♪ Os caminhos musicais do compositor paranaense Arrigo Barnabé - um dos ícones do movimento da década de 1980 rotulado como Vanguarda Paulista - se cruzam postumamente com os caminhos do compositor, maestro e arranjador pernambucano Moacir Santos (1926 - 2006). É que o Quartabê - quinteto formado pelo pianista Chicão com instrumentistas da ala feminina da atual banda de Arrigo (a baixista Ana Karina Sebastião, a saxofonista Joana Queiroz, a clarinetista Maria Beraldo Bastos e a baterista Mariá Portugal) - aborda a complexa obra de Moacir Santos no primeiro álbum, Lição #1 Moacir (Independente / Tratore, 2015), de forma inusitada, explorando nuances do cancioneiro do magistral músico e arranjador pernambucano. Afrobeat, choro e free jazz da Escandinávia são alguns dos elementos a que o Quartabê recorre para abordar temas de Santos como Suk cha (1974), Felipe (2005), Coisa nº 3 (1965), Coisa nº 5 (1965) e Coisa nº 8 (1965).
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Livro repisa caminhos do brasileiro Moacir Santos 50 anos após 'Coisas'
♪ A obra de Moacir Santos (Flores – PE, Brasil, 26 de julho de 1926 / Pasadena – CA, Estados Unidos, 6 de julho de 2006) levou o compositor, saxofonista, arranjador e maestro pernambucano a trilhar caminhos que extrapolaram as fronteiras do Brasil. Entusiasta da valiosa obra de Santos, a musicista e pesquisadora carioca Andrea Ernest Dias - uma das flautistas mais requisitadas da cena musical brasileira - repisa os principais passos da trajetória do músico no seu livro Moacir Santos ou os caminhos de um músico brasileiro (Folha Seca, 2014). O livro permanece em catálogo neste ano de 2015 em que faz 50 anos o primeiro cultuado álbum autoral de Moacir Santos, Coisas (Forma, 1965), disco que inclui no repertório a composição mais conhecida do artista, Nanã, criada em parceria com o cantor compositor carioca Mário Telles (1926 – 2001) e lançada em 1962 na voz de Telles. Idealizadora e diretora artística do Festival Moacir Santos, Ernest Dias destrincha no livro - com linguagem técnica que exige do leitor um substancial conhecimento de teoria musical - a obra complexa de Santos. Ouro negro extraído de fontes como o jazz, o choro, a valsa, os ritmos afro-brasileiros e os sons do sertão nordestino, essa obra levou Santos para os Estados Unidos em 1967, em mais uma escala na viagem musical de um artista que migrara para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1948 após passagens pelo Recife (PE) e por João Pessoa (PB). Em 264 páginas, o livro percorre todos os caminhos do genial músico brasileiro.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Virgínia canta Tiganá, Mendes e Moacir no quinto álbum, 'Mama Kalunga'
♪ Previsto para ser lançado em março de 2015, o quinto álbum da cantora baiana Virgínia Rodrigues, Mama Kalunga, traz no repertório músicas que celebram os rituais afro-brasileiros da umbanda e do candomblé, além do samba-chula, ritmo da Bahia pouco difundido pelo Brasil. No disco, a intérprete - em foto de Ana Quintella - dá sua voz privilegiada, de tom lírico, a temas de Moacir Santos (1926 - 2006), Roberto Mendes e Tiganá Santana (autor da música-título Mama Kalunga), entre outros compositores linkados com sons da cultura negra brasileira.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Clássico de Moacir Santos, 'Coisas' ganha reedição em vinil da Polysom
Um dos discos mais inovadores e influentes de toda a história fonográfica brasileira, Coisas - primeiro álbum do compositor, saxofonista, arranjador e maestro pernambucano Moacir Santos (Flores – PE, Brasil, 26 de julho
de 1926 / Pasadena – CA, EUA, 6 de julho de 2006), lançado originalmente em 1965 pela extinta gravadora Forma - ganha reedição em vinil de 180 gramas fabricado pela Polysom na série Clássicos em vinil. Produzido por Roberto Quartin (1943 - 2004), Coisas é o disco em que Santos extraiu ouro negro de fontes seminais como os ritmos afro-brasileiros, o jazz,
o choro e os sons do sertão nordestino, sedimentando um padrão próprio de composição, conhecido como mojo. Coisas retorna ao catálogo no formato de LP com total fidelidade à sua edição original, inteiramente instrumental. O repertório é composto por 10 músicas, todas intituladas Coisa e diferenciadas apenas pela numeração. São todas de autoria de Moacir Santos, mas seis das dez Coisas foram criadas pelo artista em parceria com Clóvis Mello (a Coisa nº 1), Mario Telles (Coisa nº 5, Coisa nº 7 e Coisa nº 10) e Regina Werneck (Coisa nº 8 e Coisa nº 9). Após o lançamento, alguns temas do disco ganharam letras, caso de Coisa nº 5, que, na versão com letra, veio a se chamar Nanã e se tornou a música mais conhecida da obra inventiva do compositor. A reedição de Coisas na série Clássicos em vinil vem com texto escrito por Mario Adnet, compositor e maestro que produziu com o saxofonista Zé Nogueira cultuado CD, Ouro negro (Biscoito Fino, 2001), em tributo a Moacir Santos, gravado com aval e adesão do artista.
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