Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Leila e Teresa figuram na gravação do quarto DVD do Samba do Trabalhador

A roda do Samba do Trabalhador - aberta em 2005 no Renascença Clube, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), e já expandida para São Paulo (SP) - vai ser alvo de um quarto registro fonográfico, o terceiro de caráter audiovisual. Moacyr Luz (ao microfone na foto postada no site oficial do clube) vai comandar a gravação ao vivo da roda que vai gerar o quarto CD e o terceiro DVD do Samba do Trabalhador. CD e DVD serão gravados com as participações das cantoras Leila Pinheiro e Teresa Cristina. A edição já está prevista para o segundo semestre deste ano de 2016 pela Universal Music.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Livro abre a roda e bastidores do 'Samba do Trabalhador' com texto afetuoso

Resenha de livro
Título: Segunda-feira - A história do Samba do Trabalhador
Autor: Daniel Brunet
Editora: Sonora
Cotação: * * * 

Jornalista carioca, natural da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro (RJ), Daniel Brunet explicita o afeto pelo Samba do Trabalhador - e pelos bambas que fizeram a história do evento, muito deles conhecidos somente nas rodas - nas 288 páginas do livro em que conta a saga desta roda de samba que acontece às segundas-feiras no Clube Renascença, na Zona Norte do Rio. Lançado pela Sonora, editora aberta pelo pesquisador Marcelo Fróes para publicar livros de temas relacionados à música, Segunda-feira - A história do Samba do Trabalhador é, a rigor, grande e boa reportagem sobre a evolução do evento comandado pelo cantor, compositor e músico carioca Moacyr Luz a partir de 30 de maio de 2005. Brunet abre a roda e os bastidores do Samba do Trabalhador para traçar a evolução desse evento que, de boca em boca, se transformou numa das maiores rodas de samba do Rio de Janeiro. Está tudo lá nas páginas afetuosas do livro: as primeiras formações da roda, as rusgas iniciais com a vizinhança pelo alto e bom som feito pelos sambistas, as eventuais dissidências dos bambas e, sobretudo, o carinho do autor pela roda e pelos que fizeram a história dela. A história propriamente dita do Samba do Trabalhador está contada nas primeiras 83 páginas do livro prefaciado por Aldir Blanc. No quarto dos cinco capítulos, Brunet faz breve histórico das rodas de samba da cidade. O derradeiro capítulo expõe as relações entre samba e trabalho ao longo do primeiro século de vida do gênero musical que completará oficialmente 100 anos em novembro deste ano de 2016. Por fim, há longo apêndice - intitulado Os trabalhadores do samba - que aumenta o valor documental do livro. Brunet alinha minibiografias de 100 nomes ligados ao evento. São nomes como Barbeirinho do Jacarezinho, Makley Matos e Thiago da Serrinha, frequentadores do Samba do Trabalhador. Tais fichas biográficas - que incluem data e local de nascimento (e de morte, no caso dos que já saíram de cena) - valorizam o livro por jogar luz sobre a trajetória de bambas habitualmente ignorados pela mídia. Gente que, em maior ou menor grau, ajudou o Samba do Trabalhador a romper as fronteiras da cidade e a fazer História.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Luz reza pela cartilha do samba nobre ao festejar os 10 anos do 'Trabalhador'

Resenha de CD
Título: 10 anos & outros sambas
Artista: Moacyr Luz & Samba do Trabalhador
Gravadora: Ritmiza Produções
Cotação: * * * *

Lançado neste mês de maio de 2015, o CD 10 anos & outros sambas festeja a primeira década de vida do Samba do trabalhador, roda inaugurada pelo compositor carioca Moacyr Luz em 29 de maio de 2005, no Clube Renascença, no Andaraí, bairro da Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, reduto dos melhores pagodes. Luz abre a roda toda segunda-feira, ao lado de sambistas como Álvaro Santos e Junior de Oliveira. Ao longo desses 10 anos, o Samba do Trabalhador vem ocupando o lugar crucial que foi da quadra do Cacique de Ramos na década de 1980. Evento que aglutina sambistas e público disposto a ouvir novos sambas, o Samba do Trabalhador vem promovendo a renovação do repertório cantado nos pagodes cariocas. Terceiro produto fonográfico da roda comandada por Moacyr Luz, o CD 10 anos & outros sambas - gravado em estúdio com o revezamento da voz de Luz e dos compositores mais significativos da roda - é a prova de que o melhor samba continua brotando nos quintais do Rio, como nos tempos áureos do Cacique. Até porque o diferencial deste disco, em relação aos outros dois registros fonográficos do evento, reside no ineditismo da maior parte do repertório autoral. Dos 12 sambas alinhados no disco, nove são inéditos. Onze têm a assinatura de Luz, geralmente na coautoria (a exceção é Se parasse de chover, parceria de Mingo Silva - o mais novo integrante do Samba do Trabalhador - com Anderson Balaco). A safra inédita é de boa qualidade. E os três grandes sambas já previamente gravados - Anjo vagabundo (Moacyr Luz e Luiz Carlos da Vila, 1997), Samba de fato (Moacyr Luz e Paulo César Pinheiro, 1998) e No compasso do samba (Sereno e Moacyr Luz, 2012), lançados em disco pela cantora Simone Moreno, pelo grupo Mandingueiro e pelo grupo Dose Certa, respectivamente - se afinam com a ideologia e a cadência da roda, rezando pela mesma cartilha. Aliás, um dos maiores destaques da safra inédita é A reza do samba (Gustavo Clarão e Moacyr Luz), do poderoso refrão "Segunda-feira é das almas / É bom também de sambar / Tem uma vela pro santo / A outra é pra vadiar". A reza do samba exalta o próprio evento que inspirou o disco e a criação da composição. A propósito, parte do repertório cultua o próprio samba e o orgulho de ser sambista. Exemplo é Cria do samba (Álvaro Santos, Mingo Silva e Moacyr Luz), outro trunfo da safra. Único samba assinado somente por Luz, Camarão Vegê tem seu delicioso sabor realçado pelo acordeom de Bebe Kramer, músico convidado da faixa. Já Toda a hora (Toninho Geraes e Moacyr Luz) ergue brinde à bebida e ao espírito da boêmia que rege as rodas de samba. Em tom mais sagrado, o belo samba Joia rara exalta a realeza de Dona Ivone Lara com o toque da gaita de Rildo Hora, reiterando a maestria da parceria de Sereno com Moacyr Luz. Enfim, em seu primeiro disco de repertório inédito, o Samba do Trabalhador propaga a ideologia e os valores nobres do samba, com fé nos tambores, de peito e coração abertos. E que venham mais dez anos,  pois o samba desses trabalhadores é de primeira.

domingo, 21 de abril de 2013

Obra de Luz norteia segundo registro ao vivo do 'Samba do Trabalhador'

À beira dos oito anos de vida, a serem completados em 30 de maio de 2013, o Samba do Trabalhador - roda de samba comandada pelo compositor carioca Moacyr Luz às segundas-feiras no Renascença Clube, no Andaraí, Zona Norte do Rio de Janeiro - ganha enfim seu segundo registro ao vivo. O CD e o DVD Moacyr Luz e Samba do Trabalhador - Ao vivo no Renascença Clube chegam às lojas neste mês de abril de 2013 pela mesma gravadora, Lua Music, que editou o anterior CD e DVD Samba do Trabalhador - Renascença Samba Clube (2005). O fato de o nome do compositor fundador da roda vir à frente no título da gravação ao vivo - captada na roda armada em 24 de setembro de 2012 - faz sentido porque todo o repertório deste segundo registro é centrado na obra autoral de Moacy Luz. Músicos como Alexandre Santos, Álvaro Santos e Gabriel Cavalcante dão vozes aos sambas de Luz ao lado do próprio compositor. Mesmo que não capte todo o calor de uma roda de samba, Moacyr Luz e Samba do Trabalhador - Ao vivo no Renascença Clube cumpre sua função de documentar a efervescência de uma reunião que já reverbera além das fronteiras cariocas. O repertório inclui parcerias de Luz com Aldir Blanc (Anjo da Velha Guarda, Praça Mauá - Que mal há?, Pra que pedir perdão? e Rainha negra), Luiz Carlos da Vila (1949 - 2008) (Benza, Deus - samba defendido pelo convidado Marcelinho Moreira), Martinho da Vila (Samba dos passarinhos) e Sereno (Que batuque é esse? e Vida da minha vida), entre outros nomes. São sambas cantados pela multidão que se aglutina no Renascença Clube, às segundas-feiras, sob as bençãos de Luz.