Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Álbum autoral de Fátima Guedes inclui música gravada com o grupo Arranco

♪ A IMAGEM DO SOM - Postada por Andrea Dutra em seu perfil no Facebook, a foto flagra a cantora em estúdio do Rio de Janeiro (RJ) com Fátima Guedes. A imagem foi feita no dia em que o grupo carioca Arranco - do qual Dutra faz parte - gravou sua participação no álbum de músicas autorais que a cantora e compositora carioca vem formatando para mostrar (ainda) neste segundo semestre de 2015.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ao tentar unir samba e jazz, Andrea Dutra cai no sambalanço em 'Jamba'

Resenha de CD
Título: Jamba
Artista: Andrea Dutra
Gravadora: Mills Records
Cotação: * * 1/2

Andrea Dutra é cantora e compositora carioca que já transitou bastante pelas trilhas do funk e do soul. Foi vocalista da banda de Tim Maia (1942 - 1998) e já dividiu palcos com cantores como Seu Jorge e Sandra de Sá. Mas Dutra também caminha pelas trilhas do samba e do jazz à moda brasileira na cena do Rio de Janeiro (RJ). Em Jamba, CD produzido por Carlos Mills com a própria Andrea Dutra para o selo carioca Mills Records, a artista esboça mistura de samba e jazz, ainda que a funkeada Estilo (Paulo Bi) remeta à fase em que a cantora dava voz à black music. A fusão está exposta já no título Jamba, nome também de cidade do Senegal, país da Costa Oeste da África-mãe, matriz tanto do samba como do jazz, continente que inspirou Moacir Santos (1926 - 2006) na composição de Sou eu, afro-samba letrado por Nei Lopes que se destaca no repertório do disco. A rigor, a mistura tende para o samba. Os melhores momentos do disco são quando a cantora, com suingue, cai no sambalanço. Mandingueiro (Moacyr Luz e Aldir Blanc) exemplifica com brilho essa vertente. O entrosamento de Dutra com a banda do disco - Paulo Malaguti Pauleira (piano, arranjos e direção musical), Augusto Mattoso (baixo acústico), Zé Luiz Maia (baixo elétrico) e Rafael Barata (bateria) - salta aos ouvidos logo na primeira das 12 músicas de Jamba, o samba A criação, parceria inédita de Dutra com Fred Martins. O clima jazzy de algumas passagens do samba-canção Medo de amar (Vinicius de Moraes) sinaliza que o jazz é mais um tempero de Jamba do que uma matéria-prima da mistura. O disco começa bem, mas vai perdendo força. Há algumas composições menos inspiradas lá na segunda metade - em especial, os sambas Branquinha (Paulo Malaguti Pauleira e Andrea Dutra) e Mea culpa (Andrea Dutra) - e há o fato de Dutra não ser intérprete vocacionada para canções de alto teor emocional, caso de Sete véus (Fátima Guedes). Nessa seara mais densa, suas interpretações são apenas corretas. Como apenas corretas são também as abordagens de A ilha (Djavan) e de Muito romântico (Caetano Veloso). Já Vou procurar esquecer (Monarco e Ratinho) é samba tirado do fundo de seu nobre quintal com arranjo que o ambienta em clima de boate. Enfim, Jamba tem seus bons momentos. Mas cativa para valer quando Andrea Dutra cai no sambalanço, dividindo (bem) o tempero dos temas mandingueiros.