Cantora de origem carioca e criação pernambucana que já contabiliza três décadas de carreira, Nena Queiroga ainda batalha para conseguir visibilidade fora das fronteiras do Estado que escolheu para viver. A gravação de seu primeiro DVD - agendada para as 18h do próximo domingo, 16 de fevereiro de 2014, em show gratuito no Cais da Alfândega, no Centro do Recife (PE) - é mais uma tentativa da artista de obter visibilidade nacional. Sob a produção de seu irmão compositor Lula Queiroga, Nena vai receber vasto time convidados - Almir Rouche, André Rio, Coral Edgar Moraes, Ed Carlos, Elba Ramalho, Ivete Sangalo, Lenine, Luiza Possi, Maestro Forró, Maestro Spok, Maria Gadú, Nonô Germano, Orquestra Lucas dos Prazeres e Ylana Queiroga (filha de Nena) - ao longo de roteiro de 28 números que prevê a apresentação de músicas inéditas entre tributos aos cantores e compositores pernambucanos Dominguinhos (1941 - 2013), Luiz Gonzaga (1912 - 1989) e Reginaldo Rossi (1944 - 2013). O primeiro DVD de Nena Queiroga - vista em foto de Davi Queiroga - vai se chamar Pernambuco para o mundo.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Simone grava parceria de Teresa e Queiroga no CD que lança em outubro
Parceria da cantora e compositora carioca Teresa Cristina com o compositor pernambucano Lula Queiroga, Trégua suspensa ganha a voz de Simone no disco gravado pela cantora com produção de Bia Paes Leme e Leandro Braga (com a Cigarra na foto de Cristina Granato). O samba Trégua suspensa foi lançado como faixa-bônus de estúdio do CD e DVD Melhor assim - Teresa Cristina ao vivo (EMI Music, 2010). No álbum, que tem lançamento programado para outubro de 2013 pela gravadora Biscoito Fino, Simone canta músicas de compositoras como Alzira Espíndola, Angela Ro Ro, Joyce Moreno, Rita Lee e Sueli Costa - entre outras mulheres.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Marília Medalha dá voz a texto de Lula Queiroga em CD de Gonzaga Leal
Cantora fluminense que esteve em evidência nos anos 60 e 70, Marília Medalha gravou participação no oitavo disco do cantor pernambucano Gonzaga Leal, De mim. Medalha - vista com Leal no estúdio Musak na foto de Amaury Carvalho - deu voz a um texto do compositor pernambucano Lula Queiroga inserido na música Voo cego, também de autoria de Queiroga. O CD De mim, que tem lançamento previsto para julho de 2013, traz também a cantora Cida Moreira, convidada da faixa A janela da casa do tempo (Xico Bizerra e Públius Lentulus). Eis o belo texto de Lula Queiroga gravado por Marília Medalha para o oitavo álbum de Gonzaga Leal:
A voz rouca que vem do choque das águas
Que engrossa o couro da chuva
Que desce em cada riacho
Que brota das montanhas
E avança surda no arrastão de tudo
O rio em fúria é tão arredio quanto cruel
E sua fúria, fúria líquida, líquida liquida
Que deixa pra trás cidades fantasmas
Ruínas na alma
E o silêncio da lama tapando meus ouvidos
domingo, 14 de abril de 2013
Lenine e Queiroga festejam 30 anos de 'Baque solto' com registro ao vivo
Disco lançado há 30 anos que marcou a dupla estreia de Lenine e Lula Queiroga no mercado fonográfico, Baque solto (1983) vai ter suas três décadas festejadas com a gravação ao vivo, para edição em CD e DVD, da apresentação única do show intitulado Baque solto 30 anos - A comemoração. O show está agendado para o segundo semestre de 2013, no Recife (PE), no Estado natal dos dois cantores e compositores pernambucanos. O show vai reunir os músicos que gravaram o álbum, além de convidados. Músicas inéditas expandirão o repertório do disco.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Queiroga aponta sombras do apocalipse em 'Todo Dia É o Fim do Mundo'
Resenha de CD
Título: Todo Dia É o Fim do Mundo
Artista: Lula Queiroga
Gravadora: Sem indicação
Cotação: * * * * 1/2
Título: Todo Dia É o Fim do Mundo
Artista: Lula Queiroga
Gravadora: Sem indicação
Cotação: * * * * 1/2
"Eu vivo o cotidiano do apocalipse / Porque / Todo dia é o fim do mundo", sentencia Lula Queiroga, à moda de Raul Seixas (1945 - 1989), na música de sua autoria que dá título ao seu quarto disco solo, Todo Dia É o Fim do Mundo. Lançado de forma independente neste mês de dezembro de 2011, o álbum é pontuado pela contundência poética de obra que atinge um de seus ápices criativos neste trabalho produzido por Lula com Yuri Queiroga (responsável também pela parte eletrônica). Há muito de Queiroga na cultuada obra de Lenine, parceiro afim do compositor pernambucano desde os anos 80 (ambos debutaram no mercado fonográfico em 1983, dividindo o LP Baque Solto). Há naturalmente algo de Lenine em Todo Dia É o Fim do Mundo. E o que este grande disco reitera - para quem quiser ouvir - é que um é tão bom quanto o outro. E, se Lenine alcançou a projeção e o reconhecimento nacional ainda buscados por Lula, isso se deve talvez mais ao acaso e ao fato indiscutível de o primeiro ser melhor intérprete do que o segundo, pois o talento como compositor é o mesmo. Coeso, Todo Dia É o Fim do Mundo versa em tom contemporâneo sobre as sombras do apocalipse cotidiano. Se Os Culpados (Lula Queiroga e Yuri Queiroga) é retrato lúgubre dos subterrâneos de um Brasil corroído por miséria e violência, Voo Cego (Lula Queiroga e Yuri Queiroga) alcança altitude poética ao narrar o curso furioso das águas que provocam medo e destruição. Mesmo quando a cadência bonita do samba insinua certa leveza, como em Unha & Carne (Lula Queiroga e Vinicius Sarmento), a poética não dá trégua ao apontar as desilusões do amor cotidiano. A balada Lua do Mal (Lula Queiroga e Yuri Queiroga) sopra o vento do inferno após os versos transcendentais de Dos Anjos (Lula Queiroga e Lulu Oliveira) e a batida seca de Dias Assim (Lula Queiroga e Lucky Luciano), faixa em que o compositor exercita o canto falado. Dentro desse cotidiano apocalíptico, não há espaço para afetos. "Intimidade demais intimida", conclui o artista em verso do rock Padrões de Contato. Paradoxalmente, um álbum tão sombrio abre em ambiente de luz, refletido na letra solar de Se Não Fora Amor Eu Cegue (Love), dissertação poética sobre o estágio inicial da paixão. Mas os sonhos logo se estilhaçam no cotidiano amoroso, como expressam, nove faixas depois, versos de Um do Outro (Lula Queiroga), balada cantada pelo artista em dueto harmonioso com Luiza Possi. "Todo Dia É o Fim do Mundo é a respeito dos sobreviventes do cataclisma pessoal de cada instante", conceitua Queiroga sobre o disco, que entra em tom pop na roda da ciranda em Atlantis e encerra com o lirismo espalhado pela canção Poeira de Estrelas. Há (alguma) luz no fim do mundo de Lula Queiroga.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Lula Queiroga lança duas músicas do álbum 'Todo Dia É o Fim do Mundo'
O cantor e compositor pernambucano Lula Queiroga disponibilizou para audição e download gratuito duas músicas de seu quarto álbum solo, Todo Dia É o Fim do Mundo. As faixas Se Não For Amor Eu Cegue (Love) e Dias Assim podem ser ouvidas no portal SoundCloud. No mercado ainda em 2011, Todo Dia É o Fim do Mundo sucede Tem Juízo Mas Não Usa (2009).
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