A foto acima mostra Hyldon com Roberta Spindel em estúdio do Rio. A cantora carioca gravou participação em Romances Urbanos, álbum de inéditas que o cantor e compositor baiano prepara para lançar em 2013. Spindel canta na faixa O Velho e Novo Amor, parceria de Hyldon com a novata compositora Hanna Guerra. A faixa tem o toque do clarinete de Rui Alvim. Primeiro disco de inéditas de Hyldon desde Soul Brasileiro (2008), Romances Urbanos marca a abertura de parcerias do compositor com nomes como Arnaldo Antunes, Céu, Jorge Vercillo, Mano Brown (coautor com Hyldon e o rapper Dexter da festiva Foi no Baile Black) e Pedro Luís.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Show mostra que Spindel precisa de direção fora da trilha dos musicais
Resenha de show
Título: Dentro do meu Olhar
Artista: Roberta Spindel (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Fashion Mall (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 5 de abril de 2011
Cotação: * 1/2
Show em cartaz às quintas-feiras de abril de 2011 na casa Lapinha (Rio de Janeiro, RJ)
Título: Dentro do meu Olhar
Artista: Roberta Spindel (em foto de Mauro Ferreira)
Local: Teatro Fashion Mall (Rio de Janeiro, RJ)
Data: 5 de abril de 2011
Cotação: * 1/2
Show em cartaz às quintas-feiras de abril de 2011 na casa Lapinha (Rio de Janeiro, RJ)
Revelada no musical Por uma Noite - Um Sonho nos Bastidores da Broadway, sucesso do teatro carioca em 2010, Roberta Spindel tem boa voz. Mas essa voz potente e afinada ainda não fez de Spindel um boa cantora. O show de lançamento de seu CD Dentro do meu Olhar - que estreou no Teatro Fashion Mall, na noite de 5 de abril de 2011 - indica que a cantora ainda tem um longo caminho a percorrer fora da trilha dos musicais. Embora ostente produção rica, assinada por Max Pierre, o disco é ruim e soa velho por seguir os já desgastados padrões radiofônicos em voga na indústria fonográfica antes da devastação causada pelas piratarias física e virtual. Já o show não desfaz a má impressão. No roteiro, Spindel continua se debatendo entre a MPB e a canção sentimental mais trivial. Mas falta maturidade no canto e, sobretudo, um entendimento do significado das músicas que interpreta, desperdiçando sua voz. Ao juntar dois sucessos de Tim Maia (1942 - 1998) em 1970, Azul da Cor do Mar e Primavera, Spindel ignora toda a melancolia que há no primeiro e desbota Azul da Cor do Mar. Talvez pela falta de um diretor de teatro, que lhe ensinasse o real sentido das letras, a cantora entoa o rock Se Você Pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1968) com mais alegria do que atitude. Da mesma forma que joga mais técnica do que real emoção em Esquinas (Djavan, 1984) e em Se Eu Quiser Falar com Deus (Gilberto Gil, 1981). Como 2 e 2 (Caetano Veloso, 1971) ainda ganha colorido especial pela harmoniosa combinação da voz de Spindel com o canto de seus dois vocalistas. Mas o primeiro momento realmente bom do show vem com Black Is Beautiful (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1971). O número começa minimalista - somente com a voz de Spindel e os teclados de Dudu Trentin - e vai ganhando intensidade e outros instrumentos à medida em que avança. Menos pode ser (bem) mais no caso de uma cantora que peca por excessos e que parece de fato fora de sintonia ao cantar Ando Meio Desligado (Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, 1970). Fora da seara dos sucessos, a única canção digna de nota é Pra te Lembrar (Nei Lisboa), que tem todo jeito de hit. Somente no fim, quando revive And I Am Telling You I'm Not Going (canção da versão original do musical Dreamgirls que era o grande momento de Spindel na encenação de Por uma Noite), Spindel mostra alguma emoção e um entendimento pleno da música sobre a qual dispara sua artilharia vocal. Talvez pelo fato de essa música e essa emoção já ter sido trabalhada em cena. Enfim, apesar de toda sua segurança vocal, Roberta Spindel precisa trabalhar muito sua interpretação em cena - algo que pode ser resolvido com a entrada em cena de um diretor - e também decidir qual linha de repertório vai realmente adotar. Do contrário, vai continuar sendo uma cantora que tem somente a potência vocal para exibir, casos de Tânia Mara e de Marina Elali.
quarta-feira, 2 de março de 2011
'Dentro do meu Olhar' dilui voz de Spindel entre padrões e temas banais
Resenha de CD
Título: Dentro do meu Olhar
Artista: Roberta Spindel
Gravadora: Danneman Discos / Universal Music
Cotação: * *
Título: Dentro do meu Olhar
Artista: Roberta Spindel
Gravadora: Danneman Discos / Universal Music
Cotação: * *
Cantora projetada no musical Por uma Noite - Um Sonho nos Bastidores da Broadway, sucesso do teatro carioca em 2010, Roberta Spindel desperdiça sua boa voz entre músicas banais e padrões já desgastados pela indústria do disco. Em tempo em que cantoras se aproveitam da liberdade artística do mercado indie para fazer álbuns pessoais, Spindel debuta no mercado fonográfico com CD enquadrado em velha fórmula de indústria corroída que já perdeu muito poder face às revoluções digitais. Capitaneada por Max Pierre, a produção é luxuosa. Dentro do meu Olhar tem ficha técnica recheada de músicos com serviços prestados para astros norte-americanos do primeiro time. Contudo, a perfeição técnica do disco não atenua a irregularidade do repertório gravado pela cantora. Entre temas trivais da lavra industrializada de compositores como Maurício Gaetani, autor da balada Inteira pra te Amar e parceiro de Léo Gasper na faixa-título, Dentro do Meu Olhar patina num tom asséptico que dilui a carga emocional de músicas como Esquinas (Djavan, 1984) e Se Eu Quiser Falar com Deus (Gilberto Gil, 1981). Percebe-se que a cantora tem boa artilharia vocal quando interpreta temas como And I Am Telling You I'm Not Going, canção da versão original do musical Dreamgirls que fez Spindel se destacar entre o elenco do musical Por uma Noite. Contudo, a exemplo de suas colegas norte-americanas que jogam nota fora em repertório e arranjos padronizados, Spindel soa fria dentro dessa assepsia que nivela por baixo até melodiosa música do compositor gaúcho Nei Lisboa, Pra te Lembrar. Nesse contexto desanimador, o dueto com Caetano Veloso em Como 2 e 2 - o tema que Caetano deu para Roberto Carlos em 1971 - soa como a cereja do bolo solado. O arranjo de Bill Brendell evoca a era de ouro das big-bands. Com tanta riqueza, até o belo coro à moda gospel que adorna Can't Help Falling in Love with You parece inserido na música pela simples razão de ostentar o luxo da produção. Pena que tanto luxo tenha sido posto a serviço de repertório que por vezes beira o lixo e banaliza o CD.
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