Em 1985, o Canecão, extinta casa de shows do Rio de Janeiro (RJ), tinha o palco mais nobre e prestigiado pela nata da MPB quando Elymar Santos - então um desconhecido cantor carioca, acostumado a se apresentar em churrascarias - virou notícia na imprensa local pela ousadia de alugar a casa para apresentar no Canecão o show Assim Somos Nós. Feito em 12 de novembro de 1985, o show fez sucesso e rendeu gravação ao vivo, editada em LP em 1986 pela extinta gravadora Arca Som. Decorridos 26 anos, este primeiro álbum do artista, Elymar no Canecão, chega ao formato digital em reedição posta nas lojas neste mês de fevereiro de 2012 pelo selo Discobertas. Produzido por Arthur Laranjeiras, com arranjos de Wilton Santiago, Elymar no Canecão ganha sua primeira reedição em CD com quatro faixas-bônus, extraídas de dois compactos lançados pelo artista, ambos com registros de estúdio de Cachaça (Elymar Santos), hit inicial do cantor, que, na sequência, seria contratado pela EMI-Odeon e faria mais sucesso.
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 4 de dezembro de 2011
Elymar se excede ao cantar Marrom com fidelidade à estética de Alcione
Resenha de CD e DVD
Título: Elymar Canta Marrom - Elymar Santos ao Vivo
Artista: Elymar Santos
Gravadora: EMI Music
Cotação: * *
Título: Elymar Canta Marrom - Elymar Santos ao Vivo
Artista: Elymar Santos
Gravadora: EMI Music
Cotação: * *
Mesmo bem irregular, o repertório de Alcione concilia joias e bijuterias. Cantor pautado por excessos vocais e estilísticos, Elymar Santos se movimenta entre estes altos e baixos quilates no show Elymar Canta Marrom, editado em DVD e CD ao vivo. Sob a direção musical do produtor Jorge Cardoso, o intérprete canta músicas gravadas por Alcione com fidelidade à estética kitsch dos espetáculos da Marrom. Basta ouvir Gostoso Veneno (Wilson Moreira e Nei Lopes) para perceber tal parentesco. Já no número de abertura - Obrigado (Chico Roque e Sérgio Caetano), entoado por um Elymar entronizado no alto do palco como se estivesse num altar - fica evidente o tom popular do show captada em apresentação na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ), em julho deste ano de 2011. A boa voz do cantor ainda está lá, naturalmente potente, entregue aos habituais excessos que - verdade seja dita - estão em sintonia com o caráter exacerbado de parte do cancioneiro do DVD, sobretudo da parcela romântica. Nessa seara, Elymar canta uma ou outra joia - como Qualquer Dia Desses (Reginaldo Bessa) - entre bijuterias como Se Não É Amor (Carlos Colla e Luciana Brownie), A Paixão Tem Memória (Solange De César e Ed Wilson) e Uma Nova Paixão (Gustavo Lins e Umberto Tavares). Elymar também evoca Alcione quando polui o palco com bailarinos dispensáveis no Forró do Xenhenhém (Cecéu). Em contrapartida, a bailarina que dança vivaz em cima do palco - caracterizada como Clara Nunes (1942 - 1983) - valoriza a grata lembrança de Um Ser de Luz (João Nogueira, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), iluminado samba gravado pela Marrom em 1983, no calor da saudade provocada pela morte de Clara. Em vez de tantas baladas triviais, o roteiro poderia ter acentuado a diversidade rítmica brasileira que também caracteriza o repertório de Alcione. Diversidade que aparece de relance no medley de ijexá que junta São Jorge (Claudinho Azeredo e Paulo César Pinheiro) e Ara-Keto (Edil Pacheco e Paulo César Pinheiro). Como foi dada prioridade ao cancioneiro amoroso, o cantor recorre a convidados para (tentar) imprimir um toque diferente a cada número. O violão classudo de Marcel Powell enobrece Estranha Loucura (Michael Sullivan e Paulo Massadas) enquanto Caio Mesquita sopra seu sax trivial em Quem É Você (Ed Wilson e Cury). Boa ideia foi transformar Faz Uma Loucura por Mim (Chico Roque e Sérgio Caetano) em tango, gênero de tom passional condizente com o tema. Tais ideias e participações impedem que os registros de Elymar soem como meras cópias apagadas das gravações originais de Alcione - como acontece em Você me Vira a Cabeça (Me Tira do Sério) (Chico Roque e Paulo Sérgio Valle) e em O Pior É que Eu Gosto (Isolda). É pena que a participação realmente especial de Alcione tenha sido feita em balada menor da lavra industrializada dos ex-parceiros Michael Sullivan e Paulo Massadas, Minha Culpa, Tua Culpa, lançada por Elymar em 1993 no álbum Vida de Cigano. A música é a única do roteiro que não tinha sido gravada pela Marrom, mas pulsa no tom brega de boa parte do repertório da cantora. No fim, o cantor cai no samba em Eu Vou pra Lapa (Serginho Meriti e Claudinho Guimarães) - um dos melhores momentos do show - e em Imperatriz Leopoldinense (Paulo César Pinheiro e Mauro Duarte). Elymar canta Marrom no seu tom kitsch.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Repertório de Alcione vai ser gravado ao vivo por Elymar em julho no Rio
O repertório de Alcione vai ser regravado ao vivo por Elymar Santos. O cantor decidiu fazer CD e DVD com músicas lançadas pela Marrom. O registro ao vivo está programado para 30 de julho de 2011 em show de Elymar na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ). O DVD sai ainda este ano.
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