipal do Recife por ser estranho no ninho do frevo. Mas a folia da capital de Pernambuco é marcado por seu conceito multicultural e, por isso, o vocalista e guitarrista do Skank - visto em foto de Marcelo Lyra - foi um dos convidados do baile à fantasia realizado na casa Chevrolet Hall em maratona carnavalesca que começou na noite de sábado e entrou pela madrugada deste domingo, 12 de fevereiro de 2012. Acompanhado pela Spok Frevo Orquestra, Samuel animou o baile com sucessos do Skank, cantando o reggae Vamos Fugir, a incendiária É Uma Partida de Futebol, Pacato Cidadão e - em dueto com Elba Ramalho - Vou Deixar. Foi a estreia de Samuel no baile.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife

Elba Ramalho faz seu Carnaval na 48ª edição do Baile Municipal do Recife

Recife (PE) - Presença recorrente na programação do Carnaval Multicultural do Recife, Elba Ramalho foi uma das atrações da 48ª edição do Baile Municipal do Recife. Na companhia da Spok Frevo Orquestra, a cantora fez seu Carnaval para os foliões fantasiados que lotaram a casa Chevrolet Hall para curtir o baile que começou na noite de sábado e entrou pela madrugada deste domingo, 12 de fevereiro de 2012. O show de Elba - em foto de Marcelo Lyra - teve como convidado Samuel Rosa, estreante no baile que reabriu o Carnaval do Recife.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife

Lenine celebra Luiz Gonzaga em sua estreia no Baile Municipal do Recife

Recife (PE) - Luiz Gonzaga (1912 - 1989) nunca foi folião. O Rei do Baião até assumia que detestava Carnaval. Mas seu Pagode Russo entrou na folia pré-carnavalesca da capital de Pernambuco por iniciativa de Lenine. Em sua estreia no Baile Municipal do Recife, o cantor e compositor pernambucano celebrou o centenário Lua na 48ª edição do baile em show que teve no roteiro temas como Candeeiro Encantado e Leão do Norte (em dueto com Elba Ramalho, intérprete original do caboclinho que batizou seu álbum de 1996). Lenine - visto em cena na foto de Marcelo Lyra - foi uma das atrações que se apresentaram na companhia da Spok Frevo Orquestra no baile à fantasia que começou na noite de sábado e entrou pela madrugada deste domingo, 12 de fevereiro de 2012, superlotando a pista e os camarotes da casa Chevrolet Hall. 

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife

Vivaz, 'toureiro' Alceu doma mistura colorida da massa no baile do Recife

Resenha de Show
Evento: 48º Baile Municipal do Recife
Título: Alceu Valença no Baile Municipal do Recife
Artista: Alceu Valença (em foto de Marcelo Lyra)
Local: Chevrolet Hall (Recife, Pernambuco)
Data: 12 de fevereiro de 2012
Cotação: * * * 1/2

Caracterizado de toureiro à moda espanhola, Alceu Valença domou a mistura colorida da massa - para citar um verso do frevo Me Segura Que Senão Eu Caio (J. Michiles, 1986) - desde que entrou no palco da casa Chevolet Hall, ao primeiro minuto de 12 de fevereiro de 2012, para animar a 48ª edição do Baile Municipal do Recife. Homenageado do Carnaval Multicultural do Recife em 2012, por conta dos 40 anos de carreira fonográfica iniciada em 1972 com álbum dividido com o conterrâneo Geraldo Azevedo, Alceu se vestiu de toureiro para encarar e entreter a massa colorida de foliões fantasiados. Contudo, no palco-arena, o cantor e compositor pernambucano parece ser o próprio touro, indomável, elétrico, vivaz. Tamanha vivacidade até atenuou o fato de que, na noite do baile, a voz de Alceu estava rouca, fanha, sem o viço habitual. A animação foi a mesma desde que o artista entrou no palco-arena ao som dos acordes iniciais de Bicho Maluco Beleza (Alceu Valença, 1992). Alceu estava em casa, satisfeito por animar "o baile mais bonito do mundo", como disse em cena. Íntimo do universo musical dos maracatus, batuques e ladeiras de sua Olinda, a cidade em que escolheu viver e que saudou no baile com o Hino do Elefante de Olinda (Clídio Nigro e Clóvis Vieira), o cantor também acerta invariavelmente o passo de frevos como Diabo Louro (J. Michiles, 1994). É proeza de quem canta o ano inteiro, como ressalta em versos de sua música De Janeiro a Janeiro (Alceu Valença, 2002), faixa-título de álbum que reiterou a independência artística deste mago do universo pop nordestino, hábil ao reprocessar os ritmos da região com a linguagem do rock. "O povo é o meu espelho. Eu sou o espelho do povo. A minha arte nasce sobretudo do povo pernambucano", jogou confetes nos foliões antes de cantar os frevos de bloco Madeira que Cupim Não Rói (Capiba, 1963) e Pirata José (Alceu Valença, 2002). Sim, o toureiro-cantor sabe se comunicar com a massa colorida pelas fantasias e, por isso, veste tão bem a pele do apresentador de TV Chacrinha (1917 - 1988) ao cantar Roda e Avisa (E. Rodrigues e J. Michiles, 1989), tributo ao lendário ícone dos auditórios nacionais. Nessa folia tropicalista, a Ciranda da Rosa Vermelha (Alceu Valença, 1997) convive em harmonia com La Belle de Jour (Alceu Valença, 1992) e com o recente Frevo da Lua (Alceu Valença, 2011). E, como é Carnaval, o artista-toureiro brinca de fingir que vai sair do palco para incitar a massa colorida a pedir bis, dado com Voltei, Recife (Luiz Bandeira). Alceu Valença sabe dar um baile.

P.S.: O blog Notas Musicais viajou a Recife (PE) a convite da Prefeitura do Recife