Mauro Ferreira no G1

Aviso aos navegantes: desde 6 de julho de 2016, o jornalista Mauro Ferreira atualiza diariamente uma coluna sobre o mercado fonográfico brasileiro no portal G1. Clique aqui para acessar a coluna. O endereço é http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Geraldo Maia dá voz à obra de Chico com o violão de Vinícius Sarmento

Dois anos após mostrar no CD Ladrão de purezas - Um tributo a Manezinho Araújo (2011) que seu conterrâneo Manoel Pereira de Araújo (1910 - 1993) foi bem mais do que o Rei da Embolada, o cantor e compositor pernambucano Geraldo Maia dá voz a músicas de Chico Buarque na companhia do violão (de sete cordas) de Vinícius Sarmento. Com lançamento previsto para março de 2013, o CD Voz e violão alinha nove músicas do compositor carioca em repertório que inclui o pouco ouvido Acalanto para Helena, lançado por Chico entre as obras-primas do álbum Construção (1971) e regravado por Ney Matogrosso no tributo Um brasileiro (1996). Na seleção, Maia inclui parceria de Chico com Edu Lobo - Sobre todas as coisas, tema da trilha sonora do balé O grande circo místico (1983) - e Xote da navegação, a bissexta parceria de Dominguinhos com o compositor, lançada por Chico no álbum As cidades (1998). Eis as faixas do CD Voz e violão, que traz fado de Caetano Veloso como estranha faixa-bônus:

1. Mambembe (Chico Buarque, 1972)
2. Mar e lua (Chico Buarque, 1980)
3. Vida (Chico Buarque, 1980)
4. Rosa dos ventos (Chico Buarque, 1971)
5. Deus lhe pague (Chico Buarque, 1971)
6. Sobre todas as coisas (Edu Lobo e Chico Buarque)
7. Almanaque (Chico Buarque, 1981)
8. Acalanto para Helena (Chico Buarque, 1971)
9. Xote da nagevação (Dominguinhos e Chico Buarque, 1998)

Faixa-bônus:
10. Os argonautas (Caetano Veloso, 1969)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Maia lembra em 'Ladrão de Purezas' que Manezinho foi além da embolada

Com a reedição do CD Ladrão de Purezas - Um Tributo a Manezinho Araújo, gravado pelo cantor pernambucano Geraldo Maia em 2010 e lançado originalmente em março deste ano de 2011, a Biscoito Fino amplifica a homenagem de Maia ao seu conterrâneo Manoel Pereira de Araújo (1910 - 1993), mais conhecido como Manezinho Araújo, o Rei da Embolada. Pois Ladrão de Purezas mostra que a obra do compositor - muito em evidência dos anos 30 aos 50 - extrapolou o universo da embolada. O disco abre inclusive com Vatapá, samba que não é o de Dorival Caymmi (1914 - 2008), mas o samba gravado por Manezinho em 1956. Embora tenha sido entronizado na história da música brasileira como o Rei da Embolada, epíteto que também lhe faz jus por conta de sucessos como O Carrité do Coroné (1939) e Cuma É o Nome Dele? (1956), Manezinho compôs sambas, cocos, baiões e toadas como Adeus, Pernambuco (Hervê Cordovil e Manezinho Araújo, 1952), destaque do disco ao lado de Beata Mocinha (Manezinho Araújo e Zé Renato, 1952) - espécie de oração sertaneja que pede proteção para os romeiros do Norte - e de Novo Amanhecer, valsa-canção que exala lirismo seresteiro nunca associado à obra plural de Manezinho Araújo. Que também foi pintor de telas como as reproduzidas na capa e no encarte do álbum. Produzido, arranjado e gravado por Geraldo Maia com o violonista Vinicius Sarmento e o percussionista Lucas dos Prazeres, Ladrão de Purezas chega atrasado ao mercado fonográfico nacional para festejar o centenário de nascimento de Manezinho Araújo - injustamente esquecido até por Pernambuco, Estado natal do compositor - só que  (ainda) a tempo de se impor como um dos mais importantes discos brasileiros de 2011.