Lançada oficialmente nas bancas neste domingo, 5 de agosto de 2012, a coleção Folha Grandes Vozes biografa 25 intérpretes em livros-CDs. Os dois primeiros volumes - dedicados a Frank Sinatra (1915 - 1998) e a Charles Aznavour (foto), cantores apresentados em textos biográficos assinados pelos jornalistas Carlos Calado (editor da coleção) e Mauro Ferreira, respectivamente - estão sendo vendidos de forma conjunta. A seleção de intérpretes prioriza nomes estrangeiros como Carlos Gardel (1890 - 1935), Edith Piaf (1915 - 1963), Ella Fitzgerald (1917 - 1996), Nat King Cole (1919 - 1965), Nina Simone (1933 - 2003), Sarah Vaughan (1924 - 1990) e Tony Bennett. Do time brasileiro, representado em quatro dos 25 títulos, há Dalva de Oliveira (1917-1972), Elizeth Cardoso (1920 - 1990), Elza Soares e Orlando Silva (1915 - 1978).
Guia jornalístico do mercado fonográfico brasileiro com resenhas de discos, críticas de shows e notícias diárias sobre futuros lançamentos de CDs e DVDs. Do pop à MPB. Do rock ao funk. Do axé ao jazz. Passando por samba, choro, sertanejo, soul, rap, blues, baião, música eletrônica e música erudita. Atualizado diariamente. É proibida a reprodução de qualquer texto ou foto deste site em veículo impresso ou digital - inclusive em redes sociais - sem a prévia autorização do editor Mauro Ferreira.
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domingo, 5 de agosto de 2012
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Com Deodato, Aznavour cai no samba em 'Toujours' sem sair de seu tom
Resenha de CD
Título: Toujours
Artista: Charles Aznavour
Gravadora: EMI Music
Cotação: * * *
Título: Toujours
Artista: Charles Aznavour
Gravadora: EMI Music
Cotação: * * *
Aos 87 anos, Charles Aznavour já está eternizado como um dos ícones da canção francesa. Toujours - seu recém-lançado álbum do estúdio, editado no Brasil neste mês de setembro de 2011 - dá sequência a uma carreira fonográfica que, a despeito da idade já avançada do artista, tem se mantido regular. Parte do viço e da potência vocal do intérprete já se foi, mas nem por isso Aznavour perde a classe. Com a voz que lhe resta, o cantor se confirma um intérprete sempre refinado. Para fiéis admiradores da obra deste senhor da canção francesa, Toujours oferece pelo menos um belo tema romântico, Tu Ne M'Aimes Plus, à altura dos clássicos do repertório do artista. Contudo, Toujours é álbum em que Aznavour se aventura além do universo da canção francesa. Escorado em arranjos do pianista e maestro brasileiro Eumir Deodato, o cantor cai até no samba em Viens m'Emporter e em Ce Printemps-Là. É samba à moda de gringo, claro, sendo que o balanço mais intimista de Ce Printemps-Là se ajusta mais a um clima de boate. O suingue do piano de Deodato envolve também Les Jours em atmosfera de leveza. Em outra latitude, mas ainda fora das fronteiras da França, o disco evoca um dos ritmos mais populares da música espanhola em Flamenca Flamenco, fluida faixa conduzida pelo maestro Yvan Cassar. Descontadas tais faixas mais curiosas, Toujours é álbum orquestrado com cordas à moda clássica de Aznavour. Que faz expansivo dueto com Thomas Dutronc em Elle entre temas tristonhos como Va. Enfim, Toujours apresenta Aznavour nos dias de hoje e, entre uma e outra aventura rítmica, o cantor volta ao seu universo tradicional.
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